quinta-feira, 30 de julho de 2026

Ansiedade social. Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? Ansiedade e medo.

Será que nós já investigamos isso? Será que já nos aproximamos de verdade disso para, por exemplo, investigar essa questão da ansiedade e medo, dessa, assim conhecida, ansiedade social? Por que, em nossas relações, sempre está presente algum nível de receio, de timidez, de insegurança? A verdade sobre isso é que, psicologicamente, nós estamos funcionando a partir de uma representação mental sobre quem nós somos e sobre quem ele ou ela é para mim.

A grande verdade sobre isso é que você e essa representação mental, que é essa autoimagem, são muito íntimos. Nós podemos dizer de uma forma muito clara isso aqui, e ao ser investigado, isso será claramente compreendido, o fato de que você é a autoimagem.

Apenas quando temos o fim da autoimagem, temos o fim para essa condição, para essa interna psicológica condição; ela está ocorrendo dentro de nós, e como tudo aquilo que nós somos internamente se expressa, dentro das nossas relações está presente essa forma de medo, essa forma de afastamento social, do convívio com outros.

A nossa interna condição nesse sentido da pessoa, nesse sentido do "mim", do "eu", é de sofrimento. Compreender a verdade sobre nós mesmos é irmos além dessa psicológica condição de condicionamento egoico, de condicionamento mental. E é isso que nós estamos, com você, aqui investigando, aprofundando para essa compreensão.

O elemento que cria toda essa condição interna de contradição, de conflito, de desordem e, naturalmente, de sofrimento em nós é a presença do pensamento. São os pensamentos presentes em você que estão lhe dizendo coisas sobre quem o outro é, sobre quem você é e sobre o que a vida representa. Você não teria a mínima condição de me reconhecer sem ter me visto antes, não teria a mínima condição de saber o meu nome se eu não tivesse lhe falado.

Quando você conhece alguém, nesse momento, você registra a imagem, o rosto, e registra também o nome dela, e isso agora é parte da memória, é parte da lembrança - você tem dela uma representação mental, e ela tem de você uma representação mental. Quando vocês se encontram, esse encontro não é um encontro separado da imagem que você tem dela e que ela tem de você; não há uma separação entre essas imagens, elas se encontram.

Haverá uma forma de nos aproximarmos do outro sem a psicológica imagem dele ou dela? Sim, nós precisamos da imagem do rosto, da lembrança do nome, mas aqui eu me refiro à psicológica imagem que eu tenho dele, que eu tenho dela. Na convivência com pessoas, é isso que nós temos feito, e nós temos feito isso em razão da presença de uma desatenção sobre as nossas experiências. É nessa desatenção sobre as nossas experiências que nós cultivamos dele ou dela o prazer e a dor.

Em todos os relacionamentos nós temos momentos aprazíveis e também ruins, momentos de prazer e momentos de dor, e nós estamos constantemente registrando tudo isso para futuros contatos. Nesses futuros contatos, nesses novos contatos, estamos sempre trazendo essa experiência passada para essas relações.

Ao se encontrar com uma pessoa, ela nunca é a mesma pessoa, ela já mudou - você já mudou e ela já mudou. Mas quando vocês se encontram, se encontram com base na experiência que guardaram um do outro. Nesse contato, estamos diante de um equívoco, de uma ilusória relação. Essa ilusória relação eu tenho chamado de relacionamento.

Em uma convivência com alguém durante cinco, quinze ou vinte anos, a sua certeza é a certeza de que você conhece ele ou ela; na verdade, o que você tem dele ou dela são todas essas experiências guardadas em você, nessa autoimagem que você tem sobre si mesmo. Esse acúmulo de imagens que você tem sobre ela se assenta nessa autoimagem, que é a imagem que você tem sobre quem você é.

Quando você se encontra com ele ou ela, a sua resposta é a resposta do passado. Assim são os nossos contatos, assim são as nossas relações, o que, na realidade, não representa a verdade da relação, representa a verdade do relacionamento entre imagens, entre crenças, nesse gostar e não gostar, nesse querer e não querer. Então, é inevitável a presença do medo, da contradição, do conflito e do sofrimento nessa convivência.

Assim estamos levando os nossos dias, vivendo uma vida inteira ao lado de alguém sem conhecê-la, sem o conhecer, porque nós também não nos conhecemos. Se você não sabe a verdade sobre si mesmo, não libera de si mesmo, também, essa autoimagem - a imagem que você construiu sobre quem você acredita ser.

Quando alguém lhe aborrece, está aborrecendo a imagem; quando alguém lhe entristece, está entristecendo a imagem; quando alguém lhe elogia, está elogiando a imagem. E a única coisa que você tem sobre quem você é é essa autoimagem. Essa é a condição de ignorância em que estamos vivendo no ego, como pessoas.

Será possível descobrir a vida livre dessa autoimagem? O que será a vida livre do ego, livre do "eu", livre desse "mim"? Isso requer um olhar para aquilo que se passa conosco neste instante, neste momento; requer uma profunda compreensão das nossas reações quando somos desafiados a responder a partir dessa memória, dessa lembrança, dessa imagem. Então, sim, podemos nos livrar da ansiedade, podemos nos livrar do medo.

Um contato com o outro, quando é real, na verdade da relação - não no relacionamento, mas na verdade da relação -, não há medo. Então, não existe mais essa ansiedade social quando você compreende a Verdade sobre você, quando libera de você mesmo essa representação mental que carrega do outro, que carrega da vida, que carrega de si mesmo, a ideia de alguém. É a presença dessa ideia de ser alguém, é a forma como o pensamento está estabelecendo em você essa construção mental que está sustentando o medo; é algo típico do ego, é algo típico do "eu".

Precisamos nos aproximar da vida sem o passado, sem essas memórias e lembranças de tudo que temos vivido com ele ou ela para, de fato, termos um contato com ele ou ela sem a imagem dele ou dela, como também de nós mesmos. Isso é Liberação nesta vida, isso é o fim da autoimagem, isso é o fim do "eu", isso é o fim do ego.

A pergunta é: como isso se torna possível? Tendo uma compreensão do que é o pensamento, que lugar tem o pensamento em sua vida e que lugar ele não deve ocupar. Ele não pode ocupar esse espaço, que é o espaço da quietude, que é o espaço do silêncio, o espaço onde a mente está livre do passado, dessa continuidade de repetição de modelo de pensamento psicológico.

É desse pensamento psicológico que precisamos nos livrar. Então haverá um espaço de quietude, de silêncio. Um espaço se abre em você para essa visão da vida como ela acontece aqui e agora, neste instante, sem o passado. Enquanto estivermos carregando essa mente presa a esse velho modelo de repetição de pensamento, de continuidade de pensamento, de ocupação com pensamentos, estaremos cultivando essa autoimagem, sustentando essa imagem que eu tenho dele ou dela. Isso ocorre porque não sabemos olhar para o pensamento.

Qual é a verdade sobre o pensamento? O que é o pensamento? O pensamento é essa memória que vem do passado. Quando você aprende a lidar com ele ou ela, trazendo Atenção, nesse instante, para o pensamento quando surge, o sentimento quando aparece, o que quer que esteja surgindo nesse contato, quando isso é visto a partir desse olhar em Atenção - Atenção é a presença de um olhar livre do passado -, quando olhamos e nesse olhar fica apenas a presença do olhar, sem essa identidade no olhar, que vem do passado, não há registro, não há imagem, não há essa continuidade desse padrão de pensamento psicológico dentro da relação.

Nós não sabemos olhar sem o "eu", olhar sem o ego, olhar sem a autoimagem. Precisamos descobrir como isso acontece, como isso, nesse instante, se torna possível, e se torna possível quando você descobre o que é olhar, apenas olhar. É que constantemente nós estamos olhando para concordar ou discordar, para gostar ou não gostar.

Quando alguém lhe elogia, nesse instante, a quem isso atinge? Essa autoimagem! Então, nesse momento, esse "eu", esse ego, essa autoimagem se sente lisonjeada; mas quando é criticada, ela também se sente tocada pela irritação, pela raiva, pela frustração, revolta. Essa é a presença do medo, essa é a presença da ansiedade.

Quando você coloca Atenção nesse instante para olhar, nesse momento, nesse olhar, esse sentido do observador desaparece, desse experimentador desaparece, desse pensador desaparece, dessa autoimagem desaparece; e isso requer a presença do Autoconhecimento, desse olhar livre do "eu", livre desse "mim", livre do passado.

Por isso, nós precisamos aprender a verdade dessa aproximação desse instante, desse momento presente, sem as conclusões, avaliações, imaginações, ideias sobre o que esse momento representa, sobre quem ele é, sobre quem ela é, sobre quem eu sou. Isso requer um cérebro quieto, silencioso, uma mente livre de pensamentos, de avaliações, de comparações e julgamentos.

O elemento fundamental que torna isso possível para essa visão do Autoconhecimento é a presença dessa Atenção sobre como a mente está acontecendo aqui e agora, para cada onde nós. É isso que nós estamos aqui, com você, aprofundando, trabalhando. Uma vida livre do passado é uma vida livre do modelo do pensamento psicológico, dessa forma de pensamento que constrói essa identidade, que constrói essa autoimagem, que é esse sentido do "eu" presente.

Portanto, nos nossos encontros aqui, estamos, com você, tomando ciência disso, como trazer para esse momento a presença dessa Atenção, dessa Plena Atenção sobre as nossas reações, para irmos além dessa autoimagem, para a direta compreensão da vida aqui e agora, livre do "eu", livre desse "mim", livre dessa pessoa.

Aqui, nesses encontros on-line nos nossos finais de semana, nós estamos aprofundando esse assunto com você. Fora isso, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Maio de 2025
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terça-feira, 28 de julho de 2026

Saúde mental | Você e a autoimagem | O fim da autoimagem | O que é o pensamento? | O que é o pensar?

Aqui existe algo que pode parecer muito desafiador para cada um de nós. Talvez até nós subestimemos isso, mas escute com atenção: o nosso grande desafio na vida é, como seres humanos, permanecermos internamente, psicologicamente com saúde mental.

A nossa psicológica formação, o que nós recebemos de formação desse contexto de vida, do berço ao túmulo, é o aprendizado da continuidade, da permanência da ilusão de uma identidade presente aqui na vida, nesse instante, na experiência do viver. Reparem, só em ouvir isso já soa muito estranho para a maioria de nós, porque temos certeza, absoluta certeza, de que nós existimos como alguém na vida.

Aquilo que temos por pessoa, por esse "mim", por esse "eu", sendo a pessoa que somos, que acreditamos ser, que demonstramos ser, para nós isso é muito real e, no entanto, nós estamos apenas em uma movimentação imaginária do pensamento - e nós não nos damos conta disso. A pessoa presente, esse sentido de alguém que eu sou, que veio do passado e está indo para o futuro, psicologicamente não existe, não é real.

