É muito comum a ideia dessa divisão entre mente consciente e inconsciente. Sim, aquilo que nós temos na superfície, esse movimento de pensamentos superficial que nós temos, a forma como estamos lidando com a vida como ela acontece, em geral, isso vem sendo atendido por essa superfície, e nós temos também essa profundidade. Assim, nós temos uma camada mais profunda e uma camada superficial.
É por isso que nós dividimos - e é muito comum essa divisão - entre consciente e inconsciente; a mente consciente e a mente inconsciente. A inconsciente é esta parte mais profunda, oculta, onde estão as memórias, as lembranças, toda essa história da pessoa. Aqui, com você, nós estamos investigando a verdade sobre a pessoa, uma vez compreendido que nós não temos pessoa presente, o que temos é a presença de sensações para este corpo, para esta mente - sensações, percepções, a sensação de frio, calor, prazer, dor.
Nós colocamos a ideia de alguém no sentir, no sentir a dor, no sentir o calor ou o frio, alguém na presença dos pensamentos. Temos os pensamentos e alguém diante dos pensamentos, sendo o responsável por esta operação de pensamentos. Observe que os pensamentos se processam em nós, neste cérebro, de uma forma automática; é a reação da memória, é simplesmente isso. Quando o cérebro recebe um estímulo, ele responde a partir do passado.
O seu estímulo é, por exemplo, uma pergunta. Se eu lhe faço uma pergunta, o seu cérebro recebe um estímulo, então a lembrança surge; esta lembrança, memória, é a presença do pensamento. Estamos diante de um fenômeno físico, neurológico. Portanto, aquilo que nós chamamos de psicológico é a resposta neurológica do pensamento, ou de uma sensação, ou de uma emoção, mas não temos a presença da pessoa. E se não temos a presença da pessoa, aquilo que nós chamamos de mente se processando em nós é algo químico, neurológico.
Será possível a descoberta da ciência da Vida como ela acontece, e não como o pensamento, psicologicamente, está sustentando, estabelecendo? Porque esse modelo psicológico é uma construção do próprio pensamento, porque o que nós temos é uma forma neurológica de acontecimento neste corpo. A presença da mente é parte disso. Esse ser psicofísico funciona assim. No entanto, nós estamos sustentando a ideia de alguém presente; este alguém é o "eu", a pessoa, e eu volto a dizer: não há pessoa aqui, não há nenhuma pessoa.
Quando você fala algo, eu escuto. Quando algo me é apresentado, eu vejo. Esse "eu vejo", "eu escuto" é a mecânica do corpo, é a presença da sensação, é a vida em expressão. Não existe uma entidade aqui, um ser psíquico, se separando da vida, a não ser que o pensamento estabeleça este ser psíquico como parte de uma construção ideológica, mental, psicológica, como nós queiramos chamar isso.
O fato é que a Vida está aqui e agora acontecendo, e nós precisamos compreender a nós mesmos para irmos além dessa ilusão, da ilusão da pessoa que o pensamento diz que nós somos, que o pensamento acredita, que assume no formato de pensador, ser alguém. Não há alguém, não há esse "mim", não há a pessoa. Temos a Vida surgindo, aqui acontecendo, momento a momento, e só podemos tomar ciência disso pelo Autoconhecimento.
Neste aprender sobre o Autoconhecimento nos deparamos com a Verdade sobre a Realidade da Vida, o verdadeiro encontro com o Divino, na pergunta "como encontrar Deus?" Aqui temos a resposta. A Ciência da Realidade deste Ser, que aqui está presente, é a Realidade Divina. Este Ser se Revela quando temos a presença da Meditação.
Portanto, o que é Meditação? A Meditação, o que é? É a ciência que Revela este Ser quando temos a presença desta atenção sobre todo o movimento interno que se passa aqui e agora, dentro de cada um de nós. Então, descaracterizamos, nos livramos, soltamos a ilusão da identidade pessoal para a Verdade da ciência deste Ser. Não há uma separação entre aquilo que é Você em sua Natureza Essencial e a Realidade Divina, e a Presença da Vida.
Portanto, a Realidade de Ser é a Vida. Não existe qualquer outra coisa. É o pensamento em você que cria a ideia da separação, onde estamos vivendo em um mundo como uma entidade separada do mundo, separada do que acontece, separada do outro, separada das situações. Assumir a Verdade é olhar para aquilo que aqui está se revelando sem colocar uma ideia sobre isso.
Notem que as ideias em nós são expressões de pensamentos. Os pensamentos em nós são o resultado de algo que você aprendeu. Notem como é fundamental termos aqui essa compreensão. Algo que você guardou em você de experiências passadas é agora a presença do pensamento. Esse conjunto de pensamentos formam ideias, e nós estamos olhando para a vida a partir das ideias, dos pensamentos, dos conhecimentos adquiridos.
