quinta-feira, 23 de abril de 2026

Joel Goldsmith | Um Parêntese na Eternidade | O que é o sofrimento psíquico? | Marcos Gualberto

GC: Olá, pessoal! Estamos aqui para mais um videocast, novamente o Mestre Gualberto aqui conosco. Gratidão, Mestre, pela presença. Hoje eu vou ler um trecho de um livro do Joel Goldsmith chamado "Um Parêntese na Eternidade". Em um trecho desse livro, Mestre, o Joel faz o seguinte comentário: "Nenhum homem pode tirar sua paz depois de você ter descoberto o mundo interior." Bom, neste trecho o Joel fala dessa paz deste mundo interior. Dentro desse assunto, o Mestre pode compartilhar a sua visão sobre o que é o sofrimento psíquico?

MG: Gilson, quando nós perguntamos isso, "O que é o sofrimento psíquico?", o que de fato nós esperamos? Uma definição? Ou, de fato, nós precisamos de uma direta visão do que isso representa? Você pode consultar um livro, você pode ouvir uma palestra, você pode ir a um especialista, você pode procurar alguém para lhe ajudar a entender intelectualmente, ou de alguma outra forma, o que o sofrimento psíquico significa e, no entanto, continuar preso dentro desse formato de ignorância.

Portanto, a resposta para essa pergunta requer uma direta visão, uma real compreensão, um perceber verdadeiro sobre isso. Algo que um livro não pode nos dar, que uma palestra não pode nos dar, que um especialista, por mais esclarecido que ele seja, não pode nos dar. De fato é um contato real o fim para esta ignorância, para essa condição, para essa posição interna. Essa é a resposta; é esse contato com a realidade a real compreensão do sofrimento. Nesta compreensão, termina essa dor.

Nós carregamos em nós tudo que está presente no ser humano. A descoberta está aqui, possível, a revelação está aqui, como uma possibilidade para cada um de nós, quando aprendemos a olhar, quando aprendemos a escutar a nós mesmos, porque nós somos toda a história do ser humano. Psicologicamente, nós carregamos tudo que está presente no outro; tudo que está presente na humanidade é algo presente em cada um de nós. Essa é a nossa consciência, a consciência da pessoa. Essa consciência do "eu" é a consciência humana.

Portanto, o seu contato com a ansiedade, com o medo, a angústia, preocupações, a dor da solidão, o desespero da insegurança. de todas as diversas formas de temores, todos os conflitos presentes em nossa mente e em nosso coração são parte dessa estrutura psicológica dentro do contexto desta mente humana. Esse é o sofrimento psíquico! Mas esse é o aspecto verbal, em palavras. são meras teorias! Toda essa qualidade de expressão, de definição, a gente pode encontrar em palestras, em livros, no próprio dicionário, mas nada disso resolve. A não ser que você aprenda a escutar, a observar suas próprias reações - aqui está a verdadeira revelação, aqui está o verdadeiro ensino, a verdadeira palestra, o verdadeiro livro; o livro para ser lido, a palestra para ser escutada, o especialista para ser compreendido.

Isso consiste em uma compreensão sobre você. Ter a Verdade sobe você não é algo que alguém possa lhe dar, possa lhe assegurar, lhe explicar, lhe dar a informação, lhe dar conhecimento. Nós temos insistido aqui, com você, na importância de se compreender, no valor do Autoconhecimento. É isso que lhe aproxima de algo além da mente, além do "eu", além do ego. Esse ego é essa consciência humana que está com problemas, que carrega esse sofrimento psíquico e não sabe o que fazer com isso. Nós queremos nos livrar da dor sem a compreensão da dor, queremos nos livrar do sofrimento sem a compreensão do sofrimento, da tristeza, da angústia, do medo.

Nós não investigamos a natureza disso, onde se alicerçam e se fundamentam os nossos medos, os nossos conflitos, contradições, as desordens internas que trazemos. Não investigamos essa base, não compreendemos isso e queremos nos livrar, como se houvesse alguém para se livrar - esse é o equívoco! O que estamos insistindo aqui, com você, é nesta direta Verdade que se oculta para a maioria de nós: a Verdade presente sob o "eu", sob o "mim". É o ego a presença do conflito, é o ego a presença do sofrimento psíquico. Não existe esse ego e o sofrimento, o ego é o sofrimento! Não existe o ego e o medo, o ego é o medo! Sem a presença do ego não há medo. Você não pode ter medo de algo se esse "algo" não lhe aparece no pensamento. Se esse "algo" não lhe aparece no pensamento, ele permanece inexistente para você.

Assim, o sentido do "eu" vive daquilo que ele vê, daquilo que ele presencia do lado de fora, externamente. Assim, ele vive o seu medo, ele vive a sua angústia, as suas preocupações, os seus dilemas, conflitos e problemas. Não há uma separação entre você e o medo, entre você e o conflito, entre você e o dilema. A presença do dilema requer você presente, a presença do conflito requer você em conflito, e do medo, a presença de alguém. Não há tal coisa como uma separação. E como podemos tomar ciência disso? Escutando, ouvindo!

Não é alguém ouvindo a pessoa, há só o escutar; nesse escutar se revela esse princípio de separação entre a pessoa e seu conflito, entre a pessoa e seu medo, entre a pessoa e os seus dramas. Isso requer olhar, olhar e escutar - escutar é olhar! São essas reações que surgem a cada momento, no contexto das relações com o outro, com a vida e com nós mesmos. É aqui que está a coisa, é aqui que está o segredo, é aqui que está a possibilidade da compreensão para o fim do sofrimento psíquico. É aqui que está a compreensão para o fim do "eu", para o fim do ego. Se o ego não está presente, essa pessoa, esse "eu" não está. O "eu" é o ego, o ego é a pessoa, e se ela não está presente, não há medo, não há angústia, não há sofrimento psíquico.

Assim, a compreensão do sofrimento é o fim para o sofrimento, não é a teoria. As pessoas têm se debruçado sobre os livros, estudado muitos anos. Elas estudam sociologia, filosofia, psicologia, teologia. isso fica a nível de intelecto, apenas intelectualmente adquirimos uma formação. No entanto, isso não resolve! A base do nosso intelecto é condicionamento, é formação de estrutura de conhecimento aprendido. Aquilo que é aprendido, que está reservado como uma informação que trazemos, que nós temos, é algo dentro de um condicionamento.

O condicionamento é o conhecimento adquirido, que lhe permite agir a partir desse fundo - esse é o condicionamento. Não é do condicionamento que precisamos. colocando de outra forma, não é do condicionamento e da experiência. O que, de fato, precisamos, é de ciência, e ciência é compreensão, e compreensão é aqui e agora. Esse "compreender" nasce neste instante e desaparece neste instante. Não é o compreender para alguém compreender, é a compreensão! E a compreensão está presente quando essa mecânica de registro, que dá base a esse centro que é o "eu", o ego, a pessoa, não está mais presente.

É nisso que temos insistido aqui, com você: descubra a Realidade deste Ser, vá além do "eu", vá além do ego. Tome ciência a partir desse observar, desse escutar - isso requer a presença do Autoconhecimento, isso requer a presença da Meditação.

GC: Mestre, nós temos uma pergunta de um inscrito aqui no canal que fez o seguinte comentário: "Mestre, eu vivo em constante ansiedade e preocupação com o futuro. Como parar de viver preocupado com o futuro?"

