quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ansiedade e medo de morrer. Como encontrar Deus? Meditação: o que é? Aprender sobre Autoconhecimento.

Eu queria tocar com você aqui nessa preocupação com o medo de morrer. Algumas pessoas se queixam de ansiedade e medo da morte. Então, o que há por trás dessa ansiedade e medo de morrer?

Existe algo aqui para ser visto, e o que nós precisamos ver é a necessidade de conhecermos a nós mesmos, de conhecermos nossa relação com o mundo dos pensamentos, com o mundo das ideias e também com as pessoas, com a vida a nossa volta e, sobretudo e especialmente, essa nossa relação com aquilo que nós possuímos, com aquilo que está sob o nosso poder, sob o nosso controle.

O que há por trás dessa ansiedade? O que há por trás desse medo? A grande verdade é que a presença do medo, sobretudo do medo da morte, envolve a nossa equivocada relação com coisas conhecidas, com aquilo que nós conhecemos e com aquilo que nós controlamos, ou que acreditamos controlar.

A verdade sobre o medo presente em nós é algo que está numa direta relação com a forma como o pensamento em nós acontece, como ele se processa dentro de cada um de nós, porque o pensamento é parte do mundo das nossas ideias. É o pensamento que é parte daquilo que nós temos no contato com pessoas em nossas relações. É também o pensamento parte da interpretação ou avaliação que fazemos das nossas relações com as situações.

Assim, é a presença do medo parte da presença do pensamento. Se não houvesse pensamento, não haveria medo. Nós temos uma relação com objetos que são os nossos objetos, com as situações que são as nossas situações. A nossa relação com tudo isso é, em geral, a relação que se assenta no pensamento.

Nós, como seres humanos, estamos vivendo no pensamento, e é o pensamento que está produzindo em nós ansiedade, preocupação, sofrimento, conflito, o medo. Sem a presença do pensamento sobre o que nós temos, sobre o que podemos perder, sem qualquer pensamento sobre isso, não há medo. É a presença do pensamento sobre aquilo que nós controlamos ou que desejamos controlar que nos causa ansiedade.

Nós precisamos, na vida, a Verdade sobre nós mesmos, a direta ciência daquilo que nós somos no contexto dessas relações - dessas relações com ideias, pessoas, situações, objetos e atividades particulares, pessoais, que acreditamos controlar. É aqui que esse sentido do "eu", do "ego", está morando.

É por isso que aqui nós estamos investigando com você este aprender sobre o Autoconhecimento, para nos depararmos com a Liberdade de uma mente livre de contradições, de conflitos, de problemas. Esta é a presença da mente que tem a resposta para a questão: o que é Meditação? É a ciência da Meditação, é a Verdade sobre a Meditação a Liberdade desta compreensão da Verdade sobre quem nós somos na vida.

O ser humano precisa tomar ciência da Realidade do seu Ser, da Realidade presente na vida, além daquilo que o pensamento nos coloca como sendo a vida. A nossa particular visão de mundo é a partir do pensamento. Assim, todas as relações que temos são relações relacionadas ao modelo do pensamento presente. No entanto, a presença do pensamento em nós é um movimento de passado presente em cada um de nós. Sim, é o passado presente em cada um de nós.

Toda relação que você tem com o mundo a sua volta ou com o mundo dentro de você, que é esse mundo das ideias, dos sentimentos, das emoções, toda a relação que nós temos com o mundo, seja ele externo ou interno, é a nossa relação equivocada com o passado, com o modelo do pensamento aqui presente.

Nós não estamos em contato real com a vida como de fato ela é, nós estamos em contato com o pensamento sobre a vida, com o pensamento sobre as pessoas, com o pensamento sobre as situações, com o pensamento sobre os objetos, que acreditamos que são nossos. A vida particular do "eu", a vida particular do "ego" é a presença do sofrimento, porque é a presença dessa psicológica condição, não só de medo, mas de todos esses estados psicológicos que nós conhecemos já de muito tempo.

São inumeráveis os nomes para esses estados internos de aflições, de contradições, de conflitos dentro de cada um de nós, e tudo isso está ocorrendo porque nós estamos vivendo no pensamento. A nossa vida é uma vida mental, não é uma vida real. Nós estamos vivendo uma vida que o pensamento construiu, que o pensamento estabeleceu.

Assim, aquilo que nós sentimos sobre quem nós somos é algo que é a presença da memória, é a presença daquilo que o pensamento estabeleceu como uma imagem que nós temos sobre quem nós somos e sobre o que o mundo é. Portanto, estamos vivendo dentro de uma abstração, de um modelo de mundo construído pelo pensamento.

Aprender sobre quem nós somos, descobrir a verdade sobre o "eu", sobre o "ego", sobre esse centro, é se aproximar da vida descobrindo a coisa mais importante na vida, que é a beleza deste encontro com a Vida como de fato ela é, livre do pensamento. É porque estamos vivendo no pensamento que está presente o sofrimento, o medo, a ignorância, a ilusão.

Uma Vida livre do pensamento é a presença da Meditação. Para aqueles que perguntam "como encontrar Deus", aqui está a resposta: você não vai encontrá-Lo lá fora, você vai encontrá-Lo em si mesmo. É a própria ciência da Verdade sobre você o descarte da ilusão da pessoa que você acredita ser. É aqui que se revela Aquilo que é indizível, indescritível, que é a própria Presença Divina, que é a própria Presença de Deus.

O que é o encontro com Deus? É a constatação. Não se trata de algo a ser alcançado, de alguma coisa lá fora para ser vista. Não se trata de uma imagem que o pensamento estabeleceu dentro de você sobre esta Realidade Divina, que denominamos de Deus. Não é um encontro, é uma constatação da Vida aqui, neste momento presente, quando o pensamento não está, quando ele não está mais estabelecendo essa equivocada relação.

