quinta-feira, 4 de julho de 2024

Advaita Vedanta. Autoconhecimento psicologia. Como lidar com narcisista. Mente inquieta. Autoimagem.

Aqui nós estamos juntos investigando a verdade dessa ciência da compreensão daquilo que nós somos. A tomada de ciência disso é aquilo que aqui nós colocamos como Autoconhecimento. No entanto, essa aproximação, aqui, a questão do Autoconhecimento talvez seja um pouco diferente dessa abordada dentro da psicologia.

Aqui nós estamos nos aproximando da verdade dessa ciência desse estudo de nós mesmos, e não da aplicação de alguma técnica para nos ajustarmos a um padrão, a um formato, a um modelo de comportamento, como, em geral, alguns abordam essa questão do autoconhecimento.

Aqui estamos falando de uma ciência que nasce da auto-observação. Descobrir esse movimento psicológico de ser, tomar ciência desse movimento. Não é para fazermos algo com isso. Uma vez que você tome ciência de uma forma direta, aprendendo o que é a ciência da Meditação, percebe que essa ciência da Meditação é parte dessa ciência do Autoconhecimento.

A própria aproximação da Meditação requer uma aproximação onde haja um olhar direto para aquilo que esse “eu” psicológico, esse modelo do ego representa. E basta esse olhar para que uma ação nova ocorra. Aqui o interessante é descobrir que esta ação se processa de um modo muito direto, completo, único, sem a intervenção da vontade, do querer, da volição do próprio “eu”.

É isso que estaremos abordando aqui com você. Precisamos ter uma aproximação de nós mesmos de uma forma muito direta. Assim, o Autoconhecimento é de fundamental importância, e é isso que nós abordamos aqui, trabalhamos aqui com você: a importância do Autoconhecimento.

A aproximação do olhar sem esse centro, que é o “eu”, é um olhar livre daquele que vê, daquele que observa, daquele que está presente e se vê separado daquilo que está vendo. Então, há uma nova forma, sim, de nos aproximarmos daquilo que nós somos. Estudar isso é estudar a nós mesmos.

Não se trata de algo que você, teoricamente, intelectualmente, disso se aproxime. É necessário ter uma aproximação direta, vivencial, real disso. É assim que você tem a revelação da ideia que você faz sobre quem você é.

Em geral, as pessoas se envolvem com a questão do autoconhecimento para ajustarem essa ideia que elas fazem sobre quem elas acreditam ser. A esse ajustamento, há um novo padrão, há um novo modelo de pessoa, é o que elas chamam de autoconhecimento.

Aqui estamos descobrindo juntos o que é ter uma visão dessa pessoa. Uma visão dessa pessoa, tomar ciência do que essa pessoa representa. Não se trata de um ajustamento dessa pessoa a um novo modelo de comportamento. Essa pessoa é a ideia que você tem sobre quem é você. Essa ideia é uma imagem que você formou sobre si mesmo.

Quando você toma ciência dessa imagem, você pode se livrar dessa imagem. Uma vez livre dessa imagem, você está livre desse “eu”, desse ego. Porque aquilo que você é como pessoa não passa de uma imagem. Sim, exatamente isso. O que quer que você esteja sentindo nesse você, esse você é uma crença sobre você, nesse sentir dentro de uma relação com o outro, com a vida, com o que acontece.

Aqui já tocamos na questão da separação. Tem a pessoa e a sua experiência, a pessoa e o seu relacionamento: esse é o modelo da dualidade. Uma aproximação desse estudo de nós mesmos nos leva além dessa dualidade, porque nos leva além desse centro, que é o “eu”, o ego, que é a pessoa, que é essa autoimagem.

Então, esse centro, esse “eu”, esse ego, na relação, seja com pessoas, com objetos, com lugares, com situações, com circunstâncias, com ele mesmo, com os pensamentos que se processam dentro de nós mesmos, tem esse “eu” e o pensamento, tem esse “eu” e o sentimento: isso é a dualidade.

Aqui nós estamos juntos investigando isso, o fim para essa dualidade. Então, é um dos assuntos de grande relevância aqui com você. O fim para essa dualidade é o surgimento da Advaita, a não dualidade. A palavra Advaita significa a não dualidade, “o primeiro sem o segundo”. Isso é direto dos Vedas, é direto da Advaita.

Nós precisamos ter uma aproximação da vida sem esse ego, sem esse “eu”, então ficamos com a vida como ela acontece. Percebam a beleza disso. O fim do ego aí, desse “eu” aí, dessa autoimagem aí – reparem, é uma autoimagem presente, é a imagem que você tem sobre quem é você –, isso é o fim da dualidade.

Essa condição psicológica de ser alguém te coloca numa condição interna. Esse ser alguém é essa autoimagem, é esse “eu”, é esse ego – é nesse sentido que nós usamos aqui essa expressão “ser alguém”. Isso lhe coloca numa condição onde você fica tentando resolver os problemas dentro dos relacionamentos. Então você tem problema com o mundo, problema com a vida, problema consigo mesmo, problema com o outro.

As pessoas têm perguntas do tipo: “Como lidar com um narcisista?” Nós queremos lidar com o outro, sem antes termos uma compreensão de como nós, internamente, funcionamos. Repare, o outro tem uma imagem sobre quem ele é, e essa imagem lhe faz viver naquele formato em que ele está vivendo ou ela está vivendo.

Não só ele ou ela que é bipolar, que é narcisista, que carrega esse ou aquele quadro já diagnosticado ou não. O ser humano, enquanto carrega essa autoimagem, esse sentido do “eu” presente, que é o ego, está vivendo uma condição psicológica de desordem, de confusão mental, de sofrimento, de insanidade. Nesse sentido, a neurose é algo comum a todos, a desordem psicológica é algo comum a todos.

Podemos nos livrar disso? Uma vez livre dessa autoimagem, livre desse “eu”, desse ego, há uma profunda Liberdade presente. A presença do seu Ser – reparem, isso não é a presença do “eu”, do ego, é a presença de Deus –, é o Ser Divino, é o Ser de Deus. Isso não carrega problemas e não carrega qualquer dificuldade em lidar com o outro, porque não existe o outro. Esse sentido do outro está dentro dessa projeção do sentido do “eu”, do ego.

