quinta-feira, 25 de junho de 2026

Como encontrar Deus? Meditação: o que é? Aprender sobre Autoconhecimento. Kundalini: como Despertar?

É bem interessante quando as pessoas usam expressões como "kundalini"; quando perguntam sobre como despertar a kundalini. A ideia que elas têm sobre essa expressão fica muito claro que estão associando a todo tipo de coisa de uma forma muito confusa, bastante desorientada.

Nós temos em nós a presença de uma Realidade que está presente, mas apesar de estar presente se mantém silenciosa, desconhecida, misteriosa: é a presença da Verdade da Realidade sobre Você, é a Realidade deste Ser; este Ser é a Realidade Divina. Os antigos sábios Indiano usavam a expressão "Kundalini" se referindo a esta Presença silenciosa, oculta, desconhecida em nós. Portanto, a expressão "Kundalini" é, na realidade, sinônimo da Presença Divina em cada um de nós.

Então, qual será a Realidade do Despertar da Kundalini? Será o despertar de poderes místicos, assim chamados, espirituais? Observe que esses poderes ainda estão associados a algum nível de realização pessoal. E qual é a verdade sobre a pessoa? Aqui estamos lidando com uma ilusão, porque a Verdade Divina de Ser, que é Kundalini, não é uma pessoa.

Nós nos vemos no tempo e no espaço como uma entidade presente separada da vida, para obter alguma coisa, para conquistar coisas. Essa é a ideia de realizar algo especial para si mesmo. Isso apenas nos dá especialismo, isso nos torna mais "alguém", além da "pessoa" que somos; agora somos especiais porque temos certas virtudes, certo poder, certa realização.

No entanto, a Verdade do Despertar Espiritual, do Despertar Divino, não é o despertar para alguém, não é o despertar de alguém, é ciência da Verdade; a Verdade que a pessoa não é real, a Verdade de que o sentido do "eu" é uma ilusão. Então, o que é, na verdade, o Despertar da Kundalini? É a Ciência de que há uma única Realidade aqui e agora se revelando; esta Realidade é a Realidade deste Ser. Não é alguém que despertou, não é alguém se tornando melhor, especial, virtuoso, ou poderoso.

Aquilo que nos aproxima da Verdade do Despertar, do Florescer deste Ser, é a Verdade sobre quem nós somos, é o reconhecimento disso. E há dois aspectos aqui. O primeiro é a verdade que somos no que demonstramos ser, no que parecemos ser. Como pessoas, nós vivemos sobrecarregados de problemas de desordem psicológica, de desordem emocional. Como pessoa, nós vivemos em estresse, com raiva, com medo, com ansiedade, com preocupações. Como pessoa, nós vivemos em um estado de isolacionismo, de separação.

Assim, a pessoa que somos consiste num conjunto de memórias que trazemos sobre nós mesmos. Portanto, a ideia de alguém presente é a ideia da pessoa que "eu sou". Portanto, o primeiro aspecto aqui, que uma vez visto, esclarecido, termina sendo descartado, é a ilusão do ego, a ilusão da pessoa. O segundo aspecto é a Ciência da Verdade, da Realidade Divina que aqui está presente, que não é a pessoa.

Então, há algo presente: é a Realidade de Ser. E também há algo se expressando aqui, nesse modelo que está se repetindo há milênios dentro desse contexto de história humana, e particularmente já há alguns anos, desde que nos entendemos por gente, desde que nascemos. Essa forma de representação de ser alguém é a vida do "eu", é a vida do ego. Portanto, a verdade sobre isso é o descarte dessa psicológica condição de mente que se repete, de mente que segue esse programa de cultura, de sociedade, de mundo.

Essa é a forma como o pensamento em nós está se repetindo, tendo por princípio, por base, o modelo da memória. Como podemos tomar ciência disso? A partir do estudo de nós mesmos, que é o que estamos propondo aqui para você: estudar a si mesmo, compreender a pessoa que você é. Não é você adquirindo conhecimento sobre si mesmo, é você tomando ciência sobre você. A ciência sobre você descarta a ilusão desse "você" que o pensamento estabeleceu, que o pensamento construiu.

Então, quanto mais ampla e profunda for a visão, mais esclarecida e lúcida for a percepção de si mesmo, estaremos diante da Verdade do Autoconhecimento; e é esse Autoconhecimento que liberta. A Liberdade aqui é a conclusão do "eu", é a finalização do "eu", é o término do "eu", dessa falsa identidade. Então, o Despertar Espiritual ou o Despertar Divino, a Iluminação Espiritual - os nomes são diversos para algo que está além das palavras -, esse algo que está além das palavras, é a Ciência da Verdade de que não há mais essa mente como nós conhecemos, dentro do conhecido.

Esse é o contato com a vida neste aprender sobre o Autoconhecimento. Se você dirige um carro é porque você aprendeu; se você fala um idioma fora a sua língua natal é porque você aprendeu; se você sabe algo é porque você aprendeu. Na verdade, na vida, tudo foi aprendido. Pode parecer curioso, mas você aprendeu a ver. Sim, porque quando você é um bebê, os olhinhos estão abertos, mas você não sabe ver. Você aprende a ver, a tomar ciência dos objetos, a ter percepção de detalhes na visão.

Então, o bebê aprende a ver; ele tem todo o potencial, toda a capacidade para enxergar, mas ele apenas está tomando ciência das formas, das cores; ele está em um aprendizado. Nesta aprendizagem, ele está aprendendo a ver. Nós aprendemos a escutar, nós aprendemos a caminhar, aprendemos a falar, aprendemos a mastigar, tudo na vida nós aprendemos.

Aqui nós precisamos também desse aprender, desse aprender sobre nós mesmos. O que difere é que esse aprender não requer memória. Todas as outras formas de aprendizagem requerem a presença da memória. Então, nós passamos pela experiência, registramos a experiência e adquirimos a memória. Essa memória agora é o conhecimento. Esse conhecimento assume uma forma de expressão, que é a presença do pensamento, da imagem, do quadro, da palavra, é a forma. Tudo isso representa a presença da memória.

Aqui, aprender sobre nós mesmos requer uma nova forma de aprender, o que representa um contato com a vida, neste momento, sem as conclusões, sem as avaliações, a ideias. Ideias, avaliações e conclusões são algo que vêm do passado, são algo que vêm da memória. Infelizmente, nós estamos sempre tendo um contato com a vida a cada momento sem a arte deste novo aprender, então, estamos sempre avaliando, julgando, comparando as experiências do momento com base no passado, e isso não é aprender sobre si mesmo.

O aprender sobre si mesmo requer um olhar para o momento permitindo que esse momento seja compreendido e se dissolva, então não fica registro, não fica memória, não fica conhecimento. E, no entanto, nós temos neste momento, neste novo aprender, que é o aprender sobre a Verdade daquilo que somos, a presença da compreensão, da compreensão da Vida.