O que temos aqui como sendo você é a imagem, é a autoimagem dessa consciência, dessa autoconsciência, algo estabelecido em nós pelo pensamento: esta é a pessoa; e a presença desta pessoa - é estranho ouvir isso - é imaginária. Esse sentido do "eu" é uma movimentação de autoimagem. Portanto, você é a autoimagem.

Não tem você separado da autoimagem. Você e a autoimagem são um único elemento; um elemento abstrato, um elemento imaginário e, no entanto, muito atuante, que está se movimentando na vida a partir de critérios abalizados por essa estrutura psicológica, que é a estrutura do pensamento, do sentimento, da emoção e da sensação.

Essa é a vida do ego, essa é a vida da pessoa. Uma vida, por sinal, particular; ela está à parte, ela está separada da própria Vida como ela acontece e, no entanto, ela interage com a vida a partir da memória, que é o pensamento.

Um encontro com a Realidade da Vida é o fim para a autoimagem. O fim da autoimagem é o encontro com a Vida. Esse é o real encontro com Deus, esse é o real encontro com a Verdade, com a Liberdade, com a Felicidade, com o Amor. Nós temos a verdade sobre quem nós somos, na ideia de ser, e temos a Verdade sobre nós em linha com a Vida como ela acontece. Estamos diante de duas situações bem distintas.

O nosso trabalho juntos, o nosso empenho aqui é investigar isso, é ter plena ciência disso, de como estamos acontecendo na vida; e nós estamos acontecendo no pensamento, como pessoas. "Eu amo você, mas também eu posso odiar você". "Eu sou seu amigo, mas eu posso me tornar, a qualquer momento, um inimigo - e um dos mais perigosos". "Eu me sinto feliz nesse instante, e no instante seguinte eu posso estar triste, deprimido, angustiado, preocupado, ou com raiva, ou enciumado, ou com medo".

Esses diversos estados ou condições psíquicas em nós estão presentes em razão da presença da pessoa, em razão da presença dessa entidade que se vê à parte, que se vê separada da experiência quando a experiência está presente. É parte da vida como nós conhecemos a angústia, a tristeza, a preocupação, o medo, a raiva, o ciúme, a inveja, mas é parte da vida nessa estrutura, que é a estrutura do "eu", que é a vida da autoimagem. A presença de tudo isso é a ausência de sanidade, de saúde mental.

Precisamos de uma mente livre, sã, clara, lúcida, real, que sabe lidar com pensamentos, e isso requer a presença da compreensão do pensamento. A resposta que temos para as pessoas quando elas nos fazem perguntas são respostas que nascem do pensamento. A forma como interagimos com elas, interagimos a partir do pensamento. O que sentimos sobre elas é a partir do pensamento.

É notória a presença do pensamento em tudo: na vida, na relação, na experiência. A relação, a vida e a experiência como nós conhecemos, como nós reconhecemos, ali está a presença do pensamento. Então, o que é o pensamento? O pensamento é algo que vem do passado, é algo que nasce e é o resultado do conhecimento adquirido, da experiência vivida.

A experiência e o conhecimento dão formação ao pensamento, que é a memória, a imagem, a lembrança. Ao adquirir conhecimento, você adquire memória, lembrança. Ao adquirir conhecimento, você adquire experiência, know-how, ciência sobre aquilo: essa é a presença do pensamento.

O nosso contato com pessoas, com nós mesmos, com emoções em nós, assim como sentimentos e sensações, tem a explicação, a justificação, a representação da memória, que é pensamento. E nós estamos vivendo no pensamento. O pensamento assumiu todo esse lugar em nossas vidas, e aqui estamos questionando isso, estamos perguntando se podemos, na vida, conhecer essa sanidade, essa saúde psicológica, o que representa, nesse instante, lidar com o momento presente livre do pensamento.

Sim, porque o pensamento se faz necessário em alguns momentos; na realidade, em poucos momentos, porque a maior parte do tempo, durante o dia, durante as nossas horas, na relação com a vida como ela acontece, a presença do pensamento é o problema, a presença do pensamento é o elemento da separação, porque ele entra com opiniões, com julgamentos, com avaliações, ele entra a partir de imagens que ele está produzindo na sua imaginação, dentro destas relações. E quando isso está presente, o sofrimento, a desordem emocional, o conflito que o pensamento produz dentro das relações estão presentes. É o pensamento que nos mostra os amigos, é ele que nos mostra os inimigos; mas não existe uma separação entre ele e esse "mim", e esse "eu".

A pessoa que você é é o pensamento. A ideia de alguém presente na relação com ele ou ela é a imagem que o pensamento estabeleceu nesse cérebro. Então, esse cérebro aí carrega a imagem sobre quem você é; essa imagem é uma imaginação, é uma ação de imagem que está dentro dessas relações.

Aqui, por exemplo, nas relações humanas, nós não precisamos da presença dessa qualidade de pensamento, que é o pensamento psicológico, que é o pensamento imaginário, que é o pensamento que distorce, que julga, avalia, opina, acredita, desacredita de si mesmo, do outro. Uma avaliação da vida a partir de crenças, de opiniões, de ideias, isso está dentro desse modelo de mente condicionada, de mente egoica.

Podemos descobrir a vida acontecendo nesse instante a partir do pensar? O pensar, assim como o agir e o sentir, dispensa a presença da autoimagem, uma vez que essa autoimagem é uma estrutura imaginária de uma identidade que está presente. Esta entidade imaginária presente é o "eu". É o "eu" que está pensando, é o "eu" que está sentindo, é o "eu" que está agindo, e toda essa atividade a partir desse "eu" é geradora de problemas, produz confusão, produz desordem, alimenta sofrimento - sofrimento para si mesmo e sofrimento para o outro.

É assim que o pensamento está funcionando, psicologicamente, em nossos cérebros. Essa é a condição da ausência da saúde. Podemos descobrir a vida nesse instante, livre do pensamento? Nós precisamos do pensamento técnico, objetivo e prático para lidar com assuntos bem simples, como a lembrança de buscar um copo de água na geladeira - isso requer a presença do pensamento. Se você não sabe o endereço da água na sua casa, para beber, há algo de errado com o seu cérebro. É a presença do pensamento funcionando de uma forma precisa, técnica, prática.

Se você não sabe o endereço da sua casa, não tem a lembrança, a memória de onde mora, o cérebro não está funcionando bem. Nesse nível o pensamento é necessário, mas nós não precisamos do pensamento para gostar das pessoas ou para não gostar delas. Esse gostar ou não gostar tem por princípio um modelo presente em nós de desordem mental, de ausência de liberdade e saúde interna - esta é a presença do ego, é a presença do "eu".

É o "eu" que separa, é ele que divide, é ele que ama ou odeia, é ele que gosta ou não gosta, é ele que se prende, se apega, se agarra e diz amar, controla, possui e tem ciúme daquilo, daquele objeto ou daquela pessoa. É exatamente ele o modelo do pensamento psicológico nessa autoimagem. E este é o ego, que também desse "amor" - porque é assim que nós chamamos esse apego, essa posse, controle, dependência, essa carência do outro -, quando se sente traído, rejeitado, muda o estado muda e não é mais amor. Agora é raiva, ressentimento, rancor, ele se torna agressivo, violento.

Na realidade, essa é a condição psicológica do ego: ele vive no pensamento e no modelo do prazer e da dor. O prazer ele chama de amor e a dor tem vários nomes para ela: ele chama de raiva, ódio, rejeição. Nós estamos sempre, psicologicamente, presos a classificações, a nomeações, e a base é o modelo da sensação - da sensação de prazer ou de dor. Aqui estamos juntos tomando ciência do fim para essa psicológica condição de egoidentidade. Então se revela Algo além desse "mim", desse modelo de pensamento, dessa condição psicológica, que é a condição do "eu".

Assim, nós precisamos descobrir a Vida livre do ego, livre dessa autoimagem, livre dessa psicológica condição de desordem. Então, um cérebro novo, uma mente nova, uma nova visão desse instante, uma nova visão desse corpo e dessa mente, e, também, do outro e da vida como ela acontece, isso é o Despertar da Consciência. E, assim, nos deparamos com a Liberdade, com o Amor, com a Felicidade, quando o "eu" não está, quando essa autoimagem não está mais presente.

Esses encontros que nós temos aqui nos finais de semana, sábado e domingo, têm esse propósito: descobrir a Vida como ela acontece, nesta Real Ciência que Revela a Verdade Divina, que é Meditação. São dois dias juntos: sábado e domingo. Além desses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros. Eu quero deixar aqui esse convite para você.

Agosto de 2025
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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ansiedade e medo de morrer. Como encontrar Deus? Meditação: o que é? Aprender sobre Autoconhecimento.

Eu queria tocar com você aqui nessa preocupação com o medo de morrer. Algumas pessoas se queixam de ansiedade e medo da morte. Então, o que há por trás dessa ansiedade e medo de morrer?

Existe algo aqui para ser visto, e o que nós precisamos ver é a necessidade de conhecermos a nós mesmos, de conhecermos nossa relação com o mundo dos pensamentos, com o mundo das ideias e também com as pessoas, com a vida a nossa volta e, sobretudo e especialmente, essa nossa relação com aquilo que nós possuímos, com aquilo que está sob o nosso poder, sob o nosso controle.

O que há por trás dessa ansiedade? O que há por trás desse medo? A grande verdade é que a presença do medo, sobretudo do medo da morte, envolve a nossa equivocada relação com coisas conhecidas, com aquilo que nós conhecemos e com aquilo que nós controlamos, ou que acreditamos controlar.

A verdade sobre o medo presente em nós é algo que está numa direta relação com a forma como o pensamento em nós acontece, como ele se processa dentro de cada um de nós, porque o pensamento é parte do mundo das nossas ideias. É o pensamento que é parte daquilo que nós temos no contato com pessoas em nossas relações. É também o pensamento parte da interpretação ou avaliação que fazemos das nossas relações com as situações.

Assim, é a presença do medo parte da presença do pensamento. Se não houvesse pensamento, não haveria medo. Nós temos uma relação com objetos que são os nossos objetos, com as situações que são as nossas situações. A nossa relação com tudo isso é, em geral, a relação que se assenta no pensamento.

Nós, como seres humanos, estamos vivendo no pensamento, e é o pensamento que está produzindo em nós ansiedade, preocupação, sofrimento, conflito, o medo. Sem a presença do pensamento sobre o que nós temos, sobre o que podemos perder, sem qualquer pensamento sobre isso, não há medo. É a presença do pensamento sobre aquilo que nós controlamos ou que desejamos controlar que nos causa ansiedade.

Nós precisamos, na vida, a Verdade sobre nós mesmos, a direta ciência daquilo que nós somos no contexto dessas relações - dessas relações com ideias, pessoas, situações, objetos e atividades particulares, pessoais, que acreditamos controlar. É aqui que esse sentido do "eu", do "ego", está morando.

