terça-feira, 27 de outubro de 2026

Aprender sobre o Autoconhecimento | Como encontrar Deus? | Como encontrar a Felicidade? | Karma

É bem interessante quando as pessoas usam expressões como "fulano não tem um bom karma" ou "eu acho que eu não tenho um bom karma". "Karma" é uma expressão que nós pegamos emprestada do sânscrito, então, na Índia, é comum esta expressão.

A palavra "karma" significa ação. Geralmente, as pessoas usam a expressão "karma" no sentido de uma resposta que está vindo do passado. Então, elas estão recebendo, segundo suas crenças, as crenças que elas têm, o resultado de suas más ações quando algo ruim está acontecendo. Mas, reparem, nós estamos lidando aqui com ideias.

O que temos feito juntos aqui, o que estamos fazendo juntos em todos esses encontros é investigar a verdade sobre a ilusão. É por isso que aqui estamos investigando com você esses aspectos da mente. A mente como nós conhecemos é a mente presa a um modelo de conceitos, de crenças, sugestões, ideias.

A mente que nós conhecemos é uma mente que foi educada, ensinada, orientada nessa direção. Nós temos uma mente que está presa a modelos de pensamentos culturais, sociais, religiosos, filosóficos, políticos. Nós temos uma mente condicionada, carregada, cheia desses modelos.

Nós precisamos descobrir a vida acontecendo nesse instante, exatamente como a vida é, e não como o pensamento nos diz que ela é, e não como o pensamento nos diz que ela deveria ser ou o que ela está sendo em razão disso, daquilo ou daquela outra coisa.

Nós vivemos fazendo essas ligações entre causa e efeito, falamos de ação e reação, falamos de resultados que estão vindo do passado para "mim". No entanto, quem é esse "mim"? Quem é esse "eu"? Quem sou eu?

Na procura por Deus, onde entra a pergunta "como encontrar Deus", a nossa ideia é de um projeto também a partir de uma evolução, de um crescimento, de uma mudança de comportamento e, portanto, de ações para obtermos esse resultado, que é esse encontro com Deus, algo que nós faremos, que nós realizaremos no futuro. No entanto, o que estamos vendo aqui com você é: qual é a verdade sobre tudo isso? - essa é a pergunta.

O que é isso que, no pensamento, nós imaginamos ser Deus? Na crença que recebemos, que é o pensamento que hoje temos, carregamos essa imagem que está lá para ser encontrada por "mim". Qual é a verdade sobre esse "mim"? O que são, de fato, nossas ações, e também nossas reações?.

Compreender a nós mesmos, aprender sobre nós mesmos, aprender a verdade sobre si mesmo, aprender sobre o Autoconhecimento é o que nos aproxima de uma visão real da Verdade da Vida, sem essas ideias. Nós amamos ideias, amamos conclusões, amamos crenças, amamos viver afirmando aquilo que nos foi dado como um conhecimento, e que hoje nós temos como algo que nós adquirimos e ficamos fazendo afirmações desse tipo, sobre causa e efeito, karma, não karma, sobre Deus, sobre a vida, sobre o porquê das coisas.

Nós estamos presos porque amamos teorias, amamos esse conhecimento que se adquire, mas não apreciamos a investigação da Verdade sobre nós mesmos. Nós estamos apenas acumulando informações, adquirindo mais e mais conhecimento sobre as coisas, como se isso pudesse nos dar uma compreensão da vida para uma qualidade de ação real livre, real em Amor, real em Liberdade.

Portanto, quando falamos também nesse encontro com Deus, ou nesse encontro com a Felicidade, a ideia é de uma ação que nos possibilite isso, que nos livre desse, assim chamado, "mau karma". Precisamos ter um encontro com Deus, precisamos ter um encontro com a Felicidade, precisamos ter um encontro com a Verdade, mas nós ficamos nesta ideia, nesta teoria.

Esse aprender sobre si mesmo não é algo que fascina, não é algo que nos encanta. Enquanto que, de fato, o que nós precisamos na vida não é de mais teorias, filosofias, crenças, conceitos ou ideias. O que nós precisamos na vida é ter uma aproximação de nós mesmos para uma compreensão direta da verdade sobre quem nós somos. Então, sim, nos deparamos com nossas reações.

Observe que as ações não são ações que estão produzindo consequências apenas. Observe que nossas ações são ações que se orientam pelo modelo do pensamento; naturalmente, são ações que nascem do passado. Sim, são ações reativas. Assim, nós não estamos diante de ações livres que estão atendendo a este momento de uma forma inteligente. Quando você diz: "Eu não tenho um bom karma", o que exatamente isso quer dizer? Quem é esse "eu"? Assim como o que é este karma a que você se refere?

A palavra que buscamos emprestada de algum idioma tem, para cada um de nós, um determinado significado, e nós empregamos a palavra com essa liberdade de que nós de fato compreendemos o significado daquilo. Mas qual é o significado da palavra "karma"? A ideia da ação, o conceito da ação é um modelo de pensamento que temos sobre aquilo. Qual é a realidade, qual é a verdade desta expressão, desta palavra?

A outra pergunta aqui é: quem é esse "eu"? Quem é este na ação? Quem é este que tem tal coisa como um bom karma ou um karma ruim? Quem sou eu? Quando nós afirmamos a presença da pessoa que nós somos, nós estamos afirmando uma sugestão dada pelo pensamento. É o pensamento que nos diz quem nós somos.

Mas qual é a verdade sobre você quando o pensamento não tem nada a dizer sobre isso? Qual é a Realidade deste Ser que é Você quando a palavra, o pronome "eu", não está presente? Quem é você? Se não sabemos a verdade sobre este "eu", como podemos fazer afirmações sobre a ação desse "eu"?

As nossas ações são ações que, de fato, acontecem, mas elas têm por modelo a premeditação do pensamento. Quando você toma uma ação, essa ação a partir desse "eu" é uma ação que nasce do pensamento. Então, primeiro nós temos o pensamento e depois a ação. A base da ordem é o pensamento, o plano e a execução. É isso que nós chamamos de ação. O que temos presente nesta ação é algo que vem do passado como um pensamento em expressão.

Assim, nossas ações não são ações livres, elas são ações reativas que nascem de uma reação de memória, de um modelo de pensamento. Nós estamos constantemente interagindo uns com os outros a partir de reações. Quando estou lidando com você, é a partir da ideia sobre quem eu sou nesta ação que acredito que preciso dela para interagir com você.

Nossas ações neste formato são ações que não correspondem à Realidade do momento, porque elas se ajustam a um modelo de pensamento que vem do passado; assim, são ações pessoais, particulares, centradas nesse "eu", nesse modelo de pensamento que trazemos do passado. Assim, as nossas ações são ações egocêntricas.

Quando, por exemplo, falamos em ter um encontro com Deus, ainda acreditamos que será a partir de modelos de ações estabelecidas por nós em práticas, assim chamadas, espirituais para realizar isso, ou seja, ainda são ações que nascem de um plano pré-determinado pelo modelo de pensamento. Mas será que o pensamento pode ter uma aproximação da Realidade Divina? Será que a ação que nasce desse "eu" pode nos aproximar daquilo que está além do pensamento, além das ações reativas, além deste "eu"?

A Realidade Divina não está dentro desse contexto de encontro possível. Quando tocamos na Realidade de Deus, estamos apontando para algo além da mente e, portanto, além do pensamento, além das nossas reações e além dessa sugestão de imagem que temos sobre quem nós somos, que é este "eu".

Portanto, o que é esse encontrar Deus - na pergunta "como encontrar Deus"? Esse encontrar Deus é se deparar com a Realidade da Vida sem o "eu", sem a mente, sem o modelo de reação ou de ação que vem do passado, que é fruto do pensamento. É isso que nós precisamos compreender.

Você não pode ter um encontro com Deus. A Realidade Deus pode, sim, se revelar, e de fato ela se revela quando descobrimos aquilo que aqui está presente além do pensamento, além das nossas reações, além dessa imagem estabelecida em nós, que é a imagem deste "eu".

Então, o verdadeiro encontro com a Felicidade, na pergunta "como encontrar a Felicidade", o verdadeiro encontro com Deus, na pergunta "como encontrar Deus", requer o descarte da ilusão, requer o descarte do modelo do pensamento, porque o pensamento é o estabelecimento da ilusão de uma identidade que se vê presente, que é o "eu", tomando ações que, na verdade, são reações porque nascem do próprio pensamento.

Como o pensamento em nós é a estrutura de uma imagem ou de uma imaginação que o próprio pensamento estabelece como sendo real, nós estamos lidando com algo falso. A Realidade do momento é a Realidade da Vida. Não existe nenhuma outra Realidade presente neste momento que não seja a Verdade Suprema, a Verdade Divina.

Portanto, não é algo para o futuro, não é algo que você encontra, é Algo que se Revela quando nós temos a base para isso. E o que é que nos dá a base para a Verdade desse encontro com Deus, desse encontro com a Felicidade? A base é se conhecer. A verdade sobre o "eu" é a compreensão de uma imagem que o pensamento estabeleceu em você sobre quem você é.

Quando eu pergunto o seu nome, você me diz o seu nome; quando eu pergunto o seu endereço, você me dá o seu endereço; quando eu lhe pergunto sobre a sua história, você descreve acontecimentos. Repare, tudo isso é o passado. O seu endereço é um conhecimento, que é o passado, o seu nome também, e a sua história também, mas isso não é você. Qual é a Realidade sobre você? Você não tem com base no pensamento. Você jamais terá a verdade sobre você no pensamento.

Portanto, compreender a Realidade é ir além do pensamento. É quando você tem a Verdade sobre a Vida. Ela, a Verdade sobre a Vida, é a Verdade sobre Você. Não há uma separação entre você e Vida, mas entre sua história e a Vida nós temos uma distância; essa distância, estabelecida no tempo, está estabelecida no pensamento.

O pensamento está no tempo, é o retrato do passado, é o retrato de imagens estabelecidas na memória, e a memória em seu cérebro é a lembrança, é o que já foi, enquanto que a Realidade aqui e agora é a Verdade da Vida, e a Verdade da Vida é a Real Felicidade, é o verdadeiro encontro com Deus.

