quinta-feira, 11 de junho de 2026

Joel Goldsmith. O Despertar da Consciência Mística. O que é a Verdadeira Liberdade? Marcos Gualberto

GC: Olá, pessoal! Estamos aqui para mais um videocast, novamente o Mestre Gualberto aqui conosco. Gratidão, Mestre, pela presença. Hoje eu vou ler um trecho de um livro do Joel Goldsmith chamado "O Despertar da Consciência Mística". Em um trecho desse livro, Mestre, o Joel faz o seguinte comentário: "A aceitação do que é, sem resistência, é o caminho para a paz interior." Bom, dentro desse assunto, o Mestre pode compartilhar a sua visão sobre o que é a verdadeira Liberdade?

MG: Gilson, a ciência de Ser, a Verdade sobre você, a Realidade sobre a vida, a Verdade sobre Deus - essa é a definição para a pergunta "O que é Liberdade?". Agora, observe: tudo que acabamos de colocar, todas essas frases não representam absolutamente nada quando olhamos do ponto de vista intelectual. Quando nós vamos ao dicionário, nós temos o significado para todas as palavras. Quando você busca o significado de uma palavra, você encontra o significado daquela expressão, mas o significado verbal não é o significado real; há uma diferença entre a palavra e a própria coisa. A palavra "amor" não é Amor; a palavra "liberdade" não é Liberdade.

Nós temos diversas formas para "liberdade" colocando em palavras, e em palavras podemos dar diversos significados para essa expressão. Nós geralmente usamos a expressão "liberdade" para liberdade econômica, liberdade de expressão, liberdade de ação, liberdade financeira, emocional, liberdade para ir e vir. Nós temos diversas formas, nós empregamos essa expressão para diversos significados, mas aqui tratamos com você da ciência do Divino, da ciência da Verdade. Estamos aqui, colocando para você o sentido de um significado novo para esta expressão.

Observem que na vida "liberdade" também é sinônimo de espaço; sem espaço não se pode falar em liberdade. Quando temos o espaço temos a liberdade. Agora, olhe para aquilo que nos interessa aqui, investigando esta expressão: psicologicamente, dentro de nós mesmos, em nossa mente, em nosso coração, nós desconhecemos a Liberdade porque estamos vivendo dentro de padrões de sentimentos, de emoções e pensamentos dentro de uma restrição, em restrições diversas. A nossa relação com o outro, com nós mesmos e com a vida é bem estreita, é bem limitada. Nós não temos a presença do espaço, assim desconhecemos a Verdade da Liberdade.

A presença da Liberdade é o espaço que nos possibilita, na relação com o outro, assim como em nossa relação com nós mesmos, internamente, desfrutarmos de Paz, de Silêncio, de Amor. Assim, eu diria que a verdadeira Liberdade consiste na ciência deste Ser, que é a ciência de Deus. Não se trata da liberdade política, da liberdade econômica, da liberdade de expressão ou de alguma outra forma de liberdade, e sim da Liberdade para o Amor, para a Paz, para a Felicidade, algo que se mostra possível quando nós temos uma compreensão da Verdade sobre nós mesmos.

Observe que as pessoas falam, escrevem, compõem músicas com o tema da liberdade, mas isso fica apenas no campo das ideias, no campo das teorias, apenas no terreno dos desejos. Nós não assumimos a Verdade vivencial da Liberdade, e não assumimos porque não entramos em um contato direto com aquilo que nós somos. Nós ficamos na ideologia, no conceito, na ideia, na intenção, mas não na vivência direta da experiência daquilo que está aqui presente, se revelando como aquilo que nós somos dentro das relações - da relação com ele ou ela, da relação com nós mesmos, da relação com a vida. Então, não temos a ciência disso de uma forma direta.

O que estamos aqui colocando é que não conseguimos colocar em palavras - é o que estamos fazendo aqui, nestas colocações, lhe dizendo com muita clareza que a Realidade ou a Verdade da Liberdade não se restringe a colocações teóricas de palavras, de desejos, de ideias. só podemos saber, de fato, o que é a Verdade da Liberdade, assumindo aquilo que nós somos em nossa Natureza essencial - o que requer a presença do Despertar da Consciência, da verdadeira visão de Deus, da verdadeira ciência da vida. É o que estamos juntos, aqui, com você trabalhando, com você aprofundando. A presença desse contato, a Verdade desta visão, a clareza deste momento que podemos chamar de Liberdade, é algo indescritível. Você nasceu para a Realidade do seu Ser, para a Verdade sobre Deus.

Aqui a expressão "Deus", não no sentido de uma ideia, de uma crença ou também um conceito, mas de um experimentar direto da Felicidade Suprema, do Amor Supremo. É no Amor Supremo, na Felicidade verdadeira que está presente aquilo que, de fato, podemos chamar de real Liberdade. A Liberdade é algo que diz respeito ao seu Ser, à presença da vida livre do ego, livre do "eu", livre da "pessoa". Esse sentido de identidade que temos é uma limitação. Estamos vivendo dentro de um quadro de ilusão, numa circunscrição de ignorância, presos a um programa de modelo de consciência coletiva, de consciência social, de consciência mundana, o que representa uma qualidade de vida dormindo, sonhando.

