terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Ansiedade social: como controlar? Importância do Autoconhecimento. Como lidar com baixa autoestima?

Nós temos um modo de nos depararmos com a experiência – a experiência é aquilo que acontece aqui, nesse instante – que é bastante equivocada, e é isso que se traduz para cada um de nós, de imediato, a médio ou a longo prazo, como complicações. Quando chega, por exemplo, alguém e pergunta: “Como posso controlar a ansiedade? Eu tenho ansiedade social, como posso controlar isso?”

Notem, cada um de nós vai encontrar esse ou aquele estado ou quadro interno de desordem, de desconforto, de sofrimento. É só dar um pouquinho de atenção a si mesmo e você irá descobrir que isso está presente. E por que isso está presente em todos nós? Isso está presente em razão da psicológica condição em que nós nos encontramos; a condição psicológica da maioria de nós – para não dizer em todos nós.

Nós estamos propondo a você uma Liberdade que é possível para cada um de nós, e aqui particularmente não estamos compartilhando com você algo que é uma teoria. Estamos tocando com você num assunto que é possível termos, nesta vida, uma ciência direta a respeito de tudo isso.

É a falta de uma compreensão que nos coloca dentro dessa condição, que é a condição – e essa é a ressalva – da maioria das pessoas. Então, em algum nível psicológico, a maioria das pessoas está vivendo quadros internos de desordem, de conflito, de contradição, de problema, de sofrimento. É esse sofrimento psíquico presente no ser humano que está determinando o sofrimento humano presente na maioria das pessoas.

Aqui a nossa disposição é para a compreensão disso. Nós não temos uma compreensão direta disso em nós, não sabemos lidar com o problema. Nós, como seres humanos, estamos carregados de problemas, sobretudo problemas dessa ordem, desse tipo. Não é só a questão da ansiedade, depressão, angústia, a dor da solidão ou o ciúme, nós temos diversos outros quadros de infelicidade psicológica presentes nessa condição de sofrimento psíquico, e não sabemos lidar com isso. Não sabemos lidar com isso porque não temos uma aproximação verdadeira disso.

Como podemos ter uma real aproximação desses estados internos de desordem, conflituosos e aflitivos que trazemos? Vale aqui uma observação: observe que nesse contato com o outro, com o mundo, com a vida a nossa volta, a partir de modelos de pensamentos preestabelecidos em nós como modelos de crenças que temos, como formas de acreditar e desacreditar, de aceitar e rejeitar a vida como ela acontece, isso que tem nos colocado dentro desse contexto de existência ou de vida, nesse ou naquele quadro de sofrimento.

E nesse contato com o outro, nesse contato com a vida, essa desordem ou essa forma aflitiva de viver em nós está representando sofrimento. Não é só o nosso sofrimento, o meu sofrimento, é o sofrimento dele ou dela que convive comigo, com o mundo a minha volta. Então, não entramos em contato direto com o problema, não sabemos fazer isso.

Até vamos em busca de uma ajuda terapêutica, a psicoterapia pode ajudar. Mas no sentido de uma ajuda, a prática da meditação, como as pessoas praticam aí fora, também pode ajudar. O envolvimento com crenças religiosas, com orações e preces, também pode ajudar. Mas aqui com você nós estamos aprofundando essas questões, isso porque o nosso interesse aqui não é de receber ajuda, mas, sim, de termos uma visão direta, uma compreensão clara do problema.

Aproximar-se do problema e ter uma visão clara do que ele significa, como atua, como funciona, o que ele representa, nós nos colocamos, assim, dentro de uma nova postura diante dessa condição psicológica, diante de uma nova condição, que é de averiguação, de estudo de nós mesmos. E quando fazemos isso, nós podemos, sim, ter uma grande descoberta, a descoberta do fim para essa psicológica condição. Não se trata de uma ajuda, mas de uma solução de continuidade dessa velha e antiga condição.

Esse é o nosso empenho, esse é o nosso interesse aqui com você. Nós precisamos tomar ciência da verdade, daquilo que se passa conosco nesse instante, nesse momento. É aqui que temos a grande dificuldade, É aqui que nos deparamos com a verdadeira complicação para uma direta aproximação do problema, porque estamos sempre, a partir da ideia que o pensamento constrói sobre o problema, adiando isso, protelando isso.

Nós temos um pensamento sobre esses estados, e nós temos o próprio estado. Há uma diferença entre uma ideia, uma imagem, uma representação de pensamento sobre o estado e o próprio estado. Em geral, nós não confrontamos o estado, porque ficamos com ideias sobre ele, e quando vamos em busca de uma ajuda, não compreendemos como se processa o estado em nós mesmos.

Queremos que outros, alguma coisa ou alguma outra alternativa minore, diminua, arrefeça aquela dor, mas, em geral nunca entramos em contato direto com isso, porque estamos sempre, a partir do pensamento, tendo ideias do que fazer, de como se livrar, de como conseguir vencer, triunfar, controlar isso.

Então, se você vem e diz: “Olha eu tenho ansiedade social, como posso controlar isso?” Em geral, essa é a ideia, mas é de ideias que a mente funciona. Nós estamos vivendo com base em ideias, em crenças, em alternativas que o pensamento cria. Não estamos lidando com aquilo que está presente sendo isso que é, estamos com ideias sobre o que deveria ser. Então nós temos aquilo que está presente, não entramos em contato com isso, mas ficamos com ideias sobre o que fazer com isso: se livrar, vencer, superar, controlar.

Assim, nós passamos uma vida inteira envolvidos com estados internos lincados a esse movimento, que é o movimento dessa consciência egoica, que é a consciência do “eu”, sem nunca, de verdade, investigar a estrutura e a natureza desse próprio movimento, que é o movimento do pensamento, que está sempre protelando, adiando, tentando encontrar um jeito de se livrar da dor, que é um fato, que é o que é, a partir de uma ideia do que aquilo deveria ser.

Nós fomos educados para fugir, educados para escapar, para se livrar, para controlar. Nunca disseram para você que isso pode terminar. Tanto é assim que nós vencemos agora e depois a gente tem que vencer logo no momento seguinte, e depois num terceiro momento e num quarto momento, e passamos uma vida inteira vencendo, na realidade, sem vencer, porque a coisa continua voltando. Quando a ansiedade não é de uma dada coisa, é a ansiedade de uma outra coisa.

Então, não nos disseram que nós precisamos eliminar essa condição de continuidade do pensamento, da ideia, do ideal, do propósito e do objetivo de vencer, de se livrar, de superar, de controlar. Aqui estamos dizendo para você que essa psicológica condição, que está presente como um fato presente de dor, é algo, sim, que pode terminar quando temos uma direta compreensão do que isso representa. E essa compreensão só é possível quando eliminamos a ideia, o ideal sobre aquilo. Então nos aproximamos daquilo que está presente e ficamos com isso, olhamos isso de perto, sem a separação entre o que é e o que deveria ser.

Quando você coloca a ideia sobre o que é, há uma separação. Nós temos o que é e temos um pensamento, um conceito, uma crença, uma sugestão, uma ideia sobre isso. É assim que estamos protelando, adiando, é assim que estamos fugindo e escapando. Então nós não temos uma compreensão do problema, porque entre isso que é, entre a verdade do que é e essa ideia do que é, repare, há um intervalo para superar, para vencer, para se livrar. Esse intervalo é o intervalo do tempo.

