terça-feira, 4 de julho de 2023

O que é a Vida? | Joel Goldsmith: Consciência é o que Eu Sou | Mestre Gualberto | Satsang

GC: Olá, pessoal! Estamos aqui para mais um videocast. Mais uma vez, o Mestre Gualberto se dispôs a estar aqui conosco para tirar nossas dúvidas, responder a comentários que vocês fazem aqui nos nossos vídeos e também para trazer um aprofundamento e a vivência do que é esse Estado Natural, do que é esse Estado de Iluminação Espiritual, do que é a vida que o Mestre vive hoje. Gratidão, Mestre, pela oportunidade de estar aqui de novo.

Mestre, eu vou ler um trechinho do livro “Consciência é o que Eu Sou”, do Joel Goldsmith. Num trechinho aqui, o Joel Goldsmith fala assim: “O único problema que alguém já teve é ‘eu’, e se não houvesse ‘eu’, não haveria problema. O causador de todos os problemas é o senso pessoal de ‘eu’. Existe apenas um erro em todo o mundo, e isso é manter um falso senso de ‘eu’”. Então, eu gostaria que o Mestre fizesse alguns comentários sobre.

MG: Muito bem. O único problema é a ilusão dessa identidade, que é a identidade do “eu”. Gilson, a única coisa que realmente importa nessa vida é fazermos essa investigação. Temos que investigar a natureza e estrutura desse “eu”, dessa “pessoa que eu sou”, dessa “entidade” que eu vejo aqui, chamada “eu”, desse “mim”, dessa “pessoa que acredito ser”.

Esse sentido de um “eu” presente, esse sentido de identidade, é todo o problema do ser humano. Na verdade, é isso que o faz ter a ideia de ser alguém, alguém assim chamado “humano”. A única Realidade é a Realidade do seu Ser, e Ela definitivamente não é humana, não é animal, não é vegetal, não é mineral. É a Realidade de Deus!

O único problema nosso, [das] assim chamadas “criaturas humanas”, como nós nos denominamos, é que nós nos vemos como uma entidade separada da Realidade, que é a Realidade de Deus, e isso é a base de toda a complicação, de todo o sofrimento, de toda essa falta, carência, egoísmo, esse sentido de dualidade.

O que é esse sentido de dualidade? É a ideia de que existe esse “eu” presente e o outro lá fora, “eu e o mundo”, “eu e Deus”. Essa dualidade é o que está nos sustentando dentro dessa condição de sofrimento. Se não houver esse sentido de dualidade, que é esse sentido de separação entre “eu” e Deus, “eu” e a vida, “eu” e o outro, “eu” e a existência, não haverá medo.

Dos problemas que temos, boa parte se assenta no medo. O ser humano vive nessa condição de medo. É um assunto que a gente tem explorado, investigado com vocês dentro do canal. A condição do ser humano, no medo, é a condição desse sentido de ser um ser humano nessa dualidade. Se há você e Deus, se há você e o mundo, se há você e a vida, há você, também, e a morte, há você e a doença, há você e a velhice, há você e o medo. Tem o “eu” e aquilo que chamamos de situação, que vemos como a causa do medo, e, na realidade, é só a ilusão do “eu”.

Tudo está na ilusão do “eu”. O “eu” é o medo, o “eu” é a ilusão da separação, da dualidade, o “eu” é a ilusão de vida e morte, de saúde e doença, de novo e velho. Todos os problemas, basicamente, do ser humano são essa ideia de vivermos como uma entidade separada, e é isso que tem que ser investigado, e é isso que nós fazemos dentro deste trabalho chamado Satsang. Ver a natureza e a estrutura do “eu” é se desfazer dessa ilusão, é romper com essa ilusão. É isso que nós podemos chamar de Real Despertar da Consciência ou Iluminação Espiritual.

GC: Mestre, eu quero ler uma pergunta de um inscrito aqui do canal. A Maria do Socorro da Silva fez a seguinte pergunta: “Querido Mestre, gostaria que o senhor fizesse um vídeo de como fazemos para parar de rejeitarmos as emoções e experiências negativas. Acho que aqui é a maior de todas as dificuldades. Por favor, muito agradecida”.

MG: É interessante a colocação dela. Ela quer um vídeo para investigarmos com ela essa questão sobre a rejeição das experiências e emoções negativas. E as positivas? O que é que nós chamamos de rejeitar a experiência? Temos que investigar é a natureza do experimentador, a natureza daquele que está na emoção.

Em geral, Gilson, nós queremos nos livrar daquilo que é nocivo para esse “mim”, para esse “eu”, para essa “pessoa” com a qual eu me identifico. Então, se é algo bom, agradável, feliz, eu quero. Se é desagradável, eu não quero. Então, eu preciso me livrar do que é ruim para mim, mas, do que é bom para mim, não preciso me livrar. E aqui o ponto não é o que é bom ou o que é ruim, aqui não se trata de uma experiência agradável ou desagradável, de uma emoção positiva ou negativa; aqui se trata da investigação da natureza desse “mim”, desse “eu”.

O sentido do “eu”, que é o ego... ele é o problema! Gilson, não há nenhum outro problema a não ser a presença desse “eu” se vendo nessa separação da experiência. Ele se vê dentro da experiência como sendo aquele que está experimentando, ou seja, ele se vê como o experimentador. Então, na visão particular dele, existe a experiência e ele. Aqui reside a separação.

Um exemplo clássico disso e muito forte, muito interessante, é investigar a natureza do medo. Quando você sente medo, a ideia é que você está nesse sentir. Na verdade, o medo não está separado desse “você”. Percebam: o medo é sempre em relação a alguma coisa, e há, dentro desse modelo de medo, uma identidade para sentir essa experiência assim chamada “medo”. Quando há medo, existe sempre o experimentador e a experiência.

Você, por exemplo, tem medo da esposa, tem medo dos empregados, tem medo do patrão, você tem medo do escuro, você tem medo do passado, você tem medo do futuro, você tem medo de adoecer... Os medos em nós são inumeráveis, e esse medo só está presente em razão de uma identidade nessa dualidade. Ela é o experimentador dessa experiência que ela denomina ser o medo e a causa do medo. Na verdade, esse medo está presente em razão desse “eu”, e essa experiência do medo se estabelece como sendo real para esse experimentador exatamente porque ele está presente.

Nós temos que investigar a verdade sobre o medo e perceber a ilusão que colocamos na experiência do medo, que é a ilusão do experimentador. É isso que dá continuidade à experiência do medo. Então, não temos que nos livrar ou aprender a lidar sem rejeitar as emoções negativas, nós temos que descobrir quem é esse que está dentro dessa emoção que nós denominamos “negativa”. Quem é esse “eu”? Precisamos compreender a natureza da experiência e ver que, nessa experiência, há sempre um experimentador. Quando nós nos aproximamos da experiência e não colocamos o experimentador, que é o “eu”, essa experiência se desfaz.

Então, não é possível o medo sem o medroso, não é possível a tristeza sem o triste, não é possível esse sentimento ou experiência negativa sem a entidade, ou o “eu”, presente, vivenciando isso, sendo um experimentador. A Verdade do seu Ser, a Realidade do que se mostra, Isso apreende tudo, compreende tudo, sem se separar. Então, não há espaço para o experimentador na experiência, não há espaço para alguém no medo, para alguém na tristeza, para alguém na frustração, para alguém na violência, e assim por diante.

Aqui, o ponto é nos livrarmos da ilusão do experimentador, do observador, desse pensador, desse que está sempre julgando a experiência e querendo dela se livrar, ou querendo se agarrar a ela. Esse “eu” sempre quer se agarrar às experiências boas e positivas, e quer se livrar das experiências duras, amargas e difíceis, e isso só dá continuidade à ilusão desse senso de separação, e, portanto, o sofrimento permanece, a ilusão permanece, porque permanece a crença dessa identidade presente na experiência.

O que eu tenho dito, Gilson, sobre a Verdade da Meditação, é que a Meditação requer uma aproximação da experiência sem o experimentador, uma aproximação do pensamento sem o pensador. Então, você começa a se tornar ciente daquilo que está presente sem se colocar como uma identidade presente nesse fazer, nesse pensar, nesse sentir, nessa emoção, nessa sensação, nesse sentimento. Isso desfaz essa dualidade e, portanto, esse sentido de separação, e isso termina o conflito, porque é exatamente nessa separação que o conflito está. Se há essa presença da experiência e nós não damos o nome de “medo”, e não rejeitamos, e não tentamos escapar ou fugir da experiência, quem é que fica para o “medo"? E o que ocorre com esse assim chamado “medo” quando não há o experimentador se separando, tentando fugir, tentando escapar, tentando rejeitar?

Nós não entramos, Gilson, em contato com a experiência. Estamos sempre tentando escapar, fugir, rejeitar, lutar contra, e isso sustenta o sentido de separação, de dualidade, e isso é o sentido do “eu” presente. A anulação da ilusão está na compreensão de que esse “eu” é o que se ilude. Sem esse “eu” se iludindo, não há ilusão, tudo é como é, e, sem o sentido do “eu”, só há essa Verdade Divina. Ela assume formas, Ela assume representações, Ela aparece como uma experiência que aparece e se dissolve. É que o sentido do “eu” está sustentando e criando experiências para viver essas experiências e sustentar sua identidade nelas. Se isso desaparece, muitas dessas assim chamadas “experiências” não aparecem, nem mesmo aparecem, porque não existe alguém sendo a base para sustentar isso. Não sei se está fazendo sentido o que estamos colocando, mas é isso!

