quinta-feira, 5 de março de 2026

O que é o pensamento? Medo: o que é? O que é o sofrimento? Como alcançar a realidade desejada

Nós temos por fundamento, aqui dentro destes encontros, uma aproximação para a investigação, para a descoberta do porquê desse movimento psicológico presente em cada um de nós. É isso que pode nos dar uma real resposta para essas diversas condições internas em que nós nos encontramos. Um encontro com a vida como ela acontece é algo inteiramente diferente desse encontro a partir do princípio do pensamento presente, que é o modelo que nós conhecemos. Toda esta condição de incompletude, de insatisfação presente em nós, como seres humanos, é algo que precisa ser investigado. Isso porque a natureza da Verdade sobre nós mesmos, que nós desconhecemos, é a Natureza do Amor, da Paz, da Liberdade. naturalmente, da Felicidade. E aqui a palavra Felicidade é completude; nessa completude não existe insatisfação. Assim, nós temos aqui que nos perguntar o porquê desta psicológica condição presente em cada um de nós, que nos leva a essa busca ou procura por realizações externas, por exemplo, nos desejos.

Existe uma procura em cada um de nós, em razão dessa insatisfação. Assim, as pessoas perguntam: "Como alcançar a realidade desejada?" ou seja, como alcançar aquilo que elas realmente desejam? Aqui a pergunta é: Nós sabemos o que realmente desejamos? Nós sabemos qual é a verdade sobre os desejos? O que é o desejo? Por que o desejo? Se houvesse satisfação, haveria desejo? Ou a presença do desejo é um sinal clássico de carência, de insuficiência, de insatisfação? Essa questão do desejo é bem interessante aqui, de ser investigada. Desde pequenos nós temos desejos, mas o desejo carrega dois aspectos, que a gente dificilmente atenta para eles. Ele tem um aspecto físico, em razão de uma necessidade - se, por exemplo, você sente sede, você deseja água; se você sente frio, se você deseja se aquecer; se você sente fome, você deseja comida. Então, esse é um aspecto simples dessa questão da presença do desejo nesta insatisfação, nesta não completude. Estamos diante de algo muito natural: se você precisa se transportar, precisa de um veículo. Se a distância é muito longa, você não vai fazer isso a pé, então você precisa comprar uma passagem aérea.

Então, a presença do desejo é algo bem simples, é algo bem natural, mas nós temos exigências internas que não compreendemos porque elas estão aqui. Isso cria uma qualidade de desejo, presente em nós, que é o desejo psicológico. É a busca de um preenchimento, de uma satisfação ou realização psicológica. Que elemento presente é esse, em nós, insatisfeito, que sustenta essa psicológica necessidade, essa busca de preenchimento nos desejos? Será que em algum momento esse elemento em nós ficará satisfeito, preenchido? A resposta para isso é muito simples: A condição psicológica do ser humano é a condição de uma particular visão de mundo onde há, sempre presente, essa insatisfação. Essa particular visão é a visão desse "mim", desse "eu", desse ego. Esse é o elemento presente, responsável, nesta insatisfação psicológica que tenta preencher realizando desejos.

É algo muito complexo tudo isso, porque a mente tem tornado isso algo muito complexo. Nós precisamos realizar coisas na vida, mas se realizar nessas coisas como o ego tem a intenção, como ele se vê precisando fazer, desejando fazer, é isso que alimenta a presença, em nós, do sofrimento. As realizações, os objetos, estar em lugares como, por exemplo, viajar, ou se encontrar com pessoas, ou ter a proximidade delas com você, acreditar que a realização disso deve ter esse propósito de preenchimento psicológico, é sustentar, na vida, uma condição de sofrimento. É isso que tem gerado em nossas vidas todo tipo de problemas. Nós nos apegamos a lugares, a pessoas, a objetos, a ideias, a opiniões, a conclusões, a ideologias. A esses apegos nós chamamos de "amor". Se isso nos é tirado, ou se nos sentimos ameaçados para perder isso, é típico da natureza do ego acumular, adquirir, possuir, controlar. Se ele se vê ameaçado, ele se sente ferido, magoado, entristecido, ou com raiva.

Assim, os nossos apegos são sustentados pelas nossas realizações desses desejos, desses desejos psicológicos. Aqui, com você, nós estamos investigando o fim desta psicológica condição, que é uma condição bem particular do "eu". É isso que sustenta em nós uma condição de sofrimento típico, chamado "medo". Em geral, nós separamos as duas coisas, nós vemos o desejo como algo bom. Repare, há um elemento por detrás do desejo, que é a insatisfação. Insatisfação é presença de sofrimento. Um outro elemento presente nessa questão da presença do desejo, é que ele produz, além da insatisfação presente por detrás dele, nós temos a presença de algo, que é o apego. A realização de desejos sustenta em nós a ânsia por mais, a busca por mais e, naturalmente, a preocupação de não termos mais aquilo, de não alcançarmos mais, ou daquilo nos ser tirado. Isso é o medo.

Então, o que é o medo? As pessoas querem se livrar do medo, mas não querem se livrar do desejo. Notem, podemos descobrir a vida livre nesta liberdade interna, onde não há insatisfação, apenas quando a mente está livre de todo esse velho modelo de busca, de preenchimento e realizações externas, para internamente se preencher. Apenas quando a mente está livre podemos ter uma aproximação da vida como, de fato, ela é. Nós ficamos dentro de propósitos e objetivos, construídos em nós pela cultura, pela sociedade. Eles nos dizem o que vestir, eles nos dizem o que comer, eles nos dizem o que sentir, como pensar, como agir, como realizar propósitos, como ter ideais, sonhos e desejos. É assim que nós funcionamos psicologicamente, dentro desse contexto de cultura humana. É evidente que nós estamos dentro de um programa de condicionamento. De um certo modo, algumas coisas são bem inofensivas. Por exemplo, acabamos de citar a questão, aqui, do desejo. Se você precisa de uma roupa, você procura uma roupa, e você compra a roupa que está sendo oferecida. Mas transformar aquilo num ideal psicológico. Você pode sim, optar e escolher, em razão dessa inclinação que você tem, desse simples gostar de um estilo de roupa, mas estar preso a esse modelo de modismo, para psicologicamente se preencher, é estar escravo de uma psicológica condição de cultura, de condicionamento humano, de condicionamento do "eu", de condicionamento egoico.

É necessário um claro percebimento, uma Real Inteligência, para lidar com a vida e ficar com ela como ela acontece, e não com ela a partir desse modelo do pensamento, que está escravo desse padrão de condicionamento psicológico, de cultura humana, de valores humanos, de valores mundanos. Uma ciência real da vida é a direta compreensão do que ela representa, em todo o seu contexto. Isso requer a presença da Inteligência. O ser humano procura estudar tudo, mas ele não estuda a si mesmo, e não toma ciência da vida como ela acontece - de fato como ela acontece e não como o pensamento deseja, projeta e idealiza. Nós temos vivido e nós estamos vivendo em ideais do pensamento. É isso que está sustentando em nós a ilusão, por exemplo, desta procura pela realização dos desejos. Nós acreditamos que a realização desses desejos é o que irá nos fazer felizes, preenchidos, completos. Reparem o quanto as pessoas dão importância e valor, por exemplo, para essa busca, para essa busca de preenchimentos externos. É um equívoco essa ideia de que, pela realização externa, você será feliz, pela realização de desejos você será feliz.

Podemos lidar com a vida como ela acontece? Aqui não se trata de anular a presença do desejo, mas se trata de compreender a beleza de uma vida livre dos desejos. Realizar aquilo que é simples, realizar aquilo que, de fato, é necessário, é algo completamente diferente de ir em busca de soluções complexas para essa insatisfação do "eu", do ego, pelos desejos. Então, quando você vem e pergunta: "Como alcançar a realidade desejada?" A única Realidade é aquela que está presente aqui e agora, e a ciência desta Realidade não se alcança, não se obtém, não se deseja. É aquilo que está presente se expressando como sendo a natureza da Verdade do seu Ser. É isso que estamos com você aqui, explorando juntos, investigando juntos. É por isso que nós precisamos compreender a questão do pensamento. O que é o pensamento?

O pensamento é o elemento que liga aquela imagem a você. Então, existe uma imagem, uma percepção, uma visão, um modo de olhar para isso ou aquilo, aquela coisa, a partir do pensamento. O pensamento é essa ponte que liga você àquele objeto. Você vê algo e deseja aquilo, o pensamento é o elemento que faz essa ligação. Nós não compreendemos todo esse movimento do pensamento em nós. Sem a presença do pensamento não existe essa qualidade de desejo, porque não temos essa ponte. Você vê alguém famoso, então você tem essa visão dele ou dela, e o pensamento diz: "Seria muito bom, seria maravilhoso se eu fosse como ele ou ela." Esse é o movimento do pensamento em nós, sustentando e dando continuidade ao desejo. O pensamento diz: "Se eu alcançar a fama serei feliz, encontrarei a paz, encontrarei a felicidade." Repare, estamos apenas dentro de uma viagem. É o pensamento que está dando continuidade a essa viagem - ele é a ponte entre você, esse "eu", e aquele ideal, e aquele propósito, e aquele desejo.

Portanto, o pensamento é esse elemento que dá continuidade. Esse é apenas um dos aspectos do pensamento. Então, o que é o pensamento presente em você? É o elemento que sustenta a continuidade desse "eu" no desejo. O pensamento é o elemento em você, que sustenta a continuidade desse "eu" no medo. Sem a presença do pensamento não existe essa busca de preenchimento psicológico do desejo. Sem a presença do pensamento não existe a presença do medo. Então, o que é o pensamento? É a imagem, é a projeção, é a viagem, é essa ponte, é esse ideal, é essa fantasia sustentada por essa condição psicológica, que é o modelo do "eu", que é o modelo do ego. O pensamento em nós é um elemento que vem do passado. Toda referência dele é do passado. Ele não lida com a vida neste instante, como ela acontece. Ele está sempre lidando com o alcançar, o obter, o realizar. É um elemento presente em nós, sustentando toda essa noção de "amanhã". Eu me refiro a esse amanhã psicológico, que é o amanhã da realização da felicidade, da paz, do amor e da completude interna. Isso é algo completamente ilusório, completamente falso. E nós estamos vivendo assim há milênios, dentro desta ilusão, dentro desta condição psicológica.

É isso que alimenta a presença, em nós, do sofrimento. Repare, essa é uma outra resposta aqui, para a pergunta: "O que é o sofrimento?" O sofrimento é a presença do pensamento sustentando essa psicológica condição de projeção, de preenchimento e satisfação nessa noção de amanhã, de futuro. Um futuro que o pensamento está produzindo nessa ideia: "Eu não sou feliz agora, mas eu serei feliz amanhã.", "Eu não tenho isso agora, mas quando tiver isso ou aquilo, eu serei feliz." Existe uma expressão muito interessante em sânscrito para essa condição de ilusória busca de preenchimento e realização, felicidade, nesta condição de ignorância, de ilusória identidade que é "eu", o ego. A expressão é "avidya"; avidya é essa ignorância. Essa é uma palavra em sânscrito para "ignorância", para a ignorância que sustenta, que alimenta o sofrimento, porque alimenta essa ilusão.

Aqui estamos rompendo com isso. Precisamos ter, da vida, uma compreensão direta, livre desta psicológica condição. Assim, estes encontros que nós temos aqui, nos finais de semana, sábado e domingo, têm esse propósito. São encontros on-line que ocorrem nos finais de semana, aqui com você. Dois dias juntos, podemos trabalhar isso. Você tem, aqui na descrição do vídeo, o nosso link do WhatsApp para se aproximar desses encontros. Fora esses encontros on-line, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Então, se isso é algo que faz sentido para você, já deixa aqui o seu like, se inscreve no canal, coloca aqui: "Sim, isso faz sentido." Coloca aqui no comentário, ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima.

Março de 2025
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terça-feira, 3 de março de 2026

A verdade da morte. Como lidar com a morte. Sofrimento psíquico. Mente egoica e sofrimento. Avidya.

