quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A verdade da morte | Como lidar com a morte? | Como se livrar do sofrimento? | Sofrimento psi´quico

Aqui a questão com você é se podemos ter da vida uma aproximação de uma outra ordem, de uma qualidade nova, de uma nova forma. Até esse dado momento, todo o nosso encontro com a vida, de uma forma ou de outra, está sempre presente ali algum tipo de sofrimento. Aqui nós estamos abordando com você como ter na vida, dela, uma aproximação totalmente nova, completamente nova; e para isso nós temos que investigar a verdade sobre o sofrimento.

Quando você vem, se aproxima e pergunta como se livrar do sofrimento, é necessário compreender, antes de tudo, que sempre na vida, como parte da vida, nós temos a presença de algum nível de dor. Nós podemos apenas, ao lidar com essa dor, colocá-la a nível psicológico internalizando isso como parte da nossa vida particular, nesse formato de sofrimento psíquico.

É muito comum nessa condição - e é isso que estamos investigando aqui com você -, que é a condição do "eu", do ego, desse "mim", nesse contato com a vida como ela acontece, estarmos transformando tudo isso em algo pessoal, particular. É assim que temos dado origem a essa qualidade de sofrimento, que, na verdade, é a mais atroz, a mais complicada. Eu me refiro ao sofrimento psíquico.

Podemos descobrir a vida acontecendo momento a momento, mesmo tendo esses aspectos presente como o infortúnio, o inesperado, os acidentes, as adversidades, a presença, por exemplo, da dor - como no caso de uma enfermidade física -, será que podemos descobrir a vida, que inclui também todos esses aspectos que nós consideramos negativos, sem transformar isso em um sofrimento psíquico? Aqui com você nós estamos investigando isso.

Nós temos uma vida psíquica; essa vida psíquica que nós conhecemos, nela está presente a presença do sofrimento quando o olhar que temos para a vida como ela acontece é a partir dessa condição psicológica, que é a condição do ego, que é a condição do "eu".

Aqui nós estamos investigando isso, estudando isso, tendo uma aproximação onde há essa Presença da Inteligência, para ter uma aproximação da vida de uma forma nova e, naturalmente, livre, sabendo que a vida como ela acontece, tudo é parte dela; não só os momentos felizes, leves, tranquilos, mas também temos momentos, como colocamos agora há pouco, de infortúnios, onde temos a presença daquilo que percebemos na vida fora do nosso controle, como no caso de acidentes.

Você não adoece porque quer, e a presença da doença física, nela está presente a dor. Nós não temos o controle da vida, essa é uma ilusão que carregamos conosco, a ideia de estar presente sendo alguém - essa é a primeira ilusão. Em torno dessa ilusão nós temos também a ilusão do controle.

"Já que somos alguém, nós podemos determinar as coisas": essa é uma crença; é apenas um pensamento que temos de liberdade, de autonomia, de capacidade, de fazer, de realizar, de controlar. Enquanto que, ao olharmos para a vida como ela acontece, esse olhar claro, lúcido, inteligente irá lhe mostrar que a vida não é assim.

Então, se nós aqui queremos descobrir como se livrar do sofrimento, como se aproximar da vida sem esse sofrimento psíquico, precisamos descobrir em nós mesmos uma nova qualidade de sentir e de pensar sobre a vida. Esse pensar sobre a vida não é o pensar a partir de uma proposta lincada a pensamentos dedutivos, lógicos, racionais, não é isso que aqui nós chamamos de Presença da Inteligência.

A verdadeira Inteligência é a aproximação da vida onde esse pensar seja o pensar desse olhar para aquilo que acontece, nessa habilidade de lidar com aquilo que acontece sem a ilusão de alguém que se vê no controle disso. É por isso que a nossa ênfase aqui consiste em descobrirmos o que é a vida livre do "eu", livre dessa "pessoa", livre do ego, porque, sim, é como podemos ter da vida uma aproximação legítima, real, verdadeira.

Se situar na vida sem a ilusão de uma identidade presente é se posicionar na vida livre dessa condição de sofrimento psíquico, e isso requer a ciência da Verdade sobre Você. Conhecer a si mesmo é se dar conta de que o que temos dentro de cada um de nós é uma forma de sentir e pensar condicionada, onde sempre olhamos para a vida como ela acontece a partir desse elemento que se vê separado dela, e que, portanto, acredita poder fazer as coisas, resolver as coisas, controlar as coisas.

Aqui estamos colocando para você que a vida é algo que acontece, mas esse elemento, que é o "eu", o "mim", esse sentimento que você tem de existir como alguém, isso é uma crença, isso é um condicionamento mental, e é exatamente isso que está favorecendo essa psicológica condição de lidar com a vida, tendo essa visão equivocada, porque estamos sempre fazendo uso do pensamento; mas o pensamento em nós é um elemento limitado, algo que vem do passado e que não reflete a verdade da vida como ela acontece, não consegue acompanhar essa velocidade da vida, essa dinâmica da vida, esse mistério da vida, uma vez que esse pensamento é uma estrutura que vem do passado.

O pensamento em nós funciona como uma fotografia; nós estamos diante de algo estático, congelado. Nenhum pensamento em você lida com a verdade desse momento. Todo pensamento em você é a tentativa de se ajustar à compreensão, ao desafio, ao mistério, à verdade desse momento, mas esse pensamento vem do passado, é algo congelado, é algo estático. Então, isso não acontece, isso não se realiza.

Você não pode ter uma compreensão da vida a partir do pensamento. Você não pode ter uma compreensão do que acontece com você a partir do pensamento. Tudo o que acontece a você, acontece a você aqui e agora. Você se confunde com o corpo, você se confunde com essa ideia de ser alguém presente, que entende da vida, que entende tudo o que acontece, que conhece a si mesmo, que tem liberdade. Repare, estamos diante de algo inteiramente falso.

Você não sabe a verdade sobre você, e tudo o que você tem sobre você é uma informação dentro do próprio pensamento. Tudo o que você tem sobre você são ideias, são crenças, são conceitos, são essas fotografias congeladas, e isso não retrata a sua vida, isso retrata a história, aquilo que foi, aquilo que aconteceu, aquilo que é parte do passado e o cérebro pôde registrar tudo que aconteceu com você. Isso não é a realidade da vida e, no entanto, nós estamos tomando isso pela realidade da vida.

Será possível nos aproximarmos da Verdade sobre a vida? Agora notem o que vamos colocar aqui para você: quando as pessoas têm a dor, o sofrimento, por exemplo, da questão da morte, e elas perguntam: "Como lidar com a morte?" Vamos colocar aqui a morte dentro de uma perspectiva real, agora, aqui, dentro dessa fala; vamos procurar juntos fazer isso aqui.

Qual é a verdade da morte? A verdade da morte. Você compreende a verdade da morte quando aprende a lidar com a morte. Mas, repare: não se trata dessa morte física. Nós podemos, através dos diversos recursos que nós temos hoje dentro da medicina, dentro da ciência médica, prolongarmos os nossos dias.

Hoje o ser humano vive muito mais anos do que os seres humanos viviam há duzentos anos atrás. A medicina evoluiu muito, a ciência médica está sendo capaz de realizar maravilhas. É possível que daqui um tempo, em razão de todos esses recursos - na realidade, isso irá acontecer -, essa idade média do ser humano, essa idade média de vida, é algo que será prolongada, como tem acontecido; de repente, para mais cinquenta anos.