Não é alguém tendo a compreensão da Vida, adquirindo uma compreensão da Vida, guardando uma compreensão da Vida, acumulando um conhecimento sobre a Vida. É a presença da compreensão, o despertar da própria Inteligência de lidar com o momento presente sem a interferência do passado, sem essas avaliações, conclusões, ideias e conceitos.

Percebam a beleza disso. Nesse encontro com o momento presente neste novo formato, neste aprender sobre nós mesmos, neste aprender sobre a Verdade de Ser, que é o aprender sobre o Autoconhecimento, nós temos aqui a presença da Meditação. A coisa mais importante na vida é a arte de Ser, sem qualquer ideia de vir a ser, sem qualquer crença de necessitar ser, de se tornar, de alcançar, de obter alguma coisa. Então nós descartamos a própria ideia desse Despertar da Kundalini como algo para se obter.

Aqui, esse Despertar é assumir a Verdade de Ser; este assumir a Verdade de Ser é a Ciência que se revela neste momento quando a memória perdeu a importância. Nós não precisamos do passado para lidar com a vida aqui e agora, só precisamos da Ciência desta Presença, desta Divina Inteligência.

Então, o que é Meditação? Qual é a Verdade da Meditação? O que ela é? Ela é a Presença da Vida se revelando neste aprender, aqui e agora, momento a momento. Então se revela, aqui e agora, neste momento, o seu real encontro com Deus, com o Divino, com a Vida, com a Verdade. Portanto, a resposta para a pergunta "como Despertar a Kundalini", se ela for bem compreendida, ela é a resposta para a pergunta "como encontrar Deus".

No entanto, no pensamento, as pessoas colocam isso no futuro, colocam Kundalini como um projeto, como algo para alcançar, como uma experiência mística, esotérica, espiritual, colocam a ideia de Deus como algo, também, no futuro, que irá ser encontrado a partir de uma experiência também espiritual ou esotérica, de prática de meditação.

Repare que aqui nós usamos essas expressões, mas com um sentido completamente diferente. Aqui, a Verdade da Meditação, a Real Meditação não é uma prática para alguém realizar. Não se trata de técnica ou prática, onde você dedica ali alguns minutos para silenciar a mente a partir da técnica, a partir do esforço, a partir da concentração ou de uma técnica de respiração. Não se trata de algo como um silêncio obtido por uma prática.

Aqui se trata da Revelação da Verdade deste espaço novo onde, sim, de fato, a mente silencia, o cérebro se aquieta e a Realidade Divina se revela aqui e agora. Esse é o real encontro com Deus. Não é alguém tendo um encontro com Deus, é a Realidade deste Ser, que é a Verdade Divina, se revelando neste momento.

Portanto, não existe qualquer separação entre a Verdade da Real Meditação, que é esta Ciência sobre a Verdade da Vida, que é esta Ciência da Vida aqui e agora se mostrando sem o sentido do "eu", e a Verdade desse encontro com Deus, o que também não é algo que se separa da Beleza do Despertar da Consciência. A Verdade desta Real Consciência, desta Divina Consciência, não daquilo que conhecemos, também, por consciência, que é a presença da mente egoica.

Assim, esta Real Consciência é a Realidade Divina, é a Realidade de Ser. Essa é a Presença da Kundalini. Então, há um novo cérebro, há uma nova mente, há um novo coração, há um novo modo de lidar com o mundo à sua volta, assim como com as pessoas, com as situações, assim como com tudo à sua volta, sem a ilusão de alguém presente se vendo separado de tudo isso, porque o sentido do "eu" não está mais, porque o sentido do ego se foi.

Então, a beleza do encontro com a Realidade Divina é a Ciência do Despertar da Kundalini. Não é a alguém que despertou a Kundalini, é a Verdade desta Realidade presente, que é a Verdade deste Ser. É o que nós estamos juntos aqui trabalhando nos finais de semana, sábado e domingo, em encontros online. Além dos encontros online, temos os encontros presenciais e, também, os retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui esse convite.

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento | Mente consciente

É muito comum a ideia dessa divisão entre mente consciente e inconsciente. Sim, aquilo que nós temos na superfície, esse movimento de pensamentos superficial que nós temos, a forma como estamos lidando com a vida como ela acontece, em geral, isso vem sendo atendido por essa superfície, e nós temos também essa profundidade. Assim, nós temos uma camada mais profunda e uma camada superficial.

É por isso que nós dividimos - e é muito comum essa divisão - entre consciente e inconsciente; a mente consciente e a mente inconsciente. A inconsciente é esta parte mais profunda, oculta, onde estão as memórias, as lembranças, toda essa história da pessoa. Aqui, com você, nós estamos investigando a verdade sobre a pessoa, uma vez compreendido que nós não temos pessoa presente, o que temos é a presença de sensações para este corpo, para esta mente - sensações, percepções, a sensação de frio, calor, prazer, dor.

Nós colocamos a ideia de alguém no sentir, no sentir a dor, no sentir o calor ou o frio, alguém na presença dos pensamentos. Temos os pensamentos e alguém diante dos pensamentos, sendo o responsável por esta operação de pensamentos. Observe que os pensamentos se processam em nós, neste cérebro, de uma forma automática; é a reação da memória, é simplesmente isso. Quando o cérebro recebe um estímulo, ele responde a partir do passado.

O seu estímulo é, por exemplo, uma pergunta. Se eu lhe faço uma pergunta, o seu cérebro recebe um estímulo, então a lembrança surge; esta lembrança, memória, é a presença do pensamento. Estamos diante de um fenômeno físico, neurológico. Portanto, aquilo que nós chamamos de psicológico é a resposta neurológica do pensamento, ou de uma sensação, ou de uma emoção, mas não temos a presença da pessoa. E se não temos a presença da pessoa, aquilo que nós chamamos de mente se processando em nós é algo químico, neurológico.

Será possível a descoberta da ciência da Vida como ela acontece, e não como o pensamento, psicologicamente, está sustentando, estabelecendo? Porque esse modelo psicológico é uma construção do próprio pensamento, porque o que nós temos é uma forma neurológica de acontecimento neste corpo. A presença da mente é parte disso. Esse ser psicofísico funciona assim. No entanto, nós estamos sustentando a ideia de alguém presente; este alguém é o "eu", a pessoa, e eu volto a dizer: não há pessoa aqui, não há nenhuma pessoa.

Quando você fala algo, eu escuto. Quando algo me é apresentado, eu vejo. Esse "eu vejo", "eu escuto" é a mecânica do corpo, é a presença da sensação, é a vida em expressão. Não existe uma entidade aqui, um ser psíquico, se separando da vida, a não ser que o pensamento estabeleça este ser psíquico como parte de uma construção ideológica, mental, psicológica, como nós queiramos chamar isso.