GC: Mestre, essa é a Real Meditação que o Mestre traz, é esse simplesmente “experimentar” sem o experimentador. Agora, trazendo até um pouco do que eu venho vivendo, exige uma energia muito grande estar na experiência sem deixar o processo automático da mente gostar e se separar gostando, ou rejeitar e querer fugir da experiência, porque é tão forte, dentro desse falso senso de um “eu”, julgar e gostar de algo, se separar daquilo gostando, ou se separar querendo fugir quando é ruim, que exige uma energia tremenda para estar na experiência sem esse experimentador, ou seja, só experiência.

E é engraçado, porque em alguns momentos – que daí são do passado, já não importam, mas quando acontece isso, é muito engraçado – em que tudo só acontece, independente do que for, é algo que traz uma leveza. Uma coisa muito diferente de quando esse “eu” está presente lutando para fugir ou lutando para agarrar, para manter. O Mestre poderia falar um pouco mais sobre?

MG: Então, o ponto aqui é sempre a ilusão de que você está na experiência. Existem coisas aqui, Gilson, das quais a gente precisa se aproximar, investigar e descobrir com muita clareza. Uma das coisas que eu acho importantíssimas para serem colocadas aqui é essa questão da relação que temos, por exemplo, com o pensamento. Nós não percebemos que o pensamento em nós é só uma memória. Sendo só uma memória, é só uma recordação vindo do passado. Agora mesmo, aqui, não tem alguém produzindo esse pensamento. Esse pensamento é uma aparição que está surgindo agora, aqui, mas é só uma experiência do passado que foi vivida, sendo recordada agora aqui. Isso não significa a presença de alguém produzindo esse pensamento, isso é um funcionamento do próprio cérebro. O cérebro guarda imagens, recordações e lembranças, e, quando diante de um desafio, de algo com o qual ele se depara, essa recordação por si só aparece.

Vou dar um exemplo: você vem caminhando pela rua e você vê um cachorro. Nesse momento, quem viu o cachorro foi o próprio cérebro. A própria mecânica, a própria estrutura cerebral se tornou ciente do cachorro. E, de uma forma automática, existe uma associação de memória nesse cérebro, então vai surgir a lembrança de quando você era criança, que você tinha um cachorro e que… Isso vai acontecer automaticamente. É um trabalho de reação do próprio cérebro, é ele que produz a memória. Não tem você nessa experiência ali, trazendo a história do passado diante daquela cena do cachorro ali, naquele instante. É uma resposta mecânica da própria estrutura cerebral.

Então, os pensamentos em nós, Gilson, todos são reações da memória. Não tem você sendo o pensador, produzindo esse pensamento. Mas o que é que ocorre? Nesse momento surge, juntamente com isso, a crença – que é a crença comum a todos, que é o estado de condição hipnótica em que vivemos, de sono, de inconsciência sobre quem somos – de que nós estamos agora tendo uma lembrança. Quando surge essa lembrança, ela surge naturalmente com alguns sentimentos, algumas emoções, e, nesse instante, você cai numa identificação, na ilusão de uma identidade agora presente na experiência da saudade daquele cãozinho que você tinha na infância, e você começa a viver internamente esse drama, que é o drama do “eu”.

Então, a nossa vida consiste nessa situação de identificação completa com memórias, com lembranças, com pensamentos, e quando isso está agora acontecendo, aqui não há outra coisa a não ser o ego em expressão. Isso é completa inconsciência! Esse é o estado de condicionamento psicológico em que nós vivemos. Então, estamos sempre reagindo ao momento presente com base num fundo de lembrança, de memória, de recordação, e isso é ausência de Presença, de Consciência.

Essa Consciência, essa Presença requer atenção para este instante. É aqui que essa Energia de Presença, de Consciência, se faz necessária para haver uma mudança nessa própria estrutura cerebral, a ponto de que esse condicionamento seja desfeito. Eu aqui só dei um exemplo, você pode estender isso para a nossa vida. Ela está cheia disso! Carregamos culpa, remorso, medo, arrependimento, saudade, ódio, raiva, desamor, ciúme, desejo de possuir, o conflito que os desejos causam, tudo em razão dessa desatenção sobre esse movimento, que é um movimento simplesmente de memória, de hábito cerebral, de condicionamento psicológico.

Então, a Meditação vai romper com isso, vai quebrar com isso, vai se desfazer disso, que é quando teremos o fim para essa ilusão de uma identidade presente. Quando essa identidade não entra nessa experiência do pensamento, que é memória, lembrança, essa lembrança não se estabelece como sendo uma identidade presente nela.

Então, com isso, você está realizando um trabalho sobre si mesmo, de quebra de condicionamento psicológico. É quando você está facilitando ao cérebro entrar numa Energia inteiramente nova, que é a Energia do Silêncio, da Quietude, que é Meditação. Apenas essa Quietude, Silêncio, que é Meditação, revela algo fora disso que é o modelo da egoidentidade, que é o modelo do conhecido.

Não podemos ter acesso à Realidade Divina a partir do “eu”. Podemos observar esse movimento do “eu”, e quando ele se aquieta, nessa Atenção que damos a nós mesmos nesses momentos, quando há essa Atenção Real sobre nós próprios, essa Plena Atenção, aí essa Realidade que já está presente se mostra.

Nós não alcançamos Deus, nós não chegamos até Deus, nós não realizamos Deus, no sentido de alguém chegar até lá. Isso se realiza aqui e agora quando o sentido do “eu” não está. Então, o seu trabalho com a Meditação é descobrir a Verdade de que, quando há Meditação, não tem alguém, não há o meditador, não há alguém no esforço, fazendo algo, então Isso naturalmente assume o espaço que é d'Ele. Esta Graça, esta Presença, Esta Consciência, como queiramos chamar... Isso assume. Então, há uma mudança na própria estrutura do cérebro, nas próprias células cerebrais, no próprio corpo.

A verdade, Gilson, é que, nesse condicionamento psicológico em que vivemos, o corpo está viciado nesse processo de pensar e sentir de uma forma completamente mecânica e inconsciente. A Meditação, que vem dessa observação do movimento do “eu”, que é Autoconhecimento – porque a única forma real de haver Meditação é nisso, é exatamente quando isso acontece... Quando há essa observação do movimento do “eu”, se revela essa Atenção, e, nessa Atenção, há uma mudança. Então, há um espaço para o silêncio da própria mente, para a quietude da própria mente, para a revelação desta Presença, desta Consciência.

De outra forma, continuaremos sempre nesse automatismo, nessa identificação, nesse estado sonambúlico, nesse estado de sonho, nessa egoidentidade, vivendo essas experiências de pensamentos, sentimentos, sensações, percepções, sempre dentro desse princípio de egoidentidade presente, sem qualquer ciência da realidade de que só há Deus. É bem assim... É importante acordar.

GC: É incrível essa maneira como o Mestre traz isso, porque, no meu exemplo, e eu vejo que é muito comum isso, é sempre o ego querendo buscar Deus e querendo se espiritualizar. E o Mestre traz o viés exatamente contrário: em vez de querer olhar Deus, olhe para si mesmo, olhe para a falsidade que você é, para a falsidade desse “eu” presente. E, olhando para o que é falso, como o Mestre traz, vendo a falsidade, vendo a atividade desse “eu” a todo instante, esses pensamentos, e a gente com essa identificação com o pensamento, tomando consciência disso, a Realidade, que já é presente, como o Mestre acabou de falar, vai se revelando. Mas esse foco que o Mestre traz – a gente olhar o falso e saber: “Isso é falso” – faz toda a diferença, porque, dentro do buscar Deus, o ego, com a sua sapequice, com a sua safadeza, cria e imagina infinitas coisas. Agora, olhar para dentro, olhar para inveja, olhar para o medo, olhar para os desejos e ver a falsidade que é isso, é algo incrível; e desafiador também.

MG: O ponto, Gilson, é que não podemos trazer a Realidade de Deus, porque quem é que irá trazer a Realidade de Deus? É o “eu”? Não podemos lidar com a Realidade de Deus a partir desse “eu”. Esse “eu” é uma falácia, é uma confusão, é uma balbúrdia, é um tumulto, é uma desordem. Tudo o que nós podemos fazer é nos tornar cientes dessa balbúrdia, dessa confusão e desordem. Quando nos tornamos cientes disso, aprendemos essa arte de aprender a desaprender isso tudo. Eu tenho chamado assim. Temos que aprender a desaprender esse modelo, esse padrão de condicionamento cultural, social, humano, e isso é possível nessa arte de ser Consciência, que é, basicamente, a Meditação.

Então, aqui se trata de ver o falso, basta ver o falso. E nós temos essa energia para isso, se pararmos de desperdiçá-la nessa condição psicológica de egoidentidade. Nós temos energia para isso; é a energia desta Presença na própria estrutura da máquina. Os sábios chamavam isso de Kundalini. É a energia dessa Consciência, que já está presente, só que ela está adormecida, porque não estamos dando a ela o espaço devido para que ela aflore, para que ela desperte. E ela desperta quando conseguimos olhar para nós próprios e ver essa ilusão desse falso “eu” e desse movimento, que é o movimento da mente condicionada. A direta observação, o direto olhar, já é suficiente. Ver o falso já revela a Verdade.