Nós precisamos ter uma aproximação da vida sem essa autoimagem, sem esse ego. Então, essa aproximação da vida, requer a presença da revelação de si mesmo. Tomar ciência desse si mesmo, desse movimento que opera nessas relações, a ciência disso realiza uma ação natural de eliminação dessa condição psicológica de ser alguém. Isso é o fim da autoimagem, isso é o fim do ego. É a Realidade deste Ser.

Assim, a nossa visão dentro do Autoconhecimento, aqui estamos tratando com você da importância disso, porque toda essa mente inquieta presente em você, essa inquietude, se desfaz, essa inquietude desaparece. Essa é a forma de lidar com uma pessoa narcisista.

Essa pessoa está lá fora ou essa pessoa está dentro de cada um de nós? É possível nos relacionarmos com o outro sem a imagem que fazemos dele, tendo uma plena ciência da desordem que se encontra aqui, nesse instante? Compreendendo a desordem em si mesmo, há uma compreensão da desordem fora de si, no outro.

A beleza desse Despertar da Consciência é o fim dessa mente inquieta, dessa mente tagarela. Também, isso é o fim da dificuldade de lidar com a vida, porque a dificuldade de lidar com a vida é algo que está presente quando há esse modelo de separação, onde tem você e a vida, onde tem você e o outro, onde tem você e os seus pensamentos e os seus sentimentos, que são desordenados, conflituosos, inquietos, problemáticos.

Reparem a nossa abordagem aqui, o que estamos investigando com você. O que estamos propondo para você é o fim da ilusão, da ilusão dessa identidade presente na vida, no viver, nesse instante.

Observe que a imagem que você tem sobre quem você é, o modelo de representação psicológica de ser, que você traduz isso dentro da experiência, que você demonstra isso dentro da experiência, esse modelo de ser que se demonstra, que se apresenta, que está nessa relação, reparem, não há um contato real, é um contato entre imagens. Você tem uma imagem dele ou dela, ela tem uma imagem de você. Então é um contato entre imagens.

Podemos criar ajustamentos entre imagens. Em geral, as pessoas estão usando esses expedientes, mas isso tudo são truques que não resolvem o problema. As pessoas passam anos de suas vidas numa relação, no casamento, na família, em lidar com o mundo à sua volta, mas dentro dessa estratégia. Tudo o que o ego pode fazer é se ajustar.

Aqui, o nosso empenho, o nosso interesse é outro. Estamos lhe propondo o fim para o “eu”, para o ego, para esse modelo de autoimagem, uma vida livre do passado. Porque, reparem, é o passado que traz a experiência que foi para, nesse momento aqui, fazer uma leitura disso que aqui está, disso que aqui acontece.

Quando você se encontra com a esposa, você está trazendo dela uma imagem de todos os momentos que viveu ao lado dela, ou do marido, ao lado dele. Os momentos de prazer, de dor, de carinho, afagos, ajustes de ideias, mas também os momentos de crítica, de palavras duras, amargas, de distratos. Então, está presente o momento de prazer e dor na relação, isso está sendo ressuscitado aqui nesse contato, de novo e de novo, algo vindo do passado.

Aqui estamos lhe propondo o fim do passado, que é o fim do experimentador, que é o fim do ego. Isso é o fim da autoimagem. Será possível uma vida livre do ego e, portanto, livre do que foi? Livre dessa noção do que será, do que poderia ter sido? Então, estamos eliminando esse tempo, que é o tempo que o pensamento constrói. Esse tempo é eliminado quando o “eu”, o ego, não está mais presente.

É nisso que consiste esse nosso trabalho aqui. Estamos abordando com você esse assunto do Florescer, esse assunto da Realização, esse assunto do Despertar da Consciência, ou qualquer nome que você queira dar para isso. Estamos falando basicamente da Realização de Deus nesta vida, do fim dessa desordem, do fim dessa confusão.

Maio de 2024
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terça-feira, 2 de julho de 2024

O que é o Despertar Espiritual? Observar a mente. O que é meditação? Como praticar meditação?

A pergunta é: “O que é a Iluminação Espiritual ou o Despertar Espiritual?” Estamos trabalhando aqui com você o fim para a ilusão desse sentido do “eu”, desse “mim”, dessa pessoa presente na vida.

Nós fomos programados para acreditar, confiar e viver como pessoas, cada uma carregando esse sentido de personalidade, algo muito pessoal, muito particular, muito singular em cada um de nós, dentro desse modelo psicológico de ser alguém. O interessante aqui é que, apesar dessa singularidade, dessa personalidade, dessa pessoa em cada um, nós temos, basicamente, o mesmo movimento.

Estamos dentro do mesmo movimento: é o movimento presente nesse sentido de alguém, nesse tempo “passado, presente e futuro”, onde nós temos e onde nós somos, basicamente, os mesmos, como entidades separadas. Sim, nós temos comportamentos singulares, mas, em geral, é comum a todos nós toda a forma de confusão, de desordem psicológica, de sofrimento psicológico.

Assim, nós carregamos, como seres humanos, o medo, a angústia, a tristeza, a dor, a culpa. Carregamos conosco todo tipo de infelicidade psicológica como parte desse comportamento, desse movimento comum a todos nós nesse modelo psicológico de ser, nesse sentido de ser, nessa ideia de se mover na vida como sendo alguém. Então, esse é o modelo dessa entidade que se separa da vida, que se separa da existência, é o modelo do “eu”, do ego.

Aqui estamos juntos investigando essa questão do fim para essa condição, uma vez que essa condição é uma condição de problemas. São diversos os problemas que existem dentro dessa pessoa, dessa personalidade, desse sentido de ser alguém. A boa notícia aqui é que estamos nos deparando com um sonho, com uma miragem.

Ao se encontrar com uma miragem, aquilo parece ser real; ao se aproximar da miragem, fica claro que não está lá. Seu contato com a miragem é um contato distante, afastado. Então, tem você e a miragem. Uma vez próximo da miragem, fica claro que não há miragem. Essa proximidade é o fim para essa separação entre você e a miragem. Quando um sonho acontece, tem você e o sonho. Quando o sonho termina, nós temos o fim para o sonho. E quando o sonho termina, nós temos o fim para aquele que sonha.

Assim, quando tratamos com você aqui do Despertar Espiritual, da Iluminação Espiritual, estamos falando do fim da miragem, do fim do sonho, do fim da ilusão. Isso é o fim do “eu”, é o fim do ego e, portanto, dessa pessoa, desse sentido de personalidade e com tudo isso que ela traz, e com tudo isso que ela representa. Então nós temos o fim para tudo isso.

