quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Aprender sobre Autoconhecimento | O que é Atenção Plena? | Despertar da inteligência espiritual

Afinal, do que é que nós realmente precisamos para uma compreensão da vida? E por que nós precisamos dessa compreensão da vida? Porque estamos na vida para essa compreensão, sem ela a nossa psicológica condição irá determinar a qualidade de vida alienada dessa visão inteligente, dessa visão livre, esclarecida, dessa verdade sobre a vida, e isso irá significar, inevitavelmente, como já se demonstrou e vem se demonstrando na vida da maioria da humanidade, como uma vida em sofrimento, com problemas.

Assim, estamos vivendo dentro da ignorância, e viver dentro da ignorância é viver alienado da Verdade, da beleza da vida. Não nos foi ensinado, ainda pequenos, essa possibilidade de uma Vida Real, de uma vida feliz, livre, amorosa, carregada de beleza, onde está presente uma qualidade de vida indescritível, porque todo o contato que tivemos com a vida até hoje, desde a infância, é o contato da vida comum a todos, em razão dessa consciência que temos, que é a consciência comum a todos.

Vamos falar um pouquinho isso aqui com você, sobre a verdade dessa consciência, que é a consciência comum a todos. Quando você nasce em um determinado país, você aprende tudo ali daquela cultura: o pensamento cultural, o comportamento de tradição social, de tradição familiar.

Assim, nós recebemos diversas formas de ensinos; essas formações diversas que recebemos desde a infância, desde a mais tenra idade até a idade adulta, o que temos presente em tudo isso são formas de pensar que nos é dado. É isso que aqui nós temos lhe mostrado como o elemento que dá fundamentação a essa vida complicada, desorientada, alienada da Vida Divina, alienada da Vida Real, que é esse condicionamento psicológico.

Nós somos educados para uma vida dentro de um condicionamento mental. Esse condicionamento é um condicionamento conhecido em psicologia. O nosso modelo psicológico de sentir, de pensar e agir é todo ele, por princípio, dentro dessa base. Então, o nosso condicionamento é humano, e isso tem nos dado uma consciência particular de cultura humana condicionada.

Assim, o que nós chamamos de consciência é uma forma de lidar com as experiências tendo por princípio o modelo do pensamento que nos foi dado socialmente, politicamente, filosoficamente e religiosamente. É assim que estamos funcionando, é assim que temos funcionado. Além de toda essa forma de condicionamento, nós temos uma forma de atuação programada, de reação, de condicionamento do “eu”.

O que é esse “eu”? É esse sentimento-pensamento de ser alguém, como nós fomos educados para nos sentirmos assim, para vivermos assim, para nos vermos assim. Então, estamos nos vendo dessa forma, sentindo dessa forma e vivendo dessa forma. Essa é a nossa consciência pessoal. O que, na realidade, não é uma real consciência individual, é a consciência da humanidade. Nós pensamos, sentimos e agimos como o mundo a nossa volta.

A compreensão da verdade sobre si mesmo requer esse aprender sobre o Autoconhecimento. Aprender sobre nós mesmos: é quando nos aproximamos para tomar ciência de tudo isso que nos foi colocado aqui. Observe, tudo isso foi colocado em palavras, mas não é tão simples isso, porque não podemos apenas ficar em mais uma confiança de crença sobre isso. Nós precisamos ter uma ciência direta disso que foi colocado aqui, e isso ocorre na razão em que você aprende sobre si mesmo.

Então, aprender sobre aprender sobre si mesmo, não sabemos nada sobre isso. Nós somos formados, educados no mundo para a vida secular, para a vida no mundo. A vida secular, a vida no mundo é estudar na infância, crescer estudando, adquirir uma formação, uma profissão, uma ocupação profissional, com ela ganhar dinheiro, constituir família e manter a continuidade da vida dessa estrutura social, dessa estrutura humana, dessa estrutura no mundo. Ganhar dinheiro, ter uma casa bonita, um carro bonito, criar filhos, depois vêm os netos, vem a velhice, a doença e a morte, ou antes da velhice, a morte: essa é a vida como nós conhecemos, essa é a vida que a humanidade e a cultura estão nos propondo.

Aqui estamos com você investigando a natureza da Verdade sobre quem nós somos, vendo, com clareza, esse modelo condicionado, programado, estruturado há milênios, algo que tem sido ofertado ou vendido para nós e que estamos recebendo de forma gratuita ou comprando, e vivendo exatamente como aqueles que chegaram aqui antes de nós, dentro da ignorância. Aqui eu me refiro à ignorância a respeito da Verdade da Vida, da Totalidade, da beleza da Vida, da singularidade da Vida, onde temos presente algo que desconhecemos. Uma verdade sobre isso é que nós nem referência temos daquilo que estamos abordando aqui.

Aqui, por exemplo, quando eu faço uso de expressões como a “Presença do Amor”, a “Presença da Felicidade”, a “Presença da Liberdade, da Paz, da Ciência de Deus”, os nossos cérebros, em razão desses condicionamentos que recebemos da cultura, interpretam tudo isso e colocam dentro da mesma velha forma. Expressões como amor, paz, felicidade, Deus, está tudo ligado a padrões de cultura humana. No entanto, aqui estamos dizendo uma outra coisa, fazendo uso de expressões que nós conhecemos, que estão dentro do conhecido do pensamento, mas estamos apontando para algo além do pensamento, além do conhecido.

Quando usamos a expressão “Deus”, estamos apontando para Algo inominável, indescritível. Felicidade: não sabemos o que é isso. O Amor nós desconhecemos, a Paz nós desconhecemos. O ser humano já está há milênios no planeta. Veja, há milhares de anos e nós jamais conhecemos a Verdade sobre a Paz, nunca tivemos Paz.

O Amor é algo estranho. O que temos nas relações, da melhor forma possível, quando entramos em acordos, é satisfação mútua, é prazer, é aceitação, é troca de sentimentos agradáveis, emoções agradáveis, sensações físicas, como o prazer sexual, e outras formas de contatos nos relacionamentos humanos. Reparem, é isso que nós chamamos de amor. Mas quando isso sofre algum tipo de abalo, um sentimento de raiva, de contrariedade, de revolta surge.

Nós vivemos como criaturas humanas dentro dessa consciência do “eu”, dessa consciência da pessoa, porque é assim que nós nos vemos: como uma pessoa, como sendo alguém presente na vida. Essa consciência é uma consciência que vive em desordem, em confusão, em complicações diversas, em diversos sofrimentos. Então, está presente no ser humano, dentro dessa estrutura que é a estrutura da ignorância, onde temos essa vida, que é a vida que nós conhecemos, o medo, a raiva, a inveja, o ciúme, a posse, o apego, o desejo.

Reparem, o que é o desejo? Quando há insatisfação, quando há a projeção em um ideal de prazer, algo que o pensamento cria, essa busca desse prazer ou satisfação naquele tipo de preenchimento, isso é o desejo. Isso tem criado todo o tipo de confusão no mundo, porque esses desejos no ser humano, nessa consciência que nós conhecemos, que é a consciência do “eu”, do ego, são contraditórios. Isso aqui é só um exemplo.

