terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Como meditar da maneira correta? Questões fundamentais da vida. Despertar. inteligência Espiritual.

É estranho ouvir isso, mas é exatamente assim. Você tem tudo na vida, mas você não tem isso. Então, você não tem nada.

Aqui eu me refiro a essa ciência de Deus, a esta ciência da verdade. A sua vida, como você vive, onde nela você se encontra como um elemento separado e a parte de tudo que ela é, de tudo que ela representa, é uma condição de ignorância, de psicológica ignorância, onde você está apenas dentro de um sonho particular, de mundo, de realizações, de conquistas, que já conquistou muito, conquistou tudo, se é que isso é possível. Conquistar tudo. Veja, isso tudo faz parte da sua imaginação, a imaginação de que você tem tudo, de que você realizou tudo, ou de que um dia irá realizar tudo que deseja realizar, sem a ciência da verdade sobre você.

Aqui a expressão é a ciência do Autoconhecimento. Aqui a expressão Autoconhecimento não é no sentido de um mero reconhecimento daquilo que é você. O reconhecimento daquilo que é você é um modelo de pensamento que você tem sobre quem é você.

É exatamente assim que a maioria das pessoas usam aí fora essa expressão. É exatamente assim, nesse sentido. É dessa forma.

A palavra Autoconhecimento, para elas, é o conhecimento de quem elas são. Se você pode conhecer quem você é, esse conhecimento que você tem sobre você é somente um reconhecimento mental, intelectual, uma imagem que você tem agora construída a respeito daquilo que você acredita ser, por ter uma descrição disso, uma análise sobre isso, avaliações e comparações sobre isso. Portanto, isso se trata apenas de mais uma imagem que o pensamento tem estabelecido, como sendo você.

Aqui, quando colocamos a expressão Autoconhecimento, estamos falando desta ciência da compreensão desse mim, desse "eu". Esta compreensão desse mim, desse "eu" é o descarte dele.

Então, a grande verdade do Autoconhecimento é a verdade de que não existe esse mim, esse "eu", esse alguém para se conhecer. Quando você entra fundo nesta compreensão de si mesmo, descobre que esse si mesmo é constituído de imagens, de ideias.

O que são essas ideias? Um conjunto de pensamentos da formação a um modelo, a um conceito, a uma ideia. A verdade sobre você sendo vista, a ciência desta verdade, é a compreensão de que esse você não é real. Há uma realidade presente nesse olhar.

Mas essa realidade desse olhar não é o olhar de alguém se vendo, de alguém se entendendo, de alguém se autoconhecendo. A presença desse olhar é a ciência da verdade. Esta ciência é a revelação da única coisa que importa na vida, que é a própria ciência da vida, onde temos presente a realidade de Deus.

Então, a única coisa real na vida é a realidade dela própria, nela mesma. Esta é a ciência do seu Ser, de sua natureza verdadeira, desta real consciência. Veja, não desta consciência que é a consciência da pessoa. Desta pessoa que realiza tudo, ou realizou tudo, ou está sempre realizando o que deseja, o que busca, o que quer realizar.

Aqui estamos com você descobrindo a ciência da verdade, daquilo que realmente está presente fora deste sonho, desta imaginação, desse pensamento que nós temos sobre a vida. Pensamento que temos sobre a vida é parte dessa ignorância que nós temos a respeito de quem nós somos.

A visão que você faz do mundo é a visão a partir da ideia de ser alguém no mundo. O que é uma fraude. O que é uma ilusão, um equívoco, um engano. Aqui com você nós estamos investigando essas inúmeras questões. Repare, agora, no início da fala, eu disse que você pode realizar tudo na vida.

Veja, isso é parte de uma imaginação. Enquanto o sentido do "eu", do ego, desse mim, enquanto essa ignorância prevalecer, que é a não compreensão da verdade sobre quem é você, você sempre terá questões, problemas. Então, essas diversas questões que temos não resolvidas, aqui estamos com você explorando essas questões, e essas questões, elas sempre estarão presentes enquanto a ignorância prevalecer, enquanto a ilusão prevalecer.

E a ilusão é esse sentimento de ser alguém. Observe, olhe, se aproxime e você irá perceber que você carrega um sentimento de separação. Você pode ter a crença em Deus, mas você se vê como um elemento separado dele. Essa crença é só algo que o pensamento também está produzindo.

