terça-feira, 4 de agosto de 2026

Advaita Vedanta | Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento

Aqui nós nos deparamos com a beleza de um encontro com este conhecimento de nós mesmos. E conhecer a nós mesmos significa conhecer a nossa relação com a vida, com o mundo, com tudo a nossa volta. Não somente a nossa relação com as pessoas, mas também com as ideias, com as situações que ocorrem, com tudo o que acontece.

Assim, nós estamos aqui olhando, investigando, aprofundando esta questão. E o que nós temos colocado aqui é que nós não precisamos de um conhecimento técnico, especializado, como, por exemplo, para aprender alguma coisa. Para aprender alguma coisa, você precisa de conhecimento e experiência, é algo que lhe dá especialização.

Aqui, a aproximação desta visão da vida, do mundo, de nós mesmos, no contato com ele, ela, situações e acontecimentos, tudo o que de fato nós precisamos para o aprender sobre o Autoconhecimento consiste na percepção. Reparem a importância desta expressão aqui, dentro do contexto desta fala.

A percepção é a forma de olhar para a situação; olhar sem o elemento sensor, sem o elemento que compara, que avalia, que julga o momento presente, que julga a experiência. Quando você está com alguém, você pode olhar para ele a partir de um sensor, de um elemento em você que faz avaliações, julgamentos, comparações, ou você pode olhar para ele ou ela sem este elemento. Aqui se trata da percepção, do perceber, e não do avaliar, comparar, julgar.

Assim, quando aprendemos sobre nós mesmos, nós estamos diante de um espelho, de compreensão, de visão. Quando você se olha no espelho pela manhã, você não olha para censurar, você olha para ficar ciente daquilo que se mostra ali, que é você mesmo.

O nosso contato com o mundo, com a vida, com as situações, com as ideias, com as pessoas, em geral, é muito equivocada esta relação, estas nossas relações, porque elas partem do princípio do pensador. O pensador em você é o elemento sensor.

Quando você gosta de alguém, você gosta a partir do sensor, do elemento que avalia o outro a partir do querer ou não querer estar com ele ou ela. Isso porque você gosta ou não. Você já traz do passado esse gostar.

A forma como estamos lidando com a experiência do momento presente não é uma oportunidade que temos; ao menos não fazemos deste momento uma oportunidade para a compreensão de nós mesmos, porque nós não nos servimos deste espelho que está aqui. Eu olho para o outro a partir da ideia que tenho dele ou dela, assim eu olho para mim mesmo, também, da mesma forma.

Aqui nós estamos lhe convidando a um contato com a percepção, e a percepção não requer isso. Não estamos lhe convidando para ser o percebedor e, sim, estar em uma percepção. A autodescoberta, o Autoconhecimento é a presença da Meditação.

Não existe tal coisa como uma Meditação separada do Autoconhecimento. Portanto, aquilo que as pessoas praticam em nome da meditação não é Real Meditação. Porque a Meditação não se separa da autodescoberta, da autoconstatação, da compreensão da Verdade.

A presença da Meditação é a ausência de um elemento na Meditação, na prática da Meditação - esse elemento é o elemento que luta para resultados. A luta de resultados é a busca pela vontade de um objetivo. Você tem um objetivo e procura alcançar o objetivo naquela luta, a partir de um esforço.

A Meditação não é isso.

Não há esforço na Meditação, não há luta na Meditação e não há propósito na Meditação. A Meditação é a Ciência da Realidade da Vida como ela é, sem o "eu", sem o passado, sem o sensor, sem o meditador.

Portanto, Meditação, o que é? O que é a Meditação? É a Ciência da Vida, que revela o elemento fundamental na vida, que está presente aqui e que se mantém desconhecido; este elemento é a Realidade Divina, é a Realidade de Deus.

Assim, a importância do Autoconhecimento é que o Autoconhecimento é o elemento básico para a Verdade da Meditação, do espaço que se abre, onde nele se revela a Realidade do encontro com Deus. Como encontrar Deus? Tomando ciência do espaço onde ele está. Não é aonde Ele se encontra; ele não está lá. É onde ele está? Ele está presente como sendo a Realidade da própria Vida.

Uma outra coisa equivocada, além da ideia de alguém, pelo esforço, pela prática, na intenção de obter o resultado da Meditação - como se houvesse um resultado na Meditação... Para muitos, o resultado é o silenciar da mente, é a quietude, é o relaxamento, é a presença de uma experiência mística ou espiritual. Além deste equívoco, nós temos a ilusão de também, pelo esforço, no tempo, se encontrando com Deus.

Assim, a pessoa pergunta: "Como encontrar Deus?" A ideia é que ela, como pessoa, pode ter esse encontro. A Realidade de Deus é a ausência do "eu", é a ausência da pessoa, porque a Natureza do seu Ser, a Verdade sobre Você é que não há nenhuma pessoa presente. A pessoa presente aí é a ilusão do "eu", do "ego". É exatamente o elemento que é descartado dentro de uma visão clara do Autoconhecimento.

É aqui que temos a importância do olhar. Assim como você pela manhã olha para o seu rosto no espelho e ali você encontra o seu rosto. Aqui você olha para o espelho das relações, olha para a vida como ela está acontecendo, e se depara com a ilusão de uma identidade presente, que se separa da Vida. Ao se deparar com a ilusão, a ilusão termina.

A ilusão é a presença da "pessoa", é a presença do "eu". Se ela desaparece, agora o espaço é a presença da Verdade, o espaço é a presença do Mistério, do Desconhecido, é a presença de Deus. Todo esse pensamento presente em nós, que vem do passado, que vem de um conjunto de crenças, de aprendizado, nessa assim conhecida espiritualidade, é um equívoco.

Eu me refiro a este conhecimento, pensamento que abaliza toda essa crença, que sustenta e alimenta essa separação entre você e Deus. Como se houvesse realmente algo lá, em algum lugar, para ser encontrado em algum momento, a partir de práticas ou técnicas de meditação, ou de alguma forma de espiritualidade, de algum modelo de prática, de busca de exercícios, assim chamados espirituais, para experiências esotéricas, místicas.

