terça-feira, 11 de agosto de 2026

Joel Goldsmith | A Realização da Unidade | O que é a mente condicionada? | Marcos Gualberto

GC : Olá, pessoal. Estamos aqui para mais um videocast. Novamente, o Mestre Gualberto aqui conosco. Gratidão, Mestre, pela presença. Hoje, eu vou ler um trecho de um livro do Joel Goldsmith chamado "A Realização da Unidade". Em um trecho desse livro, Mestre, o Joel faz o seguinte comentário: "O erro não está no externo. O poder não está no externo. Todo o poder está na voz mansa e delicada". Mestre, neste trecho, o Joel comenta que o poder não está no externo. Dentro desse assunto, o Mestre pode compartilhar a sua visão sobre o que é a mente condicionada?

MG: Gilson, a ideia presente em você, a conclusão presente, o conceito, a crença, a opinião, esse ou aquele modelo de pensamento sobre esse ou aquele dado assunto: essa é a presença do condicionamento. Esse movimento de condicionamento é o que nós chamamos de "mente". Portanto, o que é a mente condicionada? É esse modelo de existir como alguém que avalia, compara, julga, aceita, rejeita, tem conclusões, opiniões, crenças...

Nós fomos educados para um modelo de existir como alguém assim, nessa consciência pessoal, nessa mente egoica, nessa mente condicionada. Investigar a natureza do "eu", a verdade sobre a pessoa, a existência desse alguém, esse sentimento, pensamento, desse que "eu" acredito ser, é investigar a verdade sobre a mente condicionada.

A direta compreensão requer esse estudar a nós mesmos para o fim dessa interna condição psicológica de existência egoica, de existência pessoal. É o que estamos aqui olhando com você, em todos esses vídeos, também nos encontros on-line, também nos encontros presenciais.

A Realidade sobre Você é a Verdade sobre a Vida. Nós temos dois aspectos aqui: o primeiro é a Verdade sobre quem Eu sou; o segundo é a verdade da realidade sobre esse "mim", sobre esse que "eu sou". Nós temos que ter, na vida, essa real compreensão, a compreensão dessa verdade que "eu sou", que é basicamente formada de ideias, de crenças, de conclusões sobre quem "eu sou", e a direta compreensão da Realidade deste Ser, que aqui está presente, sendo a Verdade sobre cada um de nós.

Assim, nós temos que investigar a verdade sobre esse "mim" e assumir a Realidade deste Ser. Quando Isso é assumido, a Vida não é mais a vida que nós conhecemos, onde estamos vivendo dentro das diretrizes do pensamento, nessa mente condicionada, nessa mente egoica.

Quando alguém fala mal de você, isso o irrita; quando alguém rejeita suas opiniões, isso o aborrece. Quando alguém contraria um desejo seu, isso o deixa com raiva. Quando alguma coisa que você não espera, não deseja, não quer que aconteça a você, surge na tela da sua mente como um pensamento, isso o assusta, o atemoriza, lhe causa medo.

Observe que é assim que nós funcionamos, é assim que estamos funcionando, em razão de que estamos vivendo a vida nessa verdade daquilo que "eu sou", porque "acredito ser", "tenho a convicção de que sou isso, de que isso é a verdade sobre mim". Essas são as conclusões que "eu" tenho, essas autoavaliações que "faço". Isso envolve a presença de um quadro mental, de um desenho, construído pelo pensamento sobre "mim". A autoimagem é a imagem que o pensamento estabeleceu aqui sobre a pessoa que "eu sou".

Quando olhamos de perto, investigamos, nos aproximamos para a plena ciência de todo esse processo, isso é desfeito, em razão da presença desse Autoconhecimento, em razão da presença dessa auto-observação. Isso descarta a continuidade dessa identidade, a permanência dessa identidade, essa identidade que é o "eu". Ela tem sua permanência em uma qualidade de tempo sustentada pelo pensamento. Você tem uma certeza absoluta da pessoa que você é, em razão do nome que você tem e da história que você consegue se lembrar sobre si mesmo. Mas observe de perto isso e você verá que está apenas lidando com uma abstração: a imagem que o pensamento construiu sobre você com um nome que lhe foi dado. Qual é a Verdade sobre você? Tomando ciência daquilo que você vê em si mesmo, como sendo verdadeiro, você pode ir além dessa condição, uma vez que essa condição é a condição de uma estrutura psicológica, estabelecida em você no pensamento, pelo pensamento.

A Realidade deste Ser não é um pensamento. Aquilo que aqui está presente, sendo a própria Realidade da Vida, a Realidade sobre Deus, é a Natureza deste Ser. Mas, nos deram essa forma de sentir e pensar e também atuar sobre a vida. E nós confiamos nisso, acreditamos nisso. O elemento da confiança é o próprio pensamento. O elemento responsável pela crença é o próprio pensamento.

É assim que estamos vivendo. Esse é o nosso condicionamento mental. Essa é a presença da mente condicionada. A grande revelação consiste nessa grande descoberta de que não existe esse "eu", esse "mim", essa pessoa. Ela é a própria presença dessa consciência egoica, dessa mente condicionada. É uma qualidade de vida nessa particular vida da pessoa que está dormindo, inconsciente.

Observe a base do que estamos colocando aqui. Qual é a base? A base é uma condição psicológica em nós, inconsciente. Você não tem consciência dos pensamentos, também dos sentimentos, das emoções. Essa qualidade de sentir e pensar não é a presença de uma real consciência sobre isso. É uma forma programada de resposta, mecânica, automática, repetitiva, continuada, e, portanto, inconsciente. Quando alguém o aborrece, você não sabe por que está nesse estado. O pensamento em você justifica o estado, dizendo que alguém criou isso, produziu isso em você. Mas qual é a verdade sobre isso? De fato, ele feriu essa autoimagem que você traz de si mesmo. Esse ferimento e essa resposta são inconscientes, são mecânicos.

Quando trazemos consciência para este instante, liberamos de nós essa autoimagem para ficar triste, enraivecida, preocupada. para sofrer. A presença da depressão, da angústia, desses diversos estados de sofrimento psicológicos em nós é a clássica representação dessa inconsciência em que estamos vivendo.

Quando assumimos a Realidade d'Aquilo que somos, há algo presente além dessa condição, além dessa inconsciência: é a Realidade fora da mente, fora dessa mente condicionada, fora dessa mente egoica. É nisso que aqui estamos investindo, trabalhando, para essa Compreensão, para essa Visão, para essa Libertação, nesta vida. Faz-se necessária a compreensão de nós mesmos para um real contato com aquilo que é eterno, fora do conhecido, fora do tempo, fora da mente.

GC : Mestre, nós temos uma pergunta de um inscrito aqui no canal que fez o seguinte comentário: "Existe a possibilidade de Despertar sem praticar a meditação tradicional, somente com as informações deste canal?"

MG: Olha, Gilson, esse Despertar não nasce de informações, assim como esse Florescer desse Natural Estado de Ser não nasce de práticas de meditação. Aquele que pratica a meditação é o elemento que está preso a um modelo, a um programa, a uma forma de técnica ou sistema ou prática, o que é, na verdade, ainda um condicionamento. A prática da meditação é um programa, é uma técnica, é um condicionamento.