Aqui nós temos dito para você que você nasceu para a ciência deste Ser, para a Revelação de que não há qualquer vida como uma ideia presente dentro da sua cabeça. Ou seja, a vida que o pensamento idealiza não é real. A Real Vida é aquela que aqui está presente, e ela está se revelando quando o pensamento não entra.
O que estamos dizendo aqui, nesses encontros, é que todo o problema que você tem são problemas que o pensamento estabeleceu nesse padrão de comportamento de reação à vida como ela acontece. A forma como estamos vivendo, a partir do pensamento, a partir das ideias, que são esses conhecimentos que temos, é uma forma equivocada de viver, onde nos vemos aqui como alguém presente, sempre estabelecendo a ideia da separação entre aquilo que você é e a Vida como ela acontece.
Nós temos a Vida como ela acontece e temos o pensamento sobre o que deveria ser, assim, estamos estabelecendo, na divisão, na separação, a ilusão de alguém presente tendo escolhas, olhando para ver se gosta ou não gosta, se aceita ou rejeita. Essa é uma forma condicionada, padronizada, mecânica, inconsciente de se mover na vida. É a forma como o pensamento se processa dentro de cada um de nós que nos dá esta forma específica de sentir sobre a vida, de pensar sobre a vida.
Então, nós estamos sustentando essa ilusão, a ilusão da dualidade, a ilusão da separação e, internamente, o elemento principal que sustenta todo este equívoco é o pensamento "eu", é a pessoa que a imagem, que o pensamento construiu, estabeleceu em cada um de nós, neste cérebro. Assim, nós falamos de mente, que, na realidade, é todo esse movimento interno de pensamento, falamos nesta mente, nesta visão também de divisão consciente e inconsciente.
Podemos ir além dessa assim chamada mente consciente e inconsciente? Podemos soltar esta base, que é a autoimagem, onde está presente a pessoa que o pensamento estabeleceu aqui sobre você? Podemos soltar isso? É isso que revela a Verdade neste encontro. Na pergunta "como encontrar Deus", aqui nós temos, se compreendermos bem a pergunta, a chave para a Liberação nesta vida, de todo este sofrimento, confusão e problemas que temos.
A Realidade de Deus é a Verdade da Vida se revelando aqui e agora. Não é algo para ser encontrado no futuro, realizado amanhã e, sim, para ser constatado aqui e agora, quando não temos mais a ilusão dessa mente, que é o modelo de total insciência desse movimento interno. Esta insciência é o movimento interno da mente, que dividimos em consciente e inconsciente.
Assumir a Realidade deste Ser, a Verdade Divina é estar diante desse espaço onde está presente a ausência da mente, a ausência do "eu", a ausência do ego. Essa é a Real Revelação da Verdade sobre Deus, deste encontro com Deus. Não é alguém tendo um encontro com Deus, é a Realidade de Deus se revelando aqui e agora, quando a ilusão termina. Então nós temos o fim para o sofrimento, o fim para a confusão, o fim para essa desordem psicológica em que nós nos encontramos.
O seu Real encontro com o Amor, com a Felicidade, com a Paz, com a Liberdade reside na Revelação da Verdade sobre Deus, que é a Realidade deste Ser, que é a Vida aqui e agora, Algo se revelando aqui e agora quando não há mais ilusões. Assumir a Realidade d'Aquilo que Você é é assumir a Verdade da Vida como ela é, sem a imaginação do que a Vida deveria ser, do que eu preciso ser, do que eu sou e preciso me livrar.
Aquilo que eu sou, disso tenho que me livrar: essa é a ideia; ou aquilo que eu sou não é suficiente e eu preciso ser melhor, maior, mais amplo, eu preciso ser diferente; a ideia de ser ou deixar de ser, a ideia de ser ou de vir a ser, ou a ideia do que me falta ter e que preciso ter, ou a ideia daquilo que eu tenho que não é legal, que não é bom, que é ruim, do qual tenho que me livrar. Assim, nós estamos vivendo no campo das ideias, no terreno dos pensamentos.
Romper com isso é tomar ciência da Realidade da Vida como ela acontece, quando a ilusão desse "eu sou" ou "eu não sou", ou "eu tenho que deixar de ser" não está mais presente. "Eu preciso deixar de ser, de ser alguém infeliz, problemático; eu preciso me tornar alguém amoroso, feliz, bem sucedido, inteligente": tudo isso termina quando nós temos a ciência da Realidade do momento, a ciência da Realidade da Vida. Então a Vida está presente, não há mais a ilusão do "eu".
É isso que estamos aqui trabalhando com você em encontros on-line nos finais de semana. São dois dias juntos: sábado e domingo. Além desses encontros on-line que nós temos aqui nos finais de semana, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.