É por isso que aqui nós estamos investigando com você este aprender sobre o Autoconhecimento, para nos depararmos com a Liberdade de uma mente livre de contradições, de conflitos, de problemas. Esta é a presença da mente que tem a resposta para a questão: o que é Meditação? É a ciência da Meditação, é a Verdade sobre a Meditação a Liberdade desta compreensão da Verdade sobre quem nós somos na vida.

O ser humano precisa tomar ciência da Realidade do seu Ser, da Realidade presente na vida, além daquilo que o pensamento nos coloca como sendo a vida. A nossa particular visão de mundo é a partir do pensamento. Assim, todas as relações que temos são relações relacionadas ao modelo do pensamento presente. No entanto, a presença do pensamento em nós é um movimento de passado presente em cada um de nós. Sim, é o passado presente em cada um de nós.

Toda relação que você tem com o mundo a sua volta ou com o mundo dentro de você, que é esse mundo das ideias, dos sentimentos, das emoções, toda a relação que nós temos com o mundo, seja ele externo ou interno, é a nossa relação equivocada com o passado, com o modelo do pensamento aqui presente.

Nós não estamos em contato real com a vida como de fato ela é, nós estamos em contato com o pensamento sobre a vida, com o pensamento sobre as pessoas, com o pensamento sobre as situações, com o pensamento sobre os objetos, que acreditamos que são nossos. A vida particular do "eu", a vida particular do "ego" é a presença do sofrimento, porque é a presença dessa psicológica condição, não só de medo, mas de todos esses estados psicológicos que nós conhecemos já de muito tempo.

São inumeráveis os nomes para esses estados internos de aflições, de contradições, de conflitos dentro de cada um de nós, e tudo isso está ocorrendo porque nós estamos vivendo no pensamento. A nossa vida é uma vida mental, não é uma vida real. Nós estamos vivendo uma vida que o pensamento construiu, que o pensamento estabeleceu.

Assim, aquilo que nós sentimos sobre quem nós somos é algo que é a presença da memória, é a presença daquilo que o pensamento estabeleceu como uma imagem que nós temos sobre quem nós somos e sobre o que o mundo é. Portanto, estamos vivendo dentro de uma abstração, de um modelo de mundo construído pelo pensamento.

Aprender sobre quem nós somos, descobrir a verdade sobre o "eu", sobre o "ego", sobre esse centro, é se aproximar da vida descobrindo a coisa mais importante na vida, que é a beleza deste encontro com a Vida como de fato ela é, livre do pensamento. É porque estamos vivendo no pensamento que está presente o sofrimento, o medo, a ignorância, a ilusão.

Uma Vida livre do pensamento é a presença da Meditação. Para aqueles que perguntam "como encontrar Deus", aqui está a resposta: você não vai encontrá-Lo lá fora, você vai encontrá-Lo em si mesmo. É a própria ciência da Verdade sobre você o descarte da ilusão da pessoa que você acredita ser. É aqui que se revela Aquilo que é indizível, indescritível, que é a própria Presença Divina, que é a própria Presença de Deus.

O que é o encontro com Deus? É a constatação. Não se trata de algo a ser alcançado, de alguma coisa lá fora para ser vista. Não se trata de uma imagem que o pensamento estabeleceu dentro de você sobre esta Realidade Divina, que denominamos de Deus. Não é um encontro, é uma constatação da Vida aqui, neste momento presente, quando o pensamento não está, quando ele não está mais estabelecendo essa equivocada relação.

Observe que a relação que você tem com as pessoas são relações no pensamento. É só o que você pode ter das pessoas, é o conhecimento que você tem delas. O conhecimento que você tem delas é a memória ou lembrança de momentos que viveu com ele ou ela.

Observe que é o retrato do passado. Não é o que você tem sobre elas agora, é o que o pensamento estabeleceu em você sobre elas, algo que vem do passado, e que nenhuma relação tem com a Vida aqui, neste momento presente. Assim é essa questão, também, da morte. Você não tem a verdade da morte, você tem a ideia sobre a morte.

Nenhum ser humano tem medo da morte agora, aqui, neste exato segundo. O medo da morte que o ser humano tem requer a presença do futuro, e o futuro não é outra coisa senão o pensamento sobre o amanhã. Na vida, é desconhecido o futuro; na mente, tudo o que o pensamento conhece é o passado, a ideia do presente e a imaginação do futuro.

Portanto, não há futuro aqui e agora, não há futuro na vida. O futuro é parte do que o pensamento estabeleceu, do que o pensamento tem construído em torno desse centro. Este centro é a imagem que você tem sobre quem é você. Você tem amigos, você tem inimigos, portanto, você é a presença do pensamento.

Toda a ideia sobre você é o pensamento. Sem qualquer ideia sobre você, você mesmo nada sabe. Você nada sabe sobre si mesmo, a não ser que tenha uma ideia, uma imagem, uma lembrança, uma memória. Nós precisamos descobrir a vida revelando neste momento esta Ciência de Deus; precisamos descobrir a Beleza do momento se revelando quando a Meditação está presente.

E a Meditação é algo que está presente aqui, quando colocamos Atenção sobre todo esse movimento de pensamento que surge em nós, que vem do passado. O movimento só surge em razão de uma reação de memória. Uma vez presentes aqui, cientes aqui de toda e qualquer reação de memória, de pensamento, algo que vem do passado, neste momento Algo novo se Revela, porque não colocamos nesta ciência, nesta presença a ilusão de uma entidade nessa experiência.

Nós precisamos descobrir a Vida sem o pensador, sem o experimentador, sem o "eu". Então não haverá medo, porque não haverá pensamento. Não teremos, assim, a presença do futuro para alguém. Se não há o futuro para alguém, não há alguém para morrer. É a ideia de existir como alguém perdendo as coisas que tem, o poder e o controle que exerce sobre estas coisas¸ é aqui que está presente o medo.

É o medo de perder aquilo que você tem, é não possuir mais o poder de ser alguém nestas coisas a presença do medo. Por isso nós precisamos compreender a Verdade dessas relações. É a compreensão da verdade sobre essas relações a visão sobre o Autoconhecimento e o descarte deste pensador.

Assim, temos, com a presença do Autoconhecimento, a Verdade da Meditação; e com a presença da Meditação, a Revelação d'Aquilo que está presente, que está além do "eu", além do "ego", além do pensamento. É porque estamos vivendo exatamente no modelo do "eu", que é o modelo do pensamento, na ideia de alguém tendo relações com pessoas, com situações, com posses materiais, com o controle das coisas, que o medo está presente. É algo presente na ilusão dessa identidade, desse centro falso, desse mim, porque a Realidade deste Ser é a Realidade da Vida, é a Realidade de Deus.

A constatação da Verdade sobre Você, da ciência deste Ser, além do "eu", é a Revelação, é a resposta neste encontro, nesta constatação da Verdade de Deus. Assim, tudo o que nós precisamos na vida é da presença do Autoconhecimento e da ciência da Meditação, para este "encontro", para esta constatação da Verdade de Deus. Então nós temos o fim para o sofrimento. Não só o fim para a ansiedade e o medo de morrer, mas o fim para todo e qualquer forma de sofrimento psíquico.

É o que estamos trabalhando aqui com você. Nós temos dois dias, sábado e domingo; são dois dias em encontros on-line. Eu quero deixar aqui um convite para você. Além desses encontros online, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Agosto de 2025
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terça-feira, 21 de julho de 2026

Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento | Técnica Atenção Plena

Existe algo que nós temos insistido com você: é a forma como devemos nos aproximar desses assuntos que abordamos aqui com você. Aqui estamos juntos estudando sobre nós mesmos, é algo que envolve esse aprender sobre o Autoconhecimento.

Isso requer uma nova forma de olharmos para as nossas experiências, para aquilo que estamos vivendo, como nossa vida está ocorrendo, como se processa em nós cada sentimento, pensamento, emoção, sensação, como se processa em nós nossas ações, o que as impulsiona, quais são os motivos, o que há por detrás da ação, assim como de um pensamento presente ou de uma sensação, ou sentimento. Essa é a forma verdadeira de nos aproximarmos.

Portanto, quando alguém usa a expressão "técnica de atenção plena", me parece que não compreendeu muito bem que estamos lidando com algo que requer um encontro com o momento. Toda técnica pressupõe um conhecimento prévio; primeiro você adquire o conhecimento, você adquire a habilidade: o conhecimento, a habilidade e a prática da técnica. A presença de uma atenção sobre este momento, sobre este instante, não requer técnica, requer interesse. Quando nos deparamos com algo tão natural quanto a observação, isso não requer técnica.

Quando algo lhe interessa, você observa, você dá sua mente e o seu coração, porque o seu interesse está ali - é um interesse simples e direto. Então há esse entusiasmo, esse olhar, essa qualidade de aproximação, e isso não requer técnica. Assim, essa atenção sobre as nossas reações, sobre aquilo que se passa dentro de nós, e externamente, em nossos atos, palavras, gestos, isso não requer técnica, requer interesse, entusiasmo para observar, para ficarmos cientes de nós mesmos.

Portanto, quando pessoas usam a expressão "técnica" para essa atenção plena, não compreenderam bem o que é essa atenção. A presença de uma mente alerta, ciente de suas reações, é a Atenção Plena. Essa mente alerta é em razão desse interesse de olhar, dessa alegria de observar, desse entusiasmo de ver. A presença de uma técnica é a presença de um exercício que se aprende, e tudo o que nós aprendemos é parte de um conhecimento de memória - assim são as técnicas; e todo exercício é parte de uma aprendizagem mecânica.

A presença da atenção não é técnica, não é um exercício, não é algo mecânico. Portanto, nós precisamos aprender sobre nós mesmos, porque é isso que nos dá uma aproximação da Verdade sobre a Vida. Esse contato com a Verdade requer uma mente livre de todo o seu velho modelo de comportamento. Olhe para si mesmo, como sua mente funciona. Observe suas inclinações, suas intenções, motivações, desejos.

É muito comum essa inclinação da mente, dessa mente programada para se mover assim, que é a mente condicionada - estar olhando para fora, envolvida com interesses dela mesma; esses interesses são egocêntricos, pessoais, particulares, e isso é completa ausência de atenção. É nessa desatenção que está presente esta qualidade de mente, esta qualidade de vida, e isso nos coloca em uma condição de alienação da Verdade sobre a Vida e, portanto, da Realidade da Verdade.

O que é esse encontro com a Verdade? É o encontro com o Divino, é o encontro com Deus. Quando você pergunta "como encontrar Deus", perceba: a compreensão da Verdade é esse encontro com Deus. Mas a Verdade não é vista, compreendida, ou aprendida no intelecto; não é resultado de um exercício, de uma prática ou de um padrão mecânico de comportamento. Assim, nós dispensamos essa ideia, dispensamos essa forma de busca pela técnica. Nos aproximamos pelo real interesse de olhar, de observar, de ficar ciente de como nós funcionamos.