O trabalho real em direção a esse Florescer, a esse Natural Estado de Ser, requer a presença de um olhar direto para as nossas reações, de um perceber direto as nossas reações. É isso que lhe dá a clareza desse princípio de dualidade, onde aquele que reage e essa reação estão dentro de uma base de dualidade. E a Liberação é o fim da dualidade.

Se você tem um pensamento e se confunde com ele, se identifica com ele - se você gosta ou não gosta, se você aceita ou rejeita -, o elemento presente nisso, nesse aceitar ou rejeitar, gostar ou não gostar, esse elemento é o elemento que se separa do próprio pensamento. Assim, estamos dentro da dualidade. É assim que estamos vivendo.

A presença desse constatar, desse observar, desse olhar para essa condição é a real vivência da compreensão da Meditação. Veja, não é a prática da meditação; é a Meditação de uma forma real. A Meditação de uma forma real é a Meditação na prática, aqui, agora, no viver, a cada momento, a cada instante.

A ciência de suas reações é algo possível quando você se torna ciente do próprio movimento do pensamento, o que requer que a mente silencie, que um espaço novo surja para esse constatar. Não é algo mecânico, não se trata de uma técnica, não se trata de uma prática. Trata-se de uma ciência para este instante, trata-se de uma observação para as nossas reações, para aquilo que aqui está presente, sem interferir com essas reações.

Quando é que interferimos? Quando damos identidade a essas reações. Quando colocamos esse pensador, esse experimentador, quando colocamos esse que observa e tira ideias, conclusões, avaliações sobre isso. Ao ter ideias, ao retirar conclusões, ao fazer avaliações, o sentido de uma identidade vive sendo constantemente reforçada. É assim que temos vivido, é assim que estamos vivendo.

Portanto, não se trata de adquirir conhecimentos. Aqui, se trata de um trabalho direto nessa direção, um trabalho possível quando temos o elemento fundamental norteando todo esse trabalho, que é a própria Presença Divina, que é a Presença da Graça.

Gilson, essa é uma outra confusão para muitos de nós: a ideia de que alguém irá alcançar Isso, realizar Isso. Não se trata de algo para ser alcançado ou realizado no tempo, se trata de uma Realidade a ser percebida aqui e agora, neste instante. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é que não existe alguém para realizar Isso. É uma ação da própria Graça Divina, o próprio trabalho de Deus, o próprio trabalho da Verdade.

Aqui, a sua disposição é de envolvimento com o trabalho, mas todo esse trabalho é a Realização dessa Graça, inclusive essa prontidão para o envolvimento. Você só está aqui agora investigando isso, olhando para isso, em razão desse toque. Apenas Deus se aproxima de Deus. Apenas a Verdade se revela à Verdade. Não existe esse "eu", esse ego, essa pessoa para realizar Isso.

Portanto, estamos convidando você a ter uma aproximação desse trabalho. É o que temos em encontros on-line, temos em encontros presenciais: uma aproximação. E o trabalho é da Graça, e o trabalho é de Deus.

GC: Mestre, nós temos outra pergunta de outro inscrito aqui no canal, que fez o seguinte comentário: "Mestre, como cessar a repetição de padrões herdados dos pais?"

Repare que é uma boa pergunta. Como cessar esses velhos padrões? Esses velhos padrões dos nossos ancestrais, dos nossos ascendentes, são os padrões da humanidade, da história humana. Nós estamos dando continuidade a esse formato, a essa maneira, a esse modelo, a esse velho padrão de continuidade de reações. Estamos fazendo isso em razão da desatenção. Nós não temos atenção sobre todo esse processo de continuidade, de repetição, de mecanicidade.

O elemento principal em tudo isso é a presença da inconsciência. É interessante o fato de usarmos a expressão "consciente" e "inconsciente". Nós falamos de uma mente consciente e de uma mente inconsciente. E usamos essas expressões como se, de fato, nós estivéssemos conscientes na mente, como se essa mente em nós fosse uma mente em plena consciência.

O fato é que todo esse movimento interno que chamamos de mente ou de consciência se processa de uma forma mecânica, automática, repetitiva, condicionada e, portanto, inconsciente. A forma como você reage, como você responde, como você expressa essas reações é nesse automatismo, é nessa continuidade, é nesse velho programa de inconsciência. É assim que nós estamos funcionando. Essa é a presença do "eu", a presença do ego, esse sentido de ser alguém, que está consciente. Do que, na verdade, como pessoas, nós temos consciência, se tudo o que fazemos é responder de uma forma automática?

Quando você fala bem de "mim", eu gosto de você. Quando você fala mal de "mim", eu não gosto de você. Esse sentimento de gostar e não gostar é apenas o resultado de uma reação de resposta sobre como você me trata, sobre como "eu" posso reagir neste instante, com base nesse automatismo. Todo esse processo é inteiramente inconsciente e mecânico. A forma como respondo ao desafio, a forma como você também me desafia, é algo inconsciente e mecânico.

Nós estamos constantemente lidando com o momento presente a partir do passado e, portanto, a partir de um fundo de memória. E toda essa memória, como sendo passado, é algo que é parte de um condicionamento. E todo condicionamento é inconsciente. Não há liberdade no condicionamento. Ele é mecânico e inconsciente. Essa é a consciência do "eu", essa é a consciência da pessoa.

Assim, a nossa mente, que dividimos em consciente e inconsciente, é automática. É puro condicionamento egoico. E por que egoico? Porque a mente se vê como o centro das experiências, sendo o experimentador das experiências. Nosso movimento, nessa mente egoica, é isolacionista, separatista e, portanto, egocêntrico.

Podemos romper com isso? Esse é o propósito. Podemos ir além dessa interna condição psicológica de vida, que é a vida centrada no "eu", centrada no ego? Isso requer, naturalmente, o fim desses padrões que recebemos dessa cultura, dessa estrutura social, desse modelo psicológico de existência humana. É nisso que estamos trabalhando aqui com você. Portanto, se a sua pergunta é "como cessar esses padrões?", a resposta para isso é: tomando ciência.

Quando há esse aprender sobre nós mesmos, quando fica claro todo esse movimento, que é o movimento do "eu", do ego, colocamos nesse instante a presença de uma atenção que traz consciência sobre essas reações, então paramos de imediato com essa inconsciência, com esse automatismo, com esse velho modelo de programa. Paramos de responder, de reagir, de interagir a partir da dualidade, a partir da separação. Isso requer, naturalmente, uma investigação de todo esse processo. Isso requer esse estudar a nós mesmos.

Nós precisamos tomar ciência, Gilson, nesta vida, da beleza da arte da Meditação, o que requer a presença desse estudo de nós mesmos, dessa compreensão de todo esse processo interno, de todo esse processo dessa consciência, que é a consciência egoica, que é essa mente condicionada. Nesses encontros on-line, nesses encontros presenciais, esse é o propósito.

GC: Ok. Gratidão, gratidão, Mestre. Já fechou o nosso tempo. Gratidão por mais este videocast. E para você que está acompanhando o videocast até o final e deseja realmente viver essas verdades, fica o convite para participar dos encontros intensivos de final de semana que o Mestre Gualberto proporciona.

