terça-feira, 31 de março de 2026

Praticando o Autoconhecimento. Fuga e Autoconhecimento. O que é o Autoconhecimento. Ação egocêntrica

Aqui, juntos, nós estamos abordando com você a Verdade desse Florescer, dessa Realização, dessa Ciência da Verdade Divina, d'Aquilo que é Você em sua Natureza Verdadeira, em sua Natureza Real. É necessário que você investigue todos esses aspectos ligados a esse sentido de "pessoa" que você acredita ser.

Aqui, o que estamos dizendo é que você não é quem você acredita ser, e a verdade sobre você, você despreza, em razão da presença da ignorância. Isso está alimentando, na vida - particularmente, na sua vida -, os problemas. Uma vida sem problemas é uma vida livre de questões, porque essas questões estão resolvidas.

Um problema é aquilo que nós temos que não está resolvido e precisa ser atendido, precisa ser visto, precisa ser exatamente compreendido. Aqui, a base deste trabalho consiste na compreensão do problema, na compreensão das questões - essa é a resolução para elas. Então, sim, a vida, nesse momento, a partir desse instante, é vista como de fato ela é, ou seja, sem problemas.

É por isso que soa estranho nossas colocações; dizer aqui, de uma forma tão clara que não há problema na vida, só há problema em nós. Então, os problemas que nós temos são, na verdade, o problema que nós somos, e nós somos esse problema que sustenta os demais problemas na vida; e não é na vida como ela acontece, é na particular vida de cada um de nós.

Eu quero tocar aqui com você nesse modelo de ação, que é a nossa qualidade de ação que está fomentando constante desordem, confusão e problema nessa particular vida de cada um de nós. O que será a vida livre de problemas? É a vida livre dessas ações ou atividades que nascem a partir de um centro - esse centro é o "ego", é o "eu".

As nossas ações não são ações, são atividades do "eu", atividades da mente egoica, atividades dessa consciência pessoal, são atividades egocêntricas. O olhar direto para essas atividades nos dará a visão desse elemento presente, que é o centro. O centro é esse elemento a partir do qual as ações acontecem. E o que são essas ações? São as ações que nascem do pensamento.

Acompanhem comigo aqui a importância dessa compreensão. Vamos juntos perceber isso aqui. As nossas ações são ações no esforço: no esforço para obter e no esforço para se livrar. Primeiro, nós queremos obter aquilo que a sociedade, o mundo, a coletividade, a estrutura social nos diz que nós precisamos ter para sermos felizes. Assim, nós estamos em busca disso, e essa busca implica a presença do esforço para obter.

Nós precisamos obter o que o modelo de condicionamento do mundo diz que nós precisamos e precisamos, também, nos livrar daquilo que nos faz infeliz. Nós precisamos dessas coisas para a felicidade e precisamos nos livrar dessas outras coisas também para a felicidade. Assim, a ideia é, pelo esforço, tomarmos ações para conquistas, pelo esforço, tomarmos ações para nos liberarmos, para nos libertarmos de situações que estão nos afligindo e impedindo a felicidade. Nós nunca nos questionamos quem é esse elemento no esforço. Esse elemento é esse centro.

O que é basicamente esse centro? O sentimento, o pensamento e a sensação que você tem de existir como alguém no contexto da experiência da vida como ela acontece é, basicamente, esse "eu", esse "mim", esse é o centro. Aqui, juntos, nós estamos investigando a verdade sobre tudo isso, e já começamos questionando exatamente isso. Nós precisamos ter uma clareza a respeito desse modelo de pensamento que trazemos, porque é o modelo de pensamento de cultura humana, que não tem funcionado.

Nós não encontramos o ser humano em Felicidade. Nós temos, sim, o ser humano em realizações, mas em meio a essas realizações, o medo, a ansiedade, a depressão, a angústia, a visão de maior dependência emocional, sentimental, física daquilo que ele possui, ou daquilo que ele acredita que é dele. Assim, a condição psicológica do ser humano é de sofrimento em meio ao conforto, em meio à fama, ao prestígio, à aceitação pública, em meio ao sucesso.

O que chamamos de sucesso, realização, fama é algo dentro do contexto de tudo aquilo que se alcança pelo esforço. E por que será que nada disso realmente tem funcionado? O que é que, de verdade, nós estamos querendo? Há uma diferença entre aquilo que você deseja - deseja porque lhe foi dado como objetivo alcançar - e aquilo que, de fato, você precisa. Aquilo que, de fato, você precisa, você desconhece, e aquilo que é apenas parte de um acúmulo de realizações externas, sem qualquer sentido interno, é o que você busca.

Há um vazio existencial, há uma carência, há uma real necessidade no ser humano: é a necessidade do Amor, da Paz, da Liberdade, da Verdade, da Felicidade. O ponto é que isso não se alcança pelo esforço, nem se obtém por se livrar daquilo que lhe causa desconforto. A Realidade disso se revela nesse instante quando a ilusão termina, quando a ignorância não está mais. Assim, o ser humano tem um comportamento de fuga daquilo que lhe causa desconforto.

Então, esse assunto da fuga, das diversas formas e mecanismos de fugas que nós temos, nós temos tratado aqui com você. Nós estamos fugindo daquilo que é doloroso; ou seja, depois de alcançar, a dor se mostra presente, porque tudo o que se alcança, que se obtém, que se realiza pelo esforço é parte de um ideal que nasce do modelo do pensamento, e o pensamento em nós é o elemento do equívoco, é o elemento do engano, é ele mesmo a proposta dessa ilusória paz, amor, felicidade e liberdade.

Então, em meio a essa dor, o ser humano busca escapar, fugir para novas realizações, para novos entretenimentos, para novas formas de prazer e de preenchimento psicológico. Estamos dentro de um círculo vicioso: pela busca, alcançamos, e depois que alcançamos, percebemos que não era aquilo, e aí queremos nos livrar daquilo, e entramos nessa fuga, e essa fuga é uma outra forma de busca, e depois alcançamos, e depois queremos nos livrar.

Então, estamos dentro de um círculo. Esse círculo é um círculo que está girando em torno desse "eu", desse "ego", desse centro. Podemos realizar, na vida, a Verdade sobre isso? Porque é a constatação do problema, é a compreensão do problema o fim para ele. E o fim consiste na compreensão da Verdade sobre o Autoconhecimento.

Então, nós temos tratado aqui, colocado para você, essa questão da fuga e o Autoconhecimento. É a Verdade do Autoconhecimento que precisamos. Isso é uma real e imperiosa necessidade para cada um de nós. Assim, o que é o Autoconhecimento? O Autoconhecimento é a aproximação da verdade sobre aquilo que nós somos nesse contexto - compreender a natureza do "eu", a natureza do ego.

A compreensão da natureza dessa estrutura em torno da qual tudo isso acontece é a compreensão disso para o fim dessa psicológica condição de egoidentidade. Isso é o fim da ação egocêntrica, é o fim desse modelo de atividade egoica, de atividade do "eu", que é a ação que nasce do pensamento e, pelo esforço, se ajusta, entra em modelos de autodisciplina para alcançar objetivos, que mais tarde se mostram inúteis.

