terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Relações humanas. Autoimagem, psicologia. Aprender sobre Autoconhecimento. Sofrimento psíquico.

Eu quero tocar com você, aqui, nessa questão do relacionamento. Aqui, quando tratamos de relações humanas, estamos falando basicamente de relacionamento. Há algo muito interessante aqui, nessa questão do relacionamento. Veja, é bem possível o relacionamento presente, quando existe presente um real contato, uma real comunhão. Na realidade, a presença do Amor, é isso que determina a verdade do relacionamento. Agora, olhe para essa condição em que nós, como seres humanos, nos encontramos dentro das relações, dessas relações humanas, e me responda: é exatamente isso que nós encontramos? Veja, o que, na verdade, encontramos nessas relações humanas não é a verdade da relação. A presença da relação é um contato, é um contato de coração, é um contato de mente, é um contato de sentimentos, de emoções, é um contato em todos os níveis. Um real contato, onde temos a presença da comunhão, temos a presença da verdadeira relação. E não é isso que ocorre. Nós não temos uma real relação com o mundo à nossa volta, com as pessoas à nossa volta. Com o mundo à nossa volta é a relação com objetos, com situações, com acontecimentos; com pessoas é aquilo que nós chamamos de "relacionamento", mas nós desconhecemos isso.

Aqui, com você, nós estamos trabalhando essa questão da beleza desse encontro com a Verdade da relação. É algo que se torna possível quando temos a presença da Verdade nesse contato, e nós desconhecemos isso. Qual será a Verdade que deve estar presente e, no entanto, não se encontra presente dentro desta relação, dentro desses relacionamentos humanos, dentro dessas relações humanas? A Verdade é a Verdade Divina. Aqui estamos, com você, lhe mostrando que sim, na vida é possível descobrir um contato com ele ou ela, com pessoas à sua volta. Um contato livre de toda essa atividade do "eu", de todo esse padrão de comportamento egocêntrico, que quando está presente nos separa, nos divide. Essa divisão cria problemas, essa divisão cria confusão, cria desordem. E por que isso ocorre? Porque nós temos presente nesses encontros, nesses contatos, a presença de um elemento que não deveria estar ocupando um determinado lugar e, no entanto, ele está. Eu me refiro à presença do pensamento.

Observe que quando você está em um contato, num certo nível nesse contato com ele ou ela, o pensamento se faz necessário. Quando, por exemplo, nós conversamos, temos que fazer uso das palavras, então nós temos a presença do pensamento. Temos então uma atividade intelectual envolvida dentro desta conversação. Veja, nesse nível nós temos a presença do pensamento, algo muito simples e natural, e no entanto, essa conversação pode ter a inclinação da continuidade desse sentido do "eu", do ego, desse elemento em nós que vem do passado, buscando sobrepor a algo tão simples como um diálogo, o poder, o orgulho, a presunção, a vaidade, o exercício do controle sobre o outro. Então, nós temos presente o sentido do "eu", do ego, nesta conversação, nesse diálogo, e se isso está presente não há mais esse contato de real relação, de real encontro, de real comunhão. E é assim que, em geral, nós temos estabelecido nossas vidas de relacionamento: nós estamos constantemente nesse contato com o outro, com a vida, impondo nossos desejos, motivos, razões. algo puramente egocêntrico.

Aqui, com você, nós estamos investigando o que significa uma vida Real, portanto, uma vida Divina, onde temos a presença da Real Inteligência, que é a Inteligência de Deus, para lidar com o outro. Não conseguimos lidar com o outro com base no pensamento. Observem que é exatamente isso que nós temos feito nesses contatos, nós estamos colocando o elemento pensamento como o elemento mais importante das nossas relações, dos nossos relacionamentos. O elemento mais importante na relação é a presença da cumplicidade, é a presença da Inteligência, é a presença do Amor. No entanto, nós desconhecemos isso, porque estamos vivendo no ego, vivendo no "eu". Nós estamos vivendo dentro de um sentido de autocentramento e, portanto, de isolacionismo, algo puramente egocêntrico. O meu contato com você é um contato a partir do pensamento.

Veja, nós estamos aqui investigando a verdade sobre quem nós somos; é isso que nos faz perceber esse comportamento presente em cada um de nós, que tem por princípio esse modelo de padrão de atividade, uma atividade que gera conflito, que gera contradição, que gera sofrimento, uma atividade que nasce do pensador, desse elemento que é esse "mim", esse "eu". Se dar conta disso, tomar ciência disso, é trabalhar em direção ao fim desta condição para que, de fato, possa haver entre nós, como seres humanos, algo além da relação entre pessoas. O que são essas relações entre pessoas? São as relações que se assentam no pensamento, é o pensamento que "eu" tenho sobre você e é o pensamento que você tem sobre "mim". O pensamento que "eu tenho" sobre "mim", repare, é uma imagem que o próprio pensamento tem construído sobre quem eu sou. O pensamento que você tem sobre você, é uma imagem que o pensamento tem construído sobre quem você é. Nós não sabemos a importância do contato da comunhão, do contato do Amor, e aqui surge a pergunta: Como isso se torna possível? E o que é, na verdade, esse contato? Já que o nosso contato é um contato em separação, em divisão, em conflito; já que o nosso contato é um contato que está firmado em cima do pensamento. O pensamento é o elemento, em você, do equívoco.

Então, nós temos aqui a possibilidade de um contato com o outro a partir desta comunhão e Amor possível, quando temos a presença do Silêncio, de uma mente livre de todo esse fundo, de todo esse padrão de comportamento egocêntrico; ou nós temos esse comportamento. Esse comportamento é o comportamento que nasce desse pensamento que vem do passado. Quando "eu" entro em contato com você, o "meu" contato com você, tem por princípio toda a lembrança que "eu" trago sobre quem você é. Mas essa lembrança, veja, sobre quem você é, é algo que o pensamento em "mim" imagina sobre você. Assim, tudo aquilo que passei com você, experimentei com você nos últimos dois dias, nos últimos dois anos, nos últimos vinte anos, é aquilo que está presente neste momento quando eu te encontro. Assim, o que estou fazendo é apenas projetando uma imagem que eu tenho sobre você nesta relação, neste relacionamento. Então não existe verdadeira relação, e esse relacionamento é o relacionamento entre imagens. Isso porque você faz o mesmo nesse encontro comigo.

É muito comum um contato equivocado dentro das relações, porque algumas coisas "eu" aprecio em você e outras "eu" não gosto em você. As que "eu" gosto em você são as que "eu" aprecio a partir do meu senso pessoal, particular, de gostar. Veja, isso não tem nada a ver com você, tem a ver com como "eu" entro em contato com você a partir da visão que "eu" tenho, que "eu" espero, que "eu" aguardo, que "eu" desejo sobre você, e vice-versa. Veja, esse assunto aqui é o assunto da autoimagem. Em psicologia isso já tem sido falado. No entanto, ficamos em uma esfera muito superficial quando teorizamos sobre isso, sem uma real compreensão do que isso significa, das implicações presentes nesta condição psicológica de existir como sendo alguém, como sendo essa autoimagem. Podemos descobrir a vida acontecendo neste instante, neste relacionamento, dentro de uma verdadeira relação onde esse contato seja o simples contato onde temos presente essa Comunhão e esse Amor? Porque, repare, a não ser que isso se realize, nós como seres humanos continuaremos não somente em sofrimento, mas dando continuidade a tudo isso. Assim, estaremos apenas fazendo uma manutenção desta antiga condição em que, como seres humanos, nós já estamos vivendo há dezenas, centenas, milhares de anos.