MG: A sua pergunta é "Como se livrar do futuro, em razão das preocupações?". Compreenda a Verdade do pensamento; tenha muito claro, aí, a ciência do que é o pensar, de como o pensamento se estabelece, de como ele acontece aí, e você ficará livre de "alguém" presente que se ocupa com o futuro. A sua ocupação com o futuro é a ocupação do pensamento com o que irá acontecer, com o vir a ser, com o que irá surgir. É a presença do pensamento, um elemento em você, de registro de memória, algo que vem do passado. Todo pensamento em você é a memória, é a presença do passado. É o pensamento que se projeta, criando o futuro.

Observe como é interessante isso: o pensamento surge neste instante; neste instante não existe passado, neste instante não existe futuro. Quando ele surge neste instante, você é capturado! Você é capturado para ir ao passado, para viver novamente, mais uma vez, o que o pensamento representa. Esse "você" não se separa desse pensamento, ele é o próprio passado vivendo isso, mas isso está agora, aqui, acontecendo. Então, de fato, não existe nenhum passado. É o pensamento criando a sugestão do tempo, criando a sugestão de alguém, que é o pensador, que é você, vivendo ainda essa dor - algo que ocorreu no passado, mas isso está aqui, neste instante. Da mesma forma o pensamento se projeta para o futuro; ele é algo presente aqui, mas ele está se projetando para o futuro. Assim, ele cria o tempo: ele cria o passado e ele cria o futuro.

Não existe tal coisa como o passado, não há tal coisa como o futuro, o que temos presente é o pensamento. Assim, o pensamento cria essa estrutura, é a estrutura do pensar. A presença desse pensador está envolvida com essa estrutura, assim surge aqui que nós conhecemos por "pensar". O que nós conhecemos por "pensar" é alguém pensando - pensando no passado ou pensando no futuro, enquanto que, na realidade, não existe tal coisa como o passado, não existe tal coisa como o futuro.

Se fica claro para você o que é o pensamento aqui, você não se confunde com ele, porque há só o olhar, o perceber. Quando o pensamento surgir, não coloque "alguém", ou seja: fique ciente dele aqui, fique cônscio da presença do pensamento. Essa é a presença do conhecer a si mesmo, do conhecer a Verdade sobre você, sobre aquilo que se passa dentro de você, quando você apenas olha, quando apenas escuta isso, quando apenas toma ciência disso. Então, o sentido do "eu" não surge para viver de novo o passado e para se projetar no futuro.

Assim, é a presença dessa visão que rompe com a condição psicológica deste "eu", deste ego, e observe que, quando este "eu" não está, quando a pessoa, o pensador, não está, a vida se revela neste instante; e neste instante, não existe tal coisa como o futuro nem o passado. Isso requer essa qualidade de escutar, de perceber, de observar a vida do ponto de vista externo e interno. Olhar para este instante como ele acontece, internamente ou externamente, sem se envolver com isso é não colocar o experimentador, o pensador, o sentido de alguém presente. Então temos o fim da ilusão, o fim da ideia do tempo: passado, presente e futuro.

GC: Mestre, nós temos outra pergunta, de outro inscrito aqui no canal, que fez o seguinte comentário: "Estou com vários problemas em minha vida: financeiro, familiar. Como viver em paz, mesmo com problemas para resolver?"

MG: Repare o que você diz. você diz: "Tenho vários problemas na minha vida, problemas financeiros, familiares." ou seja, muitos problemas. Ao mesmo tempo, você pergunta: "Como viver em paz em meio a todos esses problemas?". Aqui o ponto é: tome ciência do que é o problema. Será que, de fato, temos muitos problemas, ou a base de todos os nossos problemas está em nosso estado interno de confusão mental, para lidar com assuntos tanto externos quanto internos? É exatamente o que estamos dizendo aqui, para você: todos esses problemas que nós temos são problemas que estão presentes na pessoa que somos. Qualquer exigência de paz é a projeção de uma imagem que o pensamento está produzindo sobre a paz é uma imaginação, uma crença.

Nós estamos vivendo dentro de ideais. Nós deixamos de olhar para aquilo que aqui está presente para olhar para aquilo que está lá longe, só que o que está lá longe é uma ideia, é um conceito, é uma imagem que o pensamento está produzindo. Observe que nós não fomos educados para nos aproximarmos da vida como ela é. O nosso modelo psicológico, a presença da mente egoica em nós, desta presença da pessoa, é algo que está sempre se projetando para o futuro. Nós vivemos ou no passado ou no futuro, arrependidos do que aconteceu, sem poder fazer nada com isso, mas projetando o futuro para tentar consertar alguma coisa, ou solucionar alguma coisa. Essa é a mente que conhecemos.

Será possível um contato direto, neste instante, com o problema, sem nos separarmos dele nesse ideal do que deveria ser? Será possível apenas estarmos com isso, olharmos diretamente para o problema? Se confrontar com o problema não é buscar um caminho para solucionar o problema, não é buscar um jeito, uma maneira para fugir do problema. Se confrontar com o problema é assumir a Verdade daquilo que está aqui, examinando, olhando de perto, e esse olhar requer que se descubra a Verdade sobre si mesmo. Apenas quando a mente está livre para observar o problema é que fica claro que esse problema não é, antes de tudo, um problema externo; é um problema que é, antes de tudo, um problema dentro de cada um de nós.

Enquanto psicologicamente, internamente, não houver Silêncio, Quietude, Paz, Serenidade e, portanto, Inteligência, não podemos, de fato, nos livrar dos problemas, porque não haverá Presença, Consciência, real Inteligência para lidar com isso. Mas aqui nós temos, ainda, um agravante: boa parte dos problemas que nós temos não são problemas para serem atendidos desta forma, porque não são problemas externos, são problemas internos. São problemas que estão presentes nesse sentido do "eu". Assim sendo, o próprio "eu", o próprio ego é o problema. Ele se separa, por exemplo, para lidar com o medo, com a raiva, com o ciúme, com a inveja. Não existe tal coisa como uma separação - isso é algo que o próprio "eu", o próprio ego, cria a partir do pensamento.

Então, o único e real problema que nós temos na vida, não está na vida, está em nós mesmos, na pessoa que nós somos, nesse sentido egoico. Você em sua Natureza Divina, que é a Natureza de Deus, aí não há problema. É a presença do pensamento, construindo um mundo à sua volta, se projetando a partir de conclusões, crenças, avaliações. é a presença do pensamento tentando mudar o que é, alterar o que é. Todo esse movimento nos afasta da compreensão daquilo que é para a Verdade além disso, para essa Verdade de Ser. A real aproximação da vida é a presença dessa Divina Inteligência, o que requer Autoconhecimento e a presença da Meditação. Quando isso está presente se revela algo além do "eu", além do ego, que é a Realidade Divina, que é a Realidade de Deus. E quando isso está presente não há problemas, a vida é como ela é!

A Realidade de Deus é a ciência deste Ser, é a Verdade de Ser, sem a ideia, sem a imaginação do "vir a ser". Então está presente a Realidade Suprema, a Realidade, a Verdade, e aqui não há problemas. É nisto que estamos trabalhando aqui, com você. Assumir a Verdade d'Aquilo que é você é Amor, Felicidade, Paz, Liberdade. não há problema aí, porque não há problema em Deus.