Existe uma confusão também a respeito da expressão "autoconhecimento". Alguns usam a expressão "praticando o autoconhecimento". A Verdade da ciência do Autoconhecimento não é um exercício mecânico, algo que se faz de uma forma técnica; isso requer a presença de uma Atenção sobre nossas reações, sobre esse padrão de comportamento, sobre esse modelo, que é o modelo do "eu".

Aqui nós estamos trabalhando com você o Despertar da Consciência, a Iluminação Espiritual, a Ciência do seu Ser, a Verdade da Revelação de Deus. Esta Realidade não está externa, não é algo que se obtém, que se alcança. A Realidade Divina, a Realidade de Deus é a Ciência deste Ser; este Ser não é essa "pessoa", esse "mim", esse "ego". O fim para essa condição do "eu", do "ego", é a presença desta Realidade Divina.

O nosso enfoque aqui consiste nessa aproximação, nessa Real Visão da Vida como ela acontece, sem esse sentido do "eu", sem esse sentido do "ego". Quando você aprende a se aproximar de si mesmo e olhar todo esse movimento interno de pensamentos, sentimentos, emoções, sensações, fica claro esse movimento interno de programa, de condicionamento.

Olhar para isso, ficar ciente disso, tomar ciência desse movimento é ficar ciente de suas reações, é quando elas têm a possibilidade de sofrerem uma profunda mudança, uma radical transformação. É uma mudança, é uma transformação não nelas, é o fim delas; é o fim dessas reações, é o início de algo novo, porque, nesse instante, a mente se aquieta, há um espaço novo que se abre de Silêncio, que é a presença da Meditação.

A verdade da Meditação, a Ciência da Meditação requer a presença do Autoconhecimento; então, sim, a Realidade se apresenta, ela se mostra. Essa é a nossa real necessidade. A Ciência do Despertar, a Verdade dessa Revelação da Sabedoria, dessa Revelação daquilo que está presente nesse instante se Revelando como a Natureza do seu Ser, que é a Verdade Divina. Apenas isso, e somente isso, é a Verdade.

A presença da Verdade é a presença da Felicidade, é a presença desta Realidade Divina. Não se trata de alguém que alcançou a felicidade, trata-se da Revelação da Verdade quando não tem alguém, quando não existe mais esse "eu", quando esse centro, que é a base do "eu", que é a base do "ego", que é a base desse sentido de separação, que sustenta a ilusão de alguém separado da Vida, separado de Deus, separado da Verdade; quando esse centro se dissolve, nós temos o fim dessa ilusão.

Toda essa aproximação que nós temos aqui é para a compreensão direta daquilo que realmente nós somos, disso que demonstramos ser, parecemos ser e somos no contexto do "eu", do "ego", desse centro e, ao mesmo tempo, o fim desta condição revela Algo, que é a presença do Novo, que é a presença do Desconhecido, que é a presença da verdadeira Natureza de Deus em Você, sendo Você a Realidade dessa Real Consciência, dessa Divina Consciência. Estamos diante de Algo indescritível.

É isso que estamos, com você, aqui trabalhando nesses finais de semana. São dois dias juntos: sábado e domingo. É uma oportunidade de aprofundarmos isso! Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

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quinta-feira, 26 de março de 2026

Como se livrar do ciúmes e insegurança? Como se livrar do medo? Tempo psicológico. A ilusão do tempo

Aqui a pergunta é: "Como se livrar do ciúme e da insegurança?" A presença do ciúme é a presença de alguém envolvido dentro de uma relação, onde está presente a autoimagem. A ideia de que o outro está lá, a partir da crença de que você está aqui com suas expectativas, esperanças, desejos, aguardando dele ou dela algo, a ideia de estar presente como sendo alguém nesse contexto de relações, é a base do ciúmes.

A não ser que você compreenda, a não ser que se torne claro para você isso, tudo continuará da mesma forma. Compreender a verdade sobre você é eliminar a ilusão de alguém nessa dependência. O seu problema não é porque o outro é como ele é, o seu problema é porque você tem de si mesma, de si mesmo uma ideia, um quadro mental, uma representação do que a vida deveria ser para você, de como o mundo deveria acontecer para você.

A não ser que você se livre dessa autoimagem, o medo estará presente. E o medo tem diversas formas de expressões, uma delas é a insegurança nas relações. Isso está presente porque nos falta a Verdade da Liberdade. Existe uma coisa aqui muito importante para ser compreendida. Nós estamos tendo falta de Liberdade. Não há Liberdade! Nós não temos espaço interno, dentro de nós, para essa Liberdade; e a ausência dessa Liberdade é a presença da contração, do medo.

Quando há Liberdade, nós temos a possibilidade da presença do Amor. Onde houver alguma forma de dependência, de carência, de projeção, de prazer, de preenchimento e satisfação na relação com o outro, o que temos presente é ausência da Liberdade, não é a presença do Amor.

O Amor não está presente na posse, no controle, na inveja, na suspeita, na dependência, no ciúme. O Amor está presente quando a Verdade está presente, e a Verdade é a presença da Liberdade. Sem Liberdade, não temos Verdade, não há como o Amor Real acontecer. Uma coisa que nós não compreendemos, ainda não ficou claro para maioria das pessoas, é que esse sentido de pessoa é uma ilusão.

Ao se libertar da ilusão da pessoa, ao se libertar da ideia desse "mim", desse "eu", desse ego, temos a presença dessa Liberdade, porque a Verdade está presente, então o Amor Floresce. Você jamais terá Amor nas relações enquanto não compreender o que é essa relação. As nossas relações humanas se sustentam dentro de um padrão de imagens estabelecidas pelo pensamento - é assim que estão acontecendo nossas relações.

A imagem estabelecida pelo pensamento é a imagem que eu tenho sobre quem eu sou; esta é a minha autoimagem. A imagem que eu tenho nessa relação é a imagem que eu tenho sobre quem o outro é. Quando nos encontramos, esse encontro é um encontro entre imagens, é a expectativa que eu tenho dele e que ele tem de mim, que eu tenho dela e ela tem de mim. Essa expectativa nasce dessa carência, dessa dor; essa expectativa nasce dessa carência, desse sofrimento, dessa dependência de busca de realização no outro.

É muito comum a ideia de encontrar o amor. O Amor não é algo que se encontra, o Amor é aquilo que se revela neste instante; não é algo que se encontra no futuro, no tempo. Isso porque nunca investigamos essa questão do tempo, então nós falamos de encontrar isso no futuro. Não existe tal coisa como o tempo. O tempo é uma ilusão.

Nós precisamos do tempo para construir uma casa, nós precisamos do tempo para fazer um curso, para aprender uma profissão. Nós precisamos do tempo para aprender a cantar, precisamos do tempo para aprender uma técnica. Aqui o tempo existe, é o tempo cronológico, é o tempo do calendário. Muitas horas de estudo, dedicação e aplicação lhe darão esse resultado.

Mas não existe o tempo para o Amor, não existe o tempo para a Felicidade, não existe o tempo para a Liberdade, não existe o tempo para a Paz: ou Isso está presente neste instante ou não estará. Não é algo que se alcança no tempo, que irá se estabelecer em algum momento no futuro. Não existe esse tempo psicológico.