A cada instante, você se depara com a Vida como ela acontece, a cada momento você tem a oportunidade desse encontro com Deus. Você vê Deus como algo separado de você, distante, em algum lugar. A Realidade, a Verdade, Deus é Aquilo que aqui está presente quando não existe mais esse modelo de mente condicionada, de forma de olhar para a vida a partir do passado, algo nesse fundo de condicionamento, nesse padrão de comportamento da mente presa ao modelo da memória, do conhecimento e da experiência - esse é o condicionamento.

Nós precisamos de uma mente livre, e essa mente livre nasce dessa atenção, desse olhar, dessa Atenção Plena para esse instante, para esse momento. É quando todo esse modelo de consciência pessoal, nessa mente condicionada, é vista e descartada. Essa é a presença da Meditação. Em geral, as pessoas separam meditação de atenção plena. A presença do Autoconhecimento traz essa Atenção, esta qualidade de olhar. Nesta qualidade de percepção da vida, temos a presença da Meditação.

Portanto, não existe uma separação entre Atenção Plena, Autoconhecimento e Meditação. Aquilo que é conhecido como atenção plena, sem Autoconhecimento, não é real. Aquilo que é visto como meditação técnica ou prática de meditação, sem o Autoconhecimento, não é Real Meditação. Quando temos a presença da Meditação, nós não temos alguém na técnica, nós não temos esse "eu".

A verdade sobre a Meditação é a compreensão daquele que medita, daquele que faz uso de alguma técnica, de alguma prática. Esse elemento que faz uso de técnica, prática ou que se envolve com algum modelo de esforço para alcançar alguma coisa, para obter algo, é uma construção do pensamento. A aparição do pensamento, nesse pronome "eu", é aqui que está presente a ideia de alguém no exercício, na prática ou no esforço. Quando o pensamento se dissolve, esse pensador não está mais presente.

Portanto, o que é Meditação? A Meditação, o que é? É a ciência da Vida, é a visão da Verdade que está presente aqui, quando não há mais o modelo do pensamento, o modelo do "eu", desse "mim", desse egoidentidade. O seu real contato com a Vida é o contato desta ciência de Ser com a Realidade do momento. Assim, a Meditação é quando este Ser, que é a Natureza da Verdade sobre Você, que é a Verdade Divina, Floresce; aí está a presença da Meditação. Não é alguém na meditação; é a Meditação quando não existe esse "eu".

Portanto, temos que descartar por completo a ideia de alguém no exercício, na prática ou técnica, assim como temos que descartar a ilusão de alguém para encontrar Deus. Na pergunta "como encontrar Deus", é Deus ou a Verdade, este encontro é a Realidade, é aquilo que aqui está presente, que é o Supremo, se revelando. Não é alguém tendo um encontro, é a Realidade de Deus se revelando, é a Verdade se revelando. Isso requer uma mente livre do passado, livre do condicionamento, livre da forma como hoje, no pensamento, estamos lidando com a vida, com as situações, com os acontecimentos, com o outro.

Observe que a forma como estamos lidando com o outro está no formato de um encontro entre pessoas. Para nós é bastante razoável a ideia de alguém lá e alguém aqui. Portanto, o nosso pensamento, na relação com outros, é a ideia de pessoas se encontrando, a "pessoa que eu sou" tendo um encontro com "a pessoa que você é". A Realidade, a Verdade, Deus, é Aquilo que aqui está presente sendo a Verdade sobre a Vida, a Realidade sobre este momento. Portanto, não existem pessoas, como nós acreditamos, tendo encontros.

No pensamento condicionado, nesse formato de consciência pessoal, egocêntrica - o que é algo dentro de um contexto de alienação, de ignorância, de ilusão -, nós estamos constantemente sustentando esse formato. Portanto, o que é esse encontro real, o que é a Meditação? Qual é a verdade deste aprender sobre nós mesmos?

A expressão "autoconhecimento" vem sendo compreendida de uma forma muito equivocada. Em geral, se entende por autoconhecimento alguém conhecendo a si mesmo. No entanto, se você investiga a natureza do "eu", dessa "pessoa", fica claro que não existe esse "eu", não é real essa "pessoa". Portanto, não se trata de alguém se conhecendo. Quando há Autoconhecimento, aquilo que aqui está presente é a ciência da Vida.

A Realidade sobre a Vida é a Verdade deste Ser, e não há pessoa, não existe o "eu". Assim, quando entramos nesta investigação da verdade sobre nós mesmos, aquilo que se revela presente, se revela como Deus se revelando, e não como uma pessoa sendo entendida, compreendida, melhorando, se aperfeiçoando, adquirindo uma técnica para melhorar como pessoa. Sim, porque, em geral, é isso que se entende por autoconhecimento. Aqui nós colocamos esta expressão de uma forma diferente.

A compreensão de si mesmo é o fim da ilusão de alguém, é a percepção do Silêncio, da Liberdade, da Felicidade de Ser. É nisso que estamos insistindo aqui com você, é isso que estamos aqui trabalhando com você. Perceber a Realidade do momento, tomar ciência da Verdade sobre a Vida é ver a Verdade de que a Vida está aqui como ela é, não como o pensamento idealiza, conceitua, acredita, imagina sobre isso. Você nasceu para assumir, nesta vida, a Verdade de que ela, esta Vida, é a única Vida. Não é a vida de uma pessoa, é a Vida como ela é. E como ela é temos aqui a Realidade do Divino, a Realidade de Deus.

Não existe uma separação entre o que você é e a Vida neste instante, e a Realidade de Deus neste momento. Quando não temos mais esta ilusão da pessoa, desse "eu", dessa separação, temos a presença da Verdade; Ela presente, a Felicidade está presente, o Amor está presente, a Paz está presente.

É isso o que estamos aqui trabalhando com você nesses encontros online nos finais de semana, onde estamos sábado e domingo juntos - são dois dias de uma forma online. Além dos encontros online, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido pra você, já fica aqui esse convite.

Outubro de 2025
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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Atma Vichara | Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento

Aqui, ao nos depararmos com a vida, nós nos deparamos com um movimento, e nós desconhecemos a origem desse movimento. O fundamento, a estrutura, a natureza, a base do movimento é algo desconhecido para todos nós.

Aqui, juntos, nós estamos investigando a verdade sobre nós mesmos. Todo o nosso empenho aqui é em direção a este aprender sobre o Autoconhecimento. É neste aprender que se revela o movimento da vida, esse misterioso movimento que nós desconhecemos. A autodescoberta é a chave para a visão da Vida como de fato ela está acontecendo, é quando tomamos ciência do movimento.

O sábio Ramana Maharshi deixou uma expressão, e a expressão é Atma Vichara. Atma Vichara, em português, seria auto-observação, ou autoinquirição, ou autoinvestigação. Nós nos aproximamos da vida quando nos aproximamos de nós mesmos, para esta autodescoberta. Este olhar direto para aquilo que nós somos requer a presença da Meditação.

Quando as pessoas perguntam "o que é meditação", em geral, elas identificam com alguma técnica ou prática sendo feita - é como as pessoas conhecem ou se aproximam daquilo que é conhecido como meditação aí fora. Aqui, a Verdade sobre a Meditação é a aproximação dessa observação do movimento do "eu", do "ego", o que requer a presença do Autoconhecimento, e não a técnica de uma prática chamada autoconhecimento, ou uma técnica chamada meditação.

Aqui, a nossa ênfase consiste em descobrirmos a verdade desse movimento. Afinal, o que é que está se movendo? Qual é a verdade sobre este movimento?. Então, todo esse movimento que encontramos na vida, nós estamos diante de uma incompreensão, de um equívoco, de uma forma de perceber equivocada, ilusória, falsa, porque estamos vivendo em nossas mentes, estamos vivendo dentro de uma psicológica condição interna, ilusória.

Há uma pequena história de dois monges que discutiam. Eles estavam olhando para a bandeira do templo - lá estava uma bandeira tremulando. Um dos monges disse para o outro: "Observe como a bandeira balança, como ela se move". O outro disse: "O que você está vendo?" Ele disse: "A bandeira, observe!" E esse segundo disse: "Não, não existe nenhuma bandeira tremulando; o que tremula é o vento, é o vento que balança. Não é a bandeira que balança, é o vento que balança, é o vento que tremula". Um dizia que o movimento era da bandeira, e o outro dizia que era do vento.

Depois de alguns minutos, o Mestre se aproxima e escuta aquela discussão entre os dois, e naquele momento o Mestre pergunta: "Do que vocês estavam falando?" Aí um buscando a concordância do Mestre disse: "Mestre, observe, a bandeira se move! É só um movimento da bandeira". O outro interrompeu e disse: "Mestre, repare, eu acabei de explicar para ele, é tão evidente isso: é o vento que se move e não a bandeira. É o movimento do vento e não o movimento da bandeira". Nesse momento o Mestre olhou para ambos e disse: "Só há um movimento. Não é o movimento da bandeira, nem o movimento do vento. Há um único movimento presente, esse movimento é o movimento da mente". Quando o Mestre acabou de dizer isso eles silenciaram e permaneceram em silêncio.

Aqui, na vida há um único movimento, e esse movimento continua sem ser visto, compreendido, esclarecido. Nós precisamos tomar ciência da verdade sobre nós mesmos, da verdade sobre a mente. É a compreensão do movimento da mente a clara visão de um único movimento presente. A clareza sobre este movimento é o fim para ele, porque aqui temos o fim da mente. Então não existe mais bandeira, vento ou mente.

Há uma Realidade presente além do movimento. Assim, a Vida como ela acontece permanece para nós um mistério que o pensamento quer resolver, que o pensamento quer decifrar, que o pensamento quer compreender, e ele não pode. Aqui, juntos, nós estamos com você investigando a verdade sobre a mente.

Qual é a verdade sobre a Meditação? O que é Meditação? Meditação é o encontro com a Verdade da Vida como ela se mostra, sem qualquer pensamento sobre ela, ideia, conceito ou crença sobre ela. É o fim do movimento do conhecido, é o fim do movimento do pensamento, é o fim do movimento da mente, é a visão da Vida como ela acontece. Portanto, a auto-observação é a beleza desse encontro com o momento presente olhando para o movimento dele, para o fim deste movimento.

Todo o movimento aqui, neste momento, é o movimento equivocado da avaliação do passado, da avaliação do pensamento. A forma como você lida com as pessoas, como você lida com você mesmo, como você lida com o momento presente, com as experiências que surgem, com tudo o que acontece, a partir deste movimento, que é o movimento do pensamento, é algo problemático.

A presença da Realidade Divina, a presença da Realidade de Deus é a ausência do movimento. Algo novo está presente, não é mais o movimento da mente, não é mais o movimento do pensamento, não é mais o equívoco, a ilusão daquilo que é externo ou daquilo que se mostra, aparentemente, interno, mas que ainda permanece ilusório.

