terça-feira, 18 de julho de 2023

O que é o ego? | Osho: abandone o ego | Osho: o falso centro | Ramana Maharshi: quem sou eu?

Muito bem!

A pergunta é: o que é o ego? Essa é uma pergunta muito frequente. Afinal, o que é o ego? Há uma coisa curiosa a respeito dessa pergunta. As pessoas fazem essa pergunta com a intenção de se livrarem do ego. Aquele que quer saber sobre o ego, na verdade, quer se livrar do ego. Mas percebam a situação aqui como tem que ser investigada, como precisa ser compreendida claramente.

Aquele que pergunta o que é o ego é o ego; e aquele que quer se livrar do ego também é o ego. É o ego que quer se livrar do sofrimento, mas é o ego que produz o sofrimento. Vejam como é delicado essa questão. O ego quer saber sobre o ego, quer se livrar do ego, quer se livrar do sofrimento, mas ele é a base, é a estrutura, é a natureza de toda essa confusão. Ele é aquele que se oculta, é aquele que se esconde onde você não pode encontrá-lo, onde você não pode, de verdade, enxergá-lo.

Vamos trabalhar com você hoje aqui, em alguns minutos, sobre o fim do ego. E aqui eu estou usando de propósito a expressão “o fim do ego”.

O fim do ego é, verdadeiramente, o fim da ilusão do sentido do “eu” presente dentro dessa experiência de contradição, de sofrimento, de toda forma de conflito. Assim, é algo indescritível, inexplicável, uma vida livre do ego, porque é uma vida livre — realmente livre — do sofrimento. Eu me refiro a esse mais contundente e doloroso sofrimento do ser humano. Eu me refiro a essa infelicidade tão comum presente no ser humano. Eu me refiro a essa condição psicológica, a esse sofrimento interno onde você, como uma entidade, se vê separado do outro, da natureza, dos objetos e de si mesmo, se sentindo em solidão, em angústia, em depressão, em ansiedade, em todos os quadros de temores psicológicos, todas as formas de medo.

Tudo isso está presente em razão desse “eu”, desse ego. Osho chamava isso [de] “o falso centro”. Sim, o ego é um “falso centro” — essa era a expressão do Osho sobre o ego —. Ele [Osho] chega a dizer: “Abandone o ego, abandone o ego”. Então, Osho lhe convida a abandonar o ego. Osho usa a expressão “o falso centro”. É, de fato, uma bela expressão porque o ego é um “falso centro”. Ele [ego] tem lhe dado uma noção de vida, de mundo, de existência, completamente ilusório. Você vê a si mesmo, você vê o outro, você vê a vida a partir desse “eu”, desse “mim”.

Essa forma de olhar e ver “se separando” sustenta o conflito, sustenta a contradição, sustenta o medo. Junto com o medo, no ego, aquilo que prevalece é a aflição do desejo. Então, o medo é desejo e desejo é medo. Só muda a perspectiva, a forma de nos aproximarmos e olharmos. Quando você olha, percebe claramente que a presença do desejo é porque o desconforto está agora aqui. Algo está faltando nesse momento e o ego em sua falta, em sua carência, em seu medo, produz o desejo.

O sentido de uma identidade presente aqui é uma ilusão, é uma fraude. Por isso que Ramana Maharshi, para aqueles que se aproximavam dele, sempre tinha essa pergunta para fazê-los, ele perguntava: “Quem é você?”. Olhe para si mesmo e pergunte: afinal, quem sou eu?

É sempre o sentido do “eu” presente dentro dessa experiência sustentando toda forma de sofrimento. Então, a vida a partir deste “eu”, que se separa a todo momento do que quer que esteja se mostrando, é algo que se mostra sempre no desejo e no medo. Enquanto houver alguma forma de separação — nesta separação, que é esta dualidade: “eu” e o “não eu “ — haverá medo e haverá desejo. Isso é típico desse “falso centro”.

Afinal, o que é o pensamento? Como ele se move dentro de cada um de nós? Enquanto ele [pensamento] sustenta esse modelo, enquanto ele se estabelece nesse modelo de estar sempre criando esse “falso centro”... Porque é o pensamento que cria o pensador. Não há qualquer pensador. O pensador está presente quando o pensamento está presente. Você não pode falar de um pensador quando não há pensamento. Se não há pensamento, não há pensador. A ideia do pensador é uma ideia de pensamento.

O conceito clássico é completamente ilusório — o conceito “Penso, logo existo”. Esta existência pressupõe a presença do pensamento, que é o próprio pensador, porque sem pensamento não há pensador. E a ilusão de existir é a ilusão do pensamento nesse formato dessa entidade presente que pensa. Não há qualquer pensador sem o pensamento. O pensamento é aquele que cria o pensador. Ele faz isso porque busca se sustentar na experiência. Há só o processo do pensar, que é o movimento do pensamento. Não há uma identidade presente nesse processo do pensar.

Os pensamentos aparecem dentro dessa experiência como um fenômeno existencial. Esse fenômeno existencial é basicamente memória, lembranças. Se não houvesse lembrança, não haveria pensamentos. Sem a memória não há pensamento e sem pensamento não há pensador.

A realidade da consciência mental, da consciência egoica, que é esse “falso centro”, é essa realidade do “eu”, do “mim”, do ego, o que não passa de um conjunto de imagens, memórias, lembranças, ideias, crenças, opiniões, condicionamentos. Tudo isso se baseia em pensamentos.

Então, o que é o pensamento quando o pensador não está? Pensamento e pensador aparecem juntos. É um só e único fenômeno.

Então, o que ocorre com o pensamento quando não há pensador? O que ocorre com o pensador quando não há pensamento? A aproximação da Verdade do seu Ser, de sua Natureza Essencial, d'Aquilo que transcende o sentido de “alguém” presente dentro dessa experiência da Vida aqui e agora. A Realidade do seu Ser é a Realidade d’Aquilo que não tem nome, que está fora do tempo, que está fora do “eu”.

Todo nosso condicionamento de história humana, de civilização, de cultura, nos trouxe a esse ponto, a esse momento de história humana onde carregamos essa ilusão, a ilusão de uma identidade se separando. Então existe esse “eu” e o “não eu”.

A Realidade do seu Ser é a Realidade da Vida, que é a Realidade da Real Consciência, Aquilo que transcende o tempo, que transcende a história, que transcende o mundo, que transcende o corpo, que transcende essa experiência de dualidade, de separação, esse “eu” e o “não eu”.

A Realização da Verdade do seu Ser — isso tem sido chamado de Iluminação Espiritual ou Despertar da Consciência — é a realidade do Cristo, é a realidade de sua Natureza Essencial. Assim, a realidade do Despertar da Consciência ou da Iluminação Espiritual é a realidade de Ramana Maharshi, é a realidade do Buda, é a realidade do Cristo, é a realidade do seu Ser, de todos aqueles que perceberam a realidade de sua Natureza Divina, de sua Natureza Real, de sua Natureza Essencial.

Então, o nosso trabalho aqui consiste em descobrir a Verdade dessa chave — essa chave Real — que abre essa porta para o fim dessa ilusão que é a ilusão do “eu”, do ego, deste falso centro.

Esse trabalho consiste e tem por base, como princípio fundamental, a Real Meditação na prática. O Autoconhecimento é aquilo que lhe dá a base para a Real Meditação. Sem Autoconhecimento não há Real Meditação. Aqui no canal nós temos falado sobre a Real Meditação de uma forma prática — nós temos uma playlist aqui no canal sobre isso.

Então, essa chave Real, essa chave mestra que abre a porta para a revelação da Verdade do seu Ser, de sua Natureza Essencial, de sua Natureza Divina, para este Real abandono do ego, está dentro desta Real Meditação na prática. Olhar para cada movimento do pensamento, do sentimento, da emoção, da sensação. Perceber cada experiência presente, objetos, pessoas, sensações, sentimentos. O que quer que esteja surgindo nesse momento é parte daquilo que se mostra como a experiência.

Aproximar-se disso sem colocar “alguém” dentro dessa experiência — esse ilusório “eu”, esse “falso centro” — é se aproximar do Autoconhecimento. Isso é se aproximar da Autorrealização pela Real Meditação. Se aproximar dessa experiência nesse momento presente, sem colocar esse elemento de separação — o elemento que sustenta a dualidade, que é esse “eu” que julga o que quer que esteja surgindo: pensamento, sentimento, emoção, sensação, percepção, experiência —, sem colocar esse elemento, que é o elemento “eu”, aqui e agora, dentro dessa experiência, é se aproximar da Verdadeira arte de Ser Pura Consciência: isso é Real Meditação.

Trabalhar o fim dessa ilusão, desse sentido de separação e, portanto, dessa dualidade. Essa é uma aproximação da Vida Livre da ilusão do “eu”, da ilusão do sofrimento, da ilusão desse “centro falso”, desse sentido de dualidade, desse sentido de separação.

Então, essa aproximação da Verdade do seu Ser, que é a aproximação da Realidade de Deus, necessariamente, passa pelo Autoconhecimento e pela Verdadeira, Real Meditação. O trabalho de Real Meditação é aquele no qual você se aproxima e o sentido do “eu” não entra dentro desta experiência aqui agora, então é possível perceber a Realidade. A Realidade de sua Natureza Divina, de sua Natureza Essencial.

Então, esse é o nosso propósito nesse encontro. Estamos trabalhando isso aqui com você dentro desse canal e, também, em encontros online, presenciais e retiros. Ok?

Se isso é algo que faz sentido para você, fica aí o convite.

E a gente se vê no próximo! Valeu pelo encontro!

