quinta-feira, 12 de março de 2026

O que é o pensamento? Medo: o que é? O que é o sofrimento? Como alcançar a realidade desejada?

É bem interessante a nossa aproximação da vida, ela é a aproximação da busca de alguma coisa. Isso porque nós fomos educados, condicionados, programados para ter essa forma de pensar, para se mover nesta forma de pensar. Assim, nós encaramos a vida como algo para ser realizado, como algo em que, nela, nós estamos aqui como um elemento separado dela, para encontrar nela alguma coisa para "mim", para esse "eu", para esse elemento que se vê separado dela, que se vê à parte dela.

Aqui eu gostaria, com você, de investigar essa questão dessa procura que todos nós temos. Qual será a verdade desta busca? Eu me refiro a essa busca dos desejos, das realizações nos desejos. Isso porque, em geral, nós pensamos assim. "Afinal, como alcançar a realidade desejada? Como alcançar aquilo que eu desejo?" Notem que coisa estranha é a nossa particular visão da vida, nossa particular visão da existência, do mundo. Nós olhamos para a vida, para a existência e para o mundo como se houvesse, nesse contato que temos com esta coisa, a vida, o mundo, a existência, a possibilidade de nos preenchermos em algum nível de realização, realizando o desejo certo, o desejo verdadeiro, o desejo real, essa realidade desejada. O que há por detrás disso? É isso que estamos investigando aqui, com você.

Há em todos nós uma insatisfação, uma incompletude, uma condição que está produzindo desejos. Não haveria desejos se houvesse completude, se houvesse satisfação. Reparem que, quando você não tem fome, não sente desejo do fim da fome, porque não há fome. Se você não tem fome, você não tem desejo do fim da fome e, no entanto, reparem, psicologicamente você pode ter desejo de comida, mesmo sem ter fome. Então, existe aqui uma coisa que a gente precisa estudar, compreender: nós temos necessidades; em razão da insatisfação, a necessidade surge. Nós temos necessidades, essas necessidades dão origem à insatisfação. Em razão da insatisfação surge o desejo.

Quando você está com fome, você tem a necessidade de preencher essa fome, de realizar essa insatisfação na comida. Então, é natural desejar comida quando se tem fome, é natural desejar água quando se tem sede. É natural desejar se aquecer quando você está com frio. É natural desejar se refrescar quando você está com calor. Veja, é natural o desejo. Então, nós temos esse aspecto do desejo, é um aspecto simples! Se você tem que viajar, você tem que comprar uma passagem aérea, não dá para você ir para o outro lado do continente, atravessar o mar andando. É necessário comprar uma passagem aérea, então estamos diante de um desejo básico, simples, em razão de uma necessidade. Mas nós temos desejos psicológicos, como esse que acabamos de colocar: você não está com fome, mas tem o hábito de comer, o vício de comer. Há uma condição psicológica em você, de insatisfação, produzindo o desejo.

Assim, existem dois tipos de desejos, que claramente nós somos capazes de observar. O primeiro é o desejo simples, a busca de um preenchimento de uma necessidade básica, e o segundo consiste na busca de um preenchimento psicológico. Todos os tipos de desejos que temos nesse nível, a nível psicológico, são algo para alimentar ou manter a continuidade de uma entidade presente, ilusória, que se mostra muito real em cada um de nós, que é a presença do "eu", que é a presença do ego. Nós precisamos tomar ciência disso, é por isso que a nossa ênfase, aqui, está na visão da aproximação do Autoconhecimento. Porque uma vez que você tome ciência de como você psicologicamente funciona, você se dá conta desta psicológica condição, que é a condição desta egoidentidade, que está em busca de se preencher psicologicamente, realizando coisas, realizando sonhos, objetivos, propósitos, alvos, se realizando em companhia de pessoas, nessa assim tão sonhada felicidade, no amor, nas relações. Tudo isso faz parte desse velho jogo, que é o jogo da continuidade do "eu", da continuidade do ego. Uma continuidade que se sustenta sempre nesta ânsia por mais, nesta busca por mais. Então, esse modelo psicológico de existência presente no ser humano é algo que está sustentando uma condição interna de insatisfação, de incompletude e, portanto, de sofrimento.

Assim, o que é o sofrimento? Essa é uma outra pergunta. O que é o sofrimento? É exatamente a presença dessa insatisfação, dessa incompletude, esta ânsia por se realizar, por se preencher, por alcançar algo. Nós não nos damos conta de que esse movimento é uma busca de preenchimento psicológico; nesse próprio movimento está presente o sofrimento. É porque sofremos que desejamos. A beleza de um encontro com a Realidade Divina, com a Realidade do seu Ser, é que isso é o fim do sofrimento, porque isso é o fim desta insatisfação, desta incompletude. Então nós temos o fim do desejo, dessa qualidade de desejo. Um desejo que, por sinal, está produzindo, a todo momento, algum tipo de problema. Repare que o desejo, quando se apresenta, ele se apresenta como o desejo, mas os objetos do desejo são diferentes. Você deseja uma coisa, mas simultaneamente você deseja uma outra coisa, contrária àquela primeira. Você sabe que, se obtiver aquela primeira coisa, você terá problemas. Ou seja, intelectualmente, você compreende que desejar aquilo não vai lhe fazer bem. Então, você deseja aquilo mas, ao mesmo tempo, você não quer aquilo. Intelectualmente, você não quer, mas emocionalmente você deseja. Veja, estamos diante do desejo, do desejo que se contradiz.

Assim, a condição psicológica do "eu", do ego, desse "mim", é de contradição. Essa é a presença do sofrimento. Você deseja uma determinada coisa, mas você, ao mesmo tempo, tem medo das consequências. Então, reparem que coisa interessante nós temos aqui: existe alguma separação entre o desejo e o medo? Porque, se você deseja algo mas, ao mesmo tempo, tem medo das consequências, esse desejo é, ao mesmo tempo, contraditório. E esse desejo é, ao mesmo tempo, o medo. Vejam como é importante nós investigarmos isso, esse é o estado caótico, confuso, desorientado, infeliz, do "eu", do ego. Esse sentido do "eu" é algo miserável, porque ele vive nessa insatisfação, nessa incompletude, nesse desejo e nesse medo.

Assim, quando você vem e pergunta: "O que é o medo?" O medo é a presença da insatisfação, o medo é a presença do pensamento se projetando no futuro, vendo as consequências dos seus desejos. Reparem como é importante investigar essa questão, também, do que é o medo. Um outro lado do desejo é a presença do medo, assim como um outro lado do prazer é a presença da dor. Neste momento, neste encontro com a Beleza da vida como ela acontece, há esse deleite, essa alegria. Mas quando o pensamento transforma isso em prazer e se coloca para buscar mais disso, esta ânsia por mais é a presença da dor, é a presença do desejo, é a presença do medo de não obter mais daquilo, ou daquilo trazer consequências ruins para esse "mim", para esse "eu", para esse ego, para essa pessoa. Estamos juntos?

Ter uma aproximação de tudo isso requer a presença da Inteligência. A verdade desta aproximação da vida, da real vida, livre desse modelo que acabamos de descrever, que é o modelo do ego, que é o modelo do "eu", requer a presença da Inteligência. E nós temos a presença dessa Inteligência quando nos desvencilhamos do modelo do pensamento. Nós estamos aqui, com você, investigando todas essas questões. Uma outra questão é: "O que é o pensamento?" Notem a ligação direta do pensamento com todo esse processo, com o processo do medo, do desejo, desta insatisfação, dessa incompletude. Reparem a presença do pensamento. É o pensamento que se projeta a partir da imagem que ele cria, que ele tem, ele mesmo se projeta para ir em busca daquilo.