Nós fomos, durante a vida inteira, educados a acreditar, confiar e se assegurar no tempo para realizar as coisas. Tudo na vida realizamos a partir do tempo. A gente sabe que tudo requer tempo, aprender uma língua requer tempo, fazer uma formação profissional requer tempo, construir uma casa requer tempo, se organizar para o casamento requer tempo, estudar uma dada coisa e aprender aquilo e se tornar especialista naquela dada área requer tempo. Tudo requer tempo, e porque tudo requer tempo, também acreditamos que não sofrer requer tempo.

Acreditamos que a felicidade requer tempo, a paz requer tempo, o amor requer tempo, a liberdade requer tempo, a verdade requer tempo, porque há toda essa ideia de encontrar a verdade, de encontrar a paz, encontrar a felicidade, encontrar o amor, e tudo isso está no tempo. A Realidade da Vida não está no tempo, e a Realidade da Vida comporta a Liberdade, o Amor, a Paz, a Felicidade e, naturalmente, comporta o fim do sofrimento.

O fim do sofrimento é agora, não se trata de encontrar isso, de obter isso, de realizar isso, mas isso requer que você elimine esse tempo, esse intervalo de tempo entre o que é e o que deveria ser. O problema conosco é que nós fomos educados a viver dentro desse modelo, acreditando um dia conseguir controlar, vencer. Tudo que você controla, tem que continuar controlando, para não sair do controle. Tudo que você vence, tem que continuar vencendo, se não chega um momento que você perde. Tudo que você obtém tem que segurar e sustentar, porque senão você um dia pode ver isso escapar de suas mãos.

Aqui, quando abordamos com você a questão do Despertar da Consciência, da Iluminação Espiritual, estamos falando com você a respeito de uma vida em plena Inteligência, onde está presente, naturalmente, a compreensão do que é, e essa compreensão do que é é a mente livre dessas condições psicológicas, onde há uma distorção de realidade, onde o sentido do “eu”, do ego está distorcendo a vida como ela é, tendo esperança, expectativa, desejos, objetivos e propósitos bem particulares, pessoais e egocêntricos, entrando em conflito com a vida como ela é e, naturalmente, sofrendo.

Isso explica essa condição de ansiedade social, mas, também, de angústia, de depressão, de medo. Podemos descobrir a vida em plena Liberdade, Beleza, Amor, agora? Isso requer a eliminação desse tempo psicológico. Então, essa noção em que nós fomos educados para viver, criados para se manter na vida assim, isso precisa desaparecer. Eu me refiro a essa condição onde “eu não sou, mas eu serei”, “eu não tenho, mas eu terei”. “Eu preciso de algo”, então há esse movimento de futuro para obter, para alcançar, para realizar. Isso nos coloca numa condição, naturalmente, de ansiedade, de alguma forma de medo, porque estamos vivendo dentro de uma postura, de uma posição de futuro psicológico.

São diversos os problemas presentes não resolvidos dentro dessa condição psicológica de ser alguém. Então, essa é a condição da maioria da humanidade. Agora, eu volto a dizer: praticamente todo ser humano, a não ser que ele tenha realizado a Verdade sobre ele, que é a Vida Divina, que é a Vida de Deus, que é a Verdade d’Aquilo que ele é em sua Natureza Verdadeira, a não ser que isso esteja claro, todos sofrem de medo, preocupações, problemas. Há sempre uma forma ou outra de sofrimento presente, e a solução para tudo isso está no fim do “eu”, no fim do ego.

Quando temos o fim desse tempo psicológico, temos o fim desse intervalo entre o que é e o que deveria ser, então temos a vida como ela se mostra, sem a presença desse sentido do “eu”, do “mim”, do ego e, portanto, dos problemas. Esse é o nosso assunto aqui com você. Para esse propósito, nós temos encontros online nos finais de semana. Sábado e domingo estamos juntos aprofundando esse assunto com você. Além disso, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Agosto de 2024
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Aprender sobre Autoconhecimento. Como vencer o medo da morte? Como lidar com o medo?

Aqui nós temos um único propósito, e esse propósito é a ciência da Verdade Divina. No entanto, nós não começamos falando aqui sobre Deus, começamos falando sobre o sentido do “eu”. É bem interessante isso porque, em geral, as pessoas querem ouvir falar sobre Deus, sobretudo quando querem superar dificuldades, obstáculos e situações fora do controle delas. Mas, reparem, a ideia é superar dificuldades, como, por exemplo, o medo da morte.

A pergunta é: “Como superar o medo da morte?” Esse é um exemplo de pergunta. O medo está presente, é algo que surge, é algo que aparece, assim como a morte também é algo que surge, que aparece. Nós temos um modo de nos aproximarmos da vida como ela acontece a partir de ideias, de conceitos, de avaliações, de opiniões e, também, de crenças. Então nós também acreditamos que uma aproximação de Deus irá nos ajudar a superar o medo.

Eu tenho algo para lhe dizer: a Verdade Divina revelada, a ciência dessa Revelação, daquilo que é a Verdade de Deus é o fim do medo. Porque onde se assenta o medo? O medo é um elemento em você que se assenta, basicamente, no futuro. Você só tem medo do futuro. Observem bem isso. Todos os seus medos são do que possa acontecer, porque agora, aqui, nesse momento, não há medo.

Nós temos o medo de adoecer, o medo de envelhecer, temos o medo de que algo que aconteceu no passado volte a acontecer, temos o medo da morte, temos o medo de sermos abandonados. Repare, todos os nossos temores são algo que dizem respeito ao futuro. Agora eu lhe pergunto: onde está o futuro?

Aqui a pergunta é: onde está o futuro? Já que todo o medo é do futuro, procure em você algum medo que não seja do futuro. Me fale de um medo que não seja do futuro. O medo é algo ligado a esse amanhã, a esse depois, a esse daqui a pouco, é aquilo que pode acontecer, poderá acontecer, talvez aconteça. Repare, é basicamente aquilo que o pensamento fala do futuro.

Assim, o que nós temos na presença do medo? O futuro, o que o pensamento diz sobre o que virá, sobre o que acontecerá, sobre o que poderá surgir. O medo é isso, o medo é o futuro, e o futuro é o pensamento. O que nós temos de futuro é o pensamento. Então nós temos aqui já três coisas que, na realidade, são uma só: nós temos o futuro, temos o pensamento e temos o medo.

Quando as pessoas perguntam como lidar com o medo, eu costumo perguntar para elas de que medo elas estão falando, e elas não conseguem me mostrar nenhum medo separado do futuro. Você não pode me falar de um medo agora; você pode me falar de algo para acontecer com relação a uma situação aqui, agora. Então há uma situação presente, essa situação é o que é, é o que que acontece, e não há nessa situação outra coisa a não ser um fato presente que surge, que está aqui, mas o pensamento constrói uma ideia sobre esse fato, sobre isso que está aqui.