GC: Gratidão, Mestre, já fechou o nosso tempo. Gratidão por mais este videocast. E, para você que está acompanhando o videocast até o final e deseja realmente viver essas Verdades, fica o convite para participar dos encontros intensivos de final de semana que o Mestre Gualberto proporciona. Esses encontros são muito mais profundos do que estes vídeos aqui no YouTube. Primeiro porque o Mestre responde diretamente às nossas perguntas, e segundo e muito mais impactante, é que, pelo Mestre já viver nesse Estado Desperto de Consciência, Ele compartilha um campo de Presença à Sua volta - um campo de Energia de Poder e Graça. E, nesses encontros, a gente acaba pegando uma carona nesse campo de Presença do Mestre. E pegando essa carona, de maneira espontânea, sem nenhum esforço, nem nenhuma prática, entramos em Estado Meditativo, silenciamos nossas mentes e podemos ter uma compreensão real dos assuntos que são aqui tratados.

Então, fica o convite: no primeiro comentário, fixado, tem o link do WhatsApp para poder participar desses encontros. Além disso, já dá o like no vídeo e se inscreve no canal. E Mestre, mais uma vez, gratidão pelo videocast.

Outubro de 2025
Gravatá-PE
Mais informações

terça-feira, 21 de abril de 2026

Como alcançar a realidade desejada? | A vida livre do ego | O conflito dos desejos

Aqui, a velha pergunta é: "Como alcançar aquilo que desejamos?" Colocando de uma outra forma: como alcançar a realidade desejada? Notem que coisa interessante é o uso dessa expressão "realidade" dentro desse contexto, em uma frase como essa. O que na verdade nós sabemos sobre a realidade? O que é que nós chamamos de realidade?

Quando nós nos deparamos com a vida como ela acontece, nós estamos diante da Realidade. Mas qualquer pensamento sobre isso é uma sobreposição a essa Realidade. Essa sobreposição é uma ideia, é um pensamento, é uma opinião, uma conclusão, um conceito, uma projeção. Aqui, a palavra "projeção", como sinônimo de pensamento, fica muito claro, agora, sendo colocada nesse contexto, nessa frase, nessa expressão "como alcançar a realidade desejada pelo pensamento". É assim que estamos nos movimentando na vida.

Nós não temos ciência da vida como ela é. Nós temos uma ideia sobre como ela deveria ser, como ela poderia ter sido, como ela seria. Tudo isso está dentro dessa projeção, desse modelo, que é o modelo do pensamento presente em cada um de nós. Assim, qual será a verdade dessa ideia, desse movimento, dessa projeção do pensamento, chamada desejo? Quando é que você sente desejo? Ou quando você tem uma necessidade, uma real necessidade, porque há uma falta, ou quando você tem uma psicológica necessidade, na imaginação de uma falta.

A complexidade no ser humano - eu me refiro a essa psicológica complexidade em nós -, invariavelmente, nos coloca sempre nessa segunda alternativa. Nós não estamos lidando com necessidades reais, mas, sim, com necessidades imaginárias. Assim, o que nós chamamos de realidade, de desejos, são projeções do pensamento, dentro de supostas necessidades projetadas pelo "eu", pelo ego.

Veja como nós precisamos investigar isso cuidadosamente, pacientemente, ou passaremos uma vida inteira realizando desejos e saindo de um projeto para o outro, de uma realização para a outra, sem jamais tocar na Verdade da Realidade - estaremos sempre no movimento do pensamento. Qual será a verdade sobre o desejo? A verdade sobre o desejo é que você deseja com base em uma imagem. Quando você vê um objeto, você o deseja se ele é bonito, e você o rejeita se ele lhe produz um sentimento ou uma sensação de asco, de rejeição.

O movimento do pensamento presente em nós é de acolher, querer mais e buscar constantemente mais e mais do prazer, e rejeitar, rechaçar, afastar mais e mais da dor. Esse comportamento em nós têm dois aspectos também, assim como a presença do desejo. O desejo pode ser por uma necessidade: se você sente fome, você deseja comida, se você sente sede, você deseja beber. A bebida, que é a água, é o que resolve a questão da sede. Mas você pode tomar qualquer outra bebida quando também sente sede; essa outra bebida já não é a necessidade da água, é a psicológica necessidade de uma satisfação de prazer.

Nós temos em esse movimento, um movimento da necessidade, da busca do preenchimento de uma necessidade natural, orgânica, física, ou mesmo uma necessidade de transporte. Se você tem que sair de uma cidade para outra, você não pode ir caminhando, você precisa de um veículo. Nesse momento, você opta, você escolhe: se você quer chegar mais rápido, você vai de avião. Então, é natural desejar um voo, porque você precisa de um voo, e você tem um horário, então você sabe que em um voo o seu tempo de viagem é menor.

Então, nós temos uma qualidade de desejo com base em uma necessidade e temos uma qualidade de desejo com base no pensamento, porque é exatamente no pensamento que guardamos a sensação do prazer naquele desejo. Ao se lembrar de alguma coisa, o próprio pensamento carrega uma sensação com ele, e é o próprio pensamento que liga aquilo do qual você se lembra a essa sensação de prazer que você já sentiu no passado. Reparem que é sempre um jogo do pensamento.

A memória do prazer, da sensação, é o pensamento. A imagem que você vê lá, fisicamente, está sendo tocada aqui, psicologicamente, pelo pensamento. Então, a sensação surge de novo, é uma memória, é uma lembrança. Para quem surge essa lembrança, essa memória, essa sensação? A resposta é: para mim. Mas o que é esse "mim"? Quem é você? Um conjunto de memórias, um conjunto de lembranças, um conjunto de sensações. Assim, estamos diante de um jogo, que é o jogo do pensamento.

O pensamento diz aí: "você - notem, esse você é o "eu", é o "mim", que é um pensamento - será feliz, você encontrará o amor, você encontrará a satisfação, você encontrará o preenchimento"; e o que ocorre, na realidade, é que nenhum desejo, nesse aspecto psicológico, lhe dá, de fato, o fim para essa psicológica condição de insatisfação, lhe dá, de fato, a presença do Amor, lhe dá, de fato, a Felicidade. Tudo o que o movimento do pensamento faz é sustentar a sua continuidade se projetando no futuro; ele precisa da continuidade, ele precisa da projeção.

Então, todo o desejo não só rompe com a insatisfação, com a incompletude, como reforça ainda mais esse sentido do pensamento, nesse formato do "eu", desse "mim", desse ego, em busca de continuidade. Essa busca de continuidade, essa busca de mais sensação é a presença do sofrimento. Aqui estamos investigando a verdade da vida nesse instante, e estamos também nos perguntando se é possível, nesse momento, assumirmos a Realidade da Vida como ela acontece, sem essa ilusória presença desse "eu", que não é outra coisa a não ser o pensamento se projetando dentro da própria imaginação, em uma ilusão de conquista, de completude, amor, felicidade e satisfação, nessa forma do desejo.

O contato com a vida nesse momento é Alegria, é Completude, é Amor, é Paz, é Felicidade quando o pensamento não está, quando essa projeção não se encontra, quando o desejo, que é essa ânsia por mais, lincada a essa sensação de prazer, não está mais presente. Então, estamos diante de algo novo, que se mostra presente quando o pensamento não está, uma vez que o pensamento é o elemento principal de tudo isso. Assim, podemos ter um contato com a vida nesse momento, mas sem esse sofrimento que o pensamento causa, em razão dessa ânsia por mais e mais e mais?