O tempo psicológico é uma fantasia criada pelo pensamento. O pensamento criou o tempo; ele está adiando quando cria esse tempo. O pensamento em você diz "amanhã serei feliz, amanhã terei paz". Da mesma forma, o pensamento diz "amanhã eu vou começar essa dieta", "amanhã eu vou começar a fazer exercícios". O que o pensamento está dizendo é que ele não vai fazer absolutamente nada disso. O que ele está dizendo é que ele não vai alcançar a paz amanhã, ele não vai alcançar a felicidade amanhã, ele não vai alcançar o amor amanhã.

No fundo, no fundo o pensamento sabe que Amor não tem nada a ver com ele, que Paz não tem nada a ver com a presença dele, Felicidade não tem nada a ver com a presença dele, fazer exercícios também não e começar uma dieta também não. Percebam o jogo. O pensamento criou o tempo psicológico para adiar; ele está assumindo o lugar da ação quando diz "amanhã", quando diz "no futuro", quando imagina o que irá fazer.

A Verdade consiste na presença da ação, e ela é agora. O Amor é agora, a Paz é agora, a Felicidade é agora, a dieta é agora, o exercício é aqui. Ou há presença de exercício ou não existe nenhum exercício acontecendo agora. Ou temos a presença da dieta neste instante ou não temos, neste instante, a dieta; temos a imaginação da dieta, o pensamento sobre a dieta. O pensamento não é a ação, o pensamento é a adiação.

Nós temos uma vida profundamente equivocada, que é a vida do pensamento. Não existe vida no pensamento. O pensamento em nós é a presença da memória, é a presença do que foi, é a presença do passado. É o passado que se projeta para o futuro na imaginação do exercício, na imaginação da paz, do amor, na imaginação de emagrecer ou na imaginação da saúde.

O pensamento imagina todas as coisas. Algumas coisas são boas e outras coisas são ruins. Essas coisas ruins e essas coisas boas são sempre da perspectiva do próprio pensamento, mas é a presença da adiação, do adiamento, a presença dele. Assim, as pessoas perguntam como se livrar do ciúme e da insegurança, como se livrar do medo. É sempre o pensamento procurando um caminho, uma fórmula, um método, uma maneira de lidar com isso no futuro.

Percebem como o pensamento se move dentro de você. Ele lhe fala do passado e ele lhe fala do futuro; ele não tem qualquer ciência deste instante, ou dá qualquer valor para esse momento, tudo o que ele faz é procurar, desse momento, alguma coisa para se lembrar, para guardar, para registrar nesse assim chamado passado. Tudo o que ele faz nesse momento é se projetar, a partir, também, do pensamento, nesse assim chamado futuro.

A vida centrada no pensamento é uma vida onde vivemos em um mundo de abstração, onde vivemos em um mundo de imaginação, que é o mundo das ideias, das conclusões, das opiniões, das crenças. Não estamos lidando com os fatos, estamos lidando com idealismos, com projetos, com sonhos. "Como se livrar do medo?" Entrar em contato com este instante, na experiência do fato, é algo diferente de ter ideia sobre o medo, imaginação sobre o medo, pensamento sobre o medo, e de como se livrar do medo.

Observe que, por exemplo, essa questão do medo não é outra coisa dentro de nós senão o pensamento. Aqui, neste instante, nós estamos lidando com a vida como ela acontece. Como ela acontece nesse instante nós não temos a presença do pensamento, mas para ela acontecer no futuro precisamos do pensamento. Observe que todos os medos em nós são medos explicáveis, justificáveis, que se fazem notórios, que se mostram em razão da presença do pensamento.

Do que é que você tem medo? Da esposa. Mas o que é a esposa? É um pensamento que você tem agora sobre ela. Você tem medo do marido? Mas o que é o marido? É um pensamento que você tem agora sobre ele. O seu medo é do futuro. Ele não lida com o que está aqui, neste instante, ele lida com o futuro psicológico, ele lida com a imaginação, ele lida com o passado, ele lida com o futuro.

Você tem medo de adoecer: esse é o futuro. Você tem medo de envelhecer: esse é o futuro. Você tem medo de que algo que você fez no passado seja descoberto: você está com medo do futuro com base no passado. É sempre a presença do tempo psicológico, que é o pensamento. Estamos diante da ilusão do tempo.

A vida é o que acontece aqui, neste instante e, no entanto, você está sustentando a ilusão de uma identidade presente, que é o "eu", vivendo no pensamento, vivendo pelo pensamento, sendo o próprio pensador. Esse pensador é o próprio pensamento, porque não existe tal coisa como o pensador quando o pensamento não está. Mais uma vez estamos diante de uma abstração, de uma ilusão, de uma crença. Essa é a imagem que o pensamento tem estabelecido em você como sendo você. Essa autoimagem é o pensador. É o pensador que está querendo se livrar do que não gosta e se agarrar, se prender ao que gosta, ao que lhe dá prazer.

Aqui, com você, nós estamos descobrindo o que é a eliminação desse pensamento, o que é a eliminação desse "eu", desse ego, dessa autoimagem, para o contato com a Vida neste instante, livre do medo, livre da insegurança, livre do ciúme, livre dessa ilusão de amar e ser amado, com base em uma construção mental, em uma construção do pensamento.

O contato com a Vida neste instante é o contato com a Liberdade de Ser. Temos aqui a presença do Amor agora, da Felicidade agora, da Liberdade agora, da Paz agora. A Vida sendo assumida como ela é neste instante não requer a presença do pensamento. Nós precisamos do pensamento técnico para lidar com assuntos como, por exemplo, exercer uma profissão; precisamos do pensamento para construir uma casa. O pensamento, quando de forma técnica, se faz necessário como sendo conhecimento e experiência.

O tempo se faz necessário para construir uma casa ou fazer um curso, ou para lidar com assuntos ligados à questão do calendário. Então, o tempo cronológico está presente em nossas vidas, mas não precisamos do tempo psicológico, não precisamos, também, do pensamento. Me refiro a esse pensamento psicológico, a esse pensamento de imagens que o sentido do "eu", do ego, está estabelecendo, alicerçando sua própria estrutura de identidade nele e fazendo do mundo uma projeção a partir dele, e do outro a partir dele.

A Liberdade de viver dentro das relações com o outro sem o modelo do pensamento é a Verdade da Revelação do Amor. E se o Amor está presente, não há apego; e se o Amor está presente, não existe medo, não existe insegurança, não existe dependência, não há ciúme. Esse encontro com a Realidade da Vida é um encontro com a Liberdade do Amor; e se ele está presente, essa é a Verdade de Deus. E é quando o Amor está presente que Deus se Revela, que a Liberdade está aqui, que a Verdade floresceu.

É isso que estamos trabalhando juntos nesses encontros on-line nos finais de semana. São dois dias juntos: sábado e domingo. Eu quero deixar aqui esse convite para você. Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Maio de 2025
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terça-feira, 24 de março de 2026

Tempo psicológico. A ilusão do tempo. O que é o pensamento? Como lidar com pensamentos? A dualidade.

Eu tenho para mim que a coisa mais importante aqui é a descoberta a respeito da Verdade sobre quem nós somos, e isso envolve uma compreensão real, direta da verdade sobre o pensamento, porque não existe um elemento mais íntimo de todos nós do que a presença do pensamento aqui, dentro de cada um de nós; ele é algo presente nesse movimento, que nós chamamos de "a mente", a "nossa mente".