Reparem o que está sendo colocado agora, aqui, para você. Existe a imagem que o pensamento cria do seu ideal. Nós temos a própria presença do pensamento se projetando no futuro para realizar isso, que é o seu ideal, e temos esse "eu", esse "mim" para alcançar isso. Haverá uma separação real entre esse ideal, esse pensamento e esse "eu"? A resposta é muito simples: sem a presença desse ideal não existe qualquer pensamento sobre aquilo e não existe qualquer "eu" por detrás desse pensamento. Assim, a presença do ideal é o próprio pensamento, que é o próprio "eu". Veja, estamos diante de três coisas que não são, na realidade, três coisas, estamos diante de uma única coisa: essa coisa é o próprio pensamento. É importante que você compreenda isso, não existe nenhuma separação entre esse "eu" e o pensamento, e o ideal dele; aquilo que ele procura, que ele busca, que ele idealiza, é ainda parte dele. É fundamental nós termos aqui uma compreensão de que não existe nenhuma separação entre você e o desejo, entre você e o medo. Você é a presença do desejo, você é a presença do medo. Assim, a presença do desejo, que é o ideal, é a presença desse no ideal, que é você, e isso é a presença do pensamento.

Aqui, nestes encontros, nós estamos, com você, investigando o fim desta psicológica condição, que reparem, é uma condição criada pelo pensamento. Sem a presença do pensamento, não há nenhum conflito presente nessa questão dos desejos. Então, podemos lidar com a vida como ela acontece e realizar propósitos de uma forma muito simples, sem esse fundo psicológico, que é a presença do "eu". Assim, realizar propósitos não é o problema. O problema é alguém nesta realização, é a ilusão de alguém para se preencher, para ser feliz, para se realizar, realizando esses propósitos. Assim, estamos diante de uma ilusão. As pessoas realizam coisas na vida, mas como carregam, ainda, esse sentido do "eu", do ego ali, elas continuam infelizes. Elas continuam psicologicamente, internamente miseráveis, mesmo em meio à fama, ao poder, à riqueza dentro dos bens materiais, dentro dessas realizações, também sentimentais e emocionais, nos relacionamentos. Enquanto o sentido do "eu", do ego, estiver presente, haverá infelicidade, porque aquilo que estará presente é a insuficiência, a carência, a insatisfação, a incompletude.

Aquilo que estamos com você, aqui, investigando, é o fim desta psicológica condição do "eu", do ego. Estar presente na vida, assumindo a realidade da vida como ela acontece, é estar diante da Beleza, da Completude de Ser onde realmente nada lhe falta. Isso porque a Realidade do seu Ser é a Realidade de Deus e nesta Realidade, nada falta. Essa Realidade que é você em seu Ser é Completude, ela não carrega desejos, ela não carrega conflitos, pensamentos ou problemas. Assim, o que é esta Verdade desta Realidade presente? É a Ciência Divina, é a Ciência de Deus. A verdadeira Realidade não é desejada, ela não é desejável. Ela é exatamente o fim desse elemento que se separa e que deseja e que se ocupa psicologicamente, se projetando nessa ilusão, que é a ilusão do pensamento. Pensamento de que amanhã será feliz, de que amanhã estará em paz, de que amanhã encontrará o amor, e assim por diante.

É isso que estamos trabalhando aqui, com você, nos finais de semana. O encontro com a Realidade Divina é a Completude de Ser, é a Verdade de Deus. Assim, sábado e domingo estamos juntos, aqui. São encontros on-line nos finais de semana. Você tem aqui, na descrição do vídeo, o nosso link do WhatsApp para participar desses encontros on-line nos finais de semana. Fora esses encontros, temos encontros presenciais e também retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui o convite, já deixa aqui o seu like, se inscreve no canal e coloca aqui no comentário: "Sim, isso faz sentido". Ok? E a gente se vê. Valeu por o encontro e até a próxima.

Março de 2025
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terça-feira, 10 de março de 2026

O que é o medo? Mente condicionada. Como lidar com o pensamento? O condicionamento psicológico.

Aqui, a nossa ênfase com você consiste em uma aproximação da vida dentro de uma compreensão do significado dela. A dificuldade que nós temos na vida é de não abraçá-la como ela acontece. Nós fomos educados dentro de um modelo de mundo onde desde pequenos sempre nos foi dado projetos, objetivos, propósitos, ideias, sonhos. Nós não lidamos com a vida como ela acontece, nós estamos sempre lidando com a vida a partir desse fundo de representação mental de como ela precisa ser, deveria ser ou poderia ser para nós.

Aqui, juntos, nós estamos investigando essa questão, que é a questão desse "eu". Não há nenhum outro elemento presente que se separe da vida para avaliá-la a partir desse fundo. O único elemento presente para ser investigado não é a vida como ela acontece, mas é exatamente esse "eu" como ele aparece - e esse "eu" somos nós. Então, nós precisamos compreender algumas coisas; na verdade, nós precisamos compreender uma única coisa, e essa única coisa é a verdade sobre esse "eu"

A forma como encaramos a vida é a partir de um condicionamento psicológico, em razão da presença de uma mente condicionada. Nós não sabemos, por exemplo, lidar com o pensamento. Esse condicionamento que trazemos nos impede de ter uma compreensão daquilo que se passa conosco. Assim, nós precisamos nos aproximar da vida tendo uma nova aproximação, algo que se torna muito complexo, nada simples, em razão desse fundo de condicionamento.

Ao lidarmos com a vida, estamos lidando com aquilo que ali está. A vida representa diversos aspectos bastante complexos; essa complexidade desses aspectos ocorre em razão da forma como nós nos aproximamos da própria vida. A vida não é complexa, não é difícil, não é aquilo que acreditamos que ela é. Apesar de não ser complexa, difícil, a vida consiste em algo nesse instante acontecendo, a cada momento, como um grande mistério.

Não há como ter uma aproximação da vida a partir do pensamento. Esse formato de pensamento presente, a forma como o pensamento se processa dentro de cada um de nós, é procurando fazer uma leitura da vida. Então nós temos da vida, a partir do pensamento - nessa mente condicionada, nesse condicionamento psicológico -, uma visão equivocada.

A cada momento, nós nos deparamos com algo novo na vida; a vida é sempre algo novo surgindo. A cada momento, a cada instante, nós estamos diante de algo novo, e atender esse novo requer uma qualidade de mente que nós desconhecemos. Apenas uma mente livre, desimpedida, silenciosa, com um cérebro quieto é realmente capaz de olhar para a vida como a vida acontece, sem gerar conflito, desordem e confusão. Mas a mente que nós conhecemos é a mente que, ao olhar para a vida, carrega a sua perspectiva, a sua peculiar visão. Então, vamos ver isso aqui juntos.

Por que é que ao olharmos para a experiência da vida, ou para a vida como ela acontece, produzimos conflitos, confusão, desordem e sofrimento, não só para nós mesmos, mas para o mundo à nossa volta? Por que isso acontece? Porque olhamos a partir do passado. É o passado que não nos permite ter um contato com a vida em Liberdade.

A ausência dessa Liberdade: vamos tocar um pouquinho nisso aqui. Nós não fomos criados, educados para a Liberdade; pelo contrário, nós fomos adestrados, condicionados, programados para pensar, para sentir e para atuar na vida. Ou seja, todas as nossas ações também são moldadas por esse modelo de sentir e pensar educado pela sociedade, educado pela cultura, para um comportamento bastante peculiar, e esse comportamento é o comportamento do "eu".

