quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

A importância do Autoconhecimento. Como lidar com o ciúme? Aprender a viver. Despertar Espiritual.

Na verdade, no que consistem esses nossos encontros aqui? Eles consistem em uma descoberta, em uma constatação, na tomada da ciência da Verdade daquilo que somos, de todo esse processo presente em nossas relações. A vida consiste de relações. Nós não podemos ter o real significado da vida sem antes termos um direto percebimento daquilo que se passa conosco, dentro de cada um de nós.

Em geral, nós acreditamos que a vida é algo que está acontecendo lá fora. A grande verdade sobre isso é que a vida está acontecendo dentro de cada um de nós. Aquilo que se processa em nós é parte da vida. Então, a vida em sua totalidade não pode ser aprendida ou compreendida sem antes termos uma visão clara de todo esse processo de pensamento, sentimento, emoção, sensação, de modo de perceber dentro de cada um de nós.

Observe que a vida é um movimento misterioso. A cada momento nós estamos sendo desafiados para dar à vida uma resposta. Agora notem, a vida não está do lado de fora, é todo um processo de relação entre cada um de nós e aquilo que acontece. Os acidentes, incidentes, ocorrências, acontecimentos, tudo isso é parte da vida. E aqui a pergunta é: como aprender a viver? Sem uma compreensão direta disso, a vida continuará como tem sido.

Como seres humanos, nós temos inúmeros problemas em nossas relações, começando por nós mesmos, a relação que temos com quem somos. Isso ocorre, basicamente, por um equívoco, e o equívoco é: não sabemos a verdade sobre quem somos, mas temos uma ideia sobre nós mesmos. Isso é um equívoco.

O pensamento que você formula a respeito de quem você é ocorre porque não sabemos como aprender a viver. O nosso contato com a vida, uma vez que a ideia de alguém que acreditamos ser está presente aqui, é de separação. Então, não sabemos viver, porque não aprendemos a viver. Me parece que uma das coisas mais difíceis na vida é a ciência desse aprender. Desde que nascemos, não temos acesso a essa aprendizagem, a essa forma de atuar na vida.

Aqui a expressão “aprender” nós colocamos de uma forma diferente. Não se trata de, pela experiência, adquirir conhecimento, ou pelo estudo dos livros, de ouvir palestras ou ensinamentos dados por outro, adquirir esse aprender. Aqui se trata de um aprender novo. O único verdadeiro aprender sobre a vida, que é aprender como viver, requer uma proximidade onde não exista qualquer separação entre aquele que aprende e aquilo que está sendo aprendido.

É como dirigir um carro: quando você se dispõe a aprender a dirigir um carro, a primeira coisa é tomar ciência da intimidade com o veículo. Afastado do veículo, você não tem ciência dessa intimidade. Sem a proximidade do veículo, você não tem como aprender como dirigir, porque dirigir requer a presença de um veículo, então, o carro está presente e você está presente. Nessa proximidade e intimidade, existe a técnica se tornando possível.

De outra forma, você vai ouvir falar sobre como dirigir, alguém vai lhe dizer como passar as marchas, como manter distância enquanto estiver na estrada dirigindo, e tudo isso que você estiver ouvindo do outro é apenas conhecimento emprestado, algo completamente, totalmente inútil sem essa intimidade com o próprio carro, que só você pode ter. Apenas esse contato irá lhe dar a técnica direta de como dirigir.

Veja, tudo na vida é muito simples quando se sabe e muito complicado quando se desconhece. A teoria nunca é a prática. A teoria sem a visão direta da experiência do experimentar, do descobrir de uma forma vivencial aquela dada coisa, é inútil. Aqui, a forma de nos aproximarmos desses encontros é pelo experimentar. Assim, uma das coisas mais complicadas na vida é aprender.

Tecnicamente, com dedicação, com aplicação, levando algum tempo, estudando vivencialmente, na prática, você termina aprendendo alguma coisa. E tudo na vida que você faz, repare, um dia você aprendeu. Falar você aprendeu, andar você aprendeu, comer você aprendeu. Absolutamente tudo você aprendeu: pentear o cabelo você aprendeu, escovar os dentes você aprendeu. Apesar de tudo o que nós já aprendemos, muitas coisas ainda não sabemos ou não fazemos direito, porque ainda estamos aprendendo.

Aqui eu não me refiro a esse modelo de aprendizado que requer uma vivência direta, um experimentar direto também, mas eu me refiro a algo muito mais delicado. Eu me refiro à compreensão da verdade sobre quem somos na vida, o significado da vida, a importância da vida, algo que está acontecendo, e nesse acontecer, não existe qualquer separação entre nós e ela.

Apenas em nossa ideia, em nosso pensamento, em nosso modelo equivocado de sentir, de agir e pensar há essa ilusão da separação, há essa ilusão de você e a vida, você e o outro, você e os acontecimentos, as ocorrências, o que surge, o que aparece. A ideia da separação é algo que está presente em nós; uma ideia que é o pensamento o responsável por ela.

Aqui, eu me refiro à beleza do aprender do Autoconhecimento. Precisamos do Autoconhecimento. Aprender a viver, a resposta para como aprender a viver reside na importância do Autoconhecimento. O Autoconhecimento é a proximidade da vida, a ponto de que uma compreensão direta surja de que não existe qualquer separação entre você e ela. Ela é a base para a Sabedoria. Notem a importância disso.

Nós temos diversas perguntas, e nós temos tratado delas aqui. Essas diversas perguntas começam, geralmente, com a expressão “como”. “Como lidar com o ciúme?”, por exemplo. “Como lidar com o sentimento de rejeição? Como lidar com a rejeição amorosa? Como lidar com o estresse? Como lidar com a depressão? Como lidar com a dor da solidão?” São centenas de milhares e milhares de perguntas como essas.

Reparem, essas perguntas não exigem uma resposta técnica, mas uma resposta de fundo psicológico. “Como dirigir um carro?” requer uma resposta técnica. “Como fazer um bolo?”: isso requer uma resposta técnica. “Como falar uma nova língua, um novo idioma?”: isso requer uma resposta técnica. Agora, “Como lidar com os pensamentos? Como lidar com os sentimentos? Como lidar com o outro?”: tudo isso requer uma resposta de uma outra ordem, de ordem psicológica.

O ponto é que nós não sabemos como nós funcionamos, como essa mente funciona, e é isso que estamos estudando aqui com você. Sem isso nós não temos a base para a Liberação nesta vida, para o fim dessa desordem psicológica em que nós nos encontramos.

Olhe para o mundo, o mundo está em conflito. Há um conflito entre os países, há um conflito entre as famílias, há um conflito entre as ideias, as opiniões. O conflito se estabelece entre pensamentos divergentes, entre crenças, também, religiosas diferentes, entre posicionamentos de interesse social e político diferentes.

