Aqui, juntos, nós estamos abordando com você a Verdade desse Florescer, dessa Realização, dessa Ciência da Verdade Divina, d'Aquilo que é Você em sua Natureza Verdadeira, em sua Natureza Real. É necessário que você investigue todos esses aspectos ligados a esse sentido de "pessoa" que você acredita ser.
Aqui, o que estamos dizendo é que você não é quem você acredita ser, e a verdade sobre você, você despreza, em razão da presença da ignorância. Isso está alimentando, na vida - particularmente, na sua vida -, os problemas. Uma vida sem problemas é uma vida livre de questões, porque essas questões estão resolvidas.
Um problema é aquilo que nós temos que não está resolvido e precisa ser atendido, precisa ser visto, precisa ser exatamente compreendido. Aqui, a base deste trabalho consiste na compreensão do problema, na compreensão das questões - essa é a resolução para elas. Então, sim, a vida, nesse momento, a partir desse instante, é vista como de fato ela é, ou seja, sem problemas.
É por isso que soa estranho nossas colocações; dizer aqui, de uma forma tão clara que não há problema na vida, só há problema em nós. Então, os problemas que nós temos são, na verdade, o problema que nós somos, e nós somos esse problema que sustenta os demais problemas na vida; e não é na vida como ela acontece, é na particular vida de cada um de nós.
Eu quero tocar aqui com você nesse modelo de ação, que é a nossa qualidade de ação que está fomentando constante desordem, confusão e problema nessa particular vida de cada um de nós. O que será a vida livre de problemas? É a vida livre dessas ações ou atividades que nascem a partir de um centro - esse centro é o "ego", é o "eu".
As nossas ações não são ações, são atividades do "eu", atividades da mente egoica, atividades dessa consciência pessoal, são atividades egocêntricas. O olhar direto para essas atividades nos dará a visão desse elemento presente, que é o centro. O centro é esse elemento a partir do qual as ações acontecem. E o que são essas ações? São as ações que nascem do pensamento.
Acompanhem comigo aqui a importância dessa compreensão. Vamos juntos perceber isso aqui. As nossas ações são ações no esforço: no esforço para obter e no esforço para se livrar. Primeiro, nós queremos obter aquilo que a sociedade, o mundo, a coletividade, a estrutura social nos diz que nós precisamos ter para sermos felizes. Assim, nós estamos em busca disso, e essa busca implica a presença do esforço para obter.
Nós precisamos obter o que o modelo de condicionamento do mundo diz que nós precisamos e precisamos, também, nos livrar daquilo que nos faz infeliz. Nós precisamos dessas coisas para a felicidade e precisamos nos livrar dessas outras coisas também para a felicidade. Assim, a ideia é, pelo esforço, tomarmos ações para conquistas, pelo esforço, tomarmos ações para nos liberarmos, para nos libertarmos de situações que estão nos afligindo e impedindo a felicidade. Nós nunca nos questionamos quem é esse elemento no esforço. Esse elemento é esse centro.
O que é basicamente esse centro? O sentimento, o pensamento e a sensação que você tem de existir como alguém no contexto da experiência da vida como ela acontece é, basicamente, esse "eu", esse "mim", esse é o centro. Aqui, juntos, nós estamos investigando a verdade sobre tudo isso, e já começamos questionando exatamente isso. Nós precisamos ter uma clareza a respeito desse modelo de pensamento que trazemos, porque é o modelo de pensamento de cultura humana, que não tem funcionado.
Nós não encontramos o ser humano em Felicidade. Nós temos, sim, o ser humano em realizações, mas em meio a essas realizações, o medo, a ansiedade, a depressão, a angústia, a visão de maior dependência emocional, sentimental, física daquilo que ele possui, ou daquilo que ele acredita que é dele. Assim, a condição psicológica do ser humano é de sofrimento em meio ao conforto, em meio à fama, ao prestígio, à aceitação pública, em meio ao sucesso.
O que chamamos de sucesso, realização, fama é algo dentro do contexto de tudo aquilo que se alcança pelo esforço. E por que será que nada disso realmente tem funcionado? O que é que, de verdade, nós estamos querendo? Há uma diferença entre aquilo que você deseja - deseja porque lhe foi dado como objetivo alcançar - e aquilo que, de fato, você precisa. Aquilo que, de fato, você precisa, você desconhece, e aquilo que é apenas parte de um acúmulo de realizações externas, sem qualquer sentido interno, é o que você busca.
Há um vazio existencial, há uma carência, há uma real necessidade no ser humano: é a necessidade do Amor, da Paz, da Liberdade, da Verdade, da Felicidade. O ponto é que isso não se alcança pelo esforço, nem se obtém por se livrar daquilo que lhe causa desconforto. A Realidade disso se revela nesse instante quando a ilusão termina, quando a ignorância não está mais. Assim, o ser humano tem um comportamento de fuga daquilo que lhe causa desconforto.