O seu contato real com a vida é um contato onde não há uma separação entre você e a vida como ela é, e nela há sim, Liberdade, quando o ego não está, quando o "eu" não está. É o que estamos aqui com você para compreender, para vivenciar. Esta é a presença da real Liberdade, esta é a presença da Verdade do seu Ser. Alguns chamam de "Iluminação Espiritual" ou "Despertar da Consciência"; Aquilo que é indescritível, inominável, Aquilo que está além das palavras, além dos pensamentos.

GC: Mestre, nós temos uma pergunta de um inscrito aqui no canal, que fez o seguinte comentário: "Mestre, como viver o verdadeiro amor nas relações?"

MG: Gilson, essa é uma boa pergunta. Nós desconhecemos a Verdade do Amor. Nós temos sentimentos por pessoas, elas têm sentimentos por nós. Nós nos relacionamos tendo por base a presença do pensamento e do sentimento. Enquanto você é agradável comigo nessa relação, enquanto os nossos pensamentos e sentimentos permanecerem agradáveis, esse prazer presente na relação nós chamamos de "amor". Quando começamos a discordar em pensamentos e a discordar em sentimentos, a forma como nós nos tratamos muda completamente, e com essa mudança temos a diferença; não temos mais a presença do prazer, temos algo que não é mais o prazer na relação.

Nós usamos a expressão "amor" para esta afinidade de pensamento, sentimento, sensação e emoção, o que representa a presença do prazer. Aquilo que nos faz ter esta aproximação do outro, a boa lembrança do outro, o pensamento agradável sobre ele ou ela, nós chamamos de "amor", mas a base central, o fundamento disso é, na realidade, sensação, satisfação, preenchimento, prazer. Quando isso altera nós temos a presença do ressentimento, da mágoa, da tristeza, da raiva, do ciúme. Então, o que nós chamamos de "amor" é algo que altera, é algo que muda. Nós estamos constantemente vivendo experiências de sensações. Se elas são agradáveis, nos apegamos a elas; se elas são desagradáveis, nós nos afastamos ou não queremos mais.

Aqui, juntos, nós temos que investigar essa questão da Verdade do Amor. O Amor é aquilo que está presente quando não existe mais aquilo que nós conhecemos por "amor". Veja, não há qualquer possibilidade da descrição verbal, em palavras, do que é o Amor, mas nós podemos investigar - e sim, fazendo uso de expressões e de palavras - aquilo que o Amor não é. O Amor não é posse, o Amor não é controle - veja, a posse sobre o outro, o desejo de possuir - não é controle, não é exercer domínio para que o outro, nesta posse, possa me preencher.

Assim, investigando o que não é o Amor, aquilo que está presente em nossos relacionamentos em geral não é a presença do Amor, porque está presente o controle, está presente a posse, está presente a dependência. Tudo isso é violência, é medo, e se isso está presente, qualquer mudança de pensamento e sentimento revela que, por detrás do prazer, o que temos presente é esta condição dentro do relacionamento. Portanto, o que nós chamamos de "relações" são relações onde o que está presente é a presença, nestes relacionamentos, de toda forma de problema, que se mantém oculto até que isso se declare, quando temos a frustração, a decepção, a traição. E isso se mostra com muito mais frequência do que nós imaginamos. Tudo parece que começa bem, mas na verdade estamos apenas num jogo de aparências, quando o que está oculto por detrás daquilo que é aparente é outra coisa.

A Realidade da vida, livre do ego, livre da dependência, livre do apego, do controle, da inveja, do ciúme, da posse. Quando temos a Liberdade de uma relação onde não temos a presença do "eu", a presença deste autocentramento, desta busca de preenchimento, prazer e realização de sensação nele ou nela, temos Aquilo que está presente além desta separação, desta dualidade. Portanto, a Verdade do Amor é a Realidade deste Ser, Aquilo que aqui está presente quando não há mais a ilusão do pensamento, do sentimento e da sensação para este centro, que é o "eu", que é o ego.

A verdade é que, neste centro, neste ego, todas as nossas razões, motivos, intenções, interesses, desejos, tudo isso gira em torno da busca de um preenchimento particular, de um autocentramento, o que na verdade nos isola e nos separa. Este isolacionismo, esta separação é, na verdade, a presença do conflito. Repare, o conflito já está presente, o sofrimento já está presente, mas ele está oculto. Você não se dá conta que, por detrás deste prazer, preenchimento e satisfação na relação não é o Amor e sim dependência, medo, ciúme, posse, controle. É assim que na mente nós estamos vivendo; esse é o movimento do pensamento em nós, esse é o movimento do ego.