A nossa condição psicológica de identidade é a condição centrada nesse “eu”, que não compreendemos como funciona. Nós não temos ciência desse movimento, que é o movimento do “eu”, do ego presente em cada um de nós, porque nós não nos compreendemos.

Aqui nós temos enfocado para você a beleza, a importância do Autoconhecimento, o que requer a compreensão do que é o pensamento, do que são as emoções, as sensações, os sentimentos. Como esse movimento interno, que é o movimento do “eu” em nós, funciona, se separando da vida, do outro, dos acontecimentos, eventos, incidentes e tudo o mais.

Nós aqui estamos com você investigando a Verdade Divina do nosso Ser, de nossa Verdadeira Natureza, para irmos além dessa condição de egoidentidade. Só então teremos uma resposta para o que é esse viver livre, feliz, onde a presença da Liberdade, da Verdade e do Amor está presente. Aqui, o nosso enfoque é no Florescer da Verdade Divina que trazemos, no fim dessa condição psicológica de egoidentidade, algo comum a todo o ser humano antes do Despertar Espiritual.

Aqui estamos trabalhando com você o Despertar da Consciência, o Despertar Espiritual, e isso requer a presença da Verdade sobre o Autoconhecimento – e temos falado inúmeras vezes isso aqui. Nós temos diversas falas a respeito do Autoconhecimento, e nós colocamos essa expressão totalmente diferente de tudo o que vocês já ouviram aí fora a respeito disso.

Aqui se trata de tomarmos ciência da ilusão sobre esse “mim”, sobre esse “eu”, sobre esse ego. Então, isso é o fim dessa condição egoica, o que representa o fim dessa condição psicológica dessa identidade, para algo totalmente desconhecido, de grande beleza e singularidade, que é a Presença da Inteligência, da Compaixão, que é a Presença do Amor, Aquilo que está presente quando há Sabedoria, quando há Liberdade, quando há Verdade.

Então, se isso se resolve, essas perguntas todas se resolvem. A exemplo disso, nós temos essa pergunta: “Como lidar com o ciúme?” Reparem a confusão em que nós nos encontramos. Não percebemos que a presença do ciúme é a presença do apego, é a presença do controle, da insegurança e do medo. É o medo que está por detrás desse sentimento, não é a Verdade, não é a Liberdade, não é a Beleza do Amor. O Amor é impossível enquanto houver apego, controle, ciúme, posse, domínio, dependência, insegurança e medo.

Aqui estamos juntos vendo a beleza desse encontro com a Verdade d’Aquilo que somos, e nesta constatação é que está presente a Liberdade, Verdade do Amor, de sua Real Natureza. Portanto, a nossa relação com o outro, com a vida, com o mundo é real quando temos a Verdade desse aprender sobre nós mesmos. Porque, quando aprendemos sobre nós mesmos, descobrimos que a ilusão desse movimento egoico, que é o movimento da mente condicionada presa a esse modelo de vida comum a todos, é uma ilusão que estamos sustentando por ignorância.

Aqui nós estamos trabalhando a questão do Florescer da Verdade, portanto, desta Liberdade. Estamos estudando juntos a nós mesmos, não os livros, as teorias, os conceitos. O nosso interesse aqui não está em ouvir falas e de, teoricamente, nos aproximarmos de questões como essas aqui. Nós queremos descobrir diretamente, vivencialmente o que tudo isso representa. Então, a Verdade do aprender acontece, e nesse aprender a Revelação Divina se mostra.

Então, esse é o nosso propósito aqui com você. Além disso, nós temos encontros online nos finais de semana. Sábado e domingo estamos juntos aprofundando essas questões, investigando isso com você. São dois dias juntos e, através de perguntas e respostas, estamos trabalhando isso. Fora esses encontros, nós temos os nossos encontros presenciais e, também, retiros.

Setembro de 2024
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terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Importância do Autoconhecimento. Autoconhecimento Supremo. O que é a mente? Advaita, Não Dualidade.

Aqui, invariavelmente, nós estamos, juntos, fazendo esta investigação da Verdade, da Verdade sobre quem somos. Por que isso é essencial? Porque sem isso você não tem uma visão real da Realidade de Deus. Aqui se trata dessa descoberta, da descoberta do seu Ser. Essa é a constatação da Realidade presente neste instante, a única Realidade presente: a Realidade Divina, a Realidade de Deus. Assim, este nosso trabalho aqui, juntos, está assentado sobre esta base – a base é a revelação do Autoconhecimento.

Aqui estamos vendo com você a importância do Autoconhecimento. Jamais teremos a importância do Autoconhecimento sem, primeiro, o Autoconhecimento na prática. Nós podemos teorizar sobre isso, ter conceitos sobre isso, ideias, crenças… podemos ter formulações intelectuais sobre o assunto e, na verdade, sem nos aproximarmos dele, nós não teremos a verdade disso, a ciência disso, a própria importância disso sendo revelada. Se torna fundamental nós termos uma aproximação do que significa o Autoconhecimento, uma vez que o Autoconhecimento – aqui eu me refiro ao verdadeiro Autoconhecimento – ele é, na verdade, o Autoconhecimento do Supremo, é o Autoconhecimento da Verdade Divina, é o Autoconhecimento de Deus.

Ter a visão do Autoconhecimento é ter a visão da Realidade de que Deus é a Verdade presente. No entanto, essa Realidade presente só é constatada quando o sentido do “eu”, deste “mim”, deste ego, se dissolve. Então, vamos ver aqui, com você, alguns aspectos dentro desse assunto. Um deles, fundamentais, é a compreensão da mente. O que é a mente? Como nossa mente funciona? Nós passamos por experiências, não temos a ciência do que são as experiências. Todas as nossas ações, todos os nossos comportamentos nascem da experiência. Não sabemos o que são essas experiências, não temos ciência de como essas experiências estão presentes hoje, aqui na nossa ação, no nosso comportamento, no nosso modo de sentir as coisas, de pensar sobre elas.

Repare, tudo isso faz parte das experiências. Nós passamos por experiências no passado, e quando nós passamos por experiências, elas deixam registros em nós; nós as registramos como parte do conhecimento, como parte do passado em nós, da memória que agora está presente em nós. Assim, essa lembrança, conhecimento, passado, memória, presente em nós para agirmos, falarmos, pensarmos, nos relacionarmos com a outra pessoa, com o mundo à nossa volta, isso é algo que vem dessas experiências. A nossa mente é o resultado da experiência. Então, o que é esta mente em nós? É o resultado do passado, de tudo aquilo pelo qual nós passamos.