Mas o que é a verdade sobre a mente? O que é a verdade sobre o pensamento? Qual é a verdade sobre mim? Qual é a verdade desse eu? É o que estamos, com você, aqui aprofundando, investigando.

Assim, a pergunta é: o que é o pensamento? Observe que o pensamento em você é a simples lembrança de coisas, de pessoas, de lugares, de situações. O seu nome é uma lembrança, a sua história é uma lembrança. A presença da sua história e do seu nome, que é uma lembrança, é a presença do pensamento.

Agora, a história é algo que aconteceu. O seu nome é uma lembrança que você tem em razão de um conhecimento que você traz. O que você traz, está trazendo do passado. O conhecimento vem do passado, a lembrança vem do passado, o pensamento vem do passado.

Assim, qual será a verdade sobre o pensamento? O pensamento é algo lincado à ideia do que já foi; é exatamente o que já foi, sendo lembrado aqui, recordado aqui. Então nós temos lincado a presença do pensamento à questão do tempo.

Agora, observem que coisa curiosa nós temos aqui: de que tempo nós estamos falando? Já que estamos falando de algo lembrado, recordado, de algo que aconteceu, esse algo aconteceu no tempo cronológico, e isso foi no passado. Assim, nós temos o tempo cronológico, onde as coisas acontecem. Então, coisas aconteceram, coisas estão acontecendo e coisas acontecerão. A lembrança dessas coisas é o resultado sempre do passado.

Você só tem lembrança porque tem o passado, mas esse passado, na lembrança, não existe. Não existe nenhum passado na lembrança. Na lembrança, o que nós temos é apenas uma representação do passado, não é o passado. Assim, olhem que coisa importante nós temos aqui para compreender, já que estamos investigando a verdade sobre nós mesmos, que estamos investigando a verdade de que o pensamento é algo muito íntimo em cada um de nós, e nós não sabemos lidar com ele.

É por isso que as pessoas perguntam: "Como lidar com os pensamentos?" Elas não sabem lidar com os pensamentos porque não compreendem o processo do pensamento nelas, como isso acontece, como isso se processa, como isso ocorre. Assim, é parte de uma visão sobre nós mesmos, é parte da visão do Autoconhecimento a compreensão do pensamento.

Assim, essa compreensão do pensamento requer que você compreenda, com clareza, que o tempo não é real - eu me refiro a esse tempo psicológico. Nós estamos lidando com a ilusão do tempo quando estamos lidando com a ideia, com a imaginação de uma entidade presente nesse instante, que é o "eu", o "mim", a " pessoa", vivendo no tempo.

A crença em nós - e essa crença é só mais um pensamento - é de que você, como "pessoa", é alguém que veio do passado, está presente nesse momento e caminhando para o futuro. Do ponto de vista psicológico, estamos lidando aqui com uma ilusão, que é a ilusão do tempo, porque não existe o tempo psicológico.

Não existe esse movimento de continuidade de uma "pessoa" presente, de uma entidade presente, que é esse "eu". Nós temos apenas a Vida acontecendo neste instante, a Vida acontecendo neste momento, e a forma como ela acontece é favorecendo instantes onde experiências estão surgindo a todo o momento.

O que tem dado formação a essa ilusão, que é a ilusão do "eu", é o contato com esse momento em uma desatenção para este instante. Quando não trazemos Atenção para este instante, ao passar por uma experiência, ela assume esse caráter de experiência para esse elemento, que é o experimentador. Esse elemento, que é o experimentador, é uma sugestão do pensamento.

O modelo do pensamento presente em nós é confuso, é desorientado, é desordenado, é problemático, gera conflitos, problemas de todos os tipos, porque ele está se processando de uma forma mecânica, inconsciente, porque, nesse instante, não existe Atenção, não existe Consciência Real sobre essas reações quando elas acontecem.

O seu contato com o momento presente é um contato de experimentar, mas quando o pensamento guarda, registra, faz isso na intenção de manter a continuidade da experiência no futuro. Assim, o pensamento estabelece a crença do amanhã psicológico, do futuro psicológico. É assim que ele tem funcionado em cada um de nós.

Nós estamos vivendo, psicologicamente, no passado ou no futuro. E este momento presente para esse modelo, que é o modelo do "eu", que é o modelo da pessoa, desse "mim", é de transformar esse momento, que é o momento de experiência, onde a presença do experimentar que está aqui - e é só o experimentar - numa experiência. Ele registra isso, isso começa a fazer parte da história desse "eu", da memória dessa pessoa, e essa pessoa está se movendo na vida dentro dessa ilusão, que é a ilusão passado, presente e futuro.

O que estamos colocando aqui para você é que a vida acontece neste momento, e nesse momento ela termina. A ideia de alguém tendo uma continuidade psicológica é a ilusão do tempo, porque não existe essa continuidade. O que temos presente é só a memória, a lembrança.

Lidar com a vida nesse instante como ela acontece, sem a ilusão de identificar a experiência para o experimentador, sem essa ilusão de registrar a experiência para manter a continuidade, é assumir a Verdade da Vida, sem o "eu", se o "ego". Isso requer a presença de um olhar para esse momento sem o passado.

Quando colocamos Atenção para as nossas reações neste instante, o passado, esse registro, perde relevância; e quando ele perde a relevância, o sentido do "eu", do "ego", desse "mim", perde a importância.

Assim, o que é esse "mim", esse "eu", esse "ego"? A presença desse ego, desse "eu", desse "mim" é todo esse conjunto de memórias, de lembranças, de recordações, algo presente quando o pensamento está presente. Quando o próprio pensamento sustenta a ideia de alguém presente nisso, de alguém em autoimportância nisso, em autovalorização nisso, surge a crença dessa continuidade. É isso que chamamos de "mim", de "eu";

Esse pensamento e sentimento de existir sendo alguém é algo que o pensamento está estabelecendo em cada um de nós. É o próprio pensamento que se separa e cria essa identidade, estabelece essa identidade. A vida como ela acontece neste instante é só a Vida. Nós precisamos da memória, nós precisamos do registro.

Em algumas áreas da nossa vida, desta vida, nós precisamos fazer uso do conhecimento e, portanto, da memória, que é pensamento. O seu endereço, por exemplo, o seu nome, por exemplo, isso é parte da memória, isso é parte do conhecimento, isso é parte da lembrança.

Então, nesse nível o pensamento se faz necessário, mas não precisamos é da ilusão de uma identidade presente nessa memória. E nós estamos conduzindo nossas vidas dentro desse quadro, dentro dessa forma, dentro dessa ilusão, a ilusão de alguém presente; esse alguém é esse sentimento de ser, é esse pensamento de ser, uma criação do pensamento, uma sugestão em nós implantada pelo pensamento.

Você tem sobre você uma ideia sobre quem você é. Nós estamos lidando aqui com uma abstração, isso porque você não é o seu nome, assim como você não é a sua história, mas a ideia que você faz sobre quem você é é uma imagem que o pensamento tem estabelecido como sendo você.

