Eu quero tocar com você, aqui, nessa questão do relacionamento. Aqui, quando tratamos de relações humanas, estamos falando basicamente de relacionamento. Há algo muito interessante aqui, nessa questão do relacionamento. Veja, é bem possível o relacionamento presente, quando existe presente um real contato, uma real comunhão. Na realidade, a presença do Amor, é isso que determina a verdade do relacionamento. Agora, olhe para essa condição em que nós, como seres humanos, nos encontramos dentro das relações, dessas relações humanas, e me responda: é exatamente isso que nós encontramos? Veja, o que, na verdade, encontramos nessas relações humanas não é a verdade da relação. A presença da relação é um contato, é um contato de coração, é um contato de mente, é um contato de sentimentos, de emoções, é um contato em todos os níveis. Um real contato, onde temos a presença da comunhão, temos a presença da verdadeira relação. E não é isso que ocorre. Nós não temos uma real relação com o mundo à nossa volta, com as pessoas à nossa volta. Com o mundo à nossa volta é a relação com objetos, com situações, com acontecimentos; com pessoas é aquilo que nós chamamos de "relacionamento", mas nós desconhecemos isso.
Aqui, com você, nós estamos trabalhando essa questão da beleza desse encontro com a Verdade da relação. É algo que se torna possível quando temos a presença da Verdade nesse contato, e nós desconhecemos isso. Qual será a Verdade que deve estar presente e, no entanto, não se encontra presente dentro desta relação, dentro desses relacionamentos humanos, dentro dessas relações humanas? A Verdade é a Verdade Divina. Aqui estamos, com você, lhe mostrando que sim, na vida é possível descobrir um contato com ele ou ela, com pessoas à sua volta. Um contato livre de toda essa atividade do "eu", de todo esse padrão de comportamento egocêntrico, que quando está presente nos separa, nos divide. Essa divisão cria problemas, essa divisão cria confusão, cria desordem. E por que isso ocorre? Porque nós temos presente nesses encontros, nesses contatos, a presença de um elemento que não deveria estar ocupando um determinado lugar e, no entanto, ele está. Eu me refiro à presença do pensamento.
Observe que quando você está em um contato, num certo nível nesse contato com ele ou ela, o pensamento se faz necessário. Quando, por exemplo, nós conversamos, temos que fazer uso das palavras, então nós temos a presença do pensamento. Temos então uma atividade intelectual envolvida dentro desta conversação. Veja, nesse nível nós temos a presença do pensamento, algo muito simples e natural, e no entanto, essa conversação pode ter a inclinação da continuidade desse sentido do "eu", do ego, desse elemento em nós que vem do passado, buscando sobrepor a algo tão simples como um diálogo, o poder, o orgulho, a presunção, a vaidade, o exercício do controle sobre o outro. Então, nós temos presente o sentido do "eu", do ego, nesta conversação, nesse diálogo, e se isso está presente não há mais esse contato de real relação, de real encontro, de real comunhão. E é assim que, em geral, nós temos estabelecido nossas vidas de relacionamento: nós estamos constantemente nesse contato com o outro, com a vida, impondo nossos desejos, motivos, razões. algo puramente egocêntrico.
Aqui, com você, nós estamos investigando o que significa uma vida Real, portanto, uma vida Divina, onde temos a presença da Real Inteligência, que é a Inteligência de Deus, para lidar com o outro. Não conseguimos lidar com o outro com base no pensamento. Observem que é exatamente isso que nós temos feito nesses contatos, nós estamos colocando o elemento pensamento como o elemento mais importante das nossas relações, dos nossos relacionamentos. O elemento mais importante na relação é a presença da cumplicidade, é a presença da Inteligência, é a presença do Amor. No entanto, nós desconhecemos isso, porque estamos vivendo no ego, vivendo no "eu". Nós estamos vivendo dentro de um sentido de autocentramento e, portanto, de isolacionismo, algo puramente egocêntrico. O meu contato com você é um contato a partir do pensamento.