A Realidade é outra. A Realidade é que a Verdade de Deus é a Verdade deste momento, quando o "eu" não está, quando o "ego" não está, quando a Meditação Floresce. Aqui está o encontro com a Verdade deste Ser, na ausência do "eu".

Assim, o que nós precisamos? Nós precisamos apenas estar cônscios, cientes de como a mente acontece, de como o pensamento se processa. Como é que você se torna ciente da presença de uma árvore? Se aproximando dela, olhando para ela, vendo os detalhes, os galhos, as folhas, os frutos. Olhar para aquela árvore, tomar ciência da presença dela, ter uma intimidade com o contato com ela neste observar. É apenas o observar. O simples e direto observar revela os detalhes.

Portanto, como nos aproximamos de nós mesmos? Nos aproximamos de nós mesmos olhando. Da mesma forma que ao olhar para aquela árvore você não quer alterar nada, quer apenas ficar ciente do que ela representa, da beleza deste momento, deste encontro, aqui da mesma forma acontece. Você apenas olha para essas reações que surgem, para os pensamentos, para os sentimentos, para as sensações.

Quando você está conversando com alguém, tomar ciência dos gestos, do tom de voz presente em você, presente no outro. Você não vai alterar, não deseja mudar, você apenas toma ciência, olha, observa, fica inteiramente cônscio daquele momento, daquele instante, daquela aparição. Então, neste momento, você está diante de um espelho. Então ocorre a compreensão de como a mente funciona.

A compreensão da mente, a compreensão dos gestos, do tom de voz, do sentir, do gesticular, do perceber todo o movimento presente neste momento é o encontro com esse espelho. Então a verdade daquilo que você é se revela. Não se trata de algo como a ideia sobre quem você deveria ser, sobre como você deveria ser, ou como você seria. Você está diante da Vida, diante da revelação daquilo que você é.

Então, esse momento revela a não separação da totalidade deste encontro, deste momento. Então, Algo novo surge nesta não separação entre você e o momento presente, e tudo aquilo que ali se revela: é a presença da Advaita.

A palavra "Advaita" vem dos Vedas, da Vedanta, da Advaita Vedanta. A palavra "Advaita" significa a não-dualidade, a não separação. Portanto, um encontro com o momento presente é um encontro com a Vida como ela acontece. O encontro com a Vida como ela acontece é Advaita, é a não separação, a não-dualidade. Então, nela se revela Algo além do "eu", além do "ego", além da mente egoica.

Assim, o aprender sobre o Autoconhecimento, aqui, é o momento da Revelação deste Ser, é a presença da Meditação. Então se revela Aquilo que está além do conhecido. Esta é a resposta para a pergunta "como encontrar Deus?" Deus é a Realidade do momento quando o "eu" não está, quando o "ego" não está.

A própria constatação do momento presente, o que quer que esteja se revelando aqui, a nível de separação, de dualidade, de modelo egocêntrico, neste momento se desfaz. É o poder desta Ciência do momento presente. É o poder da presença da Meditação.

Portanto, a Meditação é agora, não é em um lugar reservado, ali, de pernas cruzadas, repetindo um mantra, respirando de uma determinada forma. Você está aqui, falando com alguém, dirigindo o seu carro, ou ocupado em alguma atividade intelectual, profissional.

O encontro com este momento, neste olhar, sem interferir, sem se envolver, a própria visão da Realidade do momento, opera uma profunda mudança, uma profunda transformação, porque o sentido do "eu", esse sensor, esse experimentador, esse pensador, não entra. É quando, neste momento, o cérebro se aquieta, o espaço que antes estava ocupado com a inconsciência, com toda essa mecanicidade do condicionamento psicológico, não está mais presente. É um novo espaço agora. Há um espaço presente, e neste novo espaço se revela a Ciência de Deus, a Ciência do seu Ser.

Nós precisamos, na vida, descobrir o que é Meditação, o que é Real Meditação. Nós precisamos, na vida, tomar ciência dessa arte, também, de aprender sobre nós mesmos, porque é exatamente esta presença, é esta ciência, é este espaço que revela a Realidade de Deus.

A vida em Deus é a Vida livre dessa dualidade, desse sentido do "eu" e "não eu". Quando temos o fim para o "eu", para essa egoidentidade, temos a Revelação da Vida, da Real Vida Divina, da Real Vida de Deus.

Os encontros que nós temos aqui nos finais de semana, sábado e domingo - são dois dias de uma forma on-line - têm este propósito: trabalharmos isso com você. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e, também, retiros, que ocorrem em alguns períodos do ano. Se o que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui esse convite.

Julho de 2025
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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Ansiedade social. Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? Ansiedade e medo.

Será que nós já investigamos isso? Será que já nos aproximamos de verdade disso para, por exemplo, investigar essa questão da ansiedade e medo, dessa, assim conhecida, ansiedade social? Por que, em nossas relações, sempre está presente algum nível de receio, de timidez, de insegurança? A verdade sobre isso é que, psicologicamente, nós estamos funcionando a partir de uma representação mental sobre quem nós somos e sobre quem ele ou ela é para mim.

A grande verdade sobre isso é que você e essa representação mental, que é essa autoimagem, são muito íntimos. Nós podemos dizer de uma forma muito clara isso aqui, e ao ser investigado, isso será claramente compreendido, o fato de que você é a autoimagem.

Apenas quando temos o fim da autoimagem, temos o fim para essa condição, para essa interna psicológica condição; ela está ocorrendo dentro de nós, e como tudo aquilo que nós somos internamente se expressa, dentro das nossas relações está presente essa forma de medo, essa forma de afastamento social, do convívio com outros.

A nossa interna condição nesse sentido da pessoa, nesse sentido do "mim", do "eu", é de sofrimento. Compreender a verdade sobre nós mesmos é irmos além dessa psicológica condição de condicionamento egoico, de condicionamento mental. E é isso que nós estamos, com você, aqui investigando, aprofundando para essa compreensão.

O elemento que cria toda essa condição interna de contradição, de conflito, de desordem e, naturalmente, de sofrimento em nós é a presença do pensamento. São os pensamentos presentes em você que estão lhe dizendo coisas sobre quem o outro é, sobre quem você é e sobre o que a vida representa. Você não teria a mínima condição de me reconhecer sem ter me visto antes, não teria a mínima condição de saber o meu nome se eu não tivesse lhe falado.