O contato com a vida é o contato com o Amor. Não sabemos o que é o Amor; o que nós conhecemos é o autointeresse, é o autocentramento, é a vida isolada. O marido está interessado em suas coisas, a esposa está interessada em suas próprias coisas. Então, eles se encontram - o marido encontra com a esposa, a esposa com o marido - mas cada um está vivendo em seu particular mundo egocêntrico, nesse isolacionismo e autointeresse pessoal. Então, esse contato não é o contato do Amor, não é o contato da comunhão. Nós vivemos fazendo arranjos, ajustamentos, em razão dos interesses mútuos que temos. Enquanto esses interesses conseguem receber uma certa atenção dentro desse relacionamento, esta relação continua, quando há uma divergência - e isso se mostra muito claro ao ponto de ocorrer uma contradição um tanto violenta, agressiva - a separação ocorre. Então, não sabemos a Verdade sobre o Amor. O Amor é aquilo que está presente quando temos a presença do Silêncio, e é nesta Realidade do Silêncio a Verdade de uma relação onde o Amor está aqui.

Assim nós precisamos, na vida, ir além desta psicológica condição de isolacionismo no "eu", no ego. Se isso está presente, como seres humanos nós estamos em sofrimento psíquico. Reparem como é importante investigarmos isso: se você está sofrendo psicologicamente, se você carrega algum nível de sofrimento psíquico, ansiedade, depressão, angústia, estresse, nervosismo, medo. o que temos presente é um estado confuso, psicológico, em desordem, não temos a presença do Amor. Então, os seres humanos eles se relacionam vivendo estados desse tipo, e essas relações não são relações reais, porque o que está presente é o modelo do pensamento, desse pensamento do "eu", desta consciência egoica, desta consciência egocêntrica. Tudo isso nós temos tratado aqui, neste canal. Nós temos centenas de vídeos aprofundando esses assuntos aqui, com você.

Então, tomar ciência da realidade sobre você é eliminar esse sofrimento psíquico. Isso é possível quando você aprende sobre o Autoconhecimento. O que é esse aprender sobre o Autoconhecimento? É descobrir o que é olhar para as suas reações, é quando você aprende a olhar para tudo isso, que isso se dissolve. Então nós temos o fim do medo, o fim da ansiedade, da depressão, da angústia, da preocupação, da inveja, nós temos o fim do estresse. Então nós temos, neste instante, um novo estado de presença, de consciência aqui, não esta velha consciência do "eu", não esse estado de isolacionismo egocêntrico, onde estamos vivendo com base em pensamentos, sustentando imagens das pessoas, sustentando imagens sobre nós mesmos. Tudo isso faz parte do movimento do "eu", do ego. A eliminação disso é possível nesse aprender sobre o Autoconhecimento, nesse aprender sobre nós mesmos.

Nós temos uma playlist aqui no canal, sobre esse aprender sobre o Autoconhecimento, sobre essa questão desse sofrimento psíquico, sobre o que é a verdade desta autoimagem, que esse sentido do "eu" sustenta. A eliminação disso é o início de algo novo, é a presença de Deus, é a presença do seu Ser. É quando, de verdade, conhecemos a beleza das relações. É a Verdade de uma relação Divina, é a Verdade de uma relação de Deus, é a presença do seu Ser, é a presença da Verdade. Então, podemos ter um contato direto, simples, sem esse envolvimento do sentido do ego - como foi colocado no início da fala - por exemplo, dentro de uma conversação. Uma mente livre requer um cérebro quieto, onde temos a presença desse Silêncio, e algo presente dentro desta visão, nesse contato com ele ou ela, que é a ausência da autoimagem.

Olhar para o mundo sem o pensamento, lidar com o outro sem o pensamento. Eu me refiro a esse pensamento condicionado, a esse pensamento que sustenta, no seu autointeresse, esse isolacionismo egocêntrico. Um contato com a Realidade da vida, é o contato com a Sabedoria, é o contato com a Verdade, é o contato com Deus. Essa é a comunhão com ele ou ela; no entanto, isso é algo presente apenas quando o sentido do "eu" não está. Esses encontros aqui nos finais de semana, sábado e domingo, são para este propósito. Você tem aqui o link do WhatsApp para participar desses encontros nos finais de semana, onde estamos dois dias juntos aprofundando isso. Além desses encontros on-line que nós temos, nós temos encontros presenciais e também retiros. Portanto, se isso é algo que faz sentido para você, fica aqui um convite. Já deixa seu like, se inscreve no canal e coloca aqui um comentário: "Sim, isso faz sentido". Ok? E a gente se vê! Valeu pelo encontro e até a próxima.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Aprender sobre Autoconhecimento. Observador e coisa observada. Sabedoria, inteligência, conhecimento

Na vida, nós nos deparamos com inúmeras questões, e essas questões não temos respostas sem antes conhecermos a base onde se sustentam esses problemas. Então observe isso: nós temos as questões, e as questões são, na verdade, os problemas, mas há algo em que esses problemas se assentam. Nós não podemos ter uma resposta para essas questões sem examinarmos primeiro onde esses problemas estão se sustentando, onde eles se estabelecem, onde essas questões realmente aparecem. E que elemento é esse? É aquilo que nós estamos estudando aqui com você.

Aqui não se trata de estudar ciência, matemática, biologia, botânica, química; aqui se trata de estudar a nós mesmos. Sem uma base sobre quem nós somos, não temos a ciência de onde se assentam essas questões, esses problemas. Assim, nós temos aqui algo para aprender, e é isso que estamos procurando lhe mostrar, como isso se torna possível nesta vida. Trata-se desse aprender sobre nós mesmos, esse aprender sobre o Autoconhecimento.

Observe que questões como "o que é Iluminação", "o que é Meditação", "qual é a verdade sobre a vida", "quem sou eu", "o que é a Realidade de Deus" são os problemas que temos, são essas as questões com as quais nos deparamos para ter uma resposta. Assim, antes de tudo, nós temos que primeiro aprender o que é aprender sobre quem nós somos, o que é aprender sobre nós mesmos.

Esse aprender sobre nós mesmos requer um contato com a vida nesse momento sem o movimento do pensamento presente, e nós vamos esclarecer isso aqui para você. Por que precisamos ter um contato com a vida nesse momento sem o movimento do pensamento presente? Porque todo o movimento do pensamento em nós é o retrato que representa aquilo que foi, aquilo que já aconteceu, aquilo que já ocorreu.

Pensamento é basicamente lembrança, memória, assim são todas as formas de conhecimento que adquirimos. Repare, o conhecimento é adquirido; todo o conhecimento vem do passado. Se você sabe algo, você sabe porque aprendeu aquilo, e esse aprender é tomar ciência daquilo que já foi conhecido. Então, quando você vai aprender alguma coisa, aquilo já foi conhecido, e esse aprender como nós entendemos consiste em adquirir aquilo que já foi, que no caso aqui é o conhecimento.

Todo o conhecimento que você tem é algo que já foi. Então, não existe esse aprender agora para o conhecimento, como nós conhecemos, porque o conhecimento como nós conhecemos é algo que você aprendeu. Se você fala um idioma é porque você aprendeu; se você conhece matemática é porque você aprendeu; se você conhece engenharia de construção ou engenharia mecânica é porque você aprendeu. Assim, o conhecimento que você tem é algo que vem do passado.

Aqui, nesses encontros, no que diz respeito a essa Verdade Divina se revelando, que é a Verdade de Deus, nós não estamos lidando com algo passivo de conhecimento. Perceba como é interessante isso: você não pode conhecer Deus. Veja, a nossa intenção é conhecer Deus, mas aqui nós temos uma dificuldade enorme. A primeira é que não estamos lidando com algo que podemos situar no passado. Não podemos situar Deus como parte do conhecimento que temos, porque isso é algo que vem do passado, e a Realidade Divina não está no passado.