Será possível olhar para algo, para alguém, para um carro bonito, para uma casa bonita, para um rosto bonito, para um corpo bonito, para algo que traz, sim, a memória, a lembrança e, naturalmente, a sensação. Veja, a sensação, a memória, a lembrança é de prazer com aquela experiência, com aquele objeto, com aquela dada situação. Mas é possível, nesse momento, não colocar esse elemento, que é o pensamento, na sensação, no prazer, nessa experiência? Reparem, isso é o fim do passado, isso é o fim desse elemento que vem do passado, que é o pensamento.

Será possível ficarmos apenas com a sensação? Porque, sem o elemento, que é o pensamento, não haverá projeção, não haverá essa continuidade do desejo. Então, aquilo que chamamos aqui de sensação ou prazer, não se sustenta. Se isso não se sustenta, o desejo não se estabelece. Então ficamos com o momento, com aquele rosto bonito, com aquele corpo bonito, com aquele carro bonito, aquela casa bonita, conseguimos perceber como é bonito aquela pessoa no palco cantando, mas não haverá a inveja, porque não haverá esse elemento, que é o pensamento, criando a comparação, criando essa imagem "eu poderia estar lá também, eu poderia ser alguém tão importante, ou alguém tão bonito quanto ele ou ela, naquele lugar".

Se o pensamento não está, nós temos o fim do desejo, porque temos o fim da comparação, temos o fim da inveja, temos o fim, também, do medo. Porque quando temos a presença do desejo, reparem, existe também oculto ali a presença do medo de um dia não alcançar aquela fama, de um dia não conseguir chegar lá onde ele ou ela chegou. Reparem, é a comparação a base do medo, a base do desejo. Tudo isso se sustenta criando essa identidade, que é o "eu", aqui, nesse instante, se projetando nessa ambição, nessa inveja, nesse desejo, nesse medo.

Notem que coisa importante temos aqui: a presença do desejo carrega o medo; além disso, a presença do desejo carrega a contradição. A contradição presente no desejo é a presença do sofrimento. Quando você deseja alguma coisa e sabe que aquilo você não pode ter, isso lhe causa medo.

Ao querer alguma coisa que sabe que não deve ter, não pode ter, porque isso não é ético, porque não é moral, porque não está certo, mas, reparem, o desejo está presente, mas está presente também um elemento em você, que é esse "eu", esse sensor, que diz: "você não pode ter aquilo, porque isso vai causar problema para você". Então, esse estado é o estado interno do "eu", do ego, em contradição. Veja, temos no desejo a presença do sofrimento.

Então, notem isso: quando o desejo está presente - eu me refiro a essa condição psicológica do desejo, não aquele desejo simples, natural, de um voo ou de comida quando você tem fome, ou mesmo de comprar um carro quando você tem o dinheiro; eu me refiro ao desejo conflituoso, ao desejo que gera conflito, que é o desejo psicológico -, haverá conflito, porque teremos presente a ambição, a inveja, a contradição, ou o medo.

Reparem o problema que o desejo, essa qualidade de desejo que o ego conhece, produz em cada um de nós, nesse "mim", nesse "eu", sendo o desejo o próprio pensamento, sendo o pensamento o próprio "eu", esse "mim", esse elemento que vem do passado. Aqui estamos, com você, investigando tudo isso, lhe dizendo que a vida é possível livre do ego, livre do "eu" e, portanto, livre da questão dessa qualidade de desejo onde o sentido do "eu", onde o sentido do ego, está presente, sendo ele a base para tudo isso. Um encontro com a Realidade da Vida nesse momento é a Liberdade de uma resposta para esse instante livre do passado.

Aqui estamos dizendo para você que a Felicidade já está presente quando o sentido do "eu", do ego, não está, e todo o seu contato com a vida é de Amor, é de Paz, é de Felicidade, é de Beleza, porque esse elemento, que é o pensamento, que vem do passado, que cria essa psicológica condição de ambição, inveja, comparação, desejo, não está mais presente. Então temos aqui a Verdade Divina se Revelando, que é a Verdade do seu Ser. Isso é o fim do passado, é o fim do tempo, é o fim do "eu".

Assim, estamos trabalhando juntos isso aqui com você. A Vida Real é a vida livre do "eu", livre do ego. Então há Beleza, Graça, Amor, Felicidade n'Aquilo que é Você em seu Ser, aqui e agora. Nós temos encontros online aqui nos finais de semana, onde estamos trabalhando isso com você. Sábado e domingo estamos juntos: são dois dias em um encontro online. Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Abril de 2025
Gravatá-PE
Mais informações

quinta-feira, 16 de abril de 2026

O que é o pensamento? | Como alcançar a realidade desejada? | Tempo psicológico e cronológico

Na vida, nós temos que ter uma aproximação inteiramente nova. De outra forma, continuaremos dentro de diversas ilusões criadas, alimentadas e sustentadas pelo pensamento e, no final, isso irá sempre resultar em alguma forma de problema, de desordem, confusão e sofrimento. Por exemplo, nós temos essa procura, essa busca, essa intenção de encontrar alguma coisa que nós idealizamos. Notem que essa idealização nesse projeto é uma idealização do pensamento, quando, por exemplo, estamos procurando encontrar essa realidade que desejamos.

Assim, as pessoas perguntam: "Como alcançar a realidade desejada?" Antes de tudo, o que é essa realidade? Não é ela uma projeção do pensamento? O que nós sabemos, de verdade, sobre a realidade que, de fato, nós precisamos para essa completude, para essa felicidade? Nós não sabemos nada sobre felicidade. O que temos são projetos, ideias, crenças do que isso representa, do que isso significa.

A forma como nós nos organizamos na vida é a forma programada pelo contexto cultural, pelo contexto da sociedade. Assim, nós acreditamos que ser feliz, por exemplo, é ter bens materiais. Quanto mais temos coisas, maior a possibilidade de conforto, maior a possibilidade de destaque e posição dentro do contexto da sociedade. Mas notem: isso não é a Realidade da Felicidade, mas nós estamos confundindo isso com realização.

Não existe nada que você realize externamente que possa lhe dar internamente a Verdade da Paz, dessa Paz interna, dessa Paz interior. "Como alcançar a Paz interior?" Provavelmente não é realizando desejos, embora essa procura por essas realizações nos dê essa fantasia; a fantasia de encontrarmos no conforto dos bens materiais ou na suposta segurança de todos esses recursos financeiros que conseguimos, essa liberdade, essa estabilidade, essa segurança.

Aqui estamos, com você, investigando a natureza do pensamento. Qual é a verdade sobre aquilo que projetamos como ideal para as nossas vidas? Tudo aquilo que projetamos só pode ser projetado a partir de um princípio e de um programa ou fórmula. Esse programa, fórmula e princípio é o pensamento. É sempre o pensamento lhe mostrando aquilo que você "precisa" - aquilo que, na realidade, você acredita precisar. É isso que nós temos chamado de realidade desejada.

Nós estamos visualizando isso; então, existem técnicas de visualização da realidade desejada, existem técnicas de meditação para alcançar a felicidade desejada, existem ferramentas utilizadas nesta direção. Tudo isso envolve a presença do pensamento, tudo isso envolve o modelo da própria mente para alcançar aquilo que ela imagina que irá lhe completar, que irá lhe fazer feliz.

Qual será a verdade sobre o desejo? Quando você vê um objeto e você o deseja é porque você já teve alguma experiência no passado com ele, e ele lhe conferiu algum nível de satisfação, algum nível de prazer, e assim você o deseja novamente. Então, basicamente, o que é o desejo? O desejo em nós é a busca do prazer. Nós só buscamos ou desejamos aquilo que nos concede algum nível de prazer, aquilo que nos favorece esse estado sentimental, emocional de satisfação no prazer.