Quando você conhece alguém, nesse momento, você registra a imagem, o rosto, e registra também o nome dela, e isso agora é parte da memória, é parte da lembrança - você tem dela uma representação mental, e ela tem de você uma representação mental. Quando vocês se encontram, esse encontro não é um encontro separado da imagem que você tem dela e que ela tem de você; não há uma separação entre essas imagens, elas se encontram.

Haverá uma forma de nos aproximarmos do outro sem a psicológica imagem dele ou dela? Sim, nós precisamos da imagem do rosto, da lembrança do nome, mas aqui eu me refiro à psicológica imagem que eu tenho dele, que eu tenho dela. Na convivência com pessoas, é isso que nós temos feito, e nós temos feito isso em razão da presença de uma desatenção sobre as nossas experiências. É nessa desatenção sobre as nossas experiências que nós cultivamos dele ou dela o prazer e a dor.

Em todos os relacionamentos nós temos momentos aprazíveis e também ruins, momentos de prazer e momentos de dor, e nós estamos constantemente registrando tudo isso para futuros contatos. Nesses futuros contatos, nesses novos contatos, estamos sempre trazendo essa experiência passada para essas relações.

Ao se encontrar com uma pessoa, ela nunca é a mesma pessoa, ela já mudou - você já mudou e ela já mudou. Mas quando vocês se encontram, se encontram com base na experiência que guardaram um do outro. Nesse contato, estamos diante de um equívoco, de uma ilusória relação. Essa ilusória relação eu tenho chamado de relacionamento.

Em uma convivência com alguém durante cinco, quinze ou vinte anos, a sua certeza é a certeza de que você conhece ele ou ela; na verdade, o que você tem dele ou dela são todas essas experiências guardadas em você, nessa autoimagem que você tem sobre si mesmo. Esse acúmulo de imagens que você tem sobre ela se assenta nessa autoimagem, que é a imagem que você tem sobre quem você é.

Quando você se encontra com ele ou ela, a sua resposta é a resposta do passado. Assim são os nossos contatos, assim são as nossas relações, o que, na realidade, não representa a verdade da relação, representa a verdade do relacionamento entre imagens, entre crenças, nesse gostar e não gostar, nesse querer e não querer. Então, é inevitável a presença do medo, da contradição, do conflito e do sofrimento nessa convivência.

Assim estamos levando os nossos dias, vivendo uma vida inteira ao lado de alguém sem conhecê-la, sem o conhecer, porque nós também não nos conhecemos. Se você não sabe a verdade sobre si mesmo, não libera de si mesmo, também, essa autoimagem - a imagem que você construiu sobre quem você acredita ser.

Quando alguém lhe aborrece, está aborrecendo a imagem; quando alguém lhe entristece, está entristecendo a imagem; quando alguém lhe elogia, está elogiando a imagem. E a única coisa que você tem sobre quem você é é essa autoimagem. Essa é a condição de ignorância em que estamos vivendo no ego, como pessoas.

Será possível descobrir a vida livre dessa autoimagem? O que será a vida livre do ego, livre do "eu", livre desse "mim"? Isso requer um olhar para aquilo que se passa conosco neste instante, neste momento; requer uma profunda compreensão das nossas reações quando somos desafiados a responder a partir dessa memória, dessa lembrança, dessa imagem. Então, sim, podemos nos livrar da ansiedade, podemos nos livrar do medo.

Um contato com o outro, quando é real, na verdade da relação - não no relacionamento, mas na verdade da relação -, não há medo. Então, não existe mais essa ansiedade social quando você compreende a Verdade sobre você, quando libera de você mesmo essa representação mental que carrega do outro, que carrega da vida, que carrega de si mesmo, a ideia de alguém. É a presença dessa ideia de ser alguém, é a forma como o pensamento está estabelecendo em você essa construção mental que está sustentando o medo; é algo típico do ego, é algo típico do "eu".

Precisamos nos aproximar da vida sem o passado, sem essas memórias e lembranças de tudo que temos vivido com ele ou ela para, de fato, termos um contato com ele ou ela sem a imagem dele ou dela, como também de nós mesmos. Isso é Liberação nesta vida, isso é o fim da autoimagem, isso é o fim do "eu", isso é o fim do ego.

A pergunta é: como isso se torna possível? Tendo uma compreensão do que é o pensamento, que lugar tem o pensamento em sua vida e que lugar ele não deve ocupar. Ele não pode ocupar esse espaço, que é o espaço da quietude, que é o espaço do silêncio, o espaço onde a mente está livre do passado, dessa continuidade de repetição de modelo de pensamento psicológico.

É desse pensamento psicológico que precisamos nos livrar. Então haverá um espaço de quietude, de silêncio. Um espaço se abre em você para essa visão da vida como ela acontece aqui e agora, neste instante, sem o passado. Enquanto estivermos carregando essa mente presa a esse velho modelo de repetição de pensamento, de continuidade de pensamento, de ocupação com pensamentos, estaremos cultivando essa autoimagem, sustentando essa imagem que eu tenho dele ou dela. Isso ocorre porque não sabemos olhar para o pensamento.

Qual é a verdade sobre o pensamento? O que é o pensamento? O pensamento é essa memória que vem do passado. Quando você aprende a lidar com ele ou ela, trazendo Atenção, nesse instante, para o pensamento quando surge, o sentimento quando aparece, o que quer que esteja surgindo nesse contato, quando isso é visto a partir desse olhar em Atenção - Atenção é a presença de um olhar livre do passado -, quando olhamos e nesse olhar fica apenas a presença do olhar, sem essa identidade no olhar, que vem do passado, não há registro, não há imagem, não há essa continuidade desse padrão de pensamento psicológico dentro da relação.

Nós não sabemos olhar sem o "eu", olhar sem o ego, olhar sem a autoimagem. Precisamos descobrir como isso acontece, como isso, nesse instante, se torna possível, e se torna possível quando você descobre o que é olhar, apenas olhar. É que constantemente nós estamos olhando para concordar ou discordar, para gostar ou não gostar.