Talvez o ser humano viva mais setenta ou oitenta anos, além dos seus setenta ou oitenta que já tem. Mas sem uma real compreensão do que é a vida, e essa compreensão do que é a vida é algo que só ocorre quando há uma real compreensão da verdade sobre a morte. A morte não é o que parece ser, assim como a vida não é o que parece ser. Podemos eliminar das nossas vidas essa questão do fim para essa psicológica condição de egoidentidade? Esse é o encontro com o fim do "eu", esse é o encontro com o fim do ego. Se isso ocorre, nós não temos nenhum problema com a morte física, com a morte desse organismo.

É inevitável esse encontro com a morte, talvez daqui a três, cinco, quinze, trinta anos ou cinquenta anos, mas a morte é algo que ocorre a todos. Essa morte física, nós sabemos que é o fim dessa experiência como a mente conhece, e isso assusta, isso apavora, então há esse medo. Assim, as pessoas perguntam como lidar com o medo da morte. A resposta para isso é descobrindo o que é a morte nesse instante, descobrindo a verdade sobre a morte nesse instante.

Podemos ter acesso a essa questão nesse momento? É o que estamos dizendo agora, aqui para você. A compreensão disso significa o fim dessa psicológica condição, que é a condição do "eu". Podemos entrar em contato com esse momento e nesse momento permitirmos esse encontro com a Verdade da Vida, o que representa essa psicológica morte dessa egoidentidade, então não haverá medo da morte física, porque isso é o fim dos apegos, isso é o fim do controle, isso é o fim da ilusão de alguém que sabe, é o fim da ilusão de alguém que está fazendo o que quer, o que deseja, temendo perder o que tem e buscando realizar aquilo que ainda não realizou para ser feliz.

Esse encontro com a Realidade Divina, com a Realidade do seu Ser é o encontro com a Vida; esse encontro com a Vida ocorre quando fica claro essa ciência sobre a morte, o que representa o fim do passado. Todo o problema do ser humano consiste na ilusão de que ele existe como entidade presente na vida, estando presente possuindo coisas, agarrado a elas, controlando elas, dependendo delas. Essas coisas podem ser inanimadas, como uma casa, um carro, mas também podem ser pessoas, animais.

O que quer que dê significado, significância a esse sentido do "eu" presente na vida está dando a esse contexto psicológico do ego a ilusão de alguém presente dentro da experiência, se separando da própria experiência sendo ele o experimentador, a figura central da própria vida: isso é medo, isso é sofrimento psíquico, isso é desordem emocional. É assim que o ser humano está vivendo. Então, aquilo que nós temos chamado de vida e apreciamos tanto é a continuidade dessa psicológica condição.

Então, de que adianta você viver por mais oitenta, noventa anos, além dessa idade que você já tem, se tudo o que você experimenta na vida é a partir desse centro ilusório, que se apega, que se agarra, que se vê dependente disso e, portanto, carregado de medo. Assim, podemos descobrir o que é a vida? A resposta para isso consiste na compreensão da verdade da morte.

O fim do passado, o fim do apego, o fim do medo, o fim dessa história psicológica, que é a história do "eu", um contato direto com isso é a verdadeira compreensão do que é a Vida; um contato direto com isso é a Verdade de como lidar com a morte, então não haverá sofrimento, então, não haverá medo. Isso porque não existe mais a presença da ignorância; temos a verdade de uma qualidade nova de sentir, como já foi colocado, uma qualidade nova de pensar sobre a vida. Não é alguém envolvido nisso, não é a ilusão de um experimentador, que sustenta sua continuidade procurando dominar, controlar, possuir, se agarrar às coisas.

Uma vida livre de apegos, de medos representa uma vida livre de desejos. Eu me refiro a esses desejos conflituosos presentes sempre nessa contradição, que é a condição psicológica do "eu", onde aquilo que chamamos de amor é, ao mesmo tempo, a dor do apego; aquilo que chamamos de prazer, nessas realizações dos desejos consiste na manutenção, também, do medo e, portanto, do sofrimento.

Descobrir a Realidade da Vida, assumir essa Realidade é viver uma Vida Divina, uma Vida em Amor, uma Vida em Sabedoria. Então, a verdade sobre como lidar com a morte consiste em como, plenamente, viver a vida sem o passado, sem essa psicológica condição, que é a condição egoica, que é a condição do "eu".

É isso que estamos propondo aqui para você. Nós temos encontros online nos finais de semana. São dois dias juntos. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e retiros, onde podemos aprofundar isso com você. Fica aqui um convite.

Fevereiro de 2025
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Relações humanas | O que é o pensamento | Autoimagem | Aprender sobre Autoconhecimento | Advaita

Aqui nós temos um assunto para tratar com você, de extrema relevância, de extrema importância para cada um de nós - é a questão das relações humanas. Aqui a pergunta é: Em que se assentam essas relações? Onde elas estão assentadas? Notem que essas relações se assentam no conhecimento que temos uns dos outros. Quando nós nos encontramos, de imediato o nosso cérebro traça um mapa, pinta um quadro, cria um perfil do outro. Então, com base em conhecimento prévio, nós nos encontramos de novo com a mesma pessoa. Na verdade, esse encontro é aquilo que nós chamamos de relações humanas. Esse encontro com a pessoa é algo bem interessante; nós não estamos nos encontrando, de fato, com a mesma pessoa. Desde o último encontro ela já mudou muito, mas nós estamos, ainda, trazendo dela uma representação mental baseada em uma experiência prévia que nós tivemos com ele ou ela.

Então, o que é que nós temos de alguém com quem nós nos encontramos? Uma memória, uma lembrança, uma recordação. Portanto, essa representação mental é algo que vem do passado. Não estamos diante da pessoa, estamos diante de uma imagem que temos dela. Então, nós colocamos uma máscara nela; é assim que psicologicamente nós funcionamos dentro das nossas relações humanas, dentro das nossas relações com as pessoas. Você olha para alguém, você não está com ela, você está com a imagem que você tem dela e que ela tem de você. Reparem o quanto isso é importante de ser compreendido! As nossas respostas para a vida, todas elas em geral, nesse contato de relações com o mundo à nossa volta, se encontra dessa forma. Nós não temos só uma máscara para colocar nele ou nela quando nós o encontramos ou a encontramos, nós também trazemos uma máscara conosco que queremos representar para ele ou ela nesse encontro.

Portanto, nossas relações estão todas falseadas dentro dessa condição. A condição das nossas relações é exatamente essa. Estamos dentro de um contato com a vida como ela se mostra neste momento, a partir desta imagem que carrega essa máscara. O que nós estamos investigando aqui, com você, é o fim desta condição. Repare que, nesta condição de existência, há uma separação. Nesta separação e, portanto, nesta relação com essa base de separação, não há uma verdadeira relação. Então, nós não sabemos, na realidade, o que é estar em relação com o outro, em relação com a vida, assim como não sabemos estar nesta relação com nós mesmos. Quando você tem um pensamento sobre você, o que você tem é uma máscara para representar a si mesmo para si próprio. A nossa psicológica condição de existência é conflituosa, porque ela se assenta nesse formato. E que formato é esse? É o formato do pensamento.