Nós achamos bastante razoável perguntas do tipo: "Como lidar com a morte?" - ou a busca, a procura da descoberta da verdade da morte. Nós acreditamos ser isso algo muito, muito razoável, mas quando a gente olha para a vida como ela acontece, e nela há essa fluidez, liberdade, quando você não está em nenhum nível de desconforto, de atrito, de conflito com a vida como ela aparece, você não faz essas perguntas.

Observe que é sempre quando o sofrimento está presente em algum nível: o desconforto, a dor, o conflito, a contradição, o problema, que essas perguntas surgem. Então, veja, já estamos aqui com você trabalhando essa questão. Vamos investigar um pouco isso aqui.

Quando é que nós nos preocupamos com a morte? É quando estamos felizes? Quando estamos festejando? Quando você está rindo de uma piada, algum pensamento sobre a morte surge, acontece? Alguma questão dessa ordem aparece para você, do tipo: "como vencer o medo da morte", "como se livrar do sofrimento", "como encontrar a paz" ou "como encontrar o amor"? O que eu quero dizer aqui é que todas essas questões estarão sempre aparecendo enquanto essa interna condição em você for a condição de algum nível de desordem emocional, de pensamento, sentimento.

Será possível descobrirmos a vida como ela acontece, sem a ideia de como ela deveria ser? Porque é aqui que se encontra esse sofrimento, esse desconforto. A base é a mesma dessas questões, nesse fundo psicológico, que é esse movimento de fundo psicológico com esse sofrimento, com essa contradição, desconforto, conflito, problema. Mas é exatamente dentro dessa condição psicológica que tudo isso aparece.

Aqui, com você, nós estamos exatamente investigando o fim dessa psicológica condição. Nós não precisamos da resposta que estamos procurando uma resposta para ela, porque estamos em conflito, em sofrimento, em desordem interna e, assim, nos colocamos nessa procura de uma resposta para a vida ou para a morte, ou para as situações, ou para aquilo que não entendemos, para aquilo que não compreendemos.

Reparem, essa psicológica condição, onde está estabelecido o conflito, a desordem, o sofrimento, o problema, é exatamente a presença do "eu", desse 'mim". É quando você se vê como alguém presente na vida e está em algum nível de resistência à vida como ela acontece que surgem essas questões, que surgem esses problemas.

Aqui, juntos, estamos trabalhando exatamente o fim desse elemento, que é o "eu", o "mim". Vamos compreender com clareza isso. Esse elemento não é outra coisa senão esse próprio estado conflituoso, psicológico de ser; é ele que, em sua confusão, sofrimento, desconforto, cria essas questões. Descobrir a vida acontecendo, sem esse elemento, é não ter mais perguntas sobre o que é a vida, o que é a morte, como vencer os problemas, como vencer a morte, como se livrar do sofrimento, e assim por diante.

A vida é aquilo que acontece, ela tem o seu próprio movimento, mas quando você olha a partir desse velho modelo, que é o modelo do pensamento, onde você vive dentro de princípios de escolhas do que quer e do que não quer, do que gosta e do que não gosta, do que aceita e do que rejeita sobre a vida, que o conflito se estabelece, o desconforto surge, a desordem acontece, dentro de você.

Não há problema na vida como ela acontece, e é parte da vida o aparecimento e o desaparecimento das coisas. A nossa ideia de morte antagonizando com a vida, brigando com a vida é uma ideia. Isso, sim, está dentro de um princípio do aparecimento e do desaparecimento, mas é a vida como ela acontece. Tudo o que está aqui, agora, sofre mudança: está aqui agora e logo se vai.

Toda essa noção de tempo que nos causa tanto desconforto, que é onde ocorre a mudança, esse desconforto não é causado pela mudança em si, mas por esse padrão de pensamento que quer dar estrutura fixa à vida como ela acontece. Então nós rejeitamos a morte, rejeitamos o fim das coisas, rejeitamos o desaparecimento. Há todo um movimento em cada um de nós, nesse padrão de pensamento, que é um movimento de possuir e segurar e não permitir a mudança.

Então, estamos sempre dentro de uma vã tentativa de sustentar, de uma forma imutável, aquilo que muda, aquilo que, por natureza, já está mudando. Você não consegue segurar com você qualquer coisa, por mais que tente. Tudo vai embora, tudo desaparece, é uma questão de tempo. Quando aqui temos o tempo para a mudança, também esse não é o problema, mas é a ilusão do pensamento resistindo à mudança. É isso que fundamenta o problema, é isso que dá base ao sofrimento psicológico em cada um de nós.

Uma real aproximação da verdade sobre si mesmo irá lhe mostrar que todo o sofrimento presente em você é psíquico. É apenas o pensamento que está sustentando esse sofrimento, quando resiste à vida como ela acontece, quando quer controlar os acontecimentos, os eventos, as pessoas, os sentimentos, os pensamentos; é sempre o movimento interno do pensamento, nesse formato do pensador, do experimentador, desse que se separa para observar e está vendo a partir dele, a partir do que ele pode ver. Invariavelmente, sempre é assim. É esse sentido desse "mim", desse "eu', avaliando, julgando, comparando, algumas vezes aceitando, outras vezes rejeitando. Essa é a proposta particular desse centro, que é o "mim", a "pessoa".

Assim, toda a forma de sofrimento psíquico é aquilo que está presente em razão desse modelo psicológico de ser alguém na vida, na experiência, no acontecimento, naquilo que surge. É por isso que estamos investigando com você aqui o fim para essa mente egoica e o sofrimento. Não há separação entre essa mente do "eu", essa mente egocêntrica, esse modelo que olha a partir desse centro ilusório, e o sofrimento. Enquanto isso persiste, a ilusão permanece.

Na Índia eles têm uma expressão para essa ilusão, para essa condição psicológica de afirmação dessa identidade; essa condição psicológica de afirmação dessa identidade na vida, se vendo separado da vida, como sendo o experimentador daquilo que está vivendo - ele se vê como o experimentador e como alguém vivendo aquilo -, essa condição na Índia eles chamam de avidya. Avidya é uma palavra para ignorância; a condição de ilusão que sustenta o sofrimento é avidya. Então, o que é essa ilusão? O que é essa avidya? É a presença dessa mente egoica, dessa mente do "eu".

Quando você usa afirmações do tipo "minha casa", "meu carro", "minha família", "meus negócios", "minha vida", "minha história", aqui estamos diante de uma particular visão, centrada no "eu". Nós temos a vida acontecendo, mas não temos a verdade desse "eu" tendo essas coisas. Essa ideia de ter, de possuir, é de controlar, é de manter, é de segurar, de sustentar. Então, é inevitável essa psicológica condição de sofrimento quando a vida como ela é se mostra. As coisas desaparecem, se dissolvem, são tiradas desse "mim", desse "eu", então está presente o sofrimento, então surgem as questões: "Como lidar com a morte? Como lidar com esse 'perder' as coisas que se tem, que se possui?"

A vida nesse instante é algo que está mudando. Nada é permanente e nada se sustenta como o pensamento fotografa. Em nós, o pensamento fotografa, registra e tenta dar uma fixação a isso, àquilo, àquela outra coisa. O que o pensamento faz é construir uma entidade presente, sendo a gerenciadora disso tudo, a dona disso tudo. Então, toda essa condição psicológica do "eu" é de controle, é de apego, é de domínio; a isso o "eu" chama de amor.

Assim, todo o sofrimento surge em razão desse, assim chamado, amor. No entanto, não existe tal coisa, é apenas um nome bonito que o ego dá, que esse "eu" dá, que esse pensamento dá para as coisas que ele tenta dar estabilidade, segurança, com ele. Assim, a condição psicológica da pessoa é de apego. Então o medo é inevitável, a posse é inevitável, o sofrimento é inevitável. Não há como se livrar disso. Então, não existe tal coisa como se livrar do sofrimento enquanto o sentido do "eu" estiver presente, desse ego permanecer, dessa visão equivocada da vida como ela acontece estiver presente.

Um olhar direto para as suas reações irá lhe mostrar que essas reações em você são reações que nascem do pensamento, desse modelo estruturado no passado, buscando manter a sua continuidade, segurando as coisas, segurando objetos, segurando posições, segurando pessoas, se segurando dentro das relações para que elas não sofram mudanças, para que não ocorram as perdas. A ideia central é de possuir, controlar, dominar e sustentar o próprio "eu", o próprio ego nessas coisas, nessas posições, nessas ideologias, crenças e, também, nesses relacionamentos entre pessoas.

Então, toda essa preocupação sobre a morte é algo que está presente porque o sentido do "eu" quer manter a sua continuidade. Aqui estamos lhe convidando para a ciência do seu Ser, para a ciência da Vida, para a ciência do Amor, para a ciência da Liberdade de sua Real Natureza, que é a Natureza de Deus, onde nada disso está presente. Esse é o Real encontro com a Felicidade.

É por isso que nós temos esses encontros aqui nos finais de semana, onde estamos sábado e domingo com você. São encontros online nos finais de semana. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Então, se isso é algo que faz algum sentido para você, fica aqui o convite.

Março de 2025
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

-Joel Goldsmith | O Coração do Misticismo | Sabedoria, conhecimento e inteligência | Marcos Gualberto

GC: Olá, pessoal! Estamos aqui para mais um videocast; novamente o Mestre Gualberto aqui conosco. Gratidão, Mestre, pela presença. Hoje eu vou ler um trecho do livro do Joel Goldsmith chamado "O Coração do Misticismo". Num trecho desse livro, Mestre, o Joel faz o seguinte comentário: "Não é seu conhecimento, sua sabedoria nem sua compreensão. É de Deus." Sobre esse assunto, o Mestre pode compartilhar a sua visão sobre o que é sabedoria, conhecimento e inteligência?

MG: Gilson, só há uma forma de aproximação real da vida, e essa forma real é pela Sabedoria. Nós podemos ter essa comum aproximação da experiência da vida como ela acontece, a partir do conhecimento que adquirimos. Em geral, confundimos esse conhecimento - veja, há uma diferença entre a Verdade da Sabedoria, da Real Inteligência, para aquilo que nós chamamos de "inteligência", lincada a esse fundo de conhecimento que nós adquirimos e de experiências pelas quais nós passamos. É muito comum, na vida, adquirirmos, pela experiência, conhecimento; ou pelo conhecimento, com base no conhecimento, adquirirmos novas experiências. Isso apenas nos dá, na vida, uma aproximação da vida, nessa assim chamada "inteligência" que conhecemos.

Repare, o ser humano é muito inteligente, nós somos criaturas capazes de grandes realizações. Isso já ficou provado ao longo dos séculos, sobretudo nestes últimos séculos, nestes últimos cem anos, as realizações e conquistas dessa inteligência em nós, já se mostrou muito clara. Então, nós temos uma grande inteligência, mas uma inteligência que se baseia no conhecimento e na experiência. Aqui, quando tratamos com você da Verdade, da Sabedoria, nós precisamos de uma nova qualidade de inteligência, que não é a inteligência do conhecimento, que não é a inteligência da experiência, que não é a inteligência que se assenta no pensamento. Repare que todo o nosso conhecimento tem por princípio o pensamento; toda a nossa experiência é, na realidade, conhecimento, que é pensamento.

Agora, repare, apesar de todas essas realizações, Gilson, nós continuamos, como seres humanos, apesar de todo o conforto, comodidade, eficiência, capacidade - nós temos hoje recursos na ciência médica, em meios de transportes rápidos, nós temos a presença da mecânica dos computadores, da habilidade dos robôs, enfim - temos realizado maravilhas, mas do ponto de vista psicológico, internamente, nós continuamos ansiosos, carregados de angústias, preocupações, temos inúmeras formas de temores, os diversos conflitos presentes em nós, criados por essas contradições dos desejos. desejamos coisas que não queremos desejar. Sabemos que aquilo irá criar problema para nós, nós não queremos ter aquele desejo e, no entanto, o desejo está ali. Então, há uma contradição que é querer pelo desejo e, ao mesmo tempo, não querer ter aquele desejo, em razão dos problemas que isso pode causar.