Se você tem algum conhecimento de Deus, esse conhecimento não é exatamente de Deus, é de uma experiência de memória, de lembrança que você tem, em razão de algo que você já teve. A Realidade Divina não é conhecida, ela não pode ser conhecida pela memória. O que é essa memória? Pensamento, lembrança, recordação.

Então qual é a verdade desse "conhecer Deus"? Veja, ter o conhecimento de Deus é uma ilusão, mas esse "conhecer Deus" é possível. Mas esse "conhecer Deus" é, nesse momento, tomar ciência da Natureza do seu Ser aqui e agora. Não estamos lidando, contactando algo que pode ser enquadrado dentro do tempo, algo que possamos adquirir nesse momento e levar para o passado. Nós estamos lidando com Algo que está fora do tempo e, naturalmente, fora do conhecido, então não pode ser conhecido.

É possível esse conhecer, mas não a ideia de tempo presente nesse conhecer. Você sabe que a ideia de tempo é aquilo que nós temos quando falamos de algo que foi, de algo que é e algo que será. Então nós temos aqui algo que é e que será; algo que é agora e que já foi. Nós não estamos lidando com Deus como algo que é, que já foi e que será, estamos lidando com aquilo que está além do conhecido. Então, esse aqui é o primeiro ponto. Esse contactar Deus, esse conhecer Deus significa ter ciência da Natureza do seu Ser, d'Aquilo que é Você fora do conhecido - é nesse sentido que usamos a expressão "Ser" aqui, nesse contexto de fala.

A Realidade Divina é a Realidade desta Divina Presença, desta Real Consciência, deste Ser Real. Nós temos esse nosso "ser" como nós conhecemos, temos essa consciência como nós conhecemos, temos essa presença como nós conhecemos, essa presença de ser alguém, essa consciência humana, essa consciência da pessoa, e temos esse "ser" pessoal, esse ser psicofísico, que apresentamos ser dentro do contexto das relações humanas. A Realidade Divina é a Realidade deste Real Ser, desta Real Consciência, desta Real Presença, Algo fora do conhecido: essa é a Realidade de Deus.

É importante que eu diga isso aqui também para você, porque algumas pessoas escutam essas falas e não compreendem que aqui nós usamos, com muita liberdade, expressões. Então essas palavras precisam ser vistas dentro de um contexto. Você aqui escuta essa fala e colocamos dessa forma para você; você vai escutar uma outra fala aqui e vai ouvir de uma outra forma, com um novo ou novo significado, as expressões que usamos aqui, e depois você vai tirar a ideia, a conclusão de que estamos nos contradizendo. Isso, de fato, não é verdade. É que estamos usando expressões, as mesmas expressões, e dando significados novos, de acordo com o contexto da fala.

Então, isso requer de você um exercício de acompanhar essa fala sem se prender às palavras, o que requer a presença desse escutar, sem traduzir, sem interpretar, sem avaliar, sem tirar conclusões absolutas. Isso é parte de um contato consigo mesmo, nessa ciência desse aprender sobre como você funciona. Uma das coisas que nós não temos na vida, por exemplo, é esse escutar.

Esse escutar é parte desse aprender sobre nós mesmos; esse aprender sobre nós mesmos é aprender sobre a vida, é aprender sobre Deus, é aprender a Verdade Divina se revelando. E observe o que acabamos de colocar: não é adquirir uma informação, não é ter um conhecimento e uma experiência agora e assentada no passado. Você toma ciência desse conhecer a si mesmo, desse conhecer Deus, nesse instante. Isso é aprender sobre o Autoconhecimento.

Quando você, por exemplo, fala com alguém, se relaciona com ele ou ela com base em lembranças que tem dele ou dela, essa qualidade de conhecimento é o conhecimento que se assenta na memória. O que é que isso nos indica? Você está diante dele ou dela, e ele ou ela, aqui e agora, é algo novo, é uma presença nova, é uma Realidade presente nesse instante. Mas ao lidar com ele ou ela com base nesse conhecimento, experiência que você tem dele ou dela, você não está lidando com ela ou ele, você está lidando com o conhecido, que é esse conhecimento, que é essa experiência. Esse conhecido, conhecimento, experiência é pensamento, é memória.

Assim, nesse seu contato com ele ou ela não existe esse aprender sobre si mesmo, esse aprender sobre ele ou ela, porque você está lidando com base no passado, dentro desse contexto de relacionamento. A nossa vida consiste nessa presença do "eu", do ego, desse "mim", dessa pessoa que eu sou, que sinto ser, que aprendi a ser. Em razão da ausência desta Realidade, o nosso contato com o outro, o nosso contato com nós mesmos, nessa ignorância, sustenta a ilusão, a ilusão dessa não visão da Verdade sobre nós mesmos.

Assim, esse contato com nós mesmos com base no passado é ignorância; e a nossa vida tem se situado exatamente assim. Nós estamos vivendo na ignorância porque estamos vivendo no passado, vivendo dentro do conhecido, vivendo dentro da memória. Tudo em nós, na ação, na fala e, portanto, no comportamento e no dizer, no comunicar, representa essa ignorância, representa essa condição psicológica de ilusória identidade presente, que é essa identidade do "eu".

Então, o que é esse aprender sobre o Autoconhecimento? É ter um contato com esse instante sem o passado. Enquanto eu mantiver essa condição de contactar ele ou ela com base nas lembranças que eu tenho dele ou dela, não haverá uma visão real do Autoconhecimento. Assim, não posso ter uma visão da verdade sobre aquilo que eu sou, não consigo compreender esse passado aqui, que é esse "mim", para que ele termine. Assim, não compreendo o que é um contato real com ele ou ela fora do ego.

Veja como isso é importante ser compreendido. Enquanto nossas relações estiverem estabelecidas nessa ignorância, nessa posição de passado, haverá sofrimento, haverá discórdia, conflito, desordem, confusão. Nós desconhecemos a presença do Amor em nossas relações, por exemplo, porque a presença do Amor é algo possível apenas quando o passado não está mais. E tudo o que nós temos feito é sustentar o passado, estamos lidando apenas com lembranças, com reações de memórias. Assim, prevalece o sentido de individualidade, de separação.

Nossas relações são relações centradas no "eu", e isso é a ausência do Amor. O Amor é a presença da Verdade, é a presença de Deus, é a presença da Realidade aqui e agora, nesse conhecer a Verdade de Deus, que é conhecer a Verdade sobre quem nós somos, quando o ego não está, que é quando compreendemos quem é o outro, quando o ego não está.

O nosso trabalho aqui nesses encontros consiste nessa autodescoberta; é quando conseguimos perceber uma Realidade presente fora do "eu", fora do ego. Nesse momento, esse olhar para esse instante, nessa relação com o outro e com nós mesmos, rompe com esse padrão de alguém que se situa no pensamento, que se situa na história, que se situa na memória. Então, nesse momento não há separação nesse olhar, uma vez que esse observador desaparece.

Repare como nós temos funcionado: nós temos a ideia de algo sendo visto por alguém que vê; esse alguém é o observador, e aquilo que está sendo visto é a coisa observada. Assim, nós temos o observador e a coisa observada, e esse observador e a coisa observada desaparecem quando há só o olhar para esse momento. O olhar para ele ou ela é esse olhar sem esse fundo, sem esse conhecimento, sem esse que se separa e olha a partir de ideias que tem, lembranças que tem dele ou dela. Isso é o fim do observador e a coisa observada; temos, então, o fim da separação, o fim dessa dualidade.