Fevereiro de 2023
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quinta-feira, 13 de julho de 2023

O Sábio de Arunachala Ramana Maharshi | Atenção Plena | A Verdadeira Meditação | Atma Vichara

A Realidade de Deus é a Consciência da Verdade sobre quem é Você – Isso é Amor.

A Realidade do outro é a Realidade do seu Ser, que é a Consciência de Deus – isso é Amor. Todas essas descrições teóricas, verbais, todas que já foram escritas ou faladas, não descrevem essa Realidade, que é essa Realidade do seu Ser, do Amor, que é Deus.

É necessária uma vivência direta d’Isso. Nós somos muito apegados às palavras e às explicações. Então, as pessoas fazem diversas perguntas, e o que elas querem é uma resposta… uma resposta teórica, verbal.

Nós somos muito ingênuos, porque nós nos satisfazemos facilmente com teorias, com crenças intelectuais. A ilusão, no ego, presente, nesse sentido do “eu” que carregamos, que o ser humano carrega… há uma vaidade presente. Enquanto esse sentido do “eu” está, essa vaidade está presente.

A ilusão do saber lhe causa uma sensação de poder, de achar que entende, de achar que compreende, e o pior ainda: de acreditar que pode, com esse ideal, um dia, com esse ideal, com essa crença, com esse saber, um dia Realizar Isso.

Nós temos que ver a diferença entre ideias e fatos verdadeiros, fatos reais. Somos muito teóricos, muito verbais, muito intelectuais, nós não somos práticos. Nós não vivenciamos, nós repetimos, como se, na verdade, nós conhecêssemos.

Olha, por exemplo o que fazemos com a expressão “Deus”; é o mesmo que fazemos com a expressão “amor”: escrevemos poesias, escrevemos canções, fazemos preleções, discursos, escrevemos livros sobre Deus, sobre o amor, mas nós não sabemos o que Isso é de fato. A não ser que ocorra um processo de transformação, de mudança real, ficamos no terreno das ideias, não no espaço novo dos fatos.

Não podemos nos alimentar do cardápio, mas sim do prato. Eu tenho dito que o prato mais simples satisfaz plenamente, enquanto que um cardápio, cheio de maravilhosos pratos ali descritos, não pode fazer isso. E nós estamos vivendo de cardápios, e não do prato. Nós estamos nos alimentando de ideias, de crenças. Não há vivência! Não estamos vivenciando o Amor, por isso falamos muito sobre amor; não estamos vivenciando Deus, por isso falamos muito sobre Deus. É algo como uma fantasia nostálgica, a ilusão de que uma ideia se tornará, um dia, um fato. Não, uma ideia sempre será uma ideia e um fato sempre será um fato; o que é Real sempre será Real e o que não é jamais será.

Temos que ter uma aproximação da Verdade sobre quem nós somos, e isso só é possível quando olhamos para dentro de nós mesmos. O Sábio de Arunachala, Bhagavan Sri Ramana Maharshi, nos deixou um caminho direto para a Constatação da Verdade do nosso Ser, que é Deus, que é Amor: a Atma Vichara, o caminho direto de Ramana Maharshi. Essa é a forma de nos aproximarmos da Verdadeira Meditação.

A Verdadeira Meditação é a constatação daquilo que se passa agora aqui com você, momento a momento – observar cada pensamento, cada sentimento, cada emoção, cada sensação, sem se separar como sendo um experimentador separado dessa experiência; é isso que temos feito.

Quando um pensamento surge, a ilusão é que estou pensando sobre isso, estou fazendo isso, estou sentindo isso – esse é o sentido de dualidade presente dentro de cada um de nós, esse é o sentido de separação. A Visão da Realidade é a Visão do seu Ser, é a Visão de sua Natureza Divina, do seu Estado de Não Separação, de Não Dualidade.

Assim, a auto-observação é a constatação disso. Essa auto-observação é a aproximação da Real Meditação, da Verdadeira Meditação – olhar para Aquilo que Você é.

Se sentar de pernas cruzadas, respirando de uma certa forma, entoando um mantra ou ouvindo uma música suave, isso pode relaxar. Você pode até entrar em um estado de transe e ali permanecer por algum tempo. Isso é muito conhecido na yoga, como um estado de laya; é um estado de transe onde, temporariamente, a mente não está, então há um relaxamento, há um descanso. Mas essa é uma forma de auto-hipnose, isso não é Meditação.

As pessoas se envolvem em práticas de meditação com esse propósito de desestressar, relaxar, conciliar melhor o sono, lidar melhor com o estresse, com a ansiedade, com a depressão, e tudo isso, sim, é um maravilhoso auxílio, mas, ao mesmo tempo, é uma grande fuga, e é perder, assim, a oportunidade de olhar para isso que surge, para essas reações, esse incômodo, esse desconforto psicológico do ego… e ficamos dando nomes para eles: ansiedade, depressão, fobia, angústia… ficamos nomeando.

São oportunidades que temos de olhar para esses estados e perceber onde eles se sustentam. E eu posso lhes garantir: eles se sustentam na dualidade, no sentido de “alguém” resistindo a essa experiência. Isso é algo que está trazendo uma mensagem. A mensagem, em si, não importa, o que importa é a ilusão de uma identidade resistindo a essa mensagem.

Essa mensagem é apenas o repertório do passado, de um condicionamento psicológico, de um padrão egoico, de algo que se repete. Está aparecendo agora aqui para você, mas já apareceu para os seus antepassados, para a sua mãe, para o seu pai, para a sua avó, para os seus bisavós, para os que vieram antes deles… Todos viveram estados de infelicidade, de ansiedade, de medo, de angústia, de depressão, de tédio, de solidão, e agora é o seu momento. E você, como eles, também está perdendo essa oportunidade de olhar e de perceber que não existe uma identidade presente nessa memória, nesse condicionamento, que é um condicionamento egoico. Isso faz parte da estrutura da mente egoica, isso está há milênios no ser humano.

Hoje, nós temos nomes diferentes para estados que sempre foram conhecidos na humanidade. Analisar isso, estudar isso, entender isso, explicar isso não interessa, o que interessa é perceber a dualidade presente, que é o aparecimento de uma identidade para resistir, para lutar contra isso, e até para explicar.

Notem o que estamos dizendo. Essa coisa que pode ser analisada não é diferente daquele que analisa isso; ela não é diferente, ela não está diferente daquele que analisa. A coisa analisada é o próprio analista e o analista é a coisa analisada. É um só movimento que se separa na dualidade, e, quando se separa, sustenta o estado, sustenta a experiência.

Percebam o que estamos dizendo. O sentido do medo é medo. O medo precisa de alguém para senti-lo, e esse “alguém” precisa do medo para existir como “alguém”. Mas, se há essa atenção, essa observação plena sobre esse movimento de dualidade… e isso é feito agora, aqui. Essa atenção plena é parte da Meditação. Então, atenção plena, mindfulness, é parte da Real Meditação.

E, aqui, eu uso a expressão mindfulness, atenção plena, talvez num sentido também um pouco diferente do que vem sendo empregado aí fora. Não pegue essa expressão e tente ajustar àquilo que você já ouviu falar de mindfulness, ou ao que você já estudou sobre isso. Não coloque teoria, olhe isso em si mesmo, perceba, de imediato, essa atenção sobre esse movimento da mente egoica aparecendo, criando essa separação, criando esse “eu” e o estado. Não importa o nome do estado – isso é uma outra forma ilusória de lidar com a experiência, isso é outra forma de classificar a experiência, de reconhecer a experiência, e isso só é possível quando há o “eu” para fazer isso, e ele faz isso para entender, para explicar, para justificar, para querer fazer algo, inclusive querer se livrar disso. Percebem o truque?

Aqui, estamos dizendo apenas: se torne cônscio do que surge, não dê nomes a isso, não nomeie, e não coloque uma identidade para querer se livrar, para se ajustar, para analisar, para rejeitar. Quando você se aproxima assim da experiência e fica com o estado sem uma identidade presente… Experimente e me diga o que irá acontecer.

Se o estado está presente e uma identidade não entra para rejeitar, para lutar, para analisar, para brigar com aquilo ou para se identificar com aquilo, o que acontece com essa experiência? Então, esse problema, essa experiência, se dissolve, porque ela não tem realidade em seu Ser, que é Pura Consciência Não Dual.

Seu Ser não carrega o ego, esse senso, esse sensor, esse “eu”, esse que afere medidas, esse juiz, esse que compara, esse que julga, esse que critica, esse que condena. Seu Ser está livre, como Pura Consciência Não Dual, então o que quer que esteja aparecendo não se sustenta n’Aquilo que é Você em seu Ser. Percebam o que estamos colocando para você agora aqui.

Então, o seu trabalho é Constatar o que é o Amor, e não teorizar sobre Isso; Constatar o que é o Ser, e não teorizar sobre Isso; Constatar o que é Deus, e não teorizar sobre Isso.

A visão disso é a visão de muitas outras coisas, é a resposta para muitas outras perguntas: o que é a solidão? Como vencer o medo? Agora você sabe que não há “alguém” para vencer o medo. Isso é o fim do “eu”, do “mim”, do ego e, portanto, é o fim do medo.

Então, vamos investigar Isso, Realizar Isso nesta vida! A Verdade do seu Ser é Realizar Deus, o Amor. Isso é Realizar a Felicidade, Isso é Realizar o seu Ser, é assumir a Verdade que Você é agora e aqui.

Esse é o assunto que nós tratamos aqui com você no canal, nesse canal, e também em encontros on-line e encontros presenciais, inclusive fazemos isso em retiros. Se isso é algo que faz sentido para você, deixa aí o seu “like” no vídeo, se inscreve no canal e vamos trabalhar isso juntos. OK?