O fato é que a Vida está aqui e agora acontecendo, e nós precisamos compreender a nós mesmos para irmos além dessa ilusão, da ilusão da pessoa que o pensamento diz que nós somos, que o pensamento acredita, que assume no formato de pensador, ser alguém. Não há alguém, não há esse "mim", não há a pessoa. Temos a Vida surgindo, aqui acontecendo, momento a momento, e só podemos tomar ciência disso pelo Autoconhecimento.

Neste aprender sobre o Autoconhecimento nos deparamos com a Verdade sobre a Realidade da Vida, o verdadeiro encontro com o Divino, na pergunta "como encontrar Deus?" Aqui temos a resposta. A Ciência da Realidade deste Ser, que aqui está presente, é a Realidade Divina. Este Ser se Revela quando temos a presença da Meditação.

Portanto, o que é Meditação? A Meditação, o que é? É a ciência que Revela este Ser quando temos a presença desta atenção sobre todo o movimento interno que se passa aqui e agora, dentro de cada um de nós. Então, descaracterizamos, nos livramos, soltamos a ilusão da identidade pessoal para a Verdade da ciência deste Ser. Não há uma separação entre aquilo que é Você em sua Natureza Essencial e a Realidade Divina, e a Presença da Vida.

Portanto, a Realidade de Ser é a Vida. Não existe qualquer outra coisa. É o pensamento em você que cria a ideia da separação, onde estamos vivendo em um mundo como uma entidade separada do mundo, separada do que acontece, separada do outro, separada das situações. Assumir a Verdade é olhar para aquilo que aqui está se revelando sem colocar uma ideia sobre isso.

Notem que as ideias em nós são expressões de pensamentos. Os pensamentos em nós são o resultado de algo que você aprendeu. Notem como é fundamental termos aqui essa compreensão. Algo que você guardou em você de experiências passadas é agora a presença do pensamento. Esse conjunto de pensamentos formam ideias, e nós estamos olhando para a vida a partir das ideias, dos pensamentos, dos conhecimentos adquiridos.

Aqui nós temos dito para você que você nasceu para a ciência deste Ser, para a Revelação de que não há qualquer vida como uma ideia presente dentro da sua cabeça. Ou seja, a vida que o pensamento idealiza não é real. A Real Vida é aquela que aqui está presente, e ela está se revelando quando o pensamento não entra.

O que estamos dizendo aqui, nesses encontros, é que todo o problema que você tem são problemas que o pensamento estabeleceu nesse padrão de comportamento de reação à vida como ela acontece. A forma como estamos vivendo, a partir do pensamento, a partir das ideias, que são esses conhecimentos que temos, é uma forma equivocada de viver, onde nos vemos aqui como alguém presente, sempre estabelecendo a ideia da separação entre aquilo que você é e a Vida como ela acontece.

Nós temos a Vida como ela acontece e temos o pensamento sobre o que deveria ser, assim, estamos estabelecendo, na divisão, na separação, a ilusão de alguém presente tendo escolhas, olhando para ver se gosta ou não gosta, se aceita ou rejeita. Essa é uma forma condicionada, padronizada, mecânica, inconsciente de se mover na vida. É a forma como o pensamento se processa dentro de cada um de nós que nos dá esta forma específica de sentir sobre a vida, de pensar sobre a vida.

Então, nós estamos sustentando essa ilusão, a ilusão da dualidade, a ilusão da separação e, internamente, o elemento principal que sustenta todo este equívoco é o pensamento "eu", é a pessoa que a imagem, que o pensamento construiu, estabeleceu em cada um de nós, neste cérebro. Assim, nós falamos de mente, que, na realidade, é todo esse movimento interno de pensamento, falamos nesta mente, nesta visão também de divisão consciente e inconsciente.

Podemos ir além dessa assim chamada mente consciente e inconsciente? Podemos soltar esta base, que é a autoimagem, onde está presente a pessoa que o pensamento estabeleceu aqui sobre você? Podemos soltar isso? É isso que revela a Verdade neste encontro. Na pergunta "como encontrar Deus", aqui nós temos, se compreendermos bem a pergunta, a chave para a Liberação nesta vida, de todo este sofrimento, confusão e problemas que temos.

A Realidade de Deus é a Verdade da Vida se revelando aqui e agora. Não é algo para ser encontrado no futuro, realizado amanhã e, sim, para ser constatado aqui e agora, quando não temos mais a ilusão dessa mente, que é o modelo de total insciência desse movimento interno. Esta insciência é o movimento interno da mente, que dividimos em consciente e inconsciente.

Assumir a Realidade deste Ser, a Verdade Divina é estar diante desse espaço onde está presente a ausência da mente, a ausência do "eu", a ausência do ego. Essa é a Real Revelação da Verdade sobre Deus, deste encontro com Deus. Não é alguém tendo um encontro com Deus, é a Realidade de Deus se revelando aqui e agora, quando a ilusão termina. Então nós temos o fim para o sofrimento, o fim para a confusão, o fim para essa desordem psicológica em que nós nos encontramos.

O seu Real encontro com o Amor, com a Felicidade, com a Paz, com a Liberdade reside na Revelação da Verdade sobre Deus, que é a Realidade deste Ser, que é a Vida aqui e agora, Algo se revelando aqui e agora quando não há mais ilusões. Assumir a Realidade d'Aquilo que Você é é assumir a Verdade da Vida como ela é, sem a imaginação do que a Vida deveria ser, do que eu preciso ser, do que eu sou e preciso me livrar.

Aquilo que eu sou, disso tenho que me livrar: essa é a ideia; ou aquilo que eu sou não é suficiente e eu preciso ser melhor, maior, mais amplo, eu preciso ser diferente; a ideia de ser ou deixar de ser, a ideia de ser ou de vir a ser, ou a ideia do que me falta ter e que preciso ter, ou a ideia daquilo que eu tenho que não é legal, que não é bom, que é ruim, do qual tenho que me livrar. Assim, nós estamos vivendo no campo das ideias, no terreno dos pensamentos.

Romper com isso é tomar ciência da Realidade da Vida como ela acontece, quando a ilusão desse "eu sou" ou "eu não sou", ou "eu tenho que deixar de ser" não está mais presente. "Eu preciso deixar de ser, de ser alguém infeliz, problemático; eu preciso me tornar alguém amoroso, feliz, bem sucedido, inteligente": tudo isso termina quando nós temos a ciência da Realidade do momento, a ciência da Realidade da Vida. Então a Vida está presente, não há mais a ilusão do "eu".

É isso que estamos aqui trabalhando com você em encontros on-line nos finais de semana. São dois dias juntos: sábado e domingo. Além desses encontros on-line que nós temos aqui nos finais de semana, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento | Sabedoria do Silêncio

A maneira como estamos diante dos acontecimentos, das situações quando surgem, de tudo o que aparece aqui, na vida, a forma como estamos lidando com isso é algo que nós precisamos investigar. Nós estamos lidando com a vida como ela acontece a partir de uma ótica, de uma visão particular de mundo onde está presente, nesta visão, o equívoco, o erro, a ilusão, a presença da ignorância. Nos falta uma visão real da vida, a presença do Silêncio para a Sabedoria.