Há uma incompletude presente, há uma insatisfação presente. São inúmeros os problemas que essa pessoa tem, que esse sentido do “eu”, do ego, carrega. O florescer de sua natureza é essencial, daquilo que em você é indescritível, inominável. Essa Realidade é a Realidade Divina.

O florescer desta Realidade, o florescer desta Presença, assumindo esse corpo e essa mente, é o fim do sonho, é o fim da miragem, é o fim da ilusão, é o fim da ignorância. É isso que alguns chamam de Iluminação Espiritual ou o Despertar Espiritual, embora muitos também coloquem esta expressão com diversos outros sentidos.

Aqui nós estamos sendo bem específicos com você quando abordamos e usamos essa expressão. A abordagem e a expressão são colocadas de uma forma muito específica. Não estamos falando desse despertar espiritual ou iluminação espiritual como, em geral, as pessoas usam aí fora. Estamos falando aqui nesse sentido, no sentido do fim do “eu” do ego, onde não há mais nenhuma separação entre o sonho e o sonhador, entre aquele que vê a miragem e a miragem. Estamos diante de algo indescritível, que é a Realidade do seu Ser.

É aqui que entra outra pergunta muito frequente: “o que é a meditação?” Veja, a Meditação é outra coisa que aqui colocamos de uma forma diferente de como as pessoas colocam aí fora, como uma técnica, uma prática, algo que você faz para obter um determinado resultado, para silenciar a mente, para aquietar e acalmar o sistema nervoso, para relaxar ou para alcançar objetivos, propósitos, alvos, nesse assim chamado mundo material ou mundo espiritual. Não é nesse sentido que nós usamos aqui a expressão Meditação.

Para nós a Meditação, a verdade da Meditação, a Real Meditação, é aquilo que está presente quando o sentido do meditador não está. Portanto, não se trata de algo que alguém faz. A Meditação é algo que acontece de uma forma natural, quando há uma atenção sobre todo esse movimento, que é o movimento da consciência do “eu”, desse “mim”, desse ego.

Quando há essa verdade da revelação dessa consciência do sonhador, temos a compreensão da ilusão entre este sonhador e o seu sonho particular, entre esse que está presente vendo sua miragem particular. Então, a presença da atenção. Isso já dá a resposta para uma outra pergunta também muito comum: como praticar a meditação?

Repare, a Meditação é a ciência desse Ser, algo que ocorre de uma forma muito simples, direta e natural quando há essa atenção para esse instante, para esse momento. Se há uma atenção para esse momento, há uma compreensão da ilusão da separação entre o pensador presente e o seu pensamento, entre o experimentador e a sua experiência, entre aquele que está sentindo algo e aquilo que ele está sentindo.

Veja, aqui estamos colocando de uma forma diferente exatamente a mesma coisa entre o sonho e o sonhador, entre a miragem e aquele que vê a miragem. É necessário termos uma aproximação dessa separação, dessa dualidade, quando a atenção chega nesse momento, quando aprendemos a arte da observação do movimento do “eu”, desse “mim”, desse ego, que é o movimento da mente.

Observar a mente, aprender a arte de olhar para todo e qualquer movimento interno que ocorre dentro dessa consciência do “eu”: isso é possível nessa atenção, isso é uma aproximação da Meditação. Não da prática da meditação, através de uma técnica, de um sistema, onde você se senta, cruza as pernas, respira ou faz alguma coisa.

Aqui, a aproximação da Meditação é prática, aqui, no viver. Então, há uma diferença entre a prática da meditação e a Meditação nesse formato simples e direto, a Meditação prática, agora, aqui. Olhar para esse movimento do “eu”, do ego, é Meditação.

Agora, notem, você não pode e não tem como se aproximar dessa Meditação sem esse olhar direto para si mesmo nesse momento, para todo e qualquer movimento de pensamento, de sentimento, de sensação, de percepção. Agora, o que isso tem a ver com pernas cruzadas ou estar sentado em um lugar silencioso e calmo, ouvindo uma música? Absolutamente nada! É aqui neste momento, é no viver, instante a instante, momento a momento, se tornar ciente do movimento do “eu”. Veja, não é algo que você faz, é algo que está presente quando há essa atenção.

Repare, essa atenção é exatamente a anulação desse “mim”, desse “eu”. Quando há atenção, é só um olhar sem alguém para fazer alguma coisa com o que surge, com o que aparece. Aqui nós temos inúmeros vídeos dentro do canal, mostrando a diferença entre estar fazendo algo ou essa atenção presente, sem alguém.

Aprender a arte de se aproximar de si mesmo, sem esse “mim”, é olhar sem aquele que olha, é sentir sem aquele que sente, é escutar sem aquele que ouve. O sentido do “eu” não entra, o sentido do meditador não está presente.

A verdade da Meditação é a presença da Meditação sem o meditador. Não há um meditador quando há Meditação. Quando há pura observação do movimento da mente, não existe o observador. Isso é o fim para o observador, isso é o fim para o meditador, isso é o fim para alguém presente fazendo algo.

Então, aqui, quando usamos a expressão “a verdade do Autoconhecimento”, estamos nos referindo a isso que estamos colocando aqui para você: a ciência desse “mim”. Isso está presente quando há essa atenção, esse olhar sem alguém olhando, essa percepção sem alguém percebendo, essa ciência sem alguém tomando ciência disso. Porque esse alguém é o “eu”, esse percebedor é o “eu”, esse observador é o “eu”.

É por isso que todas essas técnicas ou práticas de meditação só funcionam temporariamente, durante o tempo em que o meditador se aquieta, mas ele está lá e logo volta. Quando os minutos da meditação terminam, ele surge novamente.

Aqui estamos falando para você e lhe mostrando que é possível a arte de Ser. Esta arte de Ser é Meditação. Mas não é alguém que faz isso, é algo que acontece nesse florescer do seu Natural Estado de Ser, pela auto-observação do movimento do “eu”.

Assim, o que nós precisamos é ter uma aproximação da verdade sobre o Despertar Espiritual. Eu vou tocar um pouquinho mais nisso: o verdadeiro Despertar Espiritual, não aquilo que alguns falam a respeito de uma experiência que tiveram ou que obtiveram. Estamos falando do real Despertar Espiritual, como da real Iluminação Espiritual. Não se trata de uma experiência que alguém tem ou que alguém teve e que pode falar sobre ela depois.