Assim, nós temos os conflitos dessas contradições dos desejos, temos os inúmeros medos, a nossa inabilidade de lidar com pessoas. nós estamos sempre magoando uns aos outros, estamos sempre nos ofendendo, criando aborrecimento e contrariedade para ele ou ela. Nós sofremos de ansiedade, de insônia, de depressão, sofremos de dor de solidão, nós temos diversas formas de sofrimentos psíquicos presentes em cada um de nós e essa inteligência científica, tecnológica, não resolveu. Sim, a indústria farmacêutica construiu medicações, mas esses medicamentos são paliativos. Isso não resolve, essencialmente, o problema em cada um de nós, que é o problema do "eu", do ego. É ele que está em sofrimento. Então, em meio a todo o conforto, dirigindo um carro importado, internamente estamos angustiados, preocupados, com medos.

Então, nós temos avançado muito tecnologicamente, cientificamente, mas psicologicamente nós continuamos infelizes, com problemas, em sofrimento, porque nos falta a visão da Realidade, que é a visão de Deus. E a visão de Deus não vem pelo pensamento, pelo conhecimento, pela experiência. A visão de Deus vem pela Realidade da Inteligência, essa Realidade da Inteligência é algo presente quando há, exatamente, o esvaziamento desse psicológico conteúdo, que tem sustentado em nós a ilusão de uma identidade - que é o "eu", o "mim", o ego - que se vê separado da própria vida, que se vê separado de Deus. Podemos ter, na vida, uma aproximação da Inteligência? Me refiro a essa Real Inteligência, que elimina de cada um de nós o medo, as diversas formas de preocupações, que dá um fim para a continuidade dos problemas. Podemos ter um cérebro livre de problemas, livre de conflitos, de desordem, de sofrimento? Isso requer a presença da Inteligência, dessa Inteligência Divina, dessa Inteligência de Deus. É isso que nos aproxima da Sabedoria.

Aqui, a pergunta é: Como realizar, na vida, a Sabedoria. A presença da Sabedoria não é a presença, volto a dizer, do conhecimento e da experiência. A presença da Sabedoria é a presença da Verdade sobre nós mesmos. Apenas quando você se dá conta de como você funciona, de como a mente funciona, se torna possível ir além da mente, além desse "mim", desse "eu". Então temos o florescer da Sabedoria, florescer da Verdade, da Verdade de Deus. Então se torna possível, nesta vida, a visão daquilo que ela representa. Mas agora ficou claro que não há qualquer separação entre você e a própria vida, porque o sentido de separação não está mais presente. Isso é Sabedoria! Veja, não é algo que você adquire lendo livros, estudando, ou um professor pode lhe comunicar isso. Você não pode descobrir com alguém, com o outro, a Verdade sobre você. Apenas tendo uma aproximação do Autoconhecimento nós temos a base para a ciência de Deus, que é Sabedoria. E uma vida em Sabedoria é uma vida em Amor, em Paz, em Liberdade. Temos a presença da Felicidade quando a Realidade de Deus floresce, quando a Verdade do seu Ser desponta.

É nesse sentido que nós usamos aqui a expressão "Despertar da Consciência", ou "Iluminação Espiritual". É a Realidade desta Verdade que floresceu, que está aqui e agora, se revelando na vida, como sendo a ciência do seu Ser. Isso é Sabedoria. Então, a Verdade sobre a Sabedoria é a Verdade sobre essa Inteligência Divina. Enquanto que, de um lado, temos a presença do conhecimento, pautado no pensamento e na experiência, no que diz respeito à sabedoria, o que temos presente é a presença dessa Inteligência, que é a Inteligência Divina. Você não pode aprender isso lá fora. Esse novo aprender sobre si mesmo é o que lhe confere a visão desta Inteligência e desse florescer Divino. É isso que estamos trabalhando aqui, com você.

GC: Mestre, nós temos uma pergunta de uma inscrita aqui no canal, e ela faz a seguinte pergunta: "Mestre, como faço para me conhecer?"

MG: A compreensão, Gilson, apenas a compreensão de suas reações, é apenas isso que nós precisamos. Quando você tem um pensamento, você não se dá conta da presença dele, mas você não só tem um; durante um minuto, em uma hora, cinco minutos, em quinze minutos. veja, a cada momento nós estamos tendo pensamentos, mas não tomamos ciência deles. Um pensamento surge e você não percebe. Ele traz uma sensação, ele traz um sentimento, ele traz um estado, o seu estado emocional muda, o seu estado de sentimento muda, em razão da presença desse pensamento, desse sentimento. Então, nós estamos sendo, o tempo inteiro, tocados pelo pensamento, por sentimentos, por emoções, dentro das nossas relações com pessoas, com percepções visuais de ambientes, nesse contato com nós mesmos, e nós não nos damos conta.

Então, o que é ter uma revelação da Verdade sobre quem nós somos? É nos tornarmos cientes dessas reações, quando elas surgem. Assim nós temos, a cada minuto de cada hora do dia, a oportunidade de observar nossas reações, aquilo que se passa aqui. Quando você olha para alguém, você olha a partir do pensamento e você não se dá conta de que, nesse momento, você está avaliando, aceitando, comparando, está gostando, não gostando, você está julgando. Isso é algo automático, mecânico, inconsciente, em razão da presença desse pensamento dentro de você. Você não está com ele ou ela, você está com o pensamento sobre ele ou ela, e você não se dá conta. Tomar ciência das nossas reações, repare, não é algo tão simples. Isso requer, para este instante - e é só neste instante mesmo, você não pode levar isso para depois, é para este instante - isso requer, neste instante, uma atenção sobre estas reações internas que se passam dentro de você, nesse contato com ele ou ela. Assim como nesse contato com você mesmo, com aquilo que se passa aqui e agora.

Assim, o que é essa aproximação do Autoconhecimento? É, neste momento, uma atenção que olha para esse pensamento, para esse sentimento, para esta emoção, para esta sensação quando surge, sem interferir com isso. Olhar e se dar conta disso é se aproximar do Autoconhecimento. É interessante isso aqui: a real forma de aproximação da Meditação requer a presença do Autoconhecimento, e a presença do Autoconhecimento requer esta atenção sobre esta reação que surge agora, aqui. Ninguém nunca nos falou sobre isso! Você tem hoje a idade que você tem, mas você nunca se deu conta de como você funciona, psicologicamente. E se você não se der conta disso, e se você não se tornar ciente disso, jamais você romperá com esta psicológica condição, de estar se identificando, de uma forma mecânica, inconsciente, sem qualquer percepção de si mesma, de si mesmo, desses estados.

Assim estamos constantemente respondendo à vida nas relações com pessoas, com nós mesmos, com o que surge, com o que acontece, de uma forma completamente inconsciente, sem qualquer Liberdade, porque nos falta uma aproximação do Autoconhecimento. E, se isso não está presente, esta ciência que revela a Verdade do seu Ser além do "eu", além do ego, não se mostra, que é a ciência da Meditação. Você precisa ter uma aproximação do Autoconhecimento, para ter uma aproximação da Verdade sobre a Meditação, então se abre esse espaço, livre do "eu", livre do ego. Onde se revela aquilo que está fora da mente egoica, fora desta consciência que é a consciência egoica.

Descobrir o contato com a vida sem esse elemento que vem do passado, que é o "eu", o "mim", o ego, requer a presença da Meditação. É por isso que temos encontros onde estamos trabalhando isso com você. São encontros on-line, são presenciais, retiros. Descobrir o que é viver livre da mente egoica, livre desta mente do "eu", desse movimento que é o movimento do pensamento, para um contato com o momento presente, livre do passado. Então se revela a Verdade da vida, a Beleza do Amor, esta Graça e esta coisa indescritível, inominável, que está além do pensamento, que está além da imaginação. Me refiro a esta Verdade de Deus.

GC: Mestre, nós temos uma outra pergunta de um outro inscrito aqui no canal. Ele faz a seguinte pergunta: "Mestre, como fazer a autoinvestigação do 'eu' no dia-a-dia?"

MG: Repare, esta sua pergunta, acabou de ser colocada aqui, a resposta para ela. Essa investigação não é algo que o pensamento constrói, é apenas esse olhar sem interferir com o próprio movimento do pensamento, é o olhar sem interferir com o movimento do sentimento ou da emoção. Experimente olhar para alguém, por exemplo, sem o passado dela. Veja, você vai estar diante de um desafio extraordinário. Olhar para alguém sem o passado dela significa olhar para ela ou ele sem o pensamento que você tem sobre ele ou ela. Isso requer a presença de uma atenção nesse olhar, que elimina o passado. Em geral, todo o contato que temos com a vida neste momento é o contato a partir do passado, a partir da memória, a partir do pensamento. Um contato com este momento, com este instante, requer a presença de um olhar livre dessa imagem, desse quadro, desta memória, desta lembrança. Será possível um contato com ele ou ela, sem a imagem que você tem dele ou dela? A resposta para isso é: sim! Quando você descobre o que é olhar, sem interferir com esse olhar e você não interfere com esse olhar, quando aprende o que é olhar sem esse observador, sem esse pensador, sem esse experimentador da imagem.

Todo o nosso modelo de vida por todos esses anos, foi sempre esse. Nós estamos sempre sendo pessoais dentro das relações, porque estamos sempre colocando esse elemento que vem do passado, esse "mim", esse "eu", para gostar, não gostar, para avaliar, comparar, julgar. querer algo dele ou dela, ou querer se livrar da presença dele ou dela.. Nós não sabemos entrar em contato com a vida neste instante, sem o passado, porque estamos por demais viciados nesse modelo de ser o experimentador, o observador, o pensador. E aqui estamos lhe convidando a aprender a olhar sem o passado, a olhar sem o "eu". Isso é Autoconhecimento! Então uma qualidade nova de atuação, de ação, de movimento irá acontecer e, com certeza, esse "mim", esse "eu", não estará lá. É quando o cérebro se aquieta, a mente silencia, esse espaço livre do passado está presente.

Então aqui, neste instante, neste momento, há um contato com a Meditação. E uma vez que a Meditação esteja presente, uma vez que a Meditação se revele, há um perfume novo nesta relação. Não é mais uma relação entre imagens, você não tem mais dele ou dela uma imagem. Em geral os nossos contatos com pessoas, entre pessoas, a pessoa é uma imagem, a imagem que você tem sobre quem você é, a imagem que você traz sobre quem o outro é. Aqui estamos tendo o fim para isso nesse olhar, nesse se dar conta, nesse perceber. Você está perguntando como fazer essa autoinvestigação. Estamos colocando aqui para você: se dê conta de suas reações. Quando um pensamento surge, uma emoção, uma sensação. olhe para ele, mas é o olhar sem esse "eu", é o observar sem esse observador, é o se tornar ciente sem alguém nesta ciência. Experimente isso!

A real forma de aproximação da vida é da vida com a vida. E você é a vida em seu Ser, quando o passado não está. Assim, o seu contato com ele ou ela é o contato com a vida, com a vida quando o "eu" aí não está, quando esse sentimento, pensamento de alguém que vive nesse querer, não querer, gostar, não gostar, não está mais presente. Nós precisamos descobrir, na vida, o que é a vida sem o "eu", o que é a vida sem o ego. O que é a vida livre do passado. Como foi colocado, há um perfume, há algo novo nesse espaço, quando ele não está ocupado com o modelo do pensamento, da comparação, do julgamento, da avaliação, desse gostar e não gostar. A não ser que isso fique claro em nossas vidas, jamais conheceremos a Verdade da Felicidade, do Amor e da Paz. Tudo que temos vivido nesse sentido do "eu", são aproximações de preenchimento de sensações; algo mesclado com prazer, lá está a dor; com esse assim chamado "amor", lá está presente o ciúme, a posse, a dependência, algum nível de sofrimento. Aqui estamos trabalhando isso juntos. A ciência do seu Ser é a ciência do Amor, é a ciência da Felicidade, é a ciência de Deus.