Quando alguém lhe elogia, nesse instante, a quem isso atinge? Essa autoimagem! Então, nesse momento, esse "eu", esse ego, essa autoimagem se sente lisonjeada; mas quando é criticada, ela também se sente tocada pela irritação, pela raiva, pela frustração, revolta. Essa é a presença do medo, essa é a presença da ansiedade.

Quando você coloca Atenção nesse instante para olhar, nesse momento, nesse olhar, esse sentido do observador desaparece, desse experimentador desaparece, desse pensador desaparece, dessa autoimagem desaparece; e isso requer a presença do Autoconhecimento, desse olhar livre do "eu", livre desse "mim", livre do passado.

Por isso, nós precisamos aprender a verdade dessa aproximação desse instante, desse momento presente, sem as conclusões, avaliações, imaginações, ideias sobre o que esse momento representa, sobre quem ele é, sobre quem ela é, sobre quem eu sou. Isso requer um cérebro quieto, silencioso, uma mente livre de pensamentos, de avaliações, de comparações e julgamentos.

O elemento fundamental que torna isso possível para essa visão do Autoconhecimento é a presença dessa Atenção sobre como a mente está acontecendo aqui e agora, para cada onde nós. É isso que nós estamos aqui, com você, aprofundando, trabalhando. Uma vida livre do passado é uma vida livre do modelo do pensamento psicológico, dessa forma de pensamento que constrói essa identidade, que constrói essa autoimagem, que é esse sentido do "eu" presente.

Portanto, nos nossos encontros aqui, estamos, com você, tomando ciência disso, como trazer para esse momento a presença dessa Atenção, dessa Plena Atenção sobre as nossas reações, para irmos além dessa autoimagem, para a direta compreensão da vida aqui e agora, livre do "eu", livre desse "mim", livre dessa pessoa.

Aqui, nesses encontros on-line nos nossos finais de semana, nós estamos aprofundando esse assunto com você. Fora isso, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Maio de 2025
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terça-feira, 28 de julho de 2026

Saúde mental | Você e a autoimagem | O fim da autoimagem | O que é o pensamento? | O que é o pensar?

Aqui existe algo que pode parecer muito desafiador para cada um de nós. Talvez até nós subestimemos isso, mas escute com atenção: o nosso grande desafio na vida é, como seres humanos, permanecermos internamente, psicologicamente com saúde mental.

A nossa psicológica formação, o que nós recebemos de formação desse contexto de vida, do berço ao túmulo, é o aprendizado da continuidade, da permanência da ilusão de uma identidade presente aqui na vida, nesse instante, na experiência do viver. Reparem, só em ouvir isso já soa muito estranho para a maioria de nós, porque temos certeza, absoluta certeza, de que nós existimos como alguém na vida.

Aquilo que temos por pessoa, por esse "mim", por esse "eu", sendo a pessoa que somos, que acreditamos ser, que demonstramos ser, para nós isso é muito real e, no entanto, nós estamos apenas em uma movimentação imaginária do pensamento - e nós não nos damos conta disso. A pessoa presente, esse sentido de alguém que eu sou, que veio do passado e está indo para o futuro, psicologicamente não existe, não é real.

O que temos aqui como sendo você é a imagem, é a autoimagem dessa consciência, dessa autoconsciência, algo estabelecido em nós pelo pensamento: esta é a pessoa; e a presença desta pessoa - é estranho ouvir isso - é imaginária. Esse sentido do "eu" é uma movimentação de autoimagem. Portanto, você é a autoimagem.

Não tem você separado da autoimagem. Você e a autoimagem são um único elemento; um elemento abstrato, um elemento imaginário e, no entanto, muito atuante, que está se movimentando na vida a partir de critérios abalizados por essa estrutura psicológica, que é a estrutura do pensamento, do sentimento, da emoção e da sensação.

Essa é a vida do ego, essa é a vida da pessoa. Uma vida, por sinal, particular; ela está à parte, ela está separada da própria Vida como ela acontece e, no entanto, ela interage com a vida a partir da memória, que é o pensamento.

Um encontro com a Realidade da Vida é o fim para a autoimagem. O fim da autoimagem é o encontro com a Vida. Esse é o real encontro com Deus, esse é o real encontro com a Verdade, com a Liberdade, com a Felicidade, com o Amor. Nós temos a verdade sobre quem nós somos, na ideia de ser, e temos a Verdade sobre nós em linha com a Vida como ela acontece. Estamos diante de duas situações bem distintas.

O nosso trabalho juntos, o nosso empenho aqui é investigar isso, é ter plena ciência disso, de como estamos acontecendo na vida; e nós estamos acontecendo no pensamento, como pessoas. "Eu amo você, mas também eu posso odiar você". "Eu sou seu amigo, mas eu posso me tornar, a qualquer momento, um inimigo - e um dos mais perigosos". "Eu me sinto feliz nesse instante, e no instante seguinte eu posso estar triste, deprimido, angustiado, preocupado, ou com raiva, ou enciumado, ou com medo".

Esses diversos estados ou condições psíquicas em nós estão presentes em razão da presença da pessoa, em razão da presença dessa entidade que se vê à parte, que se vê separada da experiência quando a experiência está presente. É parte da vida como nós conhecemos a angústia, a tristeza, a preocupação, o medo, a raiva, o ciúme, a inveja, mas é parte da vida nessa estrutura, que é a estrutura do "eu", que é a vida da autoimagem. A presença de tudo isso é a ausência de sanidade, de saúde mental.

Precisamos de uma mente livre, sã, clara, lúcida, real, que sabe lidar com pensamentos, e isso requer a presença da compreensão do pensamento. A resposta que temos para as pessoas quando elas nos fazem perguntas são respostas que nascem do pensamento. A forma como interagimos com elas, interagimos a partir do pensamento. O que sentimos sobre elas é a partir do pensamento.

É notória a presença do pensamento em tudo: na vida, na relação, na experiência. A relação, a vida e a experiência como nós conhecemos, como nós reconhecemos, ali está a presença do pensamento. Então, o que é o pensamento? O pensamento é algo que vem do passado, é algo que nasce e é o resultado do conhecimento adquirido, da experiência vivida.

A experiência e o conhecimento dão formação ao pensamento, que é a memória, a imagem, a lembrança. Ao adquirir conhecimento, você adquire memória, lembrança. Ao adquirir conhecimento, você adquire experiência, know-how, ciência sobre aquilo: essa é a presença do pensamento.