Esses encontros são muito mais profundos do que os vídeos aqui no YouTube. Primeiro, porque o Mestre responde ao vivo às nossas perguntas. E segundo, e muito mais impactante, é que, por o Mestre já viver nesse Estado Desperto de Consciência, ele compartilha um Campo de Presença à sua volta, um Campo de Energia, de Poder e Graça.

E nesses encontros, a gente acaba pegando uma carona nesse Campo de Presença do Mestre. E pegando essa carona com o Mestre, de maneira espontânea, sem nenhuma prática, sem nenhuma técnica, entramos no estado meditativo, silenciamos nossas mentes e podemos ter um vislumbre, uma compreensão das verdades que são tratadas aqui no canal. Então, fica o convite!

No primeiro comentário fixado, tem o link do WhatsApp para poder participar desses encontros. Além disso, já dá o like no vídeo e se inscreve no canal.

E, Mestre, mais uma vez, gratidão pelo videocast.

Outubro de 2025
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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Atma Vichara. Meditação. Como encontrar Deus? Meditação: o que é? Aprender sobre Autoconhecimento.

Aqui a questão é que nós temos que investigar o que há por detrás desta pergunta, se ela tem ou não importância e relevância para cada um de nós. Eu me refiro a essa pergunta: "Como encontrar Deus?" O que há por detrás desta pergunta? Esse encontro com Deus, o que de fato ele significa?

Observe que esta pergunta é uma pergunta que aqueles que estão em busca ou à procura da Verdade estão fazendo. Mas o que é que ocorre nesta procura? Nós visualizamos a Verdade para ser encontrada, então nós nos movemos a partir de uma busca. O movimento de busca em nos é o movimento de vontade, de querer, de desejo de chegar lá, de encontrar.

A ideia em nós é que nós não estamos vivendo a Verdade, e precisamos viver a Verdade, e iremos viver a Verdade quando nós sairmos daqui para aquele lugar onde ela se encontra. Esta Verdade é Deus! Isso pode nos parecer muito razoável, plausível e verdadeiro, mas por que não investigar o que está aqui? Por que não tomar ciência daquilo que aqui se encontra? É aqui que nos deparamos com uma visão equivocada.

A Verdade é aquilo que está aqui se revelando, como nós somos, como nós nos mostramos, como nós nos apresentamos. Nós não queremos olhar para isso que nós somos, porque nós temos uma ideia do que nós precisamos ser. Nós temos uma ideia daquilo que nós precisamos nos tornar. Assim, nós colocamos para o futuro, para o amanhã o encontro com a Verdade.

Nós precisamos de uma outra coisa aqui: nós precisamos tomar ciência daquilo que aqui está presente. É a compreensão daquilo que nós somos a compreensão da verdade sobre nós mesmos. E é precisamente a compreensão da verdade sobre nós mesmos que realiza um trabalho, que opera uma mudança.

É a visão da verdade sobre nós mesmos, o que requer a presença deste aprender sobre o Autoconhecimento, que nos faz ter a visão da ilusão daquilo que somos, nesta Verdade. A ideia de que a Verdade está no futuro é algo que está sendo projetado por nós agora, dentro de uma perspectiva ilusória, dentro de uma visão de tentativa de escapar, de se livrar daquilo que aqui está presente. É desconfortável aquilo que aqui está presente, é pesaroso e difícil.

Nós temos uma vida tediosa e aflita, complicada, desorientada, em sofrimento. Assim, nós idealizamos a Verdade diferente desta condição em que nós nos encontramos. Esta idealização é a imagem que o pensamento constrói a partir do estado em que nós nos encontramos.

Sim, há uma Realidade Divina, há uma Realidade que é a Realidade de Deus, mas ela não é para ser encontrada, ela é a Realidade que se revela. E ela se revela quando nós compreendemos a verdade, mas não a Verdade sobre Deus, mas a verdade sobre nós mesmos; a verdade sobre aquilo que nós somos, sob precisamente isto que somos aqui, neste momento.

Aprender sobre o Autoconhecimento é ter a ciência de como estamos funcionando, daquilo que ocultamos e daquilo que declaramos, daquilo que está presente na superfície da nossa vida particular, dentro das nossas relações, e a ciência daquilo que está oculto em nós mesmos, sempre encontrando um caminho de expressão, a partir dessa mente que carregamos .

A forma como estamos respondendo à vida, a maneira como estamos lidando com as pessoas, lidando com o mundo - o mundo das ideias, o mundo das pessoas, o mundo dos objetos, o mundo das relações que temos com nossas propriedades, com os objetos que nós temos... Nós estamos cercado de objetos, de pessoas, cercado de situações e, também, internamente, trazemos várias formas particulares de visão do mundo, de visão sobre o outro, de visão sobre nós mesmos.

Assim, tanto aquilo que está no externo, na superfície, quanto aquilo que está oculto, na profundidade, naquilo que nós poderíamos chamar de inconsciente em nós, a presença da mente em nós tem essa superfície e tem essa profundidade. Tudo aquilo que estamos guardando e que não tomamos ciência é o oculto presente em nós - alguns chamam de inconsciente ou mente inconsciente.

Estamos lidando com uma única mente: é a mente do "eu", é a mente da pessoa. E nós estamos projetando uma realidade, uma verdade além dessa condição em que nós nos encontramos, mas essa projeção ainda parte dessa mente, dessa condição psicológica ilusória em que o ego se encontra, em que a pessoa se encontra.

Nós precisamos ter, sim, uma Revelação de Deus. Veja, não é um movimento de encontro com Ele; não é ter neste encontro, a partir desse movimento de encontro, aquilo que nós buscamos, porque, como pessoas, nós estamos vivendo em uma interna condição sustentada pelo condicionamento mental, pelo condicionamento psicológico, em uma condição ilusória, em uma condição de fantasia, de ficção.

A fantasia, a ficção, a ilusão consiste nessa "pessoa", nesse "mim". A imaginação, a ficção de uma entidade presente aqui, que pode ter um encontro com Deus lá. A Verdade sobre você é a Liberação da ilusão. Apenas quando tomamos Ciência da Verdade sobre nós, sobre quem nós somos, se abre então esta porta, este portal para a Realidade de Deus, para a Verdade de Deus.

A Verdade sobre que nós somos termina com essa ficção, com essa imaginação, termina com essa ideia de alguém presente, a pessoa aqui, separada de Deus, desse "mim", separada do outro, separada da Vida. A visão da Realidade consiste no fim da ilusão da verdade daquilo que estamos aqui demonstrando ser, parecendo ser.

A presença do Autoconhecimento é a ciência de como estamos lidando com o outro, com nós mesmos e com a vida. Nós estamos lidando com ele ou ela a partir do "eu". O "eu" é um elemento que pensa, que sente, que faz, que realiza coisas. O "eu" é o elemento que está na procura ou na busca. Este elemento é uma ideia do pensamento. Portanto, isso consiste numa imaginação criada pelo pensamento.