Observe que a relação que você tem com as pessoas são relações no pensamento. É só o que você pode ter das pessoas, é o conhecimento que você tem delas. O conhecimento que você tem delas é a memória ou lembrança de momentos que viveu com ele ou ela.

Observe que é o retrato do passado. Não é o que você tem sobre elas agora, é o que o pensamento estabeleceu em você sobre elas, algo que vem do passado, e que nenhuma relação tem com a Vida aqui, neste momento presente. Assim é essa questão, também, da morte. Você não tem a verdade da morte, você tem a ideia sobre a morte.

Nenhum ser humano tem medo da morte agora, aqui, neste exato segundo. O medo da morte que o ser humano tem requer a presença do futuro, e o futuro não é outra coisa senão o pensamento sobre o amanhã. Na vida, é desconhecido o futuro; na mente, tudo o que o pensamento conhece é o passado, a ideia do presente e a imaginação do futuro.

Portanto, não há futuro aqui e agora, não há futuro na vida. O futuro é parte do que o pensamento estabeleceu, do que o pensamento tem construído em torno desse centro. Este centro é a imagem que você tem sobre quem é você. Você tem amigos, você tem inimigos, portanto, você é a presença do pensamento.

Toda a ideia sobre você é o pensamento. Sem qualquer ideia sobre você, você mesmo nada sabe. Você nada sabe sobre si mesmo, a não ser que tenha uma ideia, uma imagem, uma lembrança, uma memória. Nós precisamos descobrir a vida revelando neste momento esta Ciência de Deus; precisamos descobrir a Beleza do momento se revelando quando a Meditação está presente.

E a Meditação é algo que está presente aqui, quando colocamos Atenção sobre todo esse movimento de pensamento que surge em nós, que vem do passado. O movimento só surge em razão de uma reação de memória. Uma vez presentes aqui, cientes aqui de toda e qualquer reação de memória, de pensamento, algo que vem do passado, neste momento Algo novo se Revela, porque não colocamos nesta ciência, nesta presença a ilusão de uma entidade nessa experiência.

Nós precisamos descobrir a Vida sem o pensador, sem o experimentador, sem o "eu". Então não haverá medo, porque não haverá pensamento. Não teremos, assim, a presença do futuro para alguém. Se não há o futuro para alguém, não há alguém para morrer. É a ideia de existir como alguém perdendo as coisas que tem, o poder e o controle que exerce sobre estas coisas¸ é aqui que está presente o medo.

É o medo de perder aquilo que você tem, é não possuir mais o poder de ser alguém nestas coisas a presença do medo. Por isso nós precisamos compreender a Verdade dessas relações. É a compreensão da verdade sobre essas relações a visão sobre o Autoconhecimento e o descarte deste pensador.

Assim, temos, com a presença do Autoconhecimento, a Verdade da Meditação; e com a presença da Meditação, a Revelação d'Aquilo que está presente, que está além do "eu", além do "ego", além do pensamento. É porque estamos vivendo exatamente no modelo do "eu", que é o modelo do pensamento, na ideia de alguém tendo relações com pessoas, com situações, com posses materiais, com o controle das coisas, que o medo está presente. É algo presente na ilusão dessa identidade, desse centro falso, desse mim, porque a Realidade deste Ser é a Realidade da Vida, é a Realidade de Deus.

A constatação da Verdade sobre Você, da ciência deste Ser, além do "eu", é a Revelação, é a resposta neste encontro, nesta constatação da Verdade de Deus. Assim, tudo o que nós precisamos na vida é da presença do Autoconhecimento e da ciência da Meditação, para este "encontro", para esta constatação da Verdade de Deus. Então nós temos o fim para o sofrimento. Não só o fim para a ansiedade e o medo de morrer, mas o fim para todo e qualquer forma de sofrimento psíquico.

É o que estamos trabalhando aqui com você. Nós temos dois dias, sábado e domingo; são dois dias em encontros on-line. Eu quero deixar aqui um convite para você. Além desses encontros online, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Agosto de 2025
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terça-feira, 21 de julho de 2026

Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento | Técnica Atenção Plena

Existe algo que nós temos insistido com você: é a forma como devemos nos aproximar desses assuntos que abordamos aqui com você. Aqui estamos juntos estudando sobre nós mesmos, é algo que envolve esse aprender sobre o Autoconhecimento.

Isso requer uma nova forma de olharmos para as nossas experiências, para aquilo que estamos vivendo, como nossa vida está ocorrendo, como se processa em nós cada sentimento, pensamento, emoção, sensação, como se processa em nós nossas ações, o que as impulsiona, quais são os motivos, o que há por detrás da ação, assim como de um pensamento presente ou de uma sensação, ou sentimento. Essa é a forma verdadeira de nos aproximarmos.

Portanto, quando alguém usa a expressão "técnica de atenção plena", me parece que não compreendeu muito bem que estamos lidando com algo que requer um encontro com o momento. Toda técnica pressupõe um conhecimento prévio; primeiro você adquire o conhecimento, você adquire a habilidade: o conhecimento, a habilidade e a prática da técnica. A presença de uma atenção sobre este momento, sobre este instante, não requer técnica, requer interesse. Quando nos deparamos com algo tão natural quanto a observação, isso não requer técnica.

Quando algo lhe interessa, você observa, você dá sua mente e o seu coração, porque o seu interesse está ali - é um interesse simples e direto. Então há esse entusiasmo, esse olhar, essa qualidade de aproximação, e isso não requer técnica. Assim, essa atenção sobre as nossas reações, sobre aquilo que se passa dentro de nós, e externamente, em nossos atos, palavras, gestos, isso não requer técnica, requer interesse, entusiasmo para observar, para ficarmos cientes de nós mesmos.