Deus é a Realidade do momento quando a ilusão não está, e a ilusão é um modelo do passado, é um modelo do pensamento, é um modelo da memória procurando se estabelecer agora como sendo real. Então, o que temos como ilusão é o passado procurando se estabelecer nesse instante como sendo verdadeiro, enquanto que não existe tal coisa como um passado aqui, o que temos aqui é só uma recordação, uma lembrança.

Repare que é assim que estamos norteando nossas vidas, posicionando a pessoa que "eu sou" falando de uma possibilidade, que é a possibilidade de ter um encontro Deus; mas esta "pessoa", que é o "eu", é uma ficção, é uma imaginação, é uma ideia estabelecida aqui, pelo pensamento, é uma construção neste cérebro.

É o cérebro que estabelece a memória, e nesse conjunto de lembranças, o pensamento coloca uma entidade imaginária, que é o "eu". O que temos presente neste momento é a Vida. A Vida é o que acontece; o que acontece é a ação. Aqui, a palavra "karma" para a pessoa é a ideia de alguém na ação. Enquanto que, na vida, o que temos é a presença do que ocorre, é a presença do que acontece, mas não temos alguém.

Não há uma entidade presente na vida como ela acontece, mas o pensamento tem estabelecido em nós a ideia de alguém que se vê presente. Volto a dizer: esse alguém é um conjunto de memórias, de lembranças, de respostas de reações do passado, que são essas recordações. Esse é o seu nome, essa é a sua história, essa é a sua idade, esse é o seu corpo, mas a pergunta continua: quem é você?

Quando é que você se dá conta do corpo? Quando é que você se dá conta do nome, do endereço e da história? Não é quando o pensamento surge? Quando não há pensamento, nós não temos a presença do corpo nem da história, nem do nome, nem da idade. Quando não temos a presença do pensamento, nós não temos a presença da memória. Sem a memória, não há idade, não há história, não há passado, não há corpo, não há mente, não há mundo.

É o pensamento que lhe faz lembrar de que você tem duas mãos, um par de olhos. Observe que antes desta fala, quando aqui usamos a expressão "um par de olhos", nenhuma ideia de olhos você tinha. A ideia surge quando o pensamento surge, aí você se dá conta que tem um par de olhos, que tem um par de mãos, que tem um corpo.

Há uma Realidade aqui presente e essa Realidade é a Realidade deste Ser, esta é a Verdade de Deus, esta Verdade da Felicidade, esta é a Verdade da Vida. Isso se revela quando você aprende sobre si mesmo. Aprender sobre si mesmo é descartar a ilusão desse "mim" nesta compreensão da Realidade do momento, sem o passado, sem a memória, sem o pensamento. Isso é aprender sobre o Autoconhecimento.

Neste aprender sobre si mesmo, fica claro que quando nos direcionamos para a investigação do "eu", da natureza de nós mesmos, algo se revela além desse "mim", além desse "eu". Quando você vai ao encontro da resposta para a pergunta "quem sou eu?", fica claro que esse "eu" não está. Há Algo se revelando além desse conjunto de memórias, de lembranças, de recordações, além deste "eu", que é uma imagem que o pensamento estabeleceu aí como sendo você.

Nós temos esta revelação quando a ciência da Meditação se faz presente. A Meditação é esse encontro com a Vida sem alguém. Não existe alguém para a Meditação, existe a Meditação, que é a investigação da natureza desse alguém. A investigação da natureza desse alguém é o descarte desse "eu". Então a vida como ela é se mostra, e nela não existe a "pessoa", o "mim".

Não existe esse alguém para ações ou reações. Não existe esse alguém para essa ideia de ação, como, em geral, as pessoas usam a expressão "karma" para ações boas ou más. O que temos presente é a ação da Vida, e nela está esta ação divina. Como ter esse encontro com Deus? Tomando ciência da realidade do "não eu", da "não pessoa", desse "não mim".

A Verdade presente é a Vida. A Vida presente é a Felicidade, e a Felicidade é Deus. Não é a felicidade para o "eu". Quando usamos a expressão "felicidade" identificamos essa expressão com realizações externas, de preenchimento, de completude, de satisfação, de realização pessoal. A Felicidade, como a Vida ou a Verdade, não é pessoal. A Realidade não é para a pessoa, Deus é a Realidade, e Ela está presente quando não há mais ilusão.

Portanto, se conhecer, se compreender é assumir a Verdade d'Aquilo que Você é, não daquilo que o pensamento diz que você é, quando as pessoas acreditam que você é, quem elas acreditam que você seja para elas. É a Realidade que Você é, não na crença delas, não na crença que você tem sobre si mesmo, uma vez que toda a crença é a presença do pensamento, é uma sugestão dada pela memória, pelo passado, por lembranças de experiências pelas quais ele passou com você, ela passou com você, ou você teve consigo mesmo, mas isso é apenas pensamento. Não é o retrato da Realidade sobre Você, é o que o pensamento lhe diz sobre o que você viveu, é o que o pensamento diz para estas pessoas sobre quem você é.

Há uma Realidade presente; Ela não está no campo das ideias, das recordações, das lembranças, das memórias. Aprender sobre si mesmo é ter a Revelação da Vida, é ter a Ciência do seu Ser, isso é Felicidade, isso é a compreensão de Deus. Compreender Deus é Ser. Ser é Deus. Isso é Amor, isso é Paz, Liberdade, Felicidade.

Descobrir a verdade sobre si mesmo, assumir a Realidade da Vida é assumir a não dualidade, a não separação, a Verdade que aqui está presente quando o pensamento não está mais. O pensamento em nós é o elemento que separa, que divide, portanto, é o elemento que sustenta e alimenta os conflitos, os problemas. Todo o tipo de desordem e confusão na sua vida é na particular vida, onde o que está predominando é a presença do passado, que é a memória.

Você não tem nenhum problema com relação ao que será; o seu problema, no pensamento, é com relação ao que poderá ser para esse "eu", para esse "mim". Quando não temos a presença desse "eu", desse "mim", o pensamento perde a relevância; e se ele perde a relevância, não há passado, presente e futuro.

Nós não estamos lidando com problemas no futuro, estamos lidando com o modelo de pensamento que carrega problemas. Como esses pensamentos vêm do passado, eles podem se projetar para o futuro, mas para um futuro que está dentro do próprio modelo do pensamento. Nós não temos nenhuma ciência do futuro, no entanto, o pensamento projeta o amanhã e nós estamos vivendo neste padrão de modelo de pensamento, que é o pensamento que nos estabelece em um padrão de tempo criado por ele. Então, nós estamos vivendo ou no passado ou no futuro.

Esse passado e futuro é o passado do próprio pensamento. Livres do pensamento, estamos livres do tempo. Não existe tal coisa como o futuro quando o tempo não está mais presente. Não existe tal coisa como o passado quando o tempo não está mais presente, e o tempo desaparece quando o pensamento não está. Então se revela, aqui e agora, neste Estado Natural de Ser, a Felicidade. Esse é o Real encontro com Deus. Mas, observe: não há alguém tendo esse encontro com Deus; esse encontro com Deus é a Revelação de Deus para este corpo e esta mente.

Quando a mente está livre do passado, está livre do pensamento, porque está livre do tempo, então Deus se revela. Quando Deus se revela, a Realidade que é Você é a Realidade Divina, é a Realidade da Felicidade. Essa Presença de Ser é Meditação. Portanto, o que temos como base para uma verdadeira aproximação da vida não é uma identidade que se dirige para o futuro, mas é o fim para uma ilusão de uma identidade que aqui está se mostrando no momento porque está vindo do passado.

Portanto, a compreensão de si mesmo é o fim desse "mim". Quando há esta compreensão, Deus está presente. Deus é a Realidade presente assumindo esse espaço que é dele neste instante, neste momento, neste corpo, nesta mente. É o que estamos aqui com você investigando, explorando.

Portanto, esqueça essa ideia de bom karma ou um karma ruim, esqueça essa ideia de passado e de futuro, de um passado do qual você tem que se livrar e de um futuro que você precisa alcançar. A Realidade aqui está presente quando aprendemos a olhar para esse instante. A qualidade desse olhar descarta esse fundo, que é o passado, descarta esse futuro, que é a imaginação. O fim desse passado é o fim desse futuro, é a Ciência da Vida, é a Ciência de Deus.

Trabalhar isso diretamente requer descobrir como olhar, como escutar, como perceber nossas reações, descartando a importância e o valor que nós temos dado a esse padrão, a esse formato, a esse modelo de pensamento, de mente condicionada que nós temos. Então, o fim do passado é o fim do futuro, é o fim da ideia de alguém para chegar lá, para obter, para alcançar. Então a Totalidade do momento é a Verdade desse instante, é a Beleza do Amor, é a Beleza de Deus.

É o que estamos aqui, juntos com você, trabalhando nesses finais de semana. São dois dias juntos de uma forma online: sábado e domingo. Além desses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros. Portanto, se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite para participar.

Fevereiro de 2026
Gravatá-PE
Mais informações

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Aprender sobre o Autoconhecimento | O Despertar da Sabedoria | O que é o pensamento? | Ansiedade

O elemento que nos estabelece nesse modelo, que é o modelo do vir a ser ou deixar de ser, é a presença do pensamento. A gente não consegue esgotar esse assunto; ele é muito vasto. Paradoxalmente, ele parte sempre da mesma base, aponta sempre para o mesmo princípio e, no entanto, é algo muito extenso, requer da nossa parte essa aproximação cuidadosa, investigativa, exploradora, aventureira, de olhar, e olhar, e olhar mais uma vez, e continuar olhando.

Esse aprender sobre nós mesmos não é uma coisa para, depois de algumas horas, você dizer: "Eu sei". É um aprender em que esse verbo está sempre aqui, sem qualquer mudança. Não é um verbo que tem uma mudança; ele não tem tempos verbais. É um verbo que, curiosamente, não é ou não está, não é para a pessoa, não está para a pessoa. Aprender, aprender, aprender... aprender sobre si mesmo, aprender sobre o pensamento, o pensamento em você, como ele acontece, como ele se processa, como ele atua, como ele se move.