Valeu pelo encontro e até a próxima.

Novembro de 2022
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terça-feira, 11 de julho de 2023

Joel Goldsmith | Sabedoria do Caminho Infinito | Além das palavras e pensamentos | Mestre Gualberto

Gilson – Olá, pessoal! Estamos aqui para mais um videocast, mais uma oportunidade que o Mestre Gualberto nos dá para nos ajudar nessa compreensão do que é essa Verdade que liberta, do que é esse Estado Natural, essa Iluminação Espiritual.

Para quem não conhece o Marcos Gualberto eu vou falar brevemente como eu o conheci – inclusive, nós estamos vindo de uma série de vídeos e tem a playlist com os outros encontros, quem tiver interesse pode ver a playlist.

Como eu conheci o Marcos Gualberto? Eu venho em uma busca espiritual há muitos anos – mais de dez anos –, nos últimos anos focado nesses estudos do Joel Goldsmith, até meados do ano passado, onde algo interno muito forte fez eu me afastar do canal aqui do Youtube, me afastar dos grupos de estudo. Não entendia no momento o porquê, mas logo, no decorrer das semanas, descobri o motivo disso, porque fui presenteado pela Graça com um vídeo do Mestre Gualberto – apareceu no meu Youtube – e eu assisti ao vídeo, assisti a outro e algo, que está além das palavras, me chamou atenção e fui entender, ver vários vídeos, [conhecer] quem era Marcos Gualberto, e vi que se tratava de um brasileiro que, pela Graça de seu Mestre Ramana [Maharshi], “atingiu” essa Realização Espiritual, esse Despertar da Consciência, essa Iluminação Espiritual.

Inclusive, o nome do canal do Mestre é “Mestre Gualberto” e só com o nome do canal eu já fiquei desconfiado, porque esse ego aqui se depara com o nome “Mestre” e já fica assim – inclusive, teve um videocast onde a gente falou sobre isso, não é Mestre, sobre esse título que acabaram te dando. Mas, continuando, daí eu vi que existiam encontros presenciais e online intensivos de final de semana e, como algo me chamou muita atenção no olhar do Mestre, eu participei.

E, durante um encontro, eu pude “perceber” o que está além das palavras, além dos pensamentos, porque em Satsang – que é esse encontro intensivo –, focado no olhar do Mestre, algo aconteceu no sentido de uma meditação espontânea, de uma Meditação Real, num silêncio, em uma quietude, que é pura Graça.

A partir de então, eu venho participando de todos os encontros e tem sido uma verdadeira Graça. É uma Graça estar contigo, Marcos, estar contigo Mestre e, ainda mais, com essas oportunidades que você dá para mim, e para o pessoal que acompanha o canal, com esses videocasts. Então, gratidão!

Vamos para o videocast de hoje. Eu quero ler um trecho do livro “O Caminho Infinito” – o principal livro do Joel Goldsmith –, no Capítulo Dez “Sabedoria do Caminho Infinito”. Eu vou ler duas ou três frases e pedir para o Mestre fazer alguns comentários. O Joel fala: “Perceber que estamos agindo em sonho é o começo do Despertar.” Em uma outra frase: “Sempre que houver um sentido de necessidade de Deus, estaremos agindo em sonho.”

Mestre, lidas essas duas frases eu gostaria que você respondesse para nós como sair desse sonho da vida humana e acordar para a Realidade do nosso Ser?

Mestre – Ok!. Notem que ele diz duas coisas aí. Ele diz que perceber que você está agindo em sonho é algo que lhe possibilita Despertar, é quando você realmente se aproxima da possibilidade de Despertar – perceber que está agindo em sonho.

A outra coisa que ele diz é que enquanto houver algum tipo de necessidade, ou de procura de alguma coisa, aquilo que está presente ainda é parte dessa ilusão. Na verdade, é parte, ainda, dentro dessa ilusão, da própria ilusão do sonho. São duas coisas que ele coloca que parecem diferentes, mas, na realidade, ele está dizendo a mesma coisa.

O que ocorre é que essa ideia de “alguém” presente se movendo no mundo, tendo o mundo como algo separado de si próprio e essa ideia de “alguém” no mundo tendo ainda necessidades é porque está se vendo, ainda, nessa ilusão. Na ilusão de estar separado de Deus, precisando, ainda, de alguma coisa, alcançar alguma coisa, realizar alguma coisa.

O que ele coloca é muito básico, é o sentido de um “eu” presente em nós. É ele que vê toda a experiência de vida – esse “eu” em nós –, ele que vê a experiência de vida como algo separada de si próprio, então existe uma visão equivocada da experiência de mundo, que não passa realmente de um sonho. Enquanto houver essa identificação com esse sonho, enquanto você não perceber que tudo isso não passa de um sonho, a chance de Despertar é bem pequena.

Outro ponto aqui é a necessidade de alguma coisa, a busca de alguma coisa, a precisão de alguma coisa. Isso denota “alguém” presente que se vê separado da Realidade Única, que é a Realidade de Deus. Assim, o Despertar é tomar ciência de que só há uma Realidade presente e essa Realidade não está sonhando, Ela não é o sonhador dessa experiência corpo, mente e mundo; e essa Realidade presente não tem qualquer necessidade, Ela não tem qualquer desejo, qualquer futuro, algo para alcançar no futuro ou algo do qual se livrar, que é pesado, agora, em razão do passado. Assim, o sentido de um “eu” presente, Gilson, em nós é que cria essa situação de separação entre Aquilo que é Você e a Vida, o outro, o mundo e Deus.

Acordar é Despertar. Em meio a esse sonho, perceber que o sonhador não é real, e se o sonhador não é real, o sonho perde o valor, perde a importância, perde a dramaticidade, perde o susto, perde o lado pavoroso, complicado, difícil, sofrido.

A vida humana, a vida do ser humano, dentro desse contexto de ideia “eu e o mundo” é uma vida em sofrimento. O ser humano vive em sofrimento e esse sofrimento está presente em razão desse sentido de “alguém” que olha para a vida e vê a vida separada de si mesmo, a vida tendo algo para ser alcançada ou algo que esteja negando a ele. Então há em todos nós, no ser humano, uma dor presente, um vazio existencial, um sentido de separação entre nós, entre você e a vida, entre você e Deus, e o que quer que você faça – ou esteja fazendo ou pretenda vir a fazer no futuro – não irá apaziguar essa dor, não irá colocar fim a essa dor, porque é a dor da separação.

A Verdade do seu Ser é a Verdade de Deus. Enquanto essa Verdade de Deus não for reconhecida – Ela é reconhecida quando a ilusão do sonhador desaparece, é quando o sonho é só um sonho e é visto como um sonho –, enquanto isso não acontece, o sofrimento persiste, continua. Se isso não ocorre, fica sempre a falta de alguma coisa, a necessidade de alguma coisa e é a ilusão de uma identidade, que é o “eu”, o ego, que vive, basicamente, no tempo, num tempo criado pelo próprio pensamento, que está sempre dizendo a você que “hoje não está bom, mas amanhã será melhor”, “ontem foi ruim”, “hoje não está bom, mas, amanhã será melhor”.

Então a nossa linguagem e a nossa visão de vida – toda enquadrada nesse modelo de identidade egoica, que é esse “eu” vivendo nesse tempo psicológico – está criando esse mundo de sonho e esse mundo de desejos. Precisa realizar coisas que ainda não realizou e precisa estar se movendo nessa condição dormindo – um literal “sono e sonho”, essa é a condição do ser humano. Então Despertar é assumir a Verdade do seu Ser que é a Realidade de Deus. Tudo continua aí, mas não há mais esse elemento que é o “eu”, não há mais esse sonhador dessa experiência onírica de sonho. É a Vida como Ela É, como Ela se mostra, sem o sentido de “alguém” se separando e, portanto, tendo problemas, vivendo dilemas, conflitos, sofrimentos diversos em razão desse sonho. Porque a gente chama de sonho, mas, na realidade, a vida nesse sentido do ego – nesse modelo de atividade egoica, sempre centrado em nós mesmos e nos ocupando com diversos problemas que nós acreditamos existir – isso não é bem um sonho, é um modelo de pesadelo, de vida egoica, vida separada de Deus. É isso Gilson.

Gilson – Mestre, eu lembrei que em um Satsang intensivo você trouxe a pergunta para nós se alguma vez a gente sonhou mesmo um sonho onde a gente sabia que estava sonhando e eu me lembrei de um sonho onde eu sabia que estava sonhando e o sonho virou uma brincadeira e, inclusive, no sonho estavam me perseguindo, só que eu sabia que estava sonhando, então eu fiquei brincando e eles me perseguindo, eu fugindo, e depois eu acordei desse sonho. E na vida do Mestre este sonho é a Realidade, é essa brincadeira. Inclusive, o Mestre já falou sobre isso, essa Lila, que é essa brincadeira Divina, não há medo, não há do que fugir, é esse Estado de Graça.