Qual será a verdade desse "eu"? Esse "eu" é esse elemento presente que se move na vida a partir do pensamento. Então, é assim que estamos nos movimentando na vida. Esse movimento a partir do "eu" é o movimento da ausência da Liberdade. Nossa ideia de liberdade, em geral, é a liberdade para fazer o que desejamos, para fazer o que nós queremos, para ser quem nós acreditamos ser.

Alguns usam a expressão "precisamos ser nós mesmos". O que é "ser nós mesmos"? Tudo o que nós sabemos desse ser que nós somos é aquilo que a cultura nos ensinou a ser, nos mostrou como ser. Então, quando falamos de liberdade para fazer o que desejamos, para ser quem nós somos, nós estamos apenas sob a influência do desejo. Não é possível a visão real da Liberdade enquanto o nosso impulso de ação for o impulso da aquisição, for o impulso para obter aquilo que nós desejamos.

Porque, na verdade, o que é que nós desejamos? Nós desejamos aquilo que está presente nesse fundo de condicionamento mental. Nós tivemos experiência de prazer, e agora desejamos que esse prazer volte, esse é o nosso desejo, mesmo que esse prazer implique em sofrimento para o outro, como ocorre, no caso, desse movimento em nós, por exemplo, na ambição. Nós vivemos dentro de uma disputa, procurando superar os demais, para realizar o que desejamos para obter o que nós queremos. Esse movimento, em geral, é o que nós chamamos de liberdade, enquanto que aqui nós estamos apenas no impulso da insatisfação.

Existe um aspecto dentro dessa questão do desejo que nós não percebemos, que é a presença do medo. O mesmo impulso para obter aquilo que você deseja, como o prazer, é o mesmo que procura lhe afastar daquilo que lhe causa dor - e esse é um outro aspecto também do desejo. Nós desejamos o prazer, mas também desejamos fugir da dor. Essa questão do desejo precisa ser investigada. É natural o desejo; o desejo apenas nos mostra que estamos respondendo à vida. O problema surge é quando não compreendemos o lugar que tem o desejo.

A qualidade de desejo que nós conhecemos não é o desejo simples e natural para obter aquilo que, de fato, nós precisamos. O desejo que nós conhecemos é o desejo psicológico, é aquilo que nos impulsiona em busca de um preenchimento e realização a nível do "eu", a nível do ego. Essa qualidade de desejo carrega presente também o medo. Nós vivemos nessa busca do desejo - eu me refiro a essa qualidade de desejo psicológico, que é o desejo em busca de um preenchimento e de uma satisfação egocêntrica - e também vivemos dentro desse mesmo modelo de fuga da dor.

Então, o nosso desejo também implica nesse fugir do sofrimento; um sofrimento que, por sinal, nós criamos a partir desses impulsos. Todo esse modelo de impulso do "eu", de impulso do ego, em sua busca de preenchimento e satisfação, é algo que envolve a busca do prazer e a fuga da dor. E a verdade é que todo esse movimento é o movimento egocêntrico, todo esse é o movimento que vem do passado, vem dessa psicológica condição, que é a condição do "eu", que é a condição do ego.

Assim, quando as pessoas perguntam o que é o medo, um dos aspectos do medo que, em geral, nós ignoramos é que o medo é essa fuga da dor. Mas quem é esse elemento nessa fuga da dor senão o próprio "eu", esse próprio movimento egocêntrico dentro desse desejo de escapar? Aqui, com você, nós estamos investigando o fim para essa psicológica condição, que é a condição da egoidentidade, para um real encontro com a Vida como ela acontece nesse instante, livre desse modelo, que é o modelo dessas atividades egocêntricas.

Assim, a presença da Liberdade, dessa mente livre, é algo fundamental. Como realizar essa mente livre? E como assumir a Verdade desta mente livre? Isso ocorre quando liberamos de nós essa interna condição, esse movimento interno, que é o movimento do "eu", que é esse movimento do ego. Isso se realiza pelo olhar, pelo perceber, pelo compreender todo esse movimento. Aquilo que aqui temos dado como fundamento para essa visão, para essa Verdade dessa Liberação dessa psicológica condição, que é a condição dessa egoidentidade, é realizarmos, na vida, a compreensão de nós mesmos pelo Autoconhecimento.

A não ser que você tenha uma direta compreensão de como você internamente funciona, você jamais irá compreender a vida. Como nós acabamos de colocar: a vida não é algo difícil, não é algo complexo, mas é a presença de um Mistério, que a cada momento está aqui se mostrando, se revelando, e você não pode tomar ciência desta Revelação a partir do passado, a partir do modelo do pensamento. Então, o fim dessa mente condicionada, desse psicológico condicionamento é a aproximação da vida como ela acontece, como ela é. E nesse encontro com a Vida, temos o encontro com a Felicidade.

Em geral, toda essa procura por satisfações, por realizações, por projetos, objetivos, sonhos é aquilo que tem sido dado para nós como modelo dentro desse contexto de sociedade, de valores humanos, de valores mundanos. Uma vida voltada para a Verdade é o fim dessa velha condição, para um encontro com a vida nesse instante sem o passado, sem esse padrão de mente condicionada.

A posição da pessoa no mundo, do ser humano como ele vive, apesar de todas as realizações externas que ele tem - realizações essas impulsionadas pelo modelo comum, pelo modelo de mente condicionada, de psicológico condicionamento - ainda é de infelicidade problemática, insciente da Realidade Divina presente aqui e agora, porque ele está vivendo no pensamento, vivendo nessa velha condição do "eu", do ego.

Todo o seu impulso na vida é na busca do prazer; toda essa busca do prazer carrega a presença da dor. Nós não nos damos conta disso porque nos falta uma visão de como, internamente, nós funcionamos, nos falta uma visão de que nós estamos funcionando de uma forma programada, dentro de um contexto de consciência comum a todos.

Aqui, juntos nós estamos investigando tudo isso para irmos além dessa psicológica condição egoica, para irmos além dessa ilusão desse sentido de alguém presente precisando de algo na vida. A verdade é que a Presença da Vida é a Presença do seu Ser. Este Ser é a própria Realidade Divina, essa é a Natureza Verdadeira, é a Natureza Real d'Aquilo que é Você em seu Ser. Um encontro com a Vida é um encontro com a Realidade nesse instante.

Não existe qualquer separação entre a vida como ela acontece e a Realidade do seu Ser. No entanto, enquanto esse sentido do "eu", dessa mente condicionada, estiver presente, você estará sempre perguntando: "o que é o medo", "como se livrar do sofrimento", "como vencer a depressão", "como superar o estresse e a ansiedade". Isso porque todos esses quadros são representações típicas dessa condição psicológica, que é a condição da mente egoica, dessa consciência isolacionista, separatista, desse sentido do ego, dessa presença do "eu".

Aproximar-se da Realidade da Vida, assumir esta Realidade, constatar a Beleza da Vida como ela acontece, tendo uma aproximação real desse Mistério, requer a ausência dessa velha condição. A presença do Autoconhecimento lhe abre essa porta para a ciência que Revela Deus, que Revela o seu Ser. A Felicidade é possível nesta vida quando esta Vida é Real, quando esta Vida não é mais essa ideia de "minha vida", quando esta Vida é a Vida Divina.

Aqui, nos finais de semana, sábado e domingo, estamos juntos aprofundando isso com você. São dois dias online, onde estamos trabalhando isso com você. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui esse convite para participar.