Então, nós estamos diante de algo que é fascinante. Não existe aventura na vida mais extraordinária do que esta autodescoberta. Olhem para as pessoas que fazem escalada, que pulam de bungee jump, ou fazem voos de asa delta, ou saltam de paraquedas, ou se envolvem com esportes radicais; elas não têm a menor ideia da aventura que é mergulhar nessa nova dimensão, escalar estas alturas, assim como descer a essas profundidades da verdade sobre si mesmo. Isso requer esse aprender sobre nós mesmos. Como toda a base da pessoa, uma vez que a pessoa é constituída de pensamentos, investigar a natureza do pensamento, o movimento do pensamento dentro de você, é a maior de todas as aventuras.

Olhe para a sua cabeça: é o pensamento que diz quem você é e fez você ser quem você é. Então, quem você é, é quem o pensamento moldou. Você foi moldado pelo pensamento. A pessoa que você é, é só pensamento. O que você sente, o que você faz, o que você fala, o que você não faz, o que você não sente, tudo isso tem o dedinho, o aval, a presença do pensamento. O seu futuro, o seu passado, o seu presente é o pensamento. Veja, tudo na ideia está dentro do modelo do pensamento. A compreensão da verdade sobre o "eu", sobre a pessoa, sobre você, lhe revela algo além do pensamento. Além do pensamento, não temos mais esse "você" com a sua vida, com a sua história, com a sua memória, com o seu modelo de ser alguém. Esta é a grande Descoberta, esta é a grande Revelação, essa é a grande Ciência do Desconhecido.

Então, investigar a natureza do "eu", investigar o pensamento em cada um de nós, investigar o pensamento dentro de você. Você não tem como encontrar isso nos livros de psicologia, nos livros religiosos, nos livros de filosofia. Não existe nenhum livro, nenhum especialista que já escreveu sobre você psicologicamente. Ter a compreensão de si mesmo é se deparar com esta visão, com esta aventura, com a aventura deste aprender sobre nós mesmos, desse aprender sobre o Autoconhecimento.

Que importância isso tem? Toda. Aliás, na vida, a única coisa que importa é a Verdade, e não há Verdade na pessoa, não há Verdade nesta vida desse alguém, desse "mim". Não há Verdade. Você não é a Verdade como pessoa; você é uma fraude, é uma ficção, é uma imaginação estabelecida pelo pensamento para si mesmo. É nessa relação que você está com o outro; você é uma ficção, uma imaginação, uma ideia estabelecida em si mesmo nessa relação com ele ou ela. Mas ele ou ela está na mesma condição que você. Então, não existe nada mais importante na vida do que a própria Ciência de Ser. Isto é Real. Porque isto é a Ciência da Vida, isto é o fim dessa ficção, dessa imaginação, dessa estrutura, que é a estrutura do "eu", do ego, da pessoa.

Então, não estamos forçando isso, não é uma forçação de colocação dizer que não existe nada na vida mais importante do que a aventura. Não é o alpinismo, não é o montanhismo, não é nada disso. A aventura Real é o Despertar da Verdade, é o Despertar da Sabedoria, é o Despertar dessa Inteligência Divina para lidar com a vida como ela acontece e não como o pensamento diz que está acontecendo. Você é alguém muito inteligente, já foi premiado, você é visto lá em alguns círculos de pessoas bem entendidas, inteligentes, especializadas em algumas áreas. Você é visto ali como alguém de destaque. Ok, isso é louvável, é bonito, é invejável.

É assim que as pessoas olham umas para as outras, a partir de modelos, de referência; isso suscita nelas inveja, que a gente acha muito natural. Esse modelo de ser alguém se comparando, mas deixando isso de lado - porque isso é completamente estúpido. Mas essas são nossas regras de convivência em sociedade, no mundo, nesse modelo. Admiramos os mais admiráveis, invejamos os que são invejáveis, queremos o prestígio, os aplausos, o reconhecimento. Talvez um carro bonito como aquele, ou uma casa bonita como aquela, ou um namorado bonito como aquele. Então, nós apreciamos muito isso. Este é o modelo que nós temos na vida para ser alguém. Mas essa pessoa que é vista assim, ali, naquele contexto, porque ela não se conhece, porque ela não se compreende, quando ela chega em casa, na relação mais próxima que ela tem, com as pessoas que ela diz amar ou sente amar ou que as ama - pelo menos é assim que ela acredita -, ela não sabe ser feliz ali, porque ela não se conhece.

Então, não importa se você estudou muito, se você alcançou muito, se você é muito inteligente; mas se você não sabe a verdade sobre si mesmo, nada substitui este Silêncio, esta Paz, esta Liberdade, esta Real Inteligência para lidar com o marido, com os filhos, com a família, com o mundo à sua volta. Você é muito inteligente, mas é zero de Inteligência. A sua inteligência é especializada; por isso que você é premiado. Mas você, menina, não sabe nada de si mesma. É a procura da felicidade, onde? Em realizações externas. Assim tem sido a nossa vida, a vida da pessoa.

Portanto, aprender sobre si mesmo, aprender como a mente funciona, esta é a coisa mais importante. Não depender nunca mais de remédios para controlar esses estados internos, não mais depender de consultar alguém para lhe ajudar a entender sua raiva, seu medo, seu desespero, essa aflição. A liberdade de olhar para a vida sem o passado, de lidar com ele ou ela sem a ilusão do que ele representa para você, uma vez que você está livre da imagem que você sustenta sobre quem é você, e não depende agora da imagem dele ou dela. Você não quer que ninguém se ajuste mais, nem precisa se ajustar mais a você. Não só isso: você nada quer, nada espera, nada busca, nada procura - em pessoas. Não há pessoa para você; apenas ele ou ela, seres humanos. Isto ocorre quando você descobre a verdade sobre você, o que requer a compreensão da verdade sobre o pensamento.

O que é o pensamento? Voltamos ao início da fala. O que é esse aprender sobre o pensamento? Olhe para sua cabeça. Você não pensa, ou o pensar em você é o pensador se ocupando com os seus pensamentos? Os seus pensamentos são a repetição, a continuidade de um modelo inquieto, tagarela, repetitivo, mecânico - eu diria estúpido - de tagarelice, de pensamento se processando dentro de você.

Estes dias, alguém escreveu em um dos comentários - está lá, um dos últimos comentários no canal: "Por que eu estou aqui ruminando? Eu fico ruminando o dia todo." A pessoa escreveu exatamente isto: "Eu tenho o vício de ruminar." Sabem o que é ruminar? Conhecem essa expressão, esse verbo? Ruminar é o que as vacas fazem. Ruminar é isso, é o que as vacas fazem. Nós estamos fazendo o que as vacas fazem. Quando a vaca come durante o dia, isso é ruminar. Os animais fazem isso. Eles comem o capim; você vai dormir; se você levantar de madrugada, você escuta a vaca ruminando. Ela está dormindo, mas não está dormindo. Ela está recebendo de volta o bolo alimentar na boca, mastigando de novo e engolindo. Isso se chama ruminar, para a sua informação. Ruminar é isto: é ficar trazendo de volta o que engoliu e mastigando e engolindo de novo. É isto, ruminar é isto. As vacas fazem isso. E esse moço escreveu e disse: "Eu fico ruminando pensamentos." O que ele quer me comunicar é isto: é que eu não sei o que fazer com isso que estou engolindo, que toda hora volta.

Veja, é assim que a mente funciona. É por isso que não adianta você alcançar o que deseja alcançar sem compreender primeiro quem você é. Porque você vai ser só alguém, como uma boa vaca, ruminando histórias, memórias do passado, vivendo no passado, vivendo do passado, do que já engoliu. Compreendem agora a importância de aprender sobre isso? De aprender como sua mente funciona, para não mais viver no passado, do passado, para não mais viver do pensamento? Você não lida com o marido, com a esposa, com a família, com a vida como ela acontece quando o passado está presente. Quem está lidando com o momento presente a partir do passado não é a Realidade deste Ser. É apenas esse "mim", esse "eu", esse "você", que, como essa "boa vaca bonita", está ruminando o passado. Psicologicamente, nós precisamos nos livrar do pensamento. É isso que estamos dizendo aqui. Se Livre do pensamento, se livre do passado, se livre desse movimento de ruminar.

Então, a pessoa que escreveu está aqui no canal; depois vocês podem ler. Ele disse: "Eu tenho vício de ruminar, eu passo o dia inteiro ruminando." Porque ele ouviu uma das falas e disse: "Uau, o que é isso que ele está falando? Eu fico aqui ruminando exatamente o que você está dizendo, eu fico ruminando." Ele usou esse termo; de repente, é alguém que lida com fazenda, com gado. Então, "eu fico aqui ruminando". Eu achei interessante o verbo. "Eu fico aqui ruminando." Então, na mente, é assim que nós funcionamos. Porque não compreendemos o que é o pensamento.

O que é o pensamento? O pensamento em você é a experiência que está voltando. A experiência que está voltando é o pensamento. Toda lembrança que você tem - escute isto -, toda lembrança que você tem é "algo voltando do estômago". É algo voltando de novo. É algo se repetindo. Você lembra naquele dia que alguém disse aquilo para você? Claro que se lembra, porque está voltando, e só está voltando porque "está vindo do estômago de novo". E você está aí ruminando: "Por que ela falou isso comigo? Eu nunca fiz nada com ela. Ela me paga, mas ela faz não sei o quê..." É assim que, psicologicamente, a mente funciona em todos nós.

Por que o problema de alguém está perturbando você? Porque você comprou o problema. Você engoliu; ele está voltando. Você percebeu? Se você não tivesse engolido, ele estaria voltando? Se ele não fosse esse fundo de memória, se ele não fosse esse fundo de memória, se ele tivesse se completado no momento em que você escutou, ele estaria voltando? Por que ele está voltando? Porque você ouviu. Você ouviu e particularizou para si mesma. Se tornou cúmplice de uma condição psicológica que não tem nada a ver com você. Não, agora tem tudo a ver com você. Na verdade, a pessoa já lhe contou porque sabe que você é ótima, ótima para cumplicidade, dessa qualidade de "felicidade" que ela comunica quando lhe conta problemas.