Não existe tal coisa como alguém presente aqui para ter um encontro com Deus lá. A Realidade da Vida está aqui e a Realidade da Vida é a própria Vida, sendo esta Vida a Verdade Divina. Assim, a Revelação da Verdade de Deus se mostra presente quando a ilusão desse "eu" não está mais - deste "eu" que pensa, sente, faz, deseja, teme, carrega problemas, conflitos. Quando temos o fim para este "eu", temos a Ciência da Verdade de Deus.

Ramana Maharshi, o Sábio da Montanha de Arunachala, falou sobre Atma Vichara. A expressão Atma Vichara significa autoinquirição, autoinvestigação. É a investigação da natureza desse "eu"; a importância desta descoberta, desta constatação de que estamos diante de uma ilusão. Olhar para si mesmo e tomar ciência de como você funciona é Atma Vichara, é auto-observação; e Atma Vichara é presença de Meditação.

Assim, onde temos a presença da Atma Vichara, desta auto-observação, nos aproximamos da Verdade sobre a Meditação. Aquilo que nos faz ter a visão da Realidade de Deus, ter a descoberta da Verdade de Deus - volto a dizer, não é sair daqui para ter um encontro com Deus no futuro, mas é ter Ciência da Realidade de Deus aqui se mostrando -, é a presença da Meditação.

Então, o que é Meditação? A Meditação é o olhar para o momento presente, descobrir como olhar para este momento sem o "eu". Quando você tem um pensamento aqui, neste momento, a ideia em você é de que você é alguém presente por detrás desse pensamento.

Quando você vê a chuva caindo, você não se sente responsável pela chuva caindo; você não é o responsável pela chuva caindo. No entanto, quando você vê um pensamento surgindo em você, você tem a crença de que você é o elemento responsável por este pensamento.

Esta responsabilidade é uma imaginação do próprio pensamento que surgiu. Se esse pensamento não estivesse aí, você não teria qualquer ideia de ser alguém pensando. A ideia de ser alguém pensando é porque o pensamento está aí. O que chega sempre é o pensamento, depois temos o pensador. Quando temos a presença do pensamento, nós nos sentimos os pais do pensamento, os responsáveis pelo pensamento.

Se você examinar, investigar, olhar de perto, o que requer a presença da auto-observação, deste olhar livre de crenças, conclusões, avaliações e escolhas, livre do gostar ou não gostar, se você se aproximar e olhar para o pensamento desta forma irá perceber que o pensamento é apenas uma resposta que está surgindo agora em razão de algum estímulo que surgiu. No entanto, esse pensamento não foi produzido por você; ele apareceu em razão da memória, da recordação. Ou seja, é a presença do passado que surgiu.

E quando o pensamento surge, o nosso modelo de condicionamento psicológico, de condicionamento mental é de acreditar que estamos presentes pensando. Não, não estamos pensando, é o pensamento que surgiu! A ideia de alguém pensando é algo que surgiu também com o pensamento. O próprio pensamento cria um fragmento dele mesmo, que é a imagem da pessoa, desse "mim", desse "eu", desse pensador. É o que nós precisamos descobrir aqui para irmos além do "ego", para irmos além do "eu", desse pensador.

Portanto, precisamos descobrir a verdade de que não existe qualquer pensador para pensamentos; e quando isso fica claro, essa ideia de separação entre pensamento e pensador desaparece. Quando isso desaparece, estamos apenas diante de uma aparição. Assim como a chuva é uma aparição e você não é o responsável, quando o pensamento está presente é uma aparição. Você assume a responsabilidade quando, neste momento, se identifica com o pensamento, então surge o sentido do "eu", do ego.

Nós estamos, na vida, atuando a partir do pensamento, porque estamos, a partir deste pensador, assumindo o pensamento. Quando aprendemos a olhar para o pensamento sem o pensador, o pensamento não se sustenta. Quando aprendemos a olhar para um sentimento como a tristeza, para uma emoção como a raiva, para uma sensação de desejo ou medo, sem o sentido de um "eu" presente, esta experiência sofre uma profunda mudança; e quando isso ocorre, nós temos o fim para esse "eu".

A presença da Meditação é um novo espaço que surge quando há essa qualidade de olhar, de perceber, de estar ciente de como a mente funciona. E quando isso está presente, neste momento se Revela Algo além da mente. Este Algo além da mente é a Realidade Divina.

Podemos, nesta vida, assumir a Verdade deste encontro com Deus, desta constatação da Realidade de Deus? Assim, a palavra "encontro", aqui, assume um outro significado: o significado da constatação de uma Realidade presente assumindo completamente este corpo e esta mente.

Quando temos a cessação do "eu", em razão do fim para essa psicológica e interna condição de modelo de mente condicionada, temos o fim do medo, o fim dos conflitos dos desejos, o fim dessa condição de sensação, algo que nos provoca muito sofrimento, algo que provoca a esse sentido do "eu" contradições, conflito, sofrimento. Então, neste momento, temos a Revelação da Realidade de Deus, quando a mente se aquieta, quando o cérebro silencia e essa interna condição sofre uma profunda mudança.

Assim, nos deparamos com a Verdade da não existência do "eu". Então, com a compreensão desta Verdade, a Realidade de Deus se mostra aqui, neste momento. É o que estamos vendo aqui com você dentro desses encontros. Nós temos encontros on-line nos finais de semana, onde estamos, sábado e domingo, trabalhando isso com você - são dois dias. Além dos encontros on-line temos encontros presenciais e, também, retiros. Se o que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui esse convite.

Julho de 2025
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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Advaita Vedanta | Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento

Aqui nós nos deparamos com a beleza de um encontro com este conhecimento de nós mesmos. E conhecer a nós mesmos significa conhecer a nossa relação com a vida, com o mundo, com tudo a nossa volta. Não somente a nossa relação com as pessoas, mas também com as ideias, com as situações que ocorrem, com tudo o que acontece.

Assim, nós estamos aqui olhando, investigando, aprofundando esta questão. E o que nós temos colocado aqui é que nós não precisamos de um conhecimento técnico, especializado, como, por exemplo, para aprender alguma coisa. Para aprender alguma coisa, você precisa de conhecimento e experiência, é algo que lhe dá especialização.

Aqui, a aproximação desta visão da vida, do mundo, de nós mesmos, no contato com ele, ela, situações e acontecimentos, tudo o que de fato nós precisamos para o aprender sobre o Autoconhecimento consiste na percepção. Reparem a importância desta expressão aqui, dentro do contexto desta fala.

A percepção é a forma de olhar para a situação; olhar sem o elemento sensor, sem o elemento que compara, que avalia, que julga o momento presente, que julga a experiência. Quando você está com alguém, você pode olhar para ele a partir de um sensor, de um elemento em você que faz avaliações, julgamentos, comparações, ou você pode olhar para ele ou ela sem este elemento. Aqui se trata da percepção, do perceber, e não do avaliar, comparar, julgar.

Assim, quando aprendemos sobre nós mesmos, nós estamos diante de um espelho, de compreensão, de visão. Quando você se olha no espelho pela manhã, você não olha para censurar, você olha para ficar ciente daquilo que se mostra ali, que é você mesmo.