Março de 2025
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quinta-feira, 5 de março de 2026

O que é o pensamento? Medo: o que é? O que é o sofrimento? Como alcançar a realidade desejada

Nós temos por fundamento, aqui dentro destes encontros, uma aproximação para a investigação, para a descoberta do porquê desse movimento psicológico presente em cada um de nós. É isso que pode nos dar uma real resposta para essas diversas condições internas em que nós nos encontramos. Um encontro com a vida como ela acontece é algo inteiramente diferente desse encontro a partir do princípio do pensamento presente, que é o modelo que nós conhecemos. Toda esta condição de incompletude, de insatisfação presente em nós, como seres humanos, é algo que precisa ser investigado. Isso porque a natureza da Verdade sobre nós mesmos, que nós desconhecemos, é a Natureza do Amor, da Paz, da Liberdade. naturalmente, da Felicidade. E aqui a palavra Felicidade é completude; nessa completude não existe insatisfação. Assim, nós temos aqui que nos perguntar o porquê desta psicológica condição presente em cada um de nós, que nos leva a essa busca ou procura por realizações externas, por exemplo, nos desejos.

Existe uma procura em cada um de nós, em razão dessa insatisfação. Assim, as pessoas perguntam: "Como alcançar a realidade desejada?" ou seja, como alcançar aquilo que elas realmente desejam? Aqui a pergunta é: Nós sabemos o que realmente desejamos? Nós sabemos qual é a verdade sobre os desejos? O que é o desejo? Por que o desejo? Se houvesse satisfação, haveria desejo? Ou a presença do desejo é um sinal clássico de carência, de insuficiência, de insatisfação? Essa questão do desejo é bem interessante aqui, de ser investigada. Desde pequenos nós temos desejos, mas o desejo carrega dois aspectos, que a gente dificilmente atenta para eles. Ele tem um aspecto físico, em razão de uma necessidade - se, por exemplo, você sente sede, você deseja água; se você sente frio, se você deseja se aquecer; se você sente fome, você deseja comida. Então, esse é um aspecto simples dessa questão da presença do desejo nesta insatisfação, nesta não completude. Estamos diante de algo muito natural: se você precisa se transportar, precisa de um veículo. Se a distância é muito longa, você não vai fazer isso a pé, então você precisa comprar uma passagem aérea.

Então, a presença do desejo é algo bem simples, é algo bem natural, mas nós temos exigências internas que não compreendemos porque elas estão aqui. Isso cria uma qualidade de desejo, presente em nós, que é o desejo psicológico. É a busca de um preenchimento, de uma satisfação ou realização psicológica. Que elemento presente é esse, em nós, insatisfeito, que sustenta essa psicológica necessidade, essa busca de preenchimento nos desejos? Será que em algum momento esse elemento em nós ficará satisfeito, preenchido? A resposta para isso é muito simples: A condição psicológica do ser humano é a condição de uma particular visão de mundo onde há, sempre presente, essa insatisfação. Essa particular visão é a visão desse "mim", desse "eu", desse ego. Esse é o elemento presente, responsável, nesta insatisfação psicológica que tenta preencher realizando desejos.

É algo muito complexo tudo isso, porque a mente tem tornado isso algo muito complexo. Nós precisamos realizar coisas na vida, mas se realizar nessas coisas como o ego tem a intenção, como ele se vê precisando fazer, desejando fazer, é isso que alimenta a presença, em nós, do sofrimento. As realizações, os objetos, estar em lugares como, por exemplo, viajar, ou se encontrar com pessoas, ou ter a proximidade delas com você, acreditar que a realização disso deve ter esse propósito de preenchimento psicológico, é sustentar, na vida, uma condição de sofrimento. É isso que tem gerado em nossas vidas todo tipo de problemas. Nós nos apegamos a lugares, a pessoas, a objetos, a ideias, a opiniões, a conclusões, a ideologias. A esses apegos nós chamamos de "amor". Se isso nos é tirado, ou se nos sentimos ameaçados para perder isso, é típico da natureza do ego acumular, adquirir, possuir, controlar. Se ele se vê ameaçado, ele se sente ferido, magoado, entristecido, ou com raiva.

Assim, os nossos apegos são sustentados pelas nossas realizações desses desejos, desses desejos psicológicos. Aqui, com você, nós estamos investigando o fim desta psicológica condição, que é uma condição bem particular do "eu". É isso que sustenta em nós uma condição de sofrimento típico, chamado "medo". Em geral, nós separamos as duas coisas, nós vemos o desejo como algo bom. Repare, há um elemento por detrás do desejo, que é a insatisfação. Insatisfação é presença de sofrimento. Um outro elemento presente nessa questão da presença do desejo, é que ele produz, além da insatisfação presente por detrás dele, nós temos a presença de algo, que é o apego. A realização de desejos sustenta em nós a ânsia por mais, a busca por mais e, naturalmente, a preocupação de não termos mais aquilo, de não alcançarmos mais, ou daquilo nos ser tirado. Isso é o medo.

Então, o que é o medo? As pessoas querem se livrar do medo, mas não querem se livrar do desejo. Notem, podemos descobrir a vida livre nesta liberdade interna, onde não há insatisfação, apenas quando a mente está livre de todo esse velho modelo de busca, de preenchimento e realizações externas, para internamente se preencher. Apenas quando a mente está livre podemos ter uma aproximação da vida como, de fato, ela é. Nós ficamos dentro de propósitos e objetivos, construídos em nós pela cultura, pela sociedade. Eles nos dizem o que vestir, eles nos dizem o que comer, eles nos dizem o que sentir, como pensar, como agir, como realizar propósitos, como ter ideais, sonhos e desejos. É assim que nós funcionamos psicologicamente, dentro desse contexto de cultura humana. É evidente que nós estamos dentro de um programa de condicionamento. De um certo modo, algumas coisas são bem inofensivas. Por exemplo, acabamos de citar a questão, aqui, do desejo. Se você precisa de uma roupa, você procura uma roupa, e você compra a roupa que está sendo oferecida. Mas transformar aquilo num ideal psicológico. Você pode sim, optar e escolher, em razão dessa inclinação que você tem, desse simples gostar de um estilo de roupa, mas estar preso a esse modelo de modismo, para psicologicamente se preencher, é estar escravo de uma psicológica condição de cultura, de condicionamento humano, de condicionamento do "eu", de condicionamento egoico.

É necessário um claro percebimento, uma Real Inteligência, para lidar com a vida e ficar com ela como ela acontece, e não com ela a partir desse modelo do pensamento, que está escravo desse padrão de condicionamento psicológico, de cultura humana, de valores humanos, de valores mundanos. Uma ciência real da vida é a direta compreensão do que ela representa, em todo o seu contexto. Isso requer a presença da Inteligência. O ser humano procura estudar tudo, mas ele não estuda a si mesmo, e não toma ciência da vida como ela acontece - de fato como ela acontece e não como o pensamento deseja, projeta e idealiza. Nós temos vivido e nós estamos vivendo em ideais do pensamento. É isso que está sustentando em nós a ilusão, por exemplo, desta procura pela realização dos desejos. Nós acreditamos que a realização desses desejos é o que irá nos fazer felizes, preenchidos, completos. Reparem o quanto as pessoas dão importância e valor, por exemplo, para essa busca, para essa busca de preenchimentos externos. É um equívoco essa ideia de que, pela realização externa, você será feliz, pela realização de desejos você será feliz.