Portanto, quando pessoas usam a expressão "técnica" para essa atenção plena, não compreenderam bem o que é essa atenção. A presença de uma mente alerta, ciente de suas reações, é a Atenção Plena. Essa mente alerta é em razão desse interesse de olhar, dessa alegria de observar, desse entusiasmo de ver. A presença de uma técnica é a presença de um exercício que se aprende, e tudo o que nós aprendemos é parte de um conhecimento de memória - assim são as técnicas; e todo exercício é parte de uma aprendizagem mecânica.

A presença da atenção não é técnica, não é um exercício, não é algo mecânico. Portanto, nós precisamos aprender sobre nós mesmos, porque é isso que nos dá uma aproximação da Verdade sobre a Vida. Esse contato com a Verdade requer uma mente livre de todo o seu velho modelo de comportamento. Olhe para si mesmo, como sua mente funciona. Observe suas inclinações, suas intenções, motivações, desejos.

É muito comum essa inclinação da mente, dessa mente programada para se mover assim, que é a mente condicionada - estar olhando para fora, envolvida com interesses dela mesma; esses interesses são egocêntricos, pessoais, particulares, e isso é completa ausência de atenção. É nessa desatenção que está presente esta qualidade de mente, esta qualidade de vida, e isso nos coloca em uma condição de alienação da Verdade sobre a Vida e, portanto, da Realidade da Verdade.

O que é esse encontro com a Verdade? É o encontro com o Divino, é o encontro com Deus. Quando você pergunta "como encontrar Deus", perceba: a compreensão da Verdade é esse encontro com Deus. Mas a Verdade não é vista, compreendida, ou aprendida no intelecto; não é resultado de um exercício, de uma prática ou de um padrão mecânico de comportamento. Assim, nós dispensamos essa ideia, dispensamos essa forma de busca pela técnica. Nos aproximamos pelo real interesse de olhar, de observar, de ficar ciente de como nós funcionamos.

A cada instante, você se depara com a Vida como ela acontece, a cada momento você tem a oportunidade desse encontro com Deus. Você vê Deus como algo separado de você, distante, em algum lugar. A Realidade, a Verdade, Deus é Aquilo que aqui está presente quando não existe mais esse modelo de mente condicionada, de forma de olhar para a vida a partir do passado, algo nesse fundo de condicionamento, nesse padrão de comportamento da mente presa ao modelo da memória, do conhecimento e da experiência - esse é o condicionamento.

Nós precisamos de uma mente livre, e essa mente livre nasce dessa atenção, desse olhar, dessa Atenção Plena para esse instante, para esse momento. É quando todo esse modelo de consciência pessoal, nessa mente condicionada, é vista e descartada. Essa é a presença da Meditação. Em geral, as pessoas separam meditação de atenção plena. A presença do Autoconhecimento traz essa Atenção, esta qualidade de olhar. Nesta qualidade de percepção da vida, temos a presença da Meditação.

Portanto, não existe uma separação entre Atenção Plena, Autoconhecimento e Meditação. Aquilo que é conhecido como atenção plena, sem Autoconhecimento, não é real. Aquilo que é visto como meditação técnica ou prática de meditação, sem o Autoconhecimento, não é Real Meditação. Quando temos a presença da Meditação, nós não temos alguém na técnica, nós não temos esse "eu".

A verdade sobre a Meditação é a compreensão daquele que medita, daquele que faz uso de alguma técnica, de alguma prática. Esse elemento que faz uso de técnica, prática ou que se envolve com algum modelo de esforço para alcançar alguma coisa, para obter algo, é uma construção do pensamento. A aparição do pensamento, nesse pronome "eu", é aqui que está presente a ideia de alguém no exercício, na prática ou no esforço. Quando o pensamento se dissolve, esse pensador não está mais presente.

Portanto, o que é Meditação? A Meditação, o que é? É a ciência da Vida, é a visão da Verdade que está presente aqui, quando não há mais o modelo do pensamento, o modelo do "eu", desse "mim", desse egoidentidade. O seu real contato com a Vida é o contato desta ciência de Ser com a Realidade do momento. Assim, a Meditação é quando este Ser, que é a Natureza da Verdade sobre Você, que é a Verdade Divina, Floresce; aí está a presença da Meditação. Não é alguém na meditação; é a Meditação quando não existe esse "eu".

Portanto, temos que descartar por completo a ideia de alguém no exercício, na prática ou técnica, assim como temos que descartar a ilusão de alguém para encontrar Deus. Na pergunta "como encontrar Deus", é Deus ou a Verdade, este encontro é a Realidade, é aquilo que aqui está presente, que é o Supremo, se revelando. Não é alguém tendo um encontro, é a Realidade de Deus se revelando, é a Verdade se revelando. Isso requer uma mente livre do passado, livre do condicionamento, livre da forma como hoje, no pensamento, estamos lidando com a vida, com as situações, com os acontecimentos, com o outro.

Observe que a forma como estamos lidando com o outro está no formato de um encontro entre pessoas. Para nós é bastante razoável a ideia de alguém lá e alguém aqui. Portanto, o nosso pensamento, na relação com outros, é a ideia de pessoas se encontrando, a "pessoa que eu sou" tendo um encontro com "a pessoa que você é". A Realidade, a Verdade, Deus, é Aquilo que aqui está presente sendo a Verdade sobre a Vida, a Realidade sobre este momento. Portanto, não existem pessoas, como nós acreditamos, tendo encontros.

No pensamento condicionado, nesse formato de consciência pessoal, egocêntrica - o que é algo dentro de um contexto de alienação, de ignorância, de ilusão -, nós estamos constantemente sustentando esse formato. Portanto, o que é esse encontro real, o que é a Meditação? Qual é a verdade deste aprender sobre nós mesmos?

A expressão "autoconhecimento" vem sendo compreendida de uma forma muito equivocada. Em geral, se entende por autoconhecimento alguém conhecendo a si mesmo. No entanto, se você investiga a natureza do "eu", dessa "pessoa", fica claro que não existe esse "eu", não é real essa "pessoa". Portanto, não se trata de alguém se conhecendo. Quando há Autoconhecimento, aquilo que aqui está presente é a ciência da Vida.