Então, não se trata de, positivamente, Gilson, ir até Deus, porque você não vai até Deus, você vai até uma imaginação. As pessoas estão numa procura, numa busca imaginária, de uma ideia que elas fazem do que elas acreditam ser Deus. Deus não pode ser uma ideia e não pode estar dentro de uma imaginação do próprio “eu”. Ele é naturalmente uma Realidade, mas está fora do “eu”, e nós não temos acesso a Ele. É Ele que se revela quando o “eu” não está. Então, essa que é a diferença, Gilson: olhar para aquilo que se passa aqui e agora, se tornar ciente de que não há alguém, que é só uma representação de condicionamento psicológico, de mecânica cerebral e de padrão de cultura, e todo esse tipo de coisa. Tomar ciência disso é suficiente. Agora, requer energia? Sim, mas a energia já está presente, só temos que parar com as diversas formas de fuga. E nós temos diversos expedientes para fugirmos dessa dor, dessa inveja, desse medo, dessa raiva, desse desejo, desse conflito que o desejo causa.

Nós precisamos de um trabalho sobre nós mesmos, que é o que nós temos em Satsang. Em Satsang, não há espaço para você fugir, porque você é colocado diante disso a todo instante, momento a momento. Não há como você deixar de ver o que está diante dos seus olhos se isso lhe é mostrado. Isso é Satsang: se deparar com a investigação direta, sem poder escapar de si mesmo. Isso é algo estupendo, é algo maravilhoso, porque há uma presença extraordinária de Amor, de Compaixão, em Satsang, que o faz ver essa dor e ir além dela sem fugir, sem escapar. É isso que acontece.

GC: Mestre, é engraçado como o ego romantiza essa busca espiritual, porque, por exemplo, nos próprios estudos do Joel Goldsmith, e na citação bíblica “morrer diariamente”, o ego, na sua safadeza, diz: “Nossa, coisa linda! Tenho que morrer mesmo para esse ego em ‘mim’, que é ver essa ilusão”. Agora, em Satsang, o Mestre bota isso de uma maneira viva! Então, como o Mestre acabou dizer, é um espelho onde a gente, inevitavelmente, estando em Satsang, permanecendo em Satsang, a gente acaba sendo mostrado. O Mestre coloca na nossa cara: “Olha a ilusão que é ser alguém!”. E é um tremendo desafio para o ego. O ego não quer a real morte. Ele quer um faz de conta, ele quer evoluir, ele quer ser o bonzinho. Agora, morrer mesmo ele não quer.

E esse encontro com a Verdade, que é Satsang, o encontro com o Mestre, é algo extraordinário, porque, nos videocasts, o Mestre traz um pouco das palavras e tudo... agora, no [encontro] ao vivo, online, ainda mais no intensivo, quando é presencial, é algo que é realmente sem palavras… porque é a Presença, é a Presença dessa Graça, por essa Realização que o Mestre... o seu Mestre lhe deu, né, Mestre? Porque não existe mais esse “Gualberto”. Mas é algo que realmente é para “queimar”, é para esse “morrer” diariamente para toda essa falsidade que é ser alguém. Então, é realmente uma Graça.

MG: Gilson, outra coisa sobre isso é que nós temos muita fantasia sobre essa questão do Despertar. A gente acha que é uma coisa realmente do outro mundo. Não é uma coisa do outro mundo, é só uma coisa fora do tempo. É só isso! Não é do outro mundo, é uma coisa fora do mundo. Não tem outro mundo! É um contato com a Realidade Divina, que é Você em seu Ser, uma vez que você se despiu de toda a ilusão dessa ideia de ser alguém dentro dessa experiência. E essa coisa, Gilson, é um trabalho da própria Presença, da própria Graça, mas você precisa se tornar ciente da ilusão sobre você.

Até porque, Gilson, você nasceu para realizar Isso. Então, você tem todo o potencial, você tem toda a Presença, toda a Graça, toda a energia que se faz necessária para essa Realização. É que o ser humano foge! Ele está ocupando seus dias, que não são tantos dias, seus anos, que já não são tantos, em realizações externas. A única coisa que você está aqui para fazer é descobrir que você não está aqui para nada, inclusive para fazer alguma coisa. Você está aqui apenas para constatar a Realidade do seu Ser e viver essa Verdade, e ir além dessa condição de tempo, ir além dessa condição de separação, onde há Deus e você.

Então, nós nascemos, Gilson, para realizar Deus, mas o ser humano tem outras coisas na frente. Ele tem uma lista, e ele tem que dar um “tiquezinho” em cada ponto da lista. Ele tem muita coisa ainda para fazer antes da única coisa que se faz necessária, que é realizar Deus. Então, ele coloca o Reino de Deus como a última coisa. Segundo Cristo, a primeira coisa seria colocar o Reino de Deus em primeiro lugar, e tudo o mais se resolverá. Só que o ser humano não está fazendo assim, ele faz diferente. Ele quer casar, ele quer ter filho, ele quer montar a empresa, ele quer ter sucesso, ele quer ser famoso... ele quer tudo, menos o que importa, que é ser feliz. Pessoas são naturalmente infelizes. A única Felicidade reside em ser Aquilo que Você é, que está fora do mundo, que está fora do tempo, que está fora do conhecido. Isso é realizar Deus, Isso é Real Iluminação.

GC: Mestre, gratidão! Já deu o nosso tempo, então gratidão por mais esse encontro. Pessoal, para quem está assistindo, deixe um “like”, faça comentários. Para quem não está inscrito, se inscreva no canal. E fica o convite para quem sente algo além do que está sendo dito e tem um desejo que queima no coração por realmente realizar Isso: venha para Satsang, se aproxime desse trabalho com o Mestre Gualberto, porque, de fato, Satsang é, na prática, esse “morrer” diariamente. Então, Mestre, muito, muito obrigado. Gratidão por tudo!

Junho de 2023
Gravatá-PE
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quinta-feira, 29 de junho de 2023

A Verdadeira Meditação. O Verdadeiro Autoconhecimento. A consciência mental. Sofrimento psicológico.

O ser humano sempre esteve em busca ou à procura de alguma coisa além dessa “sua vida comum”, de rotina, de repetição, de tédio, de aborrecimento e, também, de conflito, contradição, confusão e sofrimento. Então, a história da humanidade, a história do homem sempre foi nessa busca ou nessa procura por alguma coisa além de tudo isso. Aqui eu quero tratar com você dessa descoberta, o que é que o ser humano descobriu além de tudo isso nessa sua procura ou nessa sua busca.

Alguns tomaram ciência de uma Verdade que nós vamos trabalhar aqui com você nesse encontro. Eu me refiro à Verdade da Meditação. A Meditação é esse contato com o Mistério, com Algo além do modelo comum, do padrão comum, daquilo que o homem conhece. A Meditação é aquilo que lhe revela a Verdade do seu Ser, porque essa tem sido a procura do homem ao longo desses milhares e milhares de anos. Essa procura do homem pela Paz, pelo Amor, pela Liberdade, pela Felicidade é, na verdade, a procura dele por ele próprio. Na verdade, é a procura ou o impulso da Realidade Divina nele. Apenas essa Realidade Divina em você lhe impulsiona à procura de alguma coisa fora desse “eu”, dessa condição de tédio, rotina, aborrecimento, contrariedade, sofrimento e medo. Apenas essa Presença Real, essa Verdade da Consciência Divina é Aquilo que lhe impulsiona nessa busca, nessa procura. Então o ser humano descobriu Algo além da mente, Algo além do conhecido, Algo além dessa velha e antiga condição, que por sinal, é importante que se diga, essa condição é a condição da grande maioria da humanidade. Essa condição que acabamos de descrever é a condição da mente egoica; eu tenho chamado de mente egoica e, também, tenho chamado isso de condicionamento psicológico, porque é um modelo, é um padrão de comportamento onde há a presença da mente adquirindo conhecimento, experiência, memória, e através disso o pensamento tem sustentado uma identidade presente aqui, no viver. Essa identidade presente é esse “eu”, o que se constitui numa ilusão. Um conjunto de memórias e lembranças têm nos colocado como seres humanos dentro dessa condição, mas alguns descobriram Algo além desse “eu”.

E aqui nesse canal, nós estamos trabalhando com você o fim dessa coisa chamada “eu”, o fim dessa ilusão desse modelo de padrão de comportamento no qual esse sentir e pensar em nós é algo que está dentro de uma razão de separação. Esse sentido do “eu” se move dentro de um círculo vicioso pessoal, particular e egocêntrico. Existe Algo além disso. Esse Algo além é descoberto quando você realiza Aquilo que você nasceu para realizar: a Realização do seu Ser, a Realização de Deus, e o caminho direto para isso está na arte da Meditação. A Meditação é esse encontro com a Realidade Divina, é esse encontro com a Realidade do seu Ser. E nós vamos, agora, aqui, em alguns minutos, em alguns poucos minutos, trabalhar isso com você.

O que é Meditação? O que é essa Real Meditação? Por que nós chamamos de Real Meditação? Porque aquilo que é conhecido por “meditação” não é isso que estaremos tratando aqui. As pessoas geralmente tratam a “meditação” como um recurso terapêutico para um relaxamento psicológico, para um controle de ansiedade, estresse e nervosismo. Nós usamos aqui a palavra Meditação no sentido desse encontro com a Realidade do seu Ser, e a “meditação” moderna não tem sido dessa forma. Há diversas técnicas e práticas que lhe indicam um caminho para o relaxamento, para o desestresse, para a tranquilidade mental, para um certo descanso emocional. Aqui estamos falando do fim do sofrimento, isso é o fim da identidade egoica, na constatação de que a única Realidade presente é a Realidade do seu Ser, que é a Realidade Divina, essa é a Realidade de Deus.