Eu quero tocar com você aqui em alguns assuntos, um deles é a beleza do Silêncio da Sabedoria. Nós precisamos do Silêncio, precisamos da Sabedoria do Silêncio para lidar com a vida. Você pode ser muito capaz de lidar com situações de uma forma inteligente, esclarecida e muito hábil.

Portanto, do ponto de vista de lidar com assuntos externos, com assuntos técnicos, profissionais, a sua habilidade para ganhar a vida, para ganhar dinheiro, para construir, para empreender, todo tipo de conhecimento e experiência e inteligência você pode ter. Essa qualidade de inteligência é a inteligência comum.

Aqui estamos com você investigando uma qualidade de Presença, de ciência da vida, que eu tenho chamado de Divina Inteligência, de Sabedoria Divina, que é a Sabedoria do Silêncio. Portanto, você pode ter todo tipo de habilidade e capacidade para lidar com todo tipo de assunto externo e, no entanto, na ausência desta Sabedoria do Silêncio, desta Sabedoria Divina, desta Inteligência Espiritual, não saber lidar consigo mesmo. Então, você lida com assuntos externos, mas não lida com os assuntos internos.

Observe que nós não sabemos o que é a presença do pensamento, da sensação, do sentimento e da emoção dentro de cada um de nós. Nós estamos constantemente dando uma resposta para a vida, numa aproximação dela inadequada, equivocada, porque nós não nos conhecemos - isso é um fato.

Se você, de fato, tivesse ciência da verdade sobre você - que você não tem -, você não teria problemas internos, como estresse, ansiedade, medo, ira, raiva, problemas de inveja, ciúme, apegos, você não teria sofrimento psicológico, porque isso é algo que está presente em razão da ignorância, da ausência da Sabedoria, da ausência dessa qualidade de Inteligência, que é a Inteligência Divina - e é o que estamos aqui, com você, explorando, investigando.

Nós precisamos da Ciência Divina, precisamos da resposta para a pergunta "como encontrar Deus?" Algumas pessoas partem para uma busca, empreendem, investem em um caminho, nessa assim chamada jornada espiritual. Então, a partir de livros, de práticas esotéricas ou espiritualistas, elas empreendem uma jornada. Aqui, com você, estamos tocando na investigação desta questão, deste verdadeiro encontro com Deus, e estamos colocando pra você que nada disso é real.

Você não pode encontrar a Realidade Divina do lado de fora, fazendo uma caminhada, uma jornada, para o exterior, para o externo. A Realidade Divina é a Verdade deste Ser, que é Você em sua Natureza Essencial. É a partir do aprender sobre você. Aprender sobre si mesmo é aprender sobre o Autoconhecimento. É isso que irá lhe dar uma clara visão da Verdade sobre Você para o descarte da ilusão que lhe impede de ter real ciência de que a Verdade Divina já está presente.

Deus não é algo para ser encontrado no final de uma jornada, algo para ser encontrado nos livros sagrados ou em práticas espirituais ou esotéricas, Deus é a Realidade que se revela aqui e agora, quando temos o descarte da ilusão, quando temos o descarte da equivocada visão sobre quem nós somos. Aqui se trata da investigação da natureza do "eu", da natureza da mente, da natureza do ego. Essa investigação é a presença da Meditação.

O que é Meditação? A Verdade sobre a Meditação, o que ela é? É a investigação da natureza daquele que se envolve com a prática, se envolve com a técnica, se envolve com a meditação. A presença da Real Meditação não requer técnica, não requer prática; requer a investigação da natureza deste elemento presente que se propõe a praticar, que se propõe a meditar e que também se propõe a buscar Deus.

O problema com a busca é que o buscador está presente tendo um alvo, e esse alvo está no futuro, e ele precisa de uma jornada. Aqui, investigar a verdade é compreender a ilusão do pensamento, estabelecendo a presença do tempo para ter um encontro no futuro. Não existe tal coisa como o futuro; a Realidade está presente aqui. Aqui e agora, além da própria ideia deste aqui e deste agora.

A Realidade Divina não está no tempo, não é algo que você irá encontrar. Você, como uma pessoa, como alguém, é a imaginação do próprio pensamento, porque a Realidade sobre Você é a Verdade sobre Deus. A ideia de alguém é o pensamento sobre uma pessoa, enquanto que a Realidade de Ser não é uma pessoa. Toda esta visão, revelação, clareza, surge quando temos a presença deste aprender sobre nós mesmos, que é o aprender sobre o Autoconhecimento.

Então, a mente, se tornando ciente de suas reações, de todo interno movimento presente nela, se aquieta, um espaço surge, e nesse espaço se revela a Verdade deste Ser, que é a Realidade de Deus. Quando isso está presente, a presença da Sabedoria é o Silêncio; esse Silêncio é o contato com o momento presente, com a vida como ela acontece, em seu aspecto interno e externo, sem conflito, sem desordem, confusão ou sofrimento.

Portanto, nós precisamos descobrir a beleza deste encontro, a beleza da constatação do momento, daquilo que neste momento está além do tempo: é a ciência do Amor, da Felicidade, da Paz, da Liberdade. Aqui está presente, neste momento, se revelando, nesta qualidade de mente, nesta qualidade de cérebro, a presença do Silêncio, a presença da Sabedoria.

Nós temos um modo agitado, ansioso, estressado de lidar com a vida como ela acontece, porque estamos sempre olhando para a vida a partir da separação, porque olhamos para o momento presente a partir da ideia de alguém, que é o "eu", que vive dentro de uma profunda insatisfação consigo mesmo, nele próprio, porque temos uma mente inquieta, uma mente agitada. É a presença da consciência egoica a inquietude, o sofrimento, a estrutura de separação, onde alguém está presente lidando com a vida, como se houvesse uma separação entre a vida e esta pessoa.

Por que precisamos aprender sobre nós mesmos? Porque é neste aprender que se revela Aquilo que está fora do "eu", fora do ego, fora da mente. É neste aprender que se revela esta qualidade de mente e de cérebro, onde há esse espaço de Silêncio, onde há esta visão da vida sem a separação. Esta é a presença da Sabedoria Divina, da Sabedoria de Deus, da Sabedoria do Silêncio. Alguns chamam isso de o Despertar da Consciência, Iluminação Espiritual, é a Ciência da Vida como de fato ela é quando não há mais qualquer ilusão. Esse é o seu verdadeiro encontro com Deus.

Agora, observe com cuidado isso: não é alguém tendo um encontro, aqui estamos nos referindo à presença de um contato, de uma comunhão, de uma constatação de que não existe o "eu", de que não existe essa pessoa. A Realização da Verdade é a compreensão do equívoco, é a compreensão do engano, é a dissolução da ilusão. Uma vez compreendido, esclarecido isso, o equívoco desaparece, o erro se dissolve, a ilusão termina. Não existe tal coisa como alguém e a vida.