Assim, a base que sustenta a busca do desejo é o prazer. Mas o prazer é somente isso: a presença da lembrança, a presença da memória de uma satisfação obtida no passado. Agora, toda a satisfação termina em insatisfação. Aquilo que lhe satisfaz nesse instante, daqui a pouco não lhe satisfaz mais - assim são os prazeres, assim são as realizações.

Então nós já temos aqui algumas coisas. A primeira delas é a presença do prazer. Mas a presença do prazer requer a lembrança, a memória, o pensamento do prazer. A vida do ser humano gira em torno dessa busca; ele não sabe o que é a Realidade, ele projeta essa realidade desejada. A realidade que ele deseja é a realidade do prazer. Esse prazer é a memória, é a lembrança de uma satisfação, de um preenchimento temporário que ele teve.

Reparem a importância dessa compreensão. Tudo o que estamos fazendo na vida não é para o encontro da Felicidade, é para o encontro do prazer, da satisfação, e isso sempre será algo momentâneo. O nível de satisfação que se tira do prazer, uma vez que ele foi alcançado pelo desejo, é uma satisfação que logo se mostra insuficiente. A continuidade da vida do "eu" é a continuidade do movimento do desejo.

Nós precisamos descobrir a vida como ela acontece, tendo exatamente tudo o que ela tem, nesse sentido real de Ser um com a própria Vida. Então haverá uma completude, um nível de realização que nós desconhecemos. Nós desconhecemos esse nível de completude e realização porque nós estamos vivendo no pensamento.

Então, já tocamos aqui com você nessa questão do desejo, mas notem que um outro elemento sempre presente, como o outro lado da moeda do desejo, é a presença do medo. Você deseja algo, mas há dentro desse próprio desejo uma certa ansiedade de não alcançar, de não obter, de não conquistar: isso é medo. A busca de alguma coisa carrega uma expectativa, mesmo que velada e oculta, de que talvez aquilo não aconteça. E nenhuma certeza intelectual é convicção suficiente para eliminar a presença do medo.

Nós temos que investigar isso, colocar a nossa mente e o nosso coração para aprofundar essas questões. Aqui, juntos, estamos investigando como, nesta vida, realizar a Verdade da Felicidade, da Completude de sua Natureza Essencial, que é a Natureza Divina, que é a Natureza de Deus. Essa interna Natureza, essa verdadeira, oculta e misteriosa Natureza do seu Ser é a própria presença da Felicidade.

Assim, a Realização nesta vida não é a realização dessa, assim chamada, realidade desejada, mas é a ciência da Verdade da Realidade. A Realidade é algo que está além dos desejos, do prazer, do pensamento e, naturalmente, do medo. Aqui estamos juntos investigando a Verdade do Florescer do seu Ser, da Verdade sobre Você, assim, o descarte desse modelo do pensamento.

Por isso que estamos aqui perguntando também para você: o que é esse pensamento? Já que acabamos de perceber aqui, juntos, que essa assim chamada realidade desejada é algo que você pode visualizar, que você pode idealizar. Se pode idealizar e visualizar, isso faz parte do pensamento. Mas o que é o pensamento? Todo o pensamento presente em nós é o registro de uma memória, de uma lembrança, de algo que faz parte daquilo que se conhece nesse contexto dessa consciência.

Aquilo que temos chamado de consciência em nós, ou a mente em nós, é a presença dessa ciência do movimento do pensamento. É interessante aqui usarmos a palavra "ciência" desse movimento do pensamento, porque a grande verdade sobre isso é que todo esse processo ocorre de uma forma completamente mecânica, automática e inconsciente.

Nós não temos qualquer real ciência do que é o pensamento e do que é esse movimento presente em nós. Apenas nos damos conta dessa assim chamada consciência do "eu", dessa mente em nós, quando algum nível de sofrimento ou desconforto acontece; é quando nos damos conta de que nós existimos como alguém tendo essa mente, tendo esta consciência.

Quando você, por exemplo, está preocupado, você se dá conta de si mesmo, de que está sofrendo. Você se dá conta de si mesmo quando está triste, ansioso, deprimido. É quando você tem essa assim chamada consciência do "eu" ou essa mente pessoal, essa mente do "eu"; é quando você se dá conta de existir como alguém, e é exatamente quando sofre.

Porque, em geral, nós passamos pela vida sobrecarregados de pensamentos e diversas formas de complicações, sem mesmo nos darmos conta de que estamos sofrendo. Em geral, boa parte desse tempo - mesmo quando estamos envolvidos com algum nível de sofrimento - nós ocupamos para fugir dessa dor e, assim, não nos damos conta de que existimos como alguém que sofre, porque há sempre um expediente ou outro expediente de fuga dessa psicológica dor, que é a dor do "eu", do ego, desse "mim".

Assim, qual será a verdade sobre o pensamento? Porque é o pensamento que está projetando esses desejos. A verdade sobre o pensamento é que o pensamento em nós é um movimento que vem do passado, é só uma memória, uma lembrança, uma imagem que ele traz. É ele que se projeta idealizando isso, objetivando isso, sonhando sobre isso. É o próprio pensamento que visualiza, a partir desse "eu", que ainda é o pensamento - não existe qualquer separação entre o pensamento e esse pensador; esse pensador é o próprio pensamento - aquilo que ele deseja e espera encontrar em algum momento.

Essa projeção no futuro para alcançar está dentro dessa visão de um futuro criado pelo pensamento. Não existe tal coisa como o futuro, não existe tal coisa como o passado. Nós temos a vida neste instante. Esse assim chamado passado ou futuro é algo que o pensamento está produzindo. Assim, nós temos toda essa noção de tempo para alcançar.

Aqui eu tenho tocado com você na diferença entre o tempo cronológico e o tempo psicológico. Nós precisamos do tempo cronológico. Para uma fala como essa, de alguns minutos, nós estamos fazendo uso do tempo; é uma fala que está ocorrendo no tempo cronológico. Nesse nível, o tempo está presente.

O tempo cronológico não pode ser negado dentro desse contexto deste sonho de existência humana, para realizações práticas e objetivas na vida. Então, nós temos a presença do tempo cronológico. Mas não existe tal coisa como esse tempo psicológico. Não existe esse "amanhã psicológico", esse "futuro psicológico" para ser feliz, para ter Amor, para ter Paz, Liberdade, Inteligência, Verdade, Deus. Nada disso que acabamos de colocar se encontra no tempo.

A Realidade da Felicidade é algo presente, não está dentro dessa desejada realidade, ou realidade desejada. A Felicidade é a Realidade aqui, nesse instante. O Amor é a Realidade aqui, nesse instante. A Paz é a Realidade aqui, nesse instante. Deus é a Realidade aqui, nesse instante. Aqui estamos diante de Algo que está fora do pensamento e, naturalmente, fora desse tempo psicológico, uma vez que o pensamento é o tempo. É apenas o passado, nesse instante, buscando a continuidade de um futuro que ele imagina.

Assim, a presença do pensamento é a presença do tempo. Sem a presença do pensamento, não existe o pensador, não existe esse "eu", não existe esse elemento presente, que é esse "mim", essa pessoa, na ideia de encontrar o prazer, o preenchimento e a satisfação em algum desejo, em alguma realização do pensamento.