Então, o que é o pensamento em nós? O pensamento é uma resposta de memória, como uma reação volta e fica ali batendo na sua cabeça, dizendo: "Faça alguma coisa, resolva isso." Então, o que é o pensamento? O pensamento é isso. Agora, o que é o pensador? O pensador é esse para quem o pensamento volta. Vamos ver se a gente compreende bem. O que é o pensamento? O pensamento é essa memória, ok? Mas para quem está voltando essa memória? Para o pensador. Quando a memória chega, encontra você, que é o pensador, para ficar assim: "Hum... o que faço? O que eu posso fazer? Mas eu não consigo fazer nada." É o pensador. Compreende? Então, nós temos o pensamento e temos o pensador. A gente acha que são duas coisas separadas e distintas; não são. Quando o pensamento surge, ele já traz o pensador, porque quem guardou essa experiência, e ela não se completou, foi exatamente o pensador.

Então, o pensamento em você é a presença do pensador. Se não houvesse esse pensador para se ocupar com o pensamento, o pensamento não estaria voltando. Se não houvesse esse registro, ele não estaria voltando. E nós não sabemos lidar com isso. Quando você está preocupado, quando você está triste, quando você está com raiva, quando você está com medo, dê-se conta: é apenas a presença do pensamento que encontrou alguém, que é o pensador. Então, o que é o pensador? O pensador é esse que se ocupa. E o que é o pensamento? É a memória.

O que seria a vida interna em você se você não tivesse o peso dessa ocupação psicológica, desse pensador se ocupando com historinhas da vida dos outros ou dessa historinha da própria vida insatisfeita, desorientada, perturbada nessa relação com o marido, com o filho, com o chefe? O que seria a sua vida livre do pensamento, sem o passado? Você sabe que os momentos de paz que você tem são momentos sem pensamento. Não é assim? Por que a paz está presente quando o pensamento não está? Porque o pensador não está. A pessoa não está. Nós não temos a presença de pensamentos sem a presença de alguém se ocupando com eles. Escute com atenção isto.

Aqui, nós temos uma chave para nos libertarmos do pensamento, que ou nos coloca no passado ou no futuro - e isso é problema o tempo todo. No futuro dos desejos, do que eu preciso conseguir e tal - que é desejo, que é aflição -, ou no passado: "O que eu faço para resolver aquilo, aquilo, aquilo?" Então, nós vivemos no campo da mente, no campo das ideias. Este é o modelo da mente programada para ser assim; esta é a nossa mente condicionada. Então, estudar o pensamento é tomar ciência do pensador se envolvendo com ele.

Talvez você diga: "E o que eu faço com o pensamento?" Essa ideia de fazer algo é do pensador. É por isso que não tem dado certo. Você não se livra de pensamentos querendo se livrar. Porque quem é que quer se livrar? Aquele que está se ocupando com o pensamento. O que nós precisamos? Nós precisamos descobrir do que, de fato, precisamos. Precisamos descobrir como a mente funciona, como o pensamento funciona, para uma vida livre de pensamentos, para uma vida livre de alguém pensando. Isto é possível? Sim. Sim. É que ninguém nunca nos disse isso. Porque todo mundo vive como pessoa pensando o tempo todo, psicologicamente ocupado com o passado ou com o futuro. Elas não reconhecem a beleza do momento, a beleza desse instante.

O encontro com este momento é um encontro com a Inteligência para lidar com ele ou ela, para lidar consigo mesmo, para lidar com pensamentos, com sentimentos, com emoções, sem colocar uma identidade presente aí, que é o pensador, que é aquele que experimentou, aquele que se vê responsável. Tudo isso é parte da ilusão da pessoa, desse "eu". Nesse aprender sobre si mesmo, ocorre o fim para tudo isso.

Então, sim, isso é Real. A presença da Inteligência é a Liberdade de Ser Um com a Vida, um com o momento presente, sem esse modelo de pensamento que volta. "Ah, mas e o pensamento funcional?" Isso não é assunto seu. Isso é assunto da memória técnica em seu cérebro. Livre desse padrão de pensamento egoico, que é o pensamento que eu chamo de pensamento psicológico, que é a memória psicológica, à base de todos os problemas da sua vida, o pensamento funcional continua.

Se você sabe falar um idioma, você continua sabendo, livre da memória psicológica, porque essa não é a memória psicológica; é a memória técnica. Se você sabe consertar algo, você vai continuar sabendo. Se você sabe cozinhar, vai continuar. Se você ganhou um prêmio lá na academia, se você ganhou um prêmio na universidade, se você tem uma especialidade, que maravilha! Isso é lindo, é maravilhoso. Isso continuará. Mas, com certeza, você não vai mais sofrer com o pensamento na relação com o mundo à sua volta. Porque o pensamento que lhe faz sofrer é o pensamento de ser alguém, da pessoa, que é o passado, que tem problemas, que tem que resolver problemas, que tem coisas para cuidar, coisas para proteger. Nós não sabemos lidar com a vida como ela acontece.

Se você é uma mãe ou um pai, os filhos, qual o problema? Atenda, cuide, mas faça só o que é real, não o que é imaginário nessa relação. Se você vem a mim e pergunta: "O que faço neste casamento?" Seja só o marido ou a esposa. Sem a ideia de ser marido ou esposa, fica tudo leve. Com a ideia de ser marido ou esposa, o "eu" entra, o ego entra. A violência surge, o medo surge, a dependência emocional surge, a carência afetiva surge; todo tipo de confusão surge quando a imagem que você tem sobre quem você é, sobre como merece ser tratada, ou como deve tratar o outro, está presente. Veja como é simples: é só se livrar do ego. "O que você está dizendo? É simples?" Não, deixa eu corrigir: talvez não seja simples, mas isto é um assunto seu. Você está na vida para resolver isso. Então, resolva isso. Viva uma vida livre do ego.

Então, não há nenhum problema em estar ali como o marido, ou a esposa, ou como o filho, ou tendo filhos, ou cuidando de negócios, ou cuidando do que tiver que cuidar. Se há ilusão de alguém, isso requer um trabalho em si mesmo, que ninguém irá fazer no seu lugar. Tomar ciência desse modelo de pensamento que não se completa e que lhe posiciona como alguém para se ocupar com assuntos que não são seus, como, por exemplo, cuidar do futuro dele ou dela. O futuro dele ou dela não está nas suas mãos. Mas quando a mãe acha que tem o futuro dos filhos na mão, ela se coloca como senhora do universo, como o próprio Deus. Como nós amamos isso: ser pessoa o tempo todo, na relação com pessoas o tempo todo.

Então, a ideia de ser alguém - será que podemos soltar isso para o contato com a vida, como a vida acontece, sem alguém presente? Nessa relação inteligente com o momento, sem o passado? Sem esse modelo que é o modelo do pensamento? Você não precisa do pensamento que não se completa. O único pensamento que você precisa é o pensamento funcional, prático; este está presente. Quando você está assentado, você está assentado em uma postura de memória desse corpo. Isso não tem nada a ver com a presença de alguém assentado; é só o corpo.

Assim, lidar com pensamentos é algo simples quando o pensador não está. Mas quando o pensador está, quando o experimentador está, quando o "eu" está, quando o ego está, lidar com pensamentos é complicado. Você vai estar lidando com o pensamento do passado, com algo que não se completou e que está voltando e lhe colocando nesse contexto de ilusão de alguém presente no tempo, alguém que viveu aquilo ou alguém que terá que viver aquela outra coisa.

Eu sei que tudo isso soa muito estranho, porque a nossa ideia - porque é só o que nós conhecemos de vida - é que a vida vai acontecer; e a vida já aconteceu. E aqui estamos dizendo que a vida é o que acontece; é só o que acontece. Fora o que acontece, o pensamento em você cria a ideia de alguém, imaginando o que foi ou o que será. E, nisso que foi ou o que será, está essa imagem que nós construímos sobre quem nós somos, dentro das nossas relações com o outro, com nós mesmos e com a vida.

Uma pessoa em quadro de ansiedade é só a imagem que ela estabeleceu sobre quem ela é, no contexto do que ela precisa, do que ela merece, do que ela não merece. É a autoimagem, é a imagem do "eu", é a imagem do ego. Mas o que vale para a ansiedade vale para todos os quadros de desordem, de patologia mental, de questões da mente. Então, não há saúde mental, não há saúde na mente, quando o pensamento não é compreendido e finalizado, e finalizado quando o modelo psicológico de ser alguém não termina.

Então, o que é o Despertar dessa Inteligência? O que é o Despertar desta Consciência? O que é o Despertar desta visão da Verdade? Aqui, a Consciência não é a consciência da pessoa. Eu me refiro à Consciência atemporal. O que é o Despertar? Não é aquele despertar que te tirou da cama hoje pela manhã. Estou falando do Despertar da Verdade sobre você, que inclui o descarte da ilusão sobre quem você é, para a compreensão de algo além disso, que está aí, além do conhecido, além do conhecido. Tudo bem?

Assim, a grande aventura, a grande aventura, nossa grande escalada, o cume da mais alta montanha, aquele grande salto, a descida a essas profundezas inalcançáveis, inatingíveis, é Algo presente aqui, quando aqui está a Vida, neste Silêncio, quando a mente se aquieta, este Espaço novo se abre, esta Realidade se revela e, nela, está a Ciência da Inteligência Suprema, a Inteligência de Deus. Nela, está presente a Verdade, nela, está presente a Sabedoria, nela, está presente Aquilo que não tem nome.

Fevereiro de 2026
Gravatá-PE
Mais informações

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Joel Goldsmith | O Suprimento Invisível | Como encontrar Deus? | Marcos Gualberto

GC: Olá pessoal, estamos aqui para mais um videocast. Novamente, o Mestre Gualberto aqui conosco. Gratidão, Mestre, pela presença. Hoje, eu vou ler um trecho de um livro do Joel Goldsmith chamado "O Suprimento Invisível". Em um trecho desse livro, o Joel Goldsmith faz o seguinte comentário: "Logramos compreender que, embora o suprimento possa vir por esses canais, a fonte dele está dentro de nós". Bom, Mestre, neste trecho, o Joel fala que a fonte está dentro de nós. Dentro desses assuntos, Mestre, você pode compartilhar a sua visão sobre como encontrar Deus?

MG: Gilson, aqui nós nos deparamos com uma ideia equivocada. É o pensamento de ter esse encontro com Deus - essa é a ideia equivocada. A Realidade presente é a Realidade de Deus. Você, no pensamento, não pode ter um encontro com Deus. Aquilo que se torna possível aqui é a ciência dessa Realidade; a compreensão dessa Realidade presente. A não ser que você tenha essa compreensão - que é a Realidade deste Ser que aqui está presente -, não haverá esse encontro com Deus. O encontro com Deus é assumir a Realidade do Ser.