Quando há o real Despertar Espiritual, a real Iluminação Espiritual, estamos apenas diante desse estado simples, direto e natural, onde não existe alguém desperto, onde não existe alguém iluminado, há só esse Natural Estado, livre desse sentido do “eu”, do ego.

Não fica o experimentador com sua experiência, não fica o experimentador com sua memória para relatar sua experiência. Isso é o fim do tempo psicológico, é o fim de uma identidade presente na experiência e é o fim de uma experiência para alguém. É algo indescritível, algo que está além de toda palavra, de toda forma de expressão.

Assim, essas expressões realmente não fazem jus à realidade do seu Natural Estado de Ser, que é a Verdade Divina, que é a Verdade de Deus. Então, essas palavras de iluminação espiritual, despertar espiritual ou realização de Deus, não fazem jus a essa Realidade desse Natural e simples Estado de Ser, onde há esta real e verdadeira Consciência, além dessa consciência do ego, além dessa consciência do “eu”.

Junho de 2024
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quinta-feira, 27 de junho de 2024

Despertar Espiritual. Iluminação Espiritual. Como praticar a Meditação? O que é a Atenção Plena?

Para a pergunta como praticar a meditação, há uma grande confusão na cabeça das pessoas. Elas querem descobrir um método, uma técnica, uma fórmula, uma maneira de se aproximarem da meditação. E, realmente, existem diversas fórmulas, técnicas e métodos, mas nada disso representa a verdade sobre a Meditação.

Aqui, por exemplo, quando tocamos na palavra Meditação, ou quando investigamos isso aqui com você, estamos falando da verdade sobre a Meditação. A verdade sobre isso é que o seu Natural Estado de Ser se revela como um natural estado onde a Meditação está presente quando o sentido do “eu”, do ego, não está. Esse é o seu Natural Estado de Ser.

Todos nós já experimentamos momentos onde o sentido do “eu”, do ego, não estava. Nós só tivemos alguma lembrança muito vaga disso depois daquele estado. Até porque esse estado não deixa registro. Vamos esclarecer isso aqui para você.

Não existe nada mais natural na vida – e aqui nos deparamos com algo muito paradoxal – do que esse estado de Ser presente já, aqui e agora, em cada um de nós, que é Meditação. E é simples a gente confirmar isso quando, por exemplo, estamos em meio à natureza ou diante da praia, tomando um banho de mar, sentado, vendo as ondas baterem nas rochas, diante de um pôr do sol.

Nesse momento, ocorre uma coisa muito simples que já está presente em nós: é a presença desse Natural Estado de Ser, onde o “eu” não está. Ali não tem, psicologicamente, nenhuma situação interna criando algum nível de sofrimento, de conflito, de contradição e de problema para você. Naquele instante, há um esvaziamento completo de todo esse conteúdo do “eu”, do ego. Isso é Meditação.

Então, a Meditação é aquilo que está presente quando o ego não está. E isso ocorre de uma forma muito natural quando você está em um contato assim, com a natureza, sentado ali naquela montanha, olhando para os vales lá embaixo. Nesse momento, você está em um contato direto com a Realidade do seu Ser, e isso é Meditação.

Seu Natural Estado de Ser é Meditação. Então, a sua mente, naturalmente, é meditativa. O problema é que nós estamos alienados desse estado constantemente, em razão de um fundo de condicionamento que trazemos, onde toda a nossa relação com a vida, com o mundo à nossa volta, com as experiências ocorrendo, é sempre a partir de uma ilusão, a ilusão de alguém para experimentar, de alguém para classificar, para nomear, para observar, para pensar a respeito, para fazer algo com o que está aqui. Então, há essa separação. Nesta separação, está presente, naturalmente, o conflito, o sofrimento e os problemas para esse “mim", para esse “eu", para o ego.

Quando as pessoas perguntam: “Como praticar a meditação?” Se você quer uma técnica, você pode adquirir uma técnica. Enquanto estiver na prática da técnica, a mente pode se aquietar. Você pode descobrir uma forma de, artificialmente, entrar nessa mecânica do cérebro e criar uma condição de relaxamento, desestresse, de silêncio. Enquanto a prática está ali, isso está presente. Mas depois disso, tudo volta a ser como era antes.

Ou seja, esse movimento de inquietude psicológica, de agitação mental, de tagarelice interna estão presentes porque isso não resolve essa questão do fim para essa identidade que é o “eu”, o “mim”, o ego. Enquanto que a verdade da Meditação é a constatação da Realidade do seu Ser, aqui e agora. Isso não requer técnica, não requer prática, não requer nenhum método, nenhum sistema.

Aquilo que se faz necessário para irmos além daquela condição que tínhamos lá na praia, e que já não está mais, é a ciência do Autoconhecimento. É aqui que entra a importância da verdade sobre a Meditação, da real Meditação. Não da prática da meditação, mas da Meditação de uma forma vivencial, da Meditação na prática. Isso requer essa atenção; uma profunda, significativa, uma plena atenção, uma Atenção Plena sobre todo o movimento do pensamento, do sentimento, da sensação, da percepção, de tudo que se faz presente aqui, neste momento.

Como as pessoas não sabem, não compreendem, não aprenderam ainda a arte de Ser, como isso não ficou claro para elas em razão desse modelo de inconsciência, de ignorância em que elas se encontram no viver, nesse modelo de separação e dualidade, elas só encontram um momento de alívio desse centro, que é o “eu”, o ego, quando vão para a praia, quando fazem uma caminhada na floresta, quando fazem um passeio. Mas ainda estamos diante de algo que não é natural, porque você não consegue viver assim. Você tem períodos assim. Você não vive de férias.

E a questão da mente é que ela é, de tal forma, constituída que mesmo em um período de férias, quando você está em um lugar como esse, é só por alguns segundos que você vivencia uma experiência livre desse centro, que é o “eu”, que é o ego. E depois que você experiencia isso, o que você tem é a lembrança, porque aquilo se foi. E se você tem a lembrança, um experimentador tentou registrar aquele momento. Parcialmente, alguma coisa ficou como registro de memória, mas não foi aquele instante, não foi aquele momento.