Mestre – Na Índia, eles têm um nome para esse Natural Estado – eu chamo isso de Natural Estado, o pessoal chama de Estado Desperto ou Iluminado, eu chamo de Natural Estado –, esse Estado Natural eles chamam de Turiya, é o quarto Estado possível ao ser humano. O ser humano vive no estado de vigília – tem sua experiência de vigília – tem o sonho à noite – onde a mente se solta e aquele mundo está lá, aquele “eu” está lá, aquela pessoa, que é você, está lá – e tem um sono profundo. Nós conhecemos esses três estados. Aquele que realizou seu Ser conhece um quarto estado, que é o estado de Turiya – é o quarto estado possível ao homem. Nesse estado de Turiya a vida é simples, é natural, ela é aquilo que ela é, sem o sentido de um “eu” presente, tudo aparece como um grande sonho e, na realidade, não um pesadelo, mas, na verdade, o que aqueles que Realizaram percebem que estamos em um grande jogo, em um grande jogo, onde coisas boas e ruins acontecem, mas para quem? Se não há mais o sentido de alguém presente para se confundir com aquela experiência, então, se o sentido do “eu” não está, estamos apenas em um jogo e esse é um jogo de Deus.

É difícil a mente compreender que o positivo e o negativo fazem parte desse jogo, que o ganhar e o perder fazem parte desse jogo, que o nascer e o morrer fazem parte desse jogo, que a velhice, a doença e a morte fazem parte do jogo. Por que? Porque tudo que está no tempo, começa no tempo e termina no tempo e é inevitável que seja assim, nada que está aqui, agora, estará para sempre. Tudo o que está aqui, agora, está no movimento de decadência, aparece em um determinado momento e irá desaparecer em um outro.

A Verdade da Existência é que tudo muda, tudo está em um processo de subida e descida, de aparição e desaparição e isso tudo faz parte do jogo. No ego, não aceitamos que a Vida nos traga coisas e depois leve, só que a verdade é que é assim que acontece e não há como evitar isso.

No ego, você acredita que você conseguiu e se você conseguiu, você pode sustentar e segurar, o que é uma ilusão. Não foi você que conseguiu, foi a Vida que se mostrou assim para esse “você”. Só que esse ”você” é só uma crença que você tem sobre quem você é e sobre o que é a vida é, sobre o que o outro é e sobre quem Deus é. E a Existência não considera você como sendo tão real quanto você acredita, então Ela traz coisas e Ela tira coisas. Na realidade, Ela não tem qualquer ideia de estar tirando ou trazendo, é um jogo. Mas, no ego, nós temos essa coisa louca de possuir, então nós dizemos: “meu”, “minha”, “consegui”, “alcancei”, “minha liberdade”. Não existe nada disso. Isso é fantasia, é uma ilusão.

A respiração acontece, o coração bate, pela manhã o corpo acorda, não é você que acorda, é o corpo que acorda. Não é você que está vivendo, é a Vida que está vivendo esse corpo. Só tem a Vida, só tem esse movimento misterioso, que é o jogo Divino, que é a Lila de Deus. Não se ver assim, e se ver como uma “entidade” presente nessa experiência no controle, é estar sonhando; e, se você está sonhando e dando identidade a esse “mim” dentro dessa experiência de identificação com o sonho, você sofre, porque você tem momentos de prazer que quer segurar e a vida tira, ou a vida mostra que não tem “você” para segurar, sustentar nada.

Nessa situação Gilson, o ser humano vive em um sonho que é um pesadelo, então ele vive nesses três estados: vigília, sonho e sono profundo. O Sábio, aquele que está Realizado, vivendo em sua Natureza Real, sem o sentido de um “eu” presente, está desfrutando desta União Consciente com Deus. Na realidade, Deus cônscio de Si mesmo nesse mecanismo, nesse corpo-mente, chamado Gilson, Maria, Marlene, Magda. Então é a Realidade de Deus, só tem Ela fazendo tudo.

Estar neste Natural Estado é viver livre de sofrimento, porque a vida é acolhida sem o sentido de “alguém” para fazer qualquer coisa, inclusive, nem se trata de acolher, não há quem possa não acolher o que É. Quando o sentido do “eu” não está, os conflitos desaparecem, o sofrimento desaparece, o medo desaparece, a ilusão desaparece. Essa é a Verdade do seu Ser, é a Verdade de Deus. Tudo bem?

Gilson – Mestre, é engraçado como o ego é uma arrogância gigantesca. Esse “eu” que “faz”, que “tem”, que “isso é meu”, que “isso não é meu”, que “realiza” ou que “não realiza”…

Mestre – É por isso que eu fico rindo, Gilson. O pessoal, às vezes, tem gente que diz assim: “Mas ele fala rindo”. Não dá para falar chorando, porque é muito cômico, é engraçado o comportamento confuso, desorientado – para não dizer neurótico –, do pensamento dentro da gente, está sempre criando historinhas que não procedem.

Gilson – É um verdadeiro pesadelo, é um verdadeiro pesadelo. Mestre, é uma Graça, por essa Graça, ter encontrado o Mestre, porque é o final dessa busca por algo “fora” ou por “vir a ser”. Mas há esse trabalho, esse trabalho de estar consciente, vendo o quanto o pensamento idealiza um sonho, o quanto o pensamento nomeia, condena, critica, julga, “isso é meu”, “isso não é meu”, e ver toda essa atividade maluca da mente é uma Graça.

Mestre – Inclusive, é esse pensamento que assume uma identidade presente, agora, aqui, na experiência, sempre, quando diz: “meu”, “eu”, “aquilo”, “gosto”, “não gosto”. O sentido de um “eu” presente está sempre sinalizando o que ele acredita estar vendo, sentindo e sendo agora. É o sentido de um “eu” presente e esse sentido de um “eu” é só o pensamento que diz: “aquilo não é meu”, “isso é meu”, “eu gosto disso”, “não gosto daquilo”, “isso está certo”, “isso está errado”.

O que a gente não percebe, Gilson, é que esse “eu” é um conglomerado de crenças, de opiniões, de julgamentos, de condicionamentos desde a infância, e da cultura, onde nós fomos educados para aceitar certas coisas e rejeitar outras, para acreditar em certas coisas e não acreditar em outras e nisto está essa ilusória identidade – esse “mim”. Isso faz de nós criaturas invejosas, preconceituosas, medrosas, enciumadas de nossas coisas, possessivas de nossas coisas, de nossas posses, de nossas pessoas e de nossas crenças.

Isso representa medo, isso representa sofrimento e não percebemos o quanto isso nos torna miseráveis, internamente, infelizes, problemáticos, confusos, agressivos, violentos em nossas relações uns com os outros, sem paz, sem a Verdade da Beleza de Deus, que é Amor, que é Inteligência, que é Compaixão. Nós não sabemos o que é isso.

Esse auto centramento no “eu” nos coloca como o centro de nossas experiências e essas nossas experiências precisam nos preencher, fazer de nós criaturinhas especiais, sempre aplaudidas, elogiadas. Então nós carregamos sempre o medo da rejeição, o medo da não aceitação, estamos sempre buscando aprovação. Então há sempre esses problemas de ordem psicológica em nós, que são causados por esse “mim “. Esse “eu” é o problema.

Então vivemos em uma dependência psicológica de aceitação, vivemos em um sonho, em uma ilusão – a ilusão do “eu”, separado de Deus. Eu vou repetir: só há Deus. Não tem você. Você é uma fraude, você é uma ficção criada pelo pensamento. Sim, tem o corpo com uma história, com o nome, mas isso não é uma identidade que se separa da Vida, da Existência, que se separa de Deus. A não ser que esse “eu” esteja presente, o corpo não é o problema, o nome também não é o problema, e a história desse corpo não é o problema. O problema é uma identidade assumindo a ilusão do sentido de um “eu” presente vivendo nessa ignorância, nessa alienação da Verdade sobre si mesma, sobre si mesmo.

A compreensão d’Aquilo que é Você, que nasce desse Autoconhecimento, que lhe coloca nesse lugar que é Real Verdade, a Verdade Real da Meditação, da visão do seu próprio Ser, isso é Sabedoria, isso é ausência do “eu”, isso é a aproximação da Realidade, da Verdade para a qual você nasceu. Sem isso o que persiste, o que permanece, são todas as diversas formas de infelicidade: angústia, depressão, ansiedade, tédio, solidão, a dor do vazio existencial, essa constante procura pelo amor – como se o amor pudesse ser encontrado em pessoas, em relacionamentos novos. Momento a momento, você está à procura de novas relações, uma completude em relações, em relacionamentos, numa constante procura de relacionamentos que lhe possam preencher, colocar fim a esse vazio, a esse sentido de separação, a essa dor de uma existência separada de Deus.

Então, isso não é possível. A Felicidade não vem, o Amor não vem, a Paz não vem, a Felicidade não vem, nada disso pode chegar a você um dia. Isso é o Florescer do seu Ser, a Natureza de Deus, Isso é Amor. Não é você buscando o amor, é você florescendo em Amor; não é você buscando felicidade é você florescendo em Felicidade, em Paz, em Inteligência, em Compaixão.

Gilson – Mestre, isso é o fim do vazio existencial?

Mestre – Esse vazio existencial é algo estupendo, é algo maravilhoso. Se, realmente, você sentir esse vazio, você está no portal para ir além dele.

As pessoas não se deixam, não se permitem perceber o quanto elas não conseguem se preencher, então nem o sentido de uma dor presente de vazio existencial elas atentam para isso, porque estão sempre trazendo para suas vidas alguma coisa para ocultar de si mesmo a possibilidade de descobrir que nada pode preencher isso.

Constatar a ilusão desse “eu” é perceber esse vazio e quando você se aproxima desse vazio descobre que ele não está vazio. O vazio é criado pelo sentido de um “eu” presente na ilusão de que precisa de algo para se preencher, então ele sustenta a dor do vazio. Nem isso as pessoas percebem, elas precisam tomar ciência desse “eu” e da dor que é viver esse “eu”, então você pode ir além dele e quando você está além dele você, assume a Verdade que é Você, e quando Isso está presente, você é Plenitude, não é nenhum vazio existencial, você é a Plenitude da Existência.