Então, o que é Meditação? Como isso se tornou possível? Essa procura do ser humano por alguma coisa além fez com que alguns começassem a olhar não para fora, mas para dentro de si mesmos, então eles começaram a observar aquilo que se passava dentro deles mesmos. É importante que se diga isso aqui: esse encontro com a Realidade Divina não é resultado de uma busca externa, não se trata de Algo para ser encontrado dentro de uma projeção que idealizamos do lado de fora. Então o ser humano descobriu que olhando para aquilo que ele é, investigando a Verdade sobre si mesmo – essa é uma descoberta dos Sábios e isso há milênios tem sido assim –, essa arte de olhar para si mesmo é aquilo que lhe possibilita se aproximar da Verdade do seu Ser. Essa aproximação ocorre em razão do descarte da ilusão sobre quem você é. Então aqui, quando nos referimos à arte da Meditação, estamos falando dessa aproximação para uma vivência direta da Realidade de Deus. Quando nós usamos a palavra “Deus”, há em nós uma predisposição de sentimento, emoção e algum tipo de sensação com essa palavra, no entanto, tudo isso fica a nível de corpo, a nível da própria mente. A palavra não é a própria Realidade de Deus, a palavra “Deus” não é a Realidade de Deus, assim como a palavra “carro” não é aquele veículo de quatro rodas que você dirige na estrada; aquele veículo é o carro, a palavra “carro” não é o carro. A palavra “mesa” não é a mesa, a palavra “Deus” não é essa Realidade Divina. Então o homem nessa procura por um contato direto além da palavra, além do intelecto e além da emoção, da sensação e do sentimento, pôde constatar uma Realidade fora do tempo. A Graça, a maravilha, a Beleza, a grande Realidade da Meditação para você é que Ela lhe revela a Verdade do seu Ser, que é a Verdade de Deus. Essa é a grande revelação, é a grande maravilha da arte da Meditação, e naturalmente, essa Meditação não é resultado de uma prática, de uma técnica, de um sistema.

Ao longo dos séculos, as religiões, nessa procura, nessa busca, têm introduzido técnicas, sistemas e práticas para essa Realização. Aqui nós estamos colocando para você aquilo que há de mais simples para esse contato direto, prescindindo de técnicas, de práticas, de sistemas para um contato direto pela auto-observação desse movimento interno, dessa consciência mental. Essa é a forma Real de nos aproximarmos de nós mesmos, da Verdade dessa revelação grandiosa que é a Meditação.

Ao olhar para todo o movimento interno dessa consciência do “eu”, que é a consciência mental, que eu também chamo de consciência egoica, ao observar isso é possível constatar esse condicionamento, e quando você se torna ciente desse condicionamento, desse programa de sentir e pensar, algo que é uma continuidade sempre do passado – pensamento é, na realidade, uma continuidade do passado, toda a memória, toda a lembrança, todo o pensamento em você, assim como sensações e sentimentos é algo que está presente reverberando agora, aqui, mas tem por causa real, por base real um fundamento no passado –, quando você aprende a olhar para esse movimento da consciência do “eu”, que é a consciência do ego, ocorre uma quebra dessa continuidade desse passado, é quando o passado, que é o “eu”, o ego, não se afirma aqui presente.

Eu tenho nessas falas tocado com vocês sobre a importância desse olhar para si mesmo, dessa auto-observação, porque essa auto-observação é o início desse aprender sobre nós mesmos, é quando nos tornamos cientes daquilo que somos, daquilo que demonstramos ser ou aparentamos ser, agora, aqui, em nossas relações com o outro, com a vida e dentro de nós mesmos, quando nos tornamos cientes dos pensamentos e dos sentimentos surgindo sendo o resultado desse passado, dessa memória, dessa lembrança. O ponto aqui é que nós vivendo como estamos vivendo nesse “eu”, essa vida do “eu” vivendo como estamos vivendo nesse momento, presos a essa ideia de “ser alguém” – e esse “alguém” é só um conjunto de memórias, lembranças, recordações, imagens, pensamentos vindo do passado –, quando estamos dando identidade a isso pela não compreensão da Verdade do nosso próprio Ser, nós estamos num estado de sono, de inconsciência. O detalhe todo é que esse sono e essa inconsciência é um estado interno de insanidade.

A confirmação disso se vê por todo tipo de comportamento e reações que temos diante da vida, na relação com o outro e na relação que temos com o próprio corpo. Nós estamos vivendo dentro de uma situação de sono, que é inconsciência, e isso nos coloca num estado interno de infelicidade, de inquietude, na verdade, de insanidade. É isso que tem produzido em nossas vidas toda essa confusão, todo esse sofrimento, toda essa desordem, todo esse tédio, esse cansaço. Nós não estamos vivendo a Felicidade da Verdade que somos porque estamos sendo aquilo que o condicionamento social, cultural – aquilo que aprendemos dentro dessa cultura, dentro desse mundo – tem nos ensinado. Estamos aquém da Realidade do nosso próprio Ser, que é Deus. A única Realidade presente na vida, em toda a Existência, é a Realidade Divina. A beleza da revelação desse contato com a Meditação é que quando a Meditação se assenta como sendo o seu Estado Natural, aí nesse corpo-mente, Aquilo que agora está presente é essa Unicidade, é essa Não Separação, é esse Estado que não é mais de inconsciência, mas de Plena Consciência, não é mais de sono, mas é o Estado Acordado, que alguns chamam de o “Estado Desperto” ou o “Despertar”. Então a condição de vida presente quando há esta Realidade é a vida com toda a sua Graça, com toda a sua Beleza.

Nós nascemos para realizar a Verdade que somos, para assumir a Realidade do nosso Ser; nós nascemos para essa compreensão, que é a compreensão de Deus, que é a compreensão da Verdade. Então essa aproximação com a Real Meditação nos coloca diante dessa Revelação, que é a Revelação d’Aquilo que somos. Nós temos aqui a coisa mais importante na vida, precisamos aprender a arte de aprender essa Vida Real. Assumir a Realidade Divina é possível quando aprendemos a aprender. Aqui o que temos de interessante é que esse “aprender a aprender” requer desaprender essa antiga e velha condição psicológica de ser, esse ser psicológico que é o “eu”, o ego, que vive em um tempo muito específico, que eu tenho chamado de tempo do “eu” ou tempo psicológico. Então essa aproximação desse aprender sobre nós mesmos é constatar, aqui e agora, um aprender livre desse tempo psicológico.

Pela auto-observação estamos descobrindo, e nesse descobrimento estamos descartando a ilusão da inveja, do medo, dessas predisposições de desejos conflituosos, esse modo bem peculiar de sentir e pensar do ego. Esse aprender é algo agora, aqui, você não aprende para depois colocar em prática. Você agora, aqui, está se tornando ciente, nessa ciência existe o aprender e nesse aprender, naturalmente, a ilusão é desfeita e Algo novo surge, e esse Algo novo é esta Inteligência, é esta Presença, é esta Consciência. Essa aproximação requer auto-observação. Percebam que esse aprender sobre nós mesmos, que é Autoconhecimento, que é essa aproximação do Autoconhecimento é, simultaneamente, desaprender a ilusão do “eu”, a ilusão dessa egoidentidade carregada com os seus dilemas, conflitos, problemas, sofrimentos, temores, ambição e tudo o mais. Então, pela auto-observação, nos aproximamos de nós mesmos olhando para esse movimento interno, esse olhar para aquilo que se passa agora, aqui. Precisamos aprender essa arte de aprender a olhar.

Aprender é simplesmente descobrir o que é olhar sem o “eu”. Quando há esse olhar, esse observar sem o “eu”, temos um observar sem esse elemento que se separa como sendo o observador. Esse “eu”, esse observador é aquele que julga, que compara, que avalia, que aceita algumas coisas, que rejeita outras coisas, que escolhe, que diz “Sim, que diz “Não”, que diz “Eu gosto disso” ou “Eu não gosto disso”. Então repare: nós temos um formato de vida, de consciência egoica, que é essa inconsciência, que é esse sono, que é esse sonho, que quando os pensamentos surgem somos capturados pelos estados que eles trazem e, assim, esse corpo-mente se sente, algumas vezes, eufórico. Essa euforia que nós chamamos de “alegria” é algo puramente egoico. Ou, às vezes, nos sentimos deprimidos, angustiados, e esse “nós” é esse mecanismo, esse corpo-mente com o qual nos identificamos, isso porque nos confundimos, nos identificamos com a presença desse elemento que é o “eu”. Quando um pensamento surge, ou nós concordamos ou discordamos. Se nós concordamos com um pensamento, temos a crença de que estamos produzindo esse pensamento e, assim, damos continuidade a esse pensamento como sendo algo que nós estamos produzindo. Nós não temos essa arte de olhar para um pensamento sem se confundir com ele, apenas olhando, observando sem esse observador, sem esse “eu” que aceita ou rejeita, que julga ou compara.