O nosso contato com pessoas, com nós mesmos, com emoções em nós, assim como sentimentos e sensações, tem a explicação, a justificação, a representação da memória, que é pensamento. E nós estamos vivendo no pensamento. O pensamento assumiu todo esse lugar em nossas vidas, e aqui estamos questionando isso, estamos perguntando se podemos, na vida, conhecer essa sanidade, essa saúde psicológica, o que representa, nesse instante, lidar com o momento presente livre do pensamento.

Sim, porque o pensamento se faz necessário em alguns momentos; na realidade, em poucos momentos, porque a maior parte do tempo, durante o dia, durante as nossas horas, na relação com a vida como ela acontece, a presença do pensamento é o problema, a presença do pensamento é o elemento da separação, porque ele entra com opiniões, com julgamentos, com avaliações, ele entra a partir de imagens que ele está produzindo na sua imaginação, dentro destas relações. E quando isso está presente, o sofrimento, a desordem emocional, o conflito que o pensamento produz dentro das relações estão presentes. É o pensamento que nos mostra os amigos, é ele que nos mostra os inimigos; mas não existe uma separação entre ele e esse "mim", e esse "eu".

A pessoa que você é é o pensamento. A ideia de alguém presente na relação com ele ou ela é a imagem que o pensamento estabeleceu nesse cérebro. Então, esse cérebro aí carrega a imagem sobre quem você é; essa imagem é uma imaginação, é uma ação de imagem que está dentro dessas relações.

Aqui, por exemplo, nas relações humanas, nós não precisamos da presença dessa qualidade de pensamento, que é o pensamento psicológico, que é o pensamento imaginário, que é o pensamento que distorce, que julga, avalia, opina, acredita, desacredita de si mesmo, do outro. Uma avaliação da vida a partir de crenças, de opiniões, de ideias, isso está dentro desse modelo de mente condicionada, de mente egoica.

Podemos descobrir a vida acontecendo nesse instante a partir do pensar? O pensar, assim como o agir e o sentir, dispensa a presença da autoimagem, uma vez que essa autoimagem é uma estrutura imaginária de uma identidade que está presente. Esta entidade imaginária presente é o "eu". É o "eu" que está pensando, é o "eu" que está sentindo, é o "eu" que está agindo, e toda essa atividade a partir desse "eu" é geradora de problemas, produz confusão, produz desordem, alimenta sofrimento - sofrimento para si mesmo e sofrimento para o outro.

É assim que o pensamento está funcionando, psicologicamente, em nossos cérebros. Essa é a condição da ausência da saúde. Podemos descobrir a vida nesse instante, livre do pensamento? Nós precisamos do pensamento técnico, objetivo e prático para lidar com assuntos bem simples, como a lembrança de buscar um copo de água na geladeira - isso requer a presença do pensamento. Se você não sabe o endereço da água na sua casa, para beber, há algo de errado com o seu cérebro. É a presença do pensamento funcionando de uma forma precisa, técnica, prática.

Se você não sabe o endereço da sua casa, não tem a lembrança, a memória de onde mora, o cérebro não está funcionando bem. Nesse nível o pensamento é necessário, mas nós não precisamos do pensamento para gostar das pessoas ou para não gostar delas. Esse gostar ou não gostar tem por princípio um modelo presente em nós de desordem mental, de ausência de liberdade e saúde interna - esta é a presença do ego, é a presença do "eu".

É o "eu" que separa, é ele que divide, é ele que ama ou odeia, é ele que gosta ou não gosta, é ele que se prende, se apega, se agarra e diz amar, controla, possui e tem ciúme daquilo, daquele objeto ou daquela pessoa. É exatamente ele o modelo do pensamento psicológico nessa autoimagem. E este é o ego, que também desse "amor" - porque é assim que nós chamamos esse apego, essa posse, controle, dependência, essa carência do outro -, quando se sente traído, rejeitado, muda o estado muda e não é mais amor. Agora é raiva, ressentimento, rancor, ele se torna agressivo, violento.

Na realidade, essa é a condição psicológica do ego: ele vive no pensamento e no modelo do prazer e da dor. O prazer ele chama de amor e a dor tem vários nomes para ela: ele chama de raiva, ódio, rejeição. Nós estamos sempre, psicologicamente, presos a classificações, a nomeações, e a base é o modelo da sensação - da sensação de prazer ou de dor. Aqui estamos juntos tomando ciência do fim para essa psicológica condição de egoidentidade. Então se revela Algo além desse "mim", desse modelo de pensamento, dessa condição psicológica, que é a condição do "eu".

Assim, nós precisamos descobrir a Vida livre do ego, livre dessa autoimagem, livre dessa psicológica condição de desordem. Então, um cérebro novo, uma mente nova, uma nova visão desse instante, uma nova visão desse corpo e dessa mente, e, também, do outro e da vida como ela acontece, isso é o Despertar da Consciência. E, assim, nos deparamos com a Liberdade, com o Amor, com a Felicidade, quando o "eu" não está, quando essa autoimagem não está mais presente.

Esses encontros que nós temos aqui nos finais de semana, sábado e domingo, têm esse propósito: descobrir a Vida como ela acontece, nesta Real Ciência que Revela a Verdade Divina, que é Meditação. São dois dias juntos: sábado e domingo. Além desses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros. Eu quero deixar aqui esse convite para você.

Agosto de 2025
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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ansiedade e medo de morrer. Como encontrar Deus? Meditação: o que é? Aprender sobre Autoconhecimento.

Eu queria tocar com você aqui nessa preocupação com o medo de morrer. Algumas pessoas se queixam de ansiedade e medo da morte. Então, o que há por trás dessa ansiedade e medo de morrer?

Existe algo aqui para ser visto, e o que nós precisamos ver é a necessidade de conhecermos a nós mesmos, de conhecermos nossa relação com o mundo dos pensamentos, com o mundo das ideias e também com as pessoas, com a vida a nossa volta e, sobretudo e especialmente, essa nossa relação com aquilo que nós possuímos, com aquilo que está sob o nosso poder, sob o nosso controle.