A Plenitude da Existência é Ser-Felicidade-Consciência, é Deus, essa é a natureza do Ser. Apenas o “eu” sente esse vazio existencial, porque ele se vê separado e buscando alguma coisa que possa preenchê-lo, o que é impossível. Então precisamos olhar e ver a ilusão desse “eu” e assumirmos a Verdade de Deus que somos. Então no lugar desse vazio existencial é a Plenitude de toda a Existência, é a Plenitude da Realidade que é Deus, isso é a Paz que ultrapassa toda a compreensão humana, o Amor que não se encontra do lado de fora, a Paz que está, agora, florescendo, aqui, nesse instante. Não é algo que você vai buscar. A Felicidade que está agora, aqui, como a presença da Bem-Aventurança, que é a Verdade do seu Ser, que é o Amor de Deus.

Gilson – Gratidão! Gratidão, Mestre! Gratidão! Já bateu o nosso tempo.

Quem está assistindo, dê o like. O “curtir” ajuda o Youtube a reconhecer que o conteúdo é relevante para distribuir para mais pessoas. Faça um comentário, também. Comente com perguntas, comente só com um “valeu” ou comente reclamando, como o Mestre às vezes já falou. Quer reclamar, reclame também. A interação é muito importante para o Youtube reconhecer que o conteúdo é relevante e poder distribuir para outras pessoas.

E fica, também, o convite para quem vem assistindo aos vídeos, aos videocasts, ou ao próprio canal do Mestre Gualberto, se inscreva no nosso canal – no “Luz do Despertar” –, no canal do Mestre Gualberto e, tendo a oportunidade, participe dos encontros intensivos de final de semana para mergulhar nessa investigação profundamente e poder, sim, “sentir” o que está além das palavras.

Mestre, gratidão!

Fevereiro de 2023
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quinta-feira, 6 de julho de 2023

Real Estado de Flow | Autorrealização | Ilusão da identidade | Autoconsciência e Autoconhecimento

Olá, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um encontro aqui em nosso canal!

A coisa mais difícil, mais complicada, que tem se mostrado mais amedrontadora – vamos usar essa expressão – para o ser humano, é se descobrir agora e aqui! Não existe nenhum desafio maior para o ser humano do que esse. Para nós, seres humanos, uma das coisas mais complicadas é assumirmos a Verdade da Vida agora, aqui. Isso é estar nessa Unicidade. Essa Unicidade é a Presença da Inteligência Suprema, da Consciência, algo presente agora, aqui, nesse momento presente.

A Psicologia Positiva tem denominado de Estado de Flow. O que é esse Estado de Flow, segundo a Psicologia Positiva? É um estado em que a mente e o corpo estão em concordância, dentro de uma ação onde não há conflito entre pensamento e ação. Então, há uma alta performance presente em razão desse assim chamado Estado de Flow.

A Psicologia Positiva tem procurado estudar essa questão da felicidade. Aqui, eu quero dizer algo para você: não existe nada de novo em qualquer coisa que a ciência psicológica possa descobrir. O que quer que alguém possa descobrir nesse espaço, nesse terreno, ainda se trata de algo que os Sábios já conhecem ou reconhecem há milênios.

A Verdade do seu Ser é Felicidade, a Verdade do seu Ser é Paz. Esses encontros nossos enfatizam com você a importância desse Autodescobrimento, o que não é outra coisa a não ser essa Autorrealização, a Realização do seu Ser, a Realização do seu Estado Natural. Esse Estado Natural é esse Estado de Fluir com a Vida como Ela é. Esse Estado de Fluição é esse assim chamado Estado de Flow. Fluir com a Vida… isso representa estar agora aqui, sem esse movimento do tempo psicológico.

Em geral, você não está aqui, você está na ideia. O ser humano vive sempre na ideia, ele está sempre no pensamento: é o pensamento do futuro, o que ele precisa fazer… Ele agora, aqui… o pensamento surge, o pensamento diz o que ele precisa fazer, então existe a ideia de “alguém” presente tendo que fazer algo. Então, existe a ideia do futuro e a ideia do passado, aquilo que foi feito e aquilo que precisa ser feito.

A Vida está agora aqui e tudo está acontecendo sempre agora aqui, mas sempre essa ideia de que algo está faltando, algo precisa ser feito, ou algo que foi feito, está sempre voltando aqui. Então, há sempre esse movimento do tempo psicológico – o passado está presente e o futuro está presente. E esse “agora” é o seu momento de Unicidade, de plena Consciência de Ser. Isso está como que ausente.

Então, a coisa mais difícil para o ser humano, mais amedrontadora, mais assustadora, mais desafiadora e, no entanto, a coisa mais estupenda, mais maravilhosa, a indescritível Realidade do Amor, da Paz, da Felicidade se revela quando o sentido desse "mim", desse "eu", que, basicamente, é esse tempo psicológico, essa fixação no futuro ou essa fixação no passado, essa ilusória ideia de que esse presente momento é uma ponte que liga o passado ao futuro e a ilusão dessa identidade separada está em cima dessa ponte, vindo do passado e caminhando para o futuro…

Então, não há essa Verdade de ser Consciência. Ser Consciência é Aquilo que é reconhecido como Autorrealização.

Portanto, Autorrealização é permanecer agora aqui, em seu puro Ser, em sua pura Consciência, livre do tempo psicológico, da ilusão de uma identidade presente, presente na Vida, presente na Existência, presente na experiência, assim como presente no pensamento.

O que temos agora aqui é a Vida. Se um pensamento surge, ele pode ser observado, como qualquer uma outra coisa aparecendo nesse instante, nesse presente momento. Perceber isso, se tornar ciente, cônscio disso… essa Autoconsciência te revela que só há esse presente momento.

Então, se o pensamento aparece, ele é um pensamento agora, aparecendo aqui. Esse retrato do passado é apenas uma imaginação agora aqui; esse retrato do futuro é apenas uma ideação, um desejo, uma imaginação de algo para ser feito, de alguém para fazer – isso é algo que se apresenta agora aqui. É sempre essa ilusão do sentido de “alguém” prisioneiro desse tempo psicológico, a base do sofrimento em sua vida, em sua existência.

Aqui, nós estamos trabalhando com você a importância dessa auto-observação, dessa Autoconsciência… ter consciência de si mesma, ter consciência de si mesmo, e ir além dessa condição de tempo psicológico, de ideação para uma entidade presente, uma suposta entidade nesse instante. Isso é o fim do sentido do "eu", do sentido de separação entre você e a Vida. Então, há esse fluir, o corpo e a mente está nesse fluir, nesse presente momento.

Então, algo pode se revelar quando essa antiga e velha condição termina. Tudo isso faz parte do conhecido, faz parte da ilusão de um experimentador com a sua experiência, de um pensador com o seu pensamento, de alguém na ação e essa ação acontecendo. Tudo o que nós temos como realidade é esse Estado de Flow, que é Você em seu Ser, como pura Consciência.

Esse corpo e mente agora aqui, e toda essa condição psicológica que eu tenho chamado de consciência mental, tenho chamado de mente egóica, mente dualista, mente separatista… E por que mente dualista? E por que mente separatista? Porque há uma identidade ilusória presente nessa condição de mente dualista; há uma identidade que é esse "eu". Então, ele diz "eu", o que é só o pensamento dizendo.

O pensamento se separa, cria essa ilusão do pensador dentro do pensamento. Na verdade, é o próprio pensamento se separando como um fragmento nessa experiência do pensamento. Ele se separa e diz "eu".

Então, esse "eu", esse "mim", é aquele que, em você, supostamente está pensando, supostamente está sentindo, supostamente está agindo, supostamente está falando, está ouvindo. Não existe essa identidade presente nessa experiência agora aqui – no falar, no ouvir, no sentir, no viver...

Então, isso não é algo que a Psicologia Positiva descobriu sobre a felicidade, sobre a possibilidade de um estado de felicidade, que, por sinal, segundo a Psicologia Positiva, é um estado que vem, mas ele logo desaparece para esse antigo e velho estado de consciência mental surgir novamente.

O Estado de pura Consciência, de puro Ser, não é assim; é o seu Estado Natural de Flow – eu tenho chamado de Real Estado de Flow –, o seu fluir com a Vida sem o ego, sem o "mim", sem o sentido do "eu". Há algo extraordinário aí.

As pessoas têm me perguntado: “O que é essa Liberdade da qual você fala? Como sentir esse Amor do qual você fala?”

Isso está presente agora, apenas agora, quando esse sentido de separação, criado por essa ilusão, por este velho e antigo estado mental, que é puro condicionamento psicológico, quando isso desaparece. Então, se revela essa Autorrealização.

Autorrealização é a Realização de Deus, a Realização do Amor, da Paz, da Liberdade, da Felicidade. Quando falamos de Paz, não estamos falando dessa “paz” que vem e vai, nesse estado comum de consciência mental. O ser humano experimenta momentos de “paz”, o que, na verdade, são momentos de armistício, de trégua entre dois conflitos, entre duas batalhas… aí ele tem alguns momentos de armistício, ele tem alguns momentos que ele chama de “paz”.

Não é dessa “paz”... não é a paz que é oposta ou contrária à batalha, ao conflito, à luta, à guerra. Estamos falando da Paz que não carrega dualidade, da Paz que transcende a ilusão entre paz e conflito, entre paz e batalha. Essa é a Paz do seu Ser, é a Paz de Deus.