Você deseja uma coisa, mas intelectualmente, a nível de sentimento, emoção e busca de sensação, fica claro para você que aquilo irá produzir confusão na vida e, no entanto, o desejo está aqui presente, essa ânsia, essa busca de preenchimento, de satisfação do desejo. Então, os nossos desejos são contraditórios, há uma contradição entre sentimento e pensamento e ação.

Então, o ser humano vive há milênios no planeta, mas ele não conhece o Amor, ele não conhece a Paz, ele não conhece a Liberdade. Me refiro, como foi colocado, à Liberdade Real, à Paz Real, ao Amor Real, à Felicidade Real, à Verdade Real de Deus. Nós temos religiões organizadas, muitas delas: qual será a verdade da Vida realmente Religiosa, de uma Vida Divina?

Essa Vida Real da qual estamos falando aqui é a Vida Divina, é a Vida de Deus, é a verdadeira Vida Religiosa, mas nela temos presente a ausência do ego, a ausência do “eu” e, portanto, a ausência de todas essas disputas, de todos esses conflitos. Nós vivemos em confusão, em divergências diversas, inclusive, isso envolve crenças diferentes, doutrinas diferentes, opiniões diferentes, então existem conflitos religiosos, assim como conflitos políticos, conflitos entre famílias, conflitos entre cidades, nações, tudo isso está presente nessa confusão.

Aqui estamos enfocando com você a beleza desse encontro com uma Atenção sobre si mesmo, uma Atenção sobre essas reações e sobre o que está acontecendo no mundo. Um dos assuntos tratados aqui envolve essa questão do Despertar da Inteligência Espiritual, desse aprender sobre o Autoconhecimento e da importância da Atenção Plena. Se tornar ciente de suas reações, conscientes de tudo aquilo que está acontecendo no mundo. Apenas olhar, observar, e isso se torna claro, é possível ver a verdade sobre tudo isso.

O interessante é que nesta Real Atenção Plena, a Verdade da Atenção Plena, sobre o que é Atenção Plena, quando isso fica claro, o seu modo de olhar, de escutar, de sentir, de vivenciar o momento presente é algo fora do “eu”, fora do ego. As pessoas usam essa expressão, mas não compreendem o que é estar atento sem julgar, comparar, avaliar, sem estar envolvido dentro desse padrão de condicionamento e comportamento egocêntrico.

Essa beleza desse olhar livre do passado lhe traz essa clareza, lhe traz essa Inteligência, lhe traz essa visão real da vida, a presença desse olhar para esse momento, para o que quer que esteja surgindo nesse instante, sem colocar esse elemento que vem do passado, que é o “eu”, para julgar, comparar, rejeitar ou se confundir aceitando, se submetendo, entrando no jogo. Aqui se trata de um olhar livre desse fundo. A presença desse olhar não requer esforço, requer exatamente ter uma aproximação livre, logo de início, de toda e qualquer experiência nesse momento, seja ela externa ou interna.

Nós estamos trabalhando com você aqui o Despertar de uma nova Consciência e, portanto, da Real visão da Vida, não mais agora essa vida do ego, essa vida do “eu”, esta vida de condicionamento humano, mas esta Vida Divina. Você nasceu para, nesta vida, Realizar Deus, é isso que alguns chamam de o Despertar Espiritual ou Iluminação Espiritual.

Assim, esses assuntos nós estamos trabalhando aqui com você e, também, nós temos encontros online nos finais de semana. Sábado e domingo estamos juntos nos aproximando disso, investigando tudo isso.

Outubro de 2024
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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Ansiedade social: como controlar? Importância do Autoconhecimento. Como lidar com baixa autoestima?

Nós temos um modo de nos depararmos com a experiência – a experiência é aquilo que acontece aqui, nesse instante – que é bastante equivocada, e é isso que se traduz para cada um de nós, de imediato, a médio ou a longo prazo, como complicações. Quando chega, por exemplo, alguém e pergunta: “Como posso controlar a ansiedade? Eu tenho ansiedade social, como posso controlar isso?”

Notem, cada um de nós vai encontrar esse ou aquele estado ou quadro interno de desordem, de desconforto, de sofrimento. É só dar um pouquinho de atenção a si mesmo e você irá descobrir que isso está presente. E por que isso está presente em todos nós? Isso está presente em razão da psicológica condição em que nós nos encontramos; a condição psicológica da maioria de nós – para não dizer em todos nós.

Nós estamos propondo a você uma Liberdade que é possível para cada um de nós, e aqui particularmente não estamos compartilhando com você algo que é uma teoria. Estamos tocando com você num assunto que é possível termos, nesta vida, uma ciência direta a respeito de tudo isso.

É a falta de uma compreensão que nos coloca dentro dessa condição, que é a condição – e essa é a ressalva – da maioria das pessoas. Então, em algum nível psicológico, a maioria das pessoas está vivendo quadros internos de desordem, de conflito, de contradição, de problema, de sofrimento. É esse sofrimento psíquico presente no ser humano que está determinando o sofrimento humano presente na maioria das pessoas.

Aqui a nossa disposição é para a compreensão disso. Nós não temos uma compreensão direta disso em nós, não sabemos lidar com o problema. Nós, como seres humanos, estamos carregados de problemas, sobretudo problemas dessa ordem, desse tipo. Não é só a questão da ansiedade, depressão, angústia, a dor da solidão ou o ciúme, nós temos diversos outros quadros de infelicidade psicológica presentes nessa condição de sofrimento psíquico, e não sabemos lidar com isso. Não sabemos lidar com isso porque não temos uma aproximação verdadeira disso.

Como podemos ter uma real aproximação desses estados internos de desordem, conflituosos e aflitivos que trazemos? Vale aqui uma observação: observe que nesse contato com o outro, com o mundo, com a vida a nossa volta, a partir de modelos de pensamentos preestabelecidos em nós como modelos de crenças que temos, como formas de acreditar e desacreditar, de aceitar e rejeitar a vida como ela acontece, isso que tem nos colocado dentro desse contexto de existência ou de vida, nesse ou naquele quadro de sofrimento.

E nesse contato com o outro, nesse contato com a vida, essa desordem ou essa forma aflitiva de viver em nós está representando sofrimento. Não é só o nosso sofrimento, o meu sofrimento, é o sofrimento dele ou dela que convive comigo, com o mundo a minha volta. Então, não entramos em contato direto com o problema, não sabemos fazer isso.

Até vamos em busca de uma ajuda terapêutica, a psicoterapia pode ajudar. Mas no sentido de uma ajuda, a prática da meditação, como as pessoas praticam aí fora, também pode ajudar. O envolvimento com crenças religiosas, com orações e preces, também pode ajudar. Mas aqui com você nós estamos aprofundando essas questões, isso porque o nosso interesse aqui não é de receber ajuda, mas, sim, de termos uma visão direta, uma compreensão clara do problema.

Aproximar-se do problema e ter uma visão clara do que ele significa, como atua, como funciona, o que ele representa, nós nos colocamos, assim, dentro de uma nova postura diante dessa condição psicológica, diante de uma nova condição, que é de averiguação, de estudo de nós mesmos. E quando fazemos isso, nós podemos, sim, ter uma grande descoberta, a descoberta do fim para essa psicológica condição. Não se trata de uma ajuda, mas de uma solução de continuidade dessa velha e antiga condição.