Então, como se aproximar da verdade do medo? Tomando ciência da ideia que é o pensamento, porque o fato do medo é a ideia do pensamento. Portanto, o medo tem essa característica presente em cada um de nós, ele tem a presença da ideia, do conceito, da crença. Então, como podemos lidar com o medo? Tomando ciência do pensamento, porque o único fato do medo é o pensamento.

Mas o pensamento é uma abstração. O pensamento é um símbolo de imagem, de representação, algo que vem do passado representando o futuro, aparece aqui e agora em razão de uma situação presente como uma imagem, como uma representação do passado para o futuro.

Como podemos superar o medo da morte? Descobrindo a realidade do fim agora e aqui. Veja, o fato está aqui, mas a ideia está no futuro. Se dar conta da ideia, tomar plena ciência da ideia é terminar com a ideia. Isso é o fim para essa ideia da morte, porque é só uma ideia.

Então, como superar o medo da morte? Tome ciência de que você está lidando com um pensamento e não com um fato. O fato é o que está aqui. Reparem como é importante isso. Se a morte acontece nesse instante, nesse instante, nesse único segundo que aqui está, não há medo.

Alguém em uma doença terminal pode temer a morte quando o pensamento sobre o que irá acontecer no momento final ou no pós morte aparecer. Apenas quando um pensamento está presente, o medo está presente. Se não há pensamento, não há medo. Veja como é fascinante essa compreensão. Isso não é algo intelectual, não é algo teórico, não é algo conceitual, isso é um fato. Um fato não é uma ideia.

Um fato é aquilo que está aqui se mostrando exatamente como é, e estamos lidando com um fato. O fato é. A ideia não é a coisa, a ideia é uma abstração, é um conceito, é uma imagem. Podemos ir além da ideia, do conceito e da imagem? A resposta para isso é muito clara. A ciência de que estamos diante de uma ideia é o fim do valor dessa ideia. A continuidade dessa ideia é o movimento que o pensamento sustenta.

Então, onde se estabelece, de verdade, esse sofrimento do medo da morte? Na sustentação de uma ideia sobre o que poderá acontecer, ou deverá acontecer, ou acontecerá. A continuidade do pensamento é a manutenção do estado. A ciência do pensamento é o fim do pensamento e, naturalmente, o fim do estado. Então, o que nós temos agora, aqui? Nós temos a presença do estado em razão da presença do pensamento. Sem o pensamento, sem o estado.

Onde está esse elemento no medo, com medo? Esse elemento é o pensamento. É esse pensamento que tem criado, nessa imagem que ele constrói, uma entidade presente nessa dor, nesse conflito, nesse sofrimento, nesse problema.

Então, o que eu posso lhe recomendar nesse instante? Tome ciência desse elemento. Não reaja, não lute, não faça qualquer coisa com esse elemento quando essa dor estiver presente, quando esse quadro estiver presente: tome ciência dele, se aproxime e olhe. Toda a resistência, toda a luta, toda tentativa de resistir a esse pensamento é manter a continuidade dele e, portanto, a continuidade do estado.

Então, como podemos lidar com o pensamento? Se torne ciente dele, dê plena ciência, dê plena presença, completa presença, a ele. Se torne cônscio, olhe, observe, escute, perceba. Apenas isso. Qualquer envolvimento que você tenha com o pensamento irá sustentar um elemento presente no pensamento.

Esse elemento é o pensador, é o experimentador. Esse experimentador é o medroso, esse pensador é a continuidade desse elemento nesta dor. O que estamos descobrindo juntos aqui é como ter desse momento uma aproximação sem alguém nele, sem esse pensador, sem esse experimentador, sem esse sofredor, sem esse atemorizado, sem esse na dor.

Repare como é básico isso, mas nós temos uma inclinação, e eu já tenho colocado isso outras vezes aqui para vocês: ou nós simplificamos demais colocando uma conclusão intelectual sobre o assunto e definindo aquilo como uma conclusão meramente verbal, de palavras, intelectual, e dizemos “sim, entendi, compreendi”, ou nós complicamos demasiadamente e tornamos muito complexo, e dizemos “não, isso não dá para compreender, é muito difícil, não consigo, não consigo compreender isso.”

Veja, aqui estamos lhe convidando apenas a escutar. Isso requer um momento interno de silêncio para apenas escutar essa fala, escutar o que estamos colocando aqui. Então fica claro o que estamos dizendo, sem esse exagero de simplificação ou esse exagero de complicação.

Nós estamos diante de algo para ser visto sem o observador, percebido sem o percebedor, compreendido sem esse elemento que intelectualiza o assunto. Então escute. Diante de uma experiência, se aproxime dela, seja ela qual for, apenas para olhar, perceber, se dar conta, mas não se envolva.

Veja, aqui tocamos com você na beleza desse encontro com esse aprender sobre o Autoconhecimento. Como podemos aprender sobre nós mesmos? Se dando conta de suas reações, descobrindo como você funciona, uma vez que, psicologicamente, toda essa estrutura do “eu” consiste de pensamentos, e pensamentos são essas representações que sustentam em nós o passado, a ideia de alguém que viveu e que não quer viver mais aquilo, passou por algo e não quer que aquilo se repita, ou esse alguém que tem ideia sobre o que acontecerá.

Notem, esse alguém é o “eu”, é o ego, e ele vive dentro desse contexto psicológico de pensamento, de abstração: o passado, o presente e o futuro. No entanto, esse passado, presente e futuro é só uma construção do pensamento, assim ele constrói o medo. Então, todos esses estados internos, quadros lincados ao pensamento estão presentes em razão desse modelo de ser alguém, algo presente quando não existe esse estudar a verdade sobre quem nós somos.

Nós passamos uma vida inteira nessa confusão da ilusão de alguém presente na vida, e esse alguém presente é esse elemento que veio do passado, está no presente e caminhando para o futuro. Então ele tem medo, mas ele também tem desejos. Não é o assunto dessa fala, mas, na realidade, o medo e o desejo estão dentro desse movimento de insatisfação para essa suposta entidade presente. Essa também é a questão do desejo.

O ser humano carrega uma insatisfação que sustenta nele o desejo e o medo, e nós achamos que são coisas diferentes. Na realidade, estamos lidando com o mesmo fenômeno. O seu medo da morte é o seu desejo de não morrer. O seu desejo de ganhar é, na realidade, o medo de não conseguir.

Assim, psicologicamente, nós estamos vivendo no medo e no desejo, e tudo isso está dentro desse movimento, que é o movimento do pensamento, que é essa qualidade de vida psíquica nessa abstração. Porque a vida é o que acontece aqui e agora, enquanto que o pensamento é essa ideia do que deveria ser, ou do que poderia ser, ou do que foi ou daquilo que não foi.

Então, a vida consiste na Realidade daquilo que está presente. Uma vida livre do ego é uma vida que evidencia fatos, não lida com ideias, é uma vida que não está presa a ideais, a ideais positivos ou ideias negativos, a propostas boas ou propostas ruins. Aqui estamos rompendo essa qualidade de vida fictícia, ilusória, centrada nesse movimento de tempo, onde está presente todos esses estados internos de desordem e sofrimento psíquico.

É por isso que o ser humano sofre de ansiedade, depressão, raiva, culpa, arrependimento, decepção, insegurança. Toda essa qualidade de vida é a qualidade que se sustenta nesse modelo psíquico de identidade do “eu”, de identidade egoica.