O encontro com a Verdade d'Aquilo que é Você essencialmente em seu Ser, em sua Natureza Verdadeira, é o fim dessa interna, dessa psicológica, desse movimento equivocado de identidade presente no pensamento, na mente. Sim, de fato, a vida se constitui em um movimento; ao menos a vida como nós conhecemos, como nós reconhecemos, porque reconhecemos e conhecemos a partir do passado, a partir de todo o movimento de memória, que é o movimento do próprio pensamento.

Portanto, o que significa este encontro com Deus para aqueles que procuram o encontro com a Verdade? O encontro com a Realidade Divina é a constatação daquilo que aqui está presente além da mente, portanto, além do movimento do pensamento; além deste interno movimento psicológico, e além de qualquer ideia de algo acontecendo lá fora como um movimento. Como no caso dos dois monges, o movimento era externo. Quando o Mestre se aproxima, sinaliza onde está, de fato, o movimento.

Agora, qual é a verdade sobre o movimento? Você tem a visão da verdade sobre o movimento quando se autoinvestiga: é a presença da Atma Vichara. Quem sou eu? Qual é a verdade sobre este sentimento, emoção, sensação, percepção? No ego, a inclinação, neste eu, a inclinação, na mente, a inclinação é de olhar para experiência sempre, invariavelmente, a partir do passado. Então, nós estamos vendo o mundo com o colorido de uma lente, que é a lente do pensamento.

O seu contato com as pessoas, o seu contato com as situações, o seu contato com você mesmo, os diversos estados internos em que você se encontra, não são resolvidos porque não são vistos à luz desta compreensão; eles não são vistos dentro desta clareza e visão. A forma como nos aproximamos dos problemas dentro de cada um de nós, e também nesse mundo externo, é a forma a partir do movimento da mente, do movimento do pensamento.

Nós não sabemos lidar com o rancor, a mágoa, a tristeza, a ansiedade, a depressão. Não sabemos lidar com o medo. Não sabemos lidar com os pensamentos; não sabemos lidar com esses sentimentos que surgem. Nós não sabemos lidar com o outro, com ele ou ela. Nós não sabemos lidar com incidentes, acidentes, com situações inesperadas.

Há uma interna condição em nós não resolvida, que se mostra sempre como um problema não solucionado, com um problema não terminado: é a presença da mente como ela acontece, como ela funciona. Nós não compreendemos a verdade sobre nós mesmos, porque nós não nos estudamos, nós não nos autoinvestigamos.

Então, o que é o contato com a Meditação? É a aproximação deste momento, é o olhar para este momento, é o perceber este momento sem o movimento, sem o equivocado movimento, o conflituoso movimento, o resultado da memória, que é a presença do movimento do pensamento.

Podemos olhar para a vida sem o pensamento? Sem o colorido da lente, dessas lentes, desse particular modo de sentir, pensar e agir? Então estamos diante da Vida como, de fato ela é; não como a mente nos faz ver, não como a mente nos faz perceber. Então, um novo espaço está presente; esse espaço é o espaço do encontro com Deus, com a Verdade.

Portanto, para a pergunta: "Como encontrar Deus?" Olhe para o movimento, se torne ciente do movimento, então nós temos o fim para o movimento; Algo indescritível está presente, Algo além das palavras, além dos pensamentos, além da particular visão que o pensamento nos faz ter, nos faz, particularmente, perceber.

O seu contato com a vida é a Vida se Revelando como sendo esta Realidade Divina, quando o sentido do "eu" não está, quando o sentido do "ego" não está. Não existe nada mais importante na vida do que ter uma aproximação dela de uma forma real. Uma aproximação que se torna possível quando há autoinvestigação, quando temos a presença deste aprender sobre nós mesmos, quando temos esse espaço novo que surge de Silêncio e quietude, onde não existe qualquer movimento. Esta é a visão da Sabedoria, é a Visão de Deus, é a visão da Verdade, d'Aquilo que está presente quando o ego não está.

É o que estamos aqui, juntos, trabalhando com você. Nós temos encontros on-line nos finais de semana, onde estamos sábado e domingo aprofundando com você estas questões, esta autoinquirição, esta autoinvestigação. Além dos encontros on-line, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Julho de 2025
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terça-feira, 14 de julho de 2026

Sofrimento humano. Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? O que é o pensar?

Toda essa dificuldade que nós temos de lidar com o sofrimento humano, com esse sofrimento em nós, é que a nossa interna condição de resposta, condicionada para essa presença da experiência do sofrimento, é a resposta da separação. Nós não aprendemos a acolher a vida como ela acontece, e isso nos impede de investigar a natureza do sofrimento, a verdade do sofrimento, o que ele é ali, o que ele representa ali.

Repare, não é para aprendermos algo com o sofrimento, mas é para descobrirmos a verdade desse elemento presente no sofrimento, que é o "eu". Não há uma real separação entre o sofrimento e aquele que sofre. No entanto, a nossa formação, a nossa educação, o nosso aprendizado foi exatamente esse, de que existe uma separação entre o sofrimento e esse que sofre.

Então, nós temos a conclusão, já estruturada em nós pelo modelo do pensamento que recebemos, de que o sofrimento é um elemento para ser rejeitado, e não para ser visto, olhado, investigado e compreendido. Aqui, o contato com o momento presente precisa ser, naturalmente, um contato de descoberta, de constatação, o que requer a presença da observação para aprender sobre isso.

Nós passamos uma vida inteira vivendo momentos de sofrimento, tendo diversas formas de sofrimento. Quando nós perdemos um ente querido para a morte, lá está o sofrimento; quando somos rejeitados, lá está o sofrimento; quando não conseguimos o que desejamos, lá está o sofrimento; quando o medo está presente, quando a raiva está presente, quando a preocupação está presente... É assim que nós temos funcionado.

Estamos funcionando nesse modo; o modo é "alguém" sofrendo. Essa é a forma, esse é o modelo dessa existência do "eu", dessa existência da "pessoa". E, no entanto, não sabemos lidar com o sofrimento, porque não aprendemos a verdade sobre o sofrimento. A verdade sobre o sofrimento é que a presença do sofrimento requer a presença desse sofredor.

É a forma como lidamos com a experiência que determina a presença de uma entidade aqui, nesse instante, em rejeição à vida como ela acontece, às experiências como elas surgem, então nós temos a presença desse sofredor. Aquele que sofre está sofrendo em razão da imagem que construiu sobre ele mesmo, sobre o que ele merece ou não merece.

Nossas frustrações, decepções, conflitos com as pessoas, com as situações são estabelecidas em nós em razão da presença dessa imagem, dessa autoimagem que o pensamento em nós construiu sobre quem nós somos - uma imagem construída pelo pensamento. Portanto, você como alguém presente é essa imagem.

Você é essa autoimagem, essa é a pessoa - a pessoa que se vê rejeitada, que se vê não amada, a pessoa que se vê perdida quando perde alguém que ama, a pessoa que se vê não merecedora, a pessoa que precisava vencer e não conseguiu, a pessoa que foi abandonada, esquecida, a pessoa de quem as pessoas não gostam, a pessoa com quem as pessoas também não querem falar. Então, a imagem que nós construímos sobre quem nós somos nos separa da experiência e nos coloca nessa condição de sofrimento.

Podemos eliminar, internamente, psicologicamente, em nossas mentes, dentro de nós mesmos, essa condição interna de autoimagem? Podemos olhar para aquilo que somos, sem a defesa de uma autoimagem? Tomando ciência daquilo que está presente nesse instante, sem a tentativa de proteger uma imagem que o pensamento tem construído? Essa é a forma real de entrarmos em um direto contato com o sofrimento, com esse aprender sobre nós mesmos, o que representa aprender sobre esse que sofre, sobre esse rejeitado, anulado, de quem não gostam, que perdeu as coisas, que foi abandonado.

Quando aprendemos a olhar para nós mesmos, sem esta autodefesa psíquica, sem essa ideia de alguém para ser protegido, defendido, sem a ilusão de alguém que não merece - aprender a olhar para si mesmo sem essa autocompaixão, sem essa autopiedade, sem essa auto comiseração -, eliminamos essa separação entre essa autoimagem e aquilo que é a causa da dor, que é a causa do conflito, que é a causa do sofrimento.

Quando não temos a separação entre essa imagem, essa autoimagem, e o sofrimento, ficamos diretamente em contato com a experiência sem o "eu", sem o experimentador, sem esse "ego", sem esse "mim", sem essa autoimagem, porque eliminamos esse espaço, eliminamos essa separação; e quando isso acontece, nós temos o fim para o sofrimento, porque temos o fim para essa autoimagem.

O seu encontro com a Vida requer a ausência da imagem e, portanto, requer a ausência do pensamento. Notem a importância disso! O que é o pensamento? O pensamento é essa estrutura de autodefesa psíquica, de imagem. São essas imagens que o pensamento tem construído, que tem colocado uma identidade presente se separando da experiência. Então, nós temos que descobrir a vida acontecendo aqui, sem o pensamento.

Nós precisamos do pensamento funcional, prático e técnico para lidarmos com assuntos bem objetivos na vida, como consertar uma máquina, encontrar a casa de alguém a partir do endereço - essa é a presença do pensamento -, ou se lembrar do nome desta ou daquela pessoa. Então, aqui está a presença do pensamento.

Mas não precisamos do pensamento que gira em torno dessa autoimagem, que produz apegos, desejos, medos, autocompaixão, autopiedade, a ambição, a inveja, o desejo de controlar, de possuir, de se agarrar, o pensamento que produz a dependência emocional, a dependência física, a dependência psicológica de ser aceita, de ser amada como "alguém", como uma "pessoa". Essa qualidade de pensamento está protegendo essa autoimagem, está nos posicionando na vida nessa ilusão, na ilusão da separação, na ilusão da dualidade.

Então, é o descarte do modelo do pensamento, esse elemento que vem do passado, que está alimentando essa ilusão, a ilusão dessa egoidentidade. Isso requer a presença de um contato com a Vida, dando uma resposta real para ela. Aqui estamos enfatizando com você a beleza desse encontro com a ação, com o sentir e também com o pensar - a verdade sobre o pensar.

O que é o pensar? O pensar é resposta inteligente a esse instante, sem o modelo do passado, sem o modelo do pensamento. Nós nada sabemos sobre a importância do real contato inteligente e livre com o momento presente, o que requer a presença de uma ação livre do "eu", de um sentir também livre do "eu", de um pensar livre do ego, livre dessa autoimagem. E é isso que nós estamos aqui explorando com você, aprofundando com você, tendo essa descoberta.