Assim, nós carregamos, nessa ilusão do tempo, a crença de que nós viemos do passado, estamos presentes nesse momento e caminhando para o futuro. Tudo isso faz parte do modelo do "eu", do "ego", que é a forma como o pensamento está se movendo, dentro de cada um de nós, nessa mente, nessa consciência.

Agora, vamos compreender aqui uma coisa muito interessante. Em um certo nível, o pensamento se faz necessário, o conhecimento se faz necessário e, portanto, a lembrança é importante; mas em um outro nível, o modelo do pensamento, da memória, da lembrança é algo completamente desnecessário, disfuncional e que está produzindo confusão, produzindo sofrimento, produzindo desordem em nossas vidas.

Assim, nós temos o pensamento prático, objetivo, que lida com os fatos. O seu nome, a história, o seu conhecimento profissional, o seu conhecimento técnico, tudo isso faz parte do pensamento, tudo isso faz parte da memória, tudo isso faz parte daquilo que são fatos em nossas vidas, que são registrados e tem o seu lugar. Mas existe uma qualidade de pensamento em você que é completamente equivocado, é o que eu tenho chamado de pensamento psicológico.

Por exemplo, você tem amigos; esses amigos são construções dentro de você e estabelecidas pelo pensamento. Quando você gosta de alguém, você não a conhece, mas tem a ilusão de conhecer. O que você gosta nele ou nela é o comportamento, é o modo de falar, é o jeito deles; algo neles é agradável e você gosta daquilo que está vendo neles.

Então, quando você diz que gosta de alguém, você está gostando dela como ela se mostra naquele momento, e você carrega a ilusão de que você a conhece porque ela se comporta daquela forma, porque ela é agradável daquele jeito. O que você tem dele ou dela é uma imagem estabelecida dentro de você, construída pelo pensamento, registrada pelo pensamento.

Essa qualidade de registro é a experiência desse experimentador, é o pensamento desse pensador, é a visão desse observador, que é esse "mim", que é esse "eu". Essa qualidade de pensamento é a qualidade de pensamento psicológico. Nós estamos lidando com a vida a partir dessa qualidade de pensamento.

Você não conhece ele porque você também não se conhece. Da mesma forma, você tem sobre si mesmo uma imagem. Você gosta de algumas coisas, mas não gosta de outras em si mesmo. Esse elemento nesse gostar e não gostar é a imagem que você tem construído sobre quem é você, assim como você tem construído uma imagem sobre quem é o outro.

A nossa vida psicológica está exatamente dentro desse movimento, que é o movimento da experiência para o experimentador, que é o movimento do pensamento para o pensador, daquilo que está sendo visto para aquele que vê. Esse gostar, esse não gostar se assenta nessa autoimagem, nesse quadro mental, nessa sugestão do pensamento. Esse modelo do "eu" está vivendo nessa psicológica condição de ideia de vida em continuidade, nesse padrão, nesse formato.

Podemos eliminar das nossas vidas o pensamento? Eu não me refiro a esse pensamento técnico, funcional, prático, que lida com fatos, eu me refiro a essa qualidade de pensamento que lida com abstrações, com crenças, com sugestões. Notem, sugestões temporárias do pensamento, porque você gosta dele ou dela enquanto ela lhe agrada, enquanto o que ela faz, diz, atende essas expectativas do seu "ego", dessa "pessoa", desse "mim".

A compreensão da verdade sobre si mesmo é o rompimento com essa autoimagem e, portanto, com toda e qualquer imagem que você tenha sobre o outro, assim como da vida, das experiências. Isso é o fim da ilusão, é o fim da ilusão do pensamento, é o fim da ilusão do tempo, é o fim desse tempo psicológico, desse modelo de ser alguém que vive em expectativas com relação a pessoas, a eventos, a situações.

Quando o tempo termina, o pensamento termina. Lidar com esse instante, livre do passado, da ilusão desse momento presente para esse "mim", e desse futuro para si mesmo, e desse futuro para ele. Assim, a Verdade da Revelação do seu Ser é a Ciência Real de como lidar com o pensamento. Isso requer a presença de como lidar com a experiência, com a percepção, com a sensação. Requer essa ciência dessa Atenção sobre este instante, sobre este momento.

É a presença dessa Atenção o fim para esse programa, para esse modelo, que é o modelo do pensamento psicológico, que é o modelo do pensamento que se move no tempo, que vive fazendo escolhas a partir dessa autoimagem. Nós não conhecemos a beleza desse encontro real com o outro, assim como com a vida, porque não compreendemos a Verdade sobre o Amor. Desconhecemos a Realidade do Amor porque estamos vivendo, psicologicamente, no tempo, nesse modelo do "eu", nesse modelo do "ego".

Quando o Amor está presente, não existe mais esse gostar ou não gostar. Há algo presente, que é a compreensão da vida como ela acontece, nessa relação com ele ou ela, nessa relação consigo mesmo, sem o sentido do "eu", temos o contato com a Vida Divina, com a Vida de Deus.

A Verdade sobre Você é a ciência do Amor, é a ciência da Inteligência, da Sabedoria, da Verdade desse contato com o momento, sem a presença desse experimentador, do contato com o momento, sem esse padrão de sustentação de imagens, de construções do pensamento, nesse formato de memória psicológica. São essas memórias que estão dando continuidade à ilusão dessa egoidentidade carregada de problemas, carregada de todas as formas de conflitos, desordem e confusão.

Aqui, juntos estamos investigando isso, como ter da vida uma aproximação livre desse tempo psicológico, desse ilusório tempo, que é o tempo do "eu", que é o tempo do "ego", que é o tempo da mente. O contato com a vida neste instante é um contato livre da separação. Não existe esse você e a vida, não existe esse "mim" e a vida, não há esse experimentador para essa experiência, que é a vida. A verdade sobre a Vida é a verdade do experimentar.

Podemos olhar para o momento presente sem o passado, sem esse modelo da autoimagem? Nesse olhar, não existe o observador. A Verdade sobre a Vida é a Verdade do olhar sem o observador, do perceber este instante sem o percebedor, do experimentar sem o experimentador, do contato com ele ou ela sem a imagem dele ou dela.

As pessoas vivem quarenta anos dentro de um relacionamento, tendo a ilusão que conhecem o outro. Se você não tem a ciência da Verdade sobre si mesmo, que é a Vida livre desse modelo de pensamento psicológico e, portanto, livre do próprio "eu", do próprio "ego", como você pode conhecer o outro? A compreensão da Vida é a compreensão de si mesmo. É aqui que está a compreensão do outro. Se há essa compreensão, temos a presença da Verdade, a presença de Deus, a presença do Amor.

A Real Vida é a Vida livre do ego, livre dessa autoimagem, livre dessa ilusão do tempo, livre desse tempo psicológico, livre desse modelo de pensamento psicológico. Assim, está presente a Vida como ela acontece, e parte desse Mistério, chamado Vida, está, naturalmente, a presença do pensamento, mas não do pensamento psicológico, não mais esse formato de mente egoica, de consciência do "eu".