Quando não temos essa dualidade, temos essa Presença do Amor, essa Presença da visão Divina, da visão livre do ego, da visão livre do "eu"; é quando nos aproximamos da Verdade da Sabedoria. Assim, a Verdade da Sabedoria, compreender a diferença entre Sabedoria, Inteligência e conhecimento, é fundamental. Acabamos de colocar isso aqui para você: o conhecimento é esse elemento em nós que vem do passado, enquanto que a Inteligência é a Realidade desta Presença, deste Ser, desta Consciência Divina, aqui e agora, revelando uma Vida em Sabedoria.

Acessar a Realidade tendo uma visão da Verdade sobre aquilo que se passa conosco nesse momento é tomar ciência dessa Inteligência, desse Florescer da Inteligência Divina, dessa Sabedoria presente nas relações; é quando pode, sim, nesse contexto das nossas relações humanas, estar presente a harmonia, a Beleza, a Verdade, a Revelação desta Verdade Divina, que é a Verdade de Deus. É quando temos a Presença d'Aquilo que está fora de tudo aquilo que o pensamento conhece.

Portanto, esse é o nosso trabalho aqui com você. Nós estamos sábados e domingos juntos em encontros online para aprofundar isso. Além disso, temos encontro presenciais e, também, retiros.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Sofrimento psíquico | O que é o pensamento? | O que é o Despertar Espiritual | O que é iluminação?

Aqui, com você, o nosso enfoque consiste nesta ciência da Verdade sobre quem nós somos, porque é isso que nos dá a base para a compreensão desses inúmeros problemas que nós temos. Observe que são diversos esses problemas e nós não nos aproximamos deles de uma forma verdadeira, para investigar. A nossa intenção é sempre de nos livrarmos dos problemas e isso é algo que pode parecer razoável, mas a verdade é que essa tentativa de se livrar dos problemas - isso é algo comum para a maioria de nós - não é a forma verdadeira de lidar com isso.

Quando nós temos um problema, a forma real de aproximação desse problema deve consistir no estudo dele, na investigação dele, na compreensão do que ele representa. Essa, sim, é a forma de nos livrarmos dos problemas. Isso porque nós não estamos lidando com problemas que, ao acreditarmos que nos livramos deles, de fato, já estamos livres deles, porque aqui se trata desses problemas de ordem interna, de ordem psicológica. E esses problemas requerem, de cada um de nós, um olhar novo, uma aproximação de compreensão dele, e não de uma mera libertação temporária, de um mero afastamento temporário desta ou daquela condição, ou sintoma de problema.

O ser humano está em busca, na verdade, não da compreensão que é o que lhe traria a libertação, ele está em busca é de afastar o problema. É isso que, em geral, nós chamamos de "se livrar dos problemas", mas quando você se livra de um problema assim, dele você não está livre. A libertação de um problema significa a compreensão do que aquele problema representa. Então sim, nós temos o fim para o problema. Isso porque, quando estamos lidando com o medo, com a raiva, com o ciúme, a inveja, com alguma forma de sofrimento psíquico - e é esse o nosso assunto aqui, com você, o fim para toda forma de sofrimento psíquico - ao lidarmos com essa qualidade de sofrimento, nós estamos lidando com algo ligado a essa questão da pessoa, desse "mim", desse "eu".

Em geral, nós acreditamos existir como alguém separado daquilo que acontece. É isso que nos faz acreditar que nós podemos nos livrar do problema. Uma investigação próxima, um olhar direto para tudo isso, irá nos mostrar que a presença desse problema é a presença de um elemento dentro do problema. Você não tem um problema como o medo, ou ansiedade, ou depressão, ou como qualquer um outro problema, sem você estar diretamente envolvido com ele. Veja, é muito básico, é muito simples: a presença do problema requer a presença de alguém no problema.

Portanto, não existe uma separação entre você e o problema, porque, em especial, essa qualidade de problema de ordem psíquica, emocional, de sentimento, de pensamento, requer a presença de uma compreensão direta disso. Por quê? Porque a presença do problema é a presença deste com problema. Esse com o problema é o problema! Não existe uma separação entre você e o medo, entre você e a raiva, entre você e a tristeza, entre você e qualquer aspecto psicológico de sentimento, emoção ou pensamento.

É uma ideia falsa, equivocada, essa crença que nós temos, que é a crença de que nós existimos separados do problema. Então, existe "eu" e o problema; se "eu" me livro do problema, "eu" fico livre. No entanto, quem é esse elemento livre do problema? Qual é a verdade sobre o "eu"? Qual é a verdade sobre esse "mim"? A nossa ignorância a respeito da verdade sobre quem nós somos nos colocou nessa condição, na condição de estarmos vivendo na vida, no mundo, na existência, com problemas. Mas esse viver com problemas, em razão desta ignorância a respeito de quem nós somos, nós não nos damos conta disso, de que esse problema somos nós mesmos.

É o sentido de alguém presente, de alguém com medo, com ansiedade, com depressão, com raiva, com preocupação, vivendo em alguma desordem. É o sentido de alguém tendo essas coisas. Estamos diante de algo totalmente falso; não temos alguém vivendo essas coisas, nós temos essas coisas aparecendo para esse alguém que se vê separado disso. Então, essa condição interna se sustenta esse sofrimento se estabelece como sendo o padrão das nossas vidas, a base de nossa existência.

Compreender a Verdade sobre você é ter uma resposta para a pergunta "o que é o Despertar Espiritual? O que é Iluminação Espiritual?" Esta resposta é a ciência de que a realidade presente é a Realidade da vida. É apenas o pensamento que está estabelecendo para cada um de nós esta condição conflituosa, aflitiva, de sofrimento. Aqui, juntos, nós estamos investigando todos esses assuntos, no canal. Em playlists você encontra diversos vídeos sobre qualquer um desses temas aqui tratados. O assunto básico para esta psicológica condição, para esta desordem psicológica, para esse conflito psicológico, sofrimento psicológico, para esse sofrimento psíquico é a presença do pensamento.

Então, esse é um dos assuntos aqui: O que é o pensamento?. Portanto, o que é o pensamento? O pensamento presente em você está lhe dando uma imagem, um quadro, uma figura mental sobre quem é você. Essa imagem, figura mental, ou quadro, essa verdade sobre você é a verdade estabelecida pelo pensamento. E qual é a verdade sobre o pensamento? O pensamento em nós é uma representação de imagem. Então, o que é o pensamento? Qualquer palavra, por exemplo, que você use, não é outra coisa a não ser um símbolo que representa uma imagem. Essa imagem ou símbolo nessa palavra que você pronuncia não é a verdade, é uma figura de representação mental. Isso é o pensamento!

Então, qual é a verdade sobre o pensamento? A verdade sobre ele, sobre essa figura ou essa imagem é que ela não é a própria realidade da coisa. A palavra "camisa" não é a camisa, a palavra "casa" não é a casa, a palavra "pessoa" não é a pessoa. Assim, o seu nome não é você. Um conjunto de palavras sobre você é só um conjunto de imagens. Isso é a história, mas essa história, esse conjunto de imagens ou palavras não é você. Assim, nós estamos dando ao pensamento uma verdade que ele não tem. Nós estamos constantemente fazendo uso de imagens, de palavras, de símbolos, mas nada disso lida com a Realidade, nada disso trata da Realidade, é apenas uma representação do pensamento.

Assim, o que é o pensamento? É uma imagem, é um símbolo, é apenas uma ideia, é um conceito! O pensamento não é a verdade da própria coisa. No entanto, nós estamos lidando com o pensamento como se o pensamento fosse a própria realidade da coisa, e não é. Assim, o pensamento tem construído essa estrutura de vida. Esse pensamento, que carrega também emoção e sentimento - essas emoções, são parte desse movimento interno de sentimento, também ligado ao próprio pensamento - e nós estamos carregando isso como se isso fosse a Realidade daquilo que nós somos.