Agora, há dois aspectos, aqui, bem interessantes que a gente pode se aproximar e perceber. O primeiro são essas experiências particulares e pessoais, que cada um de nós temos e que nós reservamos dentro de nós como parte dessa identidade, que é a identidade do “eu”. Mas além dessa qualidade de experiência pessoal, particular, nós temos todo um acúmulo de experiência de raça, de cultura, de mundo, de humanidade, e tudo isso também faz parte de todo esse acervo que nós trazemos. Assim, a identidade de ser alguém – observe isso – esse alguém que você é, você acredita que é individual. Esse alguém que é você é todo resultado de uma coletividade, de uma sociedade, de um mundo, de uma humanidade, de uma raça.

Então, nós somos criaturas humanas vivendo nesse mundo, numa relação com nós mesmos e numa relação com a vida, sempre dentro desse modelo; essa é a nossa forma de ser. Ter uma compreensão de tudo isso, ter uma investigação de tudo isso, representa a possibilidade do esvaziamento de tudo isso. Aqui nos deparamos com algo que nós jamais imaginamos. Esse algo é a possibilidade do fim desse padrão de continuidade – reparem – de repetição, de prática de cultura humana, de sociedade humana, de mundo.

Quando você olha para o mundo, você percebe toda a confusão em que o mundo se encontra, quando você olha para si mesmo, você percebe, também, elementos internos em você, que refletem exatamente toda essa confusão que está no mundo. A verdade sobre isso é que o mundo representa aquilo que cada um de nós somos; ou cada um de nós somos, na verdade, numa extensão menor, aquilo que o mundo, nessa grande extensão maior, representa. Então, toda a confusão lá é a confusão aqui. O medo presente no mundo, a miséria presente no mundo… toda a dor, toda a desordem, toda essa condição de insegurança e busca de segurança… tudo aquilo que estamos vendo no mundo, na verdade, está presente em cada um de nós. Não há qualquer separação entre aquilo que é você e aquilo que o mundo é, tudo isso é resultado desse conjunto de experiências que o “eu”, o ego, é.

Então, esse “mim”, esse ego, esse “eu”, é esse conjunto de experiências, algo que vem do passado. Passar por essa vida sem investigar isso, sem tomar ciência disso, sem ir além disso é continuar como todos os demais à sua volta: vivendo numa condição interna e também externa, de problemas, de sofrimento. Assim, nós estamos juntos vendo isso aqui com você. Se aproximar de si mesmo é Autoconhecimento na prática. Então se revela a importância do Autoconhecimento, porque quando a importância do Autoconhecimento agora se mostra, esse Autoconhecimento é o Autoconhecimento Supremo. Não se trata do autoconhecimento, no sentido em que a maioria das pessoas usam essa expressão. Aqui estamos falando da investigação da natureza do “eu”, do rompimento com toda essa estrutura psicológica, desse condicionamento psicológico. Estamos falando da visão da vida livre desta dualidade. Vamos tocar nisso agora, aqui, com você.

A dualidade é o princípio que norteia nossas vidas no conflito. Quando há essa dualidade, que é separação, o conflito se estabelece. Então, o que é essa dualidade? A dualidade é a ideia de que somos pessoas, convivendo com pessoas, como uma pessoa vivendo no mundo, tendo nossas particulares experiências e sendo o centro dessas experiências. Veja, estamos diante de algo totalmente ilusório, porque essa assim chamada “pessoa” é só o resultado – como acabamos de colocar e ver agora – ela é só o resultado de um conjunto de crenças, de ideias, de conceitos, de conhecimento que vem do passado. Tudo isso é resultado da propaganda. Então, uma parte vem desse próprio coletivo, de todo esse conjunto social, e outra parte tem sido adquirida particularmente, pelo nosso próprio movimento na vida, interagindo em nossas relações, sem compreender essas relações, passando por experiências e acumulando essas experiências.

Observe, é disso que se constitui esse “eu”, esse sentido de ser alguém. Então, é isso que nós chamamos de “pessoa”, e essa pessoa está se vendo separada de todas as situações, eventos, acontecimentos, circunstâncias, incidentes, acidentes… ela está se vendo separada do pensamento. Reparem, o pensamento, na verdade, é você, mas você se vê como um elemento que pensa. O nosso modelo do pensar é um modelo onde existe o pensamento – observe isso – esse pensamento é só algo como uma memória, uma lembrança, que vem do passado, e existe a ilusão de uma identidade pensando isso. Então. há uma separação. Isso é a dualidade: um “eu” pensando com o seu pensamento. Então, tem ele e o pensamento.

Na realidade, o que temos presente é o próprio pensamento, no seu próprio movimento, nos causando a impressão ilusória de um pensador presente. Vamos olhar com bastante cuidado isso. Acreditamos ser o pensador dos pensamentos, então há uma dualidade. Acreditamos ser aquele que está agindo, está tomando ações. Então, tem “eu” e tem as ações. Nós não sabemos a natureza das ações, não conhecemos a verdade do porquê fazemos o que fazemos ou não fazemos o que não fazemos. Porquê fazemos tal coisa ou porquê não fazemos tal coisa? Acreditamos que temos o controle disso, que somos uma entidade separada do pensamento, das ações, do outro, do mundo, das situações, dos eventos, dos acontecimentos.

Então, o que temos presente? Um conceito equivocado de dualidade, de separação. Olhar de perto isso, tomar ciência dessa ilusão, é ter a Verdade Suprema sendo revelada, a Verdade Divina sendo revelada. Nesse Autoconhecimento Supremo temos a ciência de que essa dualidade é uma ilusão. A única Realidade presente é a não dualidade. A palavra para isso é “Advaita”; Advaita, a não dualidade. A Verdade Divina, a Verdade Suprema, a Verdade de Deus é a não dualidade. A Realidade presente é não dual e essa Realidade é a Realidade de Deus.

Nós estamos vivendo uma particular vida, essa particular vida está dentro desse contexto de continuidade nesse movimento, que é o movimento da mente. Esse movimento da mente, repare, é algo que vem do passado. Esse movimento do “eu” – me parece que já ficou claro – é algo que vem do passado. Tudo que você sabe sobre você, tudo que você pensa, tudo que acontece dentro da sua cabeça, repare, é uma lembrança, é algo que vem do passado. Todo conhecimento, todo posicionamento, toda ação tomada, sua fala, sua linguagem, tudo é algo que foi aprendido, e foi aprendido no passado. Isso contextualiza esse sentido de uma identidade presente que é o “mim”, o “eu”, o ego.

