O elemento que nos estabelece nesse modelo, que é o modelo do vir a ser ou deixar de ser, é a presença do pensamento. A gente não consegue esgotar esse assunto; ele é muito vasto. Paradoxalmente, ele parte sempre da mesma base, aponta sempre para o mesmo princípio e, no entanto, é algo muito extenso, requer da nossa parte essa aproximação cuidadosa, investigativa, exploradora, aventureira, de olhar, e olhar, e olhar mais uma vez, e continuar olhando.
Esse aprender sobre nós mesmos não é uma coisa para, depois de algumas horas, você dizer: "Eu sei". É um aprender em que esse verbo está sempre aqui, sem qualquer mudança. Não é um verbo que tem uma mudança; ele não tem tempos verbais. É um verbo que, curiosamente, não é ou não está, não é para a pessoa, não está para a pessoa. Aprender, aprender, aprender... aprender sobre si mesmo, aprender sobre o pensamento, o pensamento em você, como ele acontece, como ele se processa, como ele atua, como ele se move.
Então, nós estamos diante de algo que é fascinante. Não existe aventura na vida mais extraordinária do que esta autodescoberta. Olhem para as pessoas que fazem escalada, que pulam de bungee jump, ou fazem voos de asa delta, ou saltam de paraquedas, ou se envolvem com esportes radicais; elas não têm a menor ideia da aventura que é mergulhar nessa nova dimensão, escalar estas alturas, assim como descer a essas profundidades da verdade sobre si mesmo. Isso requer esse aprender sobre nós mesmos. Como toda a base da pessoa, uma vez que a pessoa é constituída de pensamentos, investigar a natureza do pensamento, o movimento do pensamento dentro de você, é a maior de todas as aventuras.
Olhe para a sua cabeça: é o pensamento que diz quem você é e fez você ser quem você é. Então, quem você é, é quem o pensamento moldou. Você foi moldado pelo pensamento. A pessoa que você é, é só pensamento. O que você sente, o que você faz, o que você fala, o que você não faz, o que você não sente, tudo isso tem o dedinho, o aval, a presença do pensamento. O seu futuro, o seu passado, o seu presente é o pensamento. Veja, tudo na ideia está dentro do modelo do pensamento. A compreensão da verdade sobre o "eu", sobre a pessoa, sobre você, lhe revela algo além do pensamento. Além do pensamento, não temos mais esse "você" com a sua vida, com a sua história, com a sua memória, com o seu modelo de ser alguém. Esta é a grande Descoberta, esta é a grande Revelação, essa é a grande Ciência do Desconhecido.
Então, investigar a natureza do "eu", investigar o pensamento em cada um de nós, investigar o pensamento dentro de você. Você não tem como encontrar isso nos livros de psicologia, nos livros religiosos, nos livros de filosofia. Não existe nenhum livro, nenhum especialista que já escreveu sobre você psicologicamente. Ter a compreensão de si mesmo é se deparar com esta visão, com esta aventura, com a aventura deste aprender sobre nós mesmos, desse aprender sobre o Autoconhecimento.
Que importância isso tem? Toda. Aliás, na vida, a única coisa que importa é a Verdade, e não há Verdade na pessoa, não há Verdade nesta vida desse alguém, desse "mim". Não há Verdade. Você não é a Verdade como pessoa; você é uma fraude, é uma ficção, é uma imaginação estabelecida pelo pensamento para si mesmo. É nessa relação que você está com o outro; você é uma ficção, uma imaginação, uma ideia estabelecida em si mesmo nessa relação com ele ou ela. Mas ele ou ela está na mesma condição que você. Então, não existe nada mais importante na vida do que a própria Ciência de Ser. Isto é Real. Porque isto é a Ciência da Vida, isto é o fim dessa ficção, dessa imaginação, dessa estrutura, que é a estrutura do "eu", do ego, da pessoa.
Então, não estamos forçando isso, não é uma forçação de colocação dizer que não existe nada na vida mais importante do que a aventura. Não é o alpinismo, não é o montanhismo, não é nada disso. A aventura Real é o Despertar da Verdade, é o Despertar da Sabedoria, é o Despertar dessa Inteligência Divina para lidar com a vida como ela acontece e não como o pensamento diz que está acontecendo. Você é alguém muito inteligente, já foi premiado, você é visto lá em alguns círculos de pessoas bem entendidas, inteligentes, especializadas em algumas áreas. Você é visto ali como alguém de destaque. Ok, isso é louvável, é bonito, é invejável.