A nossa vida está assentada no pensamento. O pensamento tem construído uma identidade, tem estabelecido uma continuidade a partir de uma identidade. Essa identidade é a ideia que nós temos sobre quem nós somos. Quando nós usamos o pronome "eu", estamos falando de um símbolo, de uma representação mental, de uma imagem. Os diversos estados aflitivos de sofrimento, de problemas que temos, giram em torno de pensamentos, sentimentos, emoções.

Aqui, com você, nós estamos investigando a estrutura do "eu", a verdade sobre esse "eu", o que ele representa, se existe algo de fato além de um símbolo, de uma imagem, de uma representação mental, sobre esse "eu". Quando você olha, aprende a olhar, repare, e é só quando você aprende a investigar a si mesmo, a estudar a si próprio, a ficar ciente de como você funciona, é que você se dá conta de que a estrutura da sua vida é a estrutura que o pensamento tem estabelecido. É o pensamento que está estabelecendo, em você, ações sendo tomadas, palavras sendo expressas, sentimentos sendo vividos, emoções sendo experimentadas.

E uma vez que você está se identificando com o corpo e com a mente - aqui a mente é essa estrutura que envolve o cérebro, o coração, todo esse ser psicofísico - aprender como se aproximar de si mesmo e olhar para tudo isso é estar aberto para uma constatação de algo além disso tudo. É quando nos deparamos com o florescer de algo além da mente, além do pensamento e de toda essa estrutura de sentimento e emoção e sensação, e tudo isso faz parte, ainda, deste cérebro e desta mente.

Descobrir algo além de tudo isso, é perceber a realidade da vida, é ir além do sofrimento psíquico, é ir além desta desordem psicológica dessa ideia de ser alguém. Então, uma compreensão da verdade sobre o pensamento é ver a estrutura, a natureza, a complexidade do que ele tem representado, do que ele vem representando em nossas vidas. Você nasceu para a Liberdade, você nasceu para a Felicidade, você nasceu para o Amor, você nasceu para a Sabedoria. A Ciência da Verdade do seu Ser é a revelação de que a vida, a Real Vida, é algo além desta própria ideia de alguém que nasceu, de alguém que está vivendo e indo em direção ao fim, nessa assim chamada "morte".

Há uma Realidade presente, uma Realidade além do pensamento. O pensamento tem um espaço, sim, bem prático e objetivo na vida, e nós temos falado sobre isso aqui, dentro do canal. A compreensão do lugar do pensamento - o lugar que ele, de fato, ocupa ou deve ocupar na vida - compreender isso é estar livre do pensamento. Como qualquer ferramenta, você faz uso dessa ferramenta enquanto ela se faz necessária. Você não utiliza um martelo sem precisar. Quando você precisa de um martelo você faz uso, quando você precisa de uma tesoura você faz uso; quando você não precisa dessas ferramentas você não toca nelas.

O pensamento em nós, quando existe esse espaço interno de Inteligência, de Liberdade, Sabedoria, o pensamento presente em nós é somente uma ferramenta. Uma ferramenta da qual fazemos uso quando se faz necessária, quando não se faz necessária nós deixamos ela de lado. Esse sofrimento psicológico em nós, no ser humano, é algo presente em razão da desordem estabelecida pelo pensamento. É a não compreensão do lugar certo para a ferramenta. Ela está ocupando, o tempo todo, esse modelo psíquico de existir desse alguém. Esse alguém é uma ilusão! Há uma Verdade presente, é a Verdade Divina, esta é a Verdade do seu Ser.

Aqui nestes encontros, são encontros on-line nos finais de semana, onde estamos juntos explorando isso, aprofundando esse assunto com você. São encontros on-line, sábado e domingo estamos juntos. Você tem aqui, na descrição do vídeo, o nosso link do WhatsApp para participar desses encontros on-line nos finais de semana. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e também retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já deixa aqui o seu like, se inscreve no canal e coloca aqui no comentário: "Sim, isso faz sentido". Ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Como encontrar Deus? Busca pela espiritualidade. Mente condicionada. Aprender sobre Autoconhecimento

Eu gostaria de tratar com você aqui de alguns assuntos. O primeiro deles é sobre esse encontro com Deus. Aqui a pergunta é: como encontrar Deus? A Verdade sobre Deus é que estamos diante de uma Realidade presente aqui, nesse instante. Assim, a ideia de encontrar pressupõe todo um movimento para, em algum momento no futuro, isso se realizar.

Assim, nos deparamos já com um equívoco, porque quando tratamos de Deus, nós estamos tocando na única Realidade presente, tudo mais está dentro de uma aparição que agora está aqui e que irá desaparecer, porque tudo, absolutamente tudo, na vida é temporário, é passageiro, está num momento e no momento seguinte pode não estar mais.

Por que será que tudo na vida é temporário? Exatamente porque tudo na vida está dentro do tempo; se está dentro do tempo, teve um início e terá um fim, teve uma aparição e irá desaparecer. Não é assim a Realidade Divina, não é assim a Realidade de Deus.

Portanto, essa própria ideia de busca, de procura para encontrar é algo que se afirma em um modelo de pensamento que nós temos acerca de Deus. Mas um pensamento sobre Deus é uma imagem que o pensamento cria e projeta; se ele cria e projeta, isso está dentro dele. Não é da Realidade Divina, não é da Realidade de Deus que estamos tocando quando o pensamento está envolvido nisso. Qualquer envolvimento do pensamento, porque envolve a presença do próprio pensamento, é parte do pensamento.

Assim, o que de fato nós precisamos para encontrar Deus? Aqui, em primeiro lugar, é tomar ciência de que essa Realidade, essa Verdade Divina, não está em algum lugar, não está dentro do espaço, não está dentro do tempo, como qualquer coisa temporária que está aqui e irá desaparecer. Estamos diante d'Aquilo que está presente; e se está presente, não é algo que será encontrado e, sim, algo para ser constatado. Essa é a diferença que nós fazemos aqui acerca dessa ciência sobre Deus.

A maioria das pessoas estão envolvidas no processo de busca espiritual; aqui você toma ciência. Nós estamos juntos com você nos aproximando de uma nova aproximação, de uma nova forma de olhar para tudo isso e, assim, nos damos conta de que essa Verdade da Revelação de Deus não se trata também de uma busca espiritual ou de uma busca pela espiritualidade. E aqui a expressão é Revelação de Deus, Constatação de Deus, não é esse "encontrar Deus".

Aqui nos deparamos também já com um outro ponto. Quem é esse elemento envolvido nessa procura ou nessa busca? Se a única Realidade presente é a Realidade Divina, um elemento envolvido nessa busca é parte do equívoco, é parte da ilusão, é parte de uma aparição dentro do tempo. E quem é esse elemento dentro do tempo nessa busca ou procura? É a presença do "eu", é a presença desse "mim".

Assim, nós estamos projetando essa Realidade a partir de uma ideia que o pensamento em nós está projetando, e esse elemento nesse processo de projeção é o próprio "eu". Então aqui nos deparamos também com mais uma confusão da nossa parte: a ideia de que "eu", esse "mim", a "pessoa" irá ter um encontro, a partir da busca, com Deus. Portanto, a partir da busca, terá esse encontro com Deus, e o elemento que terá esse encontro é o "eu".

Aqui, estamos investigando exatamente aquilo que nos impede de ter uma Real ciência ou Revelação ou constatação dessa Realidade nesse instante, que é a Realidade Divina. Aquilo que nos impede é exatamente a presença desse "eu", desse sentido de alguém na experiência desse instante, que se sente, que se vê, que se percebe - é claro que no pensamento, na imaginação - como uma entidade presente separada desse instante.