Podemos ir além disso, para a constatação de algo inteiramente novo que está além do conhecido e, portanto, além do “eu”, do ego, além de todo esse condicionamento de cultura humana? A constatação disso é a constatação deste Ser – Consciência – Felicidade. Isso não faz parte do conhecido, não faz parte do tempo, não faz parte do passado, é a Realidade deste Ser. Isso é algo indescritível, inominável, é a presença do Amor, da Paz, da Felicidade, da Liberdade… de uma vida livre desta particular vida, que é a vida centrada no “eu”. Então, há uma plena compreensão da vida, na vida, pela vida, e essa vida é você em seu Ser, sem a dualidade, sem a separação. Quando a Beleza da Meditação está presente, da Real Meditação, ela surge quando há Autoconhecimento. Quando a Beleza da Meditação surge, fica clara a Realidade da ausência desse tempo, que é o passado, que é essa ilusória noção do presente e essa fantasiosa busca pelo futuro que o “eu”, o ego, conhece.

O nosso trabalho aqui consiste nesta descoberta, na descoberta de algo que está fora do “eu” e, portanto, fora do conhecido, fora do tempo. O Despertar Espiritual, a Iluminação Espiritual, a Realização de Deus – há vários nomes para esse Natural Estado que é Advaita, a não separação, a não dualidade. Não há alguém presente aqui, neste instante. Nós vamos continuar sempre explorando isso aqui com você, investigando isso aqui com você, não há alguém na experiência; essa experiência não é registrada. Isso significa a Verdade de um experimentar: quando não há registro, nós não temos mais a experiência, temos o experimentar. É a vida na vida, pela vida, com a vida, é a presença do Amor, é a presença da Verdade, é a constatação desse encontro com a Verdade de Ser. Então, não há algo que possa ser visto aqui como um modelo mais de dualidade, de separação, não existe mais esse padrão egocêntrico de ação, de pensamento, de sentimento, de vida particular e pessoal. Tomar ciência disso é a coisa mais importante nesta vida.

Nós fazemos encontros on-line aqui, nos finais de semana, sábado e domingo, e podemos nos aproximar disso através de perguntas, respostas… nessa constatação com a ciência do Autoconhecimento e da Meditação, ter uma aproximação da Verdade d’Aquilo que somos. Então, aqui, na descrição do vídeo, você encontra o nosso link do grupo do Whatsapp para participar desses encontros. Temos encontros presenciais e também retiros. Se isso que você acaba de ouvir faz algum sentido para você e você sente de aprofundar isso, fica o convite. Ok? Aproveita e já deixa aqui o seu like, deixa aqui um comentáriozinho no vídeo: “Sim, faz sentido.” e já se inscreve no canal. Valeu pelo encontro e até a próxima.

Junho de 2024
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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Inteligência Natural | A chamada inteligência artificial | TDAH: déficit de atenção e hiperatividade

Vamos trabalhar com você aqui, hoje, trazendo alguma coisa a respeito do Despertar da Inteligência. Percebam uma coisa: para nós, aquilo que nós temos chamado de inteligência é a habilidade de perceber, aprender e tomar decisões. Tudo isso o cérebro humano tem feito; ele vem fazendo há milênios. Nós chamamos isso de inteligência: a capacidade humana, capacidade do ser humano, nesta assim chamada “inteligência humana”, como nós chamamos. Esse modelo de inteligência é o modelo de inteligência como nós conhecemos. Então, se trata de perceber, aprender e tomar decisões, o cérebro tem funcionado assim. Chamamos isso de inteligência.

Hoje em dia nós temos o cérebro eletrônico, as máquinas também fazendo a mesma coisa que o nosso cérebro está fazendo. Então, nós treinamos as máquinas, também para aprender a partir da percepção. Então, a máquina percebe, aprende e toma decisões. A isso nós temos o chamado de “inteligência das máquinas”, a tão famosa para nós, hoje em dia, chamada “inteligência artificial”, a conhecida “inteligência artificial”. Então, nós temos de um lado essa assim chamada “inteligência humana” com esse cérebro biológico e do outro lado nós temos essa assim chamada “inteligência” da máquina, a “inteligência artificial”, com o cérebro eletrônico.

Então, eu quero tratar com você aqui do Despertar da Inteligência Natural. O que é essa Inteligência Natural? Eu tenho chamado de “o Despertar da Inteligência”. É aquilo que se mostra quando a Real Consciência desperta, quando há a Verdade do Florescer da Real Inteligência. Então nós temos a Inteligência Natural. Essa Inteligência Natural, ela difere dessa inteligência artificial, dessa inteligência assim chamada “humana”.

Notem que essa inteligência de um cérebro que percebe, aprende e toma decisões dentro de uma base que é a base da memória, da repetição, que tem por princípio a experiência… ao passarmos por experiências há essa percepção, há esse aprendizado, quando registramos essa ou aquela informação e a partir dali nós tomamos ações. Assim nós temos funcionado; assim, como seres humanos, estamos funcionando há milênios. Mas o que são nossas ações quando nascem desse processo, dessa assim chamada “inteligência humana”? São ações em conflito! E é simples observarmos isso em nós.

A inveja é algo presente nessa percepção, nesse fundo de reconhecimento daquilo que está sendo percebido por essa suposta pessoa que acreditamos estar aqui, o que se constitui numa crença. A ideia de estar presente porque o cérebro está funcionando desta forma, nos coloca dentro de uma ilusão. É a ilusão de uma identidade presente aqui, neste instante, nesta experiência. Então, nós temos percepções e elas causam ciúme, elas causam inveja, elas causam desejos, conflitos. Nós tomamos ações a partir deste fundo de lembrança, de memória aprendida, e essas ações nascem deste “eu”, que é um centro ilusório presente.

O sentido de ser alguém aqui, presente, é uma falácia, é uma ilusão! Nós carregamos esse sentido de egoidentidade, de identidade do “eu” presente. É isso que nós chamamos de “inteligência humana”. A inteligência em nós, essa assim chamada “inteligência” em nós, é apenas a continuidade da memória de um cérebro que está condicionado a pensar, sentir e agir. Então, quando dizemos que as máquinas pensam como nós, na verdade, elas são uma cópia desse modelo. É evidente que uma cópia muito mais aprimorada, porque elas podem funcionar de uma forma muito mais eficaz tecnologicamente, cientificamente, produtivamente. Então, as máquinas têm uma velocidade de ação, de operação, muito maior que cada um de nós, que esse cérebro em nós. Evidente que algumas coisas essas máquinas não conseguem fazer – esse cérebro humano consegue – mas, em geral, o processo é basicamente o mesmo: perceber, aprender e agir a partir de um programa, de um condicionamento.