Então, esse assunto da fuga, das diversas formas e mecanismos de fugas que nós temos, nós temos tratado aqui com você. Nós estamos fugindo daquilo que é doloroso; ou seja, depois de alcançar, a dor se mostra presente, porque tudo o que se alcança, que se obtém, que se realiza pelo esforço é parte de um ideal que nasce do modelo do pensamento, e o pensamento em nós é o elemento do equívoco, é o elemento do engano, é ele mesmo a proposta dessa ilusória paz, amor, felicidade e liberdade.
Então, em meio a essa dor, o ser humano busca escapar, fugir para novas realizações, para novos entretenimentos, para novas formas de prazer e de preenchimento psicológico. Estamos dentro de um círculo vicioso: pela busca, alcançamos, e depois que alcançamos, percebemos que não era aquilo, e aí queremos nos livrar daquilo, e entramos nessa fuga, e essa fuga é uma outra forma de busca, e depois alcançamos, e depois queremos nos livrar.
Então, estamos dentro de um círculo. Esse círculo é um círculo que está girando em torno desse "eu", desse "ego", desse centro. Podemos realizar, na vida, a Verdade sobre isso? Porque é a constatação do problema, é a compreensão do problema o fim para ele. E o fim consiste na compreensão da Verdade sobre o Autoconhecimento.
Então, nós temos tratado aqui, colocado para você, essa questão da fuga e o Autoconhecimento. É a Verdade do Autoconhecimento que precisamos. Isso é uma real e imperiosa necessidade para cada um de nós. Assim, o que é o Autoconhecimento? O Autoconhecimento é a aproximação da verdade sobre aquilo que nós somos nesse contexto - compreender a natureza do "eu", a natureza do ego.
A compreensão da natureza dessa estrutura em torno da qual tudo isso acontece é a compreensão disso para o fim dessa psicológica condição de egoidentidade. Isso é o fim da ação egocêntrica, é o fim desse modelo de atividade egoica, de atividade do "eu", que é a ação que nasce do pensamento e, pelo esforço, se ajusta, entra em modelos de autodisciplina para alcançar objetivos, que mais tarde se mostram inúteis.
Existe uma confusão também a respeito da expressão "autoconhecimento". Alguns usam a expressão "praticando o autoconhecimento". A Verdade da ciência do Autoconhecimento não é um exercício mecânico, algo que se faz de uma forma técnica; isso requer a presença de uma Atenção sobre nossas reações, sobre esse padrão de comportamento, sobre esse modelo, que é o modelo do "eu".
Aqui nós estamos trabalhando com você o Despertar da Consciência, a Iluminação Espiritual, a Ciência do seu Ser, a Verdade da Revelação de Deus. Esta Realidade não está externa, não é algo que se obtém, que se alcança. A Realidade Divina, a Realidade de Deus é a Ciência deste Ser; este Ser não é essa "pessoa", esse "mim", esse "ego". O fim para essa condição do "eu", do "ego", é a presença desta Realidade Divina.
O nosso enfoque aqui consiste nessa aproximação, nessa Real Visão da Vida como ela acontece, sem esse sentido do "eu", sem esse sentido do "ego". Quando você aprende a se aproximar de si mesmo e olhar todo esse movimento interno de pensamentos, sentimentos, emoções, sensações, fica claro esse movimento interno de programa, de condicionamento.
Olhar para isso, ficar ciente disso, tomar ciência desse movimento é ficar ciente de suas reações, é quando elas têm a possibilidade de sofrerem uma profunda mudança, uma radical transformação. É uma mudança, é uma transformação não nelas, é o fim delas; é o fim dessas reações, é o início de algo novo, porque, nesse instante, a mente se aquieta, há um espaço novo que se abre de Silêncio, que é a presença da Meditação.
A verdade da Meditação, a Ciência da Meditação requer a presença do Autoconhecimento; então, sim, a Realidade se apresenta, ela se mostra. Essa é a nossa real necessidade. A Ciência do Despertar, a Verdade dessa Revelação da Sabedoria, dessa Revelação daquilo que está presente nesse instante se Revelando como a Natureza do seu Ser, que é a Verdade Divina. Apenas isso, e somente isso, é a Verdade.
A presença da Verdade é a presença da Felicidade, é a presença desta Realidade Divina. Não se trata de alguém que alcançou a felicidade, trata-se da Revelação da Verdade quando não tem alguém, quando não existe mais esse "eu", quando esse centro, que é a base do "eu", que é a base do "ego", que é a base desse sentido de separação, que sustenta a ilusão de alguém separado da Vida, separado de Deus, separado da Verdade; quando esse centro se dissolve, nós temos o fim dessa ilusão.
Toda essa aproximação que nós temos aqui é para a compreensão direta daquilo que realmente nós somos, disso que demonstramos ser, parecemos ser e somos no contexto do "eu", do "ego", desse centro e, ao mesmo tempo, o fim desta condição revela Algo, que é a presença do Novo, que é a presença do Desconhecido, que é a presença da verdadeira Natureza de Deus em Você, sendo Você a Realidade dessa Real Consciência, dessa Divina Consciência. Estamos diante de Algo indescritível.
É isso que estamos, com você, aqui trabalhando nesses finais de semana. São dois dias juntos: sábado e domingo. É uma oportunidade de aprofundarmos isso! Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.