Não existe a Vida acontecendo para alguém, assim como Deus não é algo presente para a pessoa. A Realidade de Deus presente é a Realidade deste Ser que é Você. Isso não é a presença da pessoa tendo um encontro com Deus; é a ciência da Verdade de Deus aqui, neste momento. Quando você vai para um lago, você olha para aquele lago e o que você tem ali é a superfície das águas; você não tem a profundidade. A nossa relação com nós mesmos é uma relação, também, de superfície. Nós não temos a revelação desse lago, dessa Vida. Portanto, aquilo que aqui está presente está sendo visto por cada um de nós na superfície. Nós não temos a profundidade da Vida, a clareza da Vida, a verdade sobre a Vida. A Verdade da Vida é a Verdade Divina; é a Verdade de Deus.

Você pergunta: "Como encontrar Deus?". Tenha, primeiro, a revelação da verdade sobre você. Quem é você? Se você não tem a revelação da verdade sobre si mesmo, se você não sabe a verdade sobre você, como você conhecerá a verdade sobre Deus? Encontrar Deus requer a ciência de onde Ele se encontra, de onde Ele está. Para nós, Deus é uma verdade no futuro, porque, quando falamos desse encontro, a mente projeta o futuro para o encontro. A ideia é alguém tendo um encontro com Deus. Investigar a natureza da verdade sobre si mesmo é descobrir que esse "eu" não é real. Não existe alguém aqui presente para ter esse encontro com Deus. Não existe alguém aqui presente para pensar sobre a Vida, sobre o futuro, para pensar sobre o amanhã. A presença desse alguém é a presença do pensador tendo pensamentos.

Mas qual é a verdade sobre o pensamento? Para termos a ciência desse "eu", que é o pensador, temos que, antes de tudo, compreender o que é o pensamento. A ideia que você tem sobre você é um pensamento presente aí. Qual é a verdade desse pensamento? Existe tal coisa como o pensamento de alguém? Existe uma separação entre o pensamento presente aqui, neste momento, e alguém tendo esse pensamento? Ou esse alguém tendo esse pensamento é um único fenômeno, um único acontecimento?

Repare, para essa resposta - que é a resposta da pergunta "como encontrar Deus?" -, nós primeiro precisamos da resposta da pergunta "quem sou eu?". Quem é esse que pensa? Quem é esse que está tendo esse pensamento? Compreender a verdade do pensamento sobre Deus é compreender a verdade sobre esse "eu" que pensa sobre Deus. É exatamente aqui que está a resposta para essa pergunta, porque a Verdade, quando ela se revela, ela se mostra como uma única Verdade presente. A verdade de que não existe tal coisa como esse "eu", quando o pensamento está presente. O que temos presente, quando o pensamento está, é a memória, a recordação, a lembrança; é a sugestão dada pelo próprio pensamento. Portanto, é o próprio pensamento que cria esse "eu" buscando essa resposta.

O seu contato com a Realidade de Deus, com a Verdade Divina, nesse encontro com Deus, é Aquilo que se revela aqui presente quando o pensamento não está, porque esse "eu" não está. Nós só temos a Vida acontecendo. A Vida é esta Realidade Divina, aqui e agora. A ideia de alguém presente tendo pensamentos sobre a Vida, sobre Deus, sobre o mundo, é algo imaginado pelo próprio pensamento; construído, estabelecido pelo próprio pensamento.

É importante ouvir isso que estamos colocando aqui, mas não se trata de ficar apenas nessas palavras. É necessário tomar ciência disso de uma forma direta; e você pode, sim, tomar - e deve, sim, tomar - ciência disso de uma forma direta, aprendendo sobre si mesmo. É quando há esse aprender sobre si mesmo - que é o verdadeiro Autoconhecimento - que descobrimos que a presença do pensamento para esse "eu" é uma ilusão. Nesse aprender, descobrimos que, quando descartamos o pensamento, descartamos esse "eu", e a Vida se revela como sendo a Verdade de Deus. Esta é a Verdade sobre você.

Portanto, você não está para ser encontrado no futuro. Você está aqui como sendo esta a Realidade da própria Vida, para se autorrevelar. Nesta autorrevelação, você tem esse encontro com Deus. Mas, nesse encontro com Deus, não há uma separação entre a Realidade que chamamos de Deus e você. Repare, isso é algo inteiramente diferente de tudo que o pensamento colocou aí como uma crença: a ideia de Deus lá e você aqui; você como alguém, como uma pessoa, e Deus como a Realidade Suprema. A Realidade de Deus não pode estar lá, não pode estar no futuro, não pode estar no tempo. Isso é parte da imaginação do pensamento.

O pensamento em nós é o elemento que vem da memória. A presença da memória é a presença do pensamento. O pensamento é, basicamente, memória. Memória é, basicamente, o passado. Assim, o que nós temos no futuro, para o futuro, é aquilo que o pensamento estabelece. E, portanto, o futuro ainda é passado. Portanto, o que nós temos é a presença da imaginação de Deus no futuro. É o pensamento, o elemento do passado, que imagina esse encontro para esse "eu" que ele estabeleceu, que ele construiu.

A compreensão da Verdade requer o fim do pensamento, do passado e, naturalmente, do futuro. Não existe tal coisa como esse futuro sem o pensamento, sem o passado; e não existe tal coisa como esse "eu" sem a presença do pensamento. Seu contato com este instante, sem o pensamento, é o contato com a Vida sem o "eu", sem o ego, sem essa pessoa. É esse contato que revela Aquilo que está além da mente, além do pensamento, além do passado, além do futuro.

Você pergunta: "Como encontrar Deus?". Tomando ciência do momento, sem o pensamento; tomando ciência deste instante, sem o tempo, sem o passado e sem o futuro. A não ser que você, em seu Ser, assuma a Realidade da Vida neste momento, jamais haverá esse encontro com a Verdade, esse encontro com Deus. Não existe tal coisa como uma entidade aqui, que é o "eu", para ter um encontro com algo lá, em algum lugar, que o pensamento chama de Deus. Deus é a Realidade do momento se revelando quando o pensamento não está.

Portanto, estamos diante de Algo inalcançável pelo pensamento, inalcançável pelas palavras. O seu verdadeiro encontro com Deus não é uma experiência para a pessoa, para esse "mim", para esse "eu". O seu verdadeiro encontro com Deus é a ciência de que não existe tal coisa como uma separação entre Você e Ele; entre Ele, Você e a Vida; entre a Vida, Ele, Você e o Outro. Não existe tal coisa como uma separação. É o pensamento que está estabelecendo toda essa confusão. É o pensamento que estabelece em nós essa busca, procura ou projeto para o futuro. Não há futuro, não há projeto, não existe busca.

Aqui, a revelação se mostra presente, neste momento, quando aprendemos a olhar, a escutar, a perceber a Vida sem pensamento - sem o pensamento, sem o "eu". Aquilo que nos impede de ter essa real visão de Deus é a presença exatamente desse "eu", que é o observador; que é esse elemento constituído de pensamentos se situando no tempo, projetando, a partir do passado, o futuro. Espero que isso fique claro para você. A clareza real disso surgirá no momento em que você descobrir como olhar. Então, por você mesmo, fica clara a Realidade d'Aquilo que está presente, que é a Verdade do seu Ser.

GC: Mestre, nós temos uma pergunta de um inscrito aqui no canal, que fez o seguinte comentário: "Mestre, meus pensamentos estão sempre focados na falta e limitação. Como mudar esses pensamentos?".

MG: Repare, aqui você fala dessa limitação criada pelo pensamento, ao mesmo tempo que você fala dessa necessidade de mudar o pensamento. Mas quem é esse elemento presente que quer mudar o pensamento? Quem é esse elemento presente que está vendo a falta, a limitação? Essa ideia de mudar o pensamento requer a presença de alguém realizando esse propósito. Esse movimento de propósito desse alguém nasce do próprio desejo de mudar isso. Esse desejo é a própria presença do pensamento.

Portanto, repare como a mente funciona em nós: primeiro, ela gera a insatisfação; depois, ela produz o desejo de mudar isso. Mas é a própria mente, é o próprio movimento do pensamento na sua insatisfação, produzindo uma ideia de mudança, nesse projeto. É assim que nos posicionamos como alguém presente, como esse "eu" que quer mudar. Portanto, esse "eu" é a própria presença do pensamento em sua insatisfação, projetando uma satisfação que ele deseja.

O seu real contato com a verdade sobre você - que é olhar diretamente para essas respostas criadas pelo pensamento (veja, para esses problemas estabelecidos pelo pensamento e para essas respostas criadas pelo próprio pensamento) -, olhar para isso sem colocar um outro pensamento sobre isso é se desfazer desse "eu"; é eliminar a continuidade desse movimento de insatisfação e, portanto, de falta e limitação. O ponto é que nós estamos presos a um jogo: o jogo criado pelo próprio pensamento.

Portanto, o pensamento criou esse jogo e nos colocou como alguém presente para se livrar de um problema que o próprio pensamento estabeleceu. Não há como se livrar de um problema criado pelo pensamento no pensamento. É por isso que estamos aqui olhando, percebendo, escutando esse movimento. A ciência desse movimento - que é um movimento dentro da própria mente, que é um movimento do próprio pensamento; movimento esse que está estabelecendo problemas e criando projetos para solucionar os problemas -, olhar para isso, ficar ciente disso, sem interferir, então Algo novo surge, Algo novo acontece. É quando esse movimento do pensamento, constatado, percebido, se desfaz e, quando ele se desfaz, esse sentido do "eu", do ego, desse "mim", também se dissolve.

A Verdade deste Ser, a Realidade deste constatar, deste perceber, é a Liberação dessa condição, desse sofrimento, dessa desordem, dessa falta, dessa limitação. Portanto, tudo o que nós precisamos na Vida é descobrir como a mente está acontecendo para cada um de nós; como esse movimento está se processando aqui. Ele está se processando, ocorrendo de uma forma completamente inconsciente, mecânica. Essa inconsciência e mecanicidade desse movimento é a presença de um condicionamento, de um padrão de repetição. O descarte dessa condição psicológica é a Liberação, nesta vida, dessa confusão, dessa desordem, conflito, contradição e sofrimento.