A Realidade de Deus, a Realidade da Vida, a Realidade deste Ser verdadeiro não é essa autoimagem, não é esse "mim", esse "eu", essa "pessoa". Podemos atender à vida como ela acontece, sem colocarmos a presença de um pensador, de um experimentador, desse elemento que vem do passado e olha para o mundo a partir das suas escolhas, predileções, aceitações e rejeições? Portanto, esse é o contato real, lúcido, verdadeiro, inteligente; estamos diante da Vida como de fato ela é, e não como o "eu", o "ego", esse "mim" deseja, espera, busca.

Portanto, a Verdade da Vida é a Verdade d'Aquilo que está presente quando o pensamento não está mais construindo histórias em torno de uma identidade que ele construiu. O seu contato com as pessoas a partir dessa autoimagem, o seu contato com objetos, com situações, com incidentes, com acidentes a partir dessa autoimagem é o contato da separação. Então está presente essa divisão entre você e a vida como ela acontece; e nesta divisão está estabelecido esse espaço de separação, e nesse espaço o conflito está presente, o sofrimento está presente, a desordem está presente.

Aqui, juntos, estamos olhando diretamente para tudo isso para irmos além dessa ilusão, investigando essa questão do "eu", desse "mim", dessa "pessoa". A Vida é Real quando não temos mais essa abstração de uma ilusória identidade que se vê separada dela, fazendo exigências, tendo escolhas e procurando se reafirmar, vez após vez, após vez.

Toda essa movimentação da autoimagem, desse centro, que é o "eu", que é o "ego", é a movimentação do isolacionismo egocêntrico; e se isso está presente, não importa o que o ser humano tenha realizado externamente, essa realização ainda está dentro da ilusão de uma identidade presente que acredita ter realizado, que acredita poder segurar, controlar, possuir, e, assim, não há Amor, não há Paz, não há Liberdade, não há Real Felicidade, porque o sentido ilusório de "alguém" separado da vida está presente.

Não existe esse "alguém"! Nós estamos diante da Vida; a Vida é essa Realidade Divina, e esta Realidade é a Verdade do seu Ser, esta Realização nesta vida é a Realização de Deus. É o que estamos trabalhando aqui com você nesses encontros on-line nos finais de semana. São dois dias juntos: sábado e domingo. Fora esses encontros on-line, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Julho de 2025
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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? O que é o pensar? Consciência Real.

O ponto é que: presos dentro dessa rotina - eu me refiro a essa rotina da continuidade desse padrão de pensamento que nós temos, que nós conhecemos - é algo como que impossível vivermos a verdade de uma cura para esses padrões internos de sofrimentos psíquicos. Nós precisamos descobrir o que é ter um contato novo com a vida que, nesse instante, está presente, aparecendo neste momento. Nós temos aqui, com você, discutido essas questões.

Há uma Verdade presente, e esta Verdade é a Real Consciência, a Realidade d'Aquilo que é Você em sua Natureza Divina, em sua Natureza Verdadeira. Isso permanece desconhecido. E é interessante dizermos isto aqui para você: esta Realidade Divina se Revela, mas ela não se Revela para se tornar conhecida por alguém, que é esse "eu"; ela se Revela como sendo a própria Vida em expressão, em Revelação. Nessa autorrevelação nós temos o fim da mente egoica, o fim dessa autoimagem, como eu tenho chamado, que é a pessoa.

Você e a autoimagem: é o nosso assunto aqui - entre outros. Em uma fala como essa, nós desenvolvemos com você diversos temas. Nós estamos aqui, por exemplo, nesta fala trabalhando, também, o fim da autoimagem, dessa autoimagem, que é a pessoa, que é você. Essa é a presença da mente, da mente conhecida, da mente presente em nós. A presença da mente é a presença do passado. Nós estamos vivendo no passado, permanecendo no passado.

É interessante a permanência do passado. A permanência do passado é a continuidade; uma continuidade em um tempo bem particular, bem especial, que é o tempo psicológico. A base da estrutura dessa consciência, que é a consciência da pessoa, desse "mim", é essa mente egoica; ela vive dentro de um modelo de tempo psicológico, então, de uma forma paralela, nós temos o tempo para o corpo. Nós envelhecemos com o passar dos anos.

Então, nós temos esse fenômeno, que é o tempo cronológico. Paralelo a esse tempo, nós temos esse tempo da continuidade do "eu" psicológico, dessa egoidentidade. Assim, jamais haverá uma cura para esse "eu". O que nós precisamos investigar aqui é a verdade sobre isto. O fato de que, psicologicamente, internamente, essa mente egoica não tem cura. Nós podemos tomar ciência da verdade sobre isto, e esta ciência da Verdade liberta.

A Libertação não é a cura. Quando você tem um paciente, ele pode ser tratado e recebe alta. Então, ele volta para casa depois que o médico lhe dá alta. O ego não é um paciente internado, sendo tratado e esperando, depois disso, a alta acontecer. Nós estamos lidando com um elemento presente que se sustenta no imaginário mundo do pensamento, da construção de ideias, opiniões, crenças, condicionamento, padrão de resposta, de memória, de lembrança: isto é o "eu", isto é o "ego". Não há cura para essa condição.

Sim, é possível a Liberação desse estado, desse quadro, dessa forma de ser; é quando temos o fim da autoimagem, o fim para essa egoidentidade. É uma suposta identidade presente e, no entanto, paradoxalmente, apesar disto, tendo uma vida muito particular e real - real, na verdade, dentro dos seus termos, dentro dos seus posicionamentos.

Nós estamos vivendo os nossos dias, envelhecendo em anos e, ao mesmo tempo, psicologicamente sustentando essa repetição, essa continuidade, essa rotina de interna condição psicológica de sofrimento, de contradição, de conflito, de desordem.

Os inúmeros desejos - boa parte deles contraditórios e conflituosos -, as inúmeras formas de medos, algo presente dentro de uma relação com a vida, com os acontecimentos, com as pessoas, com os próprios pensamentos que surgem dentro de cada um de nós, aqui temos a presença desses temores diversos: essa é a situação do "eu", do "ego", da "autoimagem".

Assim, ao longo dos anos vamos envelhecendo e a mente vai se tornando cada vez menos capaz, menor é a habilidade de olhar para o momento presente sem o passado. Assim, temos uma mente prisioneira, centrada no passado, sem liberdade. Não tratamos com você aqui da questão da cura para esse "eu", e, sim, do fim para essa egoidentidade. Investigar isto requer a presença de um perceber novo.

O que é o pensamento? Perceber o que é o pensamento é a base. O pensamento em nós é o elemento que está presente em razão da presença do passado; este passado é a memória em você, a psicológica memória que não se concluiu.

Nós podemos aqui dar um exemplo para você do que é o pensamento - porque essa é a pergunta: "O que é o pensamento?" Quando você me trata mal, você fere o meu "eu", o meu "ego", você me feriu. Não há uma separação entre eu e o meu ego, entre esse ferimento e o que eu sou aqui, nessa autoimagem. Portanto, você me tratou mal, é esta lembrança, é essa memória que surge como uma recordação de imagem, de pensamento e, também, de sentimento e emoção de frustração, de dor, de revolta, de raiva que tenho de você - essa é a presença do pensamento.

Nós estamos vivendo no pensamento, tendo essa qualidade de memória desagradável - podemos estender isso para diversas outras formas de representações de dor emocional, psicológica. Mas também temos as memórias agradáveis, aprazíveis, deleitosas, felizes, que também essa autoimagem cultiva e sustenta em nós. É assim que estamos vivendo os nossos dias, mantendo essa rotina de continuidade da pessoa.

Esse cérebro está viciado em viver assim, no cultivo dessa história, que é só memória, que é só lembrança. Nós não sabemos morrer para isto, permitir que isso se dissolva, para um cérebro novo, que tenha esse frescor, essa Liberdade, essa ausência de história psicológica, de memória psicológica. O contato com o pensamento neste momento, com a experiência deste instante, quando não fica registro, nós temos um contato com a presença do pensar.

Quando você me ofende, e neste instante há uma completa Atenção sobre essas reações aqui, dentro deste corpo, deste cérebro, quando a palavra de ofensa chega, a presença dessa Atenção sobre essa reação é a presença de um contato com a Ciência da Meditação, com a Verdade da Revelação dessa reação e, portanto, estou conhecendo a mim mesmo. Não é o conhecimento de alguém tendo ciência de si próprio para mudar como uma pessoa muda, não é isso.

Aqui se trata da Ciência da Revelação do próprio "eu", e isso requer a presença de uma Inteligência, que aqui eu tenho chamado "a verdade do pensar". Quando colocamos a Verdade, a Inteligência, temos a presença do pensar. Não é de alguém pensando, é a presença da Ciência do que é o pensar.

Portanto, o que é o pensar? O pensar é a ciência de olhar com Inteligência para o pensamento, sem colocar no pensamento a presença do pensador. Quando temos a verdade sobre como nós funcionamos, estamos livres do pensamento, do sentimento, da emoção, da sensação, da percepção, porque estamos em um direto contato com a Totalidade da Vida, e não com a imaginação de uma particular identidade, que é essa autoimagem, que é essa consciência do "eu".

Portanto, este é o contato com a Real Consciência; ela não é pessoal, ela não está dentro desse tempo, que é o passado, estabelecido em nós pelo pensamento para tirar conclusões, avaliações, para ficar magoado, ofendido, ferido, para ter essa autoimagem arranhada. Portanto, isto requer um olhar para este momento, que é esse olhar do perceber.

Nós não sabemos perceber. Não há o perceber. A forma de aproximação em nós é de alguém percebendo. Estamos sempre colocando a proposta pessoal, particular, individualista dentro da vida como ela acontece. Então, não sabemos perceber. Perceber o que está acontecendo não requer alguém para tirar conclusões sobre isso, para fazer escolhas, para comparar, para julgar.

Quando alguém lhe ofende, só lhe encontra para lhe ofender porque não há o perceber. Se neste momento o perceber está presente, esse perceber é Atenção; Atenção sobre esse pensamento que surge dentro, o sentimento que aparece. A própria imagem é parte dessa particular visão de mundo que resiste, que luta e, portanto, se ofende, fica magoada. A presença desse perceber é a presença dessa Atenção, livre do passado.

Quando tocamos aqui, com você, na beleza deste encontro com a Meditação, não estamos colocando a Meditação como uma técnica terapêutica, como algo para lhe curar do ego. A Meditação é a visão da Realidade da Vida como ela acontece, é a Verdade que liberta. Volto a dizer: não é a cura dessa desordem psicológica que é a presença dessa mente egoica. É a Liberação, é a Libertação da ilusão dessa autoimagem, dessa egoidentidade a presença da Meditação.

Quando a mente for expurgada, esvaziada, liberada desse psicológico conteúdo de condicionamento, de história, de memória, de pensamento psicológico, de visão particular do mundo, do outro, de si mesma, temos a presença desse espaço. Neste espaço se Revela Aquilo que está além do "eu", que não está dentro desse contexto do conhecido: é Você livre desse "mim", desse "eu", dessa autoimagem, desse você como o pensamento diz ser você.