A Realidade sobre a Vida é a Verdade deste Ser, e não há pessoa, não existe o "eu". Assim, quando entramos nesta investigação da verdade sobre nós mesmos, aquilo que se revela presente, se revela como Deus se revelando, e não como uma pessoa sendo entendida, compreendida, melhorando, se aperfeiçoando, adquirindo uma técnica para melhorar como pessoa. Sim, porque, em geral, é isso que se entende por autoconhecimento. Aqui nós colocamos esta expressão de uma forma diferente.

A compreensão de si mesmo é o fim da ilusão de alguém, é a percepção do Silêncio, da Liberdade, da Felicidade de Ser. É nisso que estamos insistindo aqui com você, é isso que estamos aqui trabalhando com você. Perceber a Realidade do momento, tomar ciência da Verdade sobre a Vida é ver a Verdade de que a Vida está aqui como ela é, não como o pensamento idealiza, conceitua, acredita, imagina sobre isso. Você nasceu para assumir, nesta vida, a Verdade de que ela, esta Vida, é a única Vida. Não é a vida de uma pessoa, é a Vida como ela é. E como ela é temos aqui a Realidade do Divino, a Realidade de Deus.

Não existe uma separação entre o que você é e a Vida neste instante, e a Realidade de Deus neste momento. Quando não temos mais esta ilusão da pessoa, desse "eu", dessa separação, temos a presença da Verdade; Ela presente, a Felicidade está presente, o Amor está presente, a Paz está presente.

É isso o que estamos aqui trabalhando com você nesses encontros online nos finais de semana, onde estamos sábado e domingo juntos - são dois dias de uma forma online. Além dos encontros online, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido pra você, já fica aqui esse convite.

Outubro de 2025
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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Atma Vichara | Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento

Aqui, ao nos depararmos com a vida, nós nos deparamos com um movimento, e nós desconhecemos a origem desse movimento. O fundamento, a estrutura, a natureza, a base do movimento é algo desconhecido para todos nós.

Aqui, juntos, nós estamos investigando a verdade sobre nós mesmos. Todo o nosso empenho aqui é em direção a este aprender sobre o Autoconhecimento. É neste aprender que se revela o movimento da vida, esse misterioso movimento que nós desconhecemos. A autodescoberta é a chave para a visão da Vida como de fato ela está acontecendo, é quando tomamos ciência do movimento.

O sábio Ramana Maharshi deixou uma expressão, e a expressão é Atma Vichara. Atma Vichara, em português, seria auto-observação, ou autoinquirição, ou autoinvestigação. Nós nos aproximamos da vida quando nos aproximamos de nós mesmos, para esta autodescoberta. Este olhar direto para aquilo que nós somos requer a presença da Meditação.

Quando as pessoas perguntam "o que é meditação", em geral, elas identificam com alguma técnica ou prática sendo feita - é como as pessoas conhecem ou se aproximam daquilo que é conhecido como meditação aí fora. Aqui, a Verdade sobre a Meditação é a aproximação dessa observação do movimento do "eu", do "ego", o que requer a presença do Autoconhecimento, e não a técnica de uma prática chamada autoconhecimento, ou uma técnica chamada meditação.

Aqui, a nossa ênfase consiste em descobrirmos a verdade desse movimento. Afinal, o que é que está se movendo? Qual é a verdade sobre este movimento?. Então, todo esse movimento que encontramos na vida, nós estamos diante de uma incompreensão, de um equívoco, de uma forma de perceber equivocada, ilusória, falsa, porque estamos vivendo em nossas mentes, estamos vivendo dentro de uma psicológica condição interna, ilusória.

Há uma pequena história de dois monges que discutiam. Eles estavam olhando para a bandeira do templo - lá estava uma bandeira tremulando. Um dos monges disse para o outro: "Observe como a bandeira balança, como ela se move". O outro disse: "O que você está vendo?" Ele disse: "A bandeira, observe!" E esse segundo disse: "Não, não existe nenhuma bandeira tremulando; o que tremula é o vento, é o vento que balança. Não é a bandeira que balança, é o vento que balança, é o vento que tremula". Um dizia que o movimento era da bandeira, e o outro dizia que era do vento.

Depois de alguns minutos, o Mestre se aproxima e escuta aquela discussão entre os dois, e naquele momento o Mestre pergunta: "Do que vocês estavam falando?" Aí um buscando a concordância do Mestre disse: "Mestre, observe, a bandeira se move! É só um movimento da bandeira". O outro interrompeu e disse: "Mestre, repare, eu acabei de explicar para ele, é tão evidente isso: é o vento que se move e não a bandeira. É o movimento do vento e não o movimento da bandeira". Nesse momento o Mestre olhou para ambos e disse: "Só há um movimento. Não é o movimento da bandeira, nem o movimento do vento. Há um único movimento presente, esse movimento é o movimento da mente". Quando o Mestre acabou de dizer isso eles silenciaram e permaneceram em silêncio.

Aqui, na vida há um único movimento, e esse movimento continua sem ser visto, compreendido, esclarecido. Nós precisamos tomar ciência da verdade sobre nós mesmos, da verdade sobre a mente. É a compreensão do movimento da mente a clara visão de um único movimento presente. A clareza sobre este movimento é o fim para ele, porque aqui temos o fim da mente. Então não existe mais bandeira, vento ou mente.

Há uma Realidade presente além do movimento. Assim, a Vida como ela acontece permanece para nós um mistério que o pensamento quer resolver, que o pensamento quer decifrar, que o pensamento quer compreender, e ele não pode. Aqui, juntos, nós estamos com você investigando a verdade sobre a mente.