O nosso enfoque aqui consiste nesse tomar ciência dessa Realidade, que é a Realidade de Deus, e esse é o propósito verdadeiro e profundo, na vida, desse aprender sobre a vida. Nós temos nos envolvido durante toda a vida sempre com o aprendizado. Tudo na vida consiste de algo que se realiza a partir do aprender. Tudo que você representa ser dentro desse contexto dessa existência é algo aprendido. Tudo o que você sabe, tudo o que você faz, todo o padrão de pensamento presente em você, é algo aprendido.

E qual será a verdade do porquê desse aprender? O que é a verdade profunda, o significado real na vida dessa necessidade do aprender? Sim, para efeitos práticos na vida, tudo o que nós fazemos, sabemos, realizamos, foi aprendido. Falar é uma coisa que você aprendeu, escrever é uma coisa que você aprendeu, tudo o que você faz você aprendeu, e na vida nós precisamos também aprender sobre nós mesmos.

Observe que tudo o que você sabe, faz, realiza é externamente, mas quem é esse elemento envolvido nesse saber, nesse fazer, nesse realizar? Você não conhece. Você não sabe a verdade sobre você, e para tomar ciência da verdade sobre você, você precisa aprender. E aqui nós estamos lhe dizendo exatamente isso: quando você toma ciência desse aprender sobre o Autoconhecimento, quando você se dá conta desse "eu", descobre algo além desse "eu", então, nesse momento, você pode ter a Revelação d'Aquilo que está além do "eu", pelo Autoconhecimento.

Então, aprender sobre si mesmo é o que lhe dá a base para descobrir a verdade da ilusão desse elemento que se vê presente fazendo as coisas, sabendo das coisas e realizando as coisas; esse elemento é o "eu". Qual é a verdade sobre você? Quem é você?

Então, notem, na vida estamos aqui para essa descoberta, apenas para essa descoberta, apenas para essa Revelação, para essa tomada de ciência dessa Realidade de Deus, o que representa o fim para esse "eu" quando há essa ciência do Autoconhecimento. E é isso que estamos com você aqui investigando, aprofundando, trabalhando com você, descobrindo que tomar ciência de Deus é a única coisa na vida, que é a própria vida que importa.

Veja, a única ciência que importa na vida é a ciência da vida, e a ciência da vida é a ciência de Deus. Essa ciência de Deus se mostra quando temos o fim do "eu", o fim dessa ilusão desse sentido de alguém que se vê separado da vida, separado da existência, separado do outro, se vê separado dos próprios pensamentos que tem, ou sentimentos, ou emoções, esse sentido de alguém que se vê como pensador, ou aquele que sente, ou aquele que vê, que percebe, que se relaciona.

A vida consiste de relações acontecendo, e esse "eu" se vê se relacionando com pessoas, com lugares, com situações. Tudo isso é parte de uma visão equivocada que temos sobre quem nós somos, que temos sobre a vida, que temos sobre o outro, que carregamos sobre Deus. Tudo isso está dentro de nós, dentro de um modelo de ilusão para ser descartado, para ser compreendido.

Quando há compreensão, temos uma visão clara; quando não há compreensão, em razão da falta da clareza, estamos confusos. Se está estabelecida a confusão, em razão dessa não compreensão sobre nós mesmos, nós estamos vivendo na ignorância, na ilusão sobre tudo isso, na ilusão sobre a vida, na ilusão sobre nós mesmos, na ilusão a respeito de Deus. Isso ocorre em razão da ausência da compreensão sobre nós mesmos.

A nossa forma de pensar, de agir, de sentir na vida é algo totalmente equivocado. Assim, nos deparamos também aqui com uma outra pergunta: e por que isso acontece? E por que estamos vivendo dentro desse formato de ilusão, de ignorância? Nós estamos vivendo assim porque nós fomos programados para viver assim, ensinados, organizados, colocados dentro dessa condição, isso em razão dessa mente presente em nós, dessa forma de mente que nós conhecemos, na qual nós estamos estruturados para esta vida. Essa é a presença da mente condicionada.

Desde pequenos nossos pais nos disseram coisas; eles diziam para nós "isso é certo", "isso é errado", "não faça isso", "não faça aquilo", "isso é bom para você", "isso não é bom para você". Recebemos dos nossos educadores, dos nossos professores, ensinamentos de valores éticos, sociais, morais, dessa coletividade, desse mundo, padrões de ensinamentos sociológicos, filosóficos, espirituais, isso nos deu essa formação.

A formação que temos é a que nos faz avaliar a vida a partir dessa perspectiva de pensamentos que nós recebemos dessa cultura, dessa sociedade, desse mundo, daqueles que chegaram aqui antes de nós. Portanto, a mente está condicionada. Nós seguimos os padrões da cultura em que nascemos, da sociedade onde crescemos, do mundo que nós conhecemos.

Assim, o seu modo é aprendido, e nós precisamos aqui descobrir a verdade sobre tudo isso, porque essa Realidade de Deus, essa Realidade Divina não está dentro desse contexto de sociedade, de mundo, de pensamento de cultura. Estamos aqui querendo tomar ciência de algo que está fora do conhecido, que é a Realidade Divina. Enquanto estivermos dentro desses muros, enquanto estivermos dentro dessas muralhas dessa mente condicionada, tudo o que nós teremos dentro dessas muralhas, vivendo dentro dessa estrutura é algo dentro do conhecido.

Há uma Realidade presente, mas ela não faz parte do conhecido, ela não faz parte da mente, ela não faz parte do tempo. Nós só podemos tomar ciência da Verdade quando deixamos a ilusão, e a ilusão é esse contexto de vida, é esse contexto de existência onde está presente um comportamento em nós que é a repetição de todo esse comportamento de mundo, de sociedade, de cultura. Esses estados internos que prevalecem, invariavelmente, se expressando externamente em nossas relações são estados internos de uma mente condicionada.

A inveja, o ciúme, o medo, a raiva, a acepção de pessoas, a diferença, a divergência, o conflito que estabelecemos em nossas relações, tudo isso está dentro de um contexto de história humana. Nossos pais, avós, os nossos ascendentes viveram assim, e se hoje temos uma família porque estamos casados e temos filhos, nós estamos comunicando exatamente isso para os nossos descendentes. Nós estamos apenas, nesse contexto de identidade egoica, sem essa ciência da Verdade Divina, fazendo a manutenção ou a continuidade desse quadro de ignorância e, portanto, de infelicidade humana.

Aqui estamos juntos olhando para esse Despertar Espiritual, para essa Iluminação Espiritual, para essa ciência de Deus, que é a Verdade do seu Ser. É isso que estamos juntos trabalhando com você, lhe mostrando como Isso se realiza nesta vida. Esses encontros que nós temos aqui nos finais de semana, sábado e domingo, dois dias juntos de uma forma online, têm esse propósito. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e, também, retiros.

Janeiro de 2025
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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Joel Goldsmith | Um Parêntese na Eternidade | Autoinvestigação | Atma Vichara | Marcos Gualberto

GC: Olá, pessoal! Estamos aqui para mais um videocast, novamente o Mestre Gualberto aqui conosco. Gratidão Mestre, pela presença. Hoje eu vou ler um trecho do livro do Joel Goldsmith chamado "Um Parêntese na Eternidade". Num trecho desse livro, Mestre, o Joel faz o seguinte comentário: "Observando nossos pensamentos e sentimentos interiores, mantendo a consciência alinhada por meio do contínuo reconhecimento de Deus." Nesse trecho o Joel Goldsmith comenta sobre observar os pensamentos e sentimentos. O Mestre pode compartilhar a sua visão sobre o que é a auto-investigação que Ramana Maharshi chamava de Atma Vichara?