Podemos lidar com a vida como ela acontece? Aqui não se trata de anular a presença do desejo, mas se trata de compreender a beleza de uma vida livre dos desejos. Realizar aquilo que é simples, realizar aquilo que, de fato, é necessário, é algo completamente diferente de ir em busca de soluções complexas para essa insatisfação do "eu", do ego, pelos desejos. Então, quando você vem e pergunta: "Como alcançar a realidade desejada?" A única Realidade é aquela que está presente aqui e agora, e a ciência desta Realidade não se alcança, não se obtém, não se deseja. É aquilo que está presente se expressando como sendo a natureza da Verdade do seu Ser. É isso que estamos com você aqui, explorando juntos, investigando juntos. É por isso que nós precisamos compreender a questão do pensamento. O que é o pensamento?

O pensamento é o elemento que liga aquela imagem a você. Então, existe uma imagem, uma percepção, uma visão, um modo de olhar para isso ou aquilo, aquela coisa, a partir do pensamento. O pensamento é essa ponte que liga você àquele objeto. Você vê algo e deseja aquilo, o pensamento é o elemento que faz essa ligação. Nós não compreendemos todo esse movimento do pensamento em nós. Sem a presença do pensamento não existe essa qualidade de desejo, porque não temos essa ponte. Você vê alguém famoso, então você tem essa visão dele ou dela, e o pensamento diz: "Seria muito bom, seria maravilhoso se eu fosse como ele ou ela." Esse é o movimento do pensamento em nós, sustentando e dando continuidade ao desejo. O pensamento diz: "Se eu alcançar a fama serei feliz, encontrarei a paz, encontrarei a felicidade." Repare, estamos apenas dentro de uma viagem. É o pensamento que está dando continuidade a essa viagem - ele é a ponte entre você, esse "eu", e aquele ideal, e aquele propósito, e aquele desejo.

Portanto, o pensamento é esse elemento que dá continuidade. Esse é apenas um dos aspectos do pensamento. Então, o que é o pensamento presente em você? É o elemento que sustenta a continuidade desse "eu" no desejo. O pensamento é o elemento em você, que sustenta a continuidade desse "eu" no medo. Sem a presença do pensamento não existe essa busca de preenchimento psicológico do desejo. Sem a presença do pensamento não existe a presença do medo. Então, o que é o pensamento? É a imagem, é a projeção, é a viagem, é essa ponte, é esse ideal, é essa fantasia sustentada por essa condição psicológica, que é o modelo do "eu", que é o modelo do ego. O pensamento em nós é um elemento que vem do passado. Toda referência dele é do passado. Ele não lida com a vida neste instante, como ela acontece. Ele está sempre lidando com o alcançar, o obter, o realizar. É um elemento presente em nós, sustentando toda essa noção de "amanhã". Eu me refiro a esse amanhã psicológico, que é o amanhã da realização da felicidade, da paz, do amor e da completude interna. Isso é algo completamente ilusório, completamente falso. E nós estamos vivendo assim há milênios, dentro desta ilusão, dentro desta condição psicológica.

É isso que alimenta a presença, em nós, do sofrimento. Repare, essa é uma outra resposta aqui, para a pergunta: "O que é o sofrimento?" O sofrimento é a presença do pensamento sustentando essa psicológica condição de projeção, de preenchimento e satisfação nessa noção de amanhã, de futuro. Um futuro que o pensamento está produzindo nessa ideia: "Eu não sou feliz agora, mas eu serei feliz amanhã.", "Eu não tenho isso agora, mas quando tiver isso ou aquilo, eu serei feliz." Existe uma expressão muito interessante em sânscrito para essa condição de ilusória busca de preenchimento e realização, felicidade, nesta condição de ignorância, de ilusória identidade que é "eu", o ego. A expressão é "avidya"; avidya é essa ignorância. Essa é uma palavra em sânscrito para "ignorância", para a ignorância que sustenta, que alimenta o sofrimento, porque alimenta essa ilusão.

Aqui estamos rompendo com isso. Precisamos ter, da vida, uma compreensão direta, livre desta psicológica condição. Assim, estes encontros que nós temos aqui, nos finais de semana, sábado e domingo, têm esse propósito. São encontros on-line que ocorrem nos finais de semana, aqui com você. Dois dias juntos, podemos trabalhar isso. Você tem, aqui na descrição do vídeo, o nosso link do WhatsApp para se aproximar desses encontros. Fora esses encontros on-line, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Então, se isso é algo que faz sentido para você, já deixa aqui o seu like, se inscreve no canal, coloca aqui: "Sim, isso faz sentido." Coloca aqui no comentário, ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima.

Março de 2025
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terça-feira, 3 de março de 2026

A verdade da morte. Como lidar com a morte. Sofrimento psíquico. Mente egoica e sofrimento. Avidya.

Nós achamos bastante razoável perguntas do tipo: "Como lidar com a morte?" - ou a busca, a procura da descoberta da verdade da morte. Nós acreditamos ser isso algo muito, muito razoável, mas quando a gente olha para a vida como ela acontece, e nela há essa fluidez, liberdade, quando você não está em nenhum nível de desconforto, de atrito, de conflito com a vida como ela aparece, você não faz essas perguntas.

Observe que é sempre quando o sofrimento está presente em algum nível: o desconforto, a dor, o conflito, a contradição, o problema, que essas perguntas surgem. Então, veja, já estamos aqui com você trabalhando essa questão. Vamos investigar um pouco isso aqui.

Quando é que nós nos preocupamos com a morte? É quando estamos felizes? Quando estamos festejando? Quando você está rindo de uma piada, algum pensamento sobre a morte surge, acontece? Alguma questão dessa ordem aparece para você, do tipo: "como vencer o medo da morte", "como se livrar do sofrimento", "como encontrar a paz" ou "como encontrar o amor"? O que eu quero dizer aqui é que todas essas questões estarão sempre aparecendo enquanto essa interna condição em você for a condição de algum nível de desordem emocional, de pensamento, sentimento.

Será possível descobrirmos a vida como ela acontece, sem a ideia de como ela deveria ser? Porque é aqui que se encontra esse sofrimento, esse desconforto. A base é a mesma dessas questões, nesse fundo psicológico, que é esse movimento de fundo psicológico com esse sofrimento, com essa contradição, desconforto, conflito, problema. Mas é exatamente dentro dessa condição psicológica que tudo isso aparece.

Aqui, com você, nós estamos exatamente investigando o fim dessa psicológica condição. Nós não precisamos da resposta que estamos procurando uma resposta para ela, porque estamos em conflito, em sofrimento, em desordem interna e, assim, nos colocamos nessa procura de uma resposta para a vida ou para a morte, ou para as situações, ou para aquilo que não entendemos, para aquilo que não compreendemos.

Reparem, essa psicológica condição, onde está estabelecido o conflito, a desordem, o sofrimento, o problema, é exatamente a presença do "eu", desse 'mim". É quando você se vê como alguém presente na vida e está em algum nível de resistência à vida como ela acontece que surgem essas questões, que surgem esses problemas.

Aqui, juntos, estamos trabalhando exatamente o fim desse elemento, que é o "eu", o "mim". Vamos compreender com clareza isso. Esse elemento não é outra coisa senão esse próprio estado conflituoso, psicológico de ser; é ele que, em sua confusão, sofrimento, desconforto, cria essas questões. Descobrir a vida acontecendo, sem esse elemento, é não ter mais perguntas sobre o que é a vida, o que é a morte, como vencer os problemas, como vencer a morte, como se livrar do sofrimento, e assim por diante.