Então, o que é a Meditação? É a arte de permanecer livre de todo o movimento do pensamento, sentimento, de todas as imagens que surgem aqui e agora, uma vez que essas imagens, pensamentos e sentimentos são, na verdade, o resultado do passado – sempre do passado. Olhar para isso sem se confundir é permanecer livre desse observador, desse pensador. Observe o que estamos colocando, experimente isso. Diante de um pensamento, de um sentimento, apenas observe a presença dele, assim como você observa um pássaro, assim como você observa uma nuvem ao olhar para o céu, e você nada quer, nada busca, nada deseja, nada espera; você não é contra essa nuvem, você não é a favor dela, você apenas olha para o céu e vê uma nuvem, você não a coloca dentro de um padrão pessoal, você não torna isso algo pessoal para você, é apenas uma nuvem. Experimente lidar com pensamentos, com sentimentos sem esse elemento “eu”, sem esse observador, sem esse pensador, sem esse que interfere na experiência desse olhar, desse ver.

Experimente isso. Ao experimentar isso, você irá descobrir uma desidentificação, a completa quebra de um padrão que vem se repetindo há milênios na humanidade, e em você há alguns decênios. Eu me refiro a essa ilusão de que você é o autor desses pensamentos, é o autor desses sentimentos. Absolutamente, isso é só uma memória, uma lembrança, uma recordação, isso é algo gravado nas células cerebrais, o cérebro está guardando essas lembranças. Ao longo do tempo, quando isso surge, você sempre dá continuidade colocando uma identidade nessa experiência, o resultado disso é esse estado de tagarelice interna, é esse estado de um grande volume de pensamentos dentro de você e, observe, não há controle disso. Eles chegam com os sentimentos, nesse momento há uma identificação com o corpo, a mente se identifica com esse corpo, nesse estado emocionalmente e sentimentalmente, de forma egoica, está presente a ilusão de uma identidade no tempo se separando da vida, se separando da existência. Note que o sentido do “eu” em nós é algo que está sempre no passado ou no futuro; neste estado, esse momento presente perde completamente o espaço dele, porque agora ele foi tomado pela ilusão de uma identidade psicológica, que é o “eu”, o ego. Então, ou você está no passado ou está no futuro, e isso é ausência do seu Natural Estado de Puro Ser, de Pura Consciência. Em razão desse estado de identificação egoica você está angustiado, deprimido, se sentindo culpado, em remorso, em alguma qualidade psicológica de dor, em algum tipo de sofrimento psicológico, dentro da ilusão de uma identidade presente, que é o “eu, o ego, e assim temos levado nossas vidas.

Nós não temos ciência da Verdade do Ser, não temos ciência da Verdade de Deus, não temos ciência da Verdade desse “quem sou eu”, porque esse “eu” que assumo ser é uma ilusão, é uma ilusória identidade ocupada com o seu pequeno mundo, onde há tédio, inveja, solidão, medo, desejos, enfim, diversas formas de conflitos psicológicos e, assim, você não vivencia a Realidade Divina, a Realidade da Paz, do Amor, da Felicidade, da Inteligência, da Sanidade, desta Real Inteligência, desta Real Consciência. Esse Natural Estado de Ser Consciência, Amor e Felicidade é Aquilo que alguns têm chamado de o “Despertar da Consciência”, o “Estado Desperto”, o “Estado Livre do eu”. Assim, a Meditação é essa aproximação.

Aqui no canal nós temos falado sobre a importância dessa aproximação do Autoconhecimento, sobre o verdadeiro Autoconhecimento – nós temos uma playlist aqui no canal sobre isso e, também, uma outra sobre a Real Meditação na prática. Assim, essa Meditação Real na prática não é uma técnica, não é um sistema, não é uma prática de meditação, é a Meditação no viver, é nesse viver prático, é nesse dia a dia, é nesse momento a momento que você está se tornando ciente desse movimento do “eu”, aprendendo a Verdade sobre si mesmo e descartando a ilusão daquilo com o qual você tem se confundido, que é esse condicionamento cultural, social, milenar.

A Realidade do seu Ser é a Realidade do Amor, da Felicidade, da Consciência Real, então, a Meditação revela isso agora, aqui, de uma forma muito direta. Você não precisa se sentar por alguns minutos, colocar uma música, cruzar as pernas, respirar de uma certa forma, você relaxa naquele momento, e quando sai dali, tudo continua da mesma forma, aqui é necessário a arte de aprender a Ser-Consciência-Felicidade, que é essa Real Meditação no viver, a Real Meditação na prática do viver. Enquanto você está trabalhando, conversando com alguém, caminhando, fazendo alguma tarefa, dedicado a alguma atividade, você está se tornado ciente de si mesmo, ciente daquilo que se passa aí dentro; apenas ciente sem se confundir, sem se identificar com isso, então há uma quebra dessa ilusão, desse sentido do “eu”, do ego. Esse é o contato com a Realidade do seu Ser.

Esse é o assunto aqui dentro do nosso canal. Se isso é algo que faz sentido para você, deixe aí o seu like no vídeo, se inscreva no canal e aí fica um convite para você: nós temos encontros online, encontros presenciais e, também, retiros, onde estamos trabalhando isso com aqueles que se aproximam.

Junho de 2023
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terça-feira, 27 de junho de 2023

Joel Goldsmith: União Consciente com Deus | Despertar da Consciência | Iluminação Espiritual

Muito bem!

Vocês já notaram que quando temos o nosso coração envolvido com determinada coisa não há qualquer esforço em nós para dar atenção àquilo? É assim com relação a essa Verdade da Revelação de Deus.

Aqui no canal, estamos trabalhando com você o fim do ego, o fim do “eu”. Sim, esse “eu”, esse ego em você, esse sentido de “mim”, de “eu”, que você tem, é a causa de toda a confusão, de toda a complicação na sua vida – a ansiedade está presente, a depressão está presente, todas as formas de temores estão presentes. Tudo isso está presente em razão desse “mim”, desse “eu”, desse ego.

Você nasceu para realizar a Verdade do seu Ser, a Realidade de Deus, você nasceu para constatar a Beleza da Vida, que é a Beleza de Deus, a Felicidade, a Paz, o Amor. Foi para isso que você nasceu, para se tornar ciente da Verdade sobre quem é Você e, no entanto, não há essa atenção para Isso. Desde o nascimento até hoje, todo o nosso envolvimento é sempre o envolvimento com esse sentido de “pessoa” que acreditamos ser, alienados da Verdade sobre o nosso Ser, sobre a nossa Natureza Real, que é a Natureza de Deus. Nós estamos fazendo, exatamente, como nossos pais, avós, bisavós, como todos os nossos antepassados fizeram, nós estamos tentando alcançar na vida alguma coisa, realizar na vida alguma coisa para encontrarmos, nesta realização, o amor, a paz, a felicidade. Não nos disseram que nossa Natureza Real é Isso. Temos a Natureza de Deus e n’Ela não há conflito, não há contradição, não há desejo e não há medo.

Aqui nesse canal, estamos mostrando para você – nós temos centenas de vídeos –, estamos trabalhando o Despertar desta Verdade do seu Ser, que é a Verdade de Deus – alguns chamam Isso de Iluminação Espiritual, outros chamam o Despertar da Consciência, outros chamam o Despertar da Kundalini. Trata-se, basicamente, da Verdade sobre Você, que você desconhece. Desconhece porque você está dentro desse velho modelo de cultura, de sociedade, de mundo. Nós temos um instrumento em nós capaz de nos dar essa aproximação da Verdade sobre quem nós somos. Esse instrumento é aquilo que temos de mais íntimo em nós mesmos: é a mente – aqui eu me refiro a esse mecanismo em nós. Esse mecanismo em nós está em desordem, está confuso, está funcionando de uma forma completamente equivocada, desequilibrada, desorganizada, de uma forma insana; esse mecanismo em nós, que é a mente, está funcionando [dessa forma] nesse mundo.

Você sabe por que esse modelo de pensamento repetitivo dentro da sua cabeça? Você sabe por que esse modelo de pensamento descontrolado, negativo? Você sabe por que funcionamos dessa forma, dessa maneira? Essa desordem psicológica, essa inquietude interna, esse medo presente, essa ideia de “alguém” para o futuro ser feliz, esse “mim”, esse “eu” que acredito ser. “Agora não tenho paz, mas terei paz amanhã”, “Agora não sou feliz, mas serei feliz amanhã, quando realizar determinada coisa, ou quando me livrar de determinada coisa” – esse é o modelo de pensamento em nós.

Então o nosso modelo de pensamento nos coloca sempre, psicologicamente, sendo “alguém”, uma entidade presente, aqui e agora, indo para o futuro para, no futuro, realizar algo e encontrar amor, encontrar paz, encontrar felicidade. O amor a gente vai encontrar em realizações de relacionamento com pessoas; a paz vamos encontrar quando tudo se estabelecer de uma forma ordenada e harmoniosa do lado de fora, externamente em nossas vidas; e a felicidade nós iremos realizar quando conseguirmos aquele sonho, aquela objetivação idealizada pelo próprio pensamento em um desejo, em uma realização material, em uma realização profissional, ou em um encontro também em uma relação amorosa, perfeita. Então nós vivemos sempre dentro de modelos criados pelo pensamento, sustentados pelo pensamento, o que não passa de um modelo de cultura.

Assim, a nossa paz estará no futuro, nossa felicidade estará no futuro, tudo sempre estará no futuro para esse “mim”, esse “eu”. É a ideia de uma identidade presente se movendo, vindo do passado, estando agora aqui no presente e caminhando para o futuro – esse é o “mim”, o “eu”, o ego. Enquanto esse futuro não chega, a inquietude está presente, a desordem está presente, o sofrimento está presente, o medo está presente, a esperança está presente.

Assim, o nosso modo de funcionar, o nosso modo de operar no mundo, é dentro desse antigo e velho modelo de todos à nossa volta. Não estamos cientes, não estamos cônscios da Realidade Divina, da Realidade do nosso Ser, da Realidade de Deus.