Portanto, nestes encontros aqui nós temos esse propósito: a plena Ciência disto, a real visão desta Verdade, da Verdade que Liberta, que traz essa Ciência de Deus, que é Amor, Felicidade, Compreensão, Sabedoria. Esses encontros on-line que nós temos aqui nos finais de semana - sábado e domingo - têm este propósito. Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Julho de 2025
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terça-feira, 7 de julho de 2026

Espiritualidade. Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? O que é o pensar?

Há uma grande confusão nessa ideia da espiritualidade. Qual será a verdade sobre esse contato com esta Realidade? Porque, observe uma coisa aqui: aquilo que estamos dando o nome de espiritualidade, geralmente, estamos confundindo todo o tipo de experiências extrafísicas, incomuns, misteriosas e estranhas - como, por exemplo, as experiências esotéricas ou místicas - com a Verdade da Espiritualidade.

Aqui nós temos usado essa expressão, investigado com você e colocado de uma forma diferente. Para nós, essa questão desse contato com a Realidade é o contato com a Espiritualidade. A Realidade é a Verdade; essa única Verdade, que é esta Realidade, é a Espiritualidade. Isso não é algo que você, a partir de uma experiência, realiza, toma ciência, apreende, compreende.

É a Verdade, é a Realidade, é a Ciência do seu Ser. Sua Natureza Essencial é a Verdade desta Realidade. Isso é Espiritualidade. Uma vez assumido o fim da ilusão, a ciência da Vida como ela é, como ela acontece, temos a presença da Espiritualidade. Não é alguém sendo espiritual, não é alguém se espiritualizando, não é alguém tendo experiências esotéricas, místicas, estranhas, extrafísicas. Tudo isso ainda é parte daquilo que pode ser - por mais estranho que pareça - ainda identificado e reconhecido pelo pensamento.

Então, nós precisamos primeiro compreender aqui essa questão do pensamento para, de fato, ter uma aproximação da Verdade da Espiritualidade, porque aquilo que é Real está além do pensamento. A Realidade, que é esta Verdade Espiritual, não é algo que o pensamento acessa, que o pensamento alcança, que o pensamento reconhece. E por que isso é impossível para ele? Porque o pensamento lida com lembranças, com memórias, com imagens, com símbolos, com representações que vêm do passado.

Não existe nenhum pensamento que esteja livre do passado. Todo pensamento está atrelado diretamente a um quadro, representação, imagem, sensação, experiência de memória, de lembrança, de recordação e, portanto, do passado. A Realidade, a Verdade, a Espiritualidade não pode ser alcançada por uma descrição. Toda essa descrição é a descrição do pensamento, através de símbolos, imagens, lembranças, recordações e experiências, memórias do passado.

Portanto, o contato com a Espiritualidade é o contato com a Beleza da Vida atemporal, da Vida indescritível, inominável. Não é possível alguém assumir a Espiritualidade, exatamente porque a Verdade da Espiritualidade, a Verdade dessa ciência da Vida atemporal está presente quando não existe o "eu", quando não existe o passado, quando não existe esse "alguém".

Quando o pensamento não está, nós temos a presença da Verdade Divina. Apenas a Realidade de Deus é Espiritual. Tudo o mais que podemos descrever, lembrar, recordar, manter como uma experiência para alguém que viveu, para alguém que está presente vivendo, tudo isso ainda está dentro da limitação, ainda está dentro desse círculo do conhecido, que é o círculo do pensamento.

A Verdade, que é esta Realidade daquilo que é a Realidade Espiritual, da Verdade da Espiritualidade, é a Presença deste Ser. Aqui se trata da Natureza de Deus; essa Natureza Divina é a Natureza deste Ser. Você em sua Realidade, Você nesta Verdade Divina é a Verdade de Deus. Não a "pessoa", não esse "mim", não esse "alguém", mas a Realidade presente aqui e agora, quando o "eu" não está, quando a "pessoa" não está, quando o "ego" não está.

Por isso nós precisamos compreender o que é viver a vida sem o modelo do pensamento. Lidar com pensamentos de uma forma prática, simples, direta e objetiva na vida, para assuntos bem práticos. Você precisa do pensamento para ter a ciência de um dado conhecimento técnico.

Falar uma língua, escrever, conhecer a técnica para dirigir um carro, para trabalhar com computadores, ou qualquer outra atividade técnica, científica. De uma forma simples e direta, o pensamento se faz necessário, mas o pensamento, quando entra no terreno psicológico, ele alimenta a ilusão de uma identidade presente que se vê separada da própria vida: essa entidade é o "eu", é esse "mim", é o "ego", é essa "pessoa".

Nós precisamos descobrir a vida acontecendo nesse instante, sem o pensamento, sem esse padrão, sem esse formato, sem esse modelo de pensamento psicológico. Portanto, o seu contato com a vida não será o contato a partir desse "você" e essa imagem que o pensamento construiu sobre quem você é.

O pensamento construiu uma imagem sobre quem você é. Como é uma imagem construída pelo pensamento, essa autoimagem e você, você e essa autoimagem são parte de uma ideia, de um conceito, são parte de uma imaginação, algo que se estabeleceu em nós como sendo a verdade sobre quem nós somos. No entanto, estamos diante de algo ilusório, que não é real. Isso está assumindo nossas vidas. Essa ilusão particularizou essa vida desse "mim" e assumiu essa vida.

Portanto, essa vida, essa "nossa vida", é a ilusória vida de uma identidade que se vê separada da Realidade da Vida, da Verdade da Vida, onde está presente a ciência de Deus, a Real Espiritualidade. O nosso enfoque aqui consiste em trabalharmos o fim da autoimagem, o fim dessa identidade ilusória, que o pensamento estabeleceu em nós como sendo nós mesmos.

Portanto, o Real encontro com Deus é a ciência da descoberta de Deus. Você não vai se encontrar com Deus, você vai tomar ciência dessa descoberta, a descoberta sobre sua Real Natureza, sobre a Verdade que Você é, sobre a Verdade que Você traz. Este momento é o momento desse encontro com a Realidade Divina. Este momento é o momento de encontro com essa descoberta, que é a descoberta da Verdade de Deus.

A Vida é Amor, Beleza, Liberdade, Felicidade quando a ilusão não está mais presente, quando essa estrutura organizada, estruturada, montada, estabelecida, firmada pelo pensamento não está mais presente; essa egoidentidade, essa ilusória identidade, esse sentido de alguém presente lidando com outras pessoas, lidando com a vida, lidando com situações, lidando com experiências. Observe que todo esse movimento é o próprio movimento do pensamento que vem do passado.

Tudo o que você reconhece, reconhece a partir do pensamento. E toda ideia que você tem sobre si mesmo está dentro do pensamento, toda a ideia que você faz sobre o outro, sobre a vida e sobre esta Realidade Divina, sobre esta Verdade Espiritual. Portanto, é parte do pensamento a construção de ideias sobre tudo. Essas ideias são apenas sugestões de imagens que o pensamento construiu.

Não estamos lidando com a Realidade quando estamos lidando com o pensamento; estamos lidando com a verdade das ideias, das imagens, algo que vem do passado, algo vem e nasce de experiências que alimentam e sustentam a continuidade da pessoa, desse "mim".

A real forma da aproximação da Espiritualidade, da ciência da real Espiritualidade, da verdadeira Espiritualidade, dessa ciência de Deus, consiste na arte, na descoberta da Meditação. Então, nós precisamos compreender essa questão do pensamento, perceber a limitação da presença do pensamento para irmos além dele.

A compreensão da Meditação é a Vida se mostrando, livre desse padrão, que é o padrão do pensamento. É quando, nesse encontro com o momento presente, podemos lidar com a presença do pensamento de uma forma livre. É isso que nós temos chamado aqui de pensar. Nós não sabemos o que é o pensar. Nós temos uma forma de pensamento já programada, acontecendo em nós.

A sociedade, a cultura, a visão do mundo que nós recebemos, incluindo a presença da propaganda, da forma como todos se posicionam com experiências, nós estamos apenas duplicando isso, repetindo isso. Essa é uma forma programada de pensar, algo que nos foi dado. Nós não sabemos o que é o pensar.

A Beleza desse encontro com a Vida nesse instante requer a presença do pensar, e o pensar está presente quando estamos livres do pensamento, livres dessa condução de uma identidade presente, que é o pensador, tendo pensamentos, ou acreditando estar no controle, nesse "ter pensamentos", nesse "realizar coisas" a partir do pensamento.

Assim, os sentimentos presentes a partir desse pensador, desse elemento que se vê como o elemento que está no sentir, a presença dos pensamentos a partir desse elemento que se vê como sendo o pensador que tem pensamentos - veja, estamos diante de algo completamente equivocado, ilusório -, isso está presente porque não temos a ciência do pensar.

O que é o pensar? O pensar é lidar com esse instante sem o passado, é lidar com esse momento sem o modelo do pensador, sem o modelo do pensamento, é atender à vida nesse instante com Inteligência, com Clareza, Lucidez, Liberdade. A vida acontece de uma forma real, livre, em Graça, Beleza, Amor, Inteligência, quando temos a presença da Meditação.

Com a presença da Meditação temos a verdade do pensar, temos a verdade do sentir, a verdade de atuar na vida a partir desta Realidade, desta visão Real Espiritual. Não existe mais o sentido do "eu", do "ego", não existe mais esse modelo da autoimagem; temos a presença da Realidade Divina, a presença deste Ser, Aquilo que é Você em sua Natureza Essencial.

É isso que estamos aqui, com você, aprofundando nesses encontros, trabalhando com você. Alguns chamam isso de o Despertar da Consciência ou Iluminação Espiritual. É a ciência da Vida, é a ciência da verdadeira Espiritualidade, é a ciência desse contato ou dessa real comunhão com Deus. Não é você e Deus, é esta Realidade de Deus assumindo completamente a Vida. Não há mais essa particular vida, essa vida do "eu", essa vida do "ego", essa vida da "pessoa".

Portanto, nesses encontros que nós temos aqui nos finais de semana - sábado e domingo: são dois dias juntos de uma forma on-line -, nós estamos trabalhando isso com você. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Junho de 2025
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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? O que é o pensar? Como meditar certo

Aqui, o nosso empenho juntos consiste na descoberta da pessoa, da verdade da revelação dessa pessoa. O ponto importante aqui é o fato de que essa pessoa, que é a pessoa que acreditamos ser, é aquilo que o pensamento nos diz sobre quem nós somos. É basicamente isso. E tudo o que o pensamento nos diz consiste em uma imagem que ele construiu.

Se, por exemplo, eu peço para você fazer uma descrição de alguém para mim, descrever essa pessoa para mim significa que você vai me dar, nesse momento, a imagem que você tem dela. É como você pode descrever alguém pra mim; é como fazer um retrato falado - é basicamente isso, é literalmente isso.