Qual é a verdade sobre a Meditação? O que é Meditação? Meditação é o encontro com a Verdade da Vida como ela se mostra, sem qualquer pensamento sobre ela, ideia, conceito ou crença sobre ela. É o fim do movimento do conhecido, é o fim do movimento do pensamento, é o fim do movimento da mente, é a visão da Vida como ela acontece. Portanto, a auto-observação é a beleza desse encontro com o momento presente olhando para o movimento dele, para o fim deste movimento.

Todo o movimento aqui, neste momento, é o movimento equivocado da avaliação do passado, da avaliação do pensamento. A forma como você lida com as pessoas, como você lida com você mesmo, como você lida com o momento presente, com as experiências que surgem, com tudo o que acontece, a partir deste movimento, que é o movimento do pensamento, é algo problemático.

A presença da Realidade Divina, a presença da Realidade de Deus é a ausência do movimento. Algo novo está presente, não é mais o movimento da mente, não é mais o movimento do pensamento, não é mais o equívoco, a ilusão daquilo que é externo ou daquilo que se mostra, aparentemente, interno, mas que ainda permanece ilusório.

O encontro com a Verdade d'Aquilo que é Você essencialmente em seu Ser, em sua Natureza Verdadeira, é o fim dessa interna, dessa psicológica, desse movimento equivocado de identidade presente no pensamento, na mente. Sim, de fato, a vida se constitui em um movimento; ao menos a vida como nós conhecemos, como nós reconhecemos, porque reconhecemos e conhecemos a partir do passado, a partir de todo o movimento de memória, que é o movimento do próprio pensamento.

Portanto, o que significa este encontro com Deus para aqueles que procuram o encontro com a Verdade? O encontro com a Realidade Divina é a constatação daquilo que aqui está presente além da mente, portanto, além do movimento do pensamento; além deste interno movimento psicológico, e além de qualquer ideia de algo acontecendo lá fora como um movimento. Como no caso dos dois monges, o movimento era externo. Quando o Mestre se aproxima, sinaliza onde está, de fato, o movimento.

Agora, qual é a verdade sobre o movimento? Você tem a visão da verdade sobre o movimento quando se autoinvestiga: é a presença da Atma Vichara. Quem sou eu? Qual é a verdade sobre este sentimento, emoção, sensação, percepção? No ego, a inclinação, neste eu, a inclinação, na mente, a inclinação é de olhar para experiência sempre, invariavelmente, a partir do passado. Então, nós estamos vendo o mundo com o colorido de uma lente, que é a lente do pensamento.

O seu contato com as pessoas, o seu contato com as situações, o seu contato com você mesmo, os diversos estados internos em que você se encontra, não são resolvidos porque não são vistos à luz desta compreensão; eles não são vistos dentro desta clareza e visão. A forma como nos aproximamos dos problemas dentro de cada um de nós, e também nesse mundo externo, é a forma a partir do movimento da mente, do movimento do pensamento.

Nós não sabemos lidar com o rancor, a mágoa, a tristeza, a ansiedade, a depressão. Não sabemos lidar com o medo. Não sabemos lidar com os pensamentos; não sabemos lidar com esses sentimentos que surgem. Nós não sabemos lidar com o outro, com ele ou ela. Nós não sabemos lidar com incidentes, acidentes, com situações inesperadas.

Há uma interna condição em nós não resolvida, que se mostra sempre como um problema não solucionado, com um problema não terminado: é a presença da mente como ela acontece, como ela funciona. Nós não compreendemos a verdade sobre nós mesmos, porque nós não nos estudamos, nós não nos autoinvestigamos.

Então, o que é o contato com a Meditação? É a aproximação deste momento, é o olhar para este momento, é o perceber este momento sem o movimento, sem o equivocado movimento, o conflituoso movimento, o resultado da memória, que é a presença do movimento do pensamento.

Podemos olhar para a vida sem o pensamento? Sem o colorido da lente, dessas lentes, desse particular modo de sentir, pensar e agir? Então estamos diante da Vida como, de fato ela é; não como a mente nos faz ver, não como a mente nos faz perceber. Então, um novo espaço está presente; esse espaço é o espaço do encontro com Deus, com a Verdade.

Portanto, para a pergunta: "Como encontrar Deus?" Olhe para o movimento, se torne ciente do movimento, então nós temos o fim para o movimento; Algo indescritível está presente, Algo além das palavras, além dos pensamentos, além da particular visão que o pensamento nos faz ter, nos faz, particularmente, perceber.

O seu contato com a vida é a Vida se Revelando como sendo esta Realidade Divina, quando o sentido do "eu" não está, quando o sentido do "ego" não está. Não existe nada mais importante na vida do que ter uma aproximação dela de uma forma real. Uma aproximação que se torna possível quando há autoinvestigação, quando temos a presença deste aprender sobre nós mesmos, quando temos esse espaço novo que surge de Silêncio e quietude, onde não existe qualquer movimento. Esta é a visão da Sabedoria, é a Visão de Deus, é a visão da Verdade, d'Aquilo que está presente quando o ego não está.

É o que estamos aqui, juntos, trabalhando com você. Nós temos encontros on-line nos finais de semana, onde estamos sábado e domingo aprofundando com você estas questões, esta autoinquirição, esta autoinvestigação. Além dos encontros on-line, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Julho de 2025
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terça-feira, 14 de julho de 2026

Sofrimento humano. Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? O que é o pensar?

Toda essa dificuldade que nós temos de lidar com o sofrimento humano, com esse sofrimento em nós, é que a nossa interna condição de resposta, condicionada para essa presença da experiência do sofrimento, é a resposta da separação. Nós não aprendemos a acolher a vida como ela acontece, e isso nos impede de investigar a natureza do sofrimento, a verdade do sofrimento, o que ele é ali, o que ele representa ali.