Aqui, esse encontro com a Realidade Divina, que é a Realidade deste Ser que é Você em sua Natureza Real, é exatamente o fim do pensamento, é o fim do tempo. Assim, nós temos a presença do tempo psicológico e o tempo cronológico. No tempo cronológico, as coisas acontecem, mas no tempo psicológico, o pensamento imagina coisas acontecendo. Então, nós estamos sempre vivendo, no pensamento, nessa diretriz da busca do prazer e da fuga da dor.

A presença do prazer, nós idealizamos como essa assim chamada realidade desejada; mas queremos também fugir da dor, queremos escapar do medo, e não percebemos que todo esse movimento de busca é o movimento do próprio pensamento sustentando o prazer e a dor, o desejo e o medo.

Um encontro com a Realidade Divina, com a Verdade do seu Ser, é a ciência de sua Natureza Essencial, é a Beleza da Vida, é a Beleza do Amor, é a Beleza de Deus. Realizar Isso nesta vida é realmente descobrir a verdade sobre essa ilusão, que é a ilusão do pensamento com todas essas projeções de realizações externas e supostas segurança nestas realizações. A Vida é esse grande Mistério, e uma resposta direta para a vida é a ciência da própria Vida nesta Completude, nesta Real Felicidade do seu Ser.

Portanto, nesses encontros aqui nos finais de semana, sábado e domingo, nós estamos aprofundando e trabalhando esses assuntos com você. São dois dias em um encontro online, onde podemos investigar isso, aprofundar isso. Então, fica aqui um convite para você. Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Abril de 2025
Gravatá-PE
Mais informações

terça-feira, 14 de abril de 2026

O que é liberdade na psicologia? O que é liberdade? Liberdade psicológica. Ego: um falso centro.

Você já se deu conta da importância que você dá na sua vida para essa questão da liberdade? O que é liberdade? Quando você procura um espaço, esse espaço precisa ser amplo. Toda a noção que temos de conforto em um espaço é dele ser amplo. Quando você entra em um quarto, a ideia de conforto nesse quarto não consiste apenas no que está ali naquele quarto, mas no espaço presente nesse quarto. A primeira descrição sua é: "olha, era um quarto bem grande; ou: era uma sala muito espaçosa".

Nós sempre procuramos, na vida, conforto, e espaço é parte desse conforto. E por que apreciamos tanto o espaço? Uma piscina grande, um quarto grande, uma sala grande, um banheiro grande. Por que não nos contentamos com lugares estreitos e apertados? Porque nós queremos liberdade para se mover, para fazer as coisas. Assim, o que é liberdade? Liberdade é a presença do espaço. Quando você tem liberdade, você pode fazer as coisas, você tem condições de realizar coisas que você não tem em um lugar estreito e apertado, porque agora, aqui, você tem espaço.

Quando você está estressado, internamente você está sem espaço. O estado de depressão, por exemplo, é um estado de sofrimento presente, muito comum no ser humano, e ele se vê em um aperto; ele está imprensado, apertado, a condição é de aperto. Quando você está estressado, você está sem espaço. Quando as pessoas viajam para espairecer, elas querem espaço. Esse "relaxar" é se esticar, é ter espaço. Nós precisamos, internamente, de espaço. A base para uma vida livre é a presença do espaço.

Aqui, com você, nós estamos investigando a revelação de uma vida onde está presença essa Liberdade. Então, o que é Liberdade? É simples: Liberdade é espaço, onde você pode relaxar, onde você pode ser feliz, onde você pode conhecer o Amor. Se não há Liberdade, nós não temos a possibilidade desse "relaxar", dessa Paz, desse Amor. Podemos, nesta vida, realizar a Liberdade? Não essa liberdade física, que também é importante, mas, antes de tudo, essa interna Liberdade psicológica.

Então, o que é Liberdade em psicologia? Veja, não no aspecto teórico, de um estudo de psicologia a respeito da liberdade, mas aqui eu me refiro, internamente; porque internamente todo esse processo em nós, chamado de consciência, é um processo psicológico, que pode estar em confusão, em desordem, em aflição, em conflito, em sofrimento, sem qualquer liberdade. Então, o que é a Verdade dessa Liberdade interna, desta Liberdade psicológica? É a mente livre dessa complexidade que é o "eu", dessa complexidade que é o "ego".

A condição dessa egoidentidade é a condição da estreiteza, da limitação, da ausência do Amor. O que estamos juntos fazendo aqui nesses encontros? Estamos tratando com você da Verdade sobre essa Liberdade psicológica, que é a Liberação, nesta vida, desse sentido do "ego", desse sentido do "eu", que é essa visão de separação que está presente quando o pensamento afirma existir aí, dentro de você, como sendo uma identidade presente, que é esse pensador, esse experimentador, esse "mim", essa "pessoa".

Aqui, a nossa colocação é desafiadora, porque estamos dizendo que isso não é real. Isso se mostra verdadeiro em razão da confusão em que nós nos encontramos psicologicamente, internamente, porque não investigamos a natureza desse "mim", dessa "pessoa". Nós não percebemos isso ainda, não temos clareza sobre isso ainda, de que todo esse movimento interno, chamado consciência, que é a consciência desse "mim", é um conjunto de memórias, de lembranças, de história, algo que está presente em razão de todas as experiências pelas quais passamos e que o cérebro registrou nesse formato de recordação, de lembrança, de memória psicológica. Isso está dando vida a uma ilusória identidade.

Quando você afirma a pessoa que você é, dentro dos comportamentos e respostas de reações de sentimentos, de emoções e pensamentos, você está lidando apenas com uma imaginação do próprio pensamento-sentimento. Essa base de existência é uma base de processo de repetição de condicionamento mental, de condicionamento que nós chamamos de consciência. Investigar a natureza do "eu" é se dar conta dessa consciência egoica, dessa consciência que se vê separada da vida, que se vê como sendo o pensador, o experimentador, o observador de tudo o que ocorre, de tudo o que acontece.

Então, estamos nos situando a partir de um centro que é um falso centro. A partir desse centro, estamos tendo experiências. Portanto, esse "ego" é um falso centro. A partir desse centro, que é o "eu", o "ego", nós estamos vivendo constantes momentos onde o pensamento é o elemento que está norteando todo esse processo de acontecimentos, assim são as nossas ações. Toda a forma de comportamento que temos são meras atividades egoicas, meras atividades egocêntricas. Enquanto isso se mantém, não há Liberdade, porque há um espaço entre esse centro e essa periferia.

Quando você olha para um objeto, você percebe que em torno dele há um espaço. Quando você vê um objeto, você só vê esse objeto porque ele está no espaço. Você não se dá conta do espaço ao seu redor, ao redor desse objeto, mas ele está ali. Você não se dá conta da presença do espaço, você se dá conta do objeto, mas lá está o espaço; é um espaço em volta do objeto. Entre esse objeto e a presença desse espaço, nós temos uma condição; o que quer que ocorra em torno desse objeto estará ocorrendo em torno desse espaço limitado pelo objeto.

Aquilo que nós conhecemos por espaço entre você e um objeto, há um espaço. Você é o centro da experiência, o objeto é parte da experiência. Entre você e esse objeto há um espaço, e nesse espaço acontecem coisas. Aqui, juntos, estamos investigando essa questão, também, do espaço, da presença de um espaço livre desse centro, que é esse centro falso - o ego é esse centro. Haverá um espaço livre desse centro? Aqui estamos dizendo que esse espaço é o único espaço onde está presente a Verdade da Liberdade.