É assim que as pessoas olham umas para as outras, a partir de modelos, de referência; isso suscita nelas inveja, que a gente acha muito natural. Esse modelo de ser alguém se comparando, mas deixando isso de lado - porque isso é completamente estúpido. Mas essas são nossas regras de convivência em sociedade, no mundo, nesse modelo. Admiramos os mais admiráveis, invejamos os que são invejáveis, queremos o prestígio, os aplausos, o reconhecimento. Talvez um carro bonito como aquele, ou uma casa bonita como aquela, ou um namorado bonito como aquele. Então, nós apreciamos muito isso. Este é o modelo que nós temos na vida para ser alguém. Mas essa pessoa que é vista assim, ali, naquele contexto, porque ela não se conhece, porque ela não se compreende, quando ela chega em casa, na relação mais próxima que ela tem, com as pessoas que ela diz amar ou sente amar ou que as ama - pelo menos é assim que ela acredita -, ela não sabe ser feliz ali, porque ela não se conhece.
Então, não importa se você estudou muito, se você alcançou muito, se você é muito inteligente; mas se você não sabe a verdade sobre si mesmo, nada substitui este Silêncio, esta Paz, esta Liberdade, esta Real Inteligência para lidar com o marido, com os filhos, com a família, com o mundo à sua volta. Você é muito inteligente, mas é zero de Inteligência. A sua inteligência é especializada; por isso que você é premiado. Mas você, menina, não sabe nada de si mesma. É a procura da felicidade, onde? Em realizações externas. Assim tem sido a nossa vida, a vida da pessoa.
Portanto, aprender sobre si mesmo, aprender como a mente funciona, esta é a coisa mais importante. Não depender nunca mais de remédios para controlar esses estados internos, não mais depender de consultar alguém para lhe ajudar a entender sua raiva, seu medo, seu desespero, essa aflição. A liberdade de olhar para a vida sem o passado, de lidar com ele ou ela sem a ilusão do que ele representa para você, uma vez que você está livre da imagem que você sustenta sobre quem é você, e não depende agora da imagem dele ou dela. Você não quer que ninguém se ajuste mais, nem precisa se ajustar mais a você. Não só isso: você nada quer, nada espera, nada busca, nada procura - em pessoas. Não há pessoa para você; apenas ele ou ela, seres humanos. Isto ocorre quando você descobre a verdade sobre você, o que requer a compreensão da verdade sobre o pensamento.
O que é o pensamento? Voltamos ao início da fala. O que é esse aprender sobre o pensamento? Olhe para sua cabeça. Você não pensa, ou o pensar em você é o pensador se ocupando com os seus pensamentos? Os seus pensamentos são a repetição, a continuidade de um modelo inquieto, tagarela, repetitivo, mecânico - eu diria estúpido - de tagarelice, de pensamento se processando dentro de você.
Estes dias, alguém escreveu em um dos comentários - está lá, um dos últimos comentários no canal: "Por que eu estou aqui ruminando? Eu fico ruminando o dia todo." A pessoa escreveu exatamente isto: "Eu tenho o vício de ruminar." Sabem o que é ruminar? Conhecem essa expressão, esse verbo? Ruminar é o que as vacas fazem. Ruminar é isso, é o que as vacas fazem. Nós estamos fazendo o que as vacas fazem. Quando a vaca come durante o dia, isso é ruminar. Os animais fazem isso. Eles comem o capim; você vai dormir; se você levantar de madrugada, você escuta a vaca ruminando. Ela está dormindo, mas não está dormindo. Ela está recebendo de volta o bolo alimentar na boca, mastigando de novo e engolindo. Isso se chama ruminar, para a sua informação. Ruminar é isto: é ficar trazendo de volta o que engoliu e mastigando e engolindo de novo. É isto, ruminar é isto. As vacas fazem isso. E esse moço escreveu e disse: "Eu fico ruminando pensamentos." O que ele quer me comunicar é isto: é que eu não sei o que fazer com isso que estou engolindo, que toda hora volta.