Nós precisamos ir além do "eu", além do ego, além desse sentido de alguém presente que precisa encontrar nele ou nela algum nível de preenchimento, para de fato nesta Felicidade de Ser, nesta Liberdade de Ser, aqui estar presente a Realidade do Amor. E quando o Amor está presente a sua relação com ele ou ela não é mais de dependência, de medo, de carência, de busca nele ou nela, de alguma coisa. Portanto, viver a Verdade d'Aquilo que é você em sua natureza essencial é assumir a Realidade do Amor. Então este Amor está presente, mas não é o outro a presença deste Amor, não é o outro o preenchimento deste Amor, não é o outro a alegria deste Amor.

Quando o Amor está presente o outro, a vida, tudo à sua volta está incluso, é parte deste Amor, porque você em sua natureza essencial é a Verdade Divina, é a Verdade da Felicidade. Assim, a presença do Amor é o que temos, na vida, de mais precioso, mas não é possível a presença do Amor quando o ego está, quando o sentido de separação entre você e ele ou ela está presente. Livres do sentido do "eu", o outro é parte desta comunhão de Presença Divina. O outro é a Realidade deste Ser. Se não há separação, aquilo que está presente na vida é a presença do Amor. Assim, não podemos colocar em palavras o que é o Amor, mas podemos tomar ciência da Realidade d'Aquilo que aqui está presente, neste momento, como sendo a Realidade de Deus.

GC: Mestre, nós temos outra pergunta de outro inscrito aqui no canal. O Maurício fez o seguinte comentário: "Como faço para abandonar meus desejos particulares?"

MG: Gilson, a ideia de se libertar - repare - de desejos pessoais é apenas uma ideia! Investigar a natureza do "eu" é compreender a natureza dos desejos. O "eu" é esse sentido de insatisfação; na insatisfação está presente a ânsia de alguma coisa, o tempo todo. Portanto, se libertar dos desejos pessoais significa compreender a natureza do "eu", ter uma visão clara do que o desejo representa. O desejo é a presença da insatisfação; o "eu" é essa insatisfação presente, é esta incompletude. Tomar ciência das nossas reações, ver com clareza como a mente funciona, aqui neste momento, a cada instante, no contato com o momento presente.

Quando você se depara com algo, você tem uma percepção. Ao surgir aquela percepção daquela dada coisa, um pensamento sobre aquilo surge; juntamente, uma sensação aparece. Nesse momento o pensamento se projeta para se preencher naquele objeto - é a presença do pensamento, quando ele se projeta para se preencher psicologicamente em alguma coisa. A partir desta percepção é que surge o desejo. Será possível, na vida, tomarmos ciência da mecânica da percepção, da sensação e do pensamento? Desta projeção do pensamento para se preencher naquele objeto?

Observe que é o movimento do pensamento. Ao se projetar ele cria uma identidade que irá se preencher naquela sensação. Então, neste momento a Realidade do instante é perdida, porque o movimento do pensamento é de projeção para o que ele deseja realizar. Então surge a presença do futuro, do futuro para ser feliz, do futuro para se preencher, se satisfazer. Então, nós estamos constantemente em um movimento de alcançar algo para ser feliz ou de se livrar de alguma coisa - que também, ainda, é uma forma de desejo - para ser feliz. Alienados deste instante, deste momento presente, estamos vivendo, psicologicamente, no pensamento, na sensação, na imaginação, na ânsia por alguma coisa.

Observe que isso é, basicamente, sofrimento. Se libertar do sofrimento significa estar aqui e agora, livre do movimento de projeção do pensamento no desejo - no desejo de obter ou no desejo de se livrar. Talvez a sua pergunta seja exatamente essa. Você pergunta: "Como me livrar dos meus desejos pessoais?" Tome ciência do movimento do "eu". É a presença do "eu", da ilusão de uma identidade aqui e agora presente, na insatisfação, se projetando a partir do pensamento para se preencher no futuro a base que sustenta o sofrimento do desejo.

GC: Gratidão, Mestre, já fechou nosso tempo. Gratidão por mais este videocast. E, para você que está acompanhando o videocast até o final, e deseja realmente viver estas verdades, fica o convite para participar dos encontros intensivos de final de semana que o Mestre Gualberto proporciona. Esses encontros são muito mais profundos e transformadores do que estes vídeos aqui no YouTube. Primeiro, porque o Mestre responde ao vivo às nossas perguntas, e segundo e mais impactante é que, pelo Mestre já viver nesse Estado Desperto de Consciência, ele compartilha ao Seu redor, um campo de Presença, de Poder e Graça. E nesses encontros a gente acaba pegando uma carona nesse campo de Presença do Mestre. E, pegando essa carona com o Mestre, de maneira espontânea e sem nenhum esforço, entramos no Estado Meditativo, silenciamos nossas mentes e podemos ter uma visão e uma compreensão desses assuntos que são tratados aqui no canal.

Então, fica o convite: no primeiro comentário, fixado, tem um link do WhatsApp para poder participar desses encontros. Já aproveita, dá o like no vídeo; se não for inscrito, se inscreve no canal. E, Mestre, mais uma vez gratidão pelo videocast.

Setembro de 2025
Gravatá-PE
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