GC: Gratidão, Mestre, já deu nosso tempo. Gratidão por mais este videocast. E, para você que está acompanhando o videocast até o final e quer viver essas Verdades, fica o convite para participar dos encontros que o Mestre Gualberto proporciona. São encontros intensivos de final de semana. Existem no formato on-line, no formato presencial, inclusive retiros de vários dias. Nesses encontros, o Mestre Gualberto responde diretamente às nossas perguntas, e muito mais do que isso. Pelo Mestre já viver nesse estado Desperto de Consciência, Ele vive nesse estado de Presença e essa Presença é um campo de energia muito forte. E, nesses encontros, a gente acaba entrando de carona nesse campo de energia do Mestre, e isso nos ajuda demais a compreendermos o que está além do entendimento intelectual, nos ajuda a entrarmos de maneira espontânea - por esse Poder de Presença no Mestre - num estado de Meditação.

Então, fica o convite. No primeiro comentário, fixado, tem o link do WhatsApp para poder participar desses encontros. Além disso, já dá o like no vídeo, se inscreve no canal, e já faz comentários aqui, trazendo mais perguntas para trazermos para os próximos videocasts. E Mestre, mais uma vez, gratidão pelo videocast.

Março de 2025
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A verdade da morte | Como lidar com a morte? | Sofrimento psi´quico | Mente egoica e sofrimento

Existe uma coisa muito curiosa em todo esse comportamento em nós, nesse contato com a vida como ela acontece. Entre nós encontramos os filósofos, os psicólogos, as pessoas assim chamadas religiosas, encontramos os místicos. Quando você olha para a natureza, você não encontra entre os pardais, entre os coelhos, entre os macacos, os filósofos, os psicólogos, aqueles que se dedicam ao estudo da teologia.

Reparem como é interessante todo esse comportamento em nós. Nós temos questões que não encontramos em nenhum outro ambiente, apenas nesse ambiente, dentro desse contexto de história humana, de criatura humana. Assim, nós temos um intelecto do qual nós nos orgulhamos.

No entanto, esse intelecto, além de resolver problemas - nesse encontro com uma condição de vida cientificamente, tecnologicamente, como também no caso da medicina e em diversas outras áreas nós vemos problemas resolvidos, problemas solucionados, e estamos em uma melhor condição de vida dentro desse contexto de cultura humana, de história, de civilização, nesse contexto da humanidade -, também se depara com questões não resolvidas, e nós temos a ideia de que elas não estão resolvidas ainda e que poderão ser resolvidas no futuro.

Mas notem: são questões inteiramente intelectuais e que envolvem essa questão de sentimentos e emoções no ser humano, que nós não encontramos na natureza, no reino animal. Questões do tipo: "como lidar com a morte?" Você não pode imaginar um passarinho com uma questão como essa.

Se você tem um pet aí em sua casa, você nunca imaginou o seu gato com esse problema. Veja, uma questão é um problema. Com certeza você nunca teve essa imaginação do seu gatinho se perguntando quando iria morrer ou com a velha questão sobre a verdade da morte: "O que é a morte?"

Então, são questões presentes no ser humano, porque nós somos filosóficos, nós somos teológicos, nós vivemos dentro de princípios psicológicos, nós queremos razão, o porquê das coisas, sobretudo se essas coisas nos afetam internamente, criam algum nível de desconforto, de desordem, conflito, contradição e sofrimento.

Por que temos uma pergunta como essa: "Como lidar com a morte?" É bem simples: nós não estamos lidando com a vida; o seu pet, seu cachorro, seu peixinho no aquário, aqueles peixinhos lá estão lidando com a vida, porque eles estão lidando com aquilo que acontece; eles não especulam sobre o que virá, sobre o que acontecerá, sobre o prejuízo que terão, mas nós, como seres humanos, apesar de toda essa capacidade intelectual de resolver assuntos que nos trazem hoje uma melhoria de vida, uma qualidade de vida melhor - como por exemplo o prolongamento dos nossos dias em razão de todo esse avanço tecnológico, científico e na medicina - continuamos, psicologicamente, com problemas.

E por que isso está presente em nós? Isso em razão da presença desse sentido do "eu", desse sentido do ego, desse sentido desse "mim". É porque temos coisas que podemos perder, ou porque temos coisas que queremos alcançar e que ainda não alcançamos. Esse ideal de possuir no futuro, e de não se livrar do que você tem, é um movimento interno de pensamento, dentro de você, que produz conflito, que produz sofrimento.

Aqui nós estamos investigando essa questão do fim dessa ilusão, que é a ilusão dessa condição psicológica em que nós nos encontramos nesse sentimento-pensamento "eu", tendo todas essas coisas, precisando resolver essas questões. Nós precisamos descobrir a vida como ela é, e não podemos estar em contato com ela como ela é enquanto estivermos tecendo ideias, conceitos e crenças sobre ela, sobre como ela deveria ser ou poderia ser para "mim".

É aqui que temos a presença dessa separação entre você e a vida, entre você e o que é. Quando isso se estabelece, temos a presença de ideias filosóficas, crenças espirituais ou espiritualistas, conceitos psicológicos. Tudo isso envolve a questão desse modelo de pensamento que está presente em cada um de nós. É esse modelo do pensamento, que limitado como ele é, se vê querendo resolver questões fora da sua alçada, fora da sua competência.

Nós não podemos resolver assuntos de ordem psicológica, uma vez que esses assuntos de ordem psicológica são assuntos criados por esse modelo psicológico que, por estrutura e natureza, é confuso, desorientado, criando questões imaginativas, questões do tipo: "Como vencer a morte?" Repare, não sabemos o que é a vida e já queremos vencer a morte; não sabemos o que é viver, mas queremos resolver a questão do que é a morte e de como vencer a morte.

Notem que todos os problemas de ordem psicológica que nós temos estão estabelecidos em questões que o próprio pensamento estabelece, na imaginação, dentro do seu modelo de confusão, de limitação, de especulação. O pensamento em nós está procurando encontrar a resposta para as questões imaginárias que ele tem. Reparem isso com calma.

Essa questão sobre o que é a morte é como a questão sobre o que é a vida. A vida aqui é só a vida como ela acontece, para ser vivida como ela acontece. Qualquer discussão sobre isso, qualquer debate sobre isso é uma mera especulação imaginária do pensamento. A morte é uma palavra que construímos, pelo pensamento, para falar, por exemplo, sobre o fim das coisas. Mas vamos olhar de perto, por exemplo, essa palavra, que é uma construção do pensamento.

A vida aqui e agora, tudo nesse instante está aparecendo e desaparecendo. Não existe tal coisa como uma estrutura fixa, chamada vida, que aconteceu num determinado momento e irá terminar em um determinado instante lá na frente. Esse momento é uma ideia e esse instante lá na frente também é uma ideia. A cada momento a vida se expressa em uma constante mudança. Tudo é novo a cada instante. Então, a cada instante tudo nasce e tudo morre. Não existe uma separação, não existe uma linha que separa o aparecimento e o desaparecimento.

Por que nós temos questões como essa? Nós temos questões como essa porque estamos vivendo no pensamento. O pensamento tem nos dado a ilusão de ser alguém presente na vida, que tem coisas, que controla coisas, que possui coisas e que não pode perder isso. O pensamento criou a ilusão de uma identidade, que é o "eu", essa "pessoa" que o pensamento diz que é você, e você, de fato, no pensamento, como "pessoa", acredita no que o pensamento diz.

O pensamento, por exemplo, diz que você tem um carro, que você tem uma casa, que você tem negócios, que você tem o corpo, que você tem a vida. Reparem que tudo isso são construções do pensamento, são ideias no pensamento. Essas ideias no pensamento estão criando problemas. Uma vez que o pensamento esteja aí, dizendo que você existe como alguém, separado do que tem, você é só uma extensão daquilo, e se aquilo for tirado de você, um pedaço de você foi arrancado. Então, todo esse sofrimento psíquico presente em nós é uma construção do pensamento.

Assim, estamos vivendo psicologicamente nas coisas, nos objetos, nas pessoas, nas ideias, nas crenças: essa é a vida do "eu", é a vida desse "mim"; ele se vê como uma entidade separada da vida como ela acontece, de tudo que está aqui aparecendo e desaparecendo, e ele quer controlar, e ele quer dominar, e ele quer possuir, ele quer ter para ele, ele quer que isso seja seu. Reparem, essa é a condição, no ser humano, em cada um de nós, que sustenta essa condição psicológica de sofrimento psíquico.

É isso que temos chamado aqui de mente egoica. Aquilo que você chama de "minha consciência" não é outra coisa: é esse movimento de pensamento que está assumindo a ilusão desse sentido do "eu", desse "mim", dessa entidade, como se ela fosse real. Então você se vê como alguém que tem coisas, que está vivendo a vida - e, aqui, a vida é possuir essas coisas. Então, nós vivemos sempre psicologicamente dentro dessa interna condição.

Essa é a vida na mente egoica, essa é a vida do "eu", uma artificial vida. Como temos colocado inúmeras vezes aqui: nós temos a vida como ela acontece e temos essa ilusória vida dessa suposta entidade presente dentro desse viver, dentro desta existência, dentro desse acontecimento. Romper com essa condição é assumir a Realidade, a Realidade do seu Ser, que é a Realidade de Deus; é a ciência da Vida, como ela acontece, sem essa ilusão de estar vivendo a vida porque nasceu e de estar perdendo a vida se a morte acontece.

Há Algo presente nesse instante, e Isso que está presente nesse instante está além dessa ilusória vida do "eu", está além desse modelo do pensamento, que está sempre levantando, a partir dele mesmo, questões, problemas, que ele não resolve. O que temos colocado aqui para você de uma forma muito clara é que ansiedade, depressão, raiva, medo, esses diversos estados conflituosos e aflitivos, como preocupação, ódio, esses diversos apegos que todos nós conhecemos, tudo isso está dentro dessa psicológica desordem desse "eu".

A verdade da aproximação da vida como ela é é possível quando nos aproximamos de nós mesmos, e pelo Autoconhecimento temos essa direta compreensão da não necessidade da continuidade desse movimento psicológico, que é o movimento da mente egoica, que é esse movimento do pensamento procurando respostas para essa vida que ele tem idealizado, que ele tem construído.

A Real Vida está presente, e nós não precisamos desse modelo do pensamento para lidar com o que acontece. Se isso é real, o sofrimento termina, o medo termina, a confusão, os conflitos, as desordens e os diversos problemas presentes nessa condição psicológica desaparecem, porque neste momento aquilo que está presente é a Vida como ela é, e n'Ela se revela a Beleza de Deus, a Beleza do seu Ser, a Beleza de sua Verdadeira Natureza, que não é a pessoa, o "mim", o "eu", o ego.

É isso que estamos trabalhando aqui com você. Esses encontros que temos aqui nos finais de semana, sábado e domingo, são dois dias juntos onde estamos aprofundando isso com você. Além desses encontros, nós temos encontros presenciais e também temos retiros. Então aqui fica um convite.

Fevereiro de 2025
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Sofrimento psíquico. O que é pensamento. Como se livrar do sofrimento? Questões fundamentais da vida

Esses diversos assuntos que nós abordamos aqui com você requerem, de cada um de nós, um olhar de investigação. Essa investigação não é análise, não é avaliação, não é comparação, não é essa tentativa de intelectualmente compreender o assunto. Esse olhar ou essa investigação é aquela aproximação onde nesse olhar se estabelece nesse momento uma direta visão do assunto com a totalidade do seu Ser - não apenas com o intelecto, não apenas com o senso crítico, com a comparação, com a análise ou avaliação. É assim que temos que nos aproximar de questões na vida que são fundamentais.

Nós temos aqui as questões fundamentais da vida, e nós estamos vendo calmamente isso, investigando o que são essas questões. Nós precisamos na vida da própria Vida. Nós temos a própria Vida quando temos a ciência da Verdade sobre ela; e a ciência dessa Verdade é a ciência sobre quem nós somos. Assim, investigar a verdade sobre nós mesmos é nos aproximarmos dessas questões para uma compreensão direta, e é isso que estamos fazendo aqui, propondo aqui para você. Um olhar novo, uma investigação real, é isso que torna possível para cada um de nós o Despertar da Sabedoria.