Aqui eu quero lhe convidar a Despertar, a sair desse modelo; em outras palavras, a Acordar desse sonho que, em alguns momentos, parece um sonho maravilhoso, mas daqui a pouco, tudo muda e o que parece ser a proximidade da paz se mostra, ainda, como algo que não deu certo; a proximidade do amor, a proximidade da felicidade, como, ainda, algo que não deu certo.

A Realização de Deus é a Realização d'Aquilo que Ele é, é Ele nessa Realização, aqui e agora, se expressando nesse corpo-mente, encontrando esse lugar, esse espaço, que é Dele, aqui e agora. Esse é o fim do “eu”, é o fim do ego, é o fim para o sofrimento; é a Realização de sua Natureza Divina, de sua Natureza Essencial, a Razão de Ser de sua existência, a única Realidade para a qual você nasceu. Isso é se tornar ciente do seu Ser, que está além do corpo, da mente e do mundo e, portanto, Algo Real, que nunca nasceu. Estamos falando d'Aquilo que nunca nasceu e, portanto, não pode morrer, estamos falando de sua Natureza Divina, de sua Natureza Essencial.

Então o nosso trabalho juntos aqui, nesse canal – se isso faz sentido para você, já deixa aí o seu like, já se inscreva no canal; isso ocorre também em encontros online, encontros presenciais e, também, retiros – é trabalharmos isso, o fim dessa ilusão, a ilusão do “eu”, do ego, do “mim”. É o que alguém chama de o Despertar da Consciência, Iluminação Espiritual ou Realização de Deus, a Realização da Felicidade, do Amor e da Paz em vida, agora, aqui, a Beleza de Deus, a Beleza do seu Ser. Sem Isso tudo continua no mesmo formato, tudo continua da mesma forma.

Essa inquietude interna, esse vazio existencial, essa dor presente dentro do ser humano, está presente em razão de que algo ainda não está completo. O que estamos dizendo é que a Realidade do seu Ser é Algo que está pleno, mas a condição psicológica da mente nos dá essa sensação de que há algo faltando, há algo incompleto. Sem a beleza do Autoconhecimento, desta aproximação da verdadeira Meditação, essa condição psicológica se sustenta, ela permanece. Isso é infelicidade, isso é inquietude, isso é sofrimento.

Olhar para a Verdade de Deus é compreender a verdade da ilusão desse “eu”, assim, uma mente nova está presente, silenciosa, harmoniosa, vivendo nessa Inteligência. Tudo isso é resultado da Presença desta verdadeira Consciência – não dessa velha e antiga consciência egoica, dessa mente egoica, dessa condição psicológica comum ao ser humano vivendo nessa inconsciência da Verdade do seu Ser. A Verdade da Consciência Real, da Natureza Divina em Você, é Inteligência, é Amor, é Paz, é Felicidade.

Esse é o nosso propósito aqui, estamos trabalhando com você o fim para tudo isso, a Realização da Felicidade em vida. Na Índia eles têm uma expressão, eles chamam de Jivamukti aquele que realizou Isso em vida, que está vivendo em seu Natural Estado de Ser – nesta “União Consciente com Deus”, na linguagem de Joel Goldsmith –; nesta “União Consciente com Deus”, eu tenho chamado de Consciência de Deus, livre desse sentido do “eu”.

Assim, temos uma aproximação da Verdade da Realização de Deus, da Iluminação Espiritual, nesse contato com a Verdade de Deus, a Verdade d'Aquilo que é Indefinível, Indescritível.

Assim, a constatação da Realidade Divina é a constatação de sua Natureza, simplesmente Isso; d'Aquilo que já é Você, agora, aqui. A não compreensão de todo esse movimento interno dentro de você, que é o movimento da mente – como ela tem funcionado, como ela funciona –, é que tem lhe colocado nessa condição; é uma condição de sonho, é uma condição de hipnose.

Nossos pais viveram assim, os pais deles – de nossos pais –, também viveram assim, e os pais dos nossos pais também viveram assim. O mundo está vivendo dentro desse modelo – como eu tenho chamado –, dentro dessa condição de sonho, de hipnose – algo bastante comum. Por isso essa Realização de Deus alguns chamam de um Despertar, porque, literalmente, é o fim do sono, do sonho, dessa condição de identificação com esse “eu” nesse estado de sonho, nesse estado de hipnose, onde aquilo que prevalece é o egocentrismo, as atividades desse falso “eu”, desse falso centro; se isso está presente, não há Verdade, isso não há Verdade, não há Beleza, não há Amor não há Paz, não há Felicidade. Então Acordar é assumir a Verdade de sua Natureza Essencial, de sua Natureza Divina, nesta “União Consciente com Deus” – essa foi a revelação de Joel Goldsmith.

A Verdade sobre o seu Ser é a única Realidade presente em toda a Manifestação e essa Verdade presente em toda a Manifestação é perfeição absoluta. Não há nada fora dessa Realidade, tudo mais que você vê a partir desta mente egoica, dessa consciência egoica, é a visão do sonho, dentro desse estado hipnótico. Então dentro dessa particular visão, tudo é complicado, tudo é difícil, há muita confusão, há medo; o que temos presente é o sofrimento, é esse sentido de separação entre “você” e Deus, entre “você” e a Vida, entre “você” e a Realidade. Isso tudo está presente em razão dessa condição psicológica, que é o ego, o “mim”.

Quero lhe convidar à Verdade do seu Ser, à Realidade de Deus, aqui e agora. Assim, esse encontro aqui nosso tem como propósito lhe mostrar Isso: a Verdade Divina, a Verdade de Deus, que é Amor, Paz, Felicidade.

Portanto, se isso é algo que faz sentido para você, deixe aí o seu like e se inscreva no canal. Quero lhe convidar para encontros online, encontros presenciais e, também, retiros, onde estamos trabalhando isso com aqueles que se aproximam. Ok?

Valeu pelo encontro e até a próxima!

Março de 2023
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quinta-feira, 22 de junho de 2023

Mooji, Papaji, Ramana. Osho: abandone o ego | Como obter o Despertar? | A Iluminação Espiritual

Muito bem! A pergunta é: como obter o Despertar Espiritual? Ou: como obter a Iluminação Espiritual? Notem: a intenção das pessoas é alcançar, é chegar lá, é obter. Eu aqui tenho uma boa notícia para você. Não é necessário se mover para Isso ou realizar algo no tempo para Isso. Esse movimento requer tempo, e essa assim chamada “realização” no tempo requer muita coisa para ser feita. Pessoas idealizam isso como algo para o futuro. Futuro é tempo e a realização disso no tempo requer esforço, um trabalho dentro desse propósito, desse objetivo.

Aqui, eu quero lhe dizer que a Realidade do seu Ser – o que alguém tem chamado de Iluminação espiritual, outros chamam de “O Despertar Espiritual” –, a Constatação de sua Natureza Real, a Iluminação Espiritual, o Despertar Espiritual, a Realização d’Isso é a Constatação d’Isso agora aqui. Não requer esforço, não requer tempo.

Não estou dizendo que não se faz necessário um trabalho. Sim, se faz necessário um trabalho! E é um trabalho de desaprender, de desconstruir, de se desfazer da ilusão. Então, sim, há um trabalho. Mas não é o esforço positivo para realizar algo. E não é algo amanhã, é algo agora, aqui, neste instante.

Há uma forma direta de nos aproximarmos dessa resposta para esta pergunta: como obter o Despertar Espiritual? Como obter a Iluminação Espiritual? Há um caminho direto para essa Realização. A essa Realização, eu também tenho chamado de Constatação. O caminho direto, em razão desse trabalho, está no esvaziamento desse conteúdo psicológico, desse “eu”, desse “mim”, desse ego.

Osho chamava esse “mim”, esse “eu”, esse ego, de “o falso centro”. Então, na linguagem do Osho, era “o falso centro”. Ele dizia: “Abandone o ego”, ou seja: solte esse falso centro! Vá além dessa ilusão desse falso centro! A observação do movimento do “eu”, do ego, desse falso centro… é assim que nos aproximamos desse abandono do ego, desse “ir além” desse falso centro.

Aqui, nós estamos trabalhando com você isso: o fim dessa ilusão, da ilusão do “eu”. Então, esse “desaprender” sobre si mesmo… O que é que você sabe sobre você? Tudo o que você sabe sobre você é tudo que o pensamento construiu em torno da pessoa que você acredita ser. Então, em torno dessa identidade, dessa pessoa que você acredita ser, existe um conjunto de pensamentos, de conceitos, de ideias, de crenças, além de uma disposição interna sempre reativa, que eu tenho chamado de condicionamento psicológico, para reagir às experiências a partir desse “eu”, desse “falso centro”. É isso que você sabe sobre você.

O que você sabe sobre você é como reagir. Então, há uma reação de medo e de desejo. Há uma reação a toda forma de sofrimento interno, a toda forma de sofrimento psicológico. É isso que você sabe sobre você, sobre esse “mim”, sobre esse “eu”. A inveja, o medo, o ciúme, a avidez, as dúvidas, a desesperança, a esperança, o prazer e a dor – [isso] é tudo o que você sabe sobre esse “mim”, sobre esse “eu”, sobre esse “você”, com o qual você se identifica, se confunde a todo momento.

Então, o desaprender sobre isso, descobrindo a Verdade d’Aquilo que está além desse sentido de um “eu” presente, de um ego: essa era a abordagem ou a aproximação desse apontar para o fim desse “eu”, desse ego… Eu me refiro ao apontar de Ramana Maharshi.