Quando falamos de Amor aqui, estamos falando do Amor que não carrega o peso do ciúme, o peso da busca de preenchimento em satisfação, no prazer; estamos falando do Amor que não carrega a dualidade. Não é o amor oposto ao ódio, é o Amor que não tem oposto, é o Amor que não tem “alguém” na experiência do amor, é o Real Amor, o Verdadeiro Amor Divino, que é Consciência.

Quando nos referimos à Felicidade, não estamos falando de satisfação, preenchimento, conforto, prazer, que se realiza em objetos, em sensações, no contato com lugares, com pessoas, com objetos. Há um preenchimento, mas isso não é Real Felicidade. Felicidade transcende o tempo psicológico, transcende a mente egoica, transcende o sentido do corpo e da mente, portanto isso transcende o próprio estado da mente e o próprio estado do corpo.

A Real felicidade está presente mesmo quando o corpo está enfermo ou está sendo abandonado, na morte – ali está a Felicidade, essa Completude de Ser, de estar desindentificado do corpo e da mente.

Então, o Estado de Fluxo, o Estado de Fluição, o Estado de Vida, o Estado de Consciência é esse Estado de Presença, de Amor, Paz, Felicidade, Liberdade… seu Estado Natural. É disso que estamos tratando aqui com você dentro desse canal e, também, nesses encontros que fazemos, presenciais, inclusive retiros, além dos encontros on-line que nós temos também.

O Despertar de sua Natureza Divina, esta Autorrealização, alguns chamam de Despertar Espiritual ou Iluminação Espiritual, é o seu Natural Estado de Ser. O corpo e a mente agora passaram por um processo. Não é mais o antigo, velho e conhecido Estado de Flow, esse que vem e vai, é o Estado de Fluxo, é o Estado Natural de Flow, é o Estado Real de Flow, e isso não desaparece, porque o corpo e a mente passaram por um processo de mudança, de transformação psicofísica. Fisicamente, psicologicamente, o corpo sofreu uma mudança em razão do Despertar de um Poder que ele traz dentro de si, que é o Poder da Kundalini.

Então, esse Estado de Flow é algo que transcende isso de “vir e desaparecer”. Seu corpo passou por uma mudança, por uma transformação, em razão do Despertar da Kundalini. É assim que é reconhecida essa Energia que cria essa mudança, que cria essa transformação nesse corpo, nessa mente, para que essa Autorrealização esteja presente.

E tudo isso começa em razão desta Autoconsciência. É necessário ter esta Autoconsciência. Essa Autoconsciência vem juntamente com o trabalho de Autoconhecimento. Isso revela a Real Meditação.

Todos esses assuntos, nós temos tratado aqui em nosso canal. Nós temos diversas playlists tratando exatamente de todos esses assuntos e mostrando a ligação entre eles, como se torna possível realizar isso nesta vida, neste momento. Aqui, em nosso canal, nós temos algumas centenas de vídeos já tratando sobre isso, sobre a beleza da Autorrealização e de tudo o que você precisa saber a respeito disso.

Esse saber vai lhe dar uma aproximação desse aprender sobre si mesmo, e é tudo o que você precisa; é um saber que vai lhe dar condições de aprender sobre si mesmo. Não é um conhecimento teórico, verbal, intelectual que vai lhe dar isso, mas é uma vivência direta, experimental, aprendendo consigo mesmo, pela auto-observação, nesta Autoconsciência, neste Autoconhecimento, nesta Real Meditação Prática. Então, é possível o Despertar desse Poder Divino, desta Realização, que é Você nessa Unicidade com a Vida.

Então, o desafio é ter esse encontro consigo mesmo e ir além dessa condição da mente egoica, aquela que vem sustentando, ao longo de todos esses anos, todos os estados e quadros internos de contradição, de conflito, sofrimento. São milhares as patologias de infelicidade da mente, desses estados mentais, e tudo isso é rompido, é quebrado, é desfeito no Despertar da Consciência ou nesta Autorrealização.

Esse é o assunto aqui em nosso canal. Se isso faz sentido para você, temos aqui na descrição o nosso WhatsApp dos encontros. Nós temos encontros on-line e também presenciais. Se isso faz sentido, deixa aí o seu “like”, se inscreve no canal e vamos trabalhar isso juntos.

OK?

Valeu pelo encontro, até a próxima!

Agosto de 2022
Gravatá-PE
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terça-feira, 4 de julho de 2023

O que é a Vida? | Joel Goldsmith: Consciência é o que Eu Sou | Mestre Gualberto | Satsang

GC: Olá, pessoal! Estamos aqui para mais um videocast. Mais uma vez, o Mestre Gualberto se dispôs a estar aqui conosco para tirar nossas dúvidas, responder a comentários que vocês fazem aqui nos nossos vídeos e também para trazer um aprofundamento e a vivência do que é esse Estado Natural, do que é esse Estado de Iluminação Espiritual, do que é a vida que o Mestre vive hoje. Gratidão, Mestre, pela oportunidade de estar aqui de novo.

Mestre, eu vou ler um trechinho do livro “Consciência é o que Eu Sou”, do Joel Goldsmith. Num trechinho aqui, o Joel Goldsmith fala assim: “O único problema que alguém já teve é ‘eu’, e se não houvesse ‘eu’, não haveria problema. O causador de todos os problemas é o senso pessoal de ‘eu’. Existe apenas um erro em todo o mundo, e isso é manter um falso senso de ‘eu’”. Então, eu gostaria que o Mestre fizesse alguns comentários sobre.

MG: Muito bem. O único problema é a ilusão dessa identidade, que é a identidade do “eu”. Gilson, a única coisa que realmente importa nessa vida é fazermos essa investigação. Temos que investigar a natureza e estrutura desse “eu”, dessa “pessoa que eu sou”, dessa “entidade” que eu vejo aqui, chamada “eu”, desse “mim”, dessa “pessoa que acredito ser”.

Esse sentido de um “eu” presente, esse sentido de identidade, é todo o problema do ser humano. Na verdade, é isso que o faz ter a ideia de ser alguém, alguém assim chamado “humano”. A única Realidade é a Realidade do seu Ser, e Ela definitivamente não é humana, não é animal, não é vegetal, não é mineral. É a Realidade de Deus!

O único problema nosso, [das] assim chamadas “criaturas humanas”, como nós nos denominamos, é que nós nos vemos como uma entidade separada da Realidade, que é a Realidade de Deus, e isso é a base de toda a complicação, de todo o sofrimento, de toda essa falta, carência, egoísmo, esse sentido de dualidade.

O que é esse sentido de dualidade? É a ideia de que existe esse “eu” presente e o outro lá fora, “eu e o mundo”, “eu e Deus”. Essa dualidade é o que está nos sustentando dentro dessa condição de sofrimento. Se não houver esse sentido de dualidade, que é esse sentido de separação entre “eu” e Deus, “eu” e a vida, “eu” e o outro, “eu” e a existência, não haverá medo.

Dos problemas que temos, boa parte se assenta no medo. O ser humano vive nessa condição de medo. É um assunto que a gente tem explorado, investigado com vocês dentro do canal. A condição do ser humano, no medo, é a condição desse sentido de ser um ser humano nessa dualidade. Se há você e Deus, se há você e o mundo, se há você e a vida, há você, também, e a morte, há você e a doença, há você e a velhice, há você e o medo. Tem o “eu” e aquilo que chamamos de situação, que vemos como a causa do medo, e, na realidade, é só a ilusão do “eu”.

Tudo está na ilusão do “eu”. O “eu” é o medo, o “eu” é a ilusão da separação, da dualidade, o “eu” é a ilusão de vida e morte, de saúde e doença, de novo e velho. Todos os problemas, basicamente, do ser humano são essa ideia de vivermos como uma entidade separada, e é isso que tem que ser investigado, e é isso que nós fazemos dentro deste trabalho chamado Satsang. Ver a natureza e a estrutura do “eu” é se desfazer dessa ilusão, é romper com essa ilusão. É isso que nós podemos chamar de Real Despertar da Consciência ou Iluminação Espiritual.

GC: Mestre, eu quero ler uma pergunta de um inscrito aqui do canal. A Maria do Socorro da Silva fez a seguinte pergunta: “Querido Mestre, gostaria que o senhor fizesse um vídeo de como fazemos para parar de rejeitarmos as emoções e experiências negativas. Acho que aqui é a maior de todas as dificuldades. Por favor, muito agradecida”.

MG: É interessante a colocação dela. Ela quer um vídeo para investigarmos com ela essa questão sobre a rejeição das experiências e emoções negativas. E as positivas? O que é que nós chamamos de rejeitar a experiência? Temos que investigar é a natureza do experimentador, a natureza daquele que está na emoção.

Em geral, Gilson, nós queremos nos livrar daquilo que é nocivo para esse “mim”, para esse “eu”, para essa “pessoa” com a qual eu me identifico. Então, se é algo bom, agradável, feliz, eu quero. Se é desagradável, eu não quero. Então, eu preciso me livrar do que é ruim para mim, mas, do que é bom para mim, não preciso me livrar. E aqui o ponto não é o que é bom ou o que é ruim, aqui não se trata de uma experiência agradável ou desagradável, de uma emoção positiva ou negativa; aqui se trata da investigação da natureza desse “mim”, desse “eu”.

O sentido do “eu”, que é o ego... ele é o problema! Gilson, não há nenhum outro problema a não ser a presença desse “eu” se vendo nessa separação da experiência. Ele se vê dentro da experiência como sendo aquele que está experimentando, ou seja, ele se vê como o experimentador. Então, na visão particular dele, existe a experiência e ele. Aqui reside a separação.