Portanto, como seres humanos, nós somos diferentes uns dos outros no aspecto externo, físico. Mas do ponto de vista psicológico, o ser humano desde sempre vem carregando um fundo de condicionamento mental, de condicionamento psicológico, que é comum a todos. Quando você se dá conta, quando você toma ciência deste quadro, desta condição psicológica, em razão da compreensão de si mesmo, isso se dissolve. Então há Algo que se mostra presente, que não é mais esse "mim", essa pessoa, é a presença da Verdade.

Portanto, a Realidade do ser humano é a Realidade Divina. No entanto, aquilo que estamos vendo como a verdade do ser humano, nessa condição psicológica de consciência coletiva, de consciência egoica, é a ilusão da separação e, portanto, da confusão, dos problemas e do sofrimento humano. Você nasceu para a ciência de que há Algo presente aqui que nunca nasceu. Este Algo presente é a presença da própria Vida, que é a presença da Verdade, que é a presença de Deus. Essa é a Natureza do seu Ser, essa é a Natureza do Silêncio.

Portanto, o Silêncio revela a Vida. Seu Natural Estado de Ser é a presença deste Silêncio. Nós fomos educados para ter uma ideia, uma crença, um conceito sobre Deus, como um elemento também separado de nós mesmos, assim como a própria vida. Assim, fomos educados para uma imagem, para uma crença. A Realidade da Vida não é uma crença, não é uma imagem, é aquilo que aqui está presente sendo a própria Vida, o próprio Mistério, Aquilo que é indescritível; e esta Verdade não se separa d'Aquilo que é Você em sua Natureza Verdadeira.

Portanto, estamos juntos trabalhando isso. Esta Autorrealização, Iluminação Espiritual ou Despertar - há diversos nomes para esse estado livre da ignorância e, portanto, do sofrimento. Há diversos nomes para este estado de Sabedoria, de Ser, mas o nome não importa. Nós estamos aqui para ter a ciência desta dada coisa, além das palavras, além de qualquer ideia ou crença sobre isso. Esse é o seu real encontro com Deus. Essa é a real resposta para a pergunta "como encontrar Deus?" Não é alguém, é a Realidade de Deus presente.

É o que estamos aqui, com você, trabalhando em encontros online nos finais de semana. Nós temos dois dias juntos - sábado e domingo - para esses encontros. Além dos encontros, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido pra você, já fica aqui o convite.

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Como encontrar Deus? Meditação: o que é? Aprender sobre Autoconhecimento. Sabedoria humana.

É interessante o fato de investigarmos esta questão da limitação. Eu quero tocar com você aqui na verdade desta limitação daquilo que entendemos, que aceitamos ou compreendemos, e que gira em torno dessa ideia de sabedoria. Para nós a ideia é de sabedoria humana. Há algo presente no conhecimento, que é a presença da limitação. Por mais amplo e profundo, representativo e significativo que seja o conhecimento, ele sempre estará carregando uma sombra, a sombra da limitação.

Como seres humanos, nós estamos nos desenvolvendo, evoluindo tecnologicamente, cientificamente, biologicamente. Assim, em diversas outras áreas está havendo um crescimento, uma expansão, uma evolução. A nossa confiança é muito grande nessa, assim chamada, sabedoria, que é a sabedoria humana. Aqui nós queremos investigar isso com você.

Observe que, apesar de tudo o que nós temos alcançado, obtido, realizado nas diversas áreas do conhecimento humano - na física, na química, na biologia, na tecnologia -, a maioria dos seres humanos, nesse aspecto de vida de pessoa, continua confuso, aflito, preocupado, em desordem, em sofrimento.

Haverá uma qualidade de vida diferente da que nós conhecemos, dessa que estamos vivendo? Se essa qualidade de vida é real, de fato ela não está no campo do conhecido, não está dentro desse padrão reconhecível que nós temos para a vida. E é isso que estamos aqui propondo para você: a investigação da possibilidade da descoberta da Vida fora daquilo que nós conhecemos, fora de toda essa limitação que nós conhecemos nessa, assim chamada, sabedoria humana.

A Vida Real é a presença da Verdade; nela está a ciência d'Aquilo que está além do conhecido; além do conhecido e, naturalmente, além daquilo que nós conhecemos nesta vida comum, nesta vida onde temos presente apenas a presença da sabedoria humana. Assumir a Realidade, a Verdade, a Ciência da Vida é se aproximar de algo novo, de algo que não faz parte do pensamento e, portanto, não faz parte daquilo que nós reconhecemos: é a presença do Desconhecido. Essa é a presença da Sabedoria Divina, da Sabedoria de Deus, algo que se revela neste encontro com Deus.

Portanto, aqui a pergunta é: como encontrar Deus? Temos que colocar de lado a ideia comum que temos, conhecida que temos, dentro do conhecido que nós reconhecemos, de que Deus é algo que está lá nos aguardando, esperando por nós, e que podemos ter um encontro com Ele; de que nós temos que sair deste momento e ir em direção ao futuro, temos que sair deste lugar para aquele outro lugar, percorrer essa distância e superar essa questão do tempo entre o presente e o futuro para ter um encontro com Deus.

Aqui, quando usamos a palavra "Deus", o apontar é para algo que está além da ideia, do pensamento, de algo ou de alguma coisa lá, em algum lugar, separado daquilo que aqui está presente, separado deste momento aqui e agora, separado daquilo que nós somos. Nós descartamos isso, porque estamos diante de uma construção do pensamento. É o pensamento que tem nos dado essa visão particular de quem nós somos e do que Deus representa, de onde nós estamos e aonde Deus de se encontra.

Há uma Realidade presente, e essa Realidade é o Desconhecido, é o Indescritível, é Aquilo que está além das palavras, além dos símbolos e das imagens, é a Realidade Divina. Ela não se encontra no tempo, ela não se encontra no espaço. É a Realidade deste Ser, sem uma separação real entre aquilo que este Ser representa e a Vida. Você não é quem acredita ser. Você acredita na pessoa que o pensamento imagina sobre você.

Um pensamento que você tem é uma imagem que surge no cérebro, na mente. Isso não pode ser a realidade sobre você, é somente um pensamento. Assim, quando você tem uma descrição sobre si mesmo e me conta, o uso da fala, das palavras, é o uso de imagens, de símbolos mentais, e isso não é você. Nenhuma ideia, nenhum conceito, nenhuma descrição sobre você é a Realidade do seu Ser. Se aproximar e aprender sobre isso é algo fundamental.

A humanidade vem há milênios vivendo a vida sem a ciência da Vida. Não há ciência da Vida, porque a humanidade não carrega a ciência. Nós, como seres humanos, não temos a ciência sobre nós mesmos, nós não estudamos isso, não investigamos isso, não temos trabalhado nisso. Nós estamos evoluindo, crescendo, estamos nos ampliando cientificamente, tecnologicamente, no entanto, do ponto de vista interno, psicológico, nós continuamos os mesmos.