É assim que nós temos funcionado, é assim que estamos funcionando. Esse é o sentido de ser alguém dentro do viver, dentro da experiência. Isso não requer a presença de uma Real Consciência. Tudo que se faz necessário nós temos, que é um cérebro, um mecanismo altamente capaz de, com base na memória, responder de uma forma reativa a este instante. Porque essa ação com base na memória é sempre reativa, é algo que vem do passado. Isso dispensa a presença de uma Real, de uma Verdadeira Consciência. Então, nós funcionamos também como uma máquina.

Você me elogia e tudo que acontece aqui é uma reação bem comum, bem mecânica, bem reativa desse condicionamento. Você me elogia e há, neste momento aqui, uma reação. Uma reação mecânica, uma reação condicionada, uma reação já programada ao elogio. Quando ocorre o elogio eu me sinto feliz. Esse “eu” que se sente feliz é um condicionamento, é uma programação. Se você me censura, se você me insulta, eu me sinto triste ou com raiva e isso é uma reação, também, aqui no corpo, no cérebro, nesta mente… nesta mente condicionada, nesse cérebro condicionado.

E essa é uma resposta desta assim chamada “consciência humana”, que é essa mente condicionada, esse cérebro condicionado a isso que nós chamamos de “consciência humana”. Isso dispensa a Verdade de uma Real Consciência. Nós não temos a Ciência da Verdade, d’Aquilo que verdadeiramente somos, d’Aquilo que realmente nós somos. Não temos Ciência e não assumimos esta Real Consciência além desta consciência humana, a Quietude e o Silêncio desta Mente Nova, descondicionada, porque estamos dentro de um condicionamento psicológico.

Então, nós estamos tentando resolver os problemas humanos há milênios! O problema do ciúme, da inveja, do medo e diversos outros problemas como, por exemplo, agora é muito comum se falar em TDAH [Déficit de Atenção e Hiperatividade]. As pessoas vivem nesse déficit de atenção, nesse padrão de hiperatividade, e nenhuma inteligência humana tem se mostrado capaz de resolver isso. E nenhuma inteligência artificial jamais será capaz de resolver isso, porque, psicologicamente, o fim para essa condição psicológica requer a presença da Verdadeira Inteligência, da Inteligência Natural.

Então, nós temos falado aqui neste canal da importância do Despertar desta Inteligência Natural. A Inteligência Natural está além desta inteligência artificial. É algo que está além desta inteligência humana. Então, o Despertar da Verdade do seu Ser é o fim destas condições psicológicas presentes em cada um de nós. Até onde os problemas em nós presentes são determinados, de verdade, por essa condição neurológica? Boa parte dos problemas presentes em nós estão dentro desta condição psicológica, desta ilusão que é a ilusão desta identidade egoica, que é a identidade do “eu”.

Então, esses problemas que expressamos na vida, no viver, em nossa relação com o outro, nesta relação com a vida, podemos nos aproximar de tudo isso de uma forma completamente diferente. A inteligência artificial não pode nos ajudar nisso, a inteligência humana não pode nos ajudar. Apenas o Despertar da Natural Inteligência, da Real Inteligência, que é o florescer da Sabedoria, uma energia presente já nesse mecanismo, nesse organismo, operando uma mudança, uma transformação neste corpo e neste cérebro. Então, temos a Verdade deste Ser. Isso presente é o fim para essa antiga condição psicológica e de expressão, também egoica, na relação com o outro, neste conflito, nesse sofrimento interno, nesta interna infelicidade. O fim para isso acontecendo aqui, neste instante.

Aqui no canal estamos lhe mostrando a oportunidade do Despertar desta Natural Inteligência. Então, esta Inteligência Natural, a Verdade do seu Ser florescendo, é o fim do medo, da ansiedade, da angústia, da depressão… desta relação com o instante, com o momento presente, nesse estresse, nessa tensão… nesse padrão que é o padrão do próprio “eu”, onde todo o funcionamento do cérebro pode lhe tornar tenso, expressando essa condição de hiperatividade, de comum desatenção para aquilo que aqui está.

A desatenção a este momento presente é algo muito básico, é muito comum nesse cérebro condicionado. Então, nós vivemos nesta desatenção. Não temos ciência do movimento do pensamento, do sentimento, da emoção, da sensação, da percepção, daquilo que aqui está presente. Identificados, presos a um modelo cerebral condicionado, de comportamento e de atividade, não somos verdadeiros, não somos objetivos, não somos práticos. Naturalmente, não somos produtivos. Há sempre o sentido de um “eu”, de um ego, de uma ilusória identidade nos roubando este instante, nos levando para o futuro. É assim que, no ego, estamos vivendo. Ou nos levando para o passado. Não temos ciência da Realidade deste instante porque vivemos psicologicamente em um tempo criado pelo próprio pensamento.

Então, a condição desta assim chamada “inteligência” em nós é muito limitada. O que geralmente temos chamado de inteligência é a capacidade de reproduzir com base numa informação já adquirida: passamos por experiências, guardamos essas experiências, registramos essas experiências, elas passam a ser parte do que o cérebro aprendeu, e reproduzimos. Essa habilidade, essa maestria de reproduzir, essa capacidade de lidar, por exemplo, com a matemática, com a física, com a química ou com alguma atividade, com muita habilidade, nós chamamos isso de inteligência, mas isso é algo ainda mecânico, é algo ainda programado pelo próprio cérebro que tem sua própria limitação.

A Verdade da Inteligência é uma ação livre do ego, livre do “eu”. Não esse antigo modelo de atividade egocêntrica como nós conhecemos, onde temos as ações com base no interesse, no desejo, no impulso reativo da memória. Estamos falando desta ação neste momento, não uma ação unilateral, bem particular, bem específica para uma realização técnica, funcional, profissional. Estamos falando da ação da totalidade da vida. Então, na sua relação com o outro, uma relação sem medo, sem inveja, sem apego, sem ciúme, sem essa imagem que você faz dele ou dela. Viver livre desse tempo criado pelo pensamento, que coloca você como uma pessoa, como alguém presente, agora, neste instante aqui, porque veio do passado, indo para o futuro.

Então, há toda essa noção desse psicológico tempo. Realizar a Verdade d’Aquilo que é você, compreender a Verdade do seu Ser, é o fim para o problema que é o “eu”. O que temos dito aqui é que o único problema presente na sua vida não é a sua vida, é a história de alguém presente, dono e senhor desta assim chamada “minha vida”. Então, esta sua vida é só a vida, não é a particular vida desse “eu”. Assim, nós estamos trabalhando juntos aqui o fim para toda essa ilusão. A Realização do seu Ser é o Despertar da Natural Inteligência, da Real Inteligência. Alguns chamam de Iluminação Espiritual… a vida neste instante acontecendo sem esse elemento mecânico, sem esse elemento que é o “eu”, sem essa ilusão, desta identidade presente, com todos os problemas ilusórios criados pelo próprio pensamento.