O nosso contato com o mundo, com a vida, com as situações, com as ideias, com as pessoas, em geral, é muito equivocada esta relação, estas nossas relações, porque elas partem do princípio do pensador. O pensador em você é o elemento sensor.

Quando você gosta de alguém, você gosta a partir do sensor, do elemento que avalia o outro a partir do querer ou não querer estar com ele ou ela. Isso porque você gosta ou não. Você já traz do passado esse gostar.

A forma como estamos lidando com a experiência do momento presente não é uma oportunidade que temos; ao menos não fazemos deste momento uma oportunidade para a compreensão de nós mesmos, porque nós não nos servimos deste espelho que está aqui. Eu olho para o outro a partir da ideia que tenho dele ou dela, assim eu olho para mim mesmo, também, da mesma forma.

Aqui nós estamos lhe convidando a um contato com a percepção, e a percepção não requer isso. Não estamos lhe convidando para ser o percebedor e, sim, estar em uma percepção. A autodescoberta, o Autoconhecimento é a presença da Meditação.

Não existe tal coisa como uma Meditação separada do Autoconhecimento. Portanto, aquilo que as pessoas praticam em nome da meditação não é Real Meditação. Porque a Meditação não se separa da autodescoberta, da autoconstatação, da compreensão da Verdade.

A presença da Meditação é a ausência de um elemento na Meditação, na prática da Meditação - esse elemento é o elemento que luta para resultados. A luta de resultados é a busca pela vontade de um objetivo. Você tem um objetivo e procura alcançar o objetivo naquela luta, a partir de um esforço.

A Meditação não é isso.

Não há esforço na Meditação, não há luta na Meditação e não há propósito na Meditação. A Meditação é a Ciência da Realidade da Vida como ela é, sem o "eu", sem o passado, sem o sensor, sem o meditador.

Portanto, Meditação, o que é? O que é a Meditação? É a Ciência da Vida, que revela o elemento fundamental na vida, que está presente aqui e que se mantém desconhecido; este elemento é a Realidade Divina, é a Realidade de Deus.

Assim, a importância do Autoconhecimento é que o Autoconhecimento é o elemento básico para a Verdade da Meditação, do espaço que se abre, onde nele se revela a Realidade do encontro com Deus. Como encontrar Deus? Tomando ciência do espaço onde ele está. Não é aonde Ele se encontra; ele não está lá. É onde ele está? Ele está presente como sendo a Realidade da própria Vida.

Uma outra coisa equivocada, além da ideia de alguém, pelo esforço, pela prática, na intenção de obter o resultado da Meditação - como se houvesse um resultado na Meditação... Para muitos, o resultado é o silenciar da mente, é a quietude, é o relaxamento, é a presença de uma experiência mística ou espiritual. Além deste equívoco, nós temos a ilusão de também, pelo esforço, no tempo, se encontrando com Deus.

Assim, a pessoa pergunta: "Como encontrar Deus?" A ideia é que ela, como pessoa, pode ter esse encontro. A Realidade de Deus é a ausência do "eu", é a ausência da pessoa, porque a Natureza do seu Ser, a Verdade sobre Você é que não há nenhuma pessoa presente. A pessoa presente aí é a ilusão do "eu", do "ego". É exatamente o elemento que é descartado dentro de uma visão clara do Autoconhecimento.

É aqui que temos a importância do olhar. Assim como você pela manhã olha para o seu rosto no espelho e ali você encontra o seu rosto. Aqui você olha para o espelho das relações, olha para a vida como ela está acontecendo, e se depara com a ilusão de uma identidade presente, que se separa da Vida. Ao se deparar com a ilusão, a ilusão termina.

A ilusão é a presença da "pessoa", é a presença do "eu". Se ela desaparece, agora o espaço é a presença da Verdade, o espaço é a presença do Mistério, do Desconhecido, é a presença de Deus. Todo esse pensamento presente em nós, que vem do passado, que vem de um conjunto de crenças, de aprendizado, nessa assim conhecida espiritualidade, é um equívoco.

Eu me refiro a este conhecimento, pensamento que abaliza toda essa crença, que sustenta e alimenta essa separação entre você e Deus. Como se houvesse realmente algo lá, em algum lugar, para ser encontrado em algum momento, a partir de práticas ou técnicas de meditação, ou de alguma forma de espiritualidade, de algum modelo de prática, de busca de exercícios, assim chamados espirituais, para experiências esotéricas, místicas.

A Realidade é outra. A Realidade é que a Verdade de Deus é a Verdade deste momento, quando o "eu" não está, quando o "ego" não está, quando a Meditação Floresce. Aqui está o encontro com a Verdade deste Ser, na ausência do "eu".

Assim, o que nós precisamos? Nós precisamos apenas estar cônscios, cientes de como a mente acontece, de como o pensamento se processa. Como é que você se torna ciente da presença de uma árvore? Se aproximando dela, olhando para ela, vendo os detalhes, os galhos, as folhas, os frutos. Olhar para aquela árvore, tomar ciência da presença dela, ter uma intimidade com o contato com ela neste observar. É apenas o observar. O simples e direto observar revela os detalhes.

Portanto, como nos aproximamos de nós mesmos? Nos aproximamos de nós mesmos olhando. Da mesma forma que ao olhar para aquela árvore você não quer alterar nada, quer apenas ficar ciente do que ela representa, da beleza deste momento, deste encontro, aqui da mesma forma acontece. Você apenas olha para essas reações que surgem, para os pensamentos, para os sentimentos, para as sensações.

Quando você está conversando com alguém, tomar ciência dos gestos, do tom de voz presente em você, presente no outro. Você não vai alterar, não deseja mudar, você apenas toma ciência, olha, observa, fica inteiramente cônscio daquele momento, daquele instante, daquela aparição. Então, neste momento, você está diante de um espelho. Então ocorre a compreensão de como a mente funciona.

A compreensão da mente, a compreensão dos gestos, do tom de voz, do sentir, do gesticular, do perceber todo o movimento presente neste momento é o encontro com esse espelho. Então a verdade daquilo que você é se revela. Não se trata de algo como a ideia sobre quem você deveria ser, sobre como você deveria ser, ou como você seria. Você está diante da Vida, diante da revelação daquilo que você é.

Então, esse momento revela a não separação da totalidade deste encontro, deste momento. Então, Algo novo surge nesta não separação entre você e o momento presente, e tudo aquilo que ali se revela: é a presença da Advaita.

A palavra "Advaita" vem dos Vedas, da Vedanta, da Advaita Vedanta. A palavra "Advaita" significa a não-dualidade, a não separação. Portanto, um encontro com o momento presente é um encontro com a Vida como ela acontece. O encontro com a Vida como ela acontece é Advaita, é a não separação, a não-dualidade. Então, nela se revela Algo além do "eu", além do "ego", além da mente egoica.

Assim, o aprender sobre o Autoconhecimento, aqui, é o momento da Revelação deste Ser, é a presença da Meditação. Então se revela Aquilo que está além do conhecido. Esta é a resposta para a pergunta "como encontrar Deus?" Deus é a Realidade do momento quando o "eu" não está, quando o "ego" não está.