O que há por trás dessa ansiedade? O que há por trás desse medo? A grande verdade é que a presença do medo, sobretudo do medo da morte, envolve a nossa equivocada relação com coisas conhecidas, com aquilo que nós conhecemos e com aquilo que nós controlamos, ou que acreditamos controlar.

A verdade sobre o medo presente em nós é algo que está numa direta relação com a forma como o pensamento em nós acontece, como ele se processa dentro de cada um de nós, porque o pensamento é parte do mundo das nossas ideias. É o pensamento que é parte daquilo que nós temos no contato com pessoas em nossas relações. É também o pensamento parte da interpretação ou avaliação que fazemos das nossas relações com as situações.

Assim, é a presença do medo parte da presença do pensamento. Se não houvesse pensamento, não haveria medo. Nós temos uma relação com objetos que são os nossos objetos, com as situações que são as nossas situações. A nossa relação com tudo isso é, em geral, a relação que se assenta no pensamento.

Nós, como seres humanos, estamos vivendo no pensamento, e é o pensamento que está produzindo em nós ansiedade, preocupação, sofrimento, conflito, o medo. Sem a presença do pensamento sobre o que nós temos, sobre o que podemos perder, sem qualquer pensamento sobre isso, não há medo. É a presença do pensamento sobre aquilo que nós controlamos ou que desejamos controlar que nos causa ansiedade.

Nós precisamos, na vida, a Verdade sobre nós mesmos, a direta ciência daquilo que nós somos no contexto dessas relações - dessas relações com ideias, pessoas, situações, objetos e atividades particulares, pessoais, que acreditamos controlar. É aqui que esse sentido do "eu", do "ego", está morando.

É por isso que aqui nós estamos investigando com você este aprender sobre o Autoconhecimento, para nos depararmos com a Liberdade de uma mente livre de contradições, de conflitos, de problemas. Esta é a presença da mente que tem a resposta para a questão: o que é Meditação? É a ciência da Meditação, é a Verdade sobre a Meditação a Liberdade desta compreensão da Verdade sobre quem nós somos na vida.

O ser humano precisa tomar ciência da Realidade do seu Ser, da Realidade presente na vida, além daquilo que o pensamento nos coloca como sendo a vida. A nossa particular visão de mundo é a partir do pensamento. Assim, todas as relações que temos são relações relacionadas ao modelo do pensamento presente. No entanto, a presença do pensamento em nós é um movimento de passado presente em cada um de nós. Sim, é o passado presente em cada um de nós.

Toda relação que você tem com o mundo a sua volta ou com o mundo dentro de você, que é esse mundo das ideias, dos sentimentos, das emoções, toda a relação que nós temos com o mundo, seja ele externo ou interno, é a nossa relação equivocada com o passado, com o modelo do pensamento aqui presente.

Nós não estamos em contato real com a vida como de fato ela é, nós estamos em contato com o pensamento sobre a vida, com o pensamento sobre as pessoas, com o pensamento sobre as situações, com o pensamento sobre os objetos, que acreditamos que são nossos. A vida particular do "eu", a vida particular do "ego" é a presença do sofrimento, porque é a presença dessa psicológica condição, não só de medo, mas de todos esses estados psicológicos que nós conhecemos já de muito tempo.

São inumeráveis os nomes para esses estados internos de aflições, de contradições, de conflitos dentro de cada um de nós, e tudo isso está ocorrendo porque nós estamos vivendo no pensamento. A nossa vida é uma vida mental, não é uma vida real. Nós estamos vivendo uma vida que o pensamento construiu, que o pensamento estabeleceu.

Assim, aquilo que nós sentimos sobre quem nós somos é algo que é a presença da memória, é a presença daquilo que o pensamento estabeleceu como uma imagem que nós temos sobre quem nós somos e sobre o que o mundo é. Portanto, estamos vivendo dentro de uma abstração, de um modelo de mundo construído pelo pensamento.

Aprender sobre quem nós somos, descobrir a verdade sobre o "eu", sobre o "ego", sobre esse centro, é se aproximar da vida descobrindo a coisa mais importante na vida, que é a beleza deste encontro com a Vida como de fato ela é, livre do pensamento. É porque estamos vivendo no pensamento que está presente o sofrimento, o medo, a ignorância, a ilusão.

Uma Vida livre do pensamento é a presença da Meditação. Para aqueles que perguntam "como encontrar Deus", aqui está a resposta: você não vai encontrá-Lo lá fora, você vai encontrá-Lo em si mesmo. É a própria ciência da Verdade sobre você o descarte da ilusão da pessoa que você acredita ser. É aqui que se revela Aquilo que é indizível, indescritível, que é a própria Presença Divina, que é a própria Presença de Deus.

O que é o encontro com Deus? É a constatação. Não se trata de algo a ser alcançado, de alguma coisa lá fora para ser vista. Não se trata de uma imagem que o pensamento estabeleceu dentro de você sobre esta Realidade Divina, que denominamos de Deus. Não é um encontro, é uma constatação da Vida aqui, neste momento presente, quando o pensamento não está, quando ele não está mais estabelecendo essa equivocada relação.

Observe que a relação que você tem com as pessoas são relações no pensamento. É só o que você pode ter das pessoas, é o conhecimento que você tem delas. O conhecimento que você tem delas é a memória ou lembrança de momentos que viveu com ele ou ela.

Observe que é o retrato do passado. Não é o que você tem sobre elas agora, é o que o pensamento estabeleceu em você sobre elas, algo que vem do passado, e que nenhuma relação tem com a Vida aqui, neste momento presente. Assim é essa questão, também, da morte. Você não tem a verdade da morte, você tem a ideia sobre a morte.

Nenhum ser humano tem medo da morte agora, aqui, neste exato segundo. O medo da morte que o ser humano tem requer a presença do futuro, e o futuro não é outra coisa senão o pensamento sobre o amanhã. Na vida, é desconhecido o futuro; na mente, tudo o que o pensamento conhece é o passado, a ideia do presente e a imaginação do futuro.

Portanto, não há futuro aqui e agora, não há futuro na vida. O futuro é parte do que o pensamento estabeleceu, do que o pensamento tem construído em torno desse centro. Este centro é a imagem que você tem sobre quem é você. Você tem amigos, você tem inimigos, portanto, você é a presença do pensamento.