Há trezentos anos, há quinhentos anos, há dois mil anos, há cinco mil anos atrás, lá estava a inveja, o ciúme, a raiva, o medo, estavam com nomes diferentes, mas lá estavam a ansiedade, a depressão. Então se passaram todos esses anos e, psicologicamente, nós somos os mesmos. Hoje temos meios de transportes rápidos, de comunicação muito rápida, temos facilidades, conforto e, para alguns, alimentação. Curiosamente, nós continuamos sofrendo, não só fisicamente, todo o tipo de limitação, porque estamos desorganizados como, por exemplo, nesta questão da distribuição de alimentos, onde nem todo mundo tem alimentos suficientes.

Então, apesar de tudo o que nós construímos, realizamos, internamente, psicologicamente, nós continuamos possessivos, ambiciosos, avarentos, violentos, controladores, somos criaturas carregadas de problemas. O que é que nos falta? Nos falta a ciência de nós mesmos, nos falta a compreensão da Verdade da Realidade da Vida. A vida que conhecemos é a vida que o pensamento tem moldado.

Toda estrutura religiosa, política, social, econômica, tudo aquilo que como seres humanos construímos, construímos dentro da mecânica da mente com os seus pensamentos. Estamos vivendo dentro da limitação do pensamento, e o pensamento em nós, de uma forma desorganizada, está criando problemas desde sempre. Será possível uma vida livre do pensamento, livre desta condução, condição, posição que o pensamento tem estabelecido?

A real compreensão disso requer a presença da Sabedoria Divina, porque essa, assim chamada, sabedoria humana não resolveu nada disso. A presença dessa Sabedoria requer o estudo de nós mesmos. A base para a Sabedoria, para a Real Sabedoria, consiste nesse aprender sobre o Autoconhecimento. É quando você aprende sobre como você funciona que você pode se livrar dessa ideia desse "mim", desse "eu", que carrega esse modelo psicológico de condicionamento humano, de existência humana.

Assim, nós estamos apenas sustentando a mesma condição dos que chegaram aqui antes de nós. A presença da visão da Verdade, da Realidade, da Vida, d'Aquilo que somos em nossa Natureza Essencial é a Liberação da ignorância e, portanto, de toda essa confusão que acabamos de colocar, de todo esse sofrimento que estamos produzindo no mundo como seres humanos, em nossas relações.

Aprender sobre o Autoconhecimento é tomar ciência da Realidade Divina, da Realidade de Deus, d'Aquilo que aqui está presente além do ego, além da mente. Então, nós precisamos tomar ciência disso, assumir a Realidade desta Verdade, d'Aquilo que está além do conhecido. É nesse sentido que a pergunta "como encontrar Deus" faz todo o sentido. Esse encontro com Deus é o constar do Desconhecido. Aqui a palavra "Deus" no sentido d'Aquilo que está além da mente, d'Aquilo que está além do tempo e, portanto, além das crenças.

Não é esse "eu", esse ego, tendo um encontro com Deus; é a Realidade de Deus, é a Realidade deste Ser, d'Aquilo que está além do conhecido se revelando aqui e agora. Então, esse sentido do ego, de pessoa, de mente como nós conhecemos, se dissolve. Neste aprender sobre o Autoconhecimento temos a resposta para a pergunta: "como encontrar Deus?" É aqui que está a resposta, porque é exatamente neste momento que se revela a arte de Ser pura Presença, pura Consciência - aqui eu me refiro a esta Real Consciência, a esta Divina Consciência.

A Sabedoria é a Revelação desta Inteligência Suprema, que está presente além dessa mente, que é a mente condicionada, que é a psicológica condição de cultura de sociedade, de mundo como nós acabamos de colocar. Ir além dessa história humana, dessa memória psicológica, dessa limitação do "eu", isso é o fim para o medo, isso é o fim para o sofrimento, isso é o fim para a confusão. Então, o que é Meditação? O que é esta arte de meditar? Meditar é assumir a Realidade d'Aquilo que aqui está presente.

Quando temos a presença da Meditação, não há alguém meditando. A presença da Meditação é a Revelação d'Aquilo que aqui está presente além da mente, além do conhecido e, portanto além do pensamento. Assim, nós estamos aqui com você nos dedicando a isso, a explorar esse assunto, a investigar isso. A Felicidade, o Amor, a Liberdade, a Paz é algo presente quando não há mais o "eu".

O ser humano vem há milênios vivendo assim, mas aqui estamos dizendo para você: você não precisa continuar assim. Quando olhamos para os nossos pais, nossos avós ou bisavós, nossos ascendentes, eles viveram assim, e os nossos descendentes continuarão assim, a não ser que o Despertar esteja presente, esse Acordar se revele aqui e agora. É por isso que aqui estamos com você lhe convidando para a Vida Divina, para a Vida Real em Sabedoria, em Amor, em Liberdade.

O que nos dá a base para uma relação com o outro, com nós mesmos, com a Vida em suas diversas expressões, o que nos dá a base para as nossas relações, onde está presente a comunhão, a Liberdade, a Felicidade, é a ciência do seu próprio Ser. Uma vida livre da mente é uma vida onde Algo novo está presente; este Algo novo é Aquilo que aqui está se revelando momento a momento como o Desconhecido. Esse Desconhecido é a Presença da Verdade, é a Presença da Alegria, é a Presença da Paz.

Será possível a vida assim? Sem estresse, ansiedade, medo, raiva, ciúme, inveja, posses, controles; a ideia de alguém presente tendo isso, controlando, possuindo, agarrado. Uma vida livre de estresse, de toda a forma de ansiedade, de depressão, onde o Amor está presente, onde Deus é a Realidade do momento. Esse é o encontro com Deus. Neste encontro com Deus, o outro, a vida, tudo à sua volta é esta única Realidade.

É o que estamos vendo aqui, com você, aos sábados e domingos em encontros on-line - são dois dias juntos. Fora os encontros on-line, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Setembro de 2025
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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Joel Goldsmith. O Despertar da Consciência Mística. O que é a Verdadeira Liberdade? Marcos Gualberto

GC: Olá, pessoal! Estamos aqui para mais um videocast, novamente o Mestre Gualberto aqui conosco. Gratidão, Mestre, pela presença. Hoje eu vou ler um trecho de um livro do Joel Goldsmith chamado "O Despertar da Consciência Mística". Em um trecho desse livro, Mestre, o Joel faz o seguinte comentário: "A aceitação do que é, sem resistência, é o caminho para a paz interior." Bom, dentro desse assunto, o Mestre pode compartilhar a sua visão sobre o que é a verdadeira Liberdade?