Então, mesmo no contato com a natureza, por alguns segundos você está livre desse centro que é o “eu”, o ego, mas logo a mente egoica, em razão do seu modelo de continuação, de repetição, de hábito, volta e assume de novo o cérebro. E você pode estar diante da mais bela paisagem, mas o ego está presente, tagarelando, trazendo lembranças do passado, colocando de volta aí dentro de você, naquele momento, o seu consultório, o seu escritório, sua oficina, o problema em lidar com clientes, com pacientes, todo tipo de coisa.

Nós precisamos, na vida, da arte do Autoconhecimento, tomar ciência do movimento do “eu”, aqui e agora. Então, você está no trabalho, você está lidando com a família, você está tratando de algum assunto, envolvido em alguma atividade, no dia-a-dia, ao mesmo tempo, você está trazendo ciência para esse movimento, que é o movimento do “eu”, do ego, que é o movimento dessa identidade presente. Nesse momento, você está trazendo ciência para esse movimento, que é o movimento desse “eu", desse ego, dessa ilusória identidade com os seus assuntos.

Observar o movimento do pensamento nesse instante requer essa atenção, essa plena atenção para esse movimento. Veja, isso não requer qualquer técnica, qualquer esforço, qualquer prática. Quando há um real interesse para tomar ciência do movimento do pensamento, esse real interesse é o suficiente.

Um pensamento surge, um sentimento surge, uma emoção, uma sensação, um modo de sentir, um modo de perceber e, nesse instante, em razão desse interesse de olhar para esse movimento, apenas olhar: é aqui que se encontra a verdade da Meditação.

É olhar sem interferir, sem fazer algo, sem esse gostar ou não gostar, sem julgar, sem avaliar, sem condenar, sem tentar se livrar, sem tentar segurar: apenas olhar. A inclinação da mente egoica é de buscar prazer na memória, na lembrança, que é pensamento. E quando isso ocorre, a identidade do “eu" está viva na memória.

É isso que temos feito. É assim que estamos vivendo nossas vidas, sem a menor ciência da desidentificação desse centro ilusório, porque não há Meditação, porque não há Autoconhecimento, não há essa atenção, então não temos a verdade da Meditação.

Quando um pensamento é ruim, nós queremos nos livrar dele. Essa reação é uma reação desse centro, que é o “eu". Então, ele quer se livrar desses pensamentos, ou então, ele quer agarrar os pensamentos de prazer. Essa é a condição da identidade egoica. É assim que estamos vivendo nossas vidas.

Quando a pessoa pergunta: “O que é o Despertar Espiritual?” É o fim disso. É o fim dessa condição onde há uma identidade presente, que é o “eu”, o ego, se separando da experiência e, naturalmente, nessa separação da experiência, está vivendo dentro de um egocentramento da ilusão de uma identidade presente na experiência, buscando lidar com a vida do jeito que ele deseja. Mas não é assim que acontece.

A vida é como ela é, e esse sentido do “eu” é uma ilusão – autointeresseiro, voltado para ele mesmo, tendo uma particular visão do mundo. Nesse autocentramento, ele está sustentando toda forma de contradição e conflito, vivendo violentamente, vivendo infeliz, vivendo em desordem emocional, sentimental, em razão de todos esses conflitos que o pensamento sustenta nessa ilusória identidade.

Então, olhar para isso, tomar ciência dessa condição psicológica, que é a condição de padrão, de história, de programa, de condicionamento humano psicológico, tomar ciência disso é o fim para tudo isso. Isso é o Despertar Espiritual ou Iluminação Espiritual.

Essa questão do Despertar Espiritual é algo que se torna possível quando há essa ciência do Autoconhecimento, que implica a presença da Meditação. Então, essa questão da prática da meditação não é alguém fazendo, não se trata desse “eu” na prática, como as pessoas procuram.

O que é Atenção Plena? É esse interesse de olhar para todo esse movimento do pensamento, do sentimento, da sensação, da percepção, sem intervir, sem interferir nisso. Tomar ciência do que é a Atenção Plena é tomar ciência do que é a verdade da Meditação.

A única forma real de uma aproximação da verdade sobre como praticar a Meditação é descobrindo qual é a verdade dessa Atenção Plena. Então, a resposta para a pergunta o que é Atenção Plena é a resposta sobre essa ciência de Ser-Consciência e, naturalmente, Felicidade, algo presente na Meditação.

Não há separação entre essa Atenção e essa Meditação. No entanto, não tem “alguém” nisso. É exatamente a ausência desse movimento do observador, do pensador, do experimentador. Tomar ciência do pensamento e não se identificar com ele, porque ele é prazeroso. Tomar ciência do pensamento e não se identificar com ele na procura da rejeição dele, de rechaçar ele, de se livrar dele, porque ele é doloroso. Tomar ciência do pensamento sem o pensador é o fim para essa condição de continuidade do pensamento e, portanto, do pensador.

Uma aproximação da verdade da vida, sem esse sentido do “eu”, do ego, de uma identidade presente, sendo o pensador, o observador, o experimentador, o contato com essa Realidade da vida, sem esse elemento, é o Despertar Real.

É nesse sentido que nós usamos a expressão, aqui, o Despertar Espiritual. Veja, não tem nada a ver com o que as pessoas dizem sobre esse, assim, chamado, despertar espiritual. As pessoas aí fora ligam a todo tipo de coisa que não tem nada a ver.

Aqui estamos falando do florescer do seu Natural Estado de Ser, que é Consciência, Felicidade. Está presente quando a Meditação, como seu Natural Estado de Ser, está aqui, em qualquer parte, em qualquer lugar, em meio a qualquer atividade, no viver, no dia-a-dia, momento a momento. Aqui está presente essa ciência de Ser-Consciência-Felicidade.

Maio de 2024
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terça-feira, 25 de junho de 2024

Advaita. Importância do Autoconhecimento. Como lidar com a frustração? Saúde mental no trabalho.

“O que você tem a nos dizer sobre essa questão da saúde mental no trabalho?” Outra pergunta é: “Como lidar com a frustração?” Observe comigo algumas coisas: aqui nós estamos abordando com você como se aproximar da vida sem esse sentido de alguém presente na experiência. O que nós não percebemos é que todos os problemas que nós temos na vida são problemas que estão assentados naquele que carrega o problema.

