Aqui, esses nossos encontros são para a descoberta de como estar atento, de como dar atenção para esse instante, sem colocar esse elemento que se separa do momento para fazer escolhas. E por que isso é fundamental? Porque é isso que traz a resposta para a pergunta: "o que é a vida?"
A vida é aquilo que acontece, e não aquilo que o pensamento diz que ela é; ela não é aquilo que o pensamento procura falar sobre ela, contar sobre ela. Esse momento agora, aqui, é um momento único. Não há espaço nesse momento para algo como o pensamento presente fazendo desse instante uma leitura.
Assim, se colocar, nesse instante, apenas para acompanhar aquilo que aqui está acontecendo é se posicionar nessa atenção para o momento. Nessa atenção para o momento, temos a Revelação da vida como ela é.
Repare que é quando o pensamento surge, que as ideias sobre como a vida deveria ser acontecem, não é quando você olha para a experiência e descobre o que é lidar com a experiência. É quando esse momento se transforma numa particular experiência para você que o seu contato com o momento é esse particular contato do pensamento sobre o que deveria ser. Nesse instante, não estamos diante de uma experiência como um puro experimentar, estamos diante de uma experiência para alguém. Vamos aprofundar isso aqui, com você, nesse momento.
É importante esse tipo de investigação aqui. Essa investigação é aquela que lhe aproxima da verdade sobre você. Então é muito importante, na vida, aprender. Nós não sabemos aprender. Nós conseguimos aprender algumas coisas na vida; na verdade, conseguimos aprender muitas coisas na vida, mas aprendemos, sendo muito honestos nessa colocação - e não se aborreça com o que eu vou dizer -, muitas coisas, mas muitas dessas coisas aprendemos mal e porcamente. E por quê? Porque o nosso coração não estava inclinado para esse aprender.
Aqui é importante você se dar conta da beleza, da importância dessa coisa extraordinária, que é aprender sobre si mesmo, que é aprender sobre o Autoconhecimento, porque essa é a base para uma vida em Amor, em Liberdade, em Felicidade, nessa ciência Divina, nessa ciência de Deus.
Aqui estamos com você nesse aprender sobre o Autoconhecimento, e isso requer desse momento uma aproximação nova. Em geral, nós temos muita dificuldade em aprender, sobretudo um assunto como esse, que envolve o fim dessa psicológica condição de condicionamento, onde estamos estabelecidos, já, durante toda a vida. Até porque esse aprender aqui requer o desaprender dessa confusão, dessa desordem, desses hábitos psicológicos, conflituosos e aflitivos que têm sido nossas vidas e com os quais já estamos muito habituados.
Reparem a dificuldade que temos, por exemplo, em ouvir alguma coisa. Nós ouvimos já com opiniões, com inclinações de gostar ou não gostar, de aceitar ou rejeitar, dizendo internamente "sim, eu concordo" ou dizendo "não, eu não concordo com nada disso". Reparem, é assim que, psicologicamente, estamos funcionando, e isso é algo como um condicionamento, como um processo mecânico de funcionamento. Nós não nos damos conta de nada disso, e tudo isso ocorre porque não aprendemos que esse momento é um momento de escuta, de atenção, de observação, exatamente para essas internas reações dentro de cada um de nós.
Então, essa é a ciência da aproximação do Autoconhecimento. Existe um elemento básico aqui para essa aproximação, e esse elemento básico é esse olhar, é esse escutar, é esse perceber, sem essas conclusões, opiniões, avaliações, crenças, sem esse gostar ou não gostar. A importância dessa aproximação nessa atenção, nessa Plena Atenção, que é só escutar, perceber, se dar conta, por exemplo, aqui da fala, isso requer um cérebro quieto, uma mente silenciosa, e a beleza disso é que quando isso está presente, nós estamos acessando em nós algo fundamental na vida, que é a presença da Inteligência.
Veja, há uma presença em você de extraordinária Inteligência. Nós não acessamos isso, porque não nos aproximamos desse estudo de nós mesmos, dessa visão da verdade de como nós funcionamos, o que requer a presença dessa atenção. Então, aqui, o assunto é a Verdade desta Atenção Plena e o Autoconhecimento. Aqui o assunto é a aproximação desse aprender sobre como nós funcionamos.
Todos nós, na vida, temos problemas. Não há problema na vida, há problema em nós. Nós somos a base, a referência para a vida com problemas. Não é a vida com problemas, é a particular vida desse sentido de alguém presente. Esse alguém está presente quando há essa não atenção para a vida como ela acontece, porque estamos sempre, com base na memória, no passado, reagindo ao momento presente, respondendo ao momento presente com base em uma reação que vem do passado. Veja como isso é delicado.
A vida está acontecendo agora, aqui, nos trazendo desafios. São desafios presentes, e esses desafios nos encontram, mas esses desafios são desafios quando encontram esse elemento em você que reage à vida como ela acontece. Então, a vida como ela acontece é um desafio para esse sentido do "eu" presente que se separa da vida para reagir ao momento presente, nesse pensamento, sentimento de gostar, não gostar. Essa é a ausência desse olhar, desse observar, desse "se dar conta" da vida como ela acontece.
Essa autodescoberta, esta autorrevelação de sua Natureza Essencial, de sua Natureza Divina, que ocorre com o Despertar dessa Inteligência, que é a Inteligência Espiritual, que é Inteligência de Deus em você, é algo presente quando você descobre o que é, nesse momento, apenas se aproximar dele sem esse experimentador, sem esse pensador, sem esse observador. Esse observador, experimentador, pensador é o elemento em você que você sente ser você e que, na realidade, é uma reação de memória, é um elemento que vem do passado e que tudo avalia, julga, compara, aceita e rejeita com base no pensamento.