Então, a Verdade do Real Pensar está presente. Não esse antigo modelo de pensar, sentir e agir dessa inteligência humana. Temos presente a Ordem, o Silêncio, a Quietude, a Ausência do “eu”, a Liberdade de simplesmente Ser Real Consciência. Esta é a Verdade da Inteligência, da Verdadeira Inteligência, da Natural Inteligência. Nós estamos trabalhando isso aqui em encontros on-line nos finais de semana. Nós temos aqui na descrição do vídeo o nosso link do whatsapp para esses encontros. Então você pode entrar e participar desses encontros. Além disso temos encontros presenciais, temos retiros… então fica aqui a oportunidade para você. Se isso é algo que faz sentido para você, aproveita e já deixa o seu “like”, se inscreve no canal, ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima.

Outubro de 2023
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terça-feira, 26 de novembro de 2024

Advaita Zen | O que é o pensamento? | Como lidar com a ansiedade e depressão? | O que é o pensar?

Será possível uma vida livre de problemas, de complicações, de perturbações, de desordens internas e, também, externas? Veja, a vida como nós conhecemos, como estamos vivendo ou experimentando é uma vida que tem como princípio um modelo aprendido.

Aqui é importante termos um olhar diferente para tudo isso que se processa conosco. Em geral, nós estamos conformados ou ajustados a esse antigo modelo de vida humana, nesse contexto cultural, social, e nele está presente tudo isso que acabamos de colocar, e estamos levando a vida.

Será que existe uma outra forma de viver? Haverá uma outra maneira de sentir e de pensar? Enquanto não houver uma nova forma de pensar e de sentir, a velha maneira de atuar, de agir no mundo, na vida, continuará; é algo que permanecerá exatamente da mesma forma. Mas se operarmos uma mudança ou passarmos por uma transformação nesse nível, teremos ou não a possibilidade de uma nova maneira de sentir, de pensar e, portanto, uma qualidade de vida diferente da que nós temos hoje?

Talvez você pergunte: “Mas como isso se torna possível?” Tendo um encontro com a Verdade daquilo que nós somos, aprendendo o que é olhar para isso que nós somos. Assim, podemos ter um contato direto com essa forma de ajustamento que socialmente, culturalmente, nós temos. Só então poderemos romper com essa condição.

A verdade é que nós estamos psicologicamente ajustados a essa sociedade. E essa sociedade vive dentro dessa condição, que é a condição da desordem, que é a condição da confusão, da ambição, inveja, posse das coisas, apego às coisas, apego às situações, apego ao prazer, apego aos desejos, apego às pessoas.

A nossa condição psicológica de ajustamento a esse modelo cultural, humanista, está sustentando esse tipo de vida que estamos tendo, e isso tudo ocorre porque não compreendemos a Verdade Divina. Nós não temos uma verdadeira aproximação de Deus.

A palavra Deus, para nós, representa um conjunto de crenças, de preceitos, ordenanças, mandamentos, a imposição de ideias do que se deve fazer ou não fazer. A palavra Deus, para nós, envolve rituais, cerimônias, práticas externas dessa, assim chamada, bondade, caridade e todo tipo de coisa.

Aqui, quando empregamos a palavra Deus, estamos apontando para algo que o pensamento não conhece e, portanto, para algo que está além ou fora totalmente ou completamente de tudo aquilo que o pensamento tem engendrado, construído, fabricado, imaginado em torno dessa expressão.

Aqui a Verdade do seu Ser é a Verdade de Deus. Mas essa Verdade deste Ser que Você é em sua Natureza Essencial é Algo desconhecido. É importante que se diga isso também aqui: a Realidade Divina jamais será conhecida. Tudo aquilo que pode ser conhecido, pode ser descrito, nomeado e exemplificado pelo pensamento, e tudo aquilo que faz parte do pensamento, faz parte daquilo que uma experiência deu o nome, nomeou. Observe que o pensamento é apenas isso.

Ao passar por uma experiência, a lembrança dessa experiência é um conhecimento guardado, e para se falar desse conhecimento são necessárias palavras. Essas palavras são nomes que estamos dando, portanto, ao conhecimento, à experiência. Comunicamos conhecimento a partir de nomes, palavras, conceitos.

Então repare como é interessante isso aqui. A palavra é só um conceito, é um nome, porque é só um pensamento sobre um certo conhecimento ou experiência pela qual nós passamos, uma experiência que adquirimos. Se é uma experiência que adquirimos, se é algo pelo qual nós já passamos, isso é parte daquilo que é conhecido. Então aquilo que é o conhecido, é parte do pensamento.

Assim, a expressão “Deus” é uma palavra, é um nome, mas não sabemos o que, de fato, isso representa, o que isso significa. Você tem imagens sobre isso, você tem ideias sobre isso. Mas o que é essa ideia, o que é essa imagem? É um pensamento, é algo dentro do conhecido, isso tem base em suas experiências passadas. Assim são nossas crenças.

Então notem, essa nossa vida humana que se assenta no pensamento, se assenta em modelos de tudo aquilo que é conhecido, que são as experiências, o conhecimento e o pensamento. Assim, aqui estamos com você investigando a Verdade, não a ideia, pensamento, conhecimento, a imaginação ou a crença sobre Deus.

Estamos aqui tendo uma aproximação desta Verdade Divina. Essa Verdade Divina, estamos colocando aqui para você de uma forma muito clara, é a Verdade do seu Ser, e Ela não faz parte do conhecido, portanto, não faz parte do pensamento.

Qual é a beleza desse encontro com o Despertar da Consciência, com a Iluminação Espiritual? É a Real ciência da Verdade de Deus. E me parece que agora ficou claro: aqui a expressão Deus, como nós empregamos aqui no canal, é sinônimo de algo que é o Desconhecido, algo que não faz parte do pensamento, dos conceitos, não é algo passivo para uma crença ou descrença.

A Realidade Divina, a Presença dessa Realidade, quando Ela assume o espaço d’Ela, aqui e agora, em sua mente e em seu coração, essa mente e esse coração são de outra ordem, não é mais a mente como nós conhecemos, não é mais o coração como nós conhecemos.

Então, qual será o sentido da Vida realmente Religiosa, que tem a ciência de Deus? Veja, não é o conhecimento. Tudo aquilo que é conhecido é parte do que pode ser reconhecido e, portanto, pode fazer parte do conhecimento.

Essa ciência de Deus não é um conhecimento nesse sentido; é a visão da Realidade. Essa visão da Realidade é a ciência de Deus, e essa ciência de Deus é aquilo que está presente quando compreendemos como nós funcionamos.