Esse é o nosso empenho, esse é o nosso interesse aqui com você. Nós precisamos tomar ciência da verdade, daquilo que se passa conosco nesse instante, nesse momento. É aqui que temos a grande dificuldade, É aqui que nos deparamos com a verdadeira complicação para uma direta aproximação do problema, porque estamos sempre, a partir da ideia que o pensamento constrói sobre o problema, adiando isso, protelando isso.

Nós temos um pensamento sobre esses estados, e nós temos o próprio estado. Há uma diferença entre uma ideia, uma imagem, uma representação de pensamento sobre o estado e o próprio estado. Em geral, nós não confrontamos o estado, porque ficamos com ideias sobre ele, e quando vamos em busca de uma ajuda, não compreendemos como se processa o estado em nós mesmos.

Queremos que outros, alguma coisa ou alguma outra alternativa minore, diminua, arrefeça aquela dor, mas, em geral nunca entramos em contato direto com isso, porque estamos sempre, a partir do pensamento, tendo ideias do que fazer, de como se livrar, de como conseguir vencer, triunfar, controlar isso.

Então, se você vem e diz: “Olha eu tenho ansiedade social, como posso controlar isso?” Em geral, essa é a ideia, mas é de ideias que a mente funciona. Nós estamos vivendo com base em ideias, em crenças, em alternativas que o pensamento cria. Não estamos lidando com aquilo que está presente sendo isso que é, estamos com ideias sobre o que deveria ser. Então nós temos aquilo que está presente, não entramos em contato com isso, mas ficamos com ideias sobre o que fazer com isso: se livrar, vencer, superar, controlar.

Assim, nós passamos uma vida inteira envolvidos com estados internos lincados a esse movimento, que é o movimento dessa consciência egoica, que é a consciência do “eu”, sem nunca, de verdade, investigar a estrutura e a natureza desse próprio movimento, que é o movimento do pensamento, que está sempre protelando, adiando, tentando encontrar um jeito de se livrar da dor, que é um fato, que é o que é, a partir de uma ideia do que aquilo deveria ser.

Nós fomos educados para fugir, educados para escapar, para se livrar, para controlar. Nunca disseram para você que isso pode terminar. Tanto é assim que nós vencemos agora e depois a gente tem que vencer logo no momento seguinte, e depois num terceiro momento e num quarto momento, e passamos uma vida inteira vencendo, na realidade, sem vencer, porque a coisa continua voltando. Quando a ansiedade não é de uma dada coisa, é a ansiedade de uma outra coisa.

Então, não nos disseram que nós precisamos eliminar essa condição de continuidade do pensamento, da ideia, do ideal, do propósito e do objetivo de vencer, de se livrar, de superar, de controlar. Aqui estamos dizendo para você que essa psicológica condição, que está presente como um fato presente de dor, é algo, sim, que pode terminar quando temos uma direta compreensão do que isso representa. E essa compreensão só é possível quando eliminamos a ideia, o ideal sobre aquilo. Então nos aproximamos daquilo que está presente e ficamos com isso, olhamos isso de perto, sem a separação entre o que é e o que deveria ser.

Quando você coloca a ideia sobre o que é, há uma separação. Nós temos o que é e temos um pensamento, um conceito, uma crença, uma sugestão, uma ideia sobre isso. É assim que estamos protelando, adiando, é assim que estamos fugindo e escapando. Então nós não temos uma compreensão do problema, porque entre isso que é, entre a verdade do que é e essa ideia do que é, repare, há um intervalo para superar, para vencer, para se livrar. Esse intervalo é o intervalo do tempo.

Nós fomos, durante a vida inteira, educados a acreditar, confiar e se assegurar no tempo para realizar as coisas. Tudo na vida realizamos a partir do tempo. A gente sabe que tudo requer tempo, aprender uma língua requer tempo, fazer uma formação profissional requer tempo, construir uma casa requer tempo, se organizar para o casamento requer tempo, estudar uma dada coisa e aprender aquilo e se tornar especialista naquela dada área requer tempo. Tudo requer tempo, e porque tudo requer tempo, também acreditamos que não sofrer requer tempo.

Acreditamos que a felicidade requer tempo, a paz requer tempo, o amor requer tempo, a liberdade requer tempo, a verdade requer tempo, porque há toda essa ideia de encontrar a verdade, de encontrar a paz, encontrar a felicidade, encontrar o amor, e tudo isso está no tempo. A Realidade da Vida não está no tempo, e a Realidade da Vida comporta a Liberdade, o Amor, a Paz, a Felicidade e, naturalmente, comporta o fim do sofrimento.

O fim do sofrimento é agora, não se trata de encontrar isso, de obter isso, de realizar isso, mas isso requer que você elimine esse tempo, esse intervalo de tempo entre o que é e o que deveria ser. O problema conosco é que nós fomos educados a viver dentro desse modelo, acreditando um dia conseguir controlar, vencer. Tudo que você controla, tem que continuar controlando, para não sair do controle. Tudo que você vence, tem que continuar vencendo, se não chega um momento que você perde. Tudo que você obtém tem que segurar e sustentar, porque senão você um dia pode ver isso escapar de suas mãos.

Aqui, quando abordamos com você a questão do Despertar da Consciência, da Iluminação Espiritual, estamos falando com você a respeito de uma vida em plena Inteligência, onde está presente, naturalmente, a compreensão do que é, e essa compreensão do que é é a mente livre dessas condições psicológicas, onde há uma distorção de realidade, onde o sentido do “eu”, do ego está distorcendo a vida como ela é, tendo esperança, expectativa, desejos, objetivos e propósitos bem particulares, pessoais e egocêntricos, entrando em conflito com a vida como ela é e, naturalmente, sofrendo.

Isso explica essa condição de ansiedade social, mas, também, de angústia, de depressão, de medo. Podemos descobrir a vida em plena Liberdade, Beleza, Amor, agora? Isso requer a eliminação desse tempo psicológico. Então, essa noção em que nós fomos educados para viver, criados para se manter na vida assim, isso precisa desaparecer. Eu me refiro a essa condição onde “eu não sou, mas eu serei”, “eu não tenho, mas eu terei”. “Eu preciso de algo”, então há esse movimento de futuro para obter, para alcançar, para realizar. Isso nos coloca numa condição, naturalmente, de ansiedade, de alguma forma de medo, porque estamos vivendo dentro de uma postura, de uma posição de futuro psicológico.

São diversos os problemas presentes não resolvidos dentro dessa condição psicológica de ser alguém. Então, essa é a condição da maioria da humanidade. Agora, eu volto a dizer: praticamente todo ser humano, a não ser que ele tenha realizado a Verdade sobre ele, que é a Vida Divina, que é a Vida de Deus, que é a Verdade d’Aquilo que ele é em sua Natureza Verdadeira, a não ser que isso esteja claro, todos sofrem de medo, preocupações, problemas. Há sempre uma forma ou outra de sofrimento presente, e a solução para tudo isso está no fim do “eu”, no fim do ego.

Quando temos o fim desse tempo psicológico, temos o fim desse intervalo entre o que é e o que deveria ser, então temos a vida como ela se mostra, sem a presença desse sentido do “eu”, do “mim”, do ego e, portanto, dos problemas. Esse é o nosso assunto aqui com você. Para esse propósito, nós temos encontros online nos finais de semana. Sábado e domingo estamos juntos aprofundando esse assunto com você. Além disso, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Agosto de 2024
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Aprender sobre Autoconhecimento. Como vencer o medo da morte? Como lidar com o medo?