A nossa vida, nesse padrão de ignorância, de ilusão sobre quem somos, é constituída de pensamentos. Então, você tem um pensamento sobre Deus, um pensamento sobre o outro, um pensamento sobre você. E esse elemento presente, que é o "eu", esse mim, esse você, carrega inúmeros problemas. E aqui estamos com você investigando essas diversas questões fundamentais da vida.

Uma dessas questões básicas, entre as inúmeras questões que temos, é exatamente essa: quem sou eu? Qual é a verdade sobre mim? Porque se não compreendo a verdade sobre mim, não compreendo a verdade sobre a vida. Enquanto não compreender a verdade sobre quem eu sou, não terei a verdade sobre quem o outro é, sobre o que é a vida, sobre o que é o viver. Se isso está presente exatamente dessa forma, a confusão está estabelecida. Essas questões da vida não estão resolvidas.

Então, a vida se constitui de problemas. Há um nível de insatisfação, de incompletude, de interna, psicológica infelicidade dentro de cada um de nós se expressando externamente em nosso mundo de relações com as diversas situações da vida e naturalmente na relação com o outro. Então nós temos inúmeras questões não resolvidas. Essas diversas questões da vida não foram solucionadas. Estados internos estão presentes e a maioria de nós nem mesmo suspeita da possibilidade de uma vida livre, realmente em paz, plena de amor, de felicidade, onde está presente uma profunda compreensão daquilo que é a vida, do que ela representa, do que ela significa.

Porque nós estamos envolvidos em um mundo subjetivo, em um mundo psicológico de pensamentos sobre a vida. O pensamento que nos tem sido dado pela história humana, pela cultura humana, pela sociedade humana, pelo mundo, é de que nós somos criaturas humanas, vivendo uma vida humana e tendo que, nesta vida, realizar coisas, conseguir objetivos, propósitos, sonhos, realizações diversas, para encontrarmos na vida, como seres humanos, a felicidade, a paz, o amor. Tudo isso é completamente ilusório.

Então, com base nesse princípio, estamos vivendo uma vida carregada de inveja, ambição, desejos, preocupações, medos, no contato direto com o outro, dentro desse interno nível de insatisfação, criando nesta relação com ele ou ela, todo tipo de confusão, todo tipo de complicação. Nós não compreendemos a verdade sobre quem somos, não sabemos a verdade sobre o outro, não sabemos a verdade sobre Deus. Aqui estamos tratando com você do despertar dessa inteligência espiritual, dessa nova forma, digo nova, mas desta inédita forma de aproximação da vida, sem esse elemento em nós, que faz uso de suas conclusões, deduções, especulações, crenças. Me refiro a esse elemento que é o elemento em nós do pensamento. Para avaliar a vida, para se situar com o outro nessa relação, para se posicionar em si mesmo. Portanto, qual é esse elemento que torna possível esta verdade do despertar da inteligência? Para que esta realidade, que é esta ciência divina, que é a ciência de Deus, se mostre? Bem, já tocamos na questão da importância do Autoconhecimento.

Está dentro desse Autoconhecimento um elemento fundamental, que é a ciência de Deus, se revelando pela meditação. Não existe nada mais precioso do que a arte da meditação. Então, quando algumas pessoas perguntam: como meditar da maneira correta? A real forma de aproximação da meditação é descobrindo como ir além do modelo do pensamento, desse modelo que temos do pensamento.

É por isso que nós precisamos investigar aqui o que é o pensamento, como ele acontece, como ele se processa dentro de cada um de nós. Você sabe por que você tem preocupações? Por que você carrega conflitos presentes dentro de desejos que se conflitam? Por que existem esses desejos conflituosos? Observe que você tem um desejo e tem um outro desejo contra aquele primeiro. Um desejo você tem de algo, você tem o desejo de alguma coisa, mas há dentro de você também um outro desejo que se contradiz, que luta contra aquele primeiro desejo.

Então nós carregamos conflito dos desejos. Nossos desejos são conflituosos. E por que é que isso está presente? Por que está presente o medo em suas diversas formas? Quando você tem um medo presente, esse medo é o medo de alguma coisa.

É sempre o medo relativo a alguma coisa. Mas esse medo está presente, observe, sempre quando um pensamento está presente sobre aquilo. Você não pode sentir medo sem a memória ou a lembrança de algo que lhe causa, que lhe provoca o medo.