Um exemplo clássico disso e muito forte, muito interessante, é investigar a natureza do medo. Quando você sente medo, a ideia é que você está nesse sentir. Na verdade, o medo não está separado desse “você”. Percebam: o medo é sempre em relação a alguma coisa, e há, dentro desse modelo de medo, uma identidade para sentir essa experiência assim chamada “medo”. Quando há medo, existe sempre o experimentador e a experiência.

Você, por exemplo, tem medo da esposa, tem medo dos empregados, tem medo do patrão, você tem medo do escuro, você tem medo do passado, você tem medo do futuro, você tem medo de adoecer... Os medos em nós são inumeráveis, e esse medo só está presente em razão de uma identidade nessa dualidade. Ela é o experimentador dessa experiência que ela denomina ser o medo e a causa do medo. Na verdade, esse medo está presente em razão desse “eu”, e essa experiência do medo se estabelece como sendo real para esse experimentador exatamente porque ele está presente.

Nós temos que investigar a verdade sobre o medo e perceber a ilusão que colocamos na experiência do medo, que é a ilusão do experimentador. É isso que dá continuidade à experiência do medo. Então, não temos que nos livrar ou aprender a lidar sem rejeitar as emoções negativas, nós temos que descobrir quem é esse que está dentro dessa emoção que nós denominamos “negativa”. Quem é esse “eu”? Precisamos compreender a natureza da experiência e ver que, nessa experiência, há sempre um experimentador. Quando nós nos aproximamos da experiência e não colocamos o experimentador, que é o “eu”, essa experiência se desfaz.

Então, não é possível o medo sem o medroso, não é possível a tristeza sem o triste, não é possível esse sentimento ou experiência negativa sem a entidade, ou o “eu”, presente, vivenciando isso, sendo um experimentador. A Verdade do seu Ser, a Realidade do que se mostra, Isso apreende tudo, compreende tudo, sem se separar. Então, não há espaço para o experimentador na experiência, não há espaço para alguém no medo, para alguém na tristeza, para alguém na frustração, para alguém na violência, e assim por diante.

Aqui, o ponto é nos livrarmos da ilusão do experimentador, do observador, desse pensador, desse que está sempre julgando a experiência e querendo dela se livrar, ou querendo se agarrar a ela. Esse “eu” sempre quer se agarrar às experiências boas e positivas, e quer se livrar das experiências duras, amargas e difíceis, e isso só dá continuidade à ilusão desse senso de separação, e, portanto, o sofrimento permanece, a ilusão permanece, porque permanece a crença dessa identidade presente na experiência.

O que eu tenho dito, Gilson, sobre a Verdade da Meditação, é que a Meditação requer uma aproximação da experiência sem o experimentador, uma aproximação do pensamento sem o pensador. Então, você começa a se tornar ciente daquilo que está presente sem se colocar como uma identidade presente nesse fazer, nesse pensar, nesse sentir, nessa emoção, nessa sensação, nesse sentimento. Isso desfaz essa dualidade e, portanto, esse sentido de separação, e isso termina o conflito, porque é exatamente nessa separação que o conflito está. Se há essa presença da experiência e nós não damos o nome de “medo”, e não rejeitamos, e não tentamos escapar ou fugir da experiência, quem é que fica para o “medo"? E o que ocorre com esse assim chamado “medo” quando não há o experimentador se separando, tentando fugir, tentando escapar, tentando rejeitar?

Nós não entramos, Gilson, em contato com a experiência. Estamos sempre tentando escapar, fugir, rejeitar, lutar contra, e isso sustenta o sentido de separação, de dualidade, e isso é o sentido do “eu” presente. A anulação da ilusão está na compreensão de que esse “eu” é o que se ilude. Sem esse “eu” se iludindo, não há ilusão, tudo é como é, e, sem o sentido do “eu”, só há essa Verdade Divina. Ela assume formas, Ela assume representações, Ela aparece como uma experiência que aparece e se dissolve. É que o sentido do “eu” está sustentando e criando experiências para viver essas experiências e sustentar sua identidade nelas. Se isso desaparece, muitas dessas assim chamadas “experiências” não aparecem, nem mesmo aparecem, porque não existe alguém sendo a base para sustentar isso. Não sei se está fazendo sentido o que estamos colocando, mas é isso!

GC: Mestre, essa é a Real Meditação que o Mestre traz, é esse simplesmente “experimentar” sem o experimentador. Agora, trazendo até um pouco do que eu venho vivendo, exige uma energia muito grande estar na experiência sem deixar o processo automático da mente gostar e se separar gostando, ou rejeitar e querer fugir da experiência, porque é tão forte, dentro desse falso senso de um “eu”, julgar e gostar de algo, se separar daquilo gostando, ou se separar querendo fugir quando é ruim, que exige uma energia tremenda para estar na experiência sem esse experimentador, ou seja, só experiência.

E é engraçado, porque em alguns momentos – que daí são do passado, já não importam, mas quando acontece isso, é muito engraçado – em que tudo só acontece, independente do que for, é algo que traz uma leveza. Uma coisa muito diferente de quando esse “eu” está presente lutando para fugir ou lutando para agarrar, para manter. O Mestre poderia falar um pouco mais sobre?

MG: Então, o ponto aqui é sempre a ilusão de que você está na experiência. Existem coisas aqui, Gilson, das quais a gente precisa se aproximar, investigar e descobrir com muita clareza. Uma das coisas que eu acho importantíssimas para serem colocadas aqui é essa questão da relação que temos, por exemplo, com o pensamento. Nós não percebemos que o pensamento em nós é só uma memória. Sendo só uma memória, é só uma recordação vindo do passado. Agora mesmo, aqui, não tem alguém produzindo esse pensamento. Esse pensamento é uma aparição que está surgindo agora, aqui, mas é só uma experiência do passado que foi vivida, sendo recordada agora aqui. Isso não significa a presença de alguém produzindo esse pensamento, isso é um funcionamento do próprio cérebro. O cérebro guarda imagens, recordações e lembranças, e, quando diante de um desafio, de algo com o qual ele se depara, essa recordação por si só aparece.

Vou dar um exemplo: você vem caminhando pela rua e você vê um cachorro. Nesse momento, quem viu o cachorro foi o próprio cérebro. A própria mecânica, a própria estrutura cerebral se tornou ciente do cachorro. E, de uma forma automática, existe uma associação de memória nesse cérebro, então vai surgir a lembrança de quando você era criança, que você tinha um cachorro e que… Isso vai acontecer automaticamente. É um trabalho de reação do próprio cérebro, é ele que produz a memória. Não tem você nessa experiência ali, trazendo a história do passado diante daquela cena do cachorro ali, naquele instante. É uma resposta mecânica da própria estrutura cerebral.

Então, os pensamentos em nós, Gilson, todos são reações da memória. Não tem você sendo o pensador, produzindo esse pensamento. Mas o que é que ocorre? Nesse momento surge, juntamente com isso, a crença – que é a crença comum a todos, que é o estado de condição hipnótica em que vivemos, de sono, de inconsciência sobre quem somos – de que nós estamos agora tendo uma lembrança. Quando surge essa lembrança, ela surge naturalmente com alguns sentimentos, algumas emoções, e, nesse instante, você cai numa identificação, na ilusão de uma identidade agora presente na experiência da saudade daquele cãozinho que você tinha na infância, e você começa a viver internamente esse drama, que é o drama do “eu”.

Então, a nossa vida consiste nessa situação de identificação completa com memórias, com lembranças, com pensamentos, e quando isso está agora acontecendo, aqui não há outra coisa a não ser o ego em expressão. Isso é completa inconsciência! Esse é o estado de condicionamento psicológico em que nós vivemos. Então, estamos sempre reagindo ao momento presente com base num fundo de lembrança, de memória, de recordação, e isso é ausência de Presença, de Consciência.

Essa Consciência, essa Presença requer atenção para este instante. É aqui que essa Energia de Presença, de Consciência, se faz necessária para haver uma mudança nessa própria estrutura cerebral, a ponto de que esse condicionamento seja desfeito. Eu aqui só dei um exemplo, você pode estender isso para a nossa vida. Ela está cheia disso! Carregamos culpa, remorso, medo, arrependimento, saudade, ódio, raiva, desamor, ciúme, desejo de possuir, o conflito que os desejos causam, tudo em razão dessa desatenção sobre esse movimento, que é um movimento simplesmente de memória, de hábito cerebral, de condicionamento psicológico.

Então, a Meditação vai romper com isso, vai quebrar com isso, vai se desfazer disso, que é quando teremos o fim para essa ilusão de uma identidade presente. Quando essa identidade não entra nessa experiência do pensamento, que é memória, lembrança, essa lembrança não se estabelece como sendo uma identidade presente nela.

Então, com isso, você está realizando um trabalho sobre si mesmo, de quebra de condicionamento psicológico. É quando você está facilitando ao cérebro entrar numa Energia inteiramente nova, que é a Energia do Silêncio, da Quietude, que é Meditação. Apenas essa Quietude, Silêncio, que é Meditação, revela algo fora disso que é o modelo da egoidentidade, que é o modelo do conhecido.

Não podemos ter acesso à Realidade Divina a partir do “eu”. Podemos observar esse movimento do “eu”, e quando ele se aquieta, nessa Atenção que damos a nós mesmos nesses momentos, quando há essa Atenção Real sobre nós próprios, essa Plena Atenção, aí essa Realidade que já está presente se mostra.