Há uma Realidade presente, mas essa Realidade não está nesse pensador, nesse experimentador, nesse observador. E essa Realidade presente é aquela que se revela além desse "mim", desse "eu", dessa pessoa. É isso que estamos trabalhando aqui, com você, para essa constatação. A constatação disso é a Verdade da Presença da Real Meditação. Então, a Verdade sobre a Meditação é a presença da Realidade sem esse elemento que vem do passado.
Então, há um modo novo de se aproximar do momento presente, não mais tendo esse momento presente como uma experiência para o "eu", para esse "mim". Porque a grande verdade é que esse momento é um momento único, ele nunca aconteceu e ele jamais vai voltar a acontecer. Assim sendo, não podemos tirar daqui uma experiência, e é isso que o pensamento tem feito nesse velho modelo de consciência egoica, de consciência do "eu".
Nós estamos passando por momentos e transformando esses momentos em experiências para esse experimentador, em percepções para esse percebedor. Assim você tem do mundo à sua volta lembranças, imagens; você tem pessoas que você gosta e você tem pessoas que você não gosta; você tem amigos, você tem inimigos. Enquanto o sentido desse experimentador, pensador, observador, enquanto esse movimento, que é o movimento do "eu", do ego, desse "mim", estiver presente, todo esse contato com o momento será o contato de um experimentador adquirindo experiências, será o contato de um observador vendo coisas separadas dele mesmo, coisas das quais ele gosta e não gosta, pessoas que ele gosta e pessoas que ele não gosta.
Assim, a nossa relação com a vida, nesse autocentramento, nesse sentido de alguém presente na experiência é uma condição de existência em isolacionismo, nessa separação. Então, estamos constantemente dando continuidade a esse elemento que vem do passado. E que elemento é esse que vem do passado? É a imaginação de uma entidade que tem amigos, que tem inimigos. Reparem as implicações disso.
As nossas relações - e a vida consiste de relações -com o mundo à nossa volta é uma relação que tem por princípio um elemento presente que tem coisas, que tem medo de perder coisas, que não tem coisas e desejo de ganhar aquelas coisas. Veja, não podemos ter qualquer coisa, nem podemos perder qualquer coisa, porque a grande verdade é que esse sentimento-pensamento "eu" é apenas uma ficção, uma imaginação de uma identidade presente que possui, que ganha e que perde, e, no entanto, é aqui que está presente essa vida do "eu", essa vida da pessoa como nós nos vemos na vida: sofrendo - sofrendo por coisas que está perdendo, sofrendo por coisas que não ganhou.
Assim, nesse sentido do ego, do "eu", nessa ilusão, nessa ficção de existência, de identidade separada da vida, o ser humano é possessivo, é ciumento, é invejoso, está apegado, carregado de ciúme, de inveja, os temores são diversos. Essa é a vida do "eu", essa é a vida do ego. Podemos romper com isso e ir além dessa psicológica condição de ilusória identidade presente na vida para a Real Vida, livre desse "mim"?
Aqui estamos lhe dizendo que a vida é o que acontece. Não há alguém presente na vida como ela acontece. Mas nós estamos criando a vida como ela deveria acontecer, poderia acontecer, como nós, no ego, nesse "eu", nessa autoimagem, nessa imagem que o pensamento tem construído sobre quem nós somos, estamos vendo a vida acontecendo. Aqui, com você, estamos trabalhando o Despertar de sua Natureza Divina, o Despertar da Verdade sobre você.
Então a presença desse olhar para o momento, desse escutar o momento, desse perceber o momento, sem a interferência do modelo do passado, que é esse "eu" fictício, que é esse "eu" ilusório, é a presença da atenção. Nesta atenção se revela a Verdade sobre o Autoconhecimento, que não é outra coisa a não ser o descarte dessa ilusão, de toda essa ilusão que tem sido a vida humana. É assim que o ser humano está vivendo, é assim que nós fomos educados para viver: uma vida ilusória, separada da Realidade da Vida Real, dessa Vida Divina.
Reparem as implicações disso tudo: toda essa bagunça, confusão, sofrimento, conflitos, contradições, os inumeráveis problemas e dificuldades que temos na vida estão todos centrados nessa ilusória identidade que se vê separada da vida, que se vê separada do outro, que se vê separada de Deus. Ter uma aproximação da vida nesse momento, como ela de fato é, como ela de fato acontece, sem esse sentido de alguém presente, que carrega essa ilusão de poder fazer, escolher, decidir, controlar, rejeitar, aceitar, é ter um contato com esse momento sem qualquer separação. Quando não há separação, não há desordem, não há confusão, não há sofrimento, não há conflito, não há problema.
Uma Vida em Bem-aventurança, uma Vida em Amor, uma Vida em Paz, uma Vida em Liberdade, uma Vida em ciência da própria Vida é a Real Vida em seu propósito, é a Real Vida Divina, é a Real Vida de Deus. Isso requer a Presença desse Silêncio, desse Espaço que se abre quando você, em seu Estado Divino, em seu Estado Natural, é a própria Presença da Meditação. Então, é isso que nós estamos investigando aqui com você. O que é a vida nesse instante? É a Verdade dessa ciência de Deus, que é Você em seu Estado Real, que é Meditação, nessa ausência do "eu", nessa ausência do ego.
É por isso que estamos juntos nesses encontros aprofundando e explorando isso com você. Nós temos encontros aqui nos finais de semana, onde estamos sábado e domingo trabalhando isso. Você tem aqui na descrição do vídeo o nosso link do WhatsApp para participar desses encontros online nos finais de semana. Fora esses encontros, nós temos os nossos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, fica aqui um convite. Já deixe aqui o seu like, se inscreva no canal e coloque aqui nos comentários: "Sim, isso faz sentido". Ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima!
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