MG: Gilson, Atma Vichara, que é a proposta de Ramana Maharshi, a expressão "Atma Vichara" significa investigar a si mesmo, a observação direta do Atma, que é esse "eu". Daí a expressão "Atma Vichara". Se aproximar de si mesmo, requer esse olhar para as suas reações, para aquilo que se passa com você. A posição do ser humano na vida é a posição daquele que responde ao momento presente, à experiência do momento presente, a partir de um fundo de resposta de reação de memória.

A cada momento você está sendo solicitado para dar uma resposta para aquilo que está acontecendo aqui, neste instante. E o seu modo de se aproximar desse momento, geralmente, é sempre a partir do pensamento e do sentimento e você não toma ciência desse processo enquanto ele ocorre. A expressão "Atma Vichara", que alguns traduzem por "autoinquirição" ou "autoinvestigação" também, eu prefiro a visão próxima, mais literal disso, que é auto-observação, que é observar, se tornar ciente do "eu", do movimento do "eu", neste instante.

Então, nós não nos damos conta do que se processa conosco enquanto o processo está presente. Assim, cada reação, cada resposta, cada atendimento a este momento, na relação com acontecimentos, com situações, com pessoas, inclusive na relação com nós mesmos, quando um pensamento está presente, ou um sentimento presente, ou uma sensação. A autoinquirição, esta auto-observação, é se dar conta de si mesmo, é se tornar cônscio de si mesmo, daquilo que se passa com você, daquilo que ocorre com você neste instante, nesse contato com o momento, nesse contato com a vida.

Enquanto estivermos apenas reagindo ou expressando uma resposta para este momento de uma forma inconsciente, e portanto automática, sem esta auto-observação, estaremos mantendo a continuidade dessa ignorância a respeito de quem nós somos. Essa ignorância nos coloca no espaço, no terreno, na dimensão, da ilusão da separação. Então, a sensação de ser alguém presente na vida é ser alguém presente separado da vida; essa é a condição da ignorância, e nessa condição não temos a Ciência de Deus, a Ciência da Verdade. E, sem a Verdade nós não temos essa Liberdade, nós não temos esse Amor, essa Felicidade inata. Aqui é estranho isso, paradoxal também, o fato de que de uma forma interna, de uma forma inata nós trazemos já esta Liberdade, este Amor e Felicidade, mas nós não nos damos conta disso, porque nos falta o Autoconhecimento.

Assim, nos falta esse olhar para nós mesmos, esse estudar a nós mesmos, falta nos darmos conta daquilo que está presente neste instante para irmos além desta inconsciência, desta mecanicidade, desse formato de atuar na vida a partir do passado. O problema com isso é que a vida está acontecendo neste momento e a nossa atuação é a atuação da repetição, da continuidade, da permanência do passado. Assim, nunca temos uma resposta verdadeira para este instante na "minha" relação, por exemplo, com a esposa, com o marido, com as pessoas à "minha" volta, nem "comigo mesmo", porque há essa ilusão de alguém que está presente, enquanto que, na verdade, aquilo que eu sou, eu desconheço. Repare, eu desconheço esse aspecto de sentido de ego, de pessoa, de personalidade e desconheço essa Realidade Divina, além dessa pessoa, além desse "eu", além desse ego.

Ter uma aproximação da vida é ter uma aproximação de si mesmo, uma aproximação possível quando você se conta da vida acontecendo sem o "eu". No entanto, se dar conta dessa vida acontecendo sem o "eu", requer que você, primeiro, reconheça a presença desse "eu" pela auto-observação. É quando, pelo Autoconhecimento, conseguimos descartar aquilo que em nós está presente, que é ilusório, que é essa forma de pensamento que nós trazemos do passado. Por exemplo, o seu modo de sentir sobre as pessoas, de sentir sobre os acontecimentos, de sentir sobre si mesmo, é um modo de sentir aprendido; algo da cultura, algo da sociedade, algo dentro desse modelo de mundo.

Você não tem um modo real de aproximação do momento presente, porque você está vivendo dentro de um plano, de um programa, de um condicionamento mental, de um condicionamento psicológico. O resultado final disso são os problemas, as diversas dificuldades com as quais nos deparamos e não sabemos lidar, e elas terminam se tornando problemas. Então, as nossas mentes estão cheias de problemas. Todo tipo de situação que surge, essas situações não conseguem ser atendidas como precisam ser atendidas e elas se transformam em problemas, em razão da ausência desta visão da vida, que é a visão que a Inteligência traz. Eu me refiro a essa inteligência que nasce do Autoconhecimento, me refiro a essa Inteligência para a Sabedoria, essa Inteligência que lhe dá essa visão de Deus.

Não sabemos atender a vida em razão da ausência dessa Inteligência, e se ela não está presente, a nossa condição psicológica é a condição da confusão, é a condição do sofrimento, é a condição dessa ilusão de alguém presente, separado de Deus, sem Ciência desta Verdade, que é a Verdade Divina. Aqui, ter uma aproximação de si mesmo é através da Atma Vichara, desse olhar, desse observar, desse se dar conta dessas reações presentes. Veja, não é para corrigir isso, é apenas para constatar. Então, uma qualidade nova de ação surge nesse constatar - é quando ocorre esta libertação do ego, esta libertação do "eu". A visão da Verdade é o portal para essa Liberdade, para esta Ciência da Realidade do Amor, da Felicidade, para a Ciência desse Estado presente, que está aqui agora, que é esta a Realidade do seu Ser, que é esta a Realidade de Deus.

GC: Mestre, nós temos uma pergunta de um inscrito aqui no canal, o César, faz a seguinte pergunta: "Como posso descobrir quem eu sou?"

MG: Gilson, é exatamente isso que estamos tratando aqui com você. Nós estamos, com você, nos aproximando por esta autoinvestigação, por esta auto-observação, da resposta para essa pergunta "quem sou eu?" Então, quando você pergunta: "Como saber quem sou eu?. se dando conta de quem é você, neste instante! Aprendendo a olhar para este momento, para aquilo que se passa, para aquilo que se processa, para toda e qualquer reação, resposta, inclinação, tendência, sentimento, emoção, sensação presente; aprender a olhar para isso. não existe nada na vida tão importante quanto esta arte da auto-observação. Auto-observação é descobrir o que é olhar esse "eu", aprender sobre isso, aprender como lidar com o pensamento, com o sentimento, com a emoção; não é aprender o que fazer com eles. Aprender, aqui, a lidar com isso, significa aprender a observar sem se envolver com eles. No momento em que você aprende a observar suas reações, sem se envolver com elas, você está além delas, você as transcende. Você em sua natureza verdadeira se revela como algo além dessas reações

Então, a base para o Autoconhecimento é esse aprender sobre nós mesmos; é isso que revela esse "eu", esse "quem sou eu?". Há algo presente, aqui, para ser constatado. É algo semelhante a assistir um filme. Quando você vai assistir um filme, você não vai se envolver com o filme, com as cenas, com os episódios, com os acontecimentos; isso é coisa para os atores, isso é coisa para os personagens. Tudo isso está dentro do filme, tudo isso está ocorrendo em razão da presença da ideia do diretor. Você não tem nada a ver com o que acontece no filme, o seu lugar é de espectador. você está assistindo o filme, você vai assistir, vai ser um espectador do filme. Aqui há algo para se revelar - esse algo é esse filme.