Então, o que é o pensamento? O pensamento é uma representação, é uma figura, é uma imagem, é uma memória, é uma lembrança, é uma máscara. Para representar a realidade do momento nós fazemos uso desta máscara, isso é o pensamento. Veja, dificilmente atentamos para esta verdade que está sendo colocada aqui, de que de fato você não está em um contato real com a vida; você está, na verdade, representando a vida a partir de uma imagem, de uma máscara. Isso é o pensamento! Assim, não estamos em um contato com a realidade; falseamos a realidade, anulamos a realidade, porque o que prevalece em nós é a psicológica condição de identidade que o pensamento representa. Isso é o "eu".

Talvez você pergunte: "Mas então, qual é a Verdade sobre o 'eu'? O que é o 'eu'?" Veja, o "eu" não é outra coisa a não ser um conjunto de máscaras, de representações do pensamento dentro de você, sobre quem é você, sobre quem é o outro, sobre o que é a vida. Esse é o "eu". Por que a nossa ênfase aqui consiste em um trabalho direto para a eliminação do "eu"? Porque não há qualquer Verdade no "eu", uma vez que o "eu" é um conjunto de memórias, de lembranças, de recordações, de imagens, de máscaras, do qual o pensamento faz uso. O pensamento, em nós, é esse elemento que criou essa entidade, que estabeleceu essa entidade, que criou esse "mim", essa pessoa. Essa não é a Verdade sobre você, essa é a verdade do pensamento sobre você.

A verdade do pensamento sobre você é que você é alguém, você é uma pessoa, e o seu contato com o mundo a partir desta pessoa não é um contato real, não há uma relação. Uma relação é a presença de uma comunhão, de um compartilhar, de um Estado livre de separação. E não é isso que acontece quando a pessoa está presente, quando o "eu" está. Quando você está deprimido, é uma máscara, é uma representação mental da pessoa em depressão. Quando você está preocupado, é a representação mental, é uma máscara da pessoa preocupada, que é você. Então, tem você e a preocupação, assim como tem você e a depressão, mas estamos lidando, apenas, com uma psicológica condição em desordem, em confusão, em sofrimento nesta separação, onde existe esse "eu" e a sua máscara, esse "eu" e o seu modelo de pensamento.

Acompanhe com calma isso aqui e vejam o que estamos apresentando aqui, para você. São centenas de vídeos aqui no canal, aprofundando isso com você, demonstrando que a vida não é essa, a Real Vida não é essa. Essa é a vida da pessoa, é a vida do "eu", é a vida que o ser humano está vivendo há milênios. Você nasceu para constatar algo além desta vida comum a todos, essa vida comum a todos é a vida centrada no pensamento. Podemos descobrir, na vida, a vida livre do pensamento? Veja, quando o pensamento se mostra necessário, se apresenta necessário, Ok! Mas quando ele não se mostra, não se apresenta necessário, por que esta psicológica condição de desordem em que nós nos encontramos? Por que isso está presente?

Nós precisamos, sim, do pensamento para o uso da fala, do conhecimento e da experiência prática de vida, precisamos do pensamento. O pensamento constrói, por exemplo, um mecanismo, um equipamento eletrônico e ele faz a manutenção desse equipamento eletrônico. Tudo isso é o resultado do conhecimento, da experiência, da presença do pensamento; nesse nível o pensamento se faz necessário. O pensamento faz o desenho de uma roupa, desenvolveu técnicas para o corte, para a costura, para a composição daquela peça, daquela roupa, então nesse nível o pensamento é necessário. Quando olhamos para o mundo percebemos a presença do pensamento e, de fato, onde ele se faz necessário. Para dirigir um carro você tem que ter conhecimento, experiência, o pensamento se faz necessário, para o uso da fala, para entender uma fala, conhecimento do idioma é a presença do pensamento, isso se faz necessário.

Mas por que o pensamento está presente, também, construindo estados internos em nós, estabelecendo quadros, imagens, máscaras, criando todo tipo de confusão e desordem, por exemplo, em nossas relações? Quando eu olho para você através do passado, que é o pensamento, não estou em contato com você, e sim com uma representação do que o pensamento está estabelecendo. Isso é conflito, isso é desordem, isso é sofrimento. Isso explica por que eu gosto de algumas pessoas e não gosto de outras pessoas, as pessoas que eu gosto são as pessoas das quais eu cultivo uma imagem delas agradável para mim mesmo. Veja, não tem nada a ver com a pessoa, tem a ver com uma projeção do próprio centro, desse próprio "mim", desse próprio "eu", desse movimento em torno do qual a vida parece estar acontecendo, que é o centro, esse "mim", essa pessoa, essa pessoa que é uma máscara que tenho sobre quem "eu sou", uma representação mental sobre "mim mesmo".

Quando eu gosto de você, na verdade, estou projetando em você o meu gostar; quando não gosto de você, estou projetando em você o meu não gostar. Então, não existe uma relação real, um contato real, a presença de uma comunhão verdadeira, de um compartilhar livre. Toda essa atividade deste "mim", desta máscara, deste centro, é uma atividade egocêntrica. O que nós estamos vendo aqui, juntos, é o fim para esta condição. Então, se torna possível, nesta vida, uma visão da vida sem esta autoimagem, sem esta máscara, sem este modelo do pensamento, portanto, o uso do pensamento para fins práticos na vida, objetivos na vida, técnicos na vida. Tudo bem?

Nós podemos eliminar esta psicológica condição do pensamento nessas relações humanas? Porque acabamos de perceber que, aqui, isso está criando problemas. A minha relação com o mundo à minha volta, a partir desse padrão, está produzindo confusão, desordem e sofrimento para esse "mim" e para o outro. Descobrir a vida como ela acontece sem esse "mim", sem esse centro, sem esse "eu", sem esta máscara, sem esta autoimagem, isso é o Despertar da Consciência, é o Despertar Espiritual, é a visão da vida sem o "eu". Aqui estamos lhe mostrando que a vida, nela há uma grande beleza, uma tremenda Realidade, a expressão de um perfume e algo fora de tudo aquilo que o pensamento possa descrever. A ciência da vida é isso: assumir esta ciência é, nesta vida, realizar o seu Estado Natural, que é Amor, Sabedoria, Liberdade, Felicidade.

Aqui, juntos, é o que estamos trabalhando com você. Isso requer a presença desse olhar para nós mesmos, aprender sobre isso é aprender sobre o Autoconhecimento. Descobrir como você funciona é descartar a ilusão daquilo que o pensamento tem estabelecido como sendo você. Então, o que é o pensamento? O pensamento é esse movimento que vem do passado, é essa condição psicológica que está criando desordem dentro de cada um de nós, nesse nível. Viver a vida neste momento, sem guardar dele ou dela o passado, sem guardar de si mesmo uma autoimagem, uma máscara para dar uma resposta para este momento, nessa relação com o outro, sem esse fundo psicológico, é a visão da vida Divina, é a visão da vida de Deus, da vida sem o "eu".