Aqui estamos lhe convidando para o fim de tudo isso, para uma Vida Real, para uma Vida Divina, estamos lhe convidando para o fim do medo, para o fim do ego, para o fim do “eu”. Portanto, se trata dessa Liberdade, da Liberdade de como lidar, não só como lidar com o medo, mas como lidar com a vida como ela acontece.

Esse é o nosso assunto aqui. Sábado e domingo estamos juntos, em encontros online, trabalhando com você esses assuntos. Além disso, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Novembro de 2024
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terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Aprender sobre Autoconhecimento. As questões fundamentais da vida. Despertar da inteligência.

Aqui, com você, nós estamos explorando essa questão da autodescoberta, desse florescer da Verdade sobre quem nós somos. Isso, naturalmente, requer um aprender. Se você dirige, você aprendeu a dirigir; se você escreve, você aprendeu a escrever; falar é algo que você aprendeu. Um bebê, ele aprende ainda quando bebê; na vida de bebê, ele aprende a escutar, ele aprende a olhar. Notem que, na vida, tudo nós aprendemos.

Aqui, quanto à visão da Verdade sobre quem nós somos, também isso requer um aprender. Aqui, a diferença é que esse aprender requer o despertar de algo novo! Então, não se trata de conhecer esse sentido do “eu”, com os detalhes que ele tem. Mas aqui se trata da compreensão de que esse sentido do “eu” é algo que o pensamento em nós tem estabelecido como sendo a verdade sobre quem somos. Mas isso é completamente ilusório!

Assim, a verdade do autoconhecimento, não aquilo que a psicologia, a filosofia, ou alguns aí fora chamam de autoconhecimento. Aqui usamos essa expressão de uma forma bem específica, no sentido de conhecer esse “eu”, é a compreensão da ilusão desse “eu”. Quando você se aproxima e investiga a natureza do “eu”, quando de verdade se aproxima para investigar – aqui eu não me refiro à introspecção, à autoanálise, ou à busca ou tentativa de ajustar sua disposição de sentimento, de emoção, ou pensamento, a uma dada forma de ação, a um específico modo de comportamento como, em geral, as pessoas encaram essa questão desse assim chamado “autoconhecimento” aí fora.

Aqui estamos falando do fim da ilusão deste “eu”. Um olhar direto para si mesmo, nesse investigar a natureza do “eu”, não fica o “eu”, não fica esse “mim”, esse sentimento de “ser alguém”, esse sentido de “pessoa” se dissolve, porque isso é algo centrado no modelo de memória psicológica, de pensamento psicológico, de respostas que surgem agora em razão do passado, de experiências não terminadas, não acabadas.

Então, o sentido do “eu”, do “ego”, desse “mim”, dessa “pessoa”, não é outra coisa a não ser memória, lembrança, experiência, pensamentos situando a “ilusão de um pensador”, percepção situando a “ilusão de um percebedor”. Isso é o “eu”, é o “mim”, é a “pessoa”.

Investigar a natureza e estrutura do “eu” é se dar conta de que não existe tal coisa como um elemento presente aqui e agora. Temos somente a vida! A vida como ela acontece! Porque, de imediato, esta ciência de Ser é o fim dessa ilusão desse “eu”, nesse “vir a ser”, nesse “deixar de ser”, nesse “continuar a ser”. Isso está dentro da estrutura do pensamento.

Aqui, com você, nós estamos investigando diversas questões. A palavra questão é problema, esse é o significado. Uma questão é um problema, um problema é algo, alguma coisa ou situação ou questão não resolvida, não solucionada. Esse sentido do “eu”, do “ego”, é exatamente isso! Se eu pergunto: “quem é você”? Toda e qualquer descrição que você tenha sobre você, não é outra coisa essa descrição, a não ser um modelo de pensamento que se estabelece em crenças, em avaliações, autoconclusões, memórias, lembranças. Então, esse sentido do “eu” é um problema não resolvido. Você não consegue exatamente me dizer quem é você quando me diz o seu nome, quando me conta a sua história, a sua história não é você, o seu nome não é você. Quando você aponta para o corpo e diz “eu”, do que é que exatamente você está falando? Então, estamos diante de uma questão, de um problema. Portanto, o “eu”, o “ego”, é um problema. Mas, ele não é um simples problema, ele é um complexo problema, que dá base e origem a diversos outros problemas.

Assim, as diversas questões que nós chamamos de questões fundamentais da vida... Veja, a vida não tem nenhuma questão, não há nenhum problema especificamente na vida como ela é. É no pensamento humano, é na “ideia” do ser humano, é no modelo do “eu”, do “ego”, é nesse modelo que nós encontramos essas questões fundamentais da vida! Na realidade são questões fundamentais no “eu”, no “ego”. Mas uma vez que o próprio “eu”, o próprio “ego”, é a maior de todas as questões ou problemas, tudo gira em torno desse “centro”.

Então, o que estamos vendo aqui com você, explorando aqui com você? Estamos tomando ciência da realidade da vida e percebendo com clareza que “essa vida”, onde “essas questões” estão, é a “vida do ego”.

Nós temos colocado isso aqui de diversas formas, sempre com palavras diferentes, mas apontando para a mesma direção. Não há problema na vida! Todo problema consiste na “minha vida”. A vida como acontece, ela é um acontecimento misterioso. Algo que me parece desafiador em razão desse “mim”. É a presença desse “eu” que faz com que a vida como ela acontece nos pareça problemática. Mas o problema está nesse “mim”, nesse “eu”! Então, nós precisamos ter uma visão clara da vida. Isso requer a presença do Despertar da Inteligência, e essa inteligência floresce em razão dessa direta aproximação, desse aprender sobre o autoconhecimento.

Uma vez que a verdade sobre o autoconhecimento está presente, há o descarte da ideia de uma identidade na experiência com uma vida particular carregando problemas.

Veja como é fascinante uma aproximação real de tudo isso! Nós passamos uma vida inteira... quarenta, cinquenta, sessenta, noventa anos de idade, sem a menor ciência da Realidade da Vida Real, porque estamos vivendo na particular vida do “eu”. Esta condição é a condição de ignorância!

A condição de ignorância lhe situa em uma posição onde você está cercado de problemas, e se acercando de mais e mais problemas, porque todo o seu movimento de atuação, de ação, de modo, de comportamento, na relação com a vida, suscita mais e mais problemas; uma vez que essas ações nascem do passado. E elas não podem atender ao mistério, à beleza, à verdade do momento, da vida como ela acontece aqui e agora. Estamos sempre trazendo do passado os motivos, as razões, os valores, as interpretações de “como a vida deveria ser, poderia ser, teria que ser”.

Aqui com você, nós estamos nos aproximando do despertar dessa Inteligência Divina, do despertar dessa Inteligência Espiritual, e nela fica claro que a vida é a Beleza, é a Graça, é o Mistério, é o Indescritível, é o Inominável, é a Verdade de Deus! Como seres humanos, nesse modelo psicológico de existência, nesse egocentramento, nesse condicionamento, e por que a expressão condicionamento? Nós temos diversos vídeos aqui no canal colocando isso para você. Porque é a forma habitual de manter a continuidade da memória. É assim que o pensamento se processa dentro de nós.