Nós não temos a possibilidade de uma visão real da vida, na vida, sem o Florescer da Sabedoria. Nós juntos, aqui, estamos olhando para isso. Portanto, o que são essas questões? E como lidar com todas elas, como nos aproximar delas? É essa aproximação delas que cria uma facilitação para esse Florescer dessa ciência da Verdade sobre nós mesmos, e isso ocorre quando nós não fugimos disso, quando nós não nos afastamos disso, como, em geral, nós temos feito. Nós precisamos ter uma aproximação dessa questão do sofrimento.

A pergunta que as pessoas fazem é: "Como se livrar do sofrimento?" Aqui, naturalmente, estamos lidando com o sofrimento humano, com esse sofrimento psíquico. O que é ter um olhar direto de pura investigação, onde se faz presente a possibilidade da compreensão dessa condição, que é a condição do sofrimento? Porque quando nós perguntamos como se livrar do sofrimento, nós queremos uma fórmula, um método, uma técnica, um caminho.

Lidar com o sofrimento não é como lidar com um problema matemático. Quando você tem um problema matemático, lidar com esse problema requer uma equação; se você tem a equação, você tem a fórmula. A fórmula é o caminho, é o método, é a técnica. A maioria de nós não compreendeu isso ainda, que quando estamos lidando com problemas psíquicos, com sofrimentos psíquicos, eles não são questões de matemática. Nós estamos lidando com a vida, nós estamos lidando com esse dinâmico, vivo, ativo movimento da existência, e está presente em nós algo que nós não investigamos. Isso é parte da compreensão desse olhar e dessa investigação dessa questão, que é a questão do sofrimento.

Nós precisamos aprender algo fundamental aqui, que é a questão do pensamento, a verdade sobre o pensamento. Porque a nossa vida está orientada pelo pensamento, a cada momento um pensamento novo surge dentro de você. Qual é a verdade sobre o pensamento? Isso é real? O pensamento é novo em nós? É verdade que a cada momento estamos diante de um novo pensamento? Veja, há dois aspectos aqui. O primeiro é que esse momento sempre é novo, mas esse pensamento que surge dentro de cada um de nós não é novo. Assim, nós precisamos olhar de perto e compreender que a cada novo momento um pensamento está presente, mas esse pensamento em nós não é novo.

Então, aqui, nós estamos com você investigando todas essas questões, e uma delas é sobre o pensamento. A partir do momento em que você compreender como você funciona, você não terá mais problemas. Isso é como um conhecimento técnico, até um certo ponto isso se aproxima de algo assim. Quando você conhece mecânica de automóvel, você não tem nenhum problema com essa questão do medo de o carro dar uma pane na estrada, porque você tem o conhecimento. Se você tem o conhecimento, você tem como resolver a questão. Talvez você tenha alguma dificuldade, como, na vida, a vida é assim, ela apresenta dificuldades. Mas para um mecânico, um carro enguiçado na estrada não é um problema, embora seja uma dificuldade; ou é um problema, sim, mas é um problema que está nas mãos corretas.

Já a nossa aproximação da vida é uma aproximação equivocada, porque nós não sabemos lidar com aquilo que se passa com cada um de nós, nós não sabemos lidar com os pensamentos. Então, quando a pergunta é "como lidar com pensamentos", nós não sabemos. Para o mecânico, descobrir a pane e resolver o problema do carro é algo que ele tem conhecimento, experiência, então isso é um "problema", porque não é um problema que ele não possa resolver. Mas aqui, quando estamos lidando com o pensamento, nós estamos lidando com um problema que nós não conseguimos dar conta.

Então, o que é o pensamento? Pensamento em cada um de nós é um movimento que está presente nesse instante; esse instante é novo, mas o pensamento é velho. Assim, lidar com essas lembranças, com essas recordações ou quadros que vêm do passado - todo pensamento é assim: é algo que vem do passado -, se mostra, para cada um de nós, como uma grande dificuldade, porque nós carregamos em nós uma ilusão: a ilusão de alguém presente para resolver o problema. Então, nesse sentido não estamos lidando com algo parecido com um conhecimento técnico.

Nós estamos lidando com algo que requer uma compreensão da verdade sobre o pensamento. Não é conhecimento e a experiência aqui, não é isso que funciona; é isso que funciona em um conhecimento puramente técnico, como o conhecimento mecânico e a experiência de mecânica para resolver um problema no carro. Já aqui o problema em nós requer um olhar onde está presente uma visão de Inteligência, de Presença e compreensão, para que essa questão tenha a solução.

Os diversos problemas que nós temos, que são esses sofrimentos psíquicos, que são esses sofrimentos emocionais, de pensamentos, emoções, sentimentos, lidar com isso requer essa forma de constatar a Verdade sobre nós mesmos nesse instante. Nós temos um movimento interno de separação entre "eu" e o "não eu", entre o pensamento e esse pensador, entre o sentimento e esse elemento que sente, entre a tristeza e alguém triste, entre a preocupação e alguém aqui preocupado. Então, temos presente esse sofrimento psíquico, e aí surge a pergunta "como se livrar desse sofrimento psíquico", que é a ansiedade, a depressão, o medo, a angústia, a dor da solidão, a frustração, essa dor da rejeição. Como lidar com esse sofrimento? Como se livrar do sofrimento?

Aqui nós precisamos tomar ciência de que não existe tal coisa como uma separação. Veja, essa é a forma real da aproximação da solução dessa questão ou dessas questões envolvidas com essa questão do sofrimento. Não existe uma separação entre você e esse problema, e essa questão, esse dado sofrimento. Veja como é simples isso. O preocupado não tem você preocupado, isso é um pensamento que surge, e esse pensamento não trata da realidade, não retrata a verdade. O preocupado é você na preocupação; não é a preocupação e você. Percebam essa diferença.

Quando preocupado só há preocupação, não tem você preocupado. Quando o medo está presente, temos o medo, mas não temos você com medo: isso é um pensamento. Quando você diz "estou com medo", veja, a presença é do medo, mas um pensamento está sendo colocado, falseando a realidade desse sentir, que é essa dor, que é esse sofrimento, que denominamos de medo. Não existe tal coisa como uma separação entre você e o medo, entre você e a tristeza, entre você e a rejeição, essa dor da rejeição.

É isso que nós precisamos descobrir aqui, trabalhar aqui, se dar conta aqui, perceber diretamente isso dentro de nós mesmos, que aquilo que somos é aquilo que demonstramos ser, que apresentamos ser, que temos em ser nesse instante. Não existe uma separação entre o pensamento que surge e esse pensador nesse instante. Quando nós abandonamos essa crença que tem estabelecido essa divisão, essa separação, ao fazer isso nós eliminamos essa condição de dualidade entre esse "eu" e o "não eu"; e quando isso é realizado, nós estamos, de fato, realmente sem fugir, lidando com o sofrimento.

Nós é que estamos dando nomes diferentes para o sofrimento: chamamos de medo, preocupação, angústia, dor da rejeição, a dor da solidão, mas, de fato, estamos lidando é com o sofrimento; e a verdade sobre o sofrimento é que não existe o sofredor, temos apenas o sofrimento com toda essa sua representação mental de sentimento, de emoção e sensação nesse instante.

Então, essa é a forma real de lidar com o sofrimento psíquico para o fim dele, quando não nos separamos, quando não há essa distância, quando não há essa separação. Neste momento, não temos a dualidade, não temos o sofredor com o sofrimento, não temos o pensador e o pensamento, não temos o medo e o medroso. Assim, nós eliminamos essa separação quando eliminamos esse modelo de pensamento. Experimente isso nesse instante: não se separar.

Quando você dá toda atenção para esse momento, para um pensamento surgindo, uma emoção, uma sensação, um certo estado interno surgindo, quando você coloca toda essa atenção, que é essa forma de olhar, de investigar sem qualquer ideia sobre isso, conceito sobre isso, análise sobre isso, neste instante você elimina a separação, e quando elimina a separação, essa psicológica condição sofre uma profunda mudança, uma radical e significativa mudança, porque você está diante de uma única energia presente, que é a energia desconhecida dessa Inteligência Divina, dessa Presença da Realidade que põe fim ao sofrimento.

Assim, como podemos lidar com essas questões fundamentais da vida? Se tornando ciente de nós mesmos. A Verdade sobre quem nós somos elimina a dualidade que o pensamento tem estabelecido, tem construído dentro de cada um de nós sobre quem nós somos. Então, o fim dessa dualidade é o fim para essas questões não resolvidas, porque isso é o fim dessa psicológica condição do ego, isso é o fim para essa condição do "eu".

O que dá base para tudo isso é a compreensão do Autoconhecimento, o que torna possível tudo isso é a Revelação da ciência deste Ser, que é a Presença da Meditação. Então, qual é a verdade sobre a Meditação? A Meditação é aquilo que está presente quando você aprende sobre si mesmo. Então, aprender sobre o Autoconhecimento lhe aproxima dessa ciência da Meditação.

Veja, nós temos aqui inúmeras falas trabalhando com você tudo isso, lhe mostrando como, nesta vida, realizar esta Verdade do Despertar Espiritual, da Iluminação Espiritual. Nós temos também encontros online, encontros presenciais e retiros. Então fica aqui um convite para você.

Fevereiro de 2025
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Joel Goldsmith | Vivendo Entre Dois Mundos | O que é uma ação livre do ego | Marcos Gualberto

GC: Olá, pessoal! Estamos aqui para mais um videocast; novamente o Mestre Gualberto aqui conosco. Gratidão, Mestre, pela presença. Hoje eu vou ler um trecho de um livro do Joel Goldsmith chamado "Vivendo Entre Dois Mundos". Num trecho desse livro, Mestre, o Joel faz o seguinte comentário: "Quanto mais espiritualizarmos o pensamento, mais fomentamos a ação da Verdade em nossa consciência." Bom, neste trecho, Mestre, o Joel Goldsmith fala sobre a ação da Verdade. O Mestre pode compartilhar a sua visão sobre o que é uma ação livre do ego?

MG: Gilson, a vida são ações acontecendo. Tudo que nós vemos presente na vida são relações entre objetos, entre situações, entre pessoas, entre a pessoa e os seus pensamentos. Então, tudo que temos visto na vida é a presença das relações. As relações acontecem o tempo todo, e essas relações, o elemento básico, principal, nas relações são as ações. Na natureza tudo está em relação: as plantas, os animais, a vida marítima. a presença da vida no ar, na terra, no mar, tudo são relações e ações acontecendo. Mas aqui, quando tocamos nessa questão do ser humano, nós temos, por exemplo, aquilo que acabamos de citar aqui: a pessoa e o pensamento também estão em relação. Mas em que nível essa relação está acontecendo? A nível psicológico! E nesse nível psicológico, esta ação é a ação da continuidade, desse sentido de separação da própria vida.

Então, nós temos uma forma de viver, psicologicamente, que é a forma de vida separada da totalidade da vida. É aqui que se encontra todo o problema do ser humano. Nós estamos vivendo, do ponto de vista psicológico, em um modelo de existência centrado no "eu", numa centralização egocêntrica e, portanto, separatista. Aqui, a sua pergunta é sobre esta ação livre do ego. Esta ação livre do ego é a ação livre desse modelo de relação, onde está presente este "eu" e o não "eu". Nós estamos atuando na vida, atuando no mundo, a partir de um modelo pré-ordenado, pré-determinado pelo pensamento.

Então, vamos acompanhar com calma isso aqui, porque a vida do ser humano é tão confusa, desorientada, e nossas ações estão produzindo confusão o tempo todo. Tanto para nós mesmos, como para o outro, para o mundo à nossa volta, porque nossas ações são ações centradas no "eu", no ego. E a sua pergunta é: "O que é esta ação livre do ego?" Uma resposta para essa pergunta requer que, primeiro, investiguemos juntos, aqui, a questão da presença desta qualidade de ação, que é a ação que nós conhecemos; que é a qualidade de relação, que é a relação que nós temos estabelecido, que estamos estabelecendo uns com os outros, e com o mundo e com nós mesmos. Assim, nós precisamos, primeiro, antes de tudo, tomar ciência de que as nossas ações não são livres. Elas não são livres porque elas nascem do passado, porque nascem do pensamento.