Aqui nós temos um único propósito, e esse propósito é a ciência da Verdade Divina. No entanto, nós não começamos falando aqui sobre Deus, começamos falando sobre o sentido do “eu”. É bem interessante isso porque, em geral, as pessoas querem ouvir falar sobre Deus, sobretudo quando querem superar dificuldades, obstáculos e situações fora do controle delas. Mas, reparem, a ideia é superar dificuldades, como, por exemplo, o medo da morte.

A pergunta é: “Como superar o medo da morte?” Esse é um exemplo de pergunta. O medo está presente, é algo que surge, é algo que aparece, assim como a morte também é algo que surge, que aparece. Nós temos um modo de nos aproximarmos da vida como ela acontece a partir de ideias, de conceitos, de avaliações, de opiniões e, também, de crenças. Então nós também acreditamos que uma aproximação de Deus irá nos ajudar a superar o medo.

Eu tenho algo para lhe dizer: a Verdade Divina revelada, a ciência dessa Revelação, daquilo que é a Verdade de Deus é o fim do medo. Porque onde se assenta o medo? O medo é um elemento em você que se assenta, basicamente, no futuro. Você só tem medo do futuro. Observem bem isso. Todos os seus medos são do que possa acontecer, porque agora, aqui, nesse momento, não há medo.

Nós temos o medo de adoecer, o medo de envelhecer, temos o medo de que algo que aconteceu no passado volte a acontecer, temos o medo da morte, temos o medo de sermos abandonados. Repare, todos os nossos temores são algo que dizem respeito ao futuro. Agora eu lhe pergunto: onde está o futuro?

Aqui a pergunta é: onde está o futuro? Já que todo o medo é do futuro, procure em você algum medo que não seja do futuro. Me fale de um medo que não seja do futuro. O medo é algo ligado a esse amanhã, a esse depois, a esse daqui a pouco, é aquilo que pode acontecer, poderá acontecer, talvez aconteça. Repare, é basicamente aquilo que o pensamento fala do futuro.

Assim, o que nós temos na presença do medo? O futuro, o que o pensamento diz sobre o que virá, sobre o que acontecerá, sobre o que poderá surgir. O medo é isso, o medo é o futuro, e o futuro é o pensamento. O que nós temos de futuro é o pensamento. Então nós temos aqui já três coisas que, na realidade, são uma só: nós temos o futuro, temos o pensamento e temos o medo.

Quando as pessoas perguntam como lidar com o medo, eu costumo perguntar para elas de que medo elas estão falando, e elas não conseguem me mostrar nenhum medo separado do futuro. Você não pode me falar de um medo agora; você pode me falar de algo para acontecer com relação a uma situação aqui, agora. Então há uma situação presente, essa situação é o que é, é o que que acontece, e não há nessa situação outra coisa a não ser um fato presente que surge, que está aqui, mas o pensamento constrói uma ideia sobre esse fato, sobre isso que está aqui.

Então, como se aproximar da verdade do medo? Tomando ciência da ideia que é o pensamento, porque o fato do medo é a ideia do pensamento. Portanto, o medo tem essa característica presente em cada um de nós, ele tem a presença da ideia, do conceito, da crença. Então, como podemos lidar com o medo? Tomando ciência do pensamento, porque o único fato do medo é o pensamento.

Mas o pensamento é uma abstração. O pensamento é um símbolo de imagem, de representação, algo que vem do passado representando o futuro, aparece aqui e agora em razão de uma situação presente como uma imagem, como uma representação do passado para o futuro.

Como podemos superar o medo da morte? Descobrindo a realidade do fim agora e aqui. Veja, o fato está aqui, mas a ideia está no futuro. Se dar conta da ideia, tomar plena ciência da ideia é terminar com a ideia. Isso é o fim para essa ideia da morte, porque é só uma ideia.

Então, como superar o medo da morte? Tome ciência de que você está lidando com um pensamento e não com um fato. O fato é o que está aqui. Reparem como é importante isso. Se a morte acontece nesse instante, nesse instante, nesse único segundo que aqui está, não há medo.

Alguém em uma doença terminal pode temer a morte quando o pensamento sobre o que irá acontecer no momento final ou no pós morte aparecer. Apenas quando um pensamento está presente, o medo está presente. Se não há pensamento, não há medo. Veja como é fascinante essa compreensão. Isso não é algo intelectual, não é algo teórico, não é algo conceitual, isso é um fato. Um fato não é uma ideia.

Um fato é aquilo que está aqui se mostrando exatamente como é, e estamos lidando com um fato. O fato é. A ideia não é a coisa, a ideia é uma abstração, é um conceito, é uma imagem. Podemos ir além da ideia, do conceito e da imagem? A resposta para isso é muito clara. A ciência de que estamos diante de uma ideia é o fim do valor dessa ideia. A continuidade dessa ideia é o movimento que o pensamento sustenta.

Então, onde se estabelece, de verdade, esse sofrimento do medo da morte? Na sustentação de uma ideia sobre o que poderá acontecer, ou deverá acontecer, ou acontecerá. A continuidade do pensamento é a manutenção do estado. A ciência do pensamento é o fim do pensamento e, naturalmente, o fim do estado. Então, o que nós temos agora, aqui? Nós temos a presença do estado em razão da presença do pensamento. Sem o pensamento, sem o estado.

Onde está esse elemento no medo, com medo? Esse elemento é o pensamento. É esse pensamento que tem criado, nessa imagem que ele constrói, uma entidade presente nessa dor, nesse conflito, nesse sofrimento, nesse problema.

Então, o que eu posso lhe recomendar nesse instante? Tome ciência desse elemento. Não reaja, não lute, não faça qualquer coisa com esse elemento quando essa dor estiver presente, quando esse quadro estiver presente: tome ciência dele, se aproxime e olhe. Toda a resistência, toda a luta, toda tentativa de resistir a esse pensamento é manter a continuidade dele e, portanto, a continuidade do estado.

Então, como podemos lidar com o pensamento? Se torne ciente dele, dê plena ciência, dê plena presença, completa presença, a ele. Se torne cônscio, olhe, observe, escute, perceba. Apenas isso. Qualquer envolvimento que você tenha com o pensamento irá sustentar um elemento presente no pensamento.

Esse elemento é o pensador, é o experimentador. Esse experimentador é o medroso, esse pensador é a continuidade desse elemento nesta dor. O que estamos descobrindo juntos aqui é como ter desse momento uma aproximação sem alguém nele, sem esse pensador, sem esse experimentador, sem esse sofredor, sem esse atemorizado, sem esse na dor.

Repare como é básico isso, mas nós temos uma inclinação, e eu já tenho colocado isso outras vezes aqui para vocês: ou nós simplificamos demais colocando uma conclusão intelectual sobre o assunto e definindo aquilo como uma conclusão meramente verbal, de palavras, intelectual, e dizemos “sim, entendi, compreendi”, ou nós complicamos demasiadamente e tornamos muito complexo, e dizemos “não, isso não dá para compreender, é muito difícil, não consigo, não consigo compreender isso.”

