terça-feira, 30 de junho de 2026

Como encontrar Deus. Meditação o que é? Aprender sobre Autoconhecimento. Mente acelerada o que fazer

A mente acelerada, o que fazer? Essa é a pergunta. Por que nós temos esta questão? Essa é apenas uma das inúmeras questões que a mente apresenta. Toda questão é, na realidade, um problema. Quando você recebe uma questão, você tem um problema. Quando você vai prestar um exame, uma prova, lá lhe são apresentados os problemas, que são as questões.

A mente acelerada é uma das questões da mente. Mas o que é a mente? A mente é todo esse movimento interno presente em cada um de nós. O que nós temos chamado de consciência é o próprio movimento na mente. É esse movimento na mente o movimentar dos pensamentos. Portanto, quando os pensamentos se movem, carregando sempre, invariavelmente, algum nível de sensação, sentimento ou emoção, nós temos o movimento do pensamento, nós temos o movimento na consciência, nós temos o movimento do "eu".

A mente não é outra coisa a não ser o movimento da memória que o pensamento tem, que a lembrança contém. Todo esse movimento é um interno movimento da consciência presente em cada um de nós. Nós temos dois níveis aqui. O primeiro é esse superficial que nós conhecemos, de fácil acesso, com o qual nós nos relacionamos constantemente; a forma como você sente sobre a vida, sobre o outro, sobre si mesmo, de um modo superficial. Assim, na superfície nós temos esse primeiro aspecto da mente, da consciência, desse movimento do pensamento.

E temos também o segundo aspecto, aquilo que temos no profundo, no oculto. Nós temos essa primeira camada e temos a segunda camada. Nesta segunda camada, temos nossas memórias, lembranças, recordações, todo o impulso que ocorre, não de uma forma tão clara, visível para cada um de nós, e, no entanto, está acontecendo a todo o momento. É por isso que alguns dividem a mente em consciente e inconsciente: a consciência superficial e esse modelo de inconsciência, nessa camada oculta, nessa camada mais profunda.

Todo esse movimento interno é o movimento do "eu", da consciência. Mas aqui nós temos algo para lhe dizer: quando você nos fala de uma mente inquieta, tagarela, que a cada momento está se movendo descontroladamente, quando você nos fala dessa mente acelerada e pergunta o que fazer, a sua ideia é de alguém presente nessa mente; este alguém é a presença do "eu". É assim que sentimos ser, acreditamos ser, é assim que percebemos que somos. No entanto, a notícia é: o que temos presente neste contexto é a ideia, é a imaginação, é a própria construção do pensamento sobre quem nós somos.

Nós temos presente a realidade daquilo que aqui está acontecendo, a verdade daquilo que aqui está se mostrando, e, no entanto, nós trazemos conosco o pensamento sobre isso, a ideia sobre isso, a crença, a sugestão sobre isso, o que envolve também a explicação do pensamento sobre esse sentir que nós temos. Colocando de uma outra forma: não existe tal coisa como "esse eu", não existe tal coisa como essa mente. A ideia da consciência, que dividimos em duas camadas ou em diversas outras camadas, é a presença do pensamento - o elemento que constrói essa coisa.

A Realidade é a vida como ela acontece e as sensações presentes, apenas isso! A cada momento, o seu contato é com uma sensação. Não há alguém presente na sensação; é a presença do pensamento colocando alguém. Nós temos o movimento do pensamento, mas é típico da memória, no cérebro, se movimentar. A presença do cérebro em nós, nessa inquietude, nesse movimento acelerado de pensamentos, é algo que está presente em razão da ausência de uma Consciência Real sobre este processo.

O que nós temos como consciência é, na realidade, inconsciência. A presença desse movimento de pensamentos e como o cérebro funciona em cada um de nós é algo que está acontecendo em razão da ausência de uma Atenção, de uma Presença, de uma Real Consciência sobre este processo. É assim que temos o "eu" com os seus problemas, a mente com as suas questões diversas.

A ansiedade, a depressão, a angústia, o nervosismo, o estresse, o medo, os diversos problemas presentes em cada um de nós são problemas presentes em razão do movimento do pensamento nessa consciência que nós temos, que nós conhecemos; que é, na realidade, a forma como o pensamento se processa nesse padrão de cérebro que está presente em nós, na maior parte da humanidade. Toda essa coisa ocorre neste formato, desta maneira, porque nós não temos a ciência daquilo que se passa conosco.

A presença da pessoa que nós somos no contexto da humanidade é a presença dessa não ciência. Você é uma pessoa e se vê como um elemento separado da vida, em razão da inconsciência da verdade sobre si mesmo. Há uma Realidade aqui presente. Não é a pessoa presente, não é esse "eu", esse ego . O ego, o "eu", a pessoa, é o movimento da desordem psicológica, da confusão mental, nesse cérebro programado para funcionar dessa forma. Isso é algo assim ocorrendo há milênios.

Você tem oitenta anos; há oitenta anos você vive como uma pessoa nesse sentido de um "eu" que se vê separado da vida, que se vê separado do outro, tendo essa interna inquietude de movimento de pensamento acelerado, repetitivo, pensamentos negativos, sensações e sentimentos que acompanham esses pensamentos. Assim, como seres humanos, na "pessoa", estamos sofrendo; no ego, estamos sofrendo. O elemento presente no sofrimento - o próprio sofredor - não se separa do sofrimento que tem, do sofrimento que sente. É a vida do ego, é o existir de alguém, o que representa uma ilusão.