É simples observarmos isso. Quando você tem uma ideia e coloca em ação, esta ação foi determinada pelo pensamento, pela ideia que você teve. Num certo nível, na vida, a ação que se conhece, a ação conhecida, para fins e objetivos deste sonho de existência que nós temos, essa qualidade de ação é razoável. Se você trabalha com engenharia, sabe que tudo tem que ser planejado, então anteriormente você planeja. Quando você trabalha com engenharia, você tem que planejar tudo; mas é assim também quando você trabalha com ciência; mas é assim, também, quando você trabalha com pesquisa, com ciência. É assim, também, quando você trabalha construindo, planejando, projetando em alguma área específica, técnica, funcional.

Então, nós precisamos do planejamento. Você tem um pensamento, tem o desenho e se coloca para executar aquilo. Então, nós temos a ação nesse nível. Portanto, do ponto de vista técnico, nesse lidar com a vida, o conhecimento, o planejamento e a execução, que é a ação, ocorre nesse nível. Mas aqui nós temos um problema quando tocamos nessa questão desse modelo psicológico de existência do ser humano, porque nós estamos vivendo, psicologicamente - a existência desta pessoa, desse "mim", desse "eu" - está vivendo dentro desse formato e essas ações deste "mim", deste "eu", desta pessoa também estão vindo de uma determinação, de uma pré-determinação de um desenho ou programa do pensamento. A nossa atuação, a partir desta psicológica condição, está produzindo confusão.

Quando você se encontra com uma pessoa, você encontra essa pessoa a partir do passado que você tem dela, do pensamento que você faz sobre quem ela é. Isso é um equívoco! Porque todo pensamento que você tem sobre ela é um registro de memória que você tem sobre quem a pessoa foi desde o último encontro. E quando você se encontra com ela você quer atuar e irá atuar a partir desse passado. Reparem, é por isso que, no que diz respeito ao ser humano, dentro de suas relações, nossas ações são ações que produzem confusão, que produzem desordem, que produzem conflito e sofrimento. Quando você lida com alguém a partir da ideia que você tem sobre ela, essa ideia que você tem está estabelecida na ideia que você também tem sobre você. Essa ideia que você tem sobre você é uma imagem que você traz do passado, sobre quem você é. E a ideia que você faz sobre o outro também é uma imagem, um pensamento sobre ela ou ele, que também você traz do passado.

O ponto aqui, Gilson, é que em nossas relações humanas, o pensamento está produzindo problemas, produzindo confusão. Uma vez que você não reconhece a Verdade de sua essencial Natureza porque o pensamento não alcança isso, não tem a menor noção disso, você está se confundindo com pensamentos que você tem sobre quem você é. E todas as suas ações, a partir do pensamento, são ações que nascem desse centro, que é o "eu", que é essa autoimagem. Assim, nossas ações são ações egocentradas, centradas nesta autoimagem. E essas ações são ações conflituosas, são ações voltadas para a busca desta segurança que o "eu", o ego, psicologicamente busca e quer encontrar dentro de suas ações, na relação com a vida e também com o outro.

Veja que coisa importante está sendo colocada aqui. Enquanto nossas ações estiverem nascendo deste modelo psicológico de ser alguém, esse ser alguém é a imagem que eu tenho sobre quem "eu sou". Enquanto nossas ações estiverem nascendo deste ser alguém, deste "mim", deste "eu", desta autoimagem, serão ações que estarão nascendo do pensamento, e o pensamento é algo que, em nós, vem do passado. Não temos como atender à vida de uma forma Real neste momento, a partir de um desenho que trazemos do passado, de um quadro que trazemos do passado. Então, eu gosto de você a partir da imagem que eu tenho de você. No momento em que você me contraria eu não gosto mais de você.

Nós vivemos dentro desse padrão de ação egocêntrica, de ação centrada no "eu", de ação centrada no ego. Então, esse "mim", essa ilusão, que é a ilusão desta autoimagem, é isso que eu tenho sobre quem eu sou e é isso que está em relação com a vida, tomando ações na vida, nesse contato com situações, acontecimentos e pessoas. Veja, tudo isso ocorre, Gilson, porque não sabemos a Verdade d'Aquilo que nós somos, nós estamos nos identificando com esse modelo do pensamento. Não há Amor em nossas vidas, Liberdade em nossas vidas, Verdade em nossas vidas, porque as nossas ações são ações egocêntricas que nascem do pensamento, que nascem do passado, que nascem desse equívoco que é a presença do ego, que é a presença do "eu".

Então, você pergunta o que é esta ação livre do ego. Primeiro, você tem que tomar ciência do fim desse sentido do "eu", do ego. É necessário que você compreenda esse movimento do "eu", do ego, presente, assumindo esse espaço na sua vida. Então, há um descarte para esse ego, para esse "eu", para essa autoimagem, para esse pensamento, para esse passado. Então, se revela essa qualidade de ação, que é a ação do Amor, da Verdade, da Sabedoria, que é a ação da Inteligência. Essa é a ação livre do ego. Mas essa ação se expressa de uma forma natural; ela não pode ser calculada pelo pensamento, descrita pelo pensamento, explicada pelo pensamento. É algo que nasce de uma dimensão nova, de uma qualidade nova, de mente, de coração, de cérebro. Essa qualidade de ação é a ação do seu Ser, é a ação de Deus.

É isso que estamos trabalhando aqui com você. Precisamos, na vida, descobrir a qualidade de ação que abarca a totalidade da vida. Para efeitos práticos, técnicos e funcionais do mundo, precisamos do pensamento na ação, mas para essa visão da totalidade da vida, nas relações humanas, na relação com o outro, com nós mesmos, a presença desta ação não pode ser a ação do "eu", precisa ser a ação de Deus. E é isso que você, em seu estado natural, expressa quando o ego não está. É o que estamos propondo aqui, para você. Temos centenas de vídeos aprofundando tudo isso, aqui.

GC: Mestre, nós temos uma pergunta de uma inscrita aqui no canal. A Maria faz o seguinte comentário e pergunta: "Mestre, queria saber se a vontade que estou sentindo de procurar um trabalho voluntário é de um ser que está se vendo separado? Como saber se o que devo fazer com minhas ações é da separação ou é da vontade da vida?"

MG: Repare, a sua própria pergunta já declara que qualquer ação que você venha a tomar a partir desta dúvida será uma ação que estará nascendo desse estado de confusão. Então, em sua própria pergunta já fica claro que essa ideia é uma ideia produzida pelo pensamento. É um plano, um projeto produzido pelo pensamento, é algo que está vindo do passado. Existe algum nível de desconforto aí, e por isso você quer tomar ações, mas há uma dúvida. E você quer saber se essas ações são ações da vida ou são ações da mente. Essa dúvida já demonstra que o que está presente é a confusão, é a insatisfação e, naturalmente, qualquer ação a partir desse estado é a ação do "eu", é a ação do ego.

Veja, é uma pergunta muito simples, na sua própria pergunta já está a resposta. A Verdade da ação Real não nasce do pensamento. Surgiu a dúvida, surgiu a busca de certeza, a busca de segurança para tomar a ação, já está presente o pensamento, a confusão, já está presente algum nível de contradição e, portanto, de conflito. Assim são as nossas ações que nascem do "eu", que nascem do ego, que nascem do pensamento. A Verdade da ação acontece de uma forma natural, não existe alguém dentro da ação, não existe um plano, uma ideia. Não é como construir uma casa ou construir uma ponte ou aprender um idioma. Você se determina a aprender o idioma a partir de uma ideia, a partir de uma necessidade de aprender aquele idioma.

Veja, do ponto de vista técnico, essa qualidade de ação, ok, mas há em nós a qualidade de ação que nasce da insatisfação, da dor da solidão do vazio existencial, da busca de um propósito na vida. Então está presente a qualidade de ação do "eu", do ego. E tomamos esse tipo de ação, exatamente para tentar preencher aquele vazio ou encontrar a satisfação, que representa o modelo de ação em fuga da dor em fuga de algum nível de sofrimento. Aqui nós precisamos descobrir o que é olhar para as nossas reações, para o nosso modelo de pensamento presente, que está construindo essas imagens, construindo esses quadros mentais, e colocando isso dentro dessas relações que nós temos com ele ou ela, ou com a vida. E assim teremos o descarte desta psicológica condição que é a condição do "eu".

Qualquer pensamento sobre o que fazer ou não fazer está em cima da dúvida e, portanto, de um estado de confusão, puramente mental. Compreender a Verdade sobre si mesmo é descartar a ilusão desta autoimagem que pensa em agir, que pensa em ações, que pensa em fazer. A ação natural é a ação livre do ego. Ela acontece, ela surge, ela aparece, mas não existe uma autoimagem, não existe nada para se ganhar com a qualidade de ação em Alegria, em Liberdade, com a qualidade de ação em Felicidade, que é a ação do Amor, que é a ação de Deus, que é a ação da própria vida. Assim, a Libertação do sentido do ego do sentido do "eu" é a presença dessa qualidade de ação, de uma forma livre e natural. Na vida, a única coisa que importa é viver a vida livre do ego, então tudo acontece nesse nível de relação.

Seu estado de Ser em relação com a vida é a presença inclusiva da vida, inclusiva do sentimento, da sensação, da percepção e, também, do pensamento, mas não temos mais a presença do ego, a presença do "eu", apenas esta ação da Sabedoria, essa visão da Verdade. E não há dúvida, não há medo, não há a quem perguntar. Não se faz necessária qualquer pergunta quando a ação é natural, porque não existe mais esse perguntador, esse em dúvida, esse ego. É por isso que temos convidado vocês a participarem de encontros on-line além destes vídeos. Nesses encontros on-line isso começa a fazer sentido de uma forma muito mais profunda do que assistindo os vídeos.

GC: Mestre, nós temos uma outra pergunta de um outro inscrito aqui no canal, que pergunta o seguinte: "Mestre, como surge o ego? O que é o ego?"

MG: A sua pergunta é: "Como surge o ego?". Repare, Gilson, como surge o ego? A ideia é de que algo esteja aparecendo em algum momento. Aqui nós estamos diante de um movimento de dualidade, de separação. Nós podemos colocar isso ou situar isso dentro de uma posição de aparecimento, mas essa ideia de aparecimento no tempo é algo que não tem muito propósito, nós termos uma direta resposta apontando para um momento ou um instante em que esse assim chamado "ego" surgiu. Aqui o que nos interessa é tomarmos ciência daquilo que está aqui, não é dessa ideia de quando surgiu, ou de como surgiu. O que importa é nos darmos conta desse sentido de separação que está presente neste momento em cada um de nós.

Uma aproximação da Verdade sobre você requer a observação do movimento do pensador, do experimentador, do observador. E a gente se dá conta disso quando percebe que aquilo que está sendo observado está sendo observado por esse "mim", por esse "eu". Isso é importante ser investigado! Essa é a presença do "eu", é como o "eu" surge. Então, não se trata da ideia de "quando". Mas o que é esse movimento de separação entre o observador e a coisa observada? O que é esse movimento de separação entre o pensamento e o pensador? Entre o sentimento presente e aquele que sente? Eu me dou conta aqui e agora dessas reações que surgem criando esta condição e, na razão em que isso fica claro, isso se dissolve. Então, não se trata de quando ou como isso acontece.

Uma vez que nós tenhamos um contato direto com esta ciência do olhar sem o observador, isso é o fim do ego. Uma vez que tenhamos ciência desse observar, desse escutar, desse perceber - o que requer a presença do Autoconhecimento - nós nos aproximamos da Meditação. A Verdade sobre você é que, em sua Natureza Real, você nunca nasceu. A Verdade sobre você é que esse sentido do "eu", do ego, do "mim" é apenas uma aparição que surge em razão desse princípio de separação, de dualidade. Mas é uma aparição que não se estabelece como sendo Real, uma vez que aquilo que é Real está além de aparecimento e desaparecimento. Então, se dar conta de suas reações, sem colocar um elemento que se separa para reagir, para responder a partir da separação, isso é o fim do "eu". Então, é mais importante o fim desta ilusão do "eu", mas você não pode se dar conta do fim dessa ilusão do "eu" se não tomar ciência desse sentido de separação. Então, a resposta de como ele surge. ele é apenas essa aparição. E a verdade sobre como ele termina ou se dissolve, está nesta ciência de que Aquilo que é Real jamais deixa de ser Real.