Veja, nós estamos aqui investigando a verdade sobre quem nós somos; é isso que nos faz perceber esse comportamento presente em cada um de nós, que tem por princípio esse modelo de padrão de atividade, uma atividade que gera conflito, que gera contradição, que gera sofrimento, uma atividade que nasce do pensador, desse elemento que é esse "mim", esse "eu". Se dar conta disso, tomar ciência disso, é trabalhar em direção ao fim desta condição para que, de fato, possa haver entre nós, como seres humanos, algo além da relação entre pessoas. O que são essas relações entre pessoas? São as relações que se assentam no pensamento, é o pensamento que "eu" tenho sobre você e é o pensamento que você tem sobre "mim". O pensamento que "eu tenho" sobre "mim", repare, é uma imagem que o próprio pensamento tem construído sobre quem eu sou. O pensamento que você tem sobre você, é uma imagem que o pensamento tem construído sobre quem você é. Nós não sabemos a importância do contato da comunhão, do contato do Amor, e aqui surge a pergunta: Como isso se torna possível? E o que é, na verdade, esse contato? Já que o nosso contato é um contato em separação, em divisão, em conflito; já que o nosso contato é um contato que está firmado em cima do pensamento. O pensamento é o elemento, em você, do equívoco.
Então, nós temos aqui a possibilidade de um contato com o outro a partir desta comunhão e Amor possível, quando temos a presença do Silêncio, de uma mente livre de todo esse fundo, de todo esse padrão de comportamento egocêntrico; ou nós temos esse comportamento. Esse comportamento é o comportamento que nasce desse pensamento que vem do passado. Quando "eu" entro em contato com você, o "meu" contato com você, tem por princípio toda a lembrança que "eu" trago sobre quem você é. Mas essa lembrança, veja, sobre quem você é, é algo que o pensamento em "mim" imagina sobre você. Assim, tudo aquilo que passei com você, experimentei com você nos últimos dois dias, nos últimos dois anos, nos últimos vinte anos, é aquilo que está presente neste momento quando eu te encontro. Assim, o que estou fazendo é apenas projetando uma imagem que eu tenho sobre você nesta relação, neste relacionamento. Então não existe verdadeira relação, e esse relacionamento é o relacionamento entre imagens. Isso porque você faz o mesmo nesse encontro comigo.
É muito comum um contato equivocado dentro das relações, porque algumas coisas "eu" aprecio em você e outras "eu" não gosto em você. As que "eu" gosto em você são as que "eu" aprecio a partir do meu senso pessoal, particular, de gostar. Veja, isso não tem nada a ver com você, tem a ver com como "eu" entro em contato com você a partir da visão que "eu" tenho, que "eu" espero, que "eu" aguardo, que "eu" desejo sobre você, e vice-versa. Veja, esse assunto aqui é o assunto da autoimagem. Em psicologia isso já tem sido falado. No entanto, ficamos em uma esfera muito superficial quando teorizamos sobre isso, sem uma real compreensão do que isso significa, das implicações presentes nesta condição psicológica de existir como sendo alguém, como sendo essa autoimagem. Podemos descobrir a vida acontecendo neste instante, neste relacionamento, dentro de uma verdadeira relação onde esse contato seja o simples contato onde temos presente essa Comunhão e esse Amor? Porque, repare, a não ser que isso se realize, nós como seres humanos continuaremos não somente em sofrimento, mas dando continuidade a tudo isso. Assim, estaremos apenas fazendo uma manutenção desta antiga condição em que, como seres humanos, nós já estamos vivendo há dezenas, centenas, milhares de anos.
O contato com a vida é o contato com o Amor. Não sabemos o que é o Amor; o que nós conhecemos é o autointeresse, é o autocentramento, é a vida isolada. O marido está interessado em suas coisas, a esposa está interessada em suas próprias coisas. Então, eles se encontram - o marido encontra com a esposa, a esposa com o marido - mas cada um está vivendo em seu particular mundo egocêntrico, nesse isolacionismo e autointeresse pessoal. Então, esse contato não é o contato do Amor, não é o contato da comunhão. Nós vivemos fazendo arranjos, ajustamentos, em razão dos interesses mútuos que temos. Enquanto esses interesses conseguem receber uma certa atenção dentro desse relacionamento, esta relação continua, quando há uma divergência - e isso se mostra muito claro ao ponto de ocorrer uma contradição um tanto violenta, agressiva - a separação ocorre. Então, não sabemos a Verdade sobre o Amor. O Amor é aquilo que está presente quando temos a presença do Silêncio, e é nesta Realidade do Silêncio a Verdade de uma relação onde o Amor está aqui.