A vida é aquilo que acontece, ela tem o seu próprio movimento, mas quando você olha a partir desse velho modelo, que é o modelo do pensamento, onde você vive dentro de princípios de escolhas do que quer e do que não quer, do que gosta e do que não gosta, do que aceita e do que rejeita sobre a vida, que o conflito se estabelece, o desconforto surge, a desordem acontece, dentro de você.

Não há problema na vida como ela acontece, e é parte da vida o aparecimento e o desaparecimento das coisas. A nossa ideia de morte antagonizando com a vida, brigando com a vida é uma ideia. Isso, sim, está dentro de um princípio do aparecimento e do desaparecimento, mas é a vida como ela acontece. Tudo o que está aqui, agora, sofre mudança: está aqui agora e logo se vai.

Toda essa noção de tempo que nos causa tanto desconforto, que é onde ocorre a mudança, esse desconforto não é causado pela mudança em si, mas por esse padrão de pensamento que quer dar estrutura fixa à vida como ela acontece. Então nós rejeitamos a morte, rejeitamos o fim das coisas, rejeitamos o desaparecimento. Há todo um movimento em cada um de nós, nesse padrão de pensamento, que é um movimento de possuir e segurar e não permitir a mudança.

Então, estamos sempre dentro de uma vã tentativa de sustentar, de uma forma imutável, aquilo que muda, aquilo que, por natureza, já está mudando. Você não consegue segurar com você qualquer coisa, por mais que tente. Tudo vai embora, tudo desaparece, é uma questão de tempo. Quando aqui temos o tempo para a mudança, também esse não é o problema, mas é a ilusão do pensamento resistindo à mudança. É isso que fundamenta o problema, é isso que dá base ao sofrimento psicológico em cada um de nós.

Uma real aproximação da verdade sobre si mesmo irá lhe mostrar que todo o sofrimento presente em você é psíquico. É apenas o pensamento que está sustentando esse sofrimento, quando resiste à vida como ela acontece, quando quer controlar os acontecimentos, os eventos, as pessoas, os sentimentos, os pensamentos; é sempre o movimento interno do pensamento, nesse formato do pensador, do experimentador, desse que se separa para observar e está vendo a partir dele, a partir do que ele pode ver. Invariavelmente, sempre é assim. É esse sentido desse "mim", desse "eu', avaliando, julgando, comparando, algumas vezes aceitando, outras vezes rejeitando. Essa é a proposta particular desse centro, que é o "mim", a "pessoa".

Assim, toda a forma de sofrimento psíquico é aquilo que está presente em razão desse modelo psicológico de ser alguém na vida, na experiência, no acontecimento, naquilo que surge. É por isso que estamos investigando com você aqui o fim para essa mente egoica e o sofrimento. Não há separação entre essa mente do "eu", essa mente egocêntrica, esse modelo que olha a partir desse centro ilusório, e o sofrimento. Enquanto isso persiste, a ilusão permanece.

Na Índia eles têm uma expressão para essa ilusão, para essa condição psicológica de afirmação dessa identidade; essa condição psicológica de afirmação dessa identidade na vida, se vendo separado da vida, como sendo o experimentador daquilo que está vivendo - ele se vê como o experimentador e como alguém vivendo aquilo -, essa condição na Índia eles chamam de avidya. Avidya é uma palavra para ignorância; a condição de ilusão que sustenta o sofrimento é avidya. Então, o que é essa ilusão? O que é essa avidya? É a presença dessa mente egoica, dessa mente do "eu".

Quando você usa afirmações do tipo "minha casa", "meu carro", "minha família", "meus negócios", "minha vida", "minha história", aqui estamos diante de uma particular visão, centrada no "eu". Nós temos a vida acontecendo, mas não temos a verdade desse "eu" tendo essas coisas. Essa ideia de ter, de possuir, é de controlar, é de manter, é de segurar, de sustentar. Então, é inevitável essa psicológica condição de sofrimento quando a vida como ela é se mostra. As coisas desaparecem, se dissolvem, são tiradas desse "mim", desse "eu", então está presente o sofrimento, então surgem as questões: "Como lidar com a morte? Como lidar com esse 'perder' as coisas que se tem, que se possui?"

A vida nesse instante é algo que está mudando. Nada é permanente e nada se sustenta como o pensamento fotografa. Em nós, o pensamento fotografa, registra e tenta dar uma fixação a isso, àquilo, àquela outra coisa. O que o pensamento faz é construir uma entidade presente, sendo a gerenciadora disso tudo, a dona disso tudo. Então, toda essa condição psicológica do "eu" é de controle, é de apego, é de domínio; a isso o "eu" chama de amor.

Assim, todo o sofrimento surge em razão desse, assim chamado, amor. No entanto, não existe tal coisa, é apenas um nome bonito que o ego dá, que esse "eu" dá, que esse pensamento dá para as coisas que ele tenta dar estabilidade, segurança, com ele. Assim, a condição psicológica da pessoa é de apego. Então o medo é inevitável, a posse é inevitável, o sofrimento é inevitável. Não há como se livrar disso. Então, não existe tal coisa como se livrar do sofrimento enquanto o sentido do "eu" estiver presente, desse ego permanecer, dessa visão equivocada da vida como ela acontece estiver presente.

Um olhar direto para as suas reações irá lhe mostrar que essas reações em você são reações que nascem do pensamento, desse modelo estruturado no passado, buscando manter a sua continuidade, segurando as coisas, segurando objetos, segurando posições, segurando pessoas, se segurando dentro das relações para que elas não sofram mudanças, para que não ocorram as perdas. A ideia central é de possuir, controlar, dominar e sustentar o próprio "eu", o próprio ego nessas coisas, nessas posições, nessas ideologias, crenças e, também, nesses relacionamentos entre pessoas.

Então, toda essa preocupação sobre a morte é algo que está presente porque o sentido do "eu" quer manter a sua continuidade. Aqui estamos lhe convidando para a ciência do seu Ser, para a ciência da Vida, para a ciência do Amor, para a ciência da Liberdade de sua Real Natureza, que é a Natureza de Deus, onde nada disso está presente. Esse é o Real encontro com a Felicidade.

É por isso que nós temos esses encontros aqui nos finais de semana, onde estamos sábado e domingo com você. São encontros online nos finais de semana. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Então, se isso é algo que faz algum sentido para você, fica aqui o convite.

Março de 2025
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

-Joel Goldsmith | O Coração do Misticismo | Sabedoria, conhecimento e inteligência | Marcos Gualberto

GC: Olá, pessoal! Estamos aqui para mais um videocast; novamente o Mestre Gualberto aqui conosco. Gratidão, Mestre, pela presença. Hoje eu vou ler um trecho do livro do Joel Goldsmith chamado "O Coração do Misticismo". Num trecho desse livro, Mestre, o Joel faz o seguinte comentário: "Não é seu conhecimento, sua sabedoria nem sua compreensão. É de Deus." Sobre esse assunto, o Mestre pode compartilhar a sua visão sobre o que é sabedoria, conhecimento e inteligência?

MG: Gilson, só há uma forma de aproximação real da vida, e essa forma real é pela Sabedoria. Nós podemos ter essa comum aproximação da experiência da vida como ela acontece, a partir do conhecimento que adquirimos. Em geral, confundimos esse conhecimento - veja, há uma diferença entre a Verdade da Sabedoria, da Real Inteligência, para aquilo que nós chamamos de "inteligência", lincada a esse fundo de conhecimento que nós adquirimos e de experiências pelas quais nós passamos. É muito comum, na vida, adquirirmos, pela experiência, conhecimento; ou pelo conhecimento, com base no conhecimento, adquirirmos novas experiências. Isso apenas nos dá, na vida, uma aproximação da vida, nessa assim chamada "inteligência" que conhecemos.