Veja, é assim que a mente funciona. É por isso que não adianta você alcançar o que deseja alcançar sem compreender primeiro quem você é. Porque você vai ser só alguém, como uma boa vaca, ruminando histórias, memórias do passado, vivendo no passado, vivendo do passado, do que já engoliu. Compreendem agora a importância de aprender sobre isso? De aprender como sua mente funciona, para não mais viver no passado, do passado, para não mais viver do pensamento? Você não lida com o marido, com a esposa, com a família, com a vida como ela acontece quando o passado está presente. Quem está lidando com o momento presente a partir do passado não é a Realidade deste Ser. É apenas esse "mim", esse "eu", esse "você", que, como essa "boa vaca bonita", está ruminando o passado. Psicologicamente, nós precisamos nos livrar do pensamento. É isso que estamos dizendo aqui. Se Livre do pensamento, se livre do passado, se livre desse movimento de ruminar.
Então, a pessoa que escreveu está aqui no canal; depois vocês podem ler. Ele disse: "Eu tenho vício de ruminar, eu passo o dia inteiro ruminando." Porque ele ouviu uma das falas e disse: "Uau, o que é isso que ele está falando? Eu fico aqui ruminando exatamente o que você está dizendo, eu fico ruminando." Ele usou esse termo; de repente, é alguém que lida com fazenda, com gado. Então, "eu fico aqui ruminando". Eu achei interessante o verbo. "Eu fico aqui ruminando." Então, na mente, é assim que nós funcionamos. Porque não compreendemos o que é o pensamento.
O que é o pensamento? O pensamento em você é a experiência que está voltando. A experiência que está voltando é o pensamento. Toda lembrança que você tem - escute isto -, toda lembrança que você tem é "algo voltando do estômago". É algo voltando de novo. É algo se repetindo. Você lembra naquele dia que alguém disse aquilo para você? Claro que se lembra, porque está voltando, e só está voltando porque "está vindo do estômago de novo". E você está aí ruminando: "Por que ela falou isso comigo? Eu nunca fiz nada com ela. Ela me paga, mas ela faz não sei o quê..." É assim que, psicologicamente, a mente funciona em todos nós.
Por que o problema de alguém está perturbando você? Porque você comprou o problema. Você engoliu; ele está voltando. Você percebeu? Se você não tivesse engolido, ele estaria voltando? Se ele não fosse esse fundo de memória, se ele não fosse esse fundo de memória, se ele tivesse se completado no momento em que você escutou, ele estaria voltando? Por que ele está voltando? Porque você ouviu. Você ouviu e particularizou para si mesma. Se tornou cúmplice de uma condição psicológica que não tem nada a ver com você. Não, agora tem tudo a ver com você. Na verdade, a pessoa já lhe contou porque sabe que você é ótima, ótima para cumplicidade, dessa qualidade de "felicidade" que ela comunica quando lhe conta problemas.
Então, o que é o pensamento em nós? O pensamento é uma resposta de memória, como uma reação volta e fica ali batendo na sua cabeça, dizendo: "Faça alguma coisa, resolva isso." Então, o que é o pensamento? O pensamento é isso. Agora, o que é o pensador? O pensador é esse para quem o pensamento volta. Vamos ver se a gente compreende bem. O que é o pensamento? O pensamento é essa memória, ok? Mas para quem está voltando essa memória? Para o pensador. Quando a memória chega, encontra você, que é o pensador, para ficar assim: "Hum... o que faço? O que eu posso fazer? Mas eu não consigo fazer nada." É o pensador. Compreende? Então, nós temos o pensamento e temos o pensador. A gente acha que são duas coisas separadas e distintas; não são. Quando o pensamento surge, ele já traz o pensador, porque quem guardou essa experiência, e ela não se completou, foi exatamente o pensador.
Então, o pensamento em você é a presença do pensador. Se não houvesse esse pensador para se ocupar com o pensamento, o pensamento não estaria voltando. Se não houvesse esse registro, ele não estaria voltando. E nós não sabemos lidar com isso. Quando você está preocupado, quando você está triste, quando você está com raiva, quando você está com medo, dê-se conta: é apenas a presença do pensamento que encontrou alguém, que é o pensador. Então, o que é o pensador? O pensador é esse que se ocupa. E o que é o pensamento? É a memória.