Repare, não é para aprendermos algo com o sofrimento, mas é para descobrirmos a verdade desse elemento presente no sofrimento, que é o "eu". Não há uma real separação entre o sofrimento e aquele que sofre. No entanto, a nossa formação, a nossa educação, o nosso aprendizado foi exatamente esse, de que existe uma separação entre o sofrimento e esse que sofre.

Então, nós temos a conclusão, já estruturada em nós pelo modelo do pensamento que recebemos, de que o sofrimento é um elemento para ser rejeitado, e não para ser visto, olhado, investigado e compreendido. Aqui, o contato com o momento presente precisa ser, naturalmente, um contato de descoberta, de constatação, o que requer a presença da observação para aprender sobre isso.

Nós passamos uma vida inteira vivendo momentos de sofrimento, tendo diversas formas de sofrimento. Quando nós perdemos um ente querido para a morte, lá está o sofrimento; quando somos rejeitados, lá está o sofrimento; quando não conseguimos o que desejamos, lá está o sofrimento; quando o medo está presente, quando a raiva está presente, quando a preocupação está presente... É assim que nós temos funcionado.

Estamos funcionando nesse modo; o modo é "alguém" sofrendo. Essa é a forma, esse é o modelo dessa existência do "eu", dessa existência da "pessoa". E, no entanto, não sabemos lidar com o sofrimento, porque não aprendemos a verdade sobre o sofrimento. A verdade sobre o sofrimento é que a presença do sofrimento requer a presença desse sofredor.

É a forma como lidamos com a experiência que determina a presença de uma entidade aqui, nesse instante, em rejeição à vida como ela acontece, às experiências como elas surgem, então nós temos a presença desse sofredor. Aquele que sofre está sofrendo em razão da imagem que construiu sobre ele mesmo, sobre o que ele merece ou não merece.

Nossas frustrações, decepções, conflitos com as pessoas, com as situações são estabelecidas em nós em razão da presença dessa imagem, dessa autoimagem que o pensamento em nós construiu sobre quem nós somos - uma imagem construída pelo pensamento. Portanto, você como alguém presente é essa imagem.

Você é essa autoimagem, essa é a pessoa - a pessoa que se vê rejeitada, que se vê não amada, a pessoa que se vê perdida quando perde alguém que ama, a pessoa que se vê não merecedora, a pessoa que precisava vencer e não conseguiu, a pessoa que foi abandonada, esquecida, a pessoa de quem as pessoas não gostam, a pessoa com quem as pessoas também não querem falar. Então, a imagem que nós construímos sobre quem nós somos nos separa da experiência e nos coloca nessa condição de sofrimento.

Podemos eliminar, internamente, psicologicamente, em nossas mentes, dentro de nós mesmos, essa condição interna de autoimagem? Podemos olhar para aquilo que somos, sem a defesa de uma autoimagem? Tomando ciência daquilo que está presente nesse instante, sem a tentativa de proteger uma imagem que o pensamento tem construído? Essa é a forma real de entrarmos em um direto contato com o sofrimento, com esse aprender sobre nós mesmos, o que representa aprender sobre esse que sofre, sobre esse rejeitado, anulado, de quem não gostam, que perdeu as coisas, que foi abandonado.

Quando aprendemos a olhar para nós mesmos, sem esta autodefesa psíquica, sem essa ideia de alguém para ser protegido, defendido, sem a ilusão de alguém que não merece - aprender a olhar para si mesmo sem essa autocompaixão, sem essa autopiedade, sem essa auto comiseração -, eliminamos essa separação entre essa autoimagem e aquilo que é a causa da dor, que é a causa do conflito, que é a causa do sofrimento.

Quando não temos a separação entre essa imagem, essa autoimagem, e o sofrimento, ficamos diretamente em contato com a experiência sem o "eu", sem o experimentador, sem esse "ego", sem esse "mim", sem essa autoimagem, porque eliminamos esse espaço, eliminamos essa separação; e quando isso acontece, nós temos o fim para o sofrimento, porque temos o fim para essa autoimagem.

O seu encontro com a Vida requer a ausência da imagem e, portanto, requer a ausência do pensamento. Notem a importância disso! O que é o pensamento? O pensamento é essa estrutura de autodefesa psíquica, de imagem. São essas imagens que o pensamento tem construído, que tem colocado uma identidade presente se separando da experiência. Então, nós temos que descobrir a vida acontecendo aqui, sem o pensamento.

Nós precisamos do pensamento funcional, prático e técnico para lidarmos com assuntos bem objetivos na vida, como consertar uma máquina, encontrar a casa de alguém a partir do endereço - essa é a presença do pensamento -, ou se lembrar do nome desta ou daquela pessoa. Então, aqui está a presença do pensamento.

Mas não precisamos do pensamento que gira em torno dessa autoimagem, que produz apegos, desejos, medos, autocompaixão, autopiedade, a ambição, a inveja, o desejo de controlar, de possuir, de se agarrar, o pensamento que produz a dependência emocional, a dependência física, a dependência psicológica de ser aceita, de ser amada como "alguém", como uma "pessoa". Essa qualidade de pensamento está protegendo essa autoimagem, está nos posicionando na vida nessa ilusão, na ilusão da separação, na ilusão da dualidade.

Então, é o descarte do modelo do pensamento, esse elemento que vem do passado, que está alimentando essa ilusão, a ilusão dessa egoidentidade. Isso requer a presença de um contato com a Vida, dando uma resposta real para ela. Aqui estamos enfatizando com você a beleza desse encontro com a ação, com o sentir e também com o pensar - a verdade sobre o pensar.

O que é o pensar? O pensar é resposta inteligente a esse instante, sem o modelo do passado, sem o modelo do pensamento. Nós nada sabemos sobre a importância do real contato inteligente e livre com o momento presente, o que requer a presença de uma ação livre do "eu", de um sentir também livre do "eu", de um pensar livre do ego, livre dessa autoimagem. E é isso que nós estamos aqui explorando com você, aprofundando com você, tendo essa descoberta.