Então, o medo está presente em razão também do pensamento, assim como os desejos que geram e produzem conflitos e contradições internas, de desordem emocional, onde há uma contradição interna entre o pensamento sobre aquilo que você deseja e um outro pensamento sobre uma outra coisa contrária àquela. É sempre o pensamento produzindo isso, assim como as preocupações. E por que tudo isso está presente? Porque você não sabe como o pensamento funciona.

E sem essa base da compreensão de como o pensamento se estabelece em você, como um elemento lhe impulsionando para ações, para falas, para comportamentos, sem a compreensão desse elemento em você que é o pensamento, nós não temos uma base real para a meditação. Portanto, o que é o pensamento? O pensamento é um elemento em você que surge em razão de memórias, de lembranças. Ao passar por uma determinada situação, essa situação, o cérebro registra isso.

Isso se torna depois uma memória, uma lembrança. Essa lembrança, quando volta, ela volta nesse formato, que é o formato do pensamento. E a nossa vida está centrada no modelo do pensamento.

Nós estamos constantemente sendo direcionados, conduzidos, movidos, impulsionados pelo pensamento. Então o que é olhar para o pensamento quando ele surge, e não se confundir com ele quando ele aparece? Em geral, quando ele aparece, ele já nos leva à ação, à expressão na fala, ou a um dado comportamento.

Então, nós estamos sempre agindo a partir do pensamento. O movimento do pensamento determina nossas falas, nossas ações, nossos comportamentos, orientados pelo pensamento, uma vez que o pensamento é esse elemento que vem do passado, que é a memória. Esse contato com a vida aqui, nesse instante, o que estamos tendo é um novo momento.

Mas essa forma de aproximação desse novo momento com base nesse passado, que é essa memória, nos coloca dentro de uma condição onde estabelecemos algum nível de conflito, de problema. Então, nós precisamos ter uma aproximação da presença da meditação. Uma vez que a meditação é o esvaziamento desse velho conteúdo de memória. É quando temos a presença da verdade da meditação que temos a presença da inteligência, que é essa habilidade de lidar com o momento sem o passado, sem a interferência desse modelo que é o modelo que vem do passado, que é o pensamento. Então, nós precisamos saber o que é meditar de forma correta. E a meditação, de uma forma correta, é aquela que está aqui e agora, quando você pode tomar ciência do pensamento, sem se envolver como sendo o pensador desse pensamento. Descobrir o que é olhar para o pensamento sem se envolver com ele é estar presente sem a presença do "eu". Veja, estamos diante de algo que não é tão simples, porque estamos já há muito tempo envolvidos com o modelo do pensamento, sendo levados pelo pensamento para falar, para agir, para se comportar, dentro das nossas relações. Porque, reparem, é sempre nas relações que acontece tudo. A vida acontece nesse instante em relações.

Nessas relações com objetos, com pessoas, com situações. Na própria relação ou nessas relações internas que temos com nós mesmos, que temos que lidar com sentimentos, com emoções, que geram estados internos, produzindo em nós comoções, emoções, sentimentos, sensações. Olhar para o pensamento quando ele surge, com toda a impressão que ele traz do passado, que é da memória, sem se envolver com isso.

Isso requer a presença de um olhar novo, desidentificado, onde não ocorre uma escolha, um gostar, um não gostar, esse querer ou não querer, esse confiar ou desconfiar do pensamento. Ele aparece e há esse olhar, há presente essa atenção. Veja, isso é algo agora aqui, nesse instante, no contato com o outro, no contato com esta ou aquela situação, evento ou acontecimento, nesse contato consigo mesmo. Então, nós temos uma aproximação da verdade sobre a meditação. A verdade sobre a meditação lhe aproxima de uma energia nova. Nesta energia está presente este novo cérebro que se aquieta, que silencia, porque há só o olhar, sem interferir, sem intervir, sem esse querer ou não querer, gostar ou não gostar.

Então, uma qualidade nova de ação acontece, também de fala acontece, de comportamento acontece. Então, a verdadeira aproximação do despertar desta inteligência espiritual faz com que essas diversas questões fundamentais que temos na vida, de uma forma muito natural, desapareçam. Como questões elas são problemas. Mas em razão da presença desta inteligência, deste silêncio, desta quietude, desse olhar novo, onde está presente algo que não faz parte da mente como nós conhecemos, está presente.