O que seria a vida interna em você se você não tivesse o peso dessa ocupação psicológica, desse pensador se ocupando com historinhas da vida dos outros ou dessa historinha da própria vida insatisfeita, desorientada, perturbada nessa relação com o marido, com o filho, com o chefe? O que seria a sua vida livre do pensamento, sem o passado? Você sabe que os momentos de paz que você tem são momentos sem pensamento. Não é assim? Por que a paz está presente quando o pensamento não está? Porque o pensador não está. A pessoa não está. Nós não temos a presença de pensamentos sem a presença de alguém se ocupando com eles. Escute com atenção isto.
Aqui, nós temos uma chave para nos libertarmos do pensamento, que ou nos coloca no passado ou no futuro - e isso é problema o tempo todo. No futuro dos desejos, do que eu preciso conseguir e tal - que é desejo, que é aflição -, ou no passado: "O que eu faço para resolver aquilo, aquilo, aquilo?" Então, nós vivemos no campo da mente, no campo das ideias. Este é o modelo da mente programada para ser assim; esta é a nossa mente condicionada. Então, estudar o pensamento é tomar ciência do pensador se envolvendo com ele.
Talvez você diga: "E o que eu faço com o pensamento?" Essa ideia de fazer algo é do pensador. É por isso que não tem dado certo. Você não se livra de pensamentos querendo se livrar. Porque quem é que quer se livrar? Aquele que está se ocupando com o pensamento. O que nós precisamos? Nós precisamos descobrir do que, de fato, precisamos. Precisamos descobrir como a mente funciona, como o pensamento funciona, para uma vida livre de pensamentos, para uma vida livre de alguém pensando. Isto é possível? Sim. Sim. É que ninguém nunca nos disse isso. Porque todo mundo vive como pessoa pensando o tempo todo, psicologicamente ocupado com o passado ou com o futuro. Elas não reconhecem a beleza do momento, a beleza desse instante.
O encontro com este momento é um encontro com a Inteligência para lidar com ele ou ela, para lidar consigo mesmo, para lidar com pensamentos, com sentimentos, com emoções, sem colocar uma identidade presente aí, que é o pensador, que é aquele que experimentou, aquele que se vê responsável. Tudo isso é parte da ilusão da pessoa, desse "eu". Nesse aprender sobre si mesmo, ocorre o fim para tudo isso.
Então, sim, isso é Real. A presença da Inteligência é a Liberdade de Ser Um com a Vida, um com o momento presente, sem esse modelo de pensamento que volta. "Ah, mas e o pensamento funcional?" Isso não é assunto seu. Isso é assunto da memória técnica em seu cérebro. Livre desse padrão de pensamento egoico, que é o pensamento que eu chamo de pensamento psicológico, que é a memória psicológica, à base de todos os problemas da sua vida, o pensamento funcional continua.
Se você sabe falar um idioma, você continua sabendo, livre da memória psicológica, porque essa não é a memória psicológica; é a memória técnica. Se você sabe consertar algo, você vai continuar sabendo. Se você sabe cozinhar, vai continuar. Se você ganhou um prêmio lá na academia, se você ganhou um prêmio na universidade, se você tem uma especialidade, que maravilha! Isso é lindo, é maravilhoso. Isso continuará. Mas, com certeza, você não vai mais sofrer com o pensamento na relação com o mundo à sua volta. Porque o pensamento que lhe faz sofrer é o pensamento de ser alguém, da pessoa, que é o passado, que tem problemas, que tem que resolver problemas, que tem coisas para cuidar, coisas para proteger. Nós não sabemos lidar com a vida como ela acontece.