Repare, o ser humano é muito inteligente, nós somos criaturas capazes de grandes realizações. Isso já ficou provado ao longo dos séculos, sobretudo nestes últimos séculos, nestes últimos cem anos, as realizações e conquistas dessa inteligência em nós, já se mostrou muito clara. Então, nós temos uma grande inteligência, mas uma inteligência que se baseia no conhecimento e na experiência. Aqui, quando tratamos com você da Verdade, da Sabedoria, nós precisamos de uma nova qualidade de inteligência, que não é a inteligência do conhecimento, que não é a inteligência da experiência, que não é a inteligência que se assenta no pensamento. Repare que todo o nosso conhecimento tem por princípio o pensamento; toda a nossa experiência é, na realidade, conhecimento, que é pensamento.

Agora, repare, apesar de todas essas realizações, Gilson, nós continuamos, como seres humanos, apesar de todo o conforto, comodidade, eficiência, capacidade - nós temos hoje recursos na ciência médica, em meios de transportes rápidos, nós temos a presença da mecânica dos computadores, da habilidade dos robôs, enfim - temos realizado maravilhas, mas do ponto de vista psicológico, internamente, nós continuamos ansiosos, carregados de angústias, preocupações, temos inúmeras formas de temores, os diversos conflitos presentes em nós, criados por essas contradições dos desejos. desejamos coisas que não queremos desejar. Sabemos que aquilo irá criar problema para nós, nós não queremos ter aquele desejo e, no entanto, o desejo está ali. Então, há uma contradição que é querer pelo desejo e, ao mesmo tempo, não querer ter aquele desejo, em razão dos problemas que isso pode causar.

Assim, nós temos os conflitos dessas contradições dos desejos, temos os inúmeros medos, a nossa inabilidade de lidar com pessoas. nós estamos sempre magoando uns aos outros, estamos sempre nos ofendendo, criando aborrecimento e contrariedade para ele ou ela. Nós sofremos de ansiedade, de insônia, de depressão, sofremos de dor de solidão, nós temos diversas formas de sofrimentos psíquicos presentes em cada um de nós e essa inteligência científica, tecnológica, não resolveu. Sim, a indústria farmacêutica construiu medicações, mas esses medicamentos são paliativos. Isso não resolve, essencialmente, o problema em cada um de nós, que é o problema do "eu", do ego. É ele que está em sofrimento. Então, em meio a todo o conforto, dirigindo um carro importado, internamente estamos angustiados, preocupados, com medos.

Então, nós temos avançado muito tecnologicamente, cientificamente, mas psicologicamente nós continuamos infelizes, com problemas, em sofrimento, porque nos falta a visão da Realidade, que é a visão de Deus. E a visão de Deus não vem pelo pensamento, pelo conhecimento, pela experiência. A visão de Deus vem pela Realidade da Inteligência, essa Realidade da Inteligência é algo presente quando há, exatamente, o esvaziamento desse psicológico conteúdo, que tem sustentado em nós a ilusão de uma identidade - que é o "eu", o "mim", o ego - que se vê separado da própria vida, que se vê separado de Deus. Podemos ter, na vida, uma aproximação da Inteligência? Me refiro a essa Real Inteligência, que elimina de cada um de nós o medo, as diversas formas de preocupações, que dá um fim para a continuidade dos problemas. Podemos ter um cérebro livre de problemas, livre de conflitos, de desordem, de sofrimento? Isso requer a presença da Inteligência, dessa Inteligência Divina, dessa Inteligência de Deus. É isso que nos aproxima da Sabedoria.

Aqui, a pergunta é: Como realizar, na vida, a Sabedoria. A presença da Sabedoria não é a presença, volto a dizer, do conhecimento e da experiência. A presença da Sabedoria é a presença da Verdade sobre nós mesmos. Apenas quando você se dá conta de como você funciona, de como a mente funciona, se torna possível ir além da mente, além desse "mim", desse "eu". Então temos o florescer da Sabedoria, florescer da Verdade, da Verdade de Deus. Então se torna possível, nesta vida, a visão daquilo que ela representa. Mas agora ficou claro que não há qualquer separação entre você e a própria vida, porque o sentido de separação não está mais presente. Isso é Sabedoria! Veja, não é algo que você adquire lendo livros, estudando, ou um professor pode lhe comunicar isso. Você não pode descobrir com alguém, com o outro, a Verdade sobre você. Apenas tendo uma aproximação do Autoconhecimento nós temos a base para a ciência de Deus, que é Sabedoria. E uma vida em Sabedoria é uma vida em Amor, em Paz, em Liberdade. Temos a presença da Felicidade quando a Realidade de Deus floresce, quando a Verdade do seu Ser desponta.

É nesse sentido que nós usamos aqui a expressão "Despertar da Consciência", ou "Iluminação Espiritual". É a Realidade desta Verdade que floresceu, que está aqui e agora, se revelando na vida, como sendo a ciência do seu Ser. Isso é Sabedoria. Então, a Verdade sobre a Sabedoria é a Verdade sobre essa Inteligência Divina. Enquanto que, de um lado, temos a presença do conhecimento, pautado no pensamento e na experiência, no que diz respeito à sabedoria, o que temos presente é a presença dessa Inteligência, que é a Inteligência Divina. Você não pode aprender isso lá fora. Esse novo aprender sobre si mesmo é o que lhe confere a visão desta Inteligência e desse florescer Divino. É isso que estamos trabalhando aqui, com você.

GC: Mestre, nós temos uma pergunta de uma inscrita aqui no canal, e ela faz a seguinte pergunta: "Mestre, como faço para me conhecer?"

MG: A compreensão, Gilson, apenas a compreensão de suas reações, é apenas isso que nós precisamos. Quando você tem um pensamento, você não se dá conta da presença dele, mas você não só tem um; durante um minuto, em uma hora, cinco minutos, em quinze minutos. veja, a cada momento nós estamos tendo pensamentos, mas não tomamos ciência deles. Um pensamento surge e você não percebe. Ele traz uma sensação, ele traz um sentimento, ele traz um estado, o seu estado emocional muda, o seu estado de sentimento muda, em razão da presença desse pensamento, desse sentimento. Então, nós estamos sendo, o tempo inteiro, tocados pelo pensamento, por sentimentos, por emoções, dentro das nossas relações com pessoas, com percepções visuais de ambientes, nesse contato com nós mesmos, e nós não nos damos conta.

Então, o que é ter uma revelação da Verdade sobre quem nós somos? É nos tornarmos cientes dessas reações, quando elas surgem. Assim nós temos, a cada minuto de cada hora do dia, a oportunidade de observar nossas reações, aquilo que se passa aqui. Quando você olha para alguém, você olha a partir do pensamento e você não se dá conta de que, nesse momento, você está avaliando, aceitando, comparando, está gostando, não gostando, você está julgando. Isso é algo automático, mecânico, inconsciente, em razão da presença desse pensamento dentro de você. Você não está com ele ou ela, você está com o pensamento sobre ele ou ela, e você não se dá conta. Tomar ciência das nossas reações, repare, não é algo tão simples. Isso requer, para este instante - e é só neste instante mesmo, você não pode levar isso para depois, é para este instante - isso requer, neste instante, uma atenção sobre estas reações internas que se passam dentro de você, nesse contato com ele ou ela. Assim como nesse contato com você mesmo, com aquilo que se passa aqui e agora.