Nós já tivemos diversos expoentes dessa mesma Verdade em nosso tempo. Eu citei o Osho, mas nós temos, neste momento, o Mooji compartilhando Isso, falando dessa mesma Realidade. Mooji foi aquele que esteve com o Papaji, que foi um direto discípulo de Ramana Maharshi. Então, a Visão da Verdade sobre o seu Ser, de sua Realidade Divina, é algo que tem sido compartilhado por aqueles que realizaram Isso.

A Verdade do seu Ser, a Verdade sobre a sua Natureza Real, Aquilo que é a Realidade imutável, que está presente agora aqui, não é algo que se alcança, não é algo que se obtém. Então, para a pergunta “como obter?”, a resposta é “agora, aqui, constatando!” Para esse “como?”, é agora, aqui, constatando Aquilo que está presente como sendo sua Real Natureza Divina.

Como Isso se torna possível? Pelo esforço, por práticas místicas, pelas assim chamadas práticas de meditação diversas? Não, absolutamente! É pela direta Constatação da Verdade que está presente agora aqui. “Então, não devo me disciplinar? Não devo me esforçar? Não devo meditar?” Tudo o que você precisa é se tornar ciente, agora, aqui, de todo esse processo de condicionamento psicológico; a observação disso, uma atenção direta para observar isso… Essa atenção não requer esforço, ela requer um coração voltado para isso. Percebam que quando você tem o seu coração voltado para algo, todo o seu interesse pelas outras coisas desaparece. Quando você, de verdade, está voltado para uma única coisa, é muito natural o interesse, o foco, a atenção para aquilo, e tudo o mais perde a importância.

Tudo o que nós precisamos para constatar a Verdade de Deus não é de uma disciplina, não é de um esforço, não é de uma técnica, não é de um método, não é de uma prática, não é seguir um modelo de doutrina ou um sistema. Tudo o que nós precisamos é estar, de verdade, ardendo por Isso, queimando por Isso. É preciso uma apreciação profunda por Isso, então tudo o mais perde a importância e fica esse interesse único. Então, naturalmente essa atenção se torna plena, completa, para Isso.

Então, essa atenção plena é a base para uma aproximação verdadeira desse Autoconhecimento, desse olhar para si mesmo, agora, aqui. Esse olhar lhe permite perceber todo esse movimento do “eu”, todo esse movimento reativo do ego, desse “mim”, desse falso centro. Esse falso “eu”, esse falso centro, a ilusão dessa identidade é vista. Isso é Autoconhecimento verdadeiro, isso é verdadeiro Autoconhecimento.

Olhar para isso requer essa atenção plena, e ela é muito natural quando você está, de verdade, queimando por Isso. E Isso é agora! Você não continua semeando até realizar nesse assim chamado “futuro”... semeando a confusão, cultivando ainda alguma forma de medo, de frustração, de perturbação e desordem emocional, porque essa ilusão do tempo termina quando essa atenção está agora aqui. Então, não existem sementes sendo lançadas nesse assim chamado “tempo”, para se obter Isso amanhã. Quando você quer realizar Isso amanhã, você diz: “Haverá tempo”. E, durante esse tempo, você continua vivendo na ilusão, na contradição, no conflito, no sofrimento, no medo, cultivando esses aspectos da egoidentidade.

No entanto, quando sua intenção é real, você está de verdade queimando pela Verdade do Despertar, da Realização do seu Ser… quando a sua apreciação por Isso é uma apreciação profunda, real, como aconteceu já, em toda a história da humanidade, com diversos seres que já realizaram Deus. E aqui, eu citei o Osho numa ponta e o Mooji em outra ponta – o Mooji, dentro dessa linhagem de Papaji e de Ramana Maharshi. O Osho foi aquele, também, que realizou Isso, dentro do seu próprio caminho de Encontro ou de Constatação dessa Verdade em Si mesmo.

Aqui, eu quero convidá-lo para que você olhe para Aquilo que Você é, aqui e agora, e constate a Verdade do seu Ser, então você tem essa Verdade se mostrando, essa Verdade se revelando. [Isso] Ocorre em razão dessa aproximação com o Autoconhecimento, nessa plena atenção sobre todo esse movimento do “eu”, dispensando a ilusão de uma disciplina, de um sistema, de um método, de uma prática.

Uma coisa importante aqui é lhe dizer isso: as pessoas querem se dedicar a uma determinada técnica, prática ou disciplina… Na verdade, não é para a Constatação da Verdade sobre quem elas são, mas sim para realizar alguma coisa fora desse modelo de rotina, de tédio, de confusão em que elas vivem; mas, através de uma experiência, uma experiência mística! E, de uma certa forma, elas podem até obter isso nessas assim chamadas práticas de meditações ou no uso de algumas substâncias para obterem uma experiência mística, uma assim chamada experiência esotérica ou espiritual, mas é só uma experiência ainda dentro desse “eu”, desse ego.

Aqui, eu sinalizo para você o fim desse experimentador, que é esse esse “eu”, esse ego. E isso só é possível quando há o verdadeiro contato com a Real Meditação na prática. Aqui no canal, nós temos uma playlist sobre Autoconhecimento, o Verdadeiro Autoconhecimento, e a Verdadeira e Real Meditação na prática, aquilo que está agora, aqui, neste momento. Olhar para todo esse movimento do “eu”, se despir de todo esse conteúdo do ego, é a Realização da Verdadeira Meditação na prática.

Então, não se trata de fugir, temporariamente, de uma dor psicológica, de um conflito existencial ou de uma rotina, para a busca de uma experiência onde você possa ter alguma visão, alguma experiência assim chamada de expansão da mente ou expansão da consciência, mas o sentido do “eu” continue lá, o ego continue presente, a ilusão continue presente. Então, é importante não confundir isso com a Realização de Deus, não confundir isso com o Verdadeiro Despertar Espiritual ou com a Iluminação Espiritual.

Assim, esse é o assunto que nós estamos trabalhando aqui com você, aqui dentro do canal. Se isso é algo que faz sentido para você, eu quero convidá-lo a deixar aí o seu “like”, se inscrever no canal e, também, olhar para isso.

Se isso é algo que faz sentido para você, nós temos encontros on-line, encontros presenciais e, também, retiros, onde estamos trabalhando isso com você. OK? Fica aí o convite e até o nosso próximo encontro. Valeu por mais esse momento juntos.

Março de 2023
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terça-feira, 20 de junho de 2023

Liberdade psicológica | Sofrimento psicológico | Condicionamento psicológico | Prisão psicológica

Nós continuamos falando com você sobre a importância da Liberdade psicológica; não da liberdade externa, não da liberdade do mundo externo, mas da Liberdade desse mundo interno, desse psicológico mundo, que é o mundo do “eu”, do ego. Essa é a Real Liberdade que precisamos, essa é a única Liberdade que significa o fim do sofrimento – aqui eu me refiro a esse sofrimento também interno, também psicológico. Nós temos diversas formas de medos. Esses temores diversos, por exemplo, são representações desse sofrimento interno. Uma aproximação de si mesmo, uma aproximação da Verdade do seu Ser, é algo que representa o fim do sofrimento, porque isso é o fim do “eu”, do ego.

Aqui nesse canal estamos trabalhando com você o fim da ilusão de ser “alguém”, de se colocar no mundo como uma entidade, uma pessoa, um “eu” vivendo uma vida separada, se movendo no mundo numa ação em desejos e medos e, portanto, que sustenta e estabelece como padrão de vida o sofrimento, a contradição, o conflito, a miséria interna, a miséria psicológica; essa miséria encontrando na vida externa todo tipo de situação de representação, se mostrando nessa vida externa como uma prisão que, na verdade, não está lá, está dentro de cada um de nós. Um sofrimento que, na verdade, não está lá, está dentro de cada um de nós. Uma confusão que, na verdade, não é externa, ela não está lá, está dentro de cada um de nós.

Observem o que estamos colocando: toda a confusão no mundo, todo o sofrimento no mundo, todo o problema humano no mundo é algo presente em razão dessa abordagem, dessa aproximação que temos, interna, nesse viver, nessa relação com o mundo. Nós não somos pessoas ou criaturas separadas do outro, separadas da vida, separadas do mundo. Todo o nosso contato com o mundo, com o outro, se mostra dessa forma em razão dessa confusão interna que trazemos em cada um de nós, que estamos vivendo aqui dentro de cada um de nós. Esse medo presente, essa ansiedade presente, essa confusão presente, essa desordem interna presente, é aquilo que estamos vendo no mundo, mas o mundo é uma representação externa dessa condição interna de prisão e sofrimento em que nos encontramos. E tudo isso é algo presente em razão da falta da compreensão da Verdade sobre nós próprios, sobre nós mesmos.