Eu volto a dizer: há uma Realidade presente; esta Realidade é compreendida quando há o reconhecimento da verdade sobre quem nós somos. Nós temos esse primeiro aspecto, que é o aspecto daquilo que apresentamos ser, que está dentro de um contexto de cultura humana, de humanidade, que é a presença da pessoa. Portanto, cada um de nós está vivendo como uma pessoa e estamos nos deparando com pessoas. No entanto, a pessoa, as pessoas são uma imagem que o pensamento construiu sobre quem nós somos, e aqui reside todo o tipo de problema que temos, nessa condição de mente que nós conhecemos.

Aqui nos aproximamos desse trabalho para a compreensão da verdade sobre quem nós somos, o que requer a presença desse aprender sobre o Autoconhecimento, que é o que estamos fazendo juntos aqui. Neste aprender sobre o Autoconhecimento, nos deparamos com a Realidade da presença da Ciência de Ser. A Realidade deste Ser, desta Verdade que está presente aqui, além dessa pessoa, é a Realidade Divina. Assim, nos deparamos com a possibilidade da compreensão da Verdade sobre a Meditação.

O que é Meditação? A Meditação, qual é a realidade, qual é a verdade sobre a Meditação? A presença da Meditação é a Revelação da Verdade sobre Deus. A única Realidade presente é a Vida; a Vida é a Realidade Divina. Na pergunta "como encontrar Deus", aqui temos a resposta. Na Revelação, na Ciência da Verdade sobre si mesmo, é aqui que se encontra a resposta para esta pergunta.

Deus não é uma realidade a ser encontrada no futuro, é Aquilo que aqui está presente sendo a única Realidade, a Realidade da própria Vida se revelando momento a momento. E só podemos ter um contato direto com esta Realidade quando estamos além da mente, além desse padrão de comportamento dessa consciência, que é a consciência egoica, que é a consciência do "eu".

Assim, com base no Autoconhecimento, temos a presença de um olhar direto para como a mente funciona, para como o cérebro funciona. Então ocorre uma mudança, ocorre uma transformação, nós temos o fim para esse modelo programado, condicionado de mente egoica, porque agora há uma Atenção sobre essas reações, então ocorre uma mudança interna. É quando temos o fim para essa conhecida consciência para uma visão nova, real, profunda de nós mesmos e, portanto, da Realidade deste Ser.

Temos a Vida se revelando quando há presença da Meditação. Aqui eu me refiro à verdade sobre a Meditação - não de uma técnica ou prática para alguém, para a pessoa. Aqui não se trata da pessoa meditando, trata-se de um espaço que surge quando o cérebro se aquieta, quando a mente silencia. Neste espaço temos a presença da Meditação, e ela surge em razão desta Atenção sobre as nossas reações, que é Autoconhecimento.

Assim, aprender sobre o Autoconhecimento é se deparar com a Ciência que revela esse real encontro com o Divino, com o real encontro com Deus. Aqui, a Realidade de Deus não é algo no futuro, não é algo em algum lugar para ser encontrado, para ser constatado, mas é a Realidade Divina se revelando aqui e agora, como sendo a Verdade deste Ser. Assim, a ideia de encontrar Deus é só uma ideia. A verdadeira resposta para a grande pergunta, que é "como encontrar Deus", consiste na ciência daquilo que aqui está se revelando como a Verdade do seu Ser.

Nós precisamos de uma mente livre, de um cérebro silencioso, então, sim, temos, aqui e agora, a Revelação da Vida. A presença dessa Revelação é a presença do Amor, é a presença da Liberdade, é a presença da Felicidade. Um cérebro silencioso, uma mente quieta. Não uma mente que foi aquietada através de uma técnica ou prática de Meditação, mas a mente que está quieta, o cérebro que silenciou em razão de uma Atenção sobre as nossas reações. A presença da verdadeira ciência da Meditação requer esta constatação de como a mente está acontecendo. Assim, quando a mente silencia, em razão dessa Atenção, temos a verdade do momento se revelando como Meditação.

É o que estamos propondo aqui para você, um trabalho nesta direção. Então a mente não é mais aquilo que nós conhecemos. Portanto, esses inúmeros problemas da mente desaparecem quando a ilusão da mente não está mais, quando aquilo que entendemos ou conhecemos por mente não está mais presente. A Realidade do momento é a Vida. Não há pessoa na Vida, não há esse "eu", não há este modelo de movimento, que é o movimento do pensamento como nós conhecemos, nesse novo Estado de Ser.

O ponto é que isso é possível, sim, nesta vida. Isso requer a presença da Realização Divina, da Realização de Deus. Não é alguém tendo esta Realização, é esta Realização se revelando aqui, quando a ilusão do "eu" termina, dessa mente programada nesse padrão de inquietude não está mais presente. Assim, nós queremos lhe convidar para esses encontros. Nós temos encontros on-line nos finais de semana para aprofundarmos isso com você. São dois dias juntos: sábado e domingo. Além dos encontros on-line, nós temos os encontros presenciais e, também, os retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Agosto de 2025
Gravatá-PE
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