A verdade sobre o pensamento é que o pensamento é uma memória presente. E, você sabe que a memória, ela se sustenta dentro de uma continuidade quando ela se repete, quanto maior a repetição, mais se firma esta memória. O pensamento em você funciona exatamente assim. Por que será que você tem facilidade de pronunciar o seu nome? Isso não leva nem mesmo um segundo, menos de um segundo. Eu pergunto: qual é o seu nome? E essa resposta vem de imediato, mas se eu pergunto o nome da sua bisavó, e se de fato você sabe o nome dela, isso leva algum tempo, um tempo maior, para que essa lembrança surja. Então, nós temos uma lembrança que chega rápida e temos uma lembrança que demora um pouco mais. Observe que a lembrança requer a presença do tempo. Portanto, a lembrança, que é memória, é tempo. E, por que você tem facilidade com o seu nome e não com o nome da sua avó ou bisavó? Porque, você com certeza, usa mais o seu nome sendo repetido para outras pessoas do que o nome da sua avó ou bisavó. É simples! Memória requer repetição! Quanto mais a memória se repete, mais ela se fortalece. Então, ela com mais facilidade e rapidez se apresenta. Veja, todo tipo de conhecimento que temos se assenta na prática da memória. Quanto mais você pratica, mais essa memória está presente, e funcional, e eficiente. Veja, é muito simples! O nosso “eu”, o nosso “ego”, em razão da repetição, ele mantém sua continuidade de memória. Esta é a presença desse modelo de tempo psicológico, uma vez que essa memória vem do passado. É assim que o pensamento funciona em cada um de nós. Veja, tudo isso faz parte de um mecanismo, que é o mecanismo da memória, se mostrando dentro desse contexto de tempo, que é repetição, que é prática; esse é o modelo psicológico de condicionamento em que nós nos encontramos!

Esse modelo de pensamento é aquilo que eu tenho chamado de pensamento psicológico. É aquele que sustenta a ilusão, a crença de uma identidade presente na experiência. Então, qual é a experiência? A experiência é dizer o nome, mas a experiência pode ser pensar nesse “eu”, nesse “alguém”. Veja, estamos diante de um movimento de pensamento. Qual será a verdade da Clareza, da Lucidez, da Inteligência, do seu Estado Natural?

A verdade desse Estado Real é a verdade d’Aquilo que está presente, mas que dispensa esse modelo de memória que tem um nome, tem uma história, e uma continuidade de repetição em razão desta afirmação de tempo. Quando, por exemplo, você diz: “eu fui”, ou “eu irei”, mais uma vez você está trazendo a memória para essa ilusória ideia de uma identidade presente no tempo, nesse passado, quando diz: “eu fui”, ou, nesse futuro, quando você diz: “eu irei”.

Vamos compreender com calma isso aqui. O que é o despertar desta Real Inteligência?

É a visão da vida sem o “eu”. Então, nós temos uma resposta para esse momento, mas não mais com base no passado. Então, qual é a verdade desse aprender? Aqui, esse aprender é não fazer uso mais desse modelo, desse antigo aprender, que antes se assentava na memória, no conhecimento, na experiência, na afirmação do tempo: “eu fui”, “eu sou”, e “eu serei”. Aqui, a verdade daquilo que é você em sua Natureza Divina é o Desconhecido, é o Mistério, é a Realidade da Vida aqui e agora, sem o “eu”, sem o passado, a ideia de presente ou de futuro. Estamos juntos?

Um contato com esse momento é um contato livre do “eu”, é quando se torna possível uma resposta para esse momento sem o passado. Percebam a beleza disso! Ao se deparar com a esposa, com o marido, ou com alguém conhecido, você tem a lembrança, sim, a lembrança, o registro do rosto, do timbre da voz, você tem a lembrança simples, natural, daquele ou daquela diante do qual você está. Mas, você não tem mais esse psicológico registro de memória egocêntrica, que é “esse elemento em você” que faz com que você goste de umas pessoas e não goste de outras. Nós carregamos um elemento presente em nós de memórias, de registro, de passado, que sustenta esta “ego-identidade”. Tudo aquilo pelo qual “passei com você”, você me feriu, magoou, aborreceu, me deixou chateado. Então, internamente, ao me deparar com você, sempre me deparo com um inimigo. Então, há esta separação, uma separação sustentada por esta ego-identidade, por esse movimento, que é o movimento desse “mim”, desse “eu”, algo que vem do passado. Esse sentido de modelo de pensamento está presente aqui, mas também está presente “nele” ou “nela”. Então, nossas relações, são relações estabelecidas na memória psicológica, na afirmação de uma identidade, que é a identidade do “eu”, do “ego”. Assim são as nossas relações! Então, estamos sempre sustentando dentro desse contexto de relação um padrão de relacionamento, onde está presente alguma forma de conflito, de desordem, de sofrimento; ou de desejo, de apego, de posse, controle, que o pensamento também chama de amor, uma condição psicológica de carência, dependência. Qual será a verdade sobre o amor?

Desconhecemos isso, porque o que temos dentro desse contexto de relação são relacionamentos entre imagens, entre estados psicológicos de desordem, como são todos esses estados do “ego”. Podemos compreender a verdade sobre tudo isso? E romper com isso? Para que, de fato, nesse contato com “ele” ou “ela”, nós tenhamos apenas a lembrança como foi colocado, do timbre da voz, do rosto, da “pessoa” que ali está diante de cada um de nós? Mas sem esta imagem que eu tenho “dele” ou “dela”, sem essa psicológica imagem que esta “autoimagem” que é o “ego”, aqui, faz “dele” ou “dela”? Então, estamos diante da beleza de um encontro com a Verdade! Se a Verdade está presente, algo novo surge nesse contato. Temos a Presença Divina, que é a Presença do Amor! Notem a beleza dessa aproximação, dessa forma nova de se aproximar do outro, tendo, por princípio, uma clara visão da verdade sobre você.

Assim, quando temos o despertar dessa inteligência, quando há esta constatação da Verdade, aqui e agora, esse sentido do “eu”, do “ego”, esse movimento que vem do passado, que mantém essa continuidade com base no pensamento, isso se desfaz. Podemos viver uma vida livre do “ego”, portanto livre do passado, respondendo a esse momento, sem esse fundo, sem esta memória psicológica, sem esta autoimagem? É isso que estamos propondo aqui para você! Uma Vida Real é uma vida sem problemas, sem essas questões, é uma vida livre desse padrão de tempo, que o pensamento sustenta. É esse tipo de tempo que aqui nós temos chamado de tempo psicológico.

A Vida é esta realidade que está presente agora. E nesta Vida, sem o sentido do “eu”, do “ego”, uma vez que com esta compreensão da verdade, de todo esse movimento do passado, ele foi desfeito. Aquilo que está agora aqui é a própria Vida! Não há separação entre a Realidade de Deus e a Vida! E, a Verdade da Vida e você em sua Natureza Verdadeira, se isso está presente, o outro é a vida! O outro é Deus! O outro é você! Portanto, não existe tal coisa como o outro! Você, em seu Estado Divino, em seu Estado Natural, está vivendo sem “esse sentido de separação”! Então, há Beleza, Verdade, Presença, Graça, Inteligência.