Portanto, aquilo que desperta essa Liberação não é a tentativa ou desejo de mudar, porque tudo isso ainda está dentro do próprio projeto, do próprio ego, do próprio "eu", da própria mente, do próprio pensamento. Aquilo que traz a mudança, a real transformação (não é o desejo de mudar; aquilo que traz o Novo é, nesse sentido, que aqui temos a verdadeira mudança), é a compreensão de todo esse processo. Por isso, temos enfatizado a importância do Autoconhecimento e desse encontro com a Meditação - a Real Meditação. Temos diversos vídeos aqui no canal aprofundando essa questão da Meditação e do Autoconhecimento.

GC: Mestre, nós temos outra pergunta de outro inscrito aqui no canal, que fez o seguinte comentário: "Mestre, existe uma possibilidade real de sabermos o que é o momento presente? Dá para constatar isso a partir do corpo?".

MG: Gilson, a ciência deste instante, daquilo que aqui está presente, esta é a presença do momento. Só há este momento, só há este instante. São bem curiosas as nossas perguntas. Você pergunta: "Se dá para constatar isso a partir do corpo?". Aquilo que aqui está presente é a Vida acontecendo. A presença do corpo, do mundo, é algo aqui presente, neste instante, neste momento, assim como a presença do pensamento está aqui neste momento. Não se trata de uma técnica ou de um método para constatar isso. Tudo que se faz necessário é olhar, observar as nossas reações, sejam elas físicas ou psicológicas. É trazer ciência para este momento.

Então, neste sentido, a compreensão do momento se realiza quando há essa Atenção. Quando o pensamento está presente e ele é observado, sem interagirmos com ele, sem reagirmos a ele, sem colocarmos uma identidade presente nele - que é o pensador -, é algo semelhante a um gesto. Portanto, tomar ciência dos seus gestos, do seu tom de voz, ciência da fala, do olhar, assim como ciência de um pensamento acontecendo dentro de você, ou uma sensação, apenas tomar ciência disso é o suficiente para se dar conta de que a Vida é agora e aqui. É quando nós temos a intenção de alterar alguma coisa. Esse movimento de intenção nasce desse fundo psicológico que quer mudar, transformar, modificar. Então, interferimos com o momento, interferimos com o instante. Essa interferência é a interferência do "eu"; é, de novo, a interferência do passado.

É assim que nós estamos vivendo nossas vidas: sempre envolvidos com o momento presente a partir do passado, a partir desse centro que é o "eu", que é o ego. Mas, quando descobrimos o que é olhar para este instante - apenas olhar -, é como escutar; é só o escutar. Quando você escuta algo e tece algum comentário sobre aquilo, expõe algo sobre aquilo, nesse momento o sentido do "eu" surgiu para interferir, para opinar, para aceitar ou rejeitar. Mas, quando há só o escutar, não há interferência. Quando você escuta uma música que lhe interessa, você apenas escuta; você não interfere, você apenas escuta. É só o apreciar, o perceber, o escutar.

Quando colocamos uma identidade presente para comparar aquilo que estamos ouvindo com algo que nós já ouvimos, neste momento o escutar é interrompido. A presença da comparação, da avaliação, a presença desse concordar ou discordar altera completamente a percepção do instante, porque o sentido do "eu" surge. Olhar para algo é só olhar. Mas, quando esse olhar é para criar comentários, é para fazer avaliações, neste momento surge esse "eu" com o seu fundo, com o seu passado, com o seu conceito, preconceito, com sua ideia pré-formada.

Portanto, o momento aqui e agora é autorrevelador quando o "eu" não está, quando esse sentido de alguém não interfere. É isso que aqui estamos juntos para constatar, para descobrir, para perceber. Assim, nesta percepção, se revela aquilo que está fora do conhecido, fora do tempo, fora da mente. Aquilo que está fora da mente está fora dessa ideia de ontem, hoje e amanhã. Está fora do tempo. A Realidade deste Ser, a Realidade Divina, é atemporal. Esta é a Realidade deste Ser. Esta é a Verdade sobre Deus. A ciência de si mesmo. A ciência daquilo que aqui está presente, além do "eu". Portanto, esse é o nosso trabalho juntos. É nisso que aqui estamos investindo nossa mente e o nosso coração.

GC: Gratidão, gratidão, Mestre. Já fechou o nosso tempo. Gratidão por mais esse videocast. E para você que está acompanhando o videocast até o final e deseja realmente viver essas Verdades, fica o convite para participar dos encontros intensivos de final de semana que o Mestre Gualberto proporciona.

Esses encontros são muito mais profundos do que esses vídeos aqui no YouTube. Primeiro, porque o Mestre responde ao vivo às nossas perguntas. E segundo, e muito mais impactante, é que, pelo Mestre já viver nesse estado Desperto de Consciência, Ele compartilha um campo de Energia à sua volta - um campo de Presença, de Poder e Graça.

E nesses encontros, a gente acaba pegando uma carona nesse campo de Presença do Mestre. E pegando essa carona com o Mestre, de maneira espontânea, sem nenhuma prática, sem nenhuma técnica, sem nenhum esforço, entramos no estado meditativo, silenciamos nossas mentes e podemos ter uma compreensão real dos assuntos tratados aqui no canal.

Então, fica o convite. No primeiro comentário fixado, tem o link do WhatsApp para poder participar desses encontros. Além disso, já dê o "like" no vídeo, se inscreva no canal e faça comentários aqui, trazendo perguntas para a gente trazer para os próximos videocasts. E Mestre, mais uma vez, gratidão pelo videocast.

Fevereiro de 2026
Gravatá-PE
Mais informações

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Aprender sobre o Autoconhecimento. Como encontrar Deus? Como encontrar a Felicidade? Jnana Yoga.

Aquilo que nós temos aqui, com você, investigado, aprofundado, aquilo que aqui estamos procurando compreender juntos é a verdade do real conhecimento. Existe uma expressão na Índia para a presença da ignorância, da ignorância espiritual, da não compreensão, da não visão da vida, eles chamam de avidya. Avidya é ignorância.

Aqui o nosso interesse consiste em compreender o que é essa compreensão, esse conhecimento; é uma qualidade de conhecimento, é a verdade de uma compreensão, diferente daquilo que no intelecto nós entendemos por compreensão ou conhecimento.

Algumas pessoas se dedicam a essa procura pela jnana yoga. A palavra "jnana" é conhecimento, é o caminho do conhecimento dentro desta tradição. Então, nos Vedas, a verdade desta jnana yoga é a revelação desta compreensão, deste conhecimento, o que requer a presença de um discernimento entre aquilo que é real e a ilusão.

Portanto, partimos de um princípio aqui; o princípio é: quem sou eu? Isso nos dá uma direta compreensão ou um direto conhecimento da Verdade Divina. Mas há algo aqui que eu quero chamar a sua atenção para investigar conosco: é a não necessidade de uma aproximação intelectual, como, em geral, nós acreditamos que precisamos.

Nós temos a crença de que lendo muitos livros, estudando muito, teremos uma visão desta Realidade. Enquanto que, na realidade, o que nós precisamos é de discernimento entre o que é falso, para que a Verdade se revele.

Então, o que é falso, o discernimento do falso? É a clareza sobre o falso a Revelação da Verdade, e isso não vem por estudos intelectuais, por leituras de livros. Isso vem quando aprendemos a soltar o falso, a rejeitar o falso - aqui, rejeitar não como uma postura de ação positiva, mas de discernimento.

Ao discernir o falso, há uma compreensão e, nesse momento, naturalmente, um afastamento daquilo. É quando o falso é negado, é quando soltamos o falso, é quando abrimos mão do falso. Nós aqui, com você, estamos investigando essa questão desse encontro com Deus, na pergunta "como encontrar Deus?", assim como na pergunta "como encontrar a Felicidade?", e isso requer a presença desta qualidade de conhecimento, desta qualidade de compreensão.

Aqui, quando usamos a palavra "conhecimento" é no sentido de uma compreensão, e não no sentido que nós geralmente empregamos para essa palavra. Para nós, o conhecimento é algo que se adquire, é uma informação que se recebe. Quando, por exemplo, eu posso pronunciar o seu nome, é porque eu conheço. Sim, esse conhecimento é algo que eu adquiri, é um conhecimento aprendido. Assim, eu guardo em mim a informação.

Em geral, nós chamamos de conhecimento a informação guardada, aquilo que foi aprendido. Aqui, o contato com a verdade da compreensão, da real percepção da vida, é o que nós chamamos de conhecimento. Não é algo que se adquire, que teoricamente temos dentro de nós como palavras, como lembranças, como experiências guardadas.

O contato com a vida é a compreensão. Essa compreensão é o real conhecimento da Verdade, da Verdade Divina. Portanto, como encontrar Deus? Assumindo a Realidade que aqui está presente quando há o discernimento entre o Real e o falso. Aquilo que é falso, aquilo que é ilusório se desprende, se desloca e se dissolve.

Essa é uma visão Real da vida, essa é a verdadeira compreensão do que é, sem a ideia, sem o conceito, sem o modelo do pensamento sobre como as coisas deveriam ser, sobre como a vida deveria acontecer. Esse "deveria acontecer", esse "como poderia acontecer", está dentro do campo do pensamento.

O pensamento não retrata a Realidade. O pensamento é uma fotografia do passado, não lida com o momento presente. O pensamento é algo em nós presente que lida com o passado. Veja, é algo presente, que surge nesse instante, mas trazendo do passado uma representação. Assim, a presença do pensamento desfigura a Realidade do momento. Não é o retrato da Realidade, é a interpretação.

Olhe para si mesmo e você irá perceber que a avaliação que você tem, a comparação que você tem, a discriminação que você faz do instante, do momento presente, se revela agora em razão de um momento que já foi. Esse momento é o passado; esse passado é o pensamento surgindo aqui, nesse momento, fazendo esta avaliação, essa comparação, aceitando ou rejeitando, gostando das coisas ou não gostando.

Nós não sabemos o que é ter um contato com o momento quando olhamos para o momento a partir do pensamento - e é isso que nós temos feito. Isso nos impede de ter um real encontro com a Vida. Esse encontro com a Vida é o encontro com a Felicidade.