Aqui, nesses encontros, nós estamos aprofundando isso com você. Nós temos dois dias juntos. São dois dias, de uma forma on-line, aqui, onde estamos juntos aprofundando esse assunto com você. Além desses encontros on-line, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Maio de 2025
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quinta-feira, 19 de março de 2026

Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? O que é o pensar? Como vencer o medo

Aqui, com você, nós temos aprofundado esses assuntos; eles são colocados aqui para serem investigados. Nós investigamos isso quando estamos próximos da própria experiência. De outra forma, ficamos apenas na teoria, ficamos apenas nas ideias, e não é esse o nosso propósito.

Aqui, o único propósito que temos é de perceber diretamente. Quando nós temos uma percepção direta, nós temos algo além das formulações intelectuais, algo além dos conceitos: nós estamos diante de uma compreensão. Portanto, é da compreensão que nós precisamos.

Esses encontros aqui, esses momentos que temos, são momentos de descoberta, são momentos de constatações. Então, vamos tocar com você aqui nessa questão do medo. A pergunta é: "Como vencer o medo?" Isso envolve uma compreensão, e ela só pode ser real se for direta; envolve a compreensão do pensamento, não a teoria sobre o pensamento, não aquilo que os livros dizem sobre o pensamento, não aquilo que esse especialista ou aquele outro dizem sobre o pensamento, mas trata-se de uma constatação sua, direta.

Nenhuma teoria - e teoria é aquilo que alguém já nos disse -, nenhum conceito - conceito é aquilo que intelectualmente somos até capazes de explicar - ou opinião sobre isso é real. Se aqui estamos nos propondo a investigar essa questão do medo - e aqui a pergunta é: "Como vencer o medo?" -, precisamos, já, corrigir a nossa linguagem de aproximação desse assunto.

Aquilo que você consegue pela luta, pela autodisciplina, pelo esforço "vencer", você continuará presente tendo que vencer outras vezes. Não se trata de vencer o medo, não se trata de você presente nessa vitória, trata-se da compreensão do medo. É a compreensão do medo, é a visão sobre o medo, a liberação do medo.

Portanto, há uma diferença entre o fim do medo e a vitória sobre o medo, o vencer o medo. O interesse de vencer é o interesse de alguém tendo uma vitória. Aqui, não existe esse alguém. Aqui, a compreensão da presença do medo requer a clara visão de que é exatamente a presença desse alguém, dessa pessoa, da pessoa que você é, a presença do medo.

Uma aproximação irregular, uma aproximação insatisfatória dessa questão do medo, não resolve. Se aproximar do medo é tomar ciência de si mesmo nessa relação com essa dada experiência, e isso requer a clara visão sobre o pensamento. Aqui, estamos diante de algo que permeia nossas vidas, que está presente em tudo nessa particular vida da pessoa, desse "mim", desse alguém, que é a presença do pensamento.

O que é o pensamento? O pensamento é um elemento em você que não lhe permite o contato com o momento presente de uma forma livre, porque os nossos olhos ficam embaçados e internamente ficamos sem qualquer sensibilidade à vida nesse encontro com ela, a partir do pensamento. É o pensamento que olha, e quando ele olha, compara, aceita, rejeita, julga e colore a experiência do momento presente.

É este pensamento aqui, é esse pensamento aí, é a presença desse elemento a verdade sobre o medo. Você não tem medo sem a presença do pensamento. Apenas quando o pensamento lhe fala sobre algo, aquilo passa a ter realidade para você. Isso ocorre porque o pensamento ocorre como elemento que, ao surgir, ele mesmo cria uma separação entre você e ele.

O pensamento em nós gira, funciona, acontece avaliando para nós, julgando para nós, aceitando ou rejeitando. Esse "nós" é a própria presença do pensamento. Quando você está triste, com raiva ou com medo, é o pensamento que criou essa ideia de alguém presente nesse sentimento, nessa emoção. Essa é a continuidade em nós do modelo do pensamento; ele precisa de alguém presente, e esse alguém é esse "mim", é esse "eu".

A presença em você é de você sendo o que o pensamento diz que você é para viver isso, para sentir isso. Portanto, o pensamento construiu uma imagem; essa imagem é você. Você é a própria autoimagem. Então, você é a autoimagem; é o elemento presente para viver a experiência que o pensamento propõe nesse formato de sentimento, de sensação, de emoção ou de experiência. Então, está estabelecido em nós essa divisão, e nessa divisão está presente alguém para o medo, alguém para a tristeza, alguém para esse ou aquele tipo de sofrimento. Essa é a vida do pensamento; ele precisa de alguém envolvido nisso. Esse alguém é a presença do pensador.

Nós não sabemos lidar com o pensamento, porque nada sabemos sobre a ciência do pensar. Então, aqui, o primeiro ponto é esse: é o pensamento que nos fala de um futuro que ele não quer viver. Quando você tem a lembrança de uma doença que você teve e você não quer que isso se repita, notem que é a presença do pensamento, dessa memória, dessa lembrança que, ao surgir, nos fala sobre você, nos fala sobre esse "mim", sobre essa pessoa que viveu aquilo.

Você não teria nenhuma lembrança de si mesmo, no medo de aquela doença pudesse voltar, sem a presença do pensamento. Você lembra de si mesmo doente novamente porque o pensamento está presente trazendo esse "você", essa imagem. Essa autoimagem é você. E quando você surge, surge o medo, porque o pensamento está presente. É a presença do pensamento a presença do medo. Sem o pensamento, não existe esse você com medo.

Portanto, a presença do pensamento e você é um único fenômeno, uma única aparição. Não existe uma separação entre você, que é essa autoimagem, e essa lembrança que lhe causa medo. Portanto, não se trata de vencer o medo, trata-se de se livrar da autoimagem. É a autoimagem a presença do próprio pensamento. Não existe nenhuma separação entre essa autoimagem e essa lembrança, que é o pensamento.

Ao se livrar da autoimagem, não existe mais esse você, não existe mais esse pensamento, não há mais medo. Você não vai vencer o medo; haverá uma plena ciência aí da verdade de que não existe esse você quando o pensamento não está. Assim, nós precisamos descobrir o que é o pensar.

Quando um pensamento surge, nesse momento, se torne ciente dele, fique ciente de sua presença. É porque você não está ciente da presença do pensamento que ele se estabelece dentro de você, criando essa condição psicológica de separação, sustentando essa imagem, essa autoimagem, e sustentando essa memória. A verdade desse olhar direto para um pensamento que esteja surgindo aqui, nesse instante, termina com o pensamento.

O pensamento não pode manter sua continuidade quando é constatado, quando é observado. Mas esta observação só é observação quando não existe esse que observa; só é observação quando o pensamento não se separa, construindo esse "eu", essa autoimagem. Portanto, tudo aqui gira em torno dessa visão, da visão da verdade sobre si mesmo, sobre como você funciona, como a mente funciona. Essa é a ciência do pensar.

Nós não sabemos o que é o pensar. Nós temos o modelo do pensamento acontecendo, exatamente dessa forma como colocamos aqui, criando esta separação. A verdade sobre o pensar é a visão do que o pensamento representa, e, também, do que o sentimento, emoção ou sensação representam.

A verdade sobre o pensar é que, quando o pensar está presente, não existe o "eu", não existe esse elemento, que é o pensador, que é o experimentador, que é o observador. Então, fica claro esse olhar para o pensamento sem alguém nesse olhar. E, quando isso está presente, o pensamento cessa, o medo não surge - isso que é visto nesse instante, nessa forma de olhar, que é essa memória, que é essa lembrança, que é esse quadro, que é o quadro de uma doença, da lembrança de um dia ter passado por alguma enfermidade e essa lembrança agora está voltando.