Então, o que é esse Despertar Espiritual, o que é essa Iluminação Espiritual, o que é esta ciência de Deus, o que é esta vida sem o "eu"? É a vida que floresce a partir do Autoconhecimento. A Beleza de um encontro com a Verdade do seu Ser é o encontro com a Meditação. Não há qualquer separação entre a Meditação e você em sua natureza Real, que é a natureza de Deus, que é a natureza do outro, que é a natureza da vida. Então, o sentido de ser é Ser. Não há alguém nisso, há uma Realidade presente. os antigos sábios na Índia chamavam isso de Ser - Consciência - Felicidade. Aqui se trata desta Divina e Real Consciência, não esta consciência como nós conhecemos. Aqui se trata deste Ser, não deste psicofísico ser envolvido nesse modelo de imaginação do pensamento como nós conhecemos, se trata desta Felicidade Real, não daquilo que o pensamento tem projetado como ideal ou propósito de felicidade.

Assumir esta Realidade, viver esta Realidade, desfrutar desta Realidade, é o que estamos trabalhando aqui, propondo aqui, para você. Aqui, nestes encontros aos sábados e domingos - são dois dias juntos - você tem aqui, na descrição do vídeo, o nosso link do WhatsApp para participar destes encontros. Nós estamos trabalhando isso com você. Então, fica aqui um convite: se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, fica aqui esse convite. Deixa seu like, já se inscreve no canal, coloca aqui um comentário: "Sim, isso faz sentido". Ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima.

Fevereiro de 2025
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Relações humanas | Autoimagem psicologia | Aprender sobre Autoconhecimento | Autoinvestigação

Aqui nesses encontros nós estamos nesse aprender sobre o Autoconhecimento. Em geral, nós aprendemos tudo na vida, tudo o que nós sabemos nós um dia aprendemos. Assim, essa aproximação da Verdade Divina, da Verdade de Deus, também requer um aprender.

Quando você nasce, aparece nesse cenário, você não tem ciência das coisas, de como as coisas acontecem, então você passa por um aprendizado, termina você tendo que aprender - aprender sobre tudo. Escovar os dentes é algo que se aprende, mastigar também, andar também, e tudo o mais. Assim, essa ciência da Verdade de Deus não é diferente. Nós precisamos tomar ciência dessa Verdade.

Aqui, a diferença é que estamos diante de uma nova forma de aprender, esse aprender sobre nós mesmos, esse aprender sobre como internamente você funciona, psicologicamente, emocionalmente, sentimentalmente, a nível de percepção, de respostas de memória, de lembrança, como nós funcionamos. Aquilo que nos aproxima da visão de Deus é a ciência daquilo que nós somos, e não aquilo que alguns, no pensamento, formulam e acreditam.

Nós temos, por exemplo, esse "como encontrar Deus". Reparem, é uma pergunta que as pessoas fazem, mas não ficou claro para elas ainda que não se trata de algo para ser encontrado e, sim, de uma Realidade que está além de tudo o que o pensamento possa formular, idealizar, imaginar, procurar e encontrar. Deus é uma Realidade que se revela quando você se conhece, quando você sabe a Verdade sobre você.

Veja, nós temos dois aspectos aqui. O primeiro é esse aspecto de representação de existência, de vida exatamente nesse momento, a partir desse fundo de mente condicionada que nós temos. Então, esse é um aspecto da verdade presente para ser investigado. Nós temos uma mente condicionada, um cérebro condicionado e, portanto, um comportamento, que é o comportamento dessa "pessoa", desse "eu", dessa forma.

Então, aqui, a investigação da verdade sobre quem você é nesse aspecto, no aspecto do "eu", desse "mim", dessa "pessoa". A compreensão disso, a real visão direta disso é a possibilidade da Libertação dessa condição, dessa psicológica condição de mente condicionada, de cérebro condicionado.

Assim, nós precisamos de algo aqui: precisamos da autoinvestigação. Então, o que é autoinvestigação? É esse observar nossas reações, é nos darmos conta dessa verdade que apresentamos ser dentro desse contexto de sociedade, de valores humanos, de existência humana.

Então, esse é o primeiro aspecto da verdade a ser investigado para a revelação da Realidade d'Aquilo que está além dessa pessoa, desse "eu", desse "mim", dessa condição de mente condicionada, de cérebro condicionado; é quando se revela a Verdade do seu Ser, a Verdade de Deus. Antes disso, tudo o que nós temos é uma vida onde as nossas relações humanas são confusas, desorientadas, problemáticas, presas a esse modelo, que é o modelo do pensamento, onde estamos vivendo dentro da limitação de um programa estabelecido dentro do contexto de cultura humana há milênios.

Nós somos possessivos, por exemplo, em nossas relações. A verdade sobre as nossas relações, que são esses relacionamentos humanos, envolve a questão do apego. O apego alimenta em nós posse, a presença do medo de perder, de não controlar, de não sustentar, isso porque com a posse, em razão do apego, nós temos diversas formas de dependência do outro: emocional, física, sexual, financeira. Então, a condição interna de vida para cada um de nós nesse modelo do "eu" é de sofrimento.

Quando as pessoas se queixam ou reclamam de estados internos de ansiedade, de depressão, de angústia, de preocupação, de inveja, há uma dor presente em olhar para o que o outro tem e não poder ter; essa é a dor da inveja, quando se tem o desejo de ter e não se pode ter. Então, nós fomos, dentro dessa sociedade, desse modelo de mundo, programados dentro de uma cultura de ambição, de inveja, de imitação.

Então, a dor está presente em diversos aspectos de nossas vidas, e não sabemos lidar com nada disso, isso porque não sabemos nada sobre esse observar nossas reações, não sabemos nada sobre autoinvestigação. É a autoinvestigação que nos aproxima desse aprender sobre nós mesmos; e é quando aprendemos sobre nós mesmos que podemos descartar essa ilusão, que é a ilusão dessa identidade egoica, que é a identidade do "eu".

Aqui, com você, nós estamos nos aproximando desse novo olhar para o outro, um olhar livre do pensamento. Reparem a beleza disso. Toda a nossa relação com pessoas é aquilo que nós temos chamado de relacionamentos. Então, nessas relações humanas está estabelecido um modo de olhar para o outro a partir do pensamento: o pensamento que eu tenho sobre quem ele é, sobre quem ela é. Veja, é o pensamento que eu tenho, não é a verdade sobre ele ou sobre ela, e essa é a forma como temos estabelecido nossas relações humanas. Por isso há tanta contradição no sentido de que dizemos algo e sentimos uma outra coisa.

Por exemplo, eu digo "eu te amo", na realidade, o que há por detrás desse "eu te amo" é "eu preciso de você", "eu dependo de você", "eu preciso ser aceito por você", "goste de mim", "me aprecie", "sem você eu vou sofrer". Ou seja, nós estamos vivendo em uma condição interna de contradição. Ao dizer "eu te amo", na verdade, o que não quero dizer, mas o que há por detrás desse "eu te amo", é medo, é dependência emocional, é sofrimento. Tudo isso em razão dessa condição de mente condicionada, de cérebro condicionado, de vida do "eu".

Aqui, essas falas giram em torno da importância do fim dessa psicológica condição de mente condicionada, de identidade egoica, para a Revelação d'Aquilo que está além de tudo isso. Veja, além de tudo isso e, no entanto, presente. Mas não temos acesso a Isso, porque nos falta uma aproximação da verdade sobre quem nós somos ou sobre aquilo que nós somos porque demonstramos ser, porque parecemos ser, porque nos mostramos sendo.