Essa é a aproximação da Meditação. A presença da Meditação é aquilo que está presente quando não há esse meditador, quando não há esse "eu", quando não há esse "mim", esse observador. Trabalhar isso, assumir isso, viver isso, é a única coisa.

GC: Gratidão, Mestre. Já chegou o nosso tempo, gratidão por mais este videocast. E, para você que está acompanhando o videocast até o final, e quer realmente se aprofundar nesses ensinamentos em ter essa visão completamente livre como o Mestre tem, fica o convite para participar dos encontros intensivos de final de semana que o Mestre Gualberto proporciona. São encontros do formato on-line. Existem também encontros presenciais e retiros de vários dias. Nesses encontros a gente pode se aprofundar nessa autoinvestigação, porque além do Mestre responder diretamente às nossas perguntas, Ele compartilha esse estado de Presença em que Ele vive. E nesse compartilhar existe um Poder, uma Graça e uma Energia que nos ajudam demais a nos autoinvestigarmos, a podermos perceber a mente tagarela que temos.

Então fica o convite, no primeiro comentário, fixado, tem o link do WhatsApp para poder participar desses encontros. Além disso, já dá um like no vídeo, se inscreve no canal, pode trazer perguntas aqui nos comentários, para a gente trazer para os próximos videocasts. E, mais uma vez Mestre, gratidão pelo videocast.

Fevereiro de 2025
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A verdade da morte | Como lidar com a morte? | Como se livrar do sofrimento? | Sofrimento psi´quico

Aqui a questão com você é se podemos ter da vida uma aproximação de uma outra ordem, de uma qualidade nova, de uma nova forma. Até esse dado momento, todo o nosso encontro com a vida, de uma forma ou de outra, está sempre presente ali algum tipo de sofrimento. Aqui nós estamos abordando com você como ter na vida, dela, uma aproximação totalmente nova, completamente nova; e para isso nós temos que investigar a verdade sobre o sofrimento.

Quando você vem, se aproxima e pergunta como se livrar do sofrimento, é necessário compreender, antes de tudo, que sempre na vida, como parte da vida, nós temos a presença de algum nível de dor. Nós podemos apenas, ao lidar com essa dor, colocá-la a nível psicológico internalizando isso como parte da nossa vida particular, nesse formato de sofrimento psíquico.

É muito comum nessa condição - e é isso que estamos investigando aqui com você -, que é a condição do "eu", do ego, desse "mim", nesse contato com a vida como ela acontece, estarmos transformando tudo isso em algo pessoal, particular. É assim que temos dado origem a essa qualidade de sofrimento, que, na verdade, é a mais atroz, a mais complicada. Eu me refiro ao sofrimento psíquico.

Podemos descobrir a vida acontecendo momento a momento, mesmo tendo esses aspectos presente como o infortúnio, o inesperado, os acidentes, as adversidades, a presença, por exemplo, da dor - como no caso de uma enfermidade física -, será que podemos descobrir a vida, que inclui também todos esses aspectos que nós consideramos negativos, sem transformar isso em um sofrimento psíquico? Aqui com você nós estamos investigando isso.

Nós temos uma vida psíquica; essa vida psíquica que nós conhecemos, nela está presente a presença do sofrimento quando o olhar que temos para a vida como ela acontece é a partir dessa condição psicológica, que é a condição do ego, que é a condição do "eu".

Aqui nós estamos investigando isso, estudando isso, tendo uma aproximação onde há essa Presença da Inteligência, para ter uma aproximação da vida de uma forma nova e, naturalmente, livre, sabendo que a vida como ela acontece, tudo é parte dela; não só os momentos felizes, leves, tranquilos, mas também temos momentos, como colocamos agora há pouco, de infortúnios, onde temos a presença daquilo que percebemos na vida fora do nosso controle, como no caso de acidentes.

Você não adoece porque quer, e a presença da doença física, nela está presente a dor. Nós não temos o controle da vida, essa é uma ilusão que carregamos conosco, a ideia de estar presente sendo alguém - essa é a primeira ilusão. Em torno dessa ilusão nós temos também a ilusão do controle.

"Já que somos alguém, nós podemos determinar as coisas": essa é uma crença; é apenas um pensamento que temos de liberdade, de autonomia, de capacidade, de fazer, de realizar, de controlar. Enquanto que, ao olharmos para a vida como ela acontece, esse olhar claro, lúcido, inteligente irá lhe mostrar que a vida não é assim.

Então, se nós aqui queremos descobrir como se livrar do sofrimento, como se aproximar da vida sem esse sofrimento psíquico, precisamos descobrir em nós mesmos uma nova qualidade de sentir e de pensar sobre a vida. Esse pensar sobre a vida não é o pensar a partir de uma proposta lincada a pensamentos dedutivos, lógicos, racionais, não é isso que aqui nós chamamos de Presença da Inteligência.

A verdadeira Inteligência é a aproximação da vida onde esse pensar seja o pensar desse olhar para aquilo que acontece, nessa habilidade de lidar com aquilo que acontece sem a ilusão de alguém que se vê no controle disso. É por isso que a nossa ênfase aqui consiste em descobrirmos o que é a vida livre do "eu", livre dessa "pessoa", livre do ego, porque, sim, é como podemos ter da vida uma aproximação legítima, real, verdadeira.

Se situar na vida sem a ilusão de uma identidade presente é se posicionar na vida livre dessa condição de sofrimento psíquico, e isso requer a ciência da Verdade sobre Você. Conhecer a si mesmo é se dar conta de que o que temos dentro de cada um de nós é uma forma de sentir e pensar condicionada, onde sempre olhamos para a vida como ela acontece a partir desse elemento que se vê separado dela, e que, portanto, acredita poder fazer as coisas, resolver as coisas, controlar as coisas.

Aqui estamos colocando para você que a vida é algo que acontece, mas esse elemento, que é o "eu", o "mim", esse sentimento que você tem de existir como alguém, isso é uma crença, isso é um condicionamento mental, e é exatamente isso que está favorecendo essa psicológica condição de lidar com a vida, tendo essa visão equivocada, porque estamos sempre fazendo uso do pensamento; mas o pensamento em nós é um elemento limitado, algo que vem do passado e que não reflete a verdade da vida como ela acontece, não consegue acompanhar essa velocidade da vida, essa dinâmica da vida, esse mistério da vida, uma vez que esse pensamento é uma estrutura que vem do passado.

O pensamento em nós funciona como uma fotografia; nós estamos diante de algo estático, congelado. Nenhum pensamento em você lida com a verdade desse momento. Todo pensamento em você é a tentativa de se ajustar à compreensão, ao desafio, ao mistério, à verdade desse momento, mas esse pensamento vem do passado, é algo congelado, é algo estático. Então, isso não acontece, isso não se realiza.

Você não pode ter uma compreensão da vida a partir do pensamento. Você não pode ter uma compreensão do que acontece com você a partir do pensamento. Tudo o que acontece a você, acontece a você aqui e agora. Você se confunde com o corpo, você se confunde com essa ideia de ser alguém presente, que entende da vida, que entende tudo o que acontece, que conhece a si mesmo, que tem liberdade. Repare, estamos diante de algo inteiramente falso.

Você não sabe a verdade sobre você, e tudo o que você tem sobre você é uma informação dentro do próprio pensamento. Tudo o que você tem sobre você são ideias, são crenças, são conceitos, são essas fotografias congeladas, e isso não retrata a sua vida, isso retrata a história, aquilo que foi, aquilo que aconteceu, aquilo que é parte do passado e o cérebro pôde registrar tudo que aconteceu com você. Isso não é a realidade da vida e, no entanto, nós estamos tomando isso pela realidade da vida.

Será possível nos aproximarmos da Verdade sobre a vida? Agora notem o que vamos colocar aqui para você: quando as pessoas têm a dor, o sofrimento, por exemplo, da questão da morte, e elas perguntam: "Como lidar com a morte?" Vamos colocar aqui a morte dentro de uma perspectiva real, agora, aqui, dentro dessa fala; vamos procurar juntos fazer isso aqui.

Qual é a verdade da morte? A verdade da morte. Você compreende a verdade da morte quando aprende a lidar com a morte. Mas, repare: não se trata dessa morte física. Nós podemos, através dos diversos recursos que nós temos hoje dentro da medicina, dentro da ciência médica, prolongarmos os nossos dias.

Hoje o ser humano vive muito mais anos do que os seres humanos viviam há duzentos anos atrás. A medicina evoluiu muito, a ciência médica está sendo capaz de realizar maravilhas. É possível que daqui um tempo, em razão de todos esses recursos - na realidade, isso irá acontecer -, essa idade média do ser humano, essa idade média de vida, é algo que será prolongada, como tem acontecido; de repente, para mais cinquenta anos.

Talvez o ser humano viva mais setenta ou oitenta anos, além dos seus setenta ou oitenta que já tem. Mas sem uma real compreensão do que é a vida, e essa compreensão do que é a vida é algo que só ocorre quando há uma real compreensão da verdade sobre a morte. A morte não é o que parece ser, assim como a vida não é o que parece ser. Podemos eliminar das nossas vidas essa questão do fim para essa psicológica condição de egoidentidade? Esse é o encontro com o fim do "eu", esse é o encontro com o fim do ego. Se isso ocorre, nós não temos nenhum problema com a morte física, com a morte desse organismo.

É inevitável esse encontro com a morte, talvez daqui a três, cinco, quinze, trinta anos ou cinquenta anos, mas a morte é algo que ocorre a todos. Essa morte física, nós sabemos que é o fim dessa experiência como a mente conhece, e isso assusta, isso apavora, então há esse medo. Assim, as pessoas perguntam como lidar com o medo da morte. A resposta para isso é descobrindo o que é a morte nesse instante, descobrindo a verdade sobre a morte nesse instante.

Podemos ter acesso a essa questão nesse momento? É o que estamos dizendo agora, aqui para você. A compreensão disso significa o fim dessa psicológica condição, que é a condição do "eu". Podemos entrar em contato com esse momento e nesse momento permitirmos esse encontro com a Verdade da Vida, o que representa essa psicológica morte dessa egoidentidade, então não haverá medo da morte física, porque isso é o fim dos apegos, isso é o fim do controle, isso é o fim da ilusão de alguém que sabe, é o fim da ilusão de alguém que está fazendo o que quer, o que deseja, temendo perder o que tem e buscando realizar aquilo que ainda não realizou para ser feliz.

Esse encontro com a Realidade Divina, com a Realidade do seu Ser é o encontro com a Vida; esse encontro com a Vida ocorre quando fica claro essa ciência sobre a morte, o que representa o fim do passado. Todo o problema do ser humano consiste na ilusão de que ele existe como entidade presente na vida, estando presente possuindo coisas, agarrado a elas, controlando elas, dependendo delas. Essas coisas podem ser inanimadas, como uma casa, um carro, mas também podem ser pessoas, animais.

O que quer que dê significado, significância a esse sentido do "eu" presente na vida está dando a esse contexto psicológico do ego a ilusão de alguém presente dentro da experiência, se separando da própria experiência sendo ele o experimentador, a figura central da própria vida: isso é medo, isso é sofrimento psíquico, isso é desordem emocional. É assim que o ser humano está vivendo. Então, aquilo que nós temos chamado de vida e apreciamos tanto é a continuidade dessa psicológica condição.

Então, de que adianta você viver por mais oitenta, noventa anos, além dessa idade que você já tem, se tudo o que você experimenta na vida é a partir desse centro ilusório, que se apega, que se agarra, que se vê dependente disso e, portanto, carregado de medo. Assim, podemos descobrir o que é a vida? A resposta para isso consiste na compreensão da verdade da morte.

O fim do passado, o fim do apego, o fim do medo, o fim dessa história psicológica, que é a história do "eu", um contato direto com isso é a verdadeira compreensão do que é a Vida; um contato direto com isso é a Verdade de como lidar com a morte, então não haverá sofrimento, então, não haverá medo. Isso porque não existe mais a presença da ignorância; temos a verdade de uma qualidade nova de sentir, como já foi colocado, uma qualidade nova de pensar sobre a vida. Não é alguém envolvido nisso, não é a ilusão de um experimentador, que sustenta sua continuidade procurando dominar, controlar, possuir, se agarrar às coisas.