O que é isso que se processa dentro de cada um de nós que nunca investigamos com cuidado? Eu me refiro a essa questão do pensamento. Veja, não vamos subestimar essa pergunta, porque ela é muito importante. O que é o pensamento e o que é o pensar? Poucos entre nós já pararam para refletir sobre esse assunto, e mesmo as respostas que temos sobre esse assunto são teóricas.

Esse movimento químico no cérebro, essa forma como o cérebro atua ou funciona produzindo imagens, que são esses pensamentos: toda e qualquer forma de explicação que tenhamos sobre isso é algo que não resolve, é algo teórico. “Ah, são reações químicas no cérebro. Ah, são imagens com base em estímulos nervosos”. Veja, nada disso é o que nos interessa aqui.

Vamos colocar de uma forma simples e bem mais direta isso: o que é o pensamento? O pensamento é experiência, é memória, é um conhecimento adquirido, que está presente em você e é algo que vem – porque é um conhecimento, é uma experiência, é algo que você guarda – do passado. Então veja, é basicamente isso. Esse é o aspecto mais simples, mas ainda é teórico.

É necessário que você se aproxime e observe suas reações para ter uma compreensão de como você funciona, porque sem uma compreensão direta de suas reações, você não pode se desvencilhar dessa psicológica condição de ajustamento psicológico comum a todos.

Esse ajustamento psicológico é a forma de um condicionamento mental, de um condicionamento psíquico que nós trazemos e que estamos constantemente expressando em nossas relações. E como a vida consiste de relações e ações acontecendo nessas relações, seja com pessoas, situações, objetos ou relações com nós mesmos, uma vez que não compreendamos isso, estaremos sempre dentro dessa condição de desordem, confusão e sofrimento.

O Despertar da Natureza Divina, de sua Natureza Real, é a ciência da Verdade de Deus, é a ciência do Desconhecido. Então, qual será a verdade sobre esse assunto? O que é o pensamento? Tomar ciência disso é romper com esse padrão de pensamento condicionado, ajustado a esse modelo psíquico de humanidade que nós conhecemos.

Então, o que é o pensar? Não sabemos nada sobre isso, a não ser que tenhamos uma aproximação de nós mesmos para a observação. Aqui estamos lhe mostrando como ter essa observação, como assumir essa ciência da Realidade de Deus, o que representa romper com esse padrão de pensamento, romper com esse modelo de pensar, para algo completamente novo, diferente de tudo isso.

Então aqui estamos descobrindo que, quando há essa ciência de Deus, não há mais essa complicação. As pessoas querem uma fórmula rápida, mágica para lidar com a ansiedade, para lidar com a depressão, com o medo.

Então, como lidar com a ansiedade e a depressão? Como lidar com o medo? Elas não compreendem que precisam descobrir uma qualidade nova de sentir e pensar, para uma nova maneira de agir, de atuar no mundo realmente acontecer. Reparem, isso é algo que se torna possível quando você Realiza a Verdade sobre Você; é quando você está além dessa, assim chamada, pessoa como a sociedade lhe vê, como você se vê.

A Realidade deste Ser é a Realidade de Deus. Essa é a única Realidade presente na vida. Não mais nessa particular vida, norteada por esse modelo antigo de ajustamento psicológico, como nós conhecemos. A Real Vida é a Verdade da Não dualidade.

Então aqui o assunto do Zen ou da visão das grandes religiões do mundo, tudo aponta para esta Realidade. Isso está presente no Zen, isso está presente na visão da mensagem real de Cristo, de Buda, de Ramana Maharshi. Refiro-me à Verdade da Não separação, de que a única Realidade presente aqui é a Não dualidade, que é a Advaita.

Aqui estamos juntos investigando, abordando, trabalhando com você todas essas questões; aprofundando tudo isso para essa visão real de Deus, para essa visão real da verdadeira Vida Divina. Nesses encontros que ocorrem aqui, sábado e domingo, estamos juntos aprofundando esse assunto com você. Além disso, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Setembro de 2024
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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Sofrimento psíquico. O que é o pensamento? Como lidar com a ansiedade e depressão? O que é o pensar?

“Você está nos dizendo que é possível rompermos com esses estados internos de sofrimento, confusão e desordem mental que nós conhecemos?” Sim, exatamente isso. É possível, nesta vida, a Vida livre dessa conhecida vida, como o ser humano, em geral, conhece; uma vida onde está presente, estabelecida como norma, como regra, como padrão humano, o conflito, a confusão, a luta.

É essa condição de luta, confusão e conflito que estabelece estados internos em nós, estados de sofrimento. Veja, é uma questão de círculo vicioso. Essa confusão externa, essa desordem externa, esse conflito externo se traduz dentro de cada um de nós como complicações, aflições e sofrimentos internos. Esses sofrimentos externos não são outra coisa, também, a não ser uma representação desse interno movimento de desordem, confusão e conflito interno. Então, é um círculo vicioso.

Aquilo que você é psicologicamente, expressa externamente. Não existe uma separação entre o mundo externo e esse mundo interno. A confusão na família é a confusão no bairro, é a confusão na cidade, é a confusão na nação, é a confusão entre as nações. O conflito interno é o conflito externo.

Se há conflito dentro de você, o seu conflito não é só com você, é um conflito com a sua esposa, com o seu marido, com seus filhos, com a família. Assim como, quando você está leve, alegre e feliz, essa leveza, alegria e felicidade é compartilhada com todos à sua volta, da mesma forma você compartilha esses estados internos de desordem, de conflito e sofrimento com o mundo. Não há qualquer separação entre você e aquele que está próximo de você.

Essa separação é uma ideia, é só um conceito, uma forma de falar, que não representa absolutamente, nesta forma, nenhuma verdade. Você é o que a vida à sua volta é, o que o mundo é. Se há conflito no mundo, há conflito em você. Se há conflito em você, há conflito no mundo. Então, estamos vivendo assim.

Então, o nosso padrão de comportamento, do ponto de vista físico e, também, do ponto de vista psicológico, é exatamente o mesmo. A não ser que você resolva essa questão interna, nenhuma questão externa se resolverá. Então, voltamos a dizer aqui para você: sim, é possível a vida sem sofrimento.

Não podemos mudar o mundo e nem o mundo precisa mudar, uma vez que você, como acabamos de colocar, é o próprio mundo. O único elemento aqui presente na desordem, confusão e sofrimento no mundo é, na verdade, você.

“Como lidar com a ansiedade e a depressão?” Observe as perguntas que fazemos. Nós queremos aprender a lidar com ansiedade e depressão. Veja, você não precisa saber lidar com ansiedade e depressão, você precisa descobrir a verdade de como você funciona.

Enquanto não houver essa compreensão de como você funciona, haverá no mundo ansiedade e depressão, haverá em você ansiedade e depressão. Não se trata de colocar sobre estados internos de sofrimento psíquico algum nível de ordem ou aplicar alguma habilidade para lidar com isso. Aqui se trata da eliminação desse modelo.