Para nós, a Felicidade é algo para ser encontrado amanhã. Aqui, o encontro com a Felicidade é nesse instante, quando não há mais a ilusão do que deveria ser, quando não temos mais a ilusão do modelo desse retrato, que é o pensamento avaliando, julgando, comparando esse momento com algum momento que já foi ou com algum momento que será. O momento que será é a imaginação do pensamento. O momento que já foi é a lembrança da memória, que é pensamento.

Portanto, como encontrar a Felicidade? O seu encontro com a Felicidade é o seu encontro com a Vida, quando não há mais a ilusão que desfigura a realidade do momento, quando este falso é abandonado, quando essa ideia, quando essa conclusão, avaliação não está mais presente.

Como encontrar Deus? A presença desse encontro é a presença do Silêncio, da Revelação da Vida sem o "eu". A verdade da Meditação lhe aproxima desse momento, desse momento de Revelação d'Aquilo que é real.

Portanto, o que é Meditação? É um encontro com o instante sem o passado, é um encontro com o momento sem o pensamento. A revelação desse momento é esse encontro; esse encontro é a Revelação de Deus, e aqui está a ciência da Felicidade. Tudo isso requer a presença de uma compreensão clara sobre quem nós somos.

Portanto, a pergunta é: quem sou eu? Assim, na jnanna yoga, ou na visão do discernimento da Realidade, nós temos esta pergunta para discernir o falso, para compreender a ilusão. A compreensão da ilusão, o discernimento do falso, é o fim do falso, é o fim da ilusão. Isso requer a presença da compreensão de nós mesmos.

Portanto, aprender sobre o Autoconhecimento é estudar como a mente está aqui acontecendo para cada um de nós, a forma como a mente acontece, a maneira como ela se processa em cada um de nós sustentando o seu velho modelo de continuidade do passado.

A vida é algo aqui, nesse instante, se revelando. Não há esse encontro com a vida aqui, neste momento, quando confrontamos aquilo que é, que é o que está aqui se mostrando, com a ideia do que deveria estar aqui se mostrando. Então, nós confrontamos o que é com o que deveria ser, porque estamos sustentando esse velho modelo de pensamento presente em cada um de nós, de mente presente em cada um de nós.

É a visão do discernimento, é a visão da compreensão, é a visão do conhecimento o fim para esta condição. Mas eu continuo dizendo aqui: não é o conhecimento que se adquire, é o conhecimento que nasce do discernimento daquilo que é falso, daquilo que é ilusório. Nós não temos como nos aproximar de Deus a partir do pensamento, porque o pensamento tem sua base no que já foi.

Essa aproximação da Realidade Divina, essa aproximação de Deus pelo discernimento é o descarte do falso, então há compreensão, há conhecimento de Deus. Conhecer Deus é Ser. Não há uma separação entre a Realidade deste Ser e a Verdade de Deus. Não há qualquer separação entre a compreensão de Deus e a Realidade daquilo que aqui está presente além desse "eu", que é esta Presença de Ser. Me refiro à Natureza da Verdade sobre Você.

Então, a compreensão de Deus é Ser, o conhecimento de Deus é Ser, assim como a Felicidade é Ser, esta é a presença da Vida, esta é a presença da Realidade. O nosso enfoque aqui, todo o nosso trabalho aqui consiste nesse estudar nossas reações para o descarte da ilusão desse modelo de pensamento. Esse modelo de pensamento é o pensamento que vem do passado e que sustenta essa identidade.

Observe que todo pensamento em você é só uma lembrança, mesmo o pensamento de objetos. Objetos só são reconhecidos com base na lembrança, na memória. Quando você reconhece um objeto, reconhece porque se lembra - se lembra da forma, do nome. É a presença do pensamento a lembrança desse objeto.

Mas há uma qualidade de pensamento que dá estrutura ao falso, a esse centro ilusório, que é o "eu", o ego, e é essa qualidade de pensamento que nos mantém na ignorância, em avidya, na ilusão de uma identidade que se vê presente se separando do momento, se separando da vida, se separando de Deus.

É a crença, é a sugestão, é a condição hipnótica, é a condição de sono de uma identidade que se vê presente, uma sugestão dada pelo pensamento, por essa qualidade de pensamento, que é o pensamento psicológico. Não é o pensamento sobre os fatos, não é o pensamento das lembranças dos acontecimentos, das ocorrências, dos objetos, dos lugares.

Não é o pensamento que nos dá a lembrança dele ou dela. É a qualidade de pensamento que nos faz ver ele ou ela como uma pessoa, como uma imagem que eu tenho sobre quem ela é, sobre quem ele é. É a qualidade de pensamento que nos dá uma imagem, a imagem de quem nós somos para nós mesmos. Essa qualidade de pensamento é o pensamento psicológico, é a memória psicológica, que sustenta esse "eu", esse ego, essa pessoa.

Portanto, esse encontro com a Realidade Divina, esse encontro com a Realidade da Felicidade, da Verdade de Ser, consiste no desaparecimento desse "eu", desse ego, desse ilusório modelo de identidade que se sustenta nesse pensamento psicológico.

A nível objetivo, prático, o pensamento é interessante, ele é funcional, ele é prático, ele é algo objetivo. O pensamento é algo tão objetivo e claro quanto um objeto diante dos seus olhos. Estamos lidando com algo material. Mas quando lidamos com o modelo do pensamento psicológico, estamos lidando com uma abstração, com um modelo de imaginação, de ideação, de ficção.

A presença da pessoa que ela é para mim, isso é uma ideia, uma ficção, uma imaginação. Não estamos lidando com algo prático, estamos lidando com uma abstração mental quando estamos lidando com pessoas a partir da pessoa que eu acredito ser.

Não existe uma pessoa presente, a não ser que o modelo do pensamento esteja aqui criando esta imagem, essa ficção, essa imaginação, essa abstração. Não precisamos do modelo do pensamento psicológico para lidar com a vida, para lidar com o momento presente, para lidar com ele ou ela, para lidar com a Realidade que aqui está, que é a Verdade de Deus.

Nós colocamos essa autoimagem para fazer isso, colocamos essa pessoa, e, assim, estamos imaginando todo tipo de coisa. Imaginamos Deus, imaginamos a felicidade, imaginamos ele ou ela, imaginamos a vida. São quadros mentais, são ideias, são crenças, são abstrações. É o modelo do pensamento psicológico que está alimentando isso.

Podemos nos livrar desta ilusão? Podemos romper com essa condição psicológica para uma vida livre do pensamento? É quando o pensamento cessa. Nós não precisamos do pensamento, a não ser para lidar com assuntos bem práticos na vida, nesse sonho que chamamos de vida. Então, sim, o pensamento está lá.

Na realidade, o pensamento, como qualquer outro fenômeno, nesse sonho de existência, é algo que continua aparecendo. Mas podemos, internamente, viver livres dessa ideia, dessa sugestão de uma identidade presente que olha para a vida a partir do passado, a partir desse modelo psicológico de representação mental, que é o pensamento? É o que estamos vendo aqui, com você.

O seu real encontro com a Vida é o verdadeiro encontro com Deus, é a Revelação deste Ser. Isso é Amor, Felicidade, Liberdade, isso é Ciência de Deus, algo presente quando floresce esta visão, que é a visão do Autoconhecimento. Então nos deparamos com a Realidade, com Aquilo que está além do "eu", além do ego, além da mente.

É isso que estamos trabalhando aqui com você nesses encontros. Nós temos encontros online nos finais de semana, sábado e domingo. Além dos encontros online, temos encontros presenciais e, também, retiros. Portanto, se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite para participar desses encontros.

Fevereiro de 2026
Gravatá-PE
Mais informações

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Como encontrar Deus? Meditação: o que é? Aprender sobre Autoconhecimento. Como lidar com a solidão?

O ser humano carrega uma procura, uma busca de conexão - de interna conexão psicológica - com outras pessoas; pessoas que possam representar para ele algo de profundo significado, algo que represente um preenchimento profundo, significativo. Essa procura, toda procura do ser humano em direção a essa conexão pode nos parecer muito razoável, no entanto, nós precisamos investigar aqui o que de fato está acontecendo.

Por que quando é que nós sentimos essa dor, a dor da solidão? A pergunta é: como lidar com a solidão? Como lidar com a dor da solidão? Por que temos presente esta dor? Quando nós olhamos de perto, investigamos, descobrimos que essa procura ou busca do ser humano é algo que, na realidade, está presente exatamente em razão do seu estado de isolacionismo, de uma profunda desconexão com a própria Realidade da Vida.

Nós fomos educados, condicionados, programados, formados desde pequenos para uma visão psicológica de mundo onde a crença básica é da existência do "eu", dessa "pessoa" - uma imagem que o pensamento construiu sobre quem nós somos. Esta pessoa, essa autoimagem foi educada a buscar sua continuidade nas relações, para encontrar nelas a completude, o preenchimento. Portanto, a procura do ser humano é a procura de um preenchimento psicológico para a pessoa, para a autoimagem - esta é a presença do "eu", é a presença do ego, que está em dor.

O ego vive em uma condição interna de isolacionismo, de separação, na crença da necessidade do outro, mas não existe o outro para ele; existe, para ele, a completude de sua continuidade no encontro com o outro. Repare, estamos diante de algo aqui que precisa ser investigado ou jamais conheceremos a verdade sobre a dor da solidão, desse vazio existencial, porque estaremos mantendo a continuidade dessa autoimagem, dessa solicitação do ego, desse "eu".

A insatisfação, a incompletude, o sofrimento de desconexão não é, na realidade, com o outro, é a presença de uma projeção do pensamento, de uma imaginação do pensamento, de que o outro ou a vida é algo que se separa desse "eu". Em razão do isolacionismo e do sentido de separação, temos a presença da dor - e que nada preenche. Tanto é assim que aquele que sente a dor da solidão pode estar cercado de muitas pessoas, as pessoas podem estar dando tudo para ele ou ela, e, no entanto, lá está a dor.

O problema não reside do lado de fora, não se resolve do lado de fora. Não é o que é externo a causa do problema, não é o que está lá, no externo, também a solução do problema. Assim, as pessoas não podem resolver a dor da solidão de alguém; é a presença de alguém a presença da dor. A compreensão da verdade sobre quem nós somos é algo que requer a presença de um novo aprender na vida.