Nós não temos uma visão sobre quem somos, nos confundimos com ideias, com crenças, com julgamentos, opiniões, com um conjunto de coisas aprendidas em razão desse formato equivocado de aprender, que é acumular informações dentro de nós, tendo essas informações como sendo reais, como sendo verdadeiras. Fazemos isso, por exemplo, nesse lidar constantemente com toda forma de propaganda. Nós somos hoje, psicologicamente, o resultado da propaganda, dos conceitos, das ideias, das crenças, de tudo que já ouvimos e que estamos constantemente ouvindo. Assim, os nossos cérebros estão sendo bombardeados constantemente por ideias, por crenças, por sugestões e estamos vivendo dentro desse modelo de condicionamento interno, aquilo que eu tenho chamado de condicionamento psicológico. Essa tem sido a condição psicológica do nosso cérebro e o nosso comportamento está todo assentado dentro desse modelo de comportamento. Assim, o que nós temos no mundo é aquilo que nós somos. Nós somos, psicologicamente, internamente, o que o mundo é. Toda a inveja, ambição, violência, temores, complicações, problemas, tudo o que está presente no mundo é algo que está presente naquilo que acreditamos ser, nisso com o qual nós nos identificamos e, naturalmente, assumimos como sendo nós mesmos. Tudo isso está acontecendo em razão dessa falta de compreensão da Verdade sobre nós.

Eu tenho falado aqui no canal sobre o valor do Autoconhecimento. O Autoconhecimento é esse contato com a Verdade sobre aquilo que você é, agora, aqui. A ciência desse condicionamento psicológico, é isso que você é agora, aqui. Tomar ciência disso é se aproximar do Autoconhecimento. O Autoconhecimento lhe faz perceber em que condições internas você está – e a gente quer a liberdade externa. Quando as pessoas usam a expressão “liberdade”, elas estão idealizando isso, então estamos lidando sempre com uma ideia de liberdade. E para nós, liberdade é a capacidade de externamente fazer o que queremos, no momento que queremos, ir onde quisermos, termos a força e o poder de se expressar sem sermos inibidos, coibidos ou proibidos por alguém. Então quando as pessoas usam as expressões “liberdade de expressão”, “liberdade econômica” ou “liberdade para fazer o que você quer ou o que deseja”, estão sempre falando de uma liberdade externa – como se o real problema estivesse do lado de fora. Na verdade, o problema é aquilo que nós somos em razão dessa falta de compreensão sobre quem somos, de estarmos vivendo dentro de uma prisão interna. E essa prisão é a prisão que tem sido construída pelo pensamento em nós, por todas essas imagens, símbolos, ideias que estão presentes aqui, nesse corpo-mente – e nós não sabemos lidar com isso.

Nunca investigamos essa questão do pensamento e estamos falando da liberdade; da liberdade como uma ideia, da liberdade como algo que precisamos ter e sempre nos referindo a essa externa liberdade. Enquanto não compreendermos essa questão do pensamento em nós, de como nós funcionamos, do que é que se passa aqui dentro de cada um de nós, não haverá Real Liberdade. A Real Liberdade é a Liberdade de lidar com a Verdade daquilo que aqui está presente. Nesse sentido, o externo e o interno são uma única coisa. Quando não há essa visão a partir desse espaço que eu chamo de Liberdade, haverá confusão externamente, porque a confusão já está dentro de cada um de nós, e ela está presente porque nós não compreendemos o que é o pensamento, como nós funcionamos.

A vida é algo que requer uma abordagem nova, uma aproximação nova; não uma aproximação dessa que temos tido até então, que é a aproximação que se baseia no pensamento, que se baseia nesse conjunto de idéias e crenças sobre quem nós somos, sobre o que o mundo é e sobre o que a vida é. Então essa desordem externa está presente em razão dessa desordem interna. Afinal, o que é o pensamento? Como funcionamos? O que é esse “eu"? O que é o ego? Qual é a Verdade sobre a pessoa que eu acredito ser? A pergunta é: quem sou “eu”?

Olhar para todo esse movimento interno em nós e perceber que o pensamento é em nós, basicamente, uma recordação, uma lembrança, uma memória. Ao passarmos por experiências, aquilo é registrado e se torna uma ideia presente, gravada no cérebro; essa ideia gravada no cérebro é o que nós chamamos de memória, basicamente, isso é o pensamento. A vida é algo acontecendo aqui, agora, e nós estamos, com base no pensamento – que são lembranças, recordações, memórias, o que, na verdade, é o passado presente em nós –, tentando atender a isso que está agora aqui presente.

Assim, a nossa vida psicológica, baseada no pensamento, se reflete em nossa vida externa como o passado tentando se adequar, se ajustar a esse instante, a esse momento presente, e quando isso acontece, o problema está presente, o conflito está presente, a ausência da liberdade está presente. É muito simples a gente verificar isso. Quando você lida com uma pessoa, você acredita que está lidando com a Verdade nesse lidar com ela. Nesse momento você não está lidando com a Verdade nesse lidar com ela, você está lidando com uma projeção, com uma imagem, está lidando com um condicionamento psicológico, com uma memória, nessa relação com ela. Você não está diante de algo vivo, está diante de uma imagem que está vindo do passado, um conjunto de crenças que está vindo do passado, e é com isso que estamos lidando com a pessoa que está diante de nós. Naturalmente, não há Verdade nessa relação, e se não há Verdade, aquilo que está presente é a ilusão, é o engodo, é a mentira, e é isso que tem sustentado, por exemplo, em nossa vida de relação com o mundo, com o outro, todas a forma de conflito, problema, sofrimento.

“A ideia que eu tenho sobre quem você é” e “a ideia que você tem sobre quem eu sou”: é com isso que estamos lidando nessa relação. Não sabemos quem o outro é. Nós temos uma ideia sobre quem ele é, mas é muito simples isso, nós não sabemos quem nós somos. Como podemos saber quem o outro é se o que nós temos de nós também é uma imagem, um acúmulo de lembranças, memórias, recordações do passado sobre quem somos, sobre quem o outro é. Então não há Amor em nossas relações, não há Paz em nossas relações, isso por quê? Porque não há Liberdade, não há Verdade – e aqui eu me refiro à Liberdade n’Ela própria, à Liberdade de ser Inteligência, Consciência, não mais à liberdade externa, à liberdade como nós entendemos, à liberdade exterior, mas sim à Liberdade interna, à Liberdade psicológica.

Essa Liberdade psicológica é a ausência desse modelo de passado, presente e futuro que o pensamento tem preservado presente dentro de cada um de nós. Esse formato de passado, presente e futuro é a ideia de um tempo que existe apenas na imaginação, algo que o pensamento sustenta – eu tenho chamado isso de tempo psicológico. Estamos vivendo nesse tempo psicológico, nessa ilusão de uma identidade presente dentro dessa experiência, aqui, por exemplo, nessa relação com o marido, nessa relação com a esposa, nessa relação com os filhos, com os funcionários da empresa ou com o seu chefe no seu trabalho. O nosso mundo de relações é o mundo que se assenta na ilusão do pensamento que não compreendemos, então não sabemos o que é o pensamento, não estamos livres do pensamento. Se não estamos livres do pensamento, não há Liberdade Real.

A Real Liberdade não é a liberdade externa. Vou repetir: não é a liberdade de alguma coisa, mas é a Liberdade psicológica, é a Liberdade dessa ilusão, desse senso de identidade separada, desse “eu” ilusório. É sobre isso que estamos tratando aqui com você, colocando para você a beleza, a importância de uma vida completamente livre desse senso de identidade separada e, portanto, de conflito e de contradição. É quando o Amor está presente em razão da ausência desse “eu”, desse ego, dessa pessoa, dessa ilusória identidade – é nela que está o sentido dessa prisão psicológica –, então o fim do pensamento – e aqui eu me refiro a esse pensamento que eu tenho chamado de “pensamento psicológico”.

Nós precisamos do pensamento num certo nível em nossas vidas, apenas em um certo nível. Pensamento lógico, pensamento não emocional, não sentimental, por exemplo, saber o endereço da sua casa, de ir para a sua casa, de estar lidando com alguma coisa do ponto de vista técnico, você precisa do conhecimento, que é memória, que é lembrança e que é pensamento. Apenas nesse nível o pensamento é importante. Mas há um nível de pensamento em nós, que é esse nível de pensamento psicológico, que está sustentando o conflito, sustentando a contradição, o sofrimento e o medo, sustentando essa condição de contradição interna, de problemas.

Então eu quero lhe convidar a uma vida livre desse sentido do “eu”, desse sentido de ego identidade e, portanto, uma vida livre do pensamento, desse psicológico pensamento, deste que está criando e sustentando em nós toda a forma de complicações, de sofrimento, de angústias, de medos, de desejos e assim por diante.

Será isso possível? Sim, isso é possível quando você se torna ciente da Verdade sobre quem você É, aqui e agora, e esse modelo de pensamentos cessa. Esse formato de pensamento psicológico desaparece, você fica apenas com o pensamento técnico ou funcional. Saber seu nome é um pensamento, é uma memória; saber o endereço da sua casa é um pensamento, é uma memória; saber trabalhar numa profissão requer pensamento, memória. Essa é uma memória não emocional, funcional, prática. Fora essa memória, temos a memória psicológica, desse pensamento psicológico que sustenta o “eu”, que sustenta o ego, que sustenta a ilusão desse sentido de separação e, portanto, de confusão, sofrimento e complicações em nossas vidas. Assim, o nosso trabalho tem esse propósito: nos tornarmos cientes da Verdade daquilo que somos. A ciência disso é a Real Liberdade de Ser.

Então, esse é o assunto que nós tratamos aqui com você dentro desse canal. Se isso é algo que faz sentido para você, deixe o seu like e se inscreva no canal. Quero lembrar a você: nós temos encontros online, encontros presenciais e, também, retiros, onde estamos trabalhando isso com aqueles que se aproximam. Nós temos aí na descrição do vídeo o nosso grupo no Whatsapp. Ok?

A gente se vê. Valeu pelo encontro até a próxima!

Maio de 2023
Gravatá-PE
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