Você nasceu para realizar isto nesta vida, para assumir a realidade daquilo que é você! Evidente que isso requer o fim para o passado, o fim para esta psicológica condição de estrutura. Eu me refiro a essa psicológica estrutura social, cultural, humana, que se assenta no medo, na violência, na confusão, na desordem. Então, estamos diante da Vida, da Real Vida, da Real Liberdade, do Real Amor!

Esses encontros que nós temos aqui aos finais de semana, sábado e domingo, são encontros online, onde estamos com você aprofundando isso, onde estamos com você tomando ciência de como se aproximar desta visão direta do autoconhecimento, da meditação. Você tem aqui na descrição do vídeo o nosso link do WhatsApp para participar desses encontros online aos finais de semana. Fora esses encontros, nós temos encontros presenciais e também retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz sentido para você, fica aqui um convite. Aproveita e já deixa aqui o seu like, se inscreve no canal. Coloca: “sim, isso faz sentido!”. Ok? E a gente se vê! Valeu pelo encontro e até a próxima.

Novembro de 2024
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terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Energia Kundalini. Despertar da Kundalini. Atma Vichara Ramana Maharshi. Advaita. O que é Kundalini?

Há uma certa confusão na cabeça das pessoas a respeito do assunto da Kundalini. Hoje em dia, há muita mistificação a respeito da expressão “Kundalini”, já até transformamos em mito. A verdade é que as pessoas não sabem o que é, o que representa, de verdade, essa palavra. As pessoas têm algumas experiências místicas, assim chamadas, espirituais, contatos extrafísicos ou de algum tipo e atribuem isso à presença ou ao contato com a Kundalini. Nós precisamos desmistificar isso.

Aqui nós temos diversas falas colocando para você o significado real disso, desmistificando essa ideia que o pensamento tem construído. O nosso pensamento é capaz de grandes construções, a partir da imaginação, criar todo o tipo de coisa. A simples verdade da Kundalini é a ciência direta desta Consciência Real presente aqui, neste instante.

Não temos ciência desta Real Consciência, não temos ciência da verdade do que é Kundalini. A presença da Kundalini aqui, nesse corpo-mente, é a presença desta verdadeira Consciência. Aquilo que alguns chamam de energia da Kundalini não é outra coisa a não ser essa energia vital, é a energia vital da Kundalini, que está presente nesse mecanismo, nesse organismo.

Quando há o Despertar da Kundalini, não é o contato com algo místico, esotérico ou, assim chamado, espiritual, é a mudança em razão do poder dessa energia, que antes estava voltada para o externo ou para as experiências dos sentidos ou sendo desperdiçada no conflito presente na dualidade, algo presente nessa identidade egoica.

Reparem, nesse sentido do “eu” nós estamos vivendo uma vida onde há esse padrão de dualidade, existe esse “eu” e a experiência, “eu” e a vida, “eu” e o mundo, naturalmente, “eu” e os pensamentos, “eu” e os sentimentos, “eu” e as emoções. Nessa separação está presente a condição psicológica do ser humano em conflito, em sofrimento, e isso representa desperdício de energia.

Quando essa energia fica disponível para algo novo, e esse algo novo é a Verdade da Revelação do seu Ser, a partir do Autoconhecimento, tendo ciência do que é Meditação, naturalmente nós temos essa energia da Kundalini operando uma mudança nesse corpo, nesse organismo, nesse cérebro – nas próprias células cerebrais nós temos uma mudança profunda, radical. Então, essa é a simples e direta verdade do Despertar da Kundalini.

Repare, é o surgimento de um estado livre do ego. Se não há esse estado livre do ego, não há Real Kundalini envolvida, presente. Tudo o que a mente constrói está dentro do seu modelo, está dentro dela mesma. Ela pode ter experiências fantásticas, extraordinárias, assim chamadas, profundas ou realizadoras; ela pode adquirir certos poderes, mas são poderes psíquicos para esse mecanismo, para esse organismo. Então, é muito comum as pessoas confundirem essa verdade do Despertar da Kundalini com adquirir poderes extrafísicos.

O ser humano pode, sim, desenvolver poderes, isso é possível. Em razão de algumas mudanças psicofísicas nesse organismo, alguns poderes podem surgir, mas reparem, a verdade do Despertar da Kundalini não é a realização de poderes e, sim, a ciência da ausência da dualidade, da separação. Aqueles que realizam a Verdade d’Aquilo que eles são, que é a Verdade de Deus, tomam ciência da não dualidade.

A expressão aqui é Advaita, a não separação, a não dualidade. Então, o seu Estado Natural de Ser é um estado livre da dualidade, é um estado onde o que está presente é essa energia de pura Consciência, assumindo esse corpo e essa mente. Isso é a Presença da Consciência. A Real Consciência em você é Ser, é Felicidade, e isso é Kundalini.

Reparem que aquilo que é esse contato com a Realidade, que está além do conhecido, é o contato com a Verdade de Deus. Você em seu Ser, em seu Estado Natural, funciona de uma forma completamente diferente do ser humano comum. Em nosso modelo comum de pensar, de sentir, de agir, o nosso agir é egocêntrico, o nosso pensamento vem de um modelo de condicionamento psicológico, o nosso sentimento vem sendo orientado por esse modelo psicológico de condicionamento de pensamento.

Então, nesse estado conflituoso de ser, esse ser presente é a identidade egoica. Isso não é real em seu Natural Estado, isso é comum na mente egoica, nesse sentido do “eu”, nesse sentido de alguém presente na vida, vivendo experiências. Um trabalho real sobre si mesmo é o fim dessa velha condição, é o fim dessa restrição de modelo de vida, de existência egocêntrica.

O sábio de Arunachala, chamado Ramana Maharshi, deixou a Atma Vichara. Atma Vichara significa a observação desse “eu”, a ciência da auto-observação. É nesse sentido que temos a autoinvestigação. Em geral, as pessoas traduzem Atma Vichara por autoinvestigação. Aqui seria mais preciso usar a expressão auto-observação no lugar de auto investigação.

Aqui se trata de uma aproximação de um olhar livre do “eu” para essa experiência desse instante, desse momento presente. É dessa forma que nos aproximamos do Autoconhecimento, é dessa forma que nos aproximamos da Meditação e desse acesso ao Despertar da Kundalini. Agora há uma energia disponível para operar essa transformação, essa mudança.

Compreendam o que estamos colocando aqui para você. No momento em que você está aborrecido, com raiva, preocupado, com medo, no momento em que você está envolvido dentro de um padrão de condicionamento psicológico, onde o seu modelo de pensamento e sentimento está envolvido com algum nível de atividade egocêntrica, você está em um desperdício de energia, ocupado com esse padrão comum de condicionamento, em dualidade.

O pensamento em você se move a partir de um pensador. Um sentimento se move a partir de um elemento, que é esse “eu” no sentir. Uma percepção é vista a partir de um percebedor. Reparem que nós temos aqui um movimento de separação, de dualidade. Quando você está preocupado, é o movimento do pensamento, as imagens que vêm do passado, norteando uma vida de uma entidade presente, que é o pensador, o que, de fato, na verdade, estamos lidando com uma imaginação.