A Realidade de Deus, a Realidade da Vida, a Realidade deste Ser verdadeiro não é essa autoimagem, não é esse "mim", esse "eu", essa "pessoa". Podemos atender à vida como ela acontece, sem colocarmos a presença de um pensador, de um experimentador, desse elemento que vem do passado e olha para o mundo a partir das suas escolhas, predileções, aceitações e rejeições? Portanto, esse é o contato real, lúcido, verdadeiro, inteligente; estamos diante da Vida como de fato ela é, e não como o "eu", o "ego", esse "mim" deseja, espera, busca.

Portanto, a Verdade da Vida é a Verdade d'Aquilo que está presente quando o pensamento não está mais construindo histórias em torno de uma identidade que ele construiu. O seu contato com as pessoas a partir dessa autoimagem, o seu contato com objetos, com situações, com incidentes, com acidentes a partir dessa autoimagem é o contato da separação. Então está presente essa divisão entre você e a vida como ela acontece; e nesta divisão está estabelecido esse espaço de separação, e nesse espaço o conflito está presente, o sofrimento está presente, a desordem está presente.

Aqui, juntos, estamos olhando diretamente para tudo isso para irmos além dessa ilusão, investigando essa questão do "eu", desse "mim", dessa "pessoa". A Vida é Real quando não temos mais essa abstração de uma ilusória identidade que se vê separada dela, fazendo exigências, tendo escolhas e procurando se reafirmar, vez após vez, após vez.

Toda essa movimentação da autoimagem, desse centro, que é o "eu", que é o "ego", é a movimentação do isolacionismo egocêntrico; e se isso está presente, não importa o que o ser humano tenha realizado externamente, essa realização ainda está dentro da ilusão de uma identidade presente que acredita ter realizado, que acredita poder segurar, controlar, possuir, e, assim, não há Amor, não há Paz, não há Liberdade, não há Real Felicidade, porque o sentido ilusório de "alguém" separado da vida está presente.

Não existe esse "alguém"! Nós estamos diante da Vida; a Vida é essa Realidade Divina, e esta Realidade é a Verdade do seu Ser, esta Realização nesta vida é a Realização de Deus. É o que estamos trabalhando aqui com você nesses encontros on-line nos finais de semana. São dois dias juntos: sábado e domingo. Fora esses encontros on-line, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Julho de 2025
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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? O que é o pensar? Consciência Real.

O ponto é que: presos dentro dessa rotina - eu me refiro a essa rotina da continuidade desse padrão de pensamento que nós temos, que nós conhecemos - é algo como que impossível vivermos a verdade de uma cura para esses padrões internos de sofrimentos psíquicos. Nós precisamos descobrir o que é ter um contato novo com a vida que, nesse instante, está presente, aparecendo neste momento. Nós temos aqui, com você, discutido essas questões.

Há uma Verdade presente, e esta Verdade é a Real Consciência, a Realidade d'Aquilo que é Você em sua Natureza Divina, em sua Natureza Verdadeira. Isso permanece desconhecido. E é interessante dizermos isto aqui para você: esta Realidade Divina se Revela, mas ela não se Revela para se tornar conhecida por alguém, que é esse "eu"; ela se Revela como sendo a própria Vida em expressão, em Revelação. Nessa autorrevelação nós temos o fim da mente egoica, o fim dessa autoimagem, como eu tenho chamado, que é a pessoa.

Você e a autoimagem: é o nosso assunto aqui - entre outros. Em uma fala como essa, nós desenvolvemos com você diversos temas. Nós estamos aqui, por exemplo, nesta fala trabalhando, também, o fim da autoimagem, dessa autoimagem, que é a pessoa, que é você. Essa é a presença da mente, da mente conhecida, da mente presente em nós. A presença da mente é a presença do passado. Nós estamos vivendo no passado, permanecendo no passado.

É interessante a permanência do passado. A permanência do passado é a continuidade; uma continuidade em um tempo bem particular, bem especial, que é o tempo psicológico. A base da estrutura dessa consciência, que é a consciência da pessoa, desse "mim", é essa mente egoica; ela vive dentro de um modelo de tempo psicológico, então, de uma forma paralela, nós temos o tempo para o corpo. Nós envelhecemos com o passar dos anos.

Então, nós temos esse fenômeno, que é o tempo cronológico. Paralelo a esse tempo, nós temos esse tempo da continuidade do "eu" psicológico, dessa egoidentidade. Assim, jamais haverá uma cura para esse "eu". O que nós precisamos investigar aqui é a verdade sobre isto. O fato de que, psicologicamente, internamente, essa mente egoica não tem cura. Nós podemos tomar ciência da verdade sobre isto, e esta ciência da Verdade liberta.

A Libertação não é a cura. Quando você tem um paciente, ele pode ser tratado e recebe alta. Então, ele volta para casa depois que o médico lhe dá alta. O ego não é um paciente internado, sendo tratado e esperando, depois disso, a alta acontecer. Nós estamos lidando com um elemento presente que se sustenta no imaginário mundo do pensamento, da construção de ideias, opiniões, crenças, condicionamento, padrão de resposta, de memória, de lembrança: isto é o "eu", isto é o "ego". Não há cura para essa condição.

Sim, é possível a Liberação desse estado, desse quadro, dessa forma de ser; é quando temos o fim da autoimagem, o fim para essa egoidentidade. É uma suposta identidade presente e, no entanto, paradoxalmente, apesar disto, tendo uma vida muito particular e real - real, na verdade, dentro dos seus termos, dentro dos seus posicionamentos.

Nós estamos vivendo os nossos dias, envelhecendo em anos e, ao mesmo tempo, psicologicamente sustentando essa repetição, essa continuidade, essa rotina de interna condição psicológica de sofrimento, de contradição, de conflito, de desordem.