Veja, aqui estamos lhe convidando apenas a escutar. Isso requer um momento interno de silêncio para apenas escutar essa fala, escutar o que estamos colocando aqui. Então fica claro o que estamos dizendo, sem esse exagero de simplificação ou esse exagero de complicação.

Nós estamos diante de algo para ser visto sem o observador, percebido sem o percebedor, compreendido sem esse elemento que intelectualiza o assunto. Então escute. Diante de uma experiência, se aproxime dela, seja ela qual for, apenas para olhar, perceber, se dar conta, mas não se envolva.

Veja, aqui tocamos com você na beleza desse encontro com esse aprender sobre o Autoconhecimento. Como podemos aprender sobre nós mesmos? Se dando conta de suas reações, descobrindo como você funciona, uma vez que, psicologicamente, toda essa estrutura do “eu” consiste de pensamentos, e pensamentos são essas representações que sustentam em nós o passado, a ideia de alguém que viveu e que não quer viver mais aquilo, passou por algo e não quer que aquilo se repita, ou esse alguém que tem ideia sobre o que acontecerá.

Notem, esse alguém é o “eu”, é o ego, e ele vive dentro desse contexto psicológico de pensamento, de abstração: o passado, o presente e o futuro. No entanto, esse passado, presente e futuro é só uma construção do pensamento, assim ele constrói o medo. Então, todos esses estados internos, quadros lincados ao pensamento estão presentes em razão desse modelo de ser alguém, algo presente quando não existe esse estudar a verdade sobre quem nós somos.

Nós passamos uma vida inteira nessa confusão da ilusão de alguém presente na vida, e esse alguém presente é esse elemento que veio do passado, está no presente e caminhando para o futuro. Então ele tem medo, mas ele também tem desejos. Não é o assunto dessa fala, mas, na realidade, o medo e o desejo estão dentro desse movimento de insatisfação para essa suposta entidade presente. Essa também é a questão do desejo.

O ser humano carrega uma insatisfação que sustenta nele o desejo e o medo, e nós achamos que são coisas diferentes. Na realidade, estamos lidando com o mesmo fenômeno. O seu medo da morte é o seu desejo de não morrer. O seu desejo de ganhar é, na realidade, o medo de não conseguir.

Assim, psicologicamente, nós estamos vivendo no medo e no desejo, e tudo isso está dentro desse movimento, que é o movimento do pensamento, que é essa qualidade de vida psíquica nessa abstração. Porque a vida é o que acontece aqui e agora, enquanto que o pensamento é essa ideia do que deveria ser, ou do que poderia ser, ou do que foi ou daquilo que não foi.

Então, a vida consiste na Realidade daquilo que está presente. Uma vida livre do ego é uma vida que evidencia fatos, não lida com ideias, é uma vida que não está presa a ideais, a ideais positivos ou ideias negativos, a propostas boas ou propostas ruins. Aqui estamos rompendo essa qualidade de vida fictícia, ilusória, centrada nesse movimento de tempo, onde está presente todos esses estados internos de desordem e sofrimento psíquico.

É por isso que o ser humano sofre de ansiedade, depressão, raiva, culpa, arrependimento, decepção, insegurança. Toda essa qualidade de vida é a qualidade que se sustenta nesse modelo psíquico de identidade do “eu”, de identidade egoica.

Aqui estamos lhe convidando para o fim de tudo isso, para uma Vida Real, para uma Vida Divina, estamos lhe convidando para o fim do medo, para o fim do ego, para o fim do “eu”. Portanto, se trata dessa Liberdade, da Liberdade de como lidar, não só como lidar com o medo, mas como lidar com a vida como ela acontece.

Esse é o nosso assunto aqui. Sábado e domingo estamos juntos, em encontros online, trabalhando com você esses assuntos. Além disso, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Novembro de 2024
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terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Aprender sobre Autoconhecimento. As questões fundamentais da vida. Despertar da inteligência.

Aqui, com você, nós estamos explorando essa questão da autodescoberta, desse florescer da Verdade sobre quem nós somos. Isso, naturalmente, requer um aprender. Se você dirige, você aprendeu a dirigir; se você escreve, você aprendeu a escrever; falar é algo que você aprendeu. Um bebê, ele aprende ainda quando bebê; na vida de bebê, ele aprende a escutar, ele aprende a olhar. Notem que, na vida, tudo nós aprendemos.

Aqui, quanto à visão da Verdade sobre quem nós somos, também isso requer um aprender. Aqui, a diferença é que esse aprender requer o despertar de algo novo! Então, não se trata de conhecer esse sentido do “eu”, com os detalhes que ele tem. Mas aqui se trata da compreensão de que esse sentido do “eu” é algo que o pensamento em nós tem estabelecido como sendo a verdade sobre quem somos. Mas isso é completamente ilusório!

Assim, a verdade do autoconhecimento, não aquilo que a psicologia, a filosofia, ou alguns aí fora chamam de autoconhecimento. Aqui usamos essa expressão de uma forma bem específica, no sentido de conhecer esse “eu”, é a compreensão da ilusão desse “eu”. Quando você se aproxima e investiga a natureza do “eu”, quando de verdade se aproxima para investigar – aqui eu não me refiro à introspecção, à autoanálise, ou à busca ou tentativa de ajustar sua disposição de sentimento, de emoção, ou pensamento, a uma dada forma de ação, a um específico modo de comportamento como, em geral, as pessoas encaram essa questão desse assim chamado “autoconhecimento” aí fora.

Aqui estamos falando do fim da ilusão deste “eu”. Um olhar direto para si mesmo, nesse investigar a natureza do “eu”, não fica o “eu”, não fica esse “mim”, esse sentimento de “ser alguém”, esse sentido de “pessoa” se dissolve, porque isso é algo centrado no modelo de memória psicológica, de pensamento psicológico, de respostas que surgem agora em razão do passado, de experiências não terminadas, não acabadas.

Então, o sentido do “eu”, do “ego”, desse “mim”, dessa “pessoa”, não é outra coisa a não ser memória, lembrança, experiência, pensamentos situando a “ilusão de um pensador”, percepção situando a “ilusão de um percebedor”. Isso é o “eu”, é o “mim”, é a “pessoa”.

Investigar a natureza e estrutura do “eu” é se dar conta de que não existe tal coisa como um elemento presente aqui e agora. Temos somente a vida! A vida como ela acontece! Porque, de imediato, esta ciência de Ser é o fim dessa ilusão desse “eu”, nesse “vir a ser”, nesse “deixar de ser”, nesse “continuar a ser”. Isso está dentro da estrutura do pensamento.

Aqui, com você, nós estamos investigando diversas questões. A palavra questão é problema, esse é o significado. Uma questão é um problema, um problema é algo, alguma coisa ou situação ou questão não resolvida, não solucionada. Esse sentido do “eu”, do “ego”, é exatamente isso! Se eu pergunto: “quem é você”? Toda e qualquer descrição que você tenha sobre você, não é outra coisa essa descrição, a não ser um modelo de pensamento que se estabelece em crenças, em avaliações, autoconclusões, memórias, lembranças. Então, esse sentido do “eu” é um problema não resolvido. Você não consegue exatamente me dizer quem é você quando me diz o seu nome, quando me conta a sua história, a sua história não é você, o seu nome não é você. Quando você aponta para o corpo e diz “eu”, do que é que exatamente você está falando? Então, estamos diante de uma questão, de um problema. Portanto, o “eu”, o “ego”, é um problema. Mas, ele não é um simples problema, ele é um complexo problema, que dá base e origem a diversos outros problemas.