Reparem, isso é só um exemplo da presença, de uma forma específica, de medo. Nós temos inúmeras formas de medo, e todas estão atreladas à questão do pensamento, da memória, da lembrança, algo que vem do passado. Portanto, essa forma de olhar dissolve essa imagem, dissolve esse pensador, esse experimentador, esse "eu" do medo.

O fim do medo é algo diferente de vencer o medo - me parece que agora ficou claro isso aqui. Você não vence o medo. Não há medo nessa Atenção sobre as nossas reações. Não existe experimentador quando há essa Atenção. Não existe esse observador quando há essa Atenção: essa é a presença do pensar.

Nós não fomos ensinados, na vida, sobre o pensar. Nos foi dado o que pensar, porque nos foi dado a ilusão da continuidade de um pensador. Essa é a presença do ego, dessa falsa identidade, dessa ilusória identidade que estamos assumindo. Portanto, a compreensão da vida é a compreensão de nós mesmos, e esta compreensão termina com essa ilusória identidade presente para a experiência do viver, para a experiência do sentir, para a experiência do medo.

Em sua Natureza Verdadeira, em sua Natureza Real, aquilo que é Você em seu Ser, não está presente essa autoimagem, esse pensador, esse experimentador, esse observador. A Verdade do seu Ser, a verdade sobre você, a verdade da pessoa que você representa ser, tem que ser investigada, compreendida. Se isso se realiza, a ilusão dessa pessoa se dissolve, a ilusão dessa identidade que se separa da vida, desaparece; temos a presença da Realidade deste Ser.

Portanto, há uma Realidade sobre Você, e há essa presença da pessoa, que é a verdade sobre você, isso que você tem assumido ser nessa ilusão de separação, onde está presente essa memória trazendo, nesse instante, ainda essa identidade, que vem do passado para se projetar nesse tempo, que é o futuro, no medo ou em alguma forma de desespero, ou sofrimento psicológico.

Assumir a Realidade do seu Ser só é possível quando você compreende a verdade sobre esse "mim", sobre essa "pessoa", sobre esse "eu". O nosso convite aqui é para um olhar direto para esse instante. Um olhar possível é esse olhar direto, livre do pensamento e, portanto, livre do passado, então não há medo, não há conflito, contradição ou sofrimento.

É o que estamos propondo aqui para você, trabalhando com você nesses encontros on-line nos finais de semana. São dois dias juntos, sábado e domingo, onde estamos aprofundando isso. Esses encontros revelam a Verdade d'Aquilo que é Você em sua Natureza Essencial, em sua Natureza Real.

A Realidade deste Ser precisa ser compreendida. Portanto, são dois dias que estamos juntos. Fora esses encontros on-line, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Junho de 2025
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terça-feira, 17 de março de 2026

O medo da morte | Fundamentais questões da vida | Como encontrar Deus? | O que é o pensamento?

Eu quero tratar com você aqui hoje uma questão: é a questão da morte. Aqui nós temos investigado diversas questões fundamentais da vida, e uma dessas questões é a própria questão da morte. Se não temos uma visão real da vida, jamais teremos uma compreensão direta do que é morrer. Nós vamos trabalhar isso aqui com você.

Qual será a verdade desse morrer? Se isso se torna claro, nós temos o fim do medo. Então, vamos, em parte, colocar isso aqui para você. Mas nós precisamos, antes de tudo, colocar de lado todas essas ideias que nós já temos sobre essa questão da morte. As ideias em nós, observem isso, todas as ideias, sem exceção, são conceitos mentais, são formas de aproximações de imagens, de quadros que o pensamento está produzindo.

Assim, quando você tem uma ideia, na verdade, essa pode ser constituída de diversos conceitos, ou seja, de diversas formas de pensamento, é isso dá formação a uma ideia. Portanto, observem a verdade disso. Todo o pensamento em você está dentro de um contexto de ideia. Uma ideia pode ser um conjunto de pensamentos; essa ideia ou pensamento em você envolve uma imagem, um quadro mental. Assim, a nossa aproximação dessa questão da morte envolve esses quadros que o pensamento estabelece em nós como nossa experiência.

Ao longo da vida, desde pequenos, todos nós já entramos em contato com essa questão da morte: alguém conhecido, um parente, os pais, os avós, nós sempre temos presenciado, ao longo da vida, pessoas morrendo. Assim, a ideia que temos, o pensamento ou imagem que temos sobre a morte é o fim dessa existência física. Nós sabemos que o corpo morre, só que para nós não é a morte simples do corpo, é a morte de alguém que conhecemos ou de alguém que amamos, e essa morte é o desaparecimento dela, dessa pessoa, desse nosso contato de relações, de relacionamento.

Então, quando você vê o seu avô morrendo ou a sua avó morrendo já fica claro para você, dentro de você, esse sentimento de afastamento. Então, vamos ver aqui alguma coisa sobre isso. Apesar de todo esse contato que temos com essa experiência da morte, é sempre o contato da experiência da morte de "alguém". Nós não sabemos o que é lidar com nós mesmos dentro dessa questão do fim para aquilo que nós somos, o fim para esse que nós somos; nós não sabemos lidar com a própria ideia do fim de nós mesmos.

Assim, nós temos, ao longo da vida, em razão da presença de crenças religiosas, ou espiritualistas, ou filosóficas, sempre uma ideia sobre não apenas a morte como um desaparecimento, mas a ideia do pós morte, como uma continuidade ou como uma possibilidade de continuidade, e, no entanto, tudo isso está dentro de nós dentro de um formato de pensamentos.

Qual será a verdade desse encontro real com a morte? Não se trata dessa morte física, que em algum momento, infalivelmente, todos nós teremos. Ou através de um acidente, ou em razão da velhice, ou em razão de uma doença, dessas formas, ou de alguma outra forma, ocorrerá a morte para todos nós. Então, não é nesse aspecto que queremos tratar aqui com você.

Aqui queremos colocar para você a beleza desse encontro com a própria morte. Não se trata do fim do corpo, mas do fim da continuidade de um elemento presente em nós que sustenta a presença do medo. Esse elemento presente em nós é esse "mim", é esse "eu".

Podemos nos dar conta aqui, na vida, dessa ciência do que é a morte para esse sentido do "eu", desse "mim"? E será que, ao nos darmos conta disso, ainda teremos uma continuidade de medo? Será que ainda teremos uma continuidade para esse sentido do "eu", sustentando essa abstração, que é essa forma de pensamento, de ideia, de separação com essas perdas?

Quando você teme, você teme perder. Veja, você não teme exatamente uma outra coisa, é somente essa. O seu medo é perder, é perder o contato com esse ente querido, é perder alguém, é não poder ter mais a presença dele ou dela. O seu medo, nessa particular morte de si mesma, de si mesmo, também é de perder, é de perder o que você tem, o que você obteve, as relações de prazer, de satisfação e alegria que você tem nesse contato com objetos, com pessoas, com situações.