Então, nesses encontros aqui, nós estamos descobrindo com você como isso se processa. Então, nós precisamos aprender a lidar com os pensamentos, com as emoções, com as sensações, com as percepções. E aprender a lidar com isso requer a presença desse silêncio, desta energia, desta ciência de nossas reações.

Então, a presença da verdadeira meditação, note que em nenhum momento nós lhe recomendamos ir para um lugar separado desse instante para meditar, a beleza do encontro com a meditação é que a meditação se revela nesse instante. Isso não requer a presença do querer, da vontade, da volição, que é esse movimento do "eu" ainda do meditador, para encontrar um lugar reservado para isso.

A meditação é real nesse instante, nesse momento. Isso está presente exatamente quando o meditador não está, quando o "eu", que é esse elemento, que carrega esse gostar e não gostar, esse querer e não querer, não está mais presente. Então, nós nos deparamos, notem, com a vida acontecendo, aqui e agora. Então, nesse contato com o marido, com a esposa, com a família, com o mundo, nesse contato com você mesmo, você descobre o que é lidar com a vida, com essa totalidade da vida, sem esse elemento que vem do passado. Esse elemento é o experimentador. É aquele que guarda todas essas experiências do passado.

E quando os pensamentos surgem nesse momento, ele interpreta, avalia, fica nesse querer, não querer, nesse gostar, nesse não gostar. Assim estamos eliminando desse momento esse elemento. Então, esta é a verdadeira base para a ciência que revela aquilo que está fora do conhecido, que é a verdade de Deus.

Uma vez presente isso, uma vez que você tenha uma profunda aproximação desse encontro com você mesmo, nesse instante está presente a revelação de que esse elemento não só é dispensável, como ele é disfuncional nesse instante. Quando você olha para alguém, nesse olhar, podemos ter a presença da meditação no olhar, deste silêncio, desta quietude, desta ausência do "eu", do ego, neste olhar. Ou podemos ter o velho e antigo movimento de inconsciência, de reação, algo que vem do passado, e está constantemente interferindo dentro das relações e criando problemas. Trazer para esse instante, para esse momento, a visão da vida, sem a particular visão do "eu", é essencial. Então, uma aproximação da verdadeira meditação é uma aproximação de si mesmo, nesse instante.

Observe que na vida tudo aquilo a que nos dedicamos, nos empenhamos, nos envolvemos, de uma certa forma, a maestria acontece. Quando você, de novo e de novo e de novo, se envolve com alguma atividade, veja, uma atividade técnica, profissional, tudo melhora, fica cada vez mais simples, mais natural. Em razão desta memória motora, desta memória muscular. Então se desenvolve e aprofunda esta habilidade naquele tipo de atividade.

Aqui estamos lhe convidando para algo muito, mas muito mais precioso. No entanto, notem, não estamos tratando de algo técnico e mesmo assim estamos lhe convidando para esta disposição de alerteza, de atenção sobre suas reações. Então, de uma forma natural, esse sentido de real consciência, de real presença, começa a assumir esse espaço em razão desta presença, de atenção, de consciência sobre essas reações. Aqui nós precisamos ter uma aproximação real de tudo isso, aplicada, dedicada, envolvida.

Veja, estamos diante da única coisa que importa na vida, que é a realização de Deus. Então, você pode, de verdade, realizar ou acreditar que realizou tudo lá fora. Sem esta realização, desta completude de ser, deste silêncio, desta vida em amor, em sabedoria, a condição será sempre aquela velha condição de sono, de sonho, de inconsciência.

Então, aqui estamos juntos lhe mostrando como isso se torna possível nesta vida. Nós temos aqui, sábado e domingo, esses encontros.

São encontros online, onde estamos aprofundando isso com você, lhe mostrando como isso se torna possível nesta vida. E, tendo naturalmente esse contato com o silêncio dentro desses encontros. Você tem aqui na descrição do vídeo o nosso link do WhatsApp para participar desses encontros online nos finais de semana. Além disso, temos encontros presenciais e também retiros.

Se isso é algo que faz algum sentido para você, fica aqui um convite, já deixe o seu like, se inscreva no canal, coloque aqui um comentário: sim, isso faz sentido. Ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima.

Dezembro de 2024
Gravatá-PE
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