Uma verdadeira aproximação da vida é uma aproximação de si mesmo. Não há separação entre você e a vida. Nós não vivemos separados da vida, não há separação entre você e a vida, mas aqui também temos dois aspectos. O primeiro aspecto é esse aspecto conhecido, "eu e a vida". Essa vida, da qual esse "eu" não se separa, é a vida desse autocentramento, é a vida egoica. Toda a confusão presente no mundo é a confusão presente em mim.

Não há separação entre esse "mim" e o outro, entre esse "mim" e a vida. Esse "mim" sofre, o mundo sofre. Há nesse "mim", nesse "eu" carência e no mundo também, angústia e no mundo também, ciúme e no mundo também, inveja e no mundo também, a busca de aceitação e no mundo também. Não há separação entre o mundo e esse "eu", esse é um aspecto dessa identidade egoica. A sociedade não é uma ideia, não é um conceito, não é uma imaginação, a sociedade é a expressão desse "eu".

O que é esse "eu"? Esse "eu" é a confusão, é a desordem, é o sofrimento, é o medo, e isso está presente na sociedade, isso está presente no mundo, isso está presente em nós. Então, quando usamos aqui a expressão "nós", estamos nos referindo a esse "eu". Quando usamos aqui a expressão "mundo", estamos nos referindo a essa sociedade, que é esse "nós", que é esse "eu": não há distância, não há separação.

Aqui nós estamos, com você, investigando tudo isso, aprofundando, explorando esses assuntos, que são assuntos de cunho psicológico. Nós não atentamos para essa visão da vida, porque estamos, superficialmente, atendendo a esses caprichos do ego, a esses caprichos do "eu", dando uma resposta para o mundo, para a sociedade, para o outro, para esse "nós", para esse "eu" a partir de um modelo já prefixado, predeterminado pelo condicionamento de cultura humana, onde está estabelecido nesse sonho de mundo, de existência, de sociedade todo o tipo de expressão de ignorância.

Em razão dessa ignorância, dessa alienação sobre a Verdade, o ser humano vem sofrendo a milênios. E acabamos de ver isso aqui, esse ser humano é esse "eu". Podemos romper com isso? Podemos ir além desse aspecto, que é o aspecto desse "eu e a vida", para a Real Vida, onde não temos a presença desse "eu", onde temos a Realidade do seu Ser, que é a Realidade de Deus?

Veja, a Realidade do seu Ser não é algo que está dentro do contexto do mundo, da sociedade, desse nós, desse "eu". A Realidade do seu Ser é algo que está além de tudo aquilo que o pensamento conhece e reconhece dentro do contexto da vida. Veja como é importante aqui nós termos uma aproximação real de tudo isso. Então, esse "como encontrar Deus" requer a ausência dessa ilusão do "eu", uma vez que o "eu" está dentro desse contexto de mundo e a Realidade Divina está além dessa condição.

E, repare, aqui quando falamos de mundo, sociedade, "nós", "eu", estamos apenas falando do aspecto psicológico, algo que o pensamento tem estabelecido como sendo real dentro da vida, mas que também não é real. Veja, isso é o fim desse sonho, dessa ilusão de mundo, de sociedade, desse "nós", desse "eu"; isso é o fim dessa estrutura de sofrimento, de confusão, de desordem que o pensamento tem estabelecido como sendo real.

Colocando de uma outra forma: essa ciência da Realidade de Deus não pode ser encontrada, mas é algo que se revela quando você acorda, quando acorda desse sonho, dessa psicológica condição de mente condicionada, de cérebro condicionado, de vida do "eu", de consciência egoica, de consciência do "eu". É fundamental nós termos da vida uma aproximação real, algo que se torna possível quando você aprende sobre si mesmo.

O que é esse aprender sobre o Autoconhecimento? Tomar ciência da verdade sobre esse "eu" é o fim dele. A verdade sobre essa "pessoa" é o fim dessa ilusão de que há uma pessoa na vida. O que temos, na realidade, é a Vida, mas é a Vida sem o "eu", é a Vida de Deus, é a Vida da Verdade. O fim dessa psicológica condição do "eu" é o fim dessa autoimagem, que é a imagem que o pensamento tem estabelecido como sendo a verdade sobre a "pessoa", sobre esse "mim", vivendo a vida, essa particular vida ilusória.

Então, esse assunto autoimagem é conhecido em psicologia. Já ficou claro para a maioria das pessoas, ao menos em teoria, o que estamos colocando aqui, de que esse "eu" não é outra coisa a não ser uma autoimagem criada por esse pensamento, por esse modelo de pensamento que a sociedade, o mundo, esse "nós", esse "eu" tem estabelecido, mas estamos diante de uma ilusão. Há uma Realidade presente e a visão desta Realidade é Amor, é Felicidade, é a visão de Deus.

Então, para a pergunta "como encontrar Deus": você não pode encontrá-Lo. É com o fim desse "eu", dessa ilusão desse "mim", desse "você" que essa Realidade se mostra, que essa Realidade se Revela. É isso que estamos trabalhando aqui com você, o fim dessa busca, assim chamada, espiritual, o fim dessa procura. Aqui trata-se da ciência do seu Ser se Revelando aqui e agora. Sábado e domingo estamos juntos em encontros online aqui. Além disso, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Janeiro de 2025
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Relações humanas. Autoimagem, psicologia. Aprender sobre Autoconhecimento. Sofrimento psíquico.

Eu quero tocar com você, aqui, nessa questão do relacionamento. Aqui, quando tratamos de relações humanas, estamos falando basicamente de relacionamento. Há algo muito interessante aqui, nessa questão do relacionamento. Veja, é bem possível o relacionamento presente, quando existe presente um real contato, uma real comunhão. Na realidade, a presença do Amor, é isso que determina a verdade do relacionamento. Agora, olhe para essa condição em que nós, como seres humanos, nos encontramos dentro das relações, dessas relações humanas, e me responda: é exatamente isso que nós encontramos? Veja, o que, na verdade, encontramos nessas relações humanas não é a verdade da relação. A presença da relação é um contato, é um contato de coração, é um contato de mente, é um contato de sentimentos, de emoções, é um contato em todos os níveis. Um real contato, onde temos a presença da comunhão, temos a presença da verdadeira relação. E não é isso que ocorre. Nós não temos uma real relação com o mundo à nossa volta, com as pessoas à nossa volta. Com o mundo à nossa volta é a relação com objetos, com situações, com acontecimentos; com pessoas é aquilo que nós chamamos de "relacionamento", mas nós desconhecemos isso.

Aqui, com você, nós estamos trabalhando essa questão da beleza desse encontro com a Verdade da relação. É algo que se torna possível quando temos a presença da Verdade nesse contato, e nós desconhecemos isso. Qual será a Verdade que deve estar presente e, no entanto, não se encontra presente dentro desta relação, dentro desses relacionamentos humanos, dentro dessas relações humanas? A Verdade é a Verdade Divina. Aqui estamos, com você, lhe mostrando que sim, na vida é possível descobrir um contato com ele ou ela, com pessoas à sua volta. Um contato livre de toda essa atividade do "eu", de todo esse padrão de comportamento egocêntrico, que quando está presente nos separa, nos divide. Essa divisão cria problemas, essa divisão cria confusão, cria desordem. E por que isso ocorre? Porque nós temos presente nesses encontros, nesses contatos, a presença de um elemento que não deveria estar ocupando um determinado lugar e, no entanto, ele está. Eu me refiro à presença do pensamento.