Os inúmeros desejos - boa parte deles contraditórios e conflituosos -, as inúmeras formas de medos, algo presente dentro de uma relação com a vida, com os acontecimentos, com as pessoas, com os próprios pensamentos que surgem dentro de cada um de nós, aqui temos a presença desses temores diversos: essa é a situação do "eu", do "ego", da "autoimagem".

Assim, ao longo dos anos vamos envelhecendo e a mente vai se tornando cada vez menos capaz, menor é a habilidade de olhar para o momento presente sem o passado. Assim, temos uma mente prisioneira, centrada no passado, sem liberdade. Não tratamos com você aqui da questão da cura para esse "eu", e, sim, do fim para essa egoidentidade. Investigar isto requer a presença de um perceber novo.

O que é o pensamento? Perceber o que é o pensamento é a base. O pensamento em nós é o elemento que está presente em razão da presença do passado; este passado é a memória em você, a psicológica memória que não se concluiu.

Nós podemos aqui dar um exemplo para você do que é o pensamento - porque essa é a pergunta: "O que é o pensamento?" Quando você me trata mal, você fere o meu "eu", o meu "ego", você me feriu. Não há uma separação entre eu e o meu ego, entre esse ferimento e o que eu sou aqui, nessa autoimagem. Portanto, você me tratou mal, é esta lembrança, é essa memória que surge como uma recordação de imagem, de pensamento e, também, de sentimento e emoção de frustração, de dor, de revolta, de raiva que tenho de você - essa é a presença do pensamento.

Nós estamos vivendo no pensamento, tendo essa qualidade de memória desagradável - podemos estender isso para diversas outras formas de representações de dor emocional, psicológica. Mas também temos as memórias agradáveis, aprazíveis, deleitosas, felizes, que também essa autoimagem cultiva e sustenta em nós. É assim que estamos vivendo os nossos dias, mantendo essa rotina de continuidade da pessoa.

Esse cérebro está viciado em viver assim, no cultivo dessa história, que é só memória, que é só lembrança. Nós não sabemos morrer para isto, permitir que isso se dissolva, para um cérebro novo, que tenha esse frescor, essa Liberdade, essa ausência de história psicológica, de memória psicológica. O contato com o pensamento neste momento, com a experiência deste instante, quando não fica registro, nós temos um contato com a presença do pensar.

Quando você me ofende, e neste instante há uma completa Atenção sobre essas reações aqui, dentro deste corpo, deste cérebro, quando a palavra de ofensa chega, a presença dessa Atenção sobre essa reação é a presença de um contato com a Ciência da Meditação, com a Verdade da Revelação dessa reação e, portanto, estou conhecendo a mim mesmo. Não é o conhecimento de alguém tendo ciência de si próprio para mudar como uma pessoa muda, não é isso.

Aqui se trata da Ciência da Revelação do próprio "eu", e isso requer a presença de uma Inteligência, que aqui eu tenho chamado "a verdade do pensar". Quando colocamos a Verdade, a Inteligência, temos a presença do pensar. Não é de alguém pensando, é a presença da Ciência do que é o pensar.

Portanto, o que é o pensar? O pensar é a ciência de olhar com Inteligência para o pensamento, sem colocar no pensamento a presença do pensador. Quando temos a verdade sobre como nós funcionamos, estamos livres do pensamento, do sentimento, da emoção, da sensação, da percepção, porque estamos em um direto contato com a Totalidade da Vida, e não com a imaginação de uma particular identidade, que é essa autoimagem, que é essa consciência do "eu".

Portanto, este é o contato com a Real Consciência; ela não é pessoal, ela não está dentro desse tempo, que é o passado, estabelecido em nós pelo pensamento para tirar conclusões, avaliações, para ficar magoado, ofendido, ferido, para ter essa autoimagem arranhada. Portanto, isto requer um olhar para este momento, que é esse olhar do perceber.

Nós não sabemos perceber. Não há o perceber. A forma de aproximação em nós é de alguém percebendo. Estamos sempre colocando a proposta pessoal, particular, individualista dentro da vida como ela acontece. Então, não sabemos perceber. Perceber o que está acontecendo não requer alguém para tirar conclusões sobre isso, para fazer escolhas, para comparar, para julgar.

Quando alguém lhe ofende, só lhe encontra para lhe ofender porque não há o perceber. Se neste momento o perceber está presente, esse perceber é Atenção; Atenção sobre esse pensamento que surge dentro, o sentimento que aparece. A própria imagem é parte dessa particular visão de mundo que resiste, que luta e, portanto, se ofende, fica magoada. A presença desse perceber é a presença dessa Atenção, livre do passado.

Quando tocamos aqui, com você, na beleza deste encontro com a Meditação, não estamos colocando a Meditação como uma técnica terapêutica, como algo para lhe curar do ego. A Meditação é a visão da Realidade da Vida como ela acontece, é a Verdade que liberta. Volto a dizer: não é a cura dessa desordem psicológica que é a presença dessa mente egoica. É a Liberação, é a Libertação da ilusão dessa autoimagem, dessa egoidentidade a presença da Meditação.

Quando a mente for expurgada, esvaziada, liberada desse psicológico conteúdo de condicionamento, de história, de memória, de pensamento psicológico, de visão particular do mundo, do outro, de si mesma, temos a presença desse espaço. Neste espaço se Revela Aquilo que está além do "eu", que não está dentro desse contexto do conhecido: é Você livre desse "mim", desse "eu", dessa autoimagem, desse você como o pensamento diz ser você.

Portanto, nestes encontros aqui nós temos esse propósito: a plena Ciência disto, a real visão desta Verdade, da Verdade que Liberta, que traz essa Ciência de Deus, que é Amor, Felicidade, Compreensão, Sabedoria. Esses encontros on-line que nós temos aqui nos finais de semana - sábado e domingo - têm este propósito. Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Julho de 2025
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