Enquanto houver essa limitação de espaço, ou seja, o espaço a partir de um centro, não haverá Liberdade. Quando temos a presença de um espaço sem o centro, temos a presença da Liberdade. É isso que estamos juntos, aqui, investigando, a Verdade desse espaço sem o centro, a Verdade de uma Liberdade ilimitada, algo que está presente e, no entanto, permanece desconhecida. Me refiro a essa Liberdade de Deus, a essa Liberdade de Ser, a essa Liberdade da Verdade desta Consciência Divina. Esta Consciência Real é a Consciência de Deus, n'Ela há esse espaço, esse ilimitado espaço deste Ser.

Assim, o que é a Liberdade? A Liberdade é a presença desse espaço. A Verdade d'Aquilo que é Você em sua Natureza Real, em sua Natureza Verdadeira, é Aquilo que está presente quando o modelo do pensador, do experimentador, o modelo do "eu" não está. Então, atender à vida como ela acontece - sendo a Vida a própria Realidade deste Ser - é a verdadeira ação, é a ação que não nasce do passado, que não nasce desse centro, que não nasce desse "eu".

Podemos lidar com esse momento sem o passado? O passado é o centro, o passado é o movimento conhecido, o passado é o movimento do pensamento, da memória, da lembrança; isso nos dá a ilusão de algo se processando nesse instante, que é o presente, indo em direção ao futuro. Toda essa noção do "eu", do "ego", é uma noção de vida que ocorre entre o passado e o futuro. Essa é a limitação do centro, essa é a limitação do "ego", esse é o espaço. Tudo aquilo que ocorre dentro dessa limitação de espaço para esse centro que é o "eu", o "ego", ocorre entre esse, assim chamado, passado, presente e futuro.

Aqui, a compreensão da Realidade Divina, da Realidade de Deus, é a Verdade que está fora do tempo. Apenas quando a Verdade deste Ser se revela, essa vida, agora, não é mais a vida do "ego", não é mais a vida desse "eu". Compreender que a vida desse "eu" é uma sugestão dada pelo pensamento, não é a Real Vida do seu Ser. Como seres humanos, nós podemos ter uma vida longa, mas essa vida longa a partir da ideia de uma entidade presente na experiência, de um pensador presente nos pensamentos, de alguém vivendo essa ideia de uma identidade localizada no tempo, nessa ideia de passado, presente e futuro, por mais aparentemente bem sucedida, feliz e realizada que seja, ela é ainda uma ilusória vida.

A Real Vida é a Vida de Deus, a Real Vida em Sabedoria, em Amor, em Felicidade, onde está presente a Realidade da verdadeira Liberdade. Aqui, esse encontro com o momento, sem a ideia de alguém presente nesse encontro, é o constatar da Vida livre desse "mim". Assim, podemos ter um contato real desse momento sem o passado? Sem essa ideia de presente? E sem essa crença de futuro? O contato com esse instante, livre de todo esse modelo do pensamento, é a aproximação da Realidade, da Verdade da Liberdade.

Então, o que é Liberdade? A Liberdade é a vida livre desse "mi"m, desse falso centro. Isso é algo presente nessa Ciência de Deus, isso é algo presente nessa Verdade sobre Você, quando o sentido do "eu" não está, quando a ilusão de um pensador, de um experimentador, de alguém que olha a partir de ideias, não está mais presente. Tudo o que estamos juntos, aqui, aprofundando com você diz respeito a como se aproximar disso, como se aproximar desse Natural Estado de Ser, que é a Realidade da Liberação, que é a Verdade sobre esta Liberdade Divina. Alguns chamam isso de o Despertar da Consciência ou Iluminação Espiritual. É a Ciência de que há uma única Realidade presente, e a Vida consiste nesta Realidade.

Então, aquilo que é a Verdade sobre Você é a Verdade sobre a Vida, é a Verdade sobre o outro, é a Realidade sobre Deus. Aqui, nesses encontros online nos finais de semana, nós temos dois dias juntos, sábado e domingo, onde estamos com você aprofundando essas questões, porque realizar Isso nesta vida é a coisa mais importante; na verdade, é a única coisa que importa. Quando Isso está presente, a vida flui em Alegria, em Amor, em Beleza, em Graça, em Sabedoria. Assim, são dois dias juntos: sábado e domingo. Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Abril de 2025
Gravatá-PE
Mais informações

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Sofrimento psíquico | Sofrimento humano | O tempo psicológico | Como lidar com ego ferido?

Presentes aqui, nesses encontros, nós nos deparamos com uma oportunidade de investigar essas questões, que são as questões relativas a esse "eu". Esse "eu" é sinônimo de pessoa: a pessoa como você pensa ser, como você sente ser, a pessoa que outros estão vendo quando lidam com você, sentindo quando lidam com você e, também, com elas mesmas - essa é a pessoa.

É interessante a expressão "pessoa". Nós falamos dessa pessoa que nós somos, como se, de fato, isso fosse toda a realidade sobre nós. Nós falamos assim porque nós desconhecemos essa Verdade. A palavra "pessoa" vem de persona, do latim, é uma máscara. Aquelas máscaras usadas no teatro são essas personas, daí as palavras "personalidade" ou "pessoa". Assim, qual será a verdade sobre você? É isso que estamos com você, aqui, investigando.

Há uma Realidade presente e há uma verdade se mostrando. A verdade que se mostra é a pessoa, é a máscara, é esse personagem; enquanto que, uma Realidade presente, desconhecida, também está aqui. O nosso trabalho juntos aqui consiste nessa constatação dessa Realidade, mas isso requer a investigação da verdade que nós somos como pessoas. Todo o nosso trabalho aqui consiste em investigarmos essas questões relativas a essa "pessoa".

É bastante interessante essa compreensão da Verdade sobre nós, porque isso representa o fim para o sofrimento psíquico. Eu não me refiro a essa dor física em razão de um problema de enfermidade; sim, essa é uma forma de sofrimento, mas não é disso que tratamos aqui. Nós aqui estamos investigando a verdade da pessoa, que é a natureza desse "eu", aquilo que somos porque demonstramos ser, porque está presente aqui, nesse instante.

A visão direta dessa pessoa, a compreensão direta sobre esse personagem, é o fim dessa ilusória entidade presente, como uma máscara. Nós temos um modo de representar a vida, também, a partir de imagens, de representações mentais, de símbolos, de ideias e de conceitos. Toda essa aproximação que temos da vida nesse formato, com base nessa máscara, com base nesse personagem é um equívoco. Nós nos encontramos dentro de uma ilusão.

A forma como representamos a vida, vendo o que a vida representa para esse "mim", para esse "eu", para essa "pessoa", a vida como ela representa, o que ela significa, a verdade sobre ela, vista a partir desse pensamento presente em nós, é um olhar a partir dessas imagens, desses símbolos, dessas ideias. Aqui, juntos, nós estamos investigando a questão do Despertar da Consciência.

E por que a expressão "o Despertar da Consciência"? Esse Despertar da Consciência Espiritual, dessa Consciência Divina, dessa Consciência de Ser, é o contato com a Realidade da Vida, sem imagens, sem máscaras. É isso que nos coloca na vida sem qualquer separação entre aquilo que realmente nós somos, que é essa Realidade, que está presente e que se mantém oculta, e a própria Vida. É isso que nós estamos aqui com você investigando, aprofundando.