Observe que quando você está em um contato, num certo nível nesse contato com ele ou ela, o pensamento se faz necessário. Quando, por exemplo, nós conversamos, temos que fazer uso das palavras, então nós temos a presença do pensamento. Temos então uma atividade intelectual envolvida dentro desta conversação. Veja, nesse nível nós temos a presença do pensamento, algo muito simples e natural, e no entanto, essa conversação pode ter a inclinação da continuidade desse sentido do "eu", do ego, desse elemento em nós que vem do passado, buscando sobrepor a algo tão simples como um diálogo, o poder, o orgulho, a presunção, a vaidade, o exercício do controle sobre o outro. Então, nós temos presente o sentido do "eu", do ego, nesta conversação, nesse diálogo, e se isso está presente não há mais esse contato de real relação, de real encontro, de real comunhão. E é assim que, em geral, nós temos estabelecido nossas vidas de relacionamento: nós estamos constantemente nesse contato com o outro, com a vida, impondo nossos desejos, motivos, razões. algo puramente egocêntrico.

Aqui, com você, nós estamos investigando o que significa uma vida Real, portanto, uma vida Divina, onde temos a presença da Real Inteligência, que é a Inteligência de Deus, para lidar com o outro. Não conseguimos lidar com o outro com base no pensamento. Observem que é exatamente isso que nós temos feito nesses contatos, nós estamos colocando o elemento pensamento como o elemento mais importante das nossas relações, dos nossos relacionamentos. O elemento mais importante na relação é a presença da cumplicidade, é a presença da Inteligência, é a presença do Amor. No entanto, nós desconhecemos isso, porque estamos vivendo no ego, vivendo no "eu". Nós estamos vivendo dentro de um sentido de autocentramento e, portanto, de isolacionismo, algo puramente egocêntrico. O meu contato com você é um contato a partir do pensamento.

Veja, nós estamos aqui investigando a verdade sobre quem nós somos; é isso que nos faz perceber esse comportamento presente em cada um de nós, que tem por princípio esse modelo de padrão de atividade, uma atividade que gera conflito, que gera contradição, que gera sofrimento, uma atividade que nasce do pensador, desse elemento que é esse "mim", esse "eu". Se dar conta disso, tomar ciência disso, é trabalhar em direção ao fim desta condição para que, de fato, possa haver entre nós, como seres humanos, algo além da relação entre pessoas. O que são essas relações entre pessoas? São as relações que se assentam no pensamento, é o pensamento que "eu" tenho sobre você e é o pensamento que você tem sobre "mim". O pensamento que "eu tenho" sobre "mim", repare, é uma imagem que o próprio pensamento tem construído sobre quem eu sou. O pensamento que você tem sobre você, é uma imagem que o pensamento tem construído sobre quem você é. Nós não sabemos a importância do contato da comunhão, do contato do Amor, e aqui surge a pergunta: Como isso se torna possível? E o que é, na verdade, esse contato? Já que o nosso contato é um contato em separação, em divisão, em conflito; já que o nosso contato é um contato que está firmado em cima do pensamento. O pensamento é o elemento, em você, do equívoco.

Então, nós temos aqui a possibilidade de um contato com o outro a partir desta comunhão e Amor possível, quando temos a presença do Silêncio, de uma mente livre de todo esse fundo, de todo esse padrão de comportamento egocêntrico; ou nós temos esse comportamento. Esse comportamento é o comportamento que nasce desse pensamento que vem do passado. Quando "eu" entro em contato com você, o "meu" contato com você, tem por princípio toda a lembrança que "eu" trago sobre quem você é. Mas essa lembrança, veja, sobre quem você é, é algo que o pensamento em "mim" imagina sobre você. Assim, tudo aquilo que passei com você, experimentei com você nos últimos dois dias, nos últimos dois anos, nos últimos vinte anos, é aquilo que está presente neste momento quando eu te encontro. Assim, o que estou fazendo é apenas projetando uma imagem que eu tenho sobre você nesta relação, neste relacionamento. Então não existe verdadeira relação, e esse relacionamento é o relacionamento entre imagens. Isso porque você faz o mesmo nesse encontro comigo.

É muito comum um contato equivocado dentro das relações, porque algumas coisas "eu" aprecio em você e outras "eu" não gosto em você. As que "eu" gosto em você são as que "eu" aprecio a partir do meu senso pessoal, particular, de gostar. Veja, isso não tem nada a ver com você, tem a ver com como "eu" entro em contato com você a partir da visão que "eu" tenho, que "eu" espero, que "eu" aguardo, que "eu" desejo sobre você, e vice-versa. Veja, esse assunto aqui é o assunto da autoimagem. Em psicologia isso já tem sido falado. No entanto, ficamos em uma esfera muito superficial quando teorizamos sobre isso, sem uma real compreensão do que isso significa, das implicações presentes nesta condição psicológica de existir como sendo alguém, como sendo essa autoimagem. Podemos descobrir a vida acontecendo neste instante, neste relacionamento, dentro de uma verdadeira relação onde esse contato seja o simples contato onde temos presente essa Comunhão e esse Amor? Porque, repare, a não ser que isso se realize, nós como seres humanos continuaremos não somente em sofrimento, mas dando continuidade a tudo isso. Assim, estaremos apenas fazendo uma manutenção desta antiga condição em que, como seres humanos, nós já estamos vivendo há dezenas, centenas, milhares de anos.

O contato com a vida é o contato com o Amor. Não sabemos o que é o Amor; o que nós conhecemos é o autointeresse, é o autocentramento, é a vida isolada. O marido está interessado em suas coisas, a esposa está interessada em suas próprias coisas. Então, eles se encontram - o marido encontra com a esposa, a esposa com o marido - mas cada um está vivendo em seu particular mundo egocêntrico, nesse isolacionismo e autointeresse pessoal. Então, esse contato não é o contato do Amor, não é o contato da comunhão. Nós vivemos fazendo arranjos, ajustamentos, em razão dos interesses mútuos que temos. Enquanto esses interesses conseguem receber uma certa atenção dentro desse relacionamento, esta relação continua, quando há uma divergência - e isso se mostra muito claro ao ponto de ocorrer uma contradição um tanto violenta, agressiva - a separação ocorre. Então, não sabemos a Verdade sobre o Amor. O Amor é aquilo que está presente quando temos a presença do Silêncio, e é nesta Realidade do Silêncio a Verdade de uma relação onde o Amor está aqui.

Assim nós precisamos, na vida, ir além desta psicológica condição de isolacionismo no "eu", no ego. Se isso está presente, como seres humanos nós estamos em sofrimento psíquico. Reparem como é importante investigarmos isso: se você está sofrendo psicologicamente, se você carrega algum nível de sofrimento psíquico, ansiedade, depressão, angústia, estresse, nervosismo, medo. o que temos presente é um estado confuso, psicológico, em desordem, não temos a presença do Amor. Então, os seres humanos eles se relacionam vivendo estados desse tipo, e essas relações não são relações reais, porque o que está presente é o modelo do pensamento, desse pensamento do "eu", desta consciência egoica, desta consciência egocêntrica. Tudo isso nós temos tratado aqui, neste canal. Nós temos centenas de vídeos aprofundando esses assuntos aqui, com você.