Pode parecer estranho o que nós temos dito aqui, mas se você investigar de perto, se você se aproximar para olhar isso de uma forma muito direta, irá perceber a realidade do que estamos colocando aqui para você. Não há problema na vida, há problema em nós.

A vida é como ela é, ela acontece como ela acontece. É a nossa relação com a experiência, é a nossa forma de contato com aquilo que ocorre, com aquilo que acontece, esse modelo como representamos psicologicamente o momento presente, os acidentes, os incidentes, as ocorrências, os acontecimentos, é isso que determina em nós o problema. Eu disse em nós o problema, não na vida.

Aqui nós estamos, com você, lhe mostrando que a vida é possível em tudo que ela representa, em toda beleza do significado dela, quando deixamos de lado esse sentido do “eu”, do experimentador, daquele que se vê separado da experiência, tendo a experiência como algo que está acontecendo para ele.

Veja o que estamos dizendo aqui: situações são desafiadoras, acontecimentos criam sustos, nos trazem surpresas, muitas delas bastante desagradáveis, mas isso é a vida acontecendo. O sentido psicológico de alguém presente nessa experiência da vida é que representa o sofrimento.

Lidar com as situações, por mais desagradáveis que elas nos pareçam, é possível, sim, quando não colocamos esse elemento particular, que é o “eu”, o ego, dentro dessa experiência, sendo experimentador que está vendo na experiência algo para ele. Essa atitude pessoal desaparece quando você descobre a natureza do seu Ser, que é a Natureza Divina, que é a natureza da Verdade.

Essa Realidade é a presença d’Aquilo que é indescritível, inominável. Nós chamamos de Deus, mas a ideia que se faz de Deus, não é disso que estamos tratando aqui. Estamos falando de Algo que está fora do conhecido e, portanto, Algo fora daquilo que o pensamento imagina ser Deus.

Então, nós precisamos ter uma aproximação da vida a partir desse espaço novo. É um espaço onde não há mais qualquer separação entre você e a vida, entre você e Deus. Assim, não existe nenhuma separação entre você e o que ocorre, e o que acontece. Percebam a importância disso.

O ponto é que nós não conseguimos ter uma aproximação disso sem termos uma compreensão direta da importância do Autoconhecimento. Se você não compreende aquilo que você é, nesse contato com o que ocorre, você se vê como uma entidade separada. Esse é o movimento de alguém vivendo. Não é mais a vida acontecendo, é alguém vivendo essa experiência da vida, que é o “eu”, o ego, esse “mim”.

Então, a verdade do Autoconhecimento traz a clareza da ciência do seu Ser. Nesta não separação, nós temos aquilo que os sábios chamam de Advaita, a não dualidade. Então, não há separação entre a vida e você. Aquilo que acontece é aquilo que é este Ser, que está presente em tudo.

Então, quando a pessoa vem em busca dessa resposta para essa questão da saúde mental, seja no trabalho, seja na família, ou em qualquer situação, acontecimento, incidente, acidente, experiência, a saúde nisso repousa em uma mente que está livre desse modelo de desordem psicológica, de sofrimento psicológico, de confusão mental, de confusão psicológica. A verdade d’Aquilo que é Você em seu Ser carrega a Liberdade de uma mente livre.

Aqui, quando usamos a expressão “mente livre”, estamos falando de uma condição psicológica onde aquilo que temos presente, na realidade, é a não mente. A grande verdade sobre a mente é que a mente é o problema. A mente carrega o problema, a mente leva o problema, a mente transporta o problema, a mente é o problema.

Aquilo que nós conhecemos por mente em nós é confusão. Isso engloba, abarca também esse cérebro. Há milhões de anos esse cérebro se formou e tem essa formação. Nessa formação, o modelo que se processa, a forma de funcionamento presente em nós, dentro desse modelo de cérebro condicionado a esse padrão de pensamento de sociedade, de mundo, de cultura, é de desordem.

Repare a presença em você da ambição, a presença em você da inveja, do ciúme, do sentimento de raiva, de frustração. Como lidar com a frustração? É o mesmo que perguntar como lidar com a raiva, com o tédio, com a dor da solidão, com o medo.

Tudo isso são estados internos psicológicos que nós, como seres humanos, trazemos, e que são uma herança; uma herança de mundo, uma herança de cultura, uma herança de sociedade, uma herança de funcionamento cerebral, psicofísico. Isso está dentro desse sentido do “eu”, do ego, desse “mim”.

Aqui, uma visão nova lhe é mostrada, lhe é apresentada. Estamos lhe apresentando a verdade de algo inteiramente desconhecido. Naturalmente, desconhecido porque não tem como referência mais esse modelo, que é o modelo que nós, no ego, nesse ”mim”, nesse “eu”, conhecemos. Uma vida livre do medo, livre da frustração, da inveja, da ambição, livre do conflito que o desejo produz.

Notem a questão do desejo. Há uma frustração, há uma raiva, há um nível de decepção e sofrimento presente, por exemplo, quando o desejo não é alcançado, não é realizado. Reparem o problema que é o desejo em nós, o conflito que ele causa, o sofrimento que ele causa. Podemos nos livrar de tudo isso? A resposta para isso é: sim, quando há o despertar de sua Natureza Divina, quando há o florescer do seu Ser, quando há essa ciência de Deus.

Aquilo que é Você em seu Ser não carrega frustração, não carrega insanidade mental. Sua Natureza Divina é Inteligência, é Liberdade, é Paz, é Quietude, é Amor. Na verdade, essas palavras não alcançam essa Realidade, não descrevem essa Realidade. Então, quando não existe mais essa separação entre aquilo que é Você em seu Ser, fica claro a vida acontecendo neste Ser. A Vida é este Ser.

Assim, reparem que essa aproximação da vida é a aproximação da Realidade, é o fim dessa condição psicológica em que nós nos encontramos, nessa visão particular, onde existe esse “eu” e o mundo, esse “eu” e a vida, esse “eu” e o que acontece, esse “eu” e a família, esse “eu” e o trabalho, esse “eu” e aquilo que pode me criar frustração, perturbação, desordem ou sofrimento.

Reparem, tudo consiste exatamente na presença desse “eu”. Para ele, aquilo está diante dele, então tem ele e essa outra coisa. E aqui estamos dizendo que tudo isso é o próprio “eu”. Há um espaço que se abre agora, um espaço sem o centro.