A própria constatação do momento presente, o que quer que esteja se revelando aqui, a nível de separação, de dualidade, de modelo egocêntrico, neste momento se desfaz. É o poder desta Ciência do momento presente. É o poder da presença da Meditação.

Portanto, a Meditação é agora, não é em um lugar reservado, ali, de pernas cruzadas, repetindo um mantra, respirando de uma determinada forma. Você está aqui, falando com alguém, dirigindo o seu carro, ou ocupado em alguma atividade intelectual, profissional.

O encontro com este momento, neste olhar, sem interferir, sem se envolver, a própria visão da Realidade do momento, opera uma profunda mudança, uma profunda transformação, porque o sentido do "eu", esse sensor, esse experimentador, esse pensador, não entra. É quando, neste momento, o cérebro se aquieta, o espaço que antes estava ocupado com a inconsciência, com toda essa mecanicidade do condicionamento psicológico, não está mais presente. É um novo espaço agora. Há um espaço presente, e neste novo espaço se revela a Ciência de Deus, a Ciência do seu Ser.

Nós precisamos, na vida, descobrir o que é Meditação, o que é Real Meditação. Nós precisamos, na vida, tomar ciência dessa arte, também, de aprender sobre nós mesmos, porque é exatamente esta presença, é esta ciência, é este espaço que revela a Realidade de Deus.

A vida em Deus é a Vida livre dessa dualidade, desse sentido do "eu" e "não eu". Quando temos o fim para o "eu", para essa egoidentidade, temos a Revelação da Vida, da Real Vida Divina, da Real Vida de Deus.

Os encontros que nós temos aqui nos finais de semana, sábado e domingo - são dois dias de uma forma on-line - têm este propósito: trabalharmos isso com você. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e, também, retiros, que ocorrem em alguns períodos do ano. Se o que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui esse convite.

Julho de 2025
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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Ansiedade social. Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? Ansiedade e medo.

Será que nós já investigamos isso? Será que já nos aproximamos de verdade disso para, por exemplo, investigar essa questão da ansiedade e medo, dessa, assim conhecida, ansiedade social? Por que, em nossas relações, sempre está presente algum nível de receio, de timidez, de insegurança? A verdade sobre isso é que, psicologicamente, nós estamos funcionando a partir de uma representação mental sobre quem nós somos e sobre quem ele ou ela é para mim.

A grande verdade sobre isso é que você e essa representação mental, que é essa autoimagem, são muito íntimos. Nós podemos dizer de uma forma muito clara isso aqui, e ao ser investigado, isso será claramente compreendido, o fato de que você é a autoimagem.

Apenas quando temos o fim da autoimagem, temos o fim para essa condição, para essa interna psicológica condição; ela está ocorrendo dentro de nós, e como tudo aquilo que nós somos internamente se expressa, dentro das nossas relações está presente essa forma de medo, essa forma de afastamento social, do convívio com outros.

A nossa interna condição nesse sentido da pessoa, nesse sentido do "mim", do "eu", é de sofrimento. Compreender a verdade sobre nós mesmos é irmos além dessa psicológica condição de condicionamento egoico, de condicionamento mental. E é isso que nós estamos, com você, aqui investigando, aprofundando para essa compreensão.

O elemento que cria toda essa condição interna de contradição, de conflito, de desordem e, naturalmente, de sofrimento em nós é a presença do pensamento. São os pensamentos presentes em você que estão lhe dizendo coisas sobre quem o outro é, sobre quem você é e sobre o que a vida representa. Você não teria a mínima condição de me reconhecer sem ter me visto antes, não teria a mínima condição de saber o meu nome se eu não tivesse lhe falado.

Quando você conhece alguém, nesse momento, você registra a imagem, o rosto, e registra também o nome dela, e isso agora é parte da memória, é parte da lembrança - você tem dela uma representação mental, e ela tem de você uma representação mental. Quando vocês se encontram, esse encontro não é um encontro separado da imagem que você tem dela e que ela tem de você; não há uma separação entre essas imagens, elas se encontram.

Haverá uma forma de nos aproximarmos do outro sem a psicológica imagem dele ou dela? Sim, nós precisamos da imagem do rosto, da lembrança do nome, mas aqui eu me refiro à psicológica imagem que eu tenho dele, que eu tenho dela. Na convivência com pessoas, é isso que nós temos feito, e nós temos feito isso em razão da presença de uma desatenção sobre as nossas experiências. É nessa desatenção sobre as nossas experiências que nós cultivamos dele ou dela o prazer e a dor.

Em todos os relacionamentos nós temos momentos aprazíveis e também ruins, momentos de prazer e momentos de dor, e nós estamos constantemente registrando tudo isso para futuros contatos. Nesses futuros contatos, nesses novos contatos, estamos sempre trazendo essa experiência passada para essas relações.

Ao se encontrar com uma pessoa, ela nunca é a mesma pessoa, ela já mudou - você já mudou e ela já mudou. Mas quando vocês se encontram, se encontram com base na experiência que guardaram um do outro. Nesse contato, estamos diante de um equívoco, de uma ilusória relação. Essa ilusória relação eu tenho chamado de relacionamento.

Em uma convivência com alguém durante cinco, quinze ou vinte anos, a sua certeza é a certeza de que você conhece ele ou ela; na verdade, o que você tem dele ou dela são todas essas experiências guardadas em você, nessa autoimagem que você tem sobre si mesmo. Esse acúmulo de imagens que você tem sobre ela se assenta nessa autoimagem, que é a imagem que você tem sobre quem você é.

Quando você se encontra com ele ou ela, a sua resposta é a resposta do passado. Assim são os nossos contatos, assim são as nossas relações, o que, na realidade, não representa a verdade da relação, representa a verdade do relacionamento entre imagens, entre crenças, nesse gostar e não gostar, nesse querer e não querer. Então, é inevitável a presença do medo, da contradição, do conflito e do sofrimento nessa convivência.

Assim estamos levando os nossos dias, vivendo uma vida inteira ao lado de alguém sem conhecê-la, sem o conhecer, porque nós também não nos conhecemos. Se você não sabe a verdade sobre si mesmo, não libera de si mesmo, também, essa autoimagem - a imagem que você construiu sobre quem você acredita ser.

Quando alguém lhe aborrece, está aborrecendo a imagem; quando alguém lhe entristece, está entristecendo a imagem; quando alguém lhe elogia, está elogiando a imagem. E a única coisa que você tem sobre quem você é é essa autoimagem. Essa é a condição de ignorância em que estamos vivendo no ego, como pessoas.

Será possível descobrir a vida livre dessa autoimagem? O que será a vida livre do ego, livre do "eu", livre desse "mim"? Isso requer um olhar para aquilo que se passa conosco neste instante, neste momento; requer uma profunda compreensão das nossas reações quando somos desafiados a responder a partir dessa memória, dessa lembrança, dessa imagem. Então, sim, podemos nos livrar da ansiedade, podemos nos livrar do medo.