Nós não alcançamos Deus, nós não chegamos até Deus, nós não realizamos Deus, no sentido de alguém chegar até lá. Isso se realiza aqui e agora quando o sentido do “eu” não está. Então, o seu trabalho com a Meditação é descobrir a Verdade de que, quando há Meditação, não tem alguém, não há o meditador, não há alguém no esforço, fazendo algo, então Isso naturalmente assume o espaço que é d'Ele. Esta Graça, esta Presença, Esta Consciência, como queiramos chamar... Isso assume. Então, há uma mudança na própria estrutura do cérebro, nas próprias células cerebrais, no próprio corpo.

A verdade, Gilson, é que, nesse condicionamento psicológico em que vivemos, o corpo está viciado nesse processo de pensar e sentir de uma forma completamente mecânica e inconsciente. A Meditação, que vem dessa observação do movimento do “eu”, que é Autoconhecimento – porque a única forma real de haver Meditação é nisso, é exatamente quando isso acontece... Quando há essa observação do movimento do “eu”, se revela essa Atenção, e, nessa Atenção, há uma mudança. Então, há um espaço para o silêncio da própria mente, para a quietude da própria mente, para a revelação desta Presença, desta Consciência.

De outra forma, continuaremos sempre nesse automatismo, nessa identificação, nesse estado sonambúlico, nesse estado de sonho, nessa egoidentidade, vivendo essas experiências de pensamentos, sentimentos, sensações, percepções, sempre dentro desse princípio de egoidentidade presente, sem qualquer ciência da realidade de que só há Deus. É bem assim... É importante acordar.

GC: É incrível essa maneira como o Mestre traz isso, porque, no meu exemplo, e eu vejo que é muito comum isso, é sempre o ego querendo buscar Deus e querendo se espiritualizar. E o Mestre traz o viés exatamente contrário: em vez de querer olhar Deus, olhe para si mesmo, olhe para a falsidade que você é, para a falsidade desse “eu” presente. E, olhando para o que é falso, como o Mestre traz, vendo a falsidade, vendo a atividade desse “eu” a todo instante, esses pensamentos, e a gente com essa identificação com o pensamento, tomando consciência disso, a Realidade, que já é presente, como o Mestre acabou de falar, vai se revelando. Mas esse foco que o Mestre traz – a gente olhar o falso e saber: “Isso é falso” – faz toda a diferença, porque, dentro do buscar Deus, o ego, com a sua sapequice, com a sua safadeza, cria e imagina infinitas coisas. Agora, olhar para dentro, olhar para inveja, olhar para o medo, olhar para os desejos e ver a falsidade que é isso, é algo incrível; e desafiador também.

MG: O ponto, Gilson, é que não podemos trazer a Realidade de Deus, porque quem é que irá trazer a Realidade de Deus? É o “eu”? Não podemos lidar com a Realidade de Deus a partir desse “eu”. Esse “eu” é uma falácia, é uma confusão, é uma balbúrdia, é um tumulto, é uma desordem. Tudo o que nós podemos fazer é nos tornar cientes dessa balbúrdia, dessa confusão e desordem. Quando nos tornamos cientes disso, aprendemos essa arte de aprender a desaprender isso tudo. Eu tenho chamado assim. Temos que aprender a desaprender esse modelo, esse padrão de condicionamento cultural, social, humano, e isso é possível nessa arte de ser Consciência, que é, basicamente, a Meditação.

Então, aqui se trata de ver o falso, basta ver o falso. E nós temos essa energia para isso, se pararmos de desperdiçá-la nessa condição psicológica de egoidentidade. Nós temos energia para isso; é a energia desta Presença na própria estrutura da máquina. Os sábios chamavam isso de Kundalini. É a energia dessa Consciência, que já está presente, só que ela está adormecida, porque não estamos dando a ela o espaço devido para que ela aflore, para que ela desperte. E ela desperta quando conseguimos olhar para nós próprios e ver essa ilusão desse falso “eu” e desse movimento, que é o movimento da mente condicionada. A direta observação, o direto olhar, já é suficiente. Ver o falso já revela a Verdade.

Então, não se trata de, positivamente, Gilson, ir até Deus, porque você não vai até Deus, você vai até uma imaginação. As pessoas estão numa procura, numa busca imaginária, de uma ideia que elas fazem do que elas acreditam ser Deus. Deus não pode ser uma ideia e não pode estar dentro de uma imaginação do próprio “eu”. Ele é naturalmente uma Realidade, mas está fora do “eu”, e nós não temos acesso a Ele. É Ele que se revela quando o “eu” não está. Então, essa que é a diferença, Gilson: olhar para aquilo que se passa aqui e agora, se tornar ciente de que não há alguém, que é só uma representação de condicionamento psicológico, de mecânica cerebral e de padrão de cultura, e todo esse tipo de coisa. Tomar ciência disso é suficiente. Agora, requer energia? Sim, mas a energia já está presente, só temos que parar com as diversas formas de fuga. E nós temos diversos expedientes para fugirmos dessa dor, dessa inveja, desse medo, dessa raiva, desse desejo, desse conflito que o desejo causa.

Nós precisamos de um trabalho sobre nós mesmos, que é o que nós temos em Satsang. Em Satsang, não há espaço para você fugir, porque você é colocado diante disso a todo instante, momento a momento. Não há como você deixar de ver o que está diante dos seus olhos se isso lhe é mostrado. Isso é Satsang: se deparar com a investigação direta, sem poder escapar de si mesmo. Isso é algo estupendo, é algo maravilhoso, porque há uma presença extraordinária de Amor, de Compaixão, em Satsang, que o faz ver essa dor e ir além dela sem fugir, sem escapar. É isso que acontece.

GC: Mestre, é engraçado como o ego romantiza essa busca espiritual, porque, por exemplo, nos próprios estudos do Joel Goldsmith, e na citação bíblica “morrer diariamente”, o ego, na sua safadeza, diz: “Nossa, coisa linda! Tenho que morrer mesmo para esse ego em ‘mim’, que é ver essa ilusão”. Agora, em Satsang, o Mestre bota isso de uma maneira viva! Então, como o Mestre acabou dizer, é um espelho onde a gente, inevitavelmente, estando em Satsang, permanecendo em Satsang, a gente acaba sendo mostrado. O Mestre coloca na nossa cara: “Olha a ilusão que é ser alguém!”. E é um tremendo desafio para o ego. O ego não quer a real morte. Ele quer um faz de conta, ele quer evoluir, ele quer ser o bonzinho. Agora, morrer mesmo ele não quer.

E esse encontro com a Verdade, que é Satsang, o encontro com o Mestre, é algo extraordinário, porque, nos videocasts, o Mestre traz um pouco das palavras e tudo... agora, no [encontro] ao vivo, online, ainda mais no intensivo, quando é presencial, é algo que é realmente sem palavras… porque é a Presença, é a Presença dessa Graça, por essa Realização que o Mestre... o seu Mestre lhe deu, né, Mestre? Porque não existe mais esse “Gualberto”. Mas é algo que realmente é para “queimar”, é para esse “morrer” diariamente para toda essa falsidade que é ser alguém. Então, é realmente uma Graça.

MG: Gilson, outra coisa sobre isso é que nós temos muita fantasia sobre essa questão do Despertar. A gente acha que é uma coisa realmente do outro mundo. Não é uma coisa do outro mundo, é só uma coisa fora do tempo. É só isso! Não é do outro mundo, é uma coisa fora do mundo. Não tem outro mundo! É um contato com a Realidade Divina, que é Você em seu Ser, uma vez que você se despiu de toda a ilusão dessa ideia de ser alguém dentro dessa experiência. E essa coisa, Gilson, é um trabalho da própria Presença, da própria Graça, mas você precisa se tornar ciente da ilusão sobre você.

Até porque, Gilson, você nasceu para realizar Isso. Então, você tem todo o potencial, você tem toda a Presença, toda a Graça, toda a energia que se faz necessária para essa Realização. É que o ser humano foge! Ele está ocupando seus dias, que não são tantos dias, seus anos, que já não são tantos, em realizações externas. A única coisa que você está aqui para fazer é descobrir que você não está aqui para nada, inclusive para fazer alguma coisa. Você está aqui apenas para constatar a Realidade do seu Ser e viver essa Verdade, e ir além dessa condição de tempo, ir além dessa condição de separação, onde há Deus e você.

Então, nós nascemos, Gilson, para realizar Deus, mas o ser humano tem outras coisas na frente. Ele tem uma lista, e ele tem que dar um “tiquezinho” em cada ponto da lista. Ele tem muita coisa ainda para fazer antes da única coisa que se faz necessária, que é realizar Deus. Então, ele coloca o Reino de Deus como a última coisa. Segundo Cristo, a primeira coisa seria colocar o Reino de Deus em primeiro lugar, e tudo o mais se resolverá. Só que o ser humano não está fazendo assim, ele faz diferente. Ele quer casar, ele quer ter filho, ele quer montar a empresa, ele quer ter sucesso, ele quer ser famoso... ele quer tudo, menos o que importa, que é ser feliz. Pessoas são naturalmente infelizes. A única Felicidade reside em ser Aquilo que Você é, que está fora do mundo, que está fora do tempo, que está fora do conhecido. Isso é realizar Deus, Isso é Real Iluminação.

GC: Mestre, gratidão! Já deu o nosso tempo, então gratidão por mais esse encontro. Pessoal, para quem está assistindo, deixe um “like”, faça comentários. Para quem não está inscrito, se inscreva no canal. E fica o convite para quem sente algo além do que está sendo dito e tem um desejo que queima no coração por realmente realizar Isso: venha para Satsang, se aproxime desse trabalho com o Mestre Gualberto, porque, de fato, Satsang é, na prática, esse “morrer” diariamente. Então, Mestre, muito, muito obrigado. Gratidão por tudo!

Junho de 2023
Gravatá-PE
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