A grande verdade sobre tudo isso é que estamos psicologicamente ajustados a esse modelo de ignorância sobre quem nós somos. A não compreensão de como funcionamos é a ignorância sobre quem nós somos.

Não sabemos lidar com o pensamento. Então, aqui está uma pergunta também muito relevante, de grande importância para cada um de nós. “Como lidar com o pensamento?” Uma outra pergunta é: “O que é o pensamento?” Isso porque, notem aqui uma coisa, tudo parte desse formato de pensar, de padrão de pensamento e da não ciência de como isso se processa.

Então, não saber lidar, não compreender, não ter uma aproximação do pensamento, tudo isso é parte dessa forma de ajustamento psicológico que nós estamos sustentando na vida, isso há milênios. Aqui estamos com você investigando o fim para essa condição psicológica, para esse condicionamento psíquico. O fim desse condicionamento psíquico ou ajustamento psicológico de cultura humana, de padrão de educação social, de humanidade que trazemos, é o fim para o sofrimento psíquico.

Então, por natureza, por verdade disso, o fim desse sofrimento psíquico é o fim do conflito, da confusão e da desordem dentro de nós mesmos e, portanto, no mundo. Como podemos atender o fim dos problemas no mundo? Resolvendo essa questão do fim do problema em você, porque o problema em você é o problema no mundo.

O seu contato com a família é um contato a partir daquilo que você é ou você representa nesse contexto. Mas qual é a verdade sobre você? Se a presença do sofredor está aí, do ansioso está aí, do deprimido, do medroso, daquele que está infeliz, se é isso que temos presente aí, o que temos no mundo é exatamente isso.

Aqui, com você, estamos descobrindo como romper com o sofrimento psíquico, com esse condicionamento psicológico, com essa ignorância a respeito da Verdade sobre nós mesmos. E, portanto, rompendo com essa ilusão de alguém presente. Esse alguém é o sentido de ser uma pessoa. É isso que estamos investigando com você.

Não existe tal coisa como alguém, como uma pessoa. É a presença dessa pessoa, é a presença desse alguém, a presença desses estados. A presença desse alguém, a presença dessa pessoa, a presença desses estados é a presença de um condicionamento que há milênios está na humanidade e agora se apresenta aqui. Você não é algo ou alguém separado de tudo isso, como acabamos de colocar. Você, como pessoa, como alguém, é parte integrante desse modelo de condicionamento.

O nosso desafio aqui é constatar a Realidade d’Aquilo que é Você em seu Ser para a Real Revelação do verdadeiro ser humano. Assim como a Real Consciência não é do nosso conhecimento. Nós vivemos nesse, assim chamado, ser humano comum a todos, criatura humana comum a todos, consciência humana comum a todos.

Qual será a Verdade desta Real Consciência? Qual será a Verdade desta Natureza Divina, que é a natureza do seu Ser? um trabalho nessa direção, uma investigação e um olhar dentro de uma proximidade como essa, é o que estamos fazendo juntos. Porque é nessa aproximação que se Revela Aquilo que está além da pessoa.

“Então, espere, você está realmente nos dizendo que é possível uma qualidade de vida diferente de tudo isso que nós conhecemos há milênios? Uma vez que o que nós conhecemos na vida, há milênios, é o conflito, a confusão e a desordem?” Continuo dizendo: sim! Isso exige o fim do “eu”, o fim do ego, o fim dessa condição psicológica, vou repetir mais uma vez, de ajuste a esse modelo vigente, a esse padrão de existência egocêntrica de ser alguém, de ser uma pessoa.

É isso que nós aqui trabalhamos com você. Estamos lhe falando do Despertar Espiritual, da Iluminação Espiritual, da Ciência da Verdade Divina, do Florescer de sua natureza, que é a Natureza de Deus. A verdade de Deus é a Verdade d’Aquilo que está fora da mente, fora do conhecido, Algo fora das crenças, Algo fora dos dogmas, dos rituais, das cerimônias, dessas, assim chamadas, práticas espirituais. É a simples ciência da Não separação, da Não dualidade.

Se não há separação, se não há dualidade, não há conflito, não há confusão, não há desordem. Se isso está presente, não há mais ansiedade, depressão ou alguma forma de medo. Nada disso está mais presente, uma vez que tudo isso requer a presença da separação entre aquele que sente e aquilo que está sentindo, entre o pensador e o seu pensamento, entre esse que experimenta e essa sua experiência.

Notem, tudo isso é de cunho particular. Não nos ensinaram a entrar em contato direto com aquilo que está aqui, sem colocarmos esse elemento que vem do passado, que é esse alguém, esse “eu”, essa pessoa. Esse “eu”, essa pessoa, esse alguém é esse formato de condicionamento humano. Não nos ensinaram a entrar em contato com a vida sem esse elemento.

E aqui nós estamos explorando isso com você. Isso requer a presença desse estudo de nós mesmos, descobrir como olhar para as suas reações, ficar ciente desse ajustamento, desse condicionamento, dessa forma psicológica como fomos educados para viver, descobrir o que é olhar para isso, é nesse sentido que usamos aqui a expressão Autoconhecimento.

Quando temos a base real, que é a Verdade, a revelação desse Autoconhecimento, temos a importância do Autoconhecimento. E quando há esse Autoconhecimento, se revela à ilusão desse “eu”, desse “mim”, desse ego, desse alguém, dessa pessoa, e isso termina. E quando isso termina, não há mais problemas, não há mais confusão, não há mais sofrimento, não há mais medo. Nós precisamos de um contato real com a vida, sem o sentido de alguém envolvido nisso. Nenhuma outra solução é solução real, são soluções paliativas.

Qualquer forma de ajuda que você alcance, que você obtenha para minorar, para diminuir a questão da dor, a questão do sofrimento, a questão da confusão, da desordem, não resolve; apenas uma aproximação da Verdadeira Meditação. Não daquilo que alguns chamam de meditação, mas a verdadeira aproximação da Meditação, que requer a real base desse estudo de nós mesmos, nessa compreensão de como nós funcionamos, como o pensamento funciona.

Assim, estamos, com você, investigando isso: o que é o pensar? O que é o pensamento? Como lidar com os pensamentos? A visão da Verdade sobre você lhe revela o fim para esse interno estado, onde há essa ilusão da separação entre você e a vida, entre você e o outro, entre você e Deus. Você, em sua Natureza Real, não carrega mais esse ajustamento, esse formato de condicionamento.

Aos sábados e domingos, estamos juntos, explorando esse assunto com você. São dois dias juntos. Além disso, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Setembro de 2024
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