Uma vida livre de apegos, de medos representa uma vida livre de desejos. Eu me refiro a esses desejos conflituosos presentes sempre nessa contradição, que é a condição psicológica do "eu", onde aquilo que chamamos de amor é, ao mesmo tempo, a dor do apego; aquilo que chamamos de prazer, nessas realizações dos desejos consiste na manutenção, também, do medo e, portanto, do sofrimento.

Descobrir a Realidade da Vida, assumir essa Realidade é viver uma Vida Divina, uma Vida em Amor, uma Vida em Sabedoria. Então, a verdade sobre como lidar com a morte consiste em como, plenamente, viver a vida sem o passado, sem essa psicológica condição, que é a condição egoica, que é a condição do "eu".

É isso que estamos propondo aqui para você. Nós temos encontros online nos finais de semana. São dois dias juntos. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e retiros, onde podemos aprofundar isso com você. Fica aqui um convite.

Fevereiro de 2025
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Relações humanas | O que é o pensamento | Autoimagem | Aprender sobre Autoconhecimento | Advaita

Aqui nós temos um assunto para tratar com você, de extrema relevância, de extrema importância para cada um de nós - é a questão das relações humanas. Aqui a pergunta é: Em que se assentam essas relações? Onde elas estão assentadas? Notem que essas relações se assentam no conhecimento que temos uns dos outros. Quando nós nos encontramos, de imediato o nosso cérebro traça um mapa, pinta um quadro, cria um perfil do outro. Então, com base em conhecimento prévio, nós nos encontramos de novo com a mesma pessoa. Na verdade, esse encontro é aquilo que nós chamamos de relações humanas. Esse encontro com a pessoa é algo bem interessante; nós não estamos nos encontrando, de fato, com a mesma pessoa. Desde o último encontro ela já mudou muito, mas nós estamos, ainda, trazendo dela uma representação mental baseada em uma experiência prévia que nós tivemos com ele ou ela.

Então, o que é que nós temos de alguém com quem nós nos encontramos? Uma memória, uma lembrança, uma recordação. Portanto, essa representação mental é algo que vem do passado. Não estamos diante da pessoa, estamos diante de uma imagem que temos dela. Então, nós colocamos uma máscara nela; é assim que psicologicamente nós funcionamos dentro das nossas relações humanas, dentro das nossas relações com as pessoas. Você olha para alguém, você não está com ela, você está com a imagem que você tem dela e que ela tem de você. Reparem o quanto isso é importante de ser compreendido! As nossas respostas para a vida, todas elas em geral, nesse contato de relações com o mundo à nossa volta, se encontra dessa forma. Nós não temos só uma máscara para colocar nele ou nela quando nós o encontramos ou a encontramos, nós também trazemos uma máscara conosco que queremos representar para ele ou ela nesse encontro.

Portanto, nossas relações estão todas falseadas dentro dessa condição. A condição das nossas relações é exatamente essa. Estamos dentro de um contato com a vida como ela se mostra neste momento, a partir desta imagem que carrega essa máscara. O que nós estamos investigando aqui, com você, é o fim desta condição. Repare que, nesta condição de existência, há uma separação. Nesta separação e, portanto, nesta relação com essa base de separação, não há uma verdadeira relação. Então, nós não sabemos, na realidade, o que é estar em relação com o outro, em relação com a vida, assim como não sabemos estar nesta relação com nós mesmos. Quando você tem um pensamento sobre você, o que você tem é uma máscara para representar a si mesmo para si próprio. A nossa psicológica condição de existência é conflituosa, porque ela se assenta nesse formato. E que formato é esse? É o formato do pensamento.

Então, o que é o pensamento? O pensamento é uma representação, é uma figura, é uma imagem, é uma memória, é uma lembrança, é uma máscara. Para representar a realidade do momento nós fazemos uso desta máscara, isso é o pensamento. Veja, dificilmente atentamos para esta verdade que está sendo colocada aqui, de que de fato você não está em um contato real com a vida; você está, na verdade, representando a vida a partir de uma imagem, de uma máscara. Isso é o pensamento! Assim, não estamos em um contato com a realidade; falseamos a realidade, anulamos a realidade, porque o que prevalece em nós é a psicológica condição de identidade que o pensamento representa. Isso é o "eu".

Talvez você pergunte: "Mas então, qual é a Verdade sobre o 'eu'? O que é o 'eu'?" Veja, o "eu" não é outra coisa a não ser um conjunto de máscaras, de representações do pensamento dentro de você, sobre quem é você, sobre quem é o outro, sobre o que é a vida. Esse é o "eu". Por que a nossa ênfase aqui consiste em um trabalho direto para a eliminação do "eu"? Porque não há qualquer Verdade no "eu", uma vez que o "eu" é um conjunto de memórias, de lembranças, de recordações, de imagens, de máscaras, do qual o pensamento faz uso. O pensamento, em nós, é esse elemento que criou essa entidade, que estabeleceu essa entidade, que criou esse "mim", essa pessoa. Essa não é a Verdade sobre você, essa é a verdade do pensamento sobre você.

A verdade do pensamento sobre você é que você é alguém, você é uma pessoa, e o seu contato com o mundo a partir desta pessoa não é um contato real, não há uma relação. Uma relação é a presença de uma comunhão, de um compartilhar, de um Estado livre de separação. E não é isso que acontece quando a pessoa está presente, quando o "eu" está. Quando você está deprimido, é uma máscara, é uma representação mental da pessoa em depressão. Quando você está preocupado, é a representação mental, é uma máscara da pessoa preocupada, que é você. Então, tem você e a preocupação, assim como tem você e a depressão, mas estamos lidando, apenas, com uma psicológica condição em desordem, em confusão, em sofrimento nesta separação, onde existe esse "eu" e a sua máscara, esse "eu" e o seu modelo de pensamento.

Acompanhe com calma isso aqui e vejam o que estamos apresentando aqui, para você. São centenas de vídeos aqui no canal, aprofundando isso com você, demonstrando que a vida não é essa, a Real Vida não é essa. Essa é a vida da pessoa, é a vida do "eu", é a vida que o ser humano está vivendo há milênios. Você nasceu para constatar algo além desta vida comum a todos, essa vida comum a todos é a vida centrada no pensamento. Podemos descobrir, na vida, a vida livre do pensamento? Veja, quando o pensamento se mostra necessário, se apresenta necessário, Ok! Mas quando ele não se mostra, não se apresenta necessário, por que esta psicológica condição de desordem em que nós nos encontramos? Por que isso está presente?

Nós precisamos, sim, do pensamento para o uso da fala, do conhecimento e da experiência prática de vida, precisamos do pensamento. O pensamento constrói, por exemplo, um mecanismo, um equipamento eletrônico e ele faz a manutenção desse equipamento eletrônico. Tudo isso é o resultado do conhecimento, da experiência, da presença do pensamento; nesse nível o pensamento se faz necessário. O pensamento faz o desenho de uma roupa, desenvolveu técnicas para o corte, para a costura, para a composição daquela peça, daquela roupa, então nesse nível o pensamento é necessário. Quando olhamos para o mundo percebemos a presença do pensamento e, de fato, onde ele se faz necessário. Para dirigir um carro você tem que ter conhecimento, experiência, o pensamento se faz necessário, para o uso da fala, para entender uma fala, conhecimento do idioma é a presença do pensamento, isso se faz necessário.

Mas por que o pensamento está presente, também, construindo estados internos em nós, estabelecendo quadros, imagens, máscaras, criando todo tipo de confusão e desordem, por exemplo, em nossas relações? Quando eu olho para você através do passado, que é o pensamento, não estou em contato com você, e sim com uma representação do que o pensamento está estabelecendo. Isso é conflito, isso é desordem, isso é sofrimento. Isso explica por que eu gosto de algumas pessoas e não gosto de outras pessoas, as pessoas que eu gosto são as pessoas das quais eu cultivo uma imagem delas agradável para mim mesmo. Veja, não tem nada a ver com a pessoa, tem a ver com uma projeção do próprio centro, desse próprio "mim", desse próprio "eu", desse movimento em torno do qual a vida parece estar acontecendo, que é o centro, esse "mim", essa pessoa, essa pessoa que é uma máscara que tenho sobre quem "eu sou", uma representação mental sobre "mim mesmo".

Quando eu gosto de você, na verdade, estou projetando em você o meu gostar; quando não gosto de você, estou projetando em você o meu não gostar. Então, não existe uma relação real, um contato real, a presença de uma comunhão verdadeira, de um compartilhar livre. Toda essa atividade deste "mim", desta máscara, deste centro, é uma atividade egocêntrica. O que nós estamos vendo aqui, juntos, é o fim para esta condição. Então, se torna possível, nesta vida, uma visão da vida sem esta autoimagem, sem esta máscara, sem este modelo do pensamento, portanto, o uso do pensamento para fins práticos na vida, objetivos na vida, técnicos na vida. Tudo bem?

Nós podemos eliminar esta psicológica condição do pensamento nessas relações humanas? Porque acabamos de perceber que, aqui, isso está criando problemas. A minha relação com o mundo à minha volta, a partir desse padrão, está produzindo confusão, desordem e sofrimento para esse "mim" e para o outro. Descobrir a vida como ela acontece sem esse "mim", sem esse centro, sem esse "eu", sem esta máscara, sem esta autoimagem, isso é o Despertar da Consciência, é o Despertar Espiritual, é a visão da vida sem o "eu". Aqui estamos lhe mostrando que a vida, nela há uma grande beleza, uma tremenda Realidade, a expressão de um perfume e algo fora de tudo aquilo que o pensamento possa descrever. A ciência da vida é isso: assumir esta ciência é, nesta vida, realizar o seu Estado Natural, que é Amor, Sabedoria, Liberdade, Felicidade.

Aqui, juntos, é o que estamos trabalhando com você. Isso requer a presença desse olhar para nós mesmos, aprender sobre isso é aprender sobre o Autoconhecimento. Descobrir como você funciona é descartar a ilusão daquilo que o pensamento tem estabelecido como sendo você. Então, o que é o pensamento? O pensamento é esse movimento que vem do passado, é essa condição psicológica que está criando desordem dentro de cada um de nós, nesse nível. Viver a vida neste momento, sem guardar dele ou dela o passado, sem guardar de si mesmo uma autoimagem, uma máscara para dar uma resposta para este momento, nessa relação com o outro, sem esse fundo psicológico, é a visão da vida Divina, é a visão da vida de Deus, da vida sem o "eu".

Então, o que é esse Despertar Espiritual, o que é essa Iluminação Espiritual, o que é esta ciência de Deus, o que é esta vida sem o "eu"? É a vida que floresce a partir do Autoconhecimento. A Beleza de um encontro com a Verdade do seu Ser é o encontro com a Meditação. Não há qualquer separação entre a Meditação e você em sua natureza Real, que é a natureza de Deus, que é a natureza do outro, que é a natureza da vida. Então, o sentido de ser é Ser. Não há alguém nisso, há uma Realidade presente. os antigos sábios na Índia chamavam isso de Ser - Consciência - Felicidade. Aqui se trata desta Divina e Real Consciência, não esta consciência como nós conhecemos. Aqui se trata deste Ser, não deste psicofísico ser envolvido nesse modelo de imaginação do pensamento como nós conhecemos, se trata desta Felicidade Real, não daquilo que o pensamento tem projetado como ideal ou propósito de felicidade.

Assumir esta Realidade, viver esta Realidade, desfrutar desta Realidade, é o que estamos trabalhando aqui, propondo aqui, para você. Aqui, nestes encontros aos sábados e domingos - são dois dias juntos - você tem aqui, na descrição do vídeo, o nosso link do WhatsApp para participar destes encontros. Nós estamos trabalhando isso com você. Então, fica aqui um convite: se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, fica aqui esse convite. Deixa seu like, já se inscreve no canal, coloca aqui um comentário: "Sim, isso faz sentido". Ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima.

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