Nesse padrão de dualidade, tem o pensador com o seu pensamento, o preocupado com a sua preocupação. Se é raiva, é aquele na raiva com a sua raiva, se é medo, é o medroso com o seu medo. Esse é o modelo de dualidade, de ilusória separação. Aqui está o desperdício de energia, quando esse, que é o observador, está observando sua experiência, quando esse, que é o experimentador, está experimentando sua experiência. Então, é nisso que se constitui esse desperdício de energia, de Consciência.

Vejam como é simples isso. Toda energia que você tem no corpo disponível vem dos alimentos. Essa energia vital tem esse aspecto físico e, também, esse aspecto mental, e isso é algo que está sendo desperdiçado nessa condição psicológica de conflito, em razão da dualidade. Quando você aprende a tomar ciência desse movimento de dualidade, você coloca em evidência nesse instante a presença de uma Atenção, de uma Atenção que torna disponível essa observação.

Então, essa auto-observação é a observação sem o “eu”, sem o observador, e quando isso está presente, essa dualidade se desfaz. Então estamos num contato direto com a presença do Autoconhecimento, que é Meditação. Como não há esse desperdício de energia, porque essa Plena Atenção não está sustentando mais essa dualidade, onde há esse preocupado com a sua preocupação, esse medroso com o seu medo, esse pensador com o seu pensamento, não há mais essa separação, há somente uma experiência presente e um olhar livre desse centro, que é o “eu”, o ego. Então nós temos uma observação direta daquilo que se processa aqui e agora com esse mecanismo, com esse organismo, com esse corpo, com essa mente.

Há só uma percepção sem o percebedor, há só um olhar sem o observador. Então, essa energia se torna disponível, porque a mente se aquieta. Há um espaço que se abre quando a mente silencia; ela está cônscia dela mesma, ciente dela própria e, portanto, livre dessa dualidade, livre dessa separação. É quando existe o Despertar dessa energia, a energia disponível para esse trabalho nesse corpo, nessa mente, que inclui, também, naturalmente e principalmente, esse cérebro.

Veja, estamos falando de algo que é científico. Isso é de uma ciência que nós desconhecemos. Então, a Iluminação Espiritual, o Despertar da Consciência Espiritual, a Realização de Deus, os nomes são diversos para esse Natural Estado, inclusive tem essa expressão, o Despertar da Kundalini. Então, o que é o Despertar da Kundalini? Reparem que estamos apresentando para você aqui uma abordagem bem diferente do que as pessoas entendem aí fora por Kundalini.

Não se trata de uma experiência que alguém tem, passa por ela e depois diz: “minha Kundalini despertou”. Não existe tal coisa como “minha Kundalini”. Só há essa Real Consciência e ela não é pessoal, ela não é de alguém. Você não pode ter uma experiência chamada Kundalini, porque a verdade da Kundalini é a Verdade da Real Consciência, que quando assume o espaço dela não fica o experimentador, não fica alguém para relatar algo. Não é algo que aconteceu no passado, não é uma experiência, não é parte da memória, não é parte do conhecimento.

Tudo o que é parte da memória, que é parte do conhecimento, faz parte do tempo. Aqui o contato com a Realidade Divina é algo que está fora do tempo. Há uma Realidade presente aqui, neste instante; essa Realidade presente está fora do tempo, está fora do conhecido. Reparem, é algo fora do movimento do ego e, portanto, da memória, não faz parte do pensamento. Pensamento, tempo, memória tudo isso está dentro do movimento do conhecido, que é parte do “eu”, que é parte do ego. Aqui é o contato com Algo fora de tudo isso.

Então, tomar ciência dessa Realidade do seu Ser nesse instante é o Despertar de sua Natureza Divina. Assim, uma aproximação da Atma Vichara de Ramana Maharshi é uma aproximação da ciência da Real Meditação. Eu quero deixar aqui esse convite para você: nós temos encontros online que ocorrem nos finais de semana, onde estamos trabalhando isso com você. É uma possibilidade, através de perguntas e respostas e nesse contato com o Silêncio, de termos uma aproximação da Realidade Divina, que é a Realidade deste Ser que nós somos. Além disso, temos encontros presenciais e, também, retiros.

Novembro de 2024
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

A importância do Autoconhecimento. Saúde mental: o que é? Mente e tempo psicológico. Ramana Maharshi

Me fizeram a seguinte pergunta: “Para você, o que é saúde mental?” A resposta para essa pergunta requer uma investigação da verdade sobre a mente. Então fará sentido a resposta, essa resposta com palavras. Temos que investigar a estrutura e a natureza da mente. Uma vez compreendido isso, uma resposta verbal, sim, fará sentido; de outra forma, não fará nenhum sentido.

Nós precisamos investigar isso de uma forma direta, dentro de cada um de nós. A verdade sobre a saúde mental, o que é? Qual é a verdade sobre essa sanidade ou essa mente saudável? A meu ver, a questão da saúde mental requer a ausência da condição psicológica de tempo presente na mente. Enquanto a condição psicológica no ser humano for de tempo, de noção de tempo, passado, presente e futuro, do ponto de vista psicológico, não haverá saúde mental.

Repare, a cada ano os especialistas, os médicos, os que estudam a respeito disso, estão trazendo novas constatações e nomes para quadros de desordem psicológica, de transtornos psicológicos, de transtornos mentais. Então, a cada ano é acrescentado novos nomes a esse manual de transtornos psicológicos. São nomes que retratam novos quadros ou novos nomes para antigos quadros de desordem psicológica, de transtornos psicológicos.

Então, a condição psicológica do ser humano é problemática. Assim, nós desconhecemos a verdade sobre a mente saudável. A mente saudável é a mente livre do tempo psicológico. Podemos chamar de mente, mas estamos aqui tratando de algo desconhecido dessa mente como nós conhecemos, que é a mente do “eu”, desse “mim”, desse ego.

Nós precisamos eliminar essa condição psicológica de dentro de cada um de nós. Esse pensamento, emoção, sentimento e sensação de ser alguém que você tem, isso não tem base na Realidade. Isso se assenta e tem uma estrutura no modelo do pensamento, desse psicológico pensamento condicionado que nós temos.

Se eu pergunto o seu nome, você me diz o seu nome. Se eu pergunto o seu endereço, você me apresenta o seu endereço. Mas essa informação é uma informação de memória, de estrutura cerebral desse mecanismo, desse corpo-mente que está aí, que você diz que é você.

Qual é a verdade sobre você? Você é o corpo? Você é a mente? De fato, você tem um nome? Tem um endereço? Em sono profundo, você tem um endereço, você tem um nome, você tem um corpo, você tem uma história? Em desmaio ou sob um efeito de anestesia geral, você tem um nome, uma história, um corpo? Observe que isso surge com o pensamento. Assim, o que nós chamamos de mente não é outra coisa a não ser o pensamento.

Quando esse pensamento se move, nós chamamos isso de consciência. Veja como é básico e simples tudo isso. O que nós chamamos de consciência é o movimento do pensamento, e o que nós chamamos de mente é a presença do pensamento. É isso que está presente nesse corpo e nesse mecanismo, que nós chamamos de mente: pensamento, emoção, sensação, percepção. E tudo isso se move, necessariamente, no tempo.