MG: Gilson, a ciência de Ser, a Verdade sobre você, a Realidade sobre a vida, a Verdade sobre Deus - essa é a definição para a pergunta "O que é Liberdade?". Agora, observe: tudo que acabamos de colocar, todas essas frases não representam absolutamente nada quando olhamos do ponto de vista intelectual. Quando nós vamos ao dicionário, nós temos o significado para todas as palavras. Quando você busca o significado de uma palavra, você encontra o significado daquela expressão, mas o significado verbal não é o significado real; há uma diferença entre a palavra e a própria coisa. A palavra "amor" não é Amor; a palavra "liberdade" não é Liberdade.

Nós temos diversas formas para "liberdade" colocando em palavras, e em palavras podemos dar diversos significados para essa expressão. Nós geralmente usamos a expressão "liberdade" para liberdade econômica, liberdade de expressão, liberdade de ação, liberdade financeira, emocional, liberdade para ir e vir. Nós temos diversas formas, nós empregamos essa expressão para diversos significados, mas aqui tratamos com você da ciência do Divino, da ciência da Verdade. Estamos aqui, colocando para você o sentido de um significado novo para esta expressão.

Observem que na vida "liberdade" também é sinônimo de espaço; sem espaço não se pode falar em liberdade. Quando temos o espaço temos a liberdade. Agora, olhe para aquilo que nos interessa aqui, investigando esta expressão: psicologicamente, dentro de nós mesmos, em nossa mente, em nosso coração, nós desconhecemos a Liberdade porque estamos vivendo dentro de padrões de sentimentos, de emoções e pensamentos dentro de uma restrição, em restrições diversas. A nossa relação com o outro, com nós mesmos e com a vida é bem estreita, é bem limitada. Nós não temos a presença do espaço, assim desconhecemos a Verdade da Liberdade.

A presença da Liberdade é o espaço que nos possibilita, na relação com o outro, assim como em nossa relação com nós mesmos, internamente, desfrutarmos de Paz, de Silêncio, de Amor. Assim, eu diria que a verdadeira Liberdade consiste na ciência deste Ser, que é a ciência de Deus. Não se trata da liberdade política, da liberdade econômica, da liberdade de expressão ou de alguma outra forma de liberdade, e sim da Liberdade para o Amor, para a Paz, para a Felicidade, algo que se mostra possível quando nós temos uma compreensão da Verdade sobre nós mesmos.

Observe que as pessoas falam, escrevem, compõem músicas com o tema da liberdade, mas isso fica apenas no campo das ideias, no campo das teorias, apenas no terreno dos desejos. Nós não assumimos a Verdade vivencial da Liberdade, e não assumimos porque não entramos em um contato direto com aquilo que nós somos. Nós ficamos na ideologia, no conceito, na ideia, na intenção, mas não na vivência direta da experiência daquilo que está aqui presente, se revelando como aquilo que nós somos dentro das relações - da relação com ele ou ela, da relação com nós mesmos, da relação com a vida. Então, não temos a ciência disso de uma forma direta.

O que estamos aqui colocando é que não conseguimos colocar em palavras - é o que estamos fazendo aqui, nestas colocações, lhe dizendo com muita clareza que a Realidade ou a Verdade da Liberdade não se restringe a colocações teóricas de palavras, de desejos, de ideias. só podemos saber, de fato, o que é a Verdade da Liberdade, assumindo aquilo que nós somos em nossa Natureza essencial - o que requer a presença do Despertar da Consciência, da verdadeira visão de Deus, da verdadeira ciência da vida. É o que estamos juntos, aqui, com você trabalhando, com você aprofundando. A presença desse contato, a Verdade desta visão, a clareza deste momento que podemos chamar de Liberdade, é algo indescritível. Você nasceu para a Realidade do seu Ser, para a Verdade sobre Deus.

Aqui a expressão "Deus", não no sentido de uma ideia, de uma crença ou também um conceito, mas de um experimentar direto da Felicidade Suprema, do Amor Supremo. É no Amor Supremo, na Felicidade verdadeira que está presente aquilo que, de fato, podemos chamar de real Liberdade. A Liberdade é algo que diz respeito ao seu Ser, à presença da vida livre do ego, livre do "eu", livre da "pessoa". Esse sentido de identidade que temos é uma limitação. Estamos vivendo dentro de um quadro de ilusão, numa circunscrição de ignorância, presos a um programa de modelo de consciência coletiva, de consciência social, de consciência mundana, o que representa uma qualidade de vida dormindo, sonhando.

O seu contato real com a vida é um contato onde não há uma separação entre você e a vida como ela é, e nela há sim, Liberdade, quando o ego não está, quando o "eu" não está. É o que estamos aqui com você para compreender, para vivenciar. Esta é a presença da real Liberdade, esta é a presença da Verdade do seu Ser. Alguns chamam de "Iluminação Espiritual" ou "Despertar da Consciência"; Aquilo que é indescritível, inominável, Aquilo que está além das palavras, além dos pensamentos.

GC: Mestre, nós temos uma pergunta de um inscrito aqui no canal, que fez o seguinte comentário: "Mestre, como viver o verdadeiro amor nas relações?"

MG: Gilson, essa é uma boa pergunta. Nós desconhecemos a Verdade do Amor. Nós temos sentimentos por pessoas, elas têm sentimentos por nós. Nós nos relacionamos tendo por base a presença do pensamento e do sentimento. Enquanto você é agradável comigo nessa relação, enquanto os nossos pensamentos e sentimentos permanecerem agradáveis, esse prazer presente na relação nós chamamos de "amor". Quando começamos a discordar em pensamentos e a discordar em sentimentos, a forma como nós nos tratamos muda completamente, e com essa mudança temos a diferença; não temos mais a presença do prazer, temos algo que não é mais o prazer na relação.

Nós usamos a expressão "amor" para esta afinidade de pensamento, sentimento, sensação e emoção, o que representa a presença do prazer. Aquilo que nos faz ter esta aproximação do outro, a boa lembrança do outro, o pensamento agradável sobre ele ou ela, nós chamamos de "amor", mas a base central, o fundamento disso é, na realidade, sensação, satisfação, preenchimento, prazer. Quando isso altera nós temos a presença do ressentimento, da mágoa, da tristeza, da raiva, do ciúme. Então, o que nós chamamos de "amor" é algo que altera, é algo que muda. Nós estamos constantemente vivendo experiências de sensações. Se elas são agradáveis, nos apegamos a elas; se elas são desagradáveis, nós nos afastamos ou não queremos mais.

Aqui, juntos, nós temos que investigar essa questão da Verdade do Amor. O Amor é aquilo que está presente quando não existe mais aquilo que nós conhecemos por "amor". Veja, não há qualquer possibilidade da descrição verbal, em palavras, do que é o Amor, mas nós podemos investigar - e sim, fazendo uso de expressões e de palavras - aquilo que o Amor não é. O Amor não é posse, o Amor não é controle - veja, a posse sobre o outro, o desejo de possuir - não é controle, não é exercer domínio para que o outro, nesta posse, possa me preencher.