Assim, as diversas questões que nós chamamos de questões fundamentais da vida... Veja, a vida não tem nenhuma questão, não há nenhum problema especificamente na vida como ela é. É no pensamento humano, é na “ideia” do ser humano, é no modelo do “eu”, do “ego”, é nesse modelo que nós encontramos essas questões fundamentais da vida! Na realidade são questões fundamentais no “eu”, no “ego”. Mas uma vez que o próprio “eu”, o próprio “ego”, é a maior de todas as questões ou problemas, tudo gira em torno desse “centro”.

Então, o que estamos vendo aqui com você, explorando aqui com você? Estamos tomando ciência da realidade da vida e percebendo com clareza que “essa vida”, onde “essas questões” estão, é a “vida do ego”.

Nós temos colocado isso aqui de diversas formas, sempre com palavras diferentes, mas apontando para a mesma direção. Não há problema na vida! Todo problema consiste na “minha vida”. A vida como acontece, ela é um acontecimento misterioso. Algo que me parece desafiador em razão desse “mim”. É a presença desse “eu” que faz com que a vida como ela acontece nos pareça problemática. Mas o problema está nesse “mim”, nesse “eu”! Então, nós precisamos ter uma visão clara da vida. Isso requer a presença do Despertar da Inteligência, e essa inteligência floresce em razão dessa direta aproximação, desse aprender sobre o autoconhecimento.

Uma vez que a verdade sobre o autoconhecimento está presente, há o descarte da ideia de uma identidade na experiência com uma vida particular carregando problemas.

Veja como é fascinante uma aproximação real de tudo isso! Nós passamos uma vida inteira... quarenta, cinquenta, sessenta, noventa anos de idade, sem a menor ciência da Realidade da Vida Real, porque estamos vivendo na particular vida do “eu”. Esta condição é a condição de ignorância!

A condição de ignorância lhe situa em uma posição onde você está cercado de problemas, e se acercando de mais e mais problemas, porque todo o seu movimento de atuação, de ação, de modo, de comportamento, na relação com a vida, suscita mais e mais problemas; uma vez que essas ações nascem do passado. E elas não podem atender ao mistério, à beleza, à verdade do momento, da vida como ela acontece aqui e agora. Estamos sempre trazendo do passado os motivos, as razões, os valores, as interpretações de “como a vida deveria ser, poderia ser, teria que ser”.

Aqui com você, nós estamos nos aproximando do despertar dessa Inteligência Divina, do despertar dessa Inteligência Espiritual, e nela fica claro que a vida é a Beleza, é a Graça, é o Mistério, é o Indescritível, é o Inominável, é a Verdade de Deus! Como seres humanos, nesse modelo psicológico de existência, nesse egocentramento, nesse condicionamento, e por que a expressão condicionamento? Nós temos diversos vídeos aqui no canal colocando isso para você. Porque é a forma habitual de manter a continuidade da memória. É assim que o pensamento se processa dentro de nós.

A verdade sobre o pensamento é que o pensamento é uma memória presente. E, você sabe que a memória, ela se sustenta dentro de uma continuidade quando ela se repete, quanto maior a repetição, mais se firma esta memória. O pensamento em você funciona exatamente assim. Por que será que você tem facilidade de pronunciar o seu nome? Isso não leva nem mesmo um segundo, menos de um segundo. Eu pergunto: qual é o seu nome? E essa resposta vem de imediato, mas se eu pergunto o nome da sua bisavó, e se de fato você sabe o nome dela, isso leva algum tempo, um tempo maior, para que essa lembrança surja. Então, nós temos uma lembrança que chega rápida e temos uma lembrança que demora um pouco mais. Observe que a lembrança requer a presença do tempo. Portanto, a lembrança, que é memória, é tempo. E, por que você tem facilidade com o seu nome e não com o nome da sua avó ou bisavó? Porque, você com certeza, usa mais o seu nome sendo repetido para outras pessoas do que o nome da sua avó ou bisavó. É simples! Memória requer repetição! Quanto mais a memória se repete, mais ela se fortalece. Então, ela com mais facilidade e rapidez se apresenta. Veja, todo tipo de conhecimento que temos se assenta na prática da memória. Quanto mais você pratica, mais essa memória está presente, e funcional, e eficiente. Veja, é muito simples! O nosso “eu”, o nosso “ego”, em razão da repetição, ele mantém sua continuidade de memória. Esta é a presença desse modelo de tempo psicológico, uma vez que essa memória vem do passado. É assim que o pensamento funciona em cada um de nós. Veja, tudo isso faz parte de um mecanismo, que é o mecanismo da memória, se mostrando dentro desse contexto de tempo, que é repetição, que é prática; esse é o modelo psicológico de condicionamento em que nós nos encontramos!

Esse modelo de pensamento é aquilo que eu tenho chamado de pensamento psicológico. É aquele que sustenta a ilusão, a crença de uma identidade presente na experiência. Então, qual é a experiência? A experiência é dizer o nome, mas a experiência pode ser pensar nesse “eu”, nesse “alguém”. Veja, estamos diante de um movimento de pensamento. Qual será a verdade da Clareza, da Lucidez, da Inteligência, do seu Estado Natural?

A verdade desse Estado Real é a verdade d’Aquilo que está presente, mas que dispensa esse modelo de memória que tem um nome, tem uma história, e uma continuidade de repetição em razão desta afirmação de tempo. Quando, por exemplo, você diz: “eu fui”, ou “eu irei”, mais uma vez você está trazendo a memória para essa ilusória ideia de uma identidade presente no tempo, nesse passado, quando diz: “eu fui”, ou, nesse futuro, quando você diz: “eu irei”.

Vamos compreender com calma isso aqui. O que é o despertar desta Real Inteligência?

É a visão da vida sem o “eu”. Então, nós temos uma resposta para esse momento, mas não mais com base no passado. Então, qual é a verdade desse aprender? Aqui, esse aprender é não fazer uso mais desse modelo, desse antigo aprender, que antes se assentava na memória, no conhecimento, na experiência, na afirmação do tempo: “eu fui”, “eu sou”, e “eu serei”. Aqui, a verdade daquilo que é você em sua Natureza Divina é o Desconhecido, é o Mistério, é a Realidade da Vida aqui e agora, sem o “eu”, sem o passado, a ideia de presente ou de futuro. Estamos juntos?