Um contato com o outro, quando é real, na verdade da relação - não no relacionamento, mas na verdade da relação -, não há medo. Então, não existe mais essa ansiedade social quando você compreende a Verdade sobre você, quando libera de você mesmo essa representação mental que carrega do outro, que carrega da vida, que carrega de si mesmo, a ideia de alguém. É a presença dessa ideia de ser alguém, é a forma como o pensamento está estabelecendo em você essa construção mental que está sustentando o medo; é algo típico do ego, é algo típico do "eu".

Precisamos nos aproximar da vida sem o passado, sem essas memórias e lembranças de tudo que temos vivido com ele ou ela para, de fato, termos um contato com ele ou ela sem a imagem dele ou dela, como também de nós mesmos. Isso é Liberação nesta vida, isso é o fim da autoimagem, isso é o fim do "eu", isso é o fim do ego.

A pergunta é: como isso se torna possível? Tendo uma compreensão do que é o pensamento, que lugar tem o pensamento em sua vida e que lugar ele não deve ocupar. Ele não pode ocupar esse espaço, que é o espaço da quietude, que é o espaço do silêncio, o espaço onde a mente está livre do passado, dessa continuidade de repetição de modelo de pensamento psicológico.

É desse pensamento psicológico que precisamos nos livrar. Então haverá um espaço de quietude, de silêncio. Um espaço se abre em você para essa visão da vida como ela acontece aqui e agora, neste instante, sem o passado. Enquanto estivermos carregando essa mente presa a esse velho modelo de repetição de pensamento, de continuidade de pensamento, de ocupação com pensamentos, estaremos cultivando essa autoimagem, sustentando essa imagem que eu tenho dele ou dela. Isso ocorre porque não sabemos olhar para o pensamento.

Qual é a verdade sobre o pensamento? O que é o pensamento? O pensamento é essa memória que vem do passado. Quando você aprende a lidar com ele ou ela, trazendo Atenção, nesse instante, para o pensamento quando surge, o sentimento quando aparece, o que quer que esteja surgindo nesse contato, quando isso é visto a partir desse olhar em Atenção - Atenção é a presença de um olhar livre do passado -, quando olhamos e nesse olhar fica apenas a presença do olhar, sem essa identidade no olhar, que vem do passado, não há registro, não há imagem, não há essa continuidade desse padrão de pensamento psicológico dentro da relação.

Nós não sabemos olhar sem o "eu", olhar sem o ego, olhar sem a autoimagem. Precisamos descobrir como isso acontece, como isso, nesse instante, se torna possível, e se torna possível quando você descobre o que é olhar, apenas olhar. É que constantemente nós estamos olhando para concordar ou discordar, para gostar ou não gostar.

Quando alguém lhe elogia, nesse instante, a quem isso atinge? Essa autoimagem! Então, nesse momento, esse "eu", esse ego, essa autoimagem se sente lisonjeada; mas quando é criticada, ela também se sente tocada pela irritação, pela raiva, pela frustração, revolta. Essa é a presença do medo, essa é a presença da ansiedade.

Quando você coloca Atenção nesse instante para olhar, nesse momento, nesse olhar, esse sentido do observador desaparece, desse experimentador desaparece, desse pensador desaparece, dessa autoimagem desaparece; e isso requer a presença do Autoconhecimento, desse olhar livre do "eu", livre desse "mim", livre do passado.

Por isso, nós precisamos aprender a verdade dessa aproximação desse instante, desse momento presente, sem as conclusões, avaliações, imaginações, ideias sobre o que esse momento representa, sobre quem ele é, sobre quem ela é, sobre quem eu sou. Isso requer um cérebro quieto, silencioso, uma mente livre de pensamentos, de avaliações, de comparações e julgamentos.

O elemento fundamental que torna isso possível para essa visão do Autoconhecimento é a presença dessa Atenção sobre como a mente está acontecendo aqui e agora, para cada onde nós. É isso que nós estamos aqui, com você, aprofundando, trabalhando. Uma vida livre do passado é uma vida livre do modelo do pensamento psicológico, dessa forma de pensamento que constrói essa identidade, que constrói essa autoimagem, que é esse sentido do "eu" presente.

Portanto, nos nossos encontros aqui, estamos, com você, tomando ciência disso, como trazer para esse momento a presença dessa Atenção, dessa Plena Atenção sobre as nossas reações, para irmos além dessa autoimagem, para a direta compreensão da vida aqui e agora, livre do "eu", livre desse "mim", livre dessa pessoa.

Aqui, nesses encontros on-line nos nossos finais de semana, nós estamos aprofundando esse assunto com você. Fora isso, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Maio de 2025
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terça-feira, 28 de julho de 2026

Saúde mental | Você e a autoimagem | O fim da autoimagem | O que é o pensamento? | O que é o pensar?

Aqui existe algo que pode parecer muito desafiador para cada um de nós. Talvez até nós subestimemos isso, mas escute com atenção: o nosso grande desafio na vida é, como seres humanos, permanecermos internamente, psicologicamente com saúde mental.

A nossa psicológica formação, o que nós recebemos de formação desse contexto de vida, do berço ao túmulo, é o aprendizado da continuidade, da permanência da ilusão de uma identidade presente aqui na vida, nesse instante, na experiência do viver. Reparem, só em ouvir isso já soa muito estranho para a maioria de nós, porque temos certeza, absoluta certeza, de que nós existimos como alguém na vida.

Aquilo que temos por pessoa, por esse "mim", por esse "eu", sendo a pessoa que somos, que acreditamos ser, que demonstramos ser, para nós isso é muito real e, no entanto, nós estamos apenas em uma movimentação imaginária do pensamento - e nós não nos damos conta disso. A pessoa presente, esse sentido de alguém que eu sou, que veio do passado e está indo para o futuro, psicologicamente não existe, não é real.

O que temos aqui como sendo você é a imagem, é a autoimagem dessa consciência, dessa autoconsciência, algo estabelecido em nós pelo pensamento: esta é a pessoa; e a presença desta pessoa - é estranho ouvir isso - é imaginária. Esse sentido do "eu" é uma movimentação de autoimagem. Portanto, você é a autoimagem.

Não tem você separado da autoimagem. Você e a autoimagem são um único elemento; um elemento abstrato, um elemento imaginário e, no entanto, muito atuante, que está se movimentando na vida a partir de critérios abalizados por essa estrutura psicológica, que é a estrutura do pensamento, do sentimento, da emoção e da sensação.

Essa é a vida do ego, essa é a vida da pessoa. Uma vida, por sinal, particular; ela está à parte, ela está separada da própria Vida como ela acontece e, no entanto, ela interage com a vida a partir da memória, que é o pensamento.

Um encontro com a Realidade da Vida é o fim para a autoimagem. O fim da autoimagem é o encontro com a Vida. Esse é o real encontro com Deus, esse é o real encontro com a Verdade, com a Liberdade, com a Felicidade, com o Amor. Nós temos a verdade sobre quem nós somos, na ideia de ser, e temos a Verdade sobre nós em linha com a Vida como ela acontece. Estamos diante de duas situações bem distintas.