Assim nós precisamos, na vida, ir além desta psicológica condição de isolacionismo no "eu", no ego. Se isso está presente, como seres humanos nós estamos em sofrimento psíquico. Reparem como é importante investigarmos isso: se você está sofrendo psicologicamente, se você carrega algum nível de sofrimento psíquico, ansiedade, depressão, angústia, estresse, nervosismo, medo. o que temos presente é um estado confuso, psicológico, em desordem, não temos a presença do Amor. Então, os seres humanos eles se relacionam vivendo estados desse tipo, e essas relações não são relações reais, porque o que está presente é o modelo do pensamento, desse pensamento do "eu", desta consciência egoica, desta consciência egocêntrica. Tudo isso nós temos tratado aqui, neste canal. Nós temos centenas de vídeos aprofundando esses assuntos aqui, com você.
Então, tomar ciência da realidade sobre você é eliminar esse sofrimento psíquico. Isso é possível quando você aprende sobre o Autoconhecimento. O que é esse aprender sobre o Autoconhecimento? É descobrir o que é olhar para as suas reações, é quando você aprende a olhar para tudo isso, que isso se dissolve. Então nós temos o fim do medo, o fim da ansiedade, da depressão, da angústia, da preocupação, da inveja, nós temos o fim do estresse. Então nós temos, neste instante, um novo estado de presença, de consciência aqui, não esta velha consciência do "eu", não esse estado de isolacionismo egocêntrico, onde estamos vivendo com base em pensamentos, sustentando imagens das pessoas, sustentando imagens sobre nós mesmos. Tudo isso faz parte do movimento do "eu", do ego. A eliminação disso é possível nesse aprender sobre o Autoconhecimento, nesse aprender sobre nós mesmos.
Nós temos uma playlist aqui no canal, sobre esse aprender sobre o Autoconhecimento, sobre essa questão desse sofrimento psíquico, sobre o que é a verdade desta autoimagem, que esse sentido do "eu" sustenta. A eliminação disso é o início de algo novo, é a presença de Deus, é a presença do seu Ser. É quando, de verdade, conhecemos a beleza das relações. É a Verdade de uma relação Divina, é a Verdade de uma relação de Deus, é a presença do seu Ser, é a presença da Verdade. Então, podemos ter um contato direto, simples, sem esse envolvimento do sentido do ego - como foi colocado no início da fala - por exemplo, dentro de uma conversação. Uma mente livre requer um cérebro quieto, onde temos a presença desse Silêncio, e algo presente dentro desta visão, nesse contato com ele ou ela, que é a ausência da autoimagem.
Olhar para o mundo sem o pensamento, lidar com o outro sem o pensamento. Eu me refiro a esse pensamento condicionado, a esse pensamento que sustenta, no seu autointeresse, esse isolacionismo egocêntrico. Um contato com a Realidade da vida, é o contato com a Sabedoria, é o contato com a Verdade, é o contato com Deus. Essa é a comunhão com ele ou ela; no entanto, isso é algo presente apenas quando o sentido do "eu" não está. Esses encontros aqui nos finais de semana, sábado e domingo, são para este propósito. Você tem aqui o link do WhatsApp para participar desses encontros nos finais de semana, onde estamos dois dias juntos aprofundando isso. Além desses encontros on-line que nós temos, nós temos encontros presenciais e também retiros. Portanto, se isso é algo que faz sentido para você, fica aqui um convite. Já deixa seu like, se inscreve no canal e coloca aqui um comentário: "Sim, isso faz sentido". Ok? E a gente se vê! Valeu pelo encontro e até a próxima.