Na vida, nós aprendemos tudo. Você aprendeu a andar, a comer sozinho, aprendeu a falar, aprendeu a ler, a escrever. Você aprendeu uma profissão; agora você conhece algo, uma especialidade técnica, que você também aprendeu. Tudo na vida nós aprendemos: vestir-se, escovar os dentes, tudo, absolutamente tudo. A vida consiste em ter relações com pessoas, lugares, objetos, situações, acontecimentos, o que requer a presença do aprender a lidar com tudo isso. E aqui nós precisamos também de um novo aprender.

O ponto é que, a maioria de nós passa uma vida inteira sem esse aprender do qual estamos falando, que é aprender sobre o Autoconhecimento. A não ser que você tenha uma compreensão, um despertar para o aprender sobre si mesmo, continuará, na vida, dentro de uma posição ilusória, a posição de uma identidade que se vê presente na experiência da vida como ela acontece sendo o experimentador da experiência. Quando você tem pensamentos, não sabe como eles acontecem, porque você não aprendeu o que são os pensamentos.

Nós estamos lidando com a Totalidade da Vida, e não com uma parte ou um fragmento dela. Saber regras de etiquetas à mesa, conhecer uma profissão, saber escrever ou falar um outro idioma é parte da vida, é um fragmento de um conhecimento que se faz necessário na vida para assuntos práticos. Mas nós temos a Totalidade da Vida, e como parte da Totalidade da Vida nós precisamos também aprender o que é o pensamento, o que são os sentimentos, o que é a emoção, a sensação, a percepção, a verdade sobre quem "eu sou". Sim, a verdade sobre quem "eu sou".

Não tenho a verdade sobre mim. Este "mim" é algo que o pensamento estabeleceu como uma ideia. Uma ideia é, na realidade, um conjunto - ou vários conjuntos - de pensamentos, que, por sinal, não tenho qualquer compreensão sobre eles. Um conjunto de lembranças, de memórias é a presença em mim do pensamento que dá a constituição, que estabeleceu esse "mim" - apenas uma imagem que o pensamento construiu sobre que eu sou. Sim, a grande verdade é que nós nada sabemos sobre quem somos, como nos sentimos, como pensamos e como agimos.

Então, a compreensão da vida requer uma visão de totalidade, o que requer a presença do Autoconhecimento, da compreensão de nós mesmos. É fundamental, é essencial na vida a compreensão daquilo que ela representa, o que requer uma visão da verdade sobre quem eu sou, sobre quem o outro é, sobre o que a vida é. Portanto, precisamos deste aprender sobre nós mesmos. Aprender sobre o Autoconhecimento lhe aproxima da Vida, da Ciência da Vida. A ciência da Vida é a ciência do Mistério, d'Aquilo que é desconhecido. A ciência da Vida se revela quando há Meditação.

Portanto a Meditação o que é? Precisamos aprender sobre a Meditação, Autoconhecimento. Qual é a verdade sobre esse "mim"? Precisamos aprender sobre o Autoconhecimento. Na vida, estamos em contato com pessoas. Nós não temos só o contato com os talheres à mesa enquanto almoçamos ou jantamos. Nós temos só o contato com as ferramentas da nossa profissão enquanto trabalhamos. Nós estamos em contato com o marido, com a esposa, com a família, com os colegas de trabalho, com o chefe. Nós estamos em contato com nós mesmos, com os pensamentos que acontecem aqui, com os sentimentos também, com as emoções também.

Afinal, o que isso representa? Qual é a verdade sobre quem eu sou no contexto da vida em sua totalidade? Nós temos enfatizado com você aqui a beleza do encontro com a Vida, o que requer a presença desta visão sobre nós mesmos. Então nós temos o fim para essa psicológica condição de egoidentidade e, portanto, de isolacionismo, de separação. É o fim da dor da solidão, é o fim da ilusão dessa busca de conexão psicológica com o outro. É o fim da ilusão da necessidade da presença psicológica do outro para esse "mim".

Sim, a vida consiste em relações acontecendo - a relação ocorre o tempo todo. Assim como temos relações com os pensamentos que ocorrem dentro de nós, temos relações com os sentimentos, emoções e também com pessoas. A não ser que nós tenhamos uma completa compreensão do processo das relações e do lugar real que elas têm, estaremos dentro de quadros psíquicos, psicológicos de desordem, de sofrimento - a exemplo dessa coisa nós temos a ansiedade, a depressão, a angústia, as diversas formas de medos, a ansiedade em suas variadas formas.

Então, não é só a presença da dor da solidão, é a presença do "eu", do ego, o que representa todos esses estados internos de aflição, de contradição. Assim, são inúmeros os problemas para o "eu", porque não temos ciência dessa arte, que é a arte da Meditação. Portanto, o que é a Meditação? É a ciência da Vida sendo vista em sua Totalidade, sem o movimento interno, psicológico, onde está presente a condição da ignorância, da ilusão - aquilo que o pensamento construiu como essa autoimagem, como esta pessoa.

O contato com a Meditação é a ausência do meditador, é a ausência da autoimagem, portanto, é a ausência da pessoa. A presença da ciência da Meditação é a visão da Vida sem o passado. Assim, é eliminado por completo a condição interna de sofrimento psíquico, de sofrimento psicológico em todas as suas diversas expressões e formas, porque o elemento que torna possível esta condição de particular existência, de individual existência, de isolacionismo, não está mais presente.

E como podemos nos aproximar da Meditação, uma vez que a Meditação é o contato com a Vida sem a mente como nós conhecemos, sem essa forma peculiar e particular de ego identidade? A resposta para a pergunta "o que é Meditação" consiste na compreensão de nós mesmos. Portanto, aprender sobre nós mesmos é aprender como as reações estão acontecendo. E por que a expressão "reações"? O que quer que esteja surgindo aqui, a partir do passado, não é livre.

Quando você aqui, neste momento, está, por exemplo, tendo um pensamento, você não pode ter um pensamento que não tenha uma base ou uma estrutura já conhecida de memória, de lembrança. O pensamento que você tem é o retrato do que já aconteceu, do que já foi. Todo e qualquer pensamento em você é uma lembrança, é uma recordação, é uma memória, é, portanto, uma reação. Quando você está triste, você não está triste porque agora, aqui, está tendo uma ação de tristeza.

Quando você está triste, não é porque agora, aqui, você está tendo pela primeira vez esta tristeza; essa tristeza tem sua raiz, sua base no pensamento, e o pensamento é um elemento em você que vem do passado. Quando aqui, neste momento, você está triste, esta tristeza é a memória, é a lembrança, é a imagem que vem do passado de alguma coisa que aconteceu, ou de alguma coisa que neste momento representa alguma dor, mas a base não consiste na realidade do momento, consiste na representação do pensamento, em como o pensamento lida com o momento presente, e o pensamento é o elemento que vem do passado.

Quando você está triste com alguém, é uma tristeza que o pensamento traz de uma imagem de alguém. O pensamento trás do passado a frustração, a decepção, a rejeição. A raiz da dor em nós está no passado - a raiz dessa dor da solidão, dessa depressão, dessa ansiedade, desse medo. A impressão é que estamos diante de algo aqui, e, na verdade, estamos no pensamento sobre algo aqui. E o pensamento não é novo, o pensamento não é o retrato da realidade, do que é. O pensamento não lida com o que é, ele lida com o que deveria ser, ele lida com o que poderia ter sido ou com o que será.

O pensamento lhe diz: "por que me tratam assim?", "por que fizeram isso comigo?", "quando é que isso vai mudar?" Notem, o pensamento está sempre trazendo o passado e o futuro. É o movimento do pensamento em nós a presença da autoimagem, desse "eu", desse ego. Portanto, a raiz da dor emocional, sentimental, psicológica, a raiz do sofrimento para o ser humano é a presença do pensador, do experimentador, é a presença do pensamento, é a presença do ego. O contato com a Realidade da Vida é a Ciência da Vida como ela acontece, sem o passado. Portanto, quando eliminamos o passado, eliminamos a reação.

O que é aprender sobre nós mesmos? O que é aprender sobre o Autoconhecimento? É aprender a olhar sem reagir. A ciência das nossas reações é a ciência do pensamento aqui, do sentimento aqui, da emoção aqui, que está vindo de um fundo psicológico; este fundo é a autoimagem, é o pensador, é o experimentador, é o elemento que se separa para observar querendo alterar, mudar, fazer alguma coisa, é a presença da reação.

Observe que nós passamos a vida toda sem a ciência de como nós funcionamos, e porque não temos esta ciência, não há compreensão. Nós não podemos nos livrar daquilo que não compreendemos, não podemos lidar com aquilo que não sabemos do que se trata. Assim, é impossível nos libertarmos do sofrimento psíquico, da condição psicológica dessa egoidentidade, sem a visão de que estamos lidando com uma falácia, sem a visão de que estamos lidando com uma ficção, com uma imaginação determinada pelo pensamento, estabelecida em nós há milênios.

Porque, sim, nós somos a história da humanidade. Nós só temos vinte, trinta, quarenta, sessenta anos, a humanidade está aí há milênios, mas tudo o que está na humanidade está em nós, tudo o que os nossos pais, psicologicamente, sentiram, viveram, nós estamos vivendo. Podemos romper com isto? - o que requer a presença da Verdade. Assim, a pergunta é: como encontrar Deus? As pessoas projetam, também, este encontro no futuro.

Aqui estamos, com você, investigando também esta questão: como encontrar Deus? A Ciência da Revelação de Deus é a Ciência da Verdade deste Ser, consiste na compreensão da Totalidade da Vida. Você não alcança, não encontra, não há tal coisa como o futuro para esse encontro com Deus. A Ciência de Deus se Revela aqui e agora quando o "eu" não está, quando o ego não está, quando não temos mais a ilusão dessa autoimagem. Realizar na vida a Ciência do seu Ser é ter ciência d'Aquilo que está presente aqui sendo a única Realidade, que é a Presença de Deus.

Portanto, é o que estamos com você aqui trabalhando. Nós temos encontros sábado e domingo para juntos investigarmos essas questões. Além dos encontros on-line, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se o que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite para participar.

Fevereiro de 2026
Gravatá-PE
Mais informações

Compartilhe com outros corações