Aqui, dentro dessa aproximação, estamos lhe convidando para o despertar de sua Natureza Divina, que é exatamente o fim desse espaço de dualidade, para um novo espaço, onde há essa presença da Advaita, da não separação. Esse novo espaço da não separação, da não dualidade é a realidade dessa mente nova, dessa não mente.

É fundamental não nos prendermos a essas palavras, a esses termos, e sim termos uma visão direta, vivencial, daquilo que estamos colocando aqui. Quando você aprende a olhar para todo esse movimento do “eu”, do ego, que é o movimento do pensamento, do sentimento, da emoção, da percepção, desse modo de sentir, sem colocar uma identidade presente nisso, há uma eliminação dessa dualidade, há uma eliminação desse espaço em dualidade. Então, há algo aqui, neste instante, fora do conhecido.

A beleza do Despertar, do florescer de sua Natureza Divina é que todos os problemas estão presentes quando a ilusão dessa condição psicológica de ser alguém está presente. Tomar ciência disso é a beleza nesse trabalho.

Uma vez que isso fique claro – a ciência dessa desordem, dessa confusão –, há um novo modo de perceber a experiência, onde o “eu” não está, onde o ego não está, onde os problemas, todos os problemas, se resolvem, todos os problemas desaparecem. Essa é a beleza da visão da Realidade.

Quando há uma visão para essa Realidade, esse é o fim dessa ilusão. Reparem o que estamos dizendo. Uma vez ciente da ilusão, há uma visão da Realidade. Uma vez não ciente da ilusão, isso que é a ilusão está se passando pela realidade das nossas vidas.

Então, qual é a verdade do seu Ser? É a verdade do fim para tudo isso. A verdadeira Sanidade, a verdadeira Felicidade, Amor, Paz, ciência da vida como ela é é a ciência de Deus. Então, é nesse sentido que estamos aqui usando expressões como “o Despertar da Consciência”, “o Despertar da Consciência Espiritual”, “Iluminação Espiritual”.

Não se trata de experiências místicas, esotéricas, contato com extraterrestres, ou contato com outros mundos ou mundos paralelos, todo esse tipo de coisa. Aqui se trata da constatação direta e simples de que essa experiência do “eu”, nesse modelo de dualidade, de separação, é o sonho de uma existência separada.

Aqui o convite é para que você assuma a Realidade de Deus, que é a sua Natureza Verdadeira, que é a natureza da verdade sobre cada um de nós. Aqui estamos trabalhando com você o despertar de sua Natureza Divina.

Maio de 2024
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quinta-feira, 20 de junho de 2024

Advaita | Como lidar com gatilhos emocionais? | Como meditar certo? | Kundalini Despertar Espiritual

“Como é que você vê essa questão dos gatilhos emocionais? “Como lidar com os gatilhos emocionais?” Essas são as perguntas. Primeiro, vamos compreender, aqui, certas coisas.

A primeira delas é que todo esse movimento psicológico presente em você, que é o movimento da mente, é um movimento reativo. Nós não temos como mudar isso. Nós temos como tomar ciência disso: é disso que nós precisamos.

Quando ocorre uma situação, um evento, um acontecimento, isso pode disparar dentro de você, uma vez em contato com a experiência – é isso que as pessoas costumam chamar de gatilhos emocionais – um certo nível de sentimento, de emoção e uma qualidade específica de pensamento. Então, repare, o nosso funcionamento é esse.

Nosso cérebro funciona a partir de estímulos, de percepções. Então, esse movimento interno de reação a esses estímulos é determinado por aquilo que alguém poderia chamar de gatilho. Mas, repare: é assim que nós funcionamos. A pergunta aqui é como lidar com isso, porque as pessoas querem se ver livres de estados internos de sofrimento presente nelas, que ocorrem em razão desses estímulos ou desses gatilhos.

Como lidar com os gatilhos emocionais? Repare, aqui estamos apresentando para você a possibilidade de ir além desse movimento inconsciente e mecânico, dessa mecânica cerebral em nós. Nós precisamos ter a liberdade de não reagir à experiência e, portanto, precisamos estar livres desse movimento inconsciente e mecânico, criado por esses estímulos, por esses gatilhos.

É por isso que uma aproximação aqui da verdade do seu Ser irá lhe dar a compreensão de como a mente funciona. A mente apreende também, naturalmente, o cérebro e como ele processa informações, percepções e sensações. Aqui nós temos enfatizado com vocês a importância do Autoconhecimento.

As pessoas querem se ver livres da ansiedade que esses gatilhos provocam, do medo que esses gatilhos provocam. Assim, num contato com um cheiro, com a voz de alguém, com algo que está sendo visto ou percebido pelos sentidos, o cérebro dispara essa condição psicológica de ansiedade, de medo, ou volta a uma situação de memória traumática.

Nós precisamos ter uma aproximação da verdade sobre quem nós somos, da Realidade de sua Natureza Essencial, fora desse modelo, que é o modelo do “eu”, do ego, desse “mim”. Porque é esse ego, é esse “eu”, é esse “mim” que vive dentro de um modelo, de uma programação, onde a experiência está registrada nele, e tudo aquilo pelo qual ele passa, vai sempre registrando.

Algumas situações são agradáveis e isso a pessoa quer cultivar, mas as desagradáveis, ela quer dessas situações se livrar. Mas isso está assentado nesse modelo do “eu”, que é o modelo do ego. Vamos compreender claramente isso aqui. Nós podemos ter alternativas, fórmulas, truques para lidar com esses gatilhos, no entanto, isso não é o fim do sofrimento, porque isso não é o fim do “eu”, do ego.

Aqui o nosso trabalho é lhe mostrar que é possível, sim, uma vida livre do “eu”, livre do ego, portanto, livre desse experimentador; livre desse experimentador com um cérebro de uma outra qualidade, onde não existe mais esse modelo de reação inconsciente e mecânica.

Então, sim, é possível uma vida livre do sofrimento e de toda essa condição psicológica que esses, assim chamados, gatilhos emocionais provocam, criam e sustentam.

A beleza do Despertar da Consciência, o Despertar da Natureza do seu Ser, o Despertar, que é o florescer de Deus. Há uma Verdade presente que está além do “eu”, desse “mim”, desse ego. O Despertar dessa Natureza Real, dessa Verdade Divina, é o fim para o sofrimento, é o fim para os problemas.