Um contato com esse momento é um contato livre do “eu”, é quando se torna possível uma resposta para esse momento sem o passado. Percebam a beleza disso! Ao se deparar com a esposa, com o marido, ou com alguém conhecido, você tem a lembrança, sim, a lembrança, o registro do rosto, do timbre da voz, você tem a lembrança simples, natural, daquele ou daquela diante do qual você está. Mas, você não tem mais esse psicológico registro de memória egocêntrica, que é “esse elemento em você” que faz com que você goste de umas pessoas e não goste de outras. Nós carregamos um elemento presente em nós de memórias, de registro, de passado, que sustenta esta “ego-identidade”. Tudo aquilo pelo qual “passei com você”, você me feriu, magoou, aborreceu, me deixou chateado. Então, internamente, ao me deparar com você, sempre me deparo com um inimigo. Então, há esta separação, uma separação sustentada por esta ego-identidade, por esse movimento, que é o movimento desse “mim”, desse “eu”, algo que vem do passado. Esse sentido de modelo de pensamento está presente aqui, mas também está presente “nele” ou “nela”. Então, nossas relações, são relações estabelecidas na memória psicológica, na afirmação de uma identidade, que é a identidade do “eu”, do “ego”. Assim são as nossas relações! Então, estamos sempre sustentando dentro desse contexto de relação um padrão de relacionamento, onde está presente alguma forma de conflito, de desordem, de sofrimento; ou de desejo, de apego, de posse, controle, que o pensamento também chama de amor, uma condição psicológica de carência, dependência. Qual será a verdade sobre o amor?

Desconhecemos isso, porque o que temos dentro desse contexto de relação são relacionamentos entre imagens, entre estados psicológicos de desordem, como são todos esses estados do “ego”. Podemos compreender a verdade sobre tudo isso? E romper com isso? Para que, de fato, nesse contato com “ele” ou “ela”, nós tenhamos apenas a lembrança como foi colocado, do timbre da voz, do rosto, da “pessoa” que ali está diante de cada um de nós? Mas sem esta imagem que eu tenho “dele” ou “dela”, sem essa psicológica imagem que esta “autoimagem” que é o “ego”, aqui, faz “dele” ou “dela”? Então, estamos diante da beleza de um encontro com a Verdade! Se a Verdade está presente, algo novo surge nesse contato. Temos a Presença Divina, que é a Presença do Amor! Notem a beleza dessa aproximação, dessa forma nova de se aproximar do outro, tendo, por princípio, uma clara visão da verdade sobre você.

Assim, quando temos o despertar dessa inteligência, quando há esta constatação da Verdade, aqui e agora, esse sentido do “eu”, do “ego”, esse movimento que vem do passado, que mantém essa continuidade com base no pensamento, isso se desfaz. Podemos viver uma vida livre do “ego”, portanto livre do passado, respondendo a esse momento, sem esse fundo, sem esta memória psicológica, sem esta autoimagem? É isso que estamos propondo aqui para você! Uma Vida Real é uma vida sem problemas, sem essas questões, é uma vida livre desse padrão de tempo, que o pensamento sustenta. É esse tipo de tempo que aqui nós temos chamado de tempo psicológico.

A Vida é esta realidade que está presente agora. E nesta Vida, sem o sentido do “eu”, do “ego”, uma vez que com esta compreensão da verdade, de todo esse movimento do passado, ele foi desfeito. Aquilo que está agora aqui é a própria Vida! Não há separação entre a Realidade de Deus e a Vida! E, a Verdade da Vida e você em sua Natureza Verdadeira, se isso está presente, o outro é a vida! O outro é Deus! O outro é você! Portanto, não existe tal coisa como o outro! Você, em seu Estado Divino, em seu Estado Natural, está vivendo sem “esse sentido de separação”! Então, há Beleza, Verdade, Presença, Graça, Inteligência.

Você nasceu para realizar isto nesta vida, para assumir a realidade daquilo que é você! Evidente que isso requer o fim para o passado, o fim para esta psicológica condição de estrutura. Eu me refiro a essa psicológica estrutura social, cultural, humana, que se assenta no medo, na violência, na confusão, na desordem. Então, estamos diante da Vida, da Real Vida, da Real Liberdade, do Real Amor!

Esses encontros que nós temos aqui aos finais de semana, sábado e domingo, são encontros online, onde estamos com você aprofundando isso, onde estamos com você tomando ciência de como se aproximar desta visão direta do autoconhecimento, da meditação. Você tem aqui na descrição do vídeo o nosso link do WhatsApp para participar desses encontros online aos finais de semana. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e também retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz sentido para você, fica aqui um convite. Aproveita e já deixa aqui o seu like, se inscreve no canal. Coloca: “sim, isso faz sentido!”. Ok? E a gente se vê! Valeu pelo encontro e até a próxima.

Novembro de 2024
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terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Energia Kundalini. Despertar da Kundalini. Atma Vichara Ramana Maharshi. Advaita. O que é Kundalini?

Há uma certa confusão na cabeça das pessoas a respeito do assunto da Kundalini. Hoje em dia, há muita mistificação a respeito da expressão “Kundalini”, já até transformamos em mito. A verdade é que as pessoas não sabem o que é, o que representa, de verdade, essa palavra. As pessoas têm algumas experiências místicas, assim chamadas, espirituais, contatos extrafísicos ou de algum tipo e atribuem isso à presença ou ao contato com a Kundalini. Nós precisamos desmistificar isso.

Aqui nós temos diversas falas colocando para você o significado real disso, desmistificando essa ideia que o pensamento tem construído. O nosso pensamento é capaz de grandes construções, a partir da imaginação, criar todo o tipo de coisa. A simples verdade da Kundalini é a ciência direta desta Consciência Real presente aqui, neste instante.

Não temos ciência desta Real Consciência, não temos ciência da verdade do que é Kundalini. A presença da Kundalini aqui, nesse corpo-mente, é a presença desta verdadeira Consciência. Aquilo que alguns chamam de energia da Kundalini não é outra coisa a não ser essa energia vital, é a energia vital da Kundalini, que está presente nesse mecanismo, nesse organismo.

Quando há o Despertar da Kundalini, não é o contato com algo místico, esotérico ou, assim chamado, espiritual, é a mudança em razão do poder dessa energia, que antes estava voltada para o externo ou para as experiências dos sentidos ou sendo desperdiçada no conflito presente na dualidade, algo presente nessa identidade egoica.

Reparem, nesse sentido do “eu” nós estamos vivendo uma vida onde há esse padrão de dualidade, existe esse “eu” e a experiência, “eu” e a vida, “eu” e o mundo, naturalmente, “eu” e os pensamentos, “eu” e os sentimentos, “eu” e as emoções. Nessa separação está presente a condição psicológica do ser humano em conflito, em sofrimento, e isso representa desperdício de energia.

Quando essa energia fica disponível para algo novo, e esse algo novo é a Verdade da Revelação do seu Ser, a partir do Autoconhecimento, tendo ciência do que é Meditação, naturalmente nós temos essa energia da Kundalini operando uma mudança nesse corpo, nesse organismo, nesse cérebro – nas próprias células cerebrais nós temos uma mudança profunda, radical. Então, essa é a simples e direta verdade do Despertar da Kundalini.

Repare, é o surgimento de um estado livre do ego. Se não há esse estado livre do ego, não há Real Kundalini envolvida, presente. Tudo o que a mente constrói está dentro do seu modelo, está dentro dela mesma. Ela pode ter experiências fantásticas, extraordinárias, assim chamadas, profundas ou realizadoras; ela pode adquirir certos poderes, mas são poderes psíquicos para esse mecanismo, para esse organismo. Então, é muito comum as pessoas confundirem essa verdade do Despertar da Kundalini com adquirir poderes extrafísicos.