Toda a ideia sobre você é o pensamento. Sem qualquer ideia sobre você, você mesmo nada sabe. Você nada sabe sobre si mesmo, a não ser que tenha uma ideia, uma imagem, uma lembrança, uma memória. Nós precisamos descobrir a vida revelando neste momento esta Ciência de Deus; precisamos descobrir a Beleza do momento se revelando quando a Meditação está presente.

E a Meditação é algo que está presente aqui, quando colocamos Atenção sobre todo esse movimento de pensamento que surge em nós, que vem do passado. O movimento só surge em razão de uma reação de memória. Uma vez presentes aqui, cientes aqui de toda e qualquer reação de memória, de pensamento, algo que vem do passado, neste momento Algo novo se Revela, porque não colocamos nesta ciência, nesta presença a ilusão de uma entidade nessa experiência.

Nós precisamos descobrir a Vida sem o pensador, sem o experimentador, sem o "eu". Então não haverá medo, porque não haverá pensamento. Não teremos, assim, a presença do futuro para alguém. Se não há o futuro para alguém, não há alguém para morrer. É a ideia de existir como alguém perdendo as coisas que tem, o poder e o controle que exerce sobre estas coisas¸ é aqui que está presente o medo.

É o medo de perder aquilo que você tem, é não possuir mais o poder de ser alguém nestas coisas a presença do medo. Por isso nós precisamos compreender a Verdade dessas relações. É a compreensão da verdade sobre essas relações a visão sobre o Autoconhecimento e o descarte deste pensador.

Assim, temos, com a presença do Autoconhecimento, a Verdade da Meditação; e com a presença da Meditação, a Revelação d'Aquilo que está presente, que está além do "eu", além do "ego", além do pensamento. É porque estamos vivendo exatamente no modelo do "eu", que é o modelo do pensamento, na ideia de alguém tendo relações com pessoas, com situações, com posses materiais, com o controle das coisas, que o medo está presente. É algo presente na ilusão dessa identidade, desse centro falso, desse mim, porque a Realidade deste Ser é a Realidade da Vida, é a Realidade de Deus.

A constatação da Verdade sobre Você, da ciência deste Ser, além do "eu", é a Revelação, é a resposta neste encontro, nesta constatação da Verdade de Deus. Assim, tudo o que nós precisamos na vida é da presença do Autoconhecimento e da ciência da Meditação, para este "encontro", para esta constatação da Verdade de Deus. Então nós temos o fim para o sofrimento. Não só o fim para a ansiedade e o medo de morrer, mas o fim para todo e qualquer forma de sofrimento psíquico.

É o que estamos trabalhando aqui com você. Nós temos dois dias, sábado e domingo; são dois dias em encontros on-line. Eu quero deixar aqui um convite para você. Além desses encontros online, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Agosto de 2025
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terça-feira, 21 de julho de 2026

Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento | Técnica Atenção Plena

Existe algo que nós temos insistido com você: é a forma como devemos nos aproximar desses assuntos que abordamos aqui com você. Aqui estamos juntos estudando sobre nós mesmos, é algo que envolve esse aprender sobre o Autoconhecimento.

Isso requer uma nova forma de olharmos para as nossas experiências, para aquilo que estamos vivendo, como nossa vida está ocorrendo, como se processa em nós cada sentimento, pensamento, emoção, sensação, como se processa em nós nossas ações, o que as impulsiona, quais são os motivos, o que há por detrás da ação, assim como de um pensamento presente ou de uma sensação, ou sentimento. Essa é a forma verdadeira de nos aproximarmos.

Portanto, quando alguém usa a expressão "técnica de atenção plena", me parece que não compreendeu muito bem que estamos lidando com algo que requer um encontro com o momento. Toda técnica pressupõe um conhecimento prévio; primeiro você adquire o conhecimento, você adquire a habilidade: o conhecimento, a habilidade e a prática da técnica. A presença de uma atenção sobre este momento, sobre este instante, não requer técnica, requer interesse. Quando nos deparamos com algo tão natural quanto a observação, isso não requer técnica.

Quando algo lhe interessa, você observa, você dá sua mente e o seu coração, porque o seu interesse está ali - é um interesse simples e direto. Então há esse entusiasmo, esse olhar, essa qualidade de aproximação, e isso não requer técnica. Assim, essa atenção sobre as nossas reações, sobre aquilo que se passa dentro de nós, e externamente, em nossos atos, palavras, gestos, isso não requer técnica, requer interesse, entusiasmo para observar, para ficarmos cientes de nós mesmos.

Portanto, quando pessoas usam a expressão "técnica" para essa atenção plena, não compreenderam bem o que é essa atenção. A presença de uma mente alerta, ciente de suas reações, é a Atenção Plena. Essa mente alerta é em razão desse interesse de olhar, dessa alegria de observar, desse entusiasmo de ver. A presença de uma técnica é a presença de um exercício que se aprende, e tudo o que nós aprendemos é parte de um conhecimento de memória - assim são as técnicas; e todo exercício é parte de uma aprendizagem mecânica.

A presença da atenção não é técnica, não é um exercício, não é algo mecânico. Portanto, nós precisamos aprender sobre nós mesmos, porque é isso que nos dá uma aproximação da Verdade sobre a Vida. Esse contato com a Verdade requer uma mente livre de todo o seu velho modelo de comportamento. Olhe para si mesmo, como sua mente funciona. Observe suas inclinações, suas intenções, motivações, desejos.

É muito comum essa inclinação da mente, dessa mente programada para se mover assim, que é a mente condicionada - estar olhando para fora, envolvida com interesses dela mesma; esses interesses são egocêntricos, pessoais, particulares, e isso é completa ausência de atenção. É nessa desatenção que está presente esta qualidade de mente, esta qualidade de vida, e isso nos coloca em uma condição de alienação da Verdade sobre a Vida e, portanto, da Realidade da Verdade.

O que é esse encontro com a Verdade? É o encontro com o Divino, é o encontro com Deus. Quando você pergunta "como encontrar Deus", perceba: a compreensão da Verdade é esse encontro com Deus. Mas a Verdade não é vista, compreendida, ou aprendida no intelecto; não é resultado de um exercício, de uma prática ou de um padrão mecânico de comportamento. Assim, nós dispensamos essa ideia, dispensamos essa forma de busca pela técnica. Nos aproximamos pelo real interesse de olhar, de observar, de ficar ciente de como nós funcionamos.