Precisamos compreender aquilo que nós somos, porque isso representa o fim desse sofrimento humano, desse sofrimento psíquico. Um elemento básico nesse modelo do pensamento presente em nós, que traz esses símbolos, essas representações mentais, essas ideias, esses conceitos, essas imagens, é a presença do tempo. Nós não estamos lidando com a vida nesse instante, nós estamos lidando com o pensamento sobre a vida, nesse instante.

Nós estamos vivendo de símbolos, de representações de ideias, e isso nos situa em um movimento, nesse contato com esse instante, a partir do pensamento. Assim, a verdade sobre o pensamento, a compreensão do pensamento, a perfeita visão do lugar do pensamento nas nossas vidas é algo fundamental, uma vez que o pensamento é um elemento presente aqui, que vem do passado, e esse passado está no tempo.

As experiências pelas quais você passou são experiências registradas, se assentando em uma lembrança, em uma memória; essa memória é o pensamento. Assim, como lidar com o pensamento? Por que precisamos conhecer o pensamento? Porque o pensamento em nós é o elemento que sustenta esse tempo, esse tempo que é o tempo criado por ele. Perceba que o que nós conhecemos como tempo é o pensamento.

Quando você me conta de algo que aconteceu, isso aconteceu no tempo, mas esse tempo não está separado do pensamento. Não haveria qualquer acontecimento para ser lembrado, sem a presença do pensamento; e não haveria qualquer passado, sem a ideia do que foi, do que aconteceu. Portanto, a presença do tempo é a presença do pensamento.

A nossa vida psicológica é uma vida em desordem, em confusão, em conflito, em contradição, porque estamos vivendo no tempo. Ou nós estamos lidando com o passado ou estamos lidando com o futuro. Assim, do ponto de vista psicológico, o pensamento é o tempo. Não há qualquer tempo psicológico sem a presença do pensamento, e quando o pensamento surge, ele surge nesse tempo.

Enquanto não eliminarmos de nossas vidas esse elemento, que é o tempo, que está sempre envolvido no que foi ou no que poderá ser, no que teria sido e no que será, nós continuaremos em algum tipo de conflito, de desordem, de confusão e sofrimento, porque a presença do tempo é a presença da imaginação do que foi e do que será.

Quando você sente medo é a presença do pensamento. É o pensamento que lhe fala de algo que poderá lhe acontecer, ruim para você. Sem a presença do pensamento não haveria esse futuro. Assim, a presença do tempo é a presença do pensamento; a presença do pensamento, a presença do tempo é a presença do sofrimento. É o sofrimento que o pensamento cria, é o sofrimento que o pensamento projeta, é o pensamento que coloca a presença dessa pessoa naquele contexto daquele momento no futuro.

O que é exatamente essa pessoa? Essa pessoa é uma representação mental, essa pessoa é uma ideia. Não existe tal pessoa aqui, nesse instante. Para que essa pessoa surja, o pensamento precisa aparecer. O pensamento é, em você, exatamente a ideia desse personagem.

Quando eu lhe pergunto o seu nome, o seu nome não é você. Quando eu lhe pergunto sua idade, sua idade não é você, sua história não é você. Quando eu pergunto como você se sente, esse sentimento não é você, essa emoção não é você. Apenas quando o pensamento surge, na ideia de alguém presente, surge você: você nesse sentir esse sentimento, essa emoção, você nesse pensar esse pensamento. A ideia, a imagem, a representação mental, tudo isso em nós é a presença dessa vida psíquica, dessa consciência psicológica.

Essa consciência psicológica é a consciência do movimento do pensamento. Não há nenhuma consciência da pessoa sem o pensamento em movimento. Esse movimento do pensamento é uma crença estabelecida em você, pelo pensamento, sobre quem você é. Como estamos lidando constantemente, na vida, com as experiências a partir do pensamento, toda essa leitura que temos é a leitura particular dessa pessoa. Essa é a vida autocentrada do "ego", do "eu", desse "mim".

Quando você me ama, eu me sinto feliz; quando você me rejeita, eu me sinto infeliz: aqui está presente o sofrimento psíquico. A angústia, o estresse, a ansiedade, a depressão, o medo, a preocupação, a dor da rejeição, todos esses elementos presentes estão presentes em razão da presença do pensamento. Essa é a nossa vida psíquica, esse é o sofrimento psíquico, esse é o sofrimento do "eu", do "ego".

Haverá uma Realidade presente além dessa "verdade" que somos nesse contexto do modelo do pensamento? É a ciência desta Realidade, é a Verdade sobre o seu Ser, sobre sua Natureza Essencial, que é a Verdade sobre Deus, que é o Despertar dessa Consciência. Me refiro à nova Consciência, não essa consciência psíquica, não essa consciência do pensamento, não essa consciência egocêntrica.

O Despertar desta Real Consciência é o fim desse "mim", desse "eu". Essa pessoa é o ego. Como lidar com uma pessoa triste, aborrecida, chateada? Como lidar com o ego ferido? Reparem, a nossa intenção é ajudar alguém ou se livrar de um problema, porque aquela pessoa naquele estado vai me prejudicar, já está me prejudicando.

Como lidar com o ego ferido? Primeiro, não compreendo que eu sou esse "ego", mas estou vendo o ego no outro. Eu quero aprender a lidar com o "ego" do outro, e não compreendo que aquilo que sou precisa ser investigado e, naturalmente, descartado por essa compreensão, por essa visão clara da verdade sobre o pensamento.

Aqui estamos, com você, trabalhando o fim para o pensamento, o fim para essa condição de pensamento, que eu tenho chamado de pensamento psicológico. Nós precisamos do pensamento prático, objetivo para lidar com assuntos nesse sonho de existência, como os assuntos profissionais, como os assuntos que se abalizam em conhecimento e experiência, para lidar com assuntos práticos neste sonho de vida. Mas não precisamos do pensamento psicológico, esse que dá formação a essa pessoa, a essa imagem.

Esse elemento em você que se ofende, se magoa, se entristece, se aborrece e fica chateado é a presença da pessoa, é a presença dessa autoimagem - esse elemento em você que se preocupa em ter prejuízos quando ofende, fere, magoa também o outro. Podemos nos libertar da ilusão dessa egoidentidade? Podemos descobrir a vida livre do "eu", livre dessa ilusão da separação?

Um trabalho direto nessa direção é aprender a olhar para si mesmo: esse é o trabalho. Aprender sobre nós mesmos, aprender como nós funcionamos, aprender como esse sentido do "eu" é formado, ver a base, a estrutura dessa egoidentidade, ver que esse elemento está presente porque estamos desatentos a esse instante, a esse momento.

Nós estamos sempre respondendo a esse momento com base nessas recordações, nessas memórias, nessas lembranças, dando continuidade a esse sentido do "eu", desse "mim", sustentando a ilusão do tempo - desse tempo mental, desse tempo psicológico. Assim nós mantemos essa continuidade dessa forma de ser alguém.

Há algo presente aqui, além do ego, para ser compreendido, para ser vivenciado. Essa é a Realização do Despertar, essa é a Realização de Deus, é a Ciência do seu Ser. Esses encontros que nós temos aqui nos finais de semana, sábado e domingo, têm esse propósito: trabalharmos isso juntos, olharmos para isso. Assim, nós temos dois dias de encontro aqui online, onde estamos com você trabalhando essa visão. Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, fica aqui o convite.

Abril de 2025
Gravatá-PE
Mais informações

Compartilhe com outros corações