Então, tomar ciência da realidade sobre você é eliminar esse sofrimento psíquico. Isso é possível quando você aprende sobre o Autoconhecimento. O que é esse aprender sobre o Autoconhecimento? É descobrir o que é olhar para as suas reações, é quando você aprende a olhar para tudo isso, que isso se dissolve. Então nós temos o fim do medo, o fim da ansiedade, da depressão, da angústia, da preocupação, da inveja, nós temos o fim do estresse. Então nós temos, neste instante, um novo estado de presença, de consciência aqui, não esta velha consciência do "eu", não esse estado de isolacionismo egocêntrico, onde estamos vivendo com base em pensamentos, sustentando imagens das pessoas, sustentando imagens sobre nós mesmos. Tudo isso faz parte do movimento do "eu", do ego. A eliminação disso é possível nesse aprender sobre o Autoconhecimento, nesse aprender sobre nós mesmos.

Nós temos uma playlist aqui no canal, sobre esse aprender sobre o Autoconhecimento, sobre essa questão desse sofrimento psíquico, sobre o que é a verdade desta autoimagem, que esse sentido do "eu" sustenta. A eliminação disso é o início de algo novo, é a presença de Deus, é a presença do seu Ser. É quando, de verdade, conhecemos a beleza das relações. É a Verdade de uma relação Divina, é a Verdade de uma relação de Deus, é a presença do seu Ser, é a presença da Verdade. Então, podemos ter um contato direto, simples, sem esse envolvimento do sentido do ego - como foi colocado no início da fala - por exemplo, dentro de uma conversação. Uma mente livre requer um cérebro quieto, onde temos a presença desse Silêncio, e algo presente dentro desta visão, nesse contato com ele ou ela, que é a ausência da autoimagem.

Olhar para o mundo sem o pensamento, lidar com o outro sem o pensamento. Eu me refiro a esse pensamento condicionado, a esse pensamento que sustenta, no seu autointeresse, esse isolacionismo egocêntrico. Um contato com a Realidade da vida, é o contato com a Sabedoria, é o contato com a Verdade, é o contato com Deus. Essa é a comunhão com ele ou ela; no entanto, isso é algo presente apenas quando o sentido do "eu" não está. Esses encontros aqui nos finais de semana, sábado e domingo, são para este propósito. Você tem aqui o link do WhatsApp para participar desses encontros nos finais de semana, onde estamos dois dias juntos aprofundando isso. Além desses encontros on-line que nós temos, nós temos encontros presenciais e também retiros. Portanto, se isso é algo que faz sentido para você, fica aqui um convite. Já deixa seu like, se inscreve no canal e coloca aqui um comentário: "Sim, isso faz sentido". Ok? E a gente se vê! Valeu pelo encontro e até a próxima.

Janeiro de 2025
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Aprender sobre Autoconhecimento. Observador e coisa observada. Sabedoria, inteligência, conhecimento

Na vida, nós nos deparamos com inúmeras questões, e essas questões não temos respostas sem antes conhecermos a base onde se sustentam esses problemas. Então observe isso: nós temos as questões, e as questões são, na verdade, os problemas, mas há algo em que esses problemas se assentam. Nós não podemos ter uma resposta para essas questões sem examinarmos primeiro onde esses problemas estão se sustentando, onde eles se estabelecem, onde essas questões realmente aparecem. E que elemento é esse? É aquilo que nós estamos estudando aqui com você.

Aqui não se trata de estudar ciência, matemática, biologia, botânica, química; aqui se trata de estudar a nós mesmos. Sem uma base sobre quem nós somos, não temos a ciência de onde se assentam essas questões, esses problemas. Assim, nós temos aqui algo para aprender, e é isso que estamos procurando lhe mostrar, como isso se torna possível nesta vida. Trata-se desse aprender sobre nós mesmos, esse aprender sobre o Autoconhecimento.

Observe que questões como "o que é Iluminação", "o que é Meditação", "qual é a verdade sobre a vida", "quem sou eu", "o que é a Realidade de Deus" são os problemas que temos, são essas as questões com as quais nos deparamos para ter uma resposta. Assim, antes de tudo, nós temos que primeiro aprender o que é aprender sobre quem nós somos, o que é aprender sobre nós mesmos.

Esse aprender sobre nós mesmos requer um contato com a vida nesse momento sem o movimento do pensamento presente, e nós vamos esclarecer isso aqui para você. Por que precisamos ter um contato com a vida nesse momento sem o movimento do pensamento presente? Porque todo o movimento do pensamento em nós é o retrato que representa aquilo que foi, aquilo que já aconteceu, aquilo que já ocorreu.

Pensamento é basicamente lembrança, memória, assim são todas as formas de conhecimento que adquirimos. Repare, o conhecimento é adquirido; todo o conhecimento vem do passado. Se você sabe algo, você sabe porque aprendeu aquilo, e esse aprender é tomar ciência daquilo que já foi conhecido. Então, quando você vai aprender alguma coisa, aquilo já foi conhecido, e esse aprender como nós entendemos consiste em adquirir aquilo que já foi, que no caso aqui é o conhecimento.

Todo o conhecimento que você tem é algo que já foi. Então, não existe esse aprender agora para o conhecimento, como nós conhecemos, porque o conhecimento como nós conhecemos é algo que você aprendeu. Se você fala um idioma é porque você aprendeu; se você conhece matemática é porque você aprendeu; se você conhece engenharia de construção ou engenharia mecânica é porque você aprendeu. Assim, o conhecimento que você tem é algo que vem do passado.

Aqui, nesses encontros, no que diz respeito a essa Verdade Divina se revelando, que é a Verdade de Deus, nós não estamos lidando com algo passivo de conhecimento. Perceba como é interessante isso: você não pode conhecer Deus. Veja, a nossa intenção é conhecer Deus, mas aqui nós temos uma dificuldade enorme. A primeira é que não estamos lidando com algo que podemos situar no passado. Não podemos situar Deus como parte do conhecimento que temos, porque isso é algo que vem do passado, e a Realidade Divina não está no passado.

Se você tem algum conhecimento de Deus, esse conhecimento não é exatamente de Deus, é de uma experiência de memória, de lembrança que você tem, em razão de algo que você já teve. A Realidade Divina não é conhecida, ela não pode ser conhecida pela memória. O que é essa memória? Pensamento, lembrança, recordação.

Então qual é a verdade desse "conhecer Deus"? Veja, ter o conhecimento de Deus é uma ilusão, mas esse "conhecer Deus" é possível. Mas esse "conhecer Deus" é, nesse momento, tomar ciência da Natureza do seu Ser aqui e agora. Não estamos lidando, contactando algo que pode ser enquadrado dentro do tempo, algo que possamos adquirir nesse momento e levar para o passado. Nós estamos lidando com Algo que está fora do tempo e, naturalmente, fora do conhecido, então não pode ser conhecido.

É possível esse conhecer, mas não a ideia de tempo presente nesse conhecer. Você sabe que a ideia de tempo é aquilo que nós temos quando falamos de algo que foi, de algo que é e algo que será. Então nós temos aqui algo que é e que será; algo que é agora e que já foi. Nós não estamos lidando com Deus como algo que é, que já foi e que será, estamos lidando com aquilo que está além do conhecido. Então, esse aqui é o primeiro ponto. Esse contactar Deus, esse conhecer Deus significa ter ciência da Natureza do seu Ser, d'Aquilo que é Você fora do conhecido - é nesse sentido que usamos a expressão "Ser" aqui, nesse contexto de fala.