Nós somos o filme humano, o filme da humanidade; tudo que está presente na humanidade está presente em nós, exatamente tudo. Tudo o que você assiste em um filme, que você tem ali, é o que temos na humanidade, e o que temos na humanidade está presente em cada um de nós. E nós precisamos olhar, observar, ser um espectador disso, sem se envolver. É quando, de fato, rompemos com o filme, rompemos com o conteúdo desse filme humano. Então há o florescer de algo novo, fora dessa história de humanidade; esse é o Despertar da Consciência, esse é o Despertar de Deus.

A Natureza Divina, a Natureza de Deus, a Verdade do seu Ser, é algo que está fora desse contexto de filme. A produção desse filme, tudo o que ele contém, está dentro de um contexto de mente humana, de mente egoica, de consciência de separação, de consciência de dualidade. A beleza de um encontro com a Verdade, é que a Verdade liberta, e você se depara com a Verdade quando aprende a ser um espectador, quando aprende a assistir, quando descobre que tudo no filme está dentro de um sonho, de uma imaginação, de uma criação do pensamento - do pensamento comum, do pensamento humano, do condicionamento mental.

Então, esse encontro com a Realidade Divina é o fim dessa história, é o fim dessa memória, é o fim desse filme, ou é a visão clara do que o filme representa. Então, nesse instante temos a ciência da verdade sobre esse "eu". Compreender a verdade desse "eu" é tomar ciência de algo que está além do "eu", que é essa Realidade Divina. Alguns chamam isso de "o Despertar Espiritual" ou "Iluminação Espiritual"; é quando a vida está presente sem a história do pensamento, sem a história que o pensamento tem construído. Então, o nosso contato com este momento é um contato revelador. Assim, se a sua pergunta é como tomar ciência, como saber, como ter clareza sobre quem "eu sou": olhando, sendo um espectador, descobrindo o que é esse encontro com a Meditação.

É por isso que temos enfatizado a importância da Meditação. Nós precisamos descobrir, na vida, o que é Meditação. Você chega a 50, 70, 80 anos, sem se aproximar desse estudo de si mesmo, se confundindo com a ilusão de uma identidade presente, que é a identidade do "eu", que se situa na vida mental, que é essa vida do pensamento, que é toda essa estrutura de sonho, de filme, de história humana. Então, o ser humano vive na ignorância, porque ele vive na ilusão, porque lhe falta a arte da Meditação, a ciência desse encontro com a Verdade Divina. E, aqui, Meditação não é nada daquilo que as pessoas falam aí fora sobre meditação; aqui colocamos a expressão Meditação de uma forma nova, também. É por isso que eu tenho chamado de "Real Meditação na prática,". Isso é que é a presença do Autoconhecimento, desse olhar para si mesmo, descobrir como você funciona - isso é uma aproximação real da Meditação.

GC: Mestre, nós temos uma outra pergunta de um outro inscrito aqui no canal, o Leandro faz o seguinte comentário e pergunta: "Mestre, depois que ativar a energia Kundalini, ela vai se repetir igual ou é apenas uma vez que acontece aquilo?"

MG: Gilson, essa aqui é uma pergunta - repare a preocupação das pessoas. Nos falaram dessa energia, nos falaram desta presença que temos presente em nós, e que está dormindo. Nos disseram muita coisa a respeito desta assim chamada "Kundalini", e nos falaram desse Despertar da Kundalini, e a ideia por detrás desse Despertar, para as pessoas, é de uma experiência. Então, nós temos a ideia do Despertar da Kundalini como sendo uma experiência, uma experiência que iremos ter um dia. E aí surgem perguntas: "E quando essa experiência acontecer, como será?"

Veja, nós estamos, aqui, estudando com você a Verdade do Despertar da Consciência, esse Despertar da Consciência - me refiro a esta Divina Consciência, a esta Real Consciência - esse Despertar é, em si, o Despertar da Kundalini. Não é uma experiência, não é algo que irá acontecer uma vez para sempre, como uma experiência que alguém vai ter. O florescer do seu Natural Estado Divino é o Despertar da Kundalini, mas não é uma experiência para alguém - é exatamente quando a ilusão desse alguém, que é esta consciência pessoal, que é esta consciência da pessoa, se dissolve. Ou seja, a ilusão desta consciência presente, atuante, pensando, sentindo, agindo, termina.

Nós temos assim, a ciência desta ilusão. A ciência desta ilusão é o fim para essa ilusão, e isso é o florescer da Kundalini. Isso requer um esvaziamento completo, um esvaziamento total desse sentido egoico, desse sentido de separação, desse sentido do "eu". Isso requer a presença do Autoconhecimento, isso requer uma verdadeira aproximação da Meditação, isso requer um trabalho. Mas eu volto a dizer: não é uma experiência, não é algo que se obtém, não é algo que se alcança, não é algo que se conquista, não há alguém nisso; é, exatamente, o fim dessa ideia de ser alguém. Isso é o Despertar Divino, isso é o Despertar de Deus.

A expressão "Kundalini" aponta para esta Presença, para esta Real Consciência, para esta Divina Energia disponível. Uma Energia que, por sinal, nesse sentido do ego, do "eu", desse alguém, nós estamos constantemente desperdiçando nesse mundo mental, nesse mundo do "eu", nesta consciência egoica. Uma vez que um trabalho se processa - e esse trabalho é o trabalho da aproximação da auto-investigação, da auto-observação - isso lhe aproxima da Meditação. Isso lhe revela o poder da Meditação, a presença desse Silêncio, dessa Quietude interna da mente e do coração. permite, sim, com que este poder de Presença Divina, que é o Real poder da Verdadeira Meditação, aflore, aconteça.

Então sim, temos o Despertar de Deus, o Real Despertar da Kundalini, mas falar sobre Kundalini como uma experiência ou como algo pelo qual a pessoa tem que passar, ou precisa passar, é uma ilusão. Aquilo que é Real Consciência é a Verdadeira Kundalini, porque Kundalini é sinônimo de Real Consciência. Por sua vez, isso é sinônimo, do Despertar Espiritual, da Iluminação Espiritual. Nós temos, Gilson, isso aqui no canal, uma playlist sobre isso, sobre o Despertar da Kundalini. Tomar Ciência da Verdade sobre você, é assumir a Verdade daquilo que é esta Ciência de Deus, isso é o Despertar da Kundalini. Quando isso ocorre, o sentido de separação, de identidade egoica se desfaz, então o sofrimento termina, porque a ilusão desse sentido de separação não está mais presente. Então temos a Realidade de Deus, temos a Realidade Divina. É isso que estamos trabalhando aqui com você, aprofundando aqui, com você.

GC: Gratidão, Mestre, já fechou o nosso tempo; gratidão por mais este videocast. E, pra você que está acompanhando o videocast até o final, e quer se aprofundar nesses conhecimentos, fica o convite para participar dos encontros que o Mestre Gualberto proporciona. São encontros on-line de final de semana; existem também encontros presenciais, inclusive retiros. Esses encontros são muito mais profundos do que os vídeos aqui no Youtube, porque nos encontros o Mestre responde diretamente as nossas perguntas, e muito mais do que isso: o Mestre compartilha esse estado de Presença em que ele vive, e nesse compartilhar a gente acaba entrando de carona nesse Silêncio, nessa Graça e nesse Poder. E isso é um facilitador incrível para a gente conhecer a nós mesmos, para podermos compreender o que está além da compreensão intelectual.

Então, fica o convite no primeiro comentário, fixado, tem o link do WhatsApp para poder participar desses encontros. Já aproveita e dá um like no vídeo, faz um comentário trazendo perguntas para a gente trazer para os próximos videocasts, se não for inscrito no canal já se inscreve. E mais uma vez, Mestre, gratidão pelo videocast.

Janeiro de 2025
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