Para fazer um retrato falado, você precisa de um quadro mental, de uma representação no pensamento do formato do nariz, do formato dos olhos, do tipo de cabeça, cabelo, queixo, se tem bigode, se não tem, e assim por diante. Então, descrever um retrato é criar uma imagem mental sobre aquele ou aquela que você quer descrever, que você precisa descrever.

Quando você lida com as pessoas, você não se dá conta de algo muito básico que nós temos trabalhado, averiguado, investigado aqui com você: o simples fato de que quando você lida com pessoas, você está lidando com representações no pensamento do que você sabe sobre elas, o que implica a presença de uma construção mental, de uma imagem em você, estabelecida em você, sobre quem ela é.

Qual será a verdade da pessoa que você é para si mesmo? A outra pessoa, para você, é somente também uma imagem. Mas e você para si mesmo, seria diferente? De forma alguma! A ideia que você tem sobre você é também uma construção mental.

Quando as pessoas lhe aborrecem, elas lhe aborrecem porque aborrecem essa imagem que você construiu sobre você. Se você tem uma imagem de si mesmo de alguém inteligente e eu te chamo de burro, de ignorante, de estúpido, nesse exato momento você se ofende, se magoa, se enraivece, fica colérico comigo, porque eu toquei nessa imagem; essa imagem está sendo ferida, está sendo arranhada.

Observem que todas as nossas relações são nesse nível, no nível de imagens. A imagem que você tem sobre você precisa ser respeitada por mim, e vice-versa, ou deixaremos a amizade, ou ficaremos inimigos e podemos até partir para a violência física, em razão da raiva que você irá me causar, que eu irei causar a você. Assim são as nossas relações.

As nossas relações com as pessoas são relações nesse nível. Então, vamos compreender aqui logo a primeira coisa. A primeira coisa é: você e a autoimagem. Você e a autoimagem são algo tão estreito e íntimo, que sem erro algum podemos dizer que você é a autoimagem. Tudo o que você tem sobre quem você é é tudo o que você sabe sobre você. Tudo o que você sabe sobre você é tudo o que o pensamento tem para lhe dizer sobre você.

Agora, percebam a ilusão presente em tudo isso, nessa condição de vida que estamos vivendo. Porque se a nossa vida se assenta na autoimagem, essa vida não é real, é uma vida de abstração, é uma vida de opinião, de comparação, de avaliação, de julgamento. Quando você concorda comigo, eu sou seu amigo; quando você discorda de mim, eu fico seu inimigo, ou me afasto de você, e vice-versa. Assim são as nossas relações humanas.

Qual é a verdade sobre você? Você desconhece! O seu nome não é você, a sua idade não é você, a sua história não é você. Tudo isso são lembranças que você tem sobre quem você é, acerca de si mesmo. Mas sobre você, tudo o que você tem é uma construção do pensamento.

Haverá uma verdade presente além dessa verdade, que é a verdade da autoimagem? Porque você, como pessoa, é isso. Tanto é assim que você leva muito a sério tudo o que sente sobre o que falam de você. Se falam bem de você, você se sente bem; se falam mal de você, você se sente com raiva, aborrecido, isso porque você não se dá conta da verdade sobre você, ou, a verdade sobre você é somente essa. É com isso que você se identifica, é com isso que você se confunde.

Um trabalho em direção à Realização Divina, à Realização de Deus é a tomada da ciência daquilo que é a Verdade do seu Ser, aquilo que é Você livre desse "você" que o pensamento construiu, livre dessa imagem que o pensamento estabeleceu. Isso requer que você compreenda alguns elementos básicos, principais, envolvidos nessa questão desse "eu", desse "mim", dessa "pessoa". Um dos elementos básicos, que nós temos voltado aqui a ele muitas vezes, é a verdade sobre o pensamento. É o pensamento o elemento principal em tudo isso.

Então, o que é o pensamento? Você não tem uma única lembrança sem um símbolo, sem uma ideia, sem um quadro mental, sem uma imagem. Toda lembrança é basicamente isso, e isso é pensamento. Todo o pensamento em você não é algo que irá chegar. Todo o pensamento em você não é algo que irá aparecer aí a partir do futuro. Todo o pensamento em você aparece em você a partir do passado. Não é algo que irá chegar do futuro, é algo que vem do passado.

Então, aqui, nós temos duas coisas presentes nessa questão da resposta sobre o que é o pensamento. O pensamento é o passado; sendo o passado, é uma memória, é uma lembrança. A outra coisa é que o pensamento tem uma forma, uma representação mental, tem uma imagem. Então, todo o pensamento em você é algo que vem do passado e ele tem uma forma, ele tem uma imagem.

Eu só posso reconhecer o seu rosto porque eu tenho uma imagem do seu rosto nesse formato de pensamento; de outra forma, eu não poderia reconhecer o seu rosto. E eu só posso reconhecer o seu rosto porque ele já foi conhecido, ele é parte do conhecido. Assim, a presença da memória é o reconhecimento, e é o reconhecimento de uma imagem, algo que já está presente dentro de cada um de nós: essa é a presença do pensamento.

Quando as pessoas querem se ver livres de problemas elas não compreendem que a base dos problemas é a presença, nelas, desse elemento. Você não teria nenhum problema com pessoas se você não tivesse, delas, imagens, lembranças.

Quando alguém diz assim: "Ah, eu gostaria muito de não estar ainda magoado com fulano, ou com raiva dela, mas ao me lembrar." Sim, é claro que ao se lembrar isso chega, porque sem a lembrança você não tem mágoa. Você não tem raiva de alguém de quem não se lembra. É a presença do pensamento o elemento principal nessa forma psicológica de existir como alguém, como uma pessoa.

Soa estranho ouvir isso, mas não existem pessoas. As pessoas existem nas lembranças. Elas estão presentes na lembrança, elas estão presentes no reconhecimento. Quando você se esquece de alguém, a verdade é que ela não existe; ela não faz parte do seu campo de consciência, uma vez que essa consciência é a consciência mental - é o que nós chamamos de consciência.

O que chamamos de consciência é a consciência do "eu", é a consciência nessa autoimagem. Essa autoimagem, que é o "eu", tem suas lembranças; essas lembranças são a condição psicológica da existência da pessoa que eu sou. Mas onde se encontra essa pessoa quando não existe essa autoimagem? Quando você não tem uma lembrança de algo, onde é que aquilo se encontra? Onde está a verdade daquilo do qual você não se lembra?

Então, estamos diante, aqui, de algo muito básico e de grande relevância para essa visão que nos interessa nesses encontros, que é a visão da compreensão, que é a visão da libertação desse sonho, que é o sonho de existir como alguém, que é o sonho de existir como uma pessoa, uma vez que a presença da pessoa é a presença da autoimagem, e essa autoimagem é o que o pensamento estabeleceu em você sobre quem é você e, também, sobre o mundo das relações com outras pessoas. Portanto, a verdade sobre o pensamento é que o pensamento é uma memória.

Podemos descobrir o que é permanecer livre do pensamento? Livre do pensamento, nós temos a libertação dessa autoimagem. Isso é o fim dessa autoimagem, isso é o fim dessa pessoa como nós conhecemos, deste "mim", desse "eu", desse "ego".

Será possível uma vida livre de ser magoado, ofendido, livre da ilusão de dependência sentimental, emocional de outras pessoas que acreditamos amar? Livre dessa dependência emocional de outras pessoas que acreditamos odiar? Podemos nos libertar, nesta vida, desse sentido do "eu", do "ego" para estarmos além desse, assim chamado, amor, que é mera dependência emocional nas relações? - uma dependência lincada à questão da autoimagem.

Podemos descobrir o que é uma vida livre dessa ideia de gostar e não gostar? - uma vez que essa ideia é uma ideia no pensamento, na autoimagem. Se isso se torna possível, nós nos aproximamos aqui, pela primeira vez, do fim dessa autoimagem e da real aproximação da Meditação.

Quando a pergunta é: "Como meditar certo?" Em geral, a ideia é alguém se envolvendo com a prática da Meditação para encontrar o fim dos problemas. A verdade da aproximação da Meditação requer a compreensão da verdade sobre o que é o pensar. Lidar com o momento presente, livre do pensamento e, portanto, livre da imagem que eu tenho sobre quem eu sou, sobre quem o outro é, é se aproximar desse instante na compreensão sobre o pensar.

A verdade sobre o pensar é que o pensar é aquilo que está presente quando não existe mais essa autoimagem, quando não existe mais esse padrão de visão a partir da imagem, uma vez que essa visão a partir da autoimagem é a visão do pensador, desse experimentador, desse elemento que vem do passado, que é o "eu". Então, o que é pensar? É lidar com o pensamento, livre do pensador, livre do experimentador, livre dessa questão da autoimagem.

Nós não sabemos a verdade sobre o pensar, porque nós vivemos dentro de um contexto de pensamentos a partir do pensador, a partir dessa autoimagem. Então nós vivemos dentro desse contexto de criação do pensamento, de ilusório pensar, de ilusório sentir, de ilusório viver, porque estamos dentro dessa vida do "eu", dessa vida do "ego", onde temos esse que é o pensador com o seu pensamento, esse experimentador com a sua experiência, esse que gosta, esse que não gosta, esse que olha a partir dessas memórias, dessas lembranças.

Lidar com a verdade do pensamento requer a presença de um olhar para o pensamento, sem se envolver com o pensamento. Esse é o fim dessa qualidade de pensamento que está produzindo em nós essa ilusória identidade, que é a pessoa, que é esse "mim".

Haverá uma forma de pensar livre do pensamento? Haverá uma forma de sentir livre desse "eu" no sentir? Haverá uma forma de emoção livre de uma identidade presente se confundindo como sendo o experimentador dessa experiência chamada emoção? Tudo isso requer uma investigação da compreensão de nós mesmos.

O contato com a Realidade da Vida consiste no pensar, no sentir, no agir, consiste em se emocionar. Não alguém presente nisso; não esse sentido do "eu", do "ego", desse "mim", desse pensador, desse experimentador, desse observador, que é o "eu", presente nisso. Aqui, nós estamos sinalizando para você algo além do "eu", além do "ego", além daquilo que o pensamento em nós identifica como sendo real, e que, de fato, não é.

Há uma Realidade presente, e essa Realidade é a Realidade Divina, é a Realidade do seu Ser, é Aquilo que está presente além dessa autoimagem, além dessa pessoa, além deste pensador, além desse elemento no sentir. É isso que estamos trabalhando aqui com você, aprofundando aqui com você. Qual é a verdade sobre o pensar? Qual é a verdade sobre o sentir? O que é a verdade da Meditação? O que é essa Real Meditação?

Nós temos encontros on-line nos finais de semana, onde estamos, sábado e domingo, investigando isso com você. Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

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