Assim, o que é essa aproximação do Autoconhecimento? É, neste momento, uma atenção que olha para esse pensamento, para esse sentimento, para esta emoção, para esta sensação quando surge, sem interferir com isso. Olhar e se dar conta disso é se aproximar do Autoconhecimento. É interessante isso aqui: a real forma de aproximação da Meditação requer a presença do Autoconhecimento, e a presença do Autoconhecimento requer esta atenção sobre esta reação que surge agora, aqui. Ninguém nunca nos falou sobre isso! Você tem hoje a idade que você tem, mas você nunca se deu conta de como você funciona, psicologicamente. E se você não se der conta disso, e se você não se tornar ciente disso, jamais você romperá com esta psicológica condição, de estar se identificando, de uma forma mecânica, inconsciente, sem qualquer percepção de si mesma, de si mesmo, desses estados.

Assim estamos constantemente respondendo à vida nas relações com pessoas, com nós mesmos, com o que surge, com o que acontece, de uma forma completamente inconsciente, sem qualquer Liberdade, porque nos falta uma aproximação do Autoconhecimento. E, se isso não está presente, esta ciência que revela a Verdade do seu Ser além do "eu", além do ego, não se mostra, que é a ciência da Meditação. Você precisa ter uma aproximação do Autoconhecimento, para ter uma aproximação da Verdade sobre a Meditação, então se abre esse espaço, livre do "eu", livre do ego. Onde se revela aquilo que está fora da mente egoica, fora desta consciência que é a consciência egoica.

Descobrir o contato com a vida sem esse elemento que vem do passado, que é o "eu", o "mim", o ego, requer a presença da Meditação. É por isso que temos encontros onde estamos trabalhando isso com você. São encontros on-line, são presenciais, retiros. Descobrir o que é viver livre da mente egoica, livre desta mente do "eu", desse movimento que é o movimento do pensamento, para um contato com o momento presente, livre do passado. Então se revela a Verdade da vida, a Beleza do Amor, esta Graça e esta coisa indescritível, inominável, que está além do pensamento, que está além da imaginação. Me refiro a esta Verdade de Deus.

GC: Mestre, nós temos uma outra pergunta de um outro inscrito aqui no canal. Ele faz a seguinte pergunta: "Mestre, como fazer a autoinvestigação do 'eu' no dia-a-dia?"

MG: Repare, esta sua pergunta, acabou de ser colocada aqui, a resposta para ela. Essa investigação não é algo que o pensamento constrói, é apenas esse olhar sem interferir com o próprio movimento do pensamento, é o olhar sem interferir com o movimento do sentimento ou da emoção. Experimente olhar para alguém, por exemplo, sem o passado dela. Veja, você vai estar diante de um desafio extraordinário. Olhar para alguém sem o passado dela significa olhar para ela ou ele sem o pensamento que você tem sobre ele ou ela. Isso requer a presença de uma atenção nesse olhar, que elimina o passado. Em geral, todo o contato que temos com a vida neste momento é o contato a partir do passado, a partir da memória, a partir do pensamento. Um contato com este momento, com este instante, requer a presença de um olhar livre dessa imagem, desse quadro, desta memória, desta lembrança. Será possível um contato com ele ou ela, sem a imagem que você tem dele ou dela? A resposta para isso é: sim! Quando você descobre o que é olhar, sem interferir com esse olhar e você não interfere com esse olhar, quando aprende o que é olhar sem esse observador, sem esse pensador, sem esse experimentador da imagem.

Todo o nosso modelo de vida por todos esses anos, foi sempre esse. Nós estamos sempre sendo pessoais dentro das relações, porque estamos sempre colocando esse elemento que vem do passado, esse "mim", esse "eu", para gostar, não gostar, para avaliar, comparar, julgar. querer algo dele ou dela, ou querer se livrar da presença dele ou dela.. Nós não sabemos entrar em contato com a vida neste instante, sem o passado, porque estamos por demais viciados nesse modelo de ser o experimentador, o observador, o pensador. E aqui estamos lhe convidando a aprender a olhar sem o passado, a olhar sem o "eu". Isso é Autoconhecimento! Então uma qualidade nova de atuação, de ação, de movimento irá acontecer e, com certeza, esse "mim", esse "eu", não estará lá. É quando o cérebro se aquieta, a mente silencia, esse espaço livre do passado está presente.

Então aqui, neste instante, neste momento, há um contato com a Meditação. E uma vez que a Meditação esteja presente, uma vez que a Meditação se revele, há um perfume novo nesta relação. Não é mais uma relação entre imagens, você não tem mais dele ou dela uma imagem. Em geral os nossos contatos com pessoas, entre pessoas, a pessoa é uma imagem, a imagem que você tem sobre quem você é, a imagem que você traz sobre quem o outro é. Aqui estamos tendo o fim para isso nesse olhar, nesse se dar conta, nesse perceber. Você está perguntando como fazer essa autoinvestigação. Estamos colocando aqui para você: se dê conta de suas reações. Quando um pensamento surge, uma emoção, uma sensação. olhe para ele, mas é o olhar sem esse "eu", é o observar sem esse observador, é o se tornar ciente sem alguém nesta ciência. Experimente isso!

A real forma de aproximação da vida é da vida com a vida. E você é a vida em seu Ser, quando o passado não está. Assim, o seu contato com ele ou ela é o contato com a vida, com a vida quando o "eu" aí não está, quando esse sentimento, pensamento de alguém que vive nesse querer, não querer, gostar, não gostar, não está mais presente. Nós precisamos descobrir, na vida, o que é a vida sem o "eu", o que é a vida sem o ego. O que é a vida livre do passado. Como foi colocado, há um perfume, há algo novo nesse espaço, quando ele não está ocupado com o modelo do pensamento, da comparação, do julgamento, da avaliação, desse gostar e não gostar. A não ser que isso fique claro em nossas vidas, jamais conheceremos a Verdade da Felicidade, do Amor e da Paz. Tudo que temos vivido nesse sentido do "eu", são aproximações de preenchimento de sensações; algo mesclado com prazer, lá está a dor; com esse assim chamado "amor", lá está presente o ciúme, a posse, a dependência, algum nível de sofrimento. Aqui estamos trabalhando isso juntos. A ciência do seu Ser é a ciência do Amor, é a ciência da Felicidade, é a ciência de Deus.

GC: Gratidão, Mestre, já deu nosso tempo. Gratidão por mais este videocast. E, para você que está acompanhando o videocast até o final e quer viver essas Verdades, fica o convite para participar dos encontros que o Mestre Gualberto proporciona. São encontros intensivos de final de semana. Existem no formato on-line, no formato presencial, inclusive retiros de vários dias. Nesses encontros, o Mestre Gualberto responde diretamente às nossas perguntas, e muito mais do que isso. Pelo Mestre já viver nesse estado Desperto de Consciência, Ele vive nesse estado de Presença e essa Presença é um campo de energia muito forte. E, nesses encontros, a gente acaba entrando de carona nesse campo de energia do Mestre, e isso nos ajuda demais a compreendermos o que está além do entendimento intelectual, nos ajuda a entrarmos de maneira espontânea - por esse Poder de Presença no Mestre - num estado de Meditação.

Então, fica o convite. No primeiro comentário, fixado, tem o link do WhatsApp para poder participar desses encontros. Além disso, já dá o like no vídeo, se inscreve no canal, e já faz comentários aqui, trazendo mais perguntas para trazermos para os próximos videocasts. E Mestre, mais uma vez, gratidão pelo videocast.

Março de 2025
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