Assim, investigando o que não é o Amor, aquilo que está presente em nossos relacionamentos em geral não é a presença do Amor, porque está presente o controle, está presente a posse, está presente a dependência. Tudo isso é violência, é medo, e se isso está presente, qualquer mudança de pensamento e sentimento revela que, por detrás do prazer, o que temos presente é esta condição dentro do relacionamento. Portanto, o que nós chamamos de "relações" são relações onde o que está presente é a presença, nestes relacionamentos, de toda forma de problema, que se mantém oculto até que isso se declare, quando temos a frustração, a decepção, a traição. E isso se mostra com muito mais frequência do que nós imaginamos. Tudo parece que começa bem, mas na verdade estamos apenas num jogo de aparências, quando o que está oculto por detrás daquilo que é aparente é outra coisa.

A Realidade da vida, livre do ego, livre da dependência, livre do apego, do controle, da inveja, do ciúme, da posse. Quando temos a Liberdade de uma relação onde não temos a presença do "eu", a presença deste autocentramento, desta busca de preenchimento, prazer e realização de sensação nele ou nela, temos Aquilo que está presente além desta separação, desta dualidade. Portanto, a Verdade do Amor é a Realidade deste Ser, Aquilo que aqui está presente quando não há mais a ilusão do pensamento, do sentimento e da sensação para este centro, que é o "eu", que é o ego.

A verdade é que, neste centro, neste ego, todas as nossas razões, motivos, intenções, interesses, desejos, tudo isso gira em torno da busca de um preenchimento particular, de um autocentramento, o que na verdade nos isola e nos separa. Este isolacionismo, esta separação é, na verdade, a presença do conflito. Repare, o conflito já está presente, o sofrimento já está presente, mas ele está oculto. Você não se dá conta que, por detrás deste prazer, preenchimento e satisfação na relação não é o Amor e sim dependência, medo, ciúme, posse, controle. É assim que na mente nós estamos vivendo; esse é o movimento do pensamento em nós, esse é o movimento do ego.

Nós precisamos ir além do "eu", além do ego, além desse sentido de alguém presente que precisa encontrar nele ou nela algum nível de preenchimento, para de fato nesta Felicidade de Ser, nesta Liberdade de Ser, aqui estar presente a Realidade do Amor. E quando o Amor está presente a sua relação com ele ou ela não é mais de dependência, de medo, de carência, de busca nele ou nela, de alguma coisa. Portanto, viver a Verdade d'Aquilo que é você em sua natureza essencial é assumir a Realidade do Amor. Então este Amor está presente, mas não é o outro a presença deste Amor, não é o outro o preenchimento deste Amor, não é o outro a alegria deste Amor.

Quando o Amor está presente o outro, a vida, tudo à sua volta está incluso, é parte deste Amor, porque você em sua natureza essencial é a Verdade Divina, é a Verdade da Felicidade. Assim, a presença do Amor é o que temos, na vida, de mais precioso, mas não é possível a presença do Amor quando o ego está, quando o sentido de separação entre você e ele ou ela está presente. Livres do sentido do "eu", o outro é parte desta comunhão de Presença Divina. O outro é a Realidade deste Ser. Se não há separação, aquilo que está presente na vida é a presença do Amor. Assim, não podemos colocar em palavras o que é o Amor, mas podemos tomar ciência da Realidade d'Aquilo que aqui está presente, neste momento, como sendo a Realidade de Deus.

GC: Mestre, nós temos outra pergunta de outro inscrito aqui no canal. O Maurício fez o seguinte comentário: "Como faço para abandonar meus desejos particulares?"

MG: Gilson, a ideia de se libertar - repare - de desejos pessoais é apenas uma ideia! Investigar a natureza do "eu" é compreender a natureza dos desejos. O "eu" é esse sentido de insatisfação; na insatisfação está presente a ânsia de alguma coisa, o tempo todo. Portanto, se libertar dos desejos pessoais significa compreender a natureza do "eu", ter uma visão clara do que o desejo representa. O desejo é a presença da insatisfação; o "eu" é essa insatisfação presente, é esta incompletude. Tomar ciência das nossas reações, ver com clareza como a mente funciona, aqui neste momento, a cada instante, no contato com o momento presente.

Quando você se depara com algo, você tem uma percepção. Ao surgir aquela percepção daquela dada coisa, um pensamento sobre aquilo surge; juntamente, uma sensação aparece. Nesse momento o pensamento se projeta para se preencher naquele objeto - é a presença do pensamento, quando ele se projeta para se preencher psicologicamente em alguma coisa. A partir desta percepção é que surge o desejo. Será possível, na vida, tomarmos ciência da mecânica da percepção, da sensação e do pensamento? Desta projeção do pensamento para se preencher naquele objeto?

Observe que é o movimento do pensamento. Ao se projetar ele cria uma identidade que irá se preencher naquela sensação. Então, neste momento a Realidade do instante é perdida, porque o movimento do pensamento é de projeção para o que ele deseja realizar. Então surge a presença do futuro, do futuro para ser feliz, do futuro para se preencher, se satisfazer. Então, nós estamos constantemente em um movimento de alcançar algo para ser feliz ou de se livrar de alguma coisa - que também, ainda, é uma forma de desejo - para ser feliz. Alienados deste instante, deste momento presente, estamos vivendo, psicologicamente, no pensamento, na sensação, na imaginação, na ânsia por alguma coisa.

Observe que isso é, basicamente, sofrimento. Se libertar do sofrimento significa estar aqui e agora, livre do movimento de projeção do pensamento no desejo - no desejo de obter ou no desejo de se livrar. Talvez a sua pergunta seja exatamente essa. Você pergunta: "Como me livrar dos meus desejos pessoais?" Tome ciência do movimento do "eu". É a presença do "eu", da ilusão de uma identidade aqui e agora presente, na insatisfação, se projetando a partir do pensamento para se preencher no futuro a base que sustenta o sofrimento do desejo.

GC: Gratidão, Mestre, já fechou nosso tempo. Gratidão por mais este videocast. E, para você que está acompanhando o videocast até o final, e deseja realmente viver estas verdades, fica o convite para participar dos encontros intensivos de final de semana que o Mestre Gualberto proporciona. Esses encontros são muito mais profundos e transformadores do que estes vídeos aqui no YouTube. Primeiro, porque o Mestre responde ao vivo às nossas perguntas, e segundo e mais impactante é que, pelo Mestre já viver nesse Estado Desperto de Consciência, ele compartilha ao Seu redor, um campo de Presença, de Poder e Graça. E nesses encontros a gente acaba pegando uma carona nesse campo de Presença do Mestre. E, pegando essa carona com o Mestre, de maneira espontânea e sem nenhum esforço, entramos no Estado Meditativo, silenciamos nossas mentes e podemos ter uma visão e uma compreensão desses assuntos que são tratados aqui no canal.

Então, fica o convite: no primeiro comentário, fixado, tem um link do WhatsApp para poder participar desses encontros. Já aproveita, dá o like no vídeo; se não for inscrito, se inscreve no canal. E, Mestre, mais uma vez gratidão pelo videocast.

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