A Realidade Divina é a Realidade desta Divina Presença, desta Real Consciência, deste Ser Real. Nós temos esse nosso "ser" como nós conhecemos, temos essa consciência como nós conhecemos, temos essa presença como nós conhecemos, essa presença de ser alguém, essa consciência humana, essa consciência da pessoa, e temos esse "ser" pessoal, esse ser psicofísico, que apresentamos ser dentro do contexto das relações humanas. A Realidade Divina é a Realidade deste Real Ser, desta Real Consciência, desta Real Presença, Algo fora do conhecido: essa é a Realidade de Deus.

É importante que eu diga isso aqui também para você, porque algumas pessoas escutam essas falas e não compreendem que aqui nós usamos, com muita liberdade, expressões. Então essas palavras precisam ser vistas dentro de um contexto. Você aqui escuta essa fala e colocamos dessa forma para você; você vai escutar uma outra fala aqui e vai ouvir de uma outra forma, com um novo ou novo significado, as expressões que usamos aqui, e depois você vai tirar a ideia, a conclusão de que estamos nos contradizendo. Isso, de fato, não é verdade. É que estamos usando expressões, as mesmas expressões, e dando significados novos, de acordo com o contexto da fala.

Então, isso requer de você um exercício de acompanhar essa fala sem se prender às palavras, o que requer a presença desse escutar, sem traduzir, sem interpretar, sem avaliar, sem tirar conclusões absolutas. Isso é parte de um contato consigo mesmo, nessa ciência desse aprender sobre como você funciona. Uma das coisas que nós não temos na vida, por exemplo, é esse escutar.

Esse escutar é parte desse aprender sobre nós mesmos; esse aprender sobre nós mesmos é aprender sobre a vida, é aprender sobre Deus, é aprender a Verdade Divina se revelando. E observe o que acabamos de colocar: não é adquirir uma informação, não é ter um conhecimento e uma experiência agora e assentada no passado. Você toma ciência desse conhecer a si mesmo, desse conhecer Deus, nesse instante. Isso é aprender sobre o Autoconhecimento.

Quando você, por exemplo, fala com alguém, se relaciona com ele ou ela com base em lembranças que tem dele ou dela, essa qualidade de conhecimento é o conhecimento que se assenta na memória. O que é que isso nos indica? Você está diante dele ou dela, e ele ou ela, aqui e agora, é algo novo, é uma presença nova, é uma Realidade presente nesse instante. Mas ao lidar com ele ou ela com base nesse conhecimento, experiência que você tem dele ou dela, você não está lidando com ela ou ele, você está lidando com o conhecido, que é esse conhecimento, que é essa experiência. Esse conhecido, conhecimento, experiência é pensamento, é memória.

Assim, nesse seu contato com ele ou ela não existe esse aprender sobre si mesmo, esse aprender sobre ele ou ela, porque você está lidando com base no passado, dentro desse contexto de relacionamento. A nossa vida consiste nessa presença do "eu", do ego, desse "mim", dessa pessoa que eu sou, que sinto ser, que aprendi a ser. Em razão da ausência desta Realidade, o nosso contato com o outro, o nosso contato com nós mesmos, nessa ignorância, sustenta a ilusão, a ilusão dessa não visão da Verdade sobre nós mesmos.

Assim, esse contato com nós mesmos com base no passado é ignorância; e a nossa vida tem se situado exatamente assim. Nós estamos vivendo na ignorância porque estamos vivendo no passado, vivendo dentro do conhecido, vivendo dentro da memória. Tudo em nós, na ação, na fala e, portanto, no comportamento e no dizer, no comunicar, representa essa ignorância, representa essa condição psicológica de ilusória identidade presente, que é essa identidade do "eu".

Então, o que é esse aprender sobre o Autoconhecimento? É ter um contato com esse instante sem o passado. Enquanto eu mantiver essa condição de contactar ele ou ela com base nas lembranças que eu tenho dele ou dela, não haverá uma visão real do Autoconhecimento. Assim, não posso ter uma visão da verdade sobre aquilo que eu sou, não consigo compreender esse passado aqui, que é esse "mim", para que ele termine. Assim, não compreendo o que é um contato real com ele ou ela fora do ego.

Veja como isso é importante ser compreendido. Enquanto nossas relações estiverem estabelecidas nessa ignorância, nessa posição de passado, haverá sofrimento, haverá discórdia, conflito, desordem, confusão. Nós desconhecemos a presença do Amor em nossas relações, por exemplo, porque a presença do Amor é algo possível apenas quando o passado não está mais. E tudo o que nós temos feito é sustentar o passado, estamos lidando apenas com lembranças, com reações de memórias. Assim, prevalece o sentido de individualidade, de separação.

Nossas relações são relações centradas no "eu", e isso é a ausência do Amor. O Amor é a presença da Verdade, é a presença de Deus, é a presença da Realidade aqui e agora, nesse conhecer a Verdade de Deus, que é conhecer a Verdade sobre quem nós somos, quando o ego não está, que é quando compreendemos quem é o outro, quando o ego não está.

O nosso trabalho aqui nesses encontros consiste nessa autodescoberta; é quando conseguimos perceber uma Realidade presente fora do "eu", fora do ego. Nesse momento, esse olhar para esse instante, nessa relação com o outro e com nós mesmos, rompe com esse padrão de alguém que se situa no pensamento, que se situa na história, que se situa na memória. Então, nesse momento não há separação nesse olhar, uma vez que esse observador desaparece.

Repare como nós temos funcionado: nós temos a ideia de algo sendo visto por alguém que vê; esse alguém é o observador, e aquilo que está sendo visto é a coisa observada. Assim, nós temos o observador e a coisa observada, e esse observador e a coisa observada desaparecem quando há só o olhar para esse momento. O olhar para ele ou ela é esse olhar sem esse fundo, sem esse conhecimento, sem esse que se separa e olha a partir de ideias que tem, lembranças que tem dele ou dela. Isso é o fim do observador e a coisa observada; temos, então, o fim da separação, o fim dessa dualidade.

Quando não temos essa dualidade, temos essa Presença do Amor, essa Presença da visão Divina, da visão livre do ego, da visão livre do "eu"; é quando nos aproximamos da Verdade da Sabedoria. Assim, a Verdade da Sabedoria, compreender a diferença entre Sabedoria, Inteligência e conhecimento, é fundamental. Acabamos de colocar isso aqui para você: o conhecimento é esse elemento em nós que vem do passado, enquanto que a Inteligência é a Realidade desta Presença, deste Ser, desta Consciência Divina, aqui e agora, revelando uma Vida em Sabedoria.

Acessar a Realidade tendo uma visão da Verdade sobre aquilo que se passa conosco nesse momento é tomar ciência dessa Inteligência, desse Florescer da Inteligência Divina, dessa Sabedoria presente nas relações; é quando pode, sim, nesse contexto das nossas relações humanas, estar presente a harmonia, a Beleza, a Verdade, a Revelação desta Verdade Divina, que é a Verdade de Deus. É quando temos a Presença d'Aquilo que está fora de tudo aquilo que o pensamento conhece.

Portanto, esse é o nosso trabalho aqui com você. Nós estamos sábados e domingos juntos em encontros online para aprofundar isso. Além disso, temos encontro presenciais e, também, retiros.

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