O nosso trabalho juntos, o nosso empenho aqui é investigar isso, é ter plena ciência disso, de como estamos acontecendo na vida; e nós estamos acontecendo no pensamento, como pessoas. "Eu amo você, mas também eu posso odiar você". "Eu sou seu amigo, mas eu posso me tornar, a qualquer momento, um inimigo - e um dos mais perigosos". "Eu me sinto feliz nesse instante, e no instante seguinte eu posso estar triste, deprimido, angustiado, preocupado, ou com raiva, ou enciumado, ou com medo".

Esses diversos estados ou condições psíquicas em nós estão presentes em razão da presença da pessoa, em razão da presença dessa entidade que se vê à parte, que se vê separada da experiência quando a experiência está presente. É parte da vida como nós conhecemos a angústia, a tristeza, a preocupação, o medo, a raiva, o ciúme, a inveja, mas é parte da vida nessa estrutura, que é a estrutura do "eu", que é a vida da autoimagem. A presença de tudo isso é a ausência de sanidade, de saúde mental.

Precisamos de uma mente livre, sã, clara, lúcida, real, que sabe lidar com pensamentos, e isso requer a presença da compreensão do pensamento. A resposta que temos para as pessoas quando elas nos fazem perguntas são respostas que nascem do pensamento. A forma como interagimos com elas, interagimos a partir do pensamento. O que sentimos sobre elas é a partir do pensamento.

É notória a presença do pensamento em tudo: na vida, na relação, na experiência. A relação, a vida e a experiência como nós conhecemos, como nós reconhecemos, ali está a presença do pensamento. Então, o que é o pensamento? O pensamento é algo que vem do passado, é algo que nasce e é o resultado do conhecimento adquirido, da experiência vivida.

A experiência e o conhecimento dão formação ao pensamento, que é a memória, a imagem, a lembrança. Ao adquirir conhecimento, você adquire memória, lembrança. Ao adquirir conhecimento, você adquire experiência, know-how, ciência sobre aquilo: essa é a presença do pensamento.

O nosso contato com pessoas, com nós mesmos, com emoções em nós, assim como sentimentos e sensações, tem a explicação, a justificação, a representação da memória, que é pensamento. E nós estamos vivendo no pensamento. O pensamento assumiu todo esse lugar em nossas vidas, e aqui estamos questionando isso, estamos perguntando se podemos, na vida, conhecer essa sanidade, essa saúde psicológica, o que representa, nesse instante, lidar com o momento presente livre do pensamento.

Sim, porque o pensamento se faz necessário em alguns momentos; na realidade, em poucos momentos, porque a maior parte do tempo, durante o dia, durante as nossas horas, na relação com a vida como ela acontece, a presença do pensamento é o problema, a presença do pensamento é o elemento da separação, porque ele entra com opiniões, com julgamentos, com avaliações, ele entra a partir de imagens que ele está produzindo na sua imaginação, dentro destas relações. E quando isso está presente, o sofrimento, a desordem emocional, o conflito que o pensamento produz dentro das relações estão presentes. É o pensamento que nos mostra os amigos, é ele que nos mostra os inimigos; mas não existe uma separação entre ele e esse "mim", e esse "eu".

A pessoa que você é é o pensamento. A ideia de alguém presente na relação com ele ou ela é a imagem que o pensamento estabeleceu nesse cérebro. Então, esse cérebro aí carrega a imagem sobre quem você é; essa imagem é uma imaginação, é uma ação de imagem que está dentro dessas relações.

Aqui, por exemplo, nas relações humanas, nós não precisamos da presença dessa qualidade de pensamento, que é o pensamento psicológico, que é o pensamento imaginário, que é o pensamento que distorce, que julga, avalia, opina, acredita, desacredita de si mesmo, do outro. Uma avaliação da vida a partir de crenças, de opiniões, de ideias, isso está dentro desse modelo de mente condicionada, de mente egoica.

Podemos descobrir a vida acontecendo nesse instante a partir do pensar? O pensar, assim como o agir e o sentir, dispensa a presença da autoimagem, uma vez que essa autoimagem é uma estrutura imaginária de uma identidade que está presente. Esta entidade imaginária presente é o "eu". É o "eu" que está pensando, é o "eu" que está sentindo, é o "eu" que está agindo, e toda essa atividade a partir desse "eu" é geradora de problemas, produz confusão, produz desordem, alimenta sofrimento - sofrimento para si mesmo e sofrimento para o outro.

É assim que o pensamento está funcionando, psicologicamente, em nossos cérebros. Essa é a condição da ausência da saúde. Podemos descobrir a vida nesse instante, livre do pensamento? Nós precisamos do pensamento técnico, objetivo e prático para lidar com assuntos bem simples, como a lembrança de buscar um copo de água na geladeira - isso requer a presença do pensamento. Se você não sabe o endereço da água na sua casa, para beber, há algo de errado com o seu cérebro. É a presença do pensamento funcionando de uma forma precisa, técnica, prática.

Se você não sabe o endereço da sua casa, não tem a lembrança, a memória de onde mora, o cérebro não está funcionando bem. Nesse nível o pensamento é necessário, mas nós não precisamos do pensamento para gostar das pessoas ou para não gostar delas. Esse gostar ou não gostar tem por princípio um modelo presente em nós de desordem mental, de ausência de liberdade e saúde interna - esta é a presença do ego, é a presença do "eu".

É o "eu" que separa, é ele que divide, é ele que ama ou odeia, é ele que gosta ou não gosta, é ele que se prende, se apega, se agarra e diz amar, controla, possui e tem ciúme daquilo, daquele objeto ou daquela pessoa. É exatamente ele o modelo do pensamento psicológico nessa autoimagem. E este é o ego, que também desse "amor" - porque é assim que nós chamamos esse apego, essa posse, controle, dependência, essa carência do outro -, quando se sente traído, rejeitado, muda o estado muda e não é mais amor. Agora é raiva, ressentimento, rancor, ele se torna agressivo, violento.

Na realidade, essa é a condição psicológica do ego: ele vive no pensamento e no modelo do prazer e da dor. O prazer ele chama de amor e a dor tem vários nomes para ela: ele chama de raiva, ódio, rejeição. Nós estamos sempre, psicologicamente, presos a classificações, a nomeações, e a base é o modelo da sensação - da sensação de prazer ou de dor. Aqui estamos juntos tomando ciência do fim para essa psicológica condição de egoidentidade. Então se revela Algo além desse "mim", desse modelo de pensamento, dessa condição psicológica, que é a condição do "eu".

Assim, nós precisamos descobrir a Vida livre do ego, livre dessa autoimagem, livre dessa psicológica condição de desordem. Então, um cérebro novo, uma mente nova, uma nova visão desse instante, uma nova visão desse corpo e dessa mente, e, também, do outro e da vida como ela acontece, isso é o Despertar da Consciência. E, assim, nos deparamos com a Liberdade, com o Amor, com a Felicidade, quando o "eu" não está, quando essa autoimagem não está mais presente.

Esses encontros que nós temos aqui nos finais de semana, sábado e domingo, têm esse propósito: descobrir a Vida como ela acontece, nesta Real Ciência que Revela a Verdade Divina, que é Meditação. São dois dias juntos: sábado e domingo. Além desses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros. Eu quero deixar aqui esse convite para você.

Agosto de 2025
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