Aqui se trata desse contato com a Realidade. Nesse contato com a Realidade não existe mais essa separação entre você e a vida, entre você e o outro, entre você e a experiência. Como não existe mais a dualidade, porque não existe mais esse “eu”, tudo isso se desfaz, tudo isso desaparece.

Todos os diversos problemas psicológicos, de ordem sentimental e, naturalmente, emocionais, criados por uma condição psicológica presente, em razão de um contato com a experiência a partir de um cérebro condicionado e que vive nesse modelo de inconsciência e mecanicidade já há milênios, desaparece quando você tem a ciência da Realidade do seu Ser.

Então, os antigos sábios na Índia chamavam de Advaita essa não separação, essa não dualidade. Esse “eu”, esse experimentador, esse pensador, esse que responde de uma forma inconsciente e mecânica, a esses gatilhos, trazendo essa condição de memória, que vem do passado, que vem dessa condição psicológica de experiências passadas, inacabadas, não resolvidas.

O fim para esse “eu” é o fim que ocorre quando não existe mais essa dualidade, quando não existe mais essa separação, quando está presente a visão clara desse Ser que é a sua Natureza Real. Isso é Advaita.

É por isso que temos enfatizado aqui a importância de como meditar certo. As pessoas praticam meditação aí fora a partir de um método, de uma técnica, de uma fórmula. Elas querem encontrar um certo alívio de toda essa pressão psicológica que esse “eu”, esse ego, esse pensador, esse experimentador, esse que vive nessa condição, sempre capturado por esses gatilhos.

As pessoas querem descobrir como se livrar dessas condições psicológicas ou como se afastar dessas condições psicológicas, através do uso de uma técnica, de uma prática de meditação.

Aqui nós estamos enfatizando para você como meditar certo. O ponto é que esse “meditar certo” é a presença da Meditação, sem esse elemento, que é o “eu”, na prática da Meditação. Precisamos eliminar esse sentido do “eu” presente na prática da meditação, na técnica da meditação, no método de meditação.

Então, romper com a condição psicológica, que é romper com essa condição do “eu”, do ego, desse “mim”, romper com essa condição do sofredor, desse experimentador, desse que vive preso a essa condição de sofrimento, em razão da não compreensão de tudo isso, romper com isso é romper com a ignorância, é romper com a ilusão do “eu”, do ego, é romper com esse movimento de separação, de dualidade.

Então, meditar certo significa ter uma aproximação do Autoconhecimento, sem colocar o sentido do “eu” presente, aqui e agora, quando a experiência surge. A verdade da revelação do Autoconhecimento é a ciência da Meditação Real. Eu tenho chamado de Real Meditação de uma forma prática.

Se o seu propósito é romper com essa condição psicológica de prisão a esses gatilhos emocionais, você precisa descobrir o que é a Meditação Real de uma forma prática.

Então, para a resposta a essa pergunta – “Como meditar certo?” –, é necessário você descobrir que a primeira coisa aqui é a eliminação da ilusão desse que medita, que é o meditador. A Meditação é a presença da ciência de Ser, sem o “eu”, sem esse “mim”, sem esse ego. Quando há essa verdade da Meditação, não existe mais essa inconsciência, essa mecanicidade, esse movimento do cérebro para esses gatilhos. Reparem como é interessante isso aqui.

Aquilo que o ser humano precisa é do Despertar desta Verdadeira Consciência. Na Real Consciência não existe esse fundo psicológico de onde partem essas respostas reativas que vêm do passado, criando essas condições psicológicas de ansiedade, depressão, medo, frustração, e tudo aquilo que está presente nessa consciência do “eu”, nessa consciência egoica, há milênios.

O Despertar desta Real Consciência em você é o Despertar de sua Natureza Divina. Isso é Kundalini – aqui já colocamos uma outra expressão que, em geral, as pessoas usam de qualquer forma aí fora. Aqui, quando usamos a expressão Kundalini ou o Despertar da Consciência, estamos falando do florescer do seu Natural Estado de Ser, livre do “eu”, livre do ego.

A presença do Despertar da Kundalini é o Despertar Espiritual, que é o Despertar do seu Ser. Se isso está presente, esse modelo – que é o modelo do “eu”, do ego, que é esse modelo que se move de uma forma inconsciente, nessa mecanicidade, dentro desse padrão de condicionamento cerebral, emocional, psicológico, há milênios – é rompido, isso é desfeito. Então a beleza da Iluminação Espiritual, desse florescer da Kundalini, desse Despertar da Kundalini, que é o Despertar Espiritual de sua Natureza Divina, que é a Natureza de Deus.

As pessoas estão em busca de uma resposta paliativa para um problema. O nosso interesse aqui é outro. Estamos interessados em uma resposta cabal, final, para essa condição psicológica, que é a presença desse “mim”, desse “eu”, desse ego, que vive dentro desse modelo de separação, desse modelo de dualidade e, portanto, de sofrimento.

Quando há essa Liberdade – essa Liberdade de Ser, essa Real Consciência que Você é em sua Natureza Verdadeira –, estamos diante da vida sem mais essa condição de desordem, de confusão, de sofrimento, sem mais essa mecânica forma, sem mais essa mecanicidade de resposta reativa de um cérebro condicionado. Isso porque, com o Despertar da Kundalini, há uma mudança nesse mecanismo, nesse corpo, nessa mente e, naturalmente, nesse cérebro. Quando essa Realização está presente, não há mais sofrimento, não há mais desordem, não há mais esses gatilhos.

Então, como lidar com isso? Tomando ciência da Realidade de Deus, tomando ciência da Realidade do seu Ser, de sua Natureza Verdadeira, tomando ciência da não separação entre você e a vida, entre você e Deus, entre você e o outro, entre você e um pensamento, e um sentimento, e uma sensação, e uma percepção.

A verdade é que não existe mais esse sentido do “eu” presente, quando essa Realidade assumiu o espaço que é d’Ela, aqui e agora, neste instante. Então, o florescer do seu Natural Estado passa, necessariamente, pela visão real do Autoconhecimento e dessa ciência da Meditação, no viver, aqui, neste instante.

Então, essa é a nossa ênfase aqui com você, dentro desse trabalho: Despertar nesta vida, assumir uma vida livre de toda forma de sofrimento. Esse é o nosso empenho, é o nosso trabalho aqui.

Maio de 2024
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