Se você é uma mãe ou um pai, os filhos, qual o problema? Atenda, cuide, mas faça só o que é real, não o que é imaginário nessa relação. Se você vem a mim e pergunta: "O que faço neste casamento?" Seja só o marido ou a esposa. Sem a ideia de ser marido ou esposa, fica tudo leve. Com a ideia de ser marido ou esposa, o "eu" entra, o ego entra. A violência surge, o medo surge, a dependência emocional surge, a carência afetiva surge; todo tipo de confusão surge quando a imagem que você tem sobre quem você é, sobre como merece ser tratada, ou como deve tratar o outro, está presente. Veja como é simples: é só se livrar do ego. "O que você está dizendo? É simples?" Não, deixa eu corrigir: talvez não seja simples, mas isto é um assunto seu. Você está na vida para resolver isso. Então, resolva isso. Viva uma vida livre do ego.
Então, não há nenhum problema em estar ali como o marido, ou a esposa, ou como o filho, ou tendo filhos, ou cuidando de negócios, ou cuidando do que tiver que cuidar. Se há ilusão de alguém, isso requer um trabalho em si mesmo, que ninguém irá fazer no seu lugar. Tomar ciência desse modelo de pensamento que não se completa e que lhe posiciona como alguém para se ocupar com assuntos que não são seus, como, por exemplo, cuidar do futuro dele ou dela. O futuro dele ou dela não está nas suas mãos. Mas quando a mãe acha que tem o futuro dos filhos na mão, ela se coloca como senhora do universo, como o próprio Deus. Como nós amamos isso: ser pessoa o tempo todo, na relação com pessoas o tempo todo.
Então, a ideia de ser alguém - será que podemos soltar isso para o contato com a vida, como a vida acontece, sem alguém presente? Nessa relação inteligente com o momento, sem o passado? Sem esse modelo que é o modelo do pensamento? Você não precisa do pensamento que não se completa. O único pensamento que você precisa é o pensamento funcional, prático; este está presente. Quando você está assentado, você está assentado em uma postura de memória desse corpo. Isso não tem nada a ver com a presença de alguém assentado; é só o corpo.
Assim, lidar com pensamentos é algo simples quando o pensador não está. Mas quando o pensador está, quando o experimentador está, quando o "eu" está, quando o ego está, lidar com pensamentos é complicado. Você vai estar lidando com o pensamento do passado, com algo que não se completou e que está voltando e lhe colocando nesse contexto de ilusão de alguém presente no tempo, alguém que viveu aquilo ou alguém que terá que viver aquela outra coisa.
Eu sei que tudo isso soa muito estranho, porque a nossa ideia - porque é só o que nós conhecemos de vida - é que a vida vai acontecer; e a vida já aconteceu. E aqui estamos dizendo que a vida é o que acontece; é só o que acontece. Fora o que acontece, o pensamento em você cria a ideia de alguém, imaginando o que foi ou o que será. E, nisso que foi ou o que será, está essa imagem que nós construímos sobre quem nós somos, dentro das nossas relações com o outro, com nós mesmos e com a vida.
Uma pessoa em quadro de ansiedade é só a imagem que ela estabeleceu sobre quem ela é, no contexto do que ela precisa, do que ela merece, do que ela não merece. É a autoimagem, é a imagem do "eu", é a imagem do ego. Mas o que vale para a ansiedade vale para todos os quadros de desordem, de patologia mental, de questões da mente. Então, não há saúde mental, não há saúde na mente, quando o pensamento não é compreendido e finalizado, e finalizado quando o modelo psicológico de ser alguém não termina.
Então, o que é o Despertar dessa Inteligência? O que é o Despertar desta Consciência? O que é o Despertar desta visão da Verdade? Aqui, a Consciência não é a consciência da pessoa. Eu me refiro à Consciência atemporal. O que é o Despertar? Não é aquele despertar que te tirou da cama hoje pela manhã. Estou falando do Despertar da Verdade sobre você, que inclui o descarte da ilusão sobre quem você é, para a compreensão de algo além disso, que está aí, além do conhecido, além do conhecido. Tudo bem?
Assim, a grande aventura, a grande aventura, nossa grande escalada, o cume da mais alta montanha, aquele grande salto, a descida a essas profundezas inalcançáveis, inatingíveis, é Algo presente aqui, quando aqui está a Vida, neste Silêncio, quando a mente se aquieta, este Espaço novo se abre, esta Realidade se revela e, nela, está a Ciência da Inteligência Suprema, a Inteligência de Deus. Nela, está presente a Verdade, nela, está presente a Sabedoria, nela, está presente Aquilo que não tem nome.