Portanto, todo esse sentimento aprazível, satisfatório, feliz, preenchedor e de prazer que você tem é exatamente isso, e é somente isso que você teme que desapareça, que não possa ser mais desfrutado. É isso que nós chamamos de amor à vida. O que chamamos de amor à vida - é bem interessante essa expressão também -, aquilo que chamamos de amor está sempre associado a uma forma ou outra de prazer, dentro das relações. A isso estamos dando o nome de amor.

Assim, o que é a verdade sobre o medo da morte? Nós não temos exatamente o medo da morte. O contato com a morte é o contato com o desaparecimento daquilo que nós temos, daquilo que representa para nós parte da "nossa vida", esse é o medo. É o medo de perder isso que conhecemos, de não ter mais isso, esse é o medo da morte; de não ter mais essa ou aquela pessoa, de não ter mais essa vida do "eu", essa "minha vida", para desfrutar toda a forma de prazer que eu tenho tido até hoje.

Portanto, a verdade sobre o medo da morte é a verdade de ter que lidar com uma condição nova, onde não teremos nada daquilo que nós já conhecemos. Portanto, não se trata de um contato com o desconhecido, trata-se do fim daquilo que nós conhecemos. Assim, nós estamos sempre sustentando essa continuidade daquilo que conhecemos, fazemos de tudo para não perder o que temos, porque a nossa vida consiste nisso, nessa continuidade do prazer, o que nós chamamos de amor nas relações.

O nosso amor nas relações, associado ao prazer, é relativo à satisfação que aquilo me dá, que aquilo me traz. Enquanto isso estiver me trazendo satisfação, prazer e alegria, eu amo, se isso parar de me trazer isso, eu não quero mais perto de mim, e posso passar a odiar também. Então, aquilo que nós chamamos de amor é algo circunstancial, é relativo a preenchimento, prazer e satisfação que temos com aquele objeto, ou naquele lugar, ou com aquela pessoa.

Então, aqui, o primeiro ponto é esse: nós não temos nenhum problema com a morte, nós temos, sim, um grande problema em perder coisas, em perder tudo aquilo que nós juntamos, acumulamos. Isso porque tudo isso faz parte, agora, desse contexto psicológico de existência do "eu". Assim, o medo em perder tudo isso é o fato de que sem isso, quem sou eu? São essas coisas, são essas pessoas, é isso que traz sentido para a minha vida.

Portanto, o que é "minha vida"? A "minha vida" é a continuidade do pensamento sobre tudo isso. Percebam que coisa interessante nós temos aqui quando investigamos também essa questão sobre o que é o pensamento. Tudo o que você tem está dentro de você, como uma imagem que o pensamento está sustentando, como uma ideia que o pensamento trás.

Quando você fala de alguém, você está me falando de um pensamento que tem sobre ele ou ela; quando você se lembra de alguém, a sua lembrança é de uma imagem que você tem sobre ele ou ela. Veja, não se trata da pessoa, trata-se do pensamento sobre ela; não se trata dela, trata-se da ideia que você faz sobre ela. Assim são todas as coisas que nós temos; todas essas coisas que temos estão apenas dentro do pensamento.

E o que é o pensamento? É a presença da memória, da imagem, do quadro mental que você tem. Então, o que é que nós temos aqui como verdade de tudo o que nós temos? A verdade é que nós não temos absolutamente nada, e tudo o que nós temos consiste em uma imagem, em um pensamento. O seu carro é uma imagem dentro de você, o seu marido, a sua esposa, sua família, o seu nome, a sua história, a sua memória, tudo isso faz parte do pensamento. Veja, essa é a verdade do pensamento. Portanto, é o pensamento que dá continuidade a esse "mim", e esse "eu".

O que será a Vida Real? A Vida Real é aquela onde temos a ciência da morte. Essa ciência da morte é a ciência do fim do pensamento nesse instante, nesse momento. É quando o pensamento termina, aqui e agora, que nós temos um real encontro com a Vida Real, com a Realidade da Vida como ela acontece. Isso é a morte, a morte para essa psicológica condição de identidade egoica, que é a identidade do "eu".

Aquilo que nós chamamos de "eu", de "mim", é um conjunto de pensamentos. Então, esses pensamentos estão dando identidade a esse sentimento, pensamento e sensação de posse, de controle, de vida. Talvez você não consiga perceber de imediato, mas aqui nos deparamos com um desafio. A ciência desse encontro com a Vida Real, que é a vida livre do pensamento, que é a vida nesse contato com a ciência da verdade sobre o fim de todas as coisas, é também, simultaneamente, a verdade sobre como encontrar Deus.

A Realidade de Deus é encontrada aqui; não se trata de um movimento no futuro para se realizar, em algum momento no tempo. Esse encontro com Deus é a constatação dessa Realidade nesse instante. Essa Realidade é a Realidade da própria Vida, livre do "eu", livre do pensamento, livre de tudo aquilo que o pensamento tem dado forma e criado uma identidade nessas coisas. Olhe para si mesmo, você não tem absolutamente nada, nem mesmo esse corpo é seu. Se esse corpo fosse seu, você não deixaria ele adoecer, você não deixaria ele envelhecer, você não deixaria ele morrer - ele não é seu.

Há Algo presente, acima e além desse corpo, e, naturalmente, além de tudo aquilo que o pensamento representa aí, inclusive essa ideia desse "mim", desse "eu". A verdade sobre isso é que essa única Realidade é a Realidade da Vida, é a Realidade de Deus, é a Realidade desse "não eu". Então você pergunta: "Como vencer o medo da morte?" Se livre da ilusão de se ver como alguém na vida tendo coisas a partir do pensamento, a partir das imagens que o pensamento constrói.

Assim, o desprendimento de toda essa sensação e experiência e pensamentos, que dão formação a essa identidade que é o "eu", é o encontro com a Verdade de Deus. A Realidade do seu Ser é a Vida; essa é a Realidade de Deus. Então, a única coisa real que você tem é a Realidade d'Aquilo que é Você, e, no entanto, nem mesmo isso você tem. Essa Realidade que Você é não é a realidade de alguém, não é algo seu, é algo de Deus, é a Realidade de Deus.

Essa é a verdade sobre a morte, essa é a verdade sobre a Vida, essa é a verdade sobre Deus, essa é a verdade sobre Você, Aquilo que é inominável e indescritível e que está presente além desse chegar e partir, desse nascer e morrer, além desse corpo, dessa mente e desse mundo.

O ser humano passa uma vida inteira acumulando bens, móveis e imóveis, teres e haveres, e esse movimento é um movimento de aquisição desse "eu". Estamos dentro de uma ilusão, porque nada disso é real. O fim para essa condição é o contato com a Realidade que está além do conhecido e, portanto, está além do pensamento.

Aqui, nos encontros online, que ocorrem aos finais de semana - sábado e domingo -, nós estamos investigando isso, tomando ciência da verdade sobre tudo isso. Ter a revelação, a verdade d'Aquilo que é Você, que é a ciência de Deus, aquilo que os Sábios chamam de Advaita, a não separação, a não dualidade, a verdade dessa Realidade presente, que é a Real Vida, que é a Vida Divina. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Portanto, se isso é algo que faz sentido para você, fica aqui o convite.

Março de 2025
Gravatá-PE
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