A cada instante, você se depara com a Vida como ela acontece, a cada momento você tem a oportunidade desse encontro com Deus. Você vê Deus como algo separado de você, distante, em algum lugar. A Realidade, a Verdade, Deus é Aquilo que aqui está presente quando não existe mais esse modelo de mente condicionada, de forma de olhar para a vida a partir do passado, algo nesse fundo de condicionamento, nesse padrão de comportamento da mente presa ao modelo da memória, do conhecimento e da experiência - esse é o condicionamento.

Nós precisamos de uma mente livre, e essa mente livre nasce dessa atenção, desse olhar, dessa Atenção Plena para esse instante, para esse momento. É quando todo esse modelo de consciência pessoal, nessa mente condicionada, é vista e descartada. Essa é a presença da Meditação. Em geral, as pessoas separam meditação de atenção plena. A presença do Autoconhecimento traz essa Atenção, esta qualidade de olhar. Nesta qualidade de percepção da vida, temos a presença da Meditação.

Portanto, não existe uma separação entre Atenção Plena, Autoconhecimento e Meditação. Aquilo que é conhecido como atenção plena, sem Autoconhecimento, não é real. Aquilo que é visto como meditação técnica ou prática de meditação, sem o Autoconhecimento, não é Real Meditação. Quando temos a presença da Meditação, nós não temos alguém na técnica, nós não temos esse "eu".

A verdade sobre a Meditação é a compreensão daquele que medita, daquele que faz uso de alguma técnica, de alguma prática. Esse elemento que faz uso de técnica, prática ou que se envolve com algum modelo de esforço para alcançar alguma coisa, para obter algo, é uma construção do pensamento. A aparição do pensamento, nesse pronome "eu", é aqui que está presente a ideia de alguém no exercício, na prática ou no esforço. Quando o pensamento se dissolve, esse pensador não está mais presente.

Portanto, o que é Meditação? A Meditação, o que é? É a ciência da Vida, é a visão da Verdade que está presente aqui, quando não há mais o modelo do pensamento, o modelo do "eu", desse "mim", desse egoidentidade. O seu real contato com a Vida é o contato desta ciência de Ser com a Realidade do momento. Assim, a Meditação é quando este Ser, que é a Natureza da Verdade sobre Você, que é a Verdade Divina, Floresce; aí está a presença da Meditação. Não é alguém na meditação; é a Meditação quando não existe esse "eu".

Portanto, temos que descartar por completo a ideia de alguém no exercício, na prática ou técnica, assim como temos que descartar a ilusão de alguém para encontrar Deus. Na pergunta "como encontrar Deus", é Deus ou a Verdade, este encontro é a Realidade, é aquilo que aqui está presente, que é o Supremo, se revelando. Não é alguém tendo um encontro, é a Realidade de Deus se revelando, é a Verdade se revelando. Isso requer uma mente livre do passado, livre do condicionamento, livre da forma como hoje, no pensamento, estamos lidando com a vida, com as situações, com os acontecimentos, com o outro.

Observe que a forma como estamos lidando com o outro está no formato de um encontro entre pessoas. Para nós é bastante razoável a ideia de alguém lá e alguém aqui. Portanto, o nosso pensamento, na relação com outros, é a ideia de pessoas se encontrando, a "pessoa que eu sou" tendo um encontro com "a pessoa que você é". A Realidade, a Verdade, Deus, é Aquilo que aqui está presente sendo a Verdade sobre a Vida, a Realidade sobre este momento. Portanto, não existem pessoas, como nós acreditamos, tendo encontros.

No pensamento condicionado, nesse formato de consciência pessoal, egocêntrica - o que é algo dentro de um contexto de alienação, de ignorância, de ilusão -, nós estamos constantemente sustentando esse formato. Portanto, o que é esse encontro real, o que é a Meditação? Qual é a verdade deste aprender sobre nós mesmos?

A expressão "autoconhecimento" vem sendo compreendida de uma forma muito equivocada. Em geral, se entende por autoconhecimento alguém conhecendo a si mesmo. No entanto, se você investiga a natureza do "eu", dessa "pessoa", fica claro que não existe esse "eu", não é real essa "pessoa". Portanto, não se trata de alguém se conhecendo. Quando há Autoconhecimento, aquilo que aqui está presente é a ciência da Vida.

A Realidade sobre a Vida é a Verdade deste Ser, e não há pessoa, não existe o "eu". Assim, quando entramos nesta investigação da verdade sobre nós mesmos, aquilo que se revela presente, se revela como Deus se revelando, e não como uma pessoa sendo entendida, compreendida, melhorando, se aperfeiçoando, adquirindo uma técnica para melhorar como pessoa. Sim, porque, em geral, é isso que se entende por autoconhecimento. Aqui nós colocamos esta expressão de uma forma diferente.

A compreensão de si mesmo é o fim da ilusão de alguém, é a percepção do Silêncio, da Liberdade, da Felicidade de Ser. É nisso que estamos insistindo aqui com você, é isso que estamos aqui trabalhando com você. Perceber a Realidade do momento, tomar ciência da Verdade sobre a Vida é ver a Verdade de que a Vida está aqui como ela é, não como o pensamento idealiza, conceitua, acredita, imagina sobre isso. Você nasceu para assumir, nesta vida, a Verdade de que ela, esta Vida, é a única Vida. Não é a vida de uma pessoa, é a Vida como ela é. E como ela é temos aqui a Realidade do Divino, a Realidade de Deus.

Não existe uma separação entre o que você é e a Vida neste instante, e a Realidade de Deus neste momento. Quando não temos mais esta ilusão da pessoa, desse "eu", dessa separação, temos a presença da Verdade; Ela presente, a Felicidade está presente, o Amor está presente, a Paz está presente.

É isso o que estamos aqui trabalhando com você nesses encontros online nos finais de semana, onde estamos sábado e domingo juntos - são dois dias de uma forma online. Além dos encontros online, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido pra você, já fica aqui esse convite.

Outubro de 2025
Gravatá-PE
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