O ser humano pode, sim, desenvolver poderes, isso é possível. Em razão de algumas mudanças psicofísicas nesse organismo, alguns poderes podem surgir, mas reparem, a verdade do Despertar da Kundalini não é a realização de poderes e, sim, a ciência da ausência da dualidade, da separação. Aqueles que realizam a Verdade d’Aquilo que eles são, que é a Verdade de Deus, tomam ciência da não dualidade.

A expressão aqui é Advaita, a não separação, a não dualidade. Então, o seu Estado Natural de Ser é um estado livre da dualidade, é um estado onde o que está presente é essa energia de pura Consciência, assumindo esse corpo e essa mente. Isso é a Presença da Consciência. A Real Consciência em você é Ser, é Felicidade, e isso é Kundalini.

Reparem que aquilo que é esse contato com a Realidade, que está além do conhecido, é o contato com a Verdade de Deus. Você em seu Ser, em seu Estado Natural, funciona de uma forma completamente diferente do ser humano comum. Em nosso modelo comum de pensar, de sentir, de agir, o nosso agir é egocêntrico, o nosso pensamento vem de um modelo de condicionamento psicológico, o nosso sentimento vem sendo orientado por esse modelo psicológico de condicionamento de pensamento.

Então, nesse estado conflituoso de ser, esse ser presente é a identidade egoica. Isso não é real em seu Natural Estado, isso é comum na mente egoica, nesse sentido do “eu”, nesse sentido de alguém presente na vida, vivendo experiências. Um trabalho real sobre si mesmo é o fim dessa velha condição, é o fim dessa restrição de modelo de vida, de existência egocêntrica.

O sábio de Arunachala, chamado Ramana Maharshi, deixou a Atma Vichara. Atma Vichara significa a observação desse “eu”, a ciência da auto-observação. É nesse sentido que temos a autoinvestigação. Em geral, as pessoas traduzem Atma Vichara por autoinvestigação. Aqui seria mais preciso usar a expressão auto-observação no lugar de auto investigação.

Aqui se trata de uma aproximação de um olhar livre do “eu” para essa experiência desse instante, desse momento presente. É dessa forma que nos aproximamos do Autoconhecimento, é dessa forma que nos aproximamos da Meditação e desse acesso ao Despertar da Kundalini. Agora há uma energia disponível para operar essa transformação, essa mudança.

Compreendam o que estamos colocando aqui para você. No momento em que você está aborrecido, com raiva, preocupado, com medo, no momento em que você está envolvido dentro de um padrão de condicionamento psicológico, onde o seu modelo de pensamento e sentimento está envolvido com algum nível de atividade egocêntrica, você está em um desperdício de energia, ocupado com esse padrão comum de condicionamento, em dualidade.

O pensamento em você se move a partir de um pensador. Um sentimento se move a partir de um elemento, que é esse “eu” no sentir. Uma percepção é vista a partir de um percebedor. Reparem que nós temos aqui um movimento de separação, de dualidade. Quando você está preocupado, é o movimento do pensamento, as imagens que vêm do passado, norteando uma vida de uma entidade presente, que é o pensador, o que, de fato, na verdade, estamos lidando com uma imaginação.

Nesse padrão de dualidade, tem o pensador com o seu pensamento, o preocupado com a sua preocupação. Se é raiva, é aquele na raiva com a sua raiva, se é medo, é o medroso com o seu medo. Esse é o modelo de dualidade, de ilusória separação. Aqui está o desperdício de energia, quando esse, que é o observador, está observando sua experiência, quando esse, que é o experimentador, está experimentando sua experiência. Então, é nisso que se constitui esse desperdício de energia, de Consciência.

Vejam como é simples isso. Toda energia que você tem no corpo disponível vem dos alimentos. Essa energia vital tem esse aspecto físico e, também, esse aspecto mental, e isso é algo que está sendo desperdiçado nessa condição psicológica de conflito, em razão da dualidade. Quando você aprende a tomar ciência desse movimento de dualidade, você coloca em evidência nesse instante a presença de uma Atenção, de uma Atenção que torna disponível essa observação.

Então, essa auto-observação é a observação sem o “eu”, sem o observador, e quando isso está presente, essa dualidade se desfaz. Então estamos num contato direto com a presença do Autoconhecimento, que é Meditação. Como não há esse desperdício de energia, porque essa Plena Atenção não está sustentando mais essa dualidade, onde há esse preocupado com a sua preocupação, esse medroso com o seu medo, esse pensador com o seu pensamento, não há mais essa separação, há somente uma experiência presente e um olhar livre desse centro, que é o “eu”, o ego. Então nós temos uma observação direta daquilo que se processa aqui e agora com esse mecanismo, com esse organismo, com esse corpo, com essa mente.

Há só uma percepção sem o percebedor, há só um olhar sem o observador. Então, essa energia se torna disponível, porque a mente se aquieta. Há um espaço que se abre quando a mente silencia; ela está cônscia dela mesma, ciente dela própria e, portanto, livre dessa dualidade, livre dessa separação. É quando existe o Despertar dessa energia, a energia disponível para esse trabalho nesse corpo, nessa mente, que inclui, também, naturalmente e principalmente, esse cérebro.

Veja, estamos falando de algo que é científico. Isso é de uma ciência que nós desconhecemos. Então, a Iluminação Espiritual, o Despertar da Consciência Espiritual, a Realização de Deus, os nomes são diversos para esse Natural Estado, inclusive tem essa expressão, o Despertar da Kundalini. Então, o que é o Despertar da Kundalini? Reparem que estamos apresentando para você aqui uma abordagem bem diferente do que as pessoas entendem aí fora por Kundalini.

Não se trata de uma experiência que alguém tem, passa por ela e depois diz: “minha Kundalini despertou”. Não existe tal coisa como “minha Kundalini”. Só há essa Real Consciência e ela não é pessoal, ela não é de alguém. Você não pode ter uma experiência chamada Kundalini, porque a verdade da Kundalini é a Verdade da Real Consciência, que quando assume o espaço dela não fica o experimentador, não fica alguém para relatar algo. Não é algo que aconteceu no passado, não é uma experiência, não é parte da memória, não é parte do conhecimento.

Tudo o que é parte da memória, que é parte do conhecimento, faz parte do tempo. Aqui o contato com a Realidade Divina é algo que está fora do tempo. Há uma Realidade presente aqui, neste instante; essa Realidade presente está fora do tempo, está fora do conhecido. Reparem, é algo fora do movimento do ego e, portanto, da memória, não faz parte do pensamento. Pensamento, tempo, memória tudo isso está dentro do movimento do conhecido, que é parte do “eu”, que é parte do ego. Aqui é o contato com Algo fora de tudo isso.

Então, tomar ciência dessa Realidade do seu Ser nesse instante é o Despertar de sua Natureza Divina. Assim, uma aproximação da Atma Vichara de Ramana Maharshi é uma aproximação da ciência da Real Meditação. Eu quero deixar aqui esse convite para você: nós temos encontros online que ocorrem nos finais de semana, onde estamos trabalhando isso com você. É uma possibilidade, através de perguntas e respostas e nesse contato com o Silêncio, de termos uma aproximação da Realidade Divina, que é a Realidade deste Ser que nós somos. Além disso, temos encontros presenciais e, também, retiros.

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