Assim, nós temos o tempo cronológico. Ao longo de milênios, de milhões de anos, nós temos o aparecimento da vida no planeta. O ser humano está aqui também como um mecanismo biológico, psicofísico nessa, assim chamada, vida no planeta. O movimento dessa mente, que é o movimento do pensamento, é um movimento presente que nós chamamos de consciência. Mas sem o movimento do pensamento, essa assim chamada consciência humana não existe.

É a presença do pensamento, algo que tem se formado ao longo desses milhares e milhões de anos – eu me refiro a essa estrutura cerebral e mecânica de funcionamento de memória, de lembrança, de recordação, porque isso é o pensamento –, que tem dado origem a essa, assim chamada, consciência em nós.

Notem que coisa interessante nós temos aqui. Esse é um movimento que é um movimento que ocorre no tempo. Então nós temos o tempo cronológico, que é esse tempo que a gente conhece pelo relógio e pelo calendário; é ele que tem dado origem ao pensamento, porque a estrutura do pensamento tem por base esse tempo, que é memória.

O pensamento em você não é outra coisa a não ser uma recordação, uma lembrança. Você não tem um único pensamento que não seja memória, que não seja lembrança ou recordação. Isso é o conhecimento, isso é a experiência, e isso vem do passado. Quando esse pensamento se move, nós temos essa presença da consciência, que é a consciência do “eu”. Você tem consciência de tudo o que reconhece, e tudo o que você reconhece, reconhece em razão da presença do pensamento.

Mas aqui nós temos um equívoco presente: nós confundimos a presença do pensamento, que é memória, que é a recordação registrada no cérebro de uma experiência passada, nós confundimos esse pensamento com a presença de alguém. Então, para nós, existe o pensador que fabrica pensamentos, o que não é verdade. O que temos é, na verdade, o cérebro respondendo a partir do pensamento, que é memória, a essa ou aquela reação de estímulo.

Por que é fundamental termos uma compreensão não intelectual, mas vivencial desse assunto? Porque todo tipo de sofrimento, conflito, problema, desordem e, portanto, todos esses transtornos de desordem emocional, psicológica, psíquica, de sofrimento psíquico, estão presentes em nós em razão da não compreensão de como se processa essa mecânica, que é a mecânica do pensamento.

Nós temos um cérebro presente nesse mecanismo, mas não há uma compreensão de como ele funciona psicologicamente. O resultado disso é que o pensamento está criando uma identidade para cada um de nós, então você se vê como alguém separado do outro, da vida, dos eventos, dos acontecimentos. Você se vê como alguém dentro do corpo, também separado do corpo, dos sentimentos, das emoções e do pensamento.

O que é que está produzindo isso? É o pensamento. É apenas o pensamento que lhe posiciona na vida, nesse existir, como sendo alguém. Você se vê como alguém, e esse “ver” nasce do pensamento, quando ele se separa e cria uma identidade, que é o “mim”, o “eu”. Se eu pergunto o seu nome, se eu pergunto o seu endereço, quem está me dando a resposta não é você, é o cérebro. Esse você é uma ideia que o pensamento tem de um pensador presente dando uma resposta.

Quando você usa o pronome “eu”, repare, é um pensamento. É o pensamento que está criando esse pronome, sustentando esse pronome e lhe dando uma sensação, sentimento, emoção, certeza de uma entidade presente com um “eu”, tendo a palavra “eu” como um simples pronome. É o pensamento que está lhe dando essa sugestão de uma identidade presente aqui e agora, na experiência.

A pergunta que eu lhe faço: sem o pensamento, quem é você? Se não há qualquer pensamento agora, aqui, quem é você? Em sono profundo não há pensamento, no desmaio não há pensamento. Quando você recebe uma forte pancada na cabeça, leva alguns segundos para você tomar consciência de novo desse sentimento, sensação e pensamento “eu estou aqui”, porque naquele dado momento da pancada na cabeça o cérebro não tem resposta para essa pergunta, se eu lhe fizer a pergunta; você precisa de um tempo para a resposta, para se recobrar da pancada na cabeça. Esse tempo é o pensamento.

Do sono profundo para o estado de vigília um tempo se faz necessário. Apenas quando você acorda e toma ciência de si, tem autoconsciência, é que você pode me dar uma resposta. Nós funcionamos, repare, com base no pensamento. Esse sentido do “eu” está presente com base no pensamento. É assim que nós temos funcionado, é assim que nós estamos funcionando. Então, há uma relação muito estreita entre mente, como nós conhecemos, e o tempo psicológico.

A presença do pensamento é o tempo. A ideia de ser alguém que você tem se baseia no passado, que é memória, que é lembrança, que é tempo. Tudo o que você pode dizer sobre você para mim é com base na memória, que o pensamento registrou, que está registrado aí, que o cérebro registrou. Então, o pensamento registrado no cérebro, que é o passado, que é a lembrança, que é a memória, que é tempo está me falando desse alguém.

Então, o “eu” é o passado. Esse “eu”, que é o passado, fala desse “eu” que está no presente e desse “eu” que está indo para o futuro. Não existe tal coisa, é só um modelo do pensamento se firmando na ideia do que foi, do que é e do que será. Esse é o sentido do “eu”, do ego.

Em você, o problema é a condição psicológica de ser você, que não é outra coisa a não ser uma condição de desordem, de desordem psicológica, em razão desse modelo de tempo psicológico. Investigar a natureza do “eu”, do ego, desse “mim”, desse “você” é ir além da mente e do tempo psicológico para o seu Natural Estado de Serm, que é atemporal, que é não espacial, que é não mental.

Assim, o seu Natural Estado Real de Ser é a verdadeira Consciência, que é Felicidade, que é Amor, que é Inteligência. Isso não tem nada a ver com esse sentido do “eu”, com esse sentimento, pensamento, emoção “eu”, que o ego conhece, que está dentro desse condicionamento psicológico. Esse condicionamento psicológico é o resultado de toda a história da humanidade presente nesse cérebro, nesse modelo de intelecto condicionado.

Assim, nós temos falado aqui com você, sempre, da importância do Autoconhecimento, porque é o Autoconhecimento que lhe dá o descarte dessa ilusão, da ilusão dessa egoidentidade. Aqui eu me refiro à Verdade do Autoconhecimento.

Aqui colocamos essa expressão “Autoconhecimento” de uma forma diferente da psicologia, da filosofia. Colocamos no sentido da compreensão direta da verdade sobre essa, assim chamada, consciência do “eu”. A verdade sobre essa consciência do “eu” é que ela não passa de um conjunto de memórias e lembranças dando uma identidade ilusória a esse mecanismo, a esse corpo-mente, e isso é descartado quando existe a Verdade do Despertar Espiritual, da Realização de Deus.

Então, é isso que estamos trabalhando aqui com você. Essa foi a mensagem do sábio Ramana Maharshi. Quando as pessoas lhe procuravam, ele tinha uma pergunta para elas. A pergunta é: quem é você? Olhe para si mesmo, investigue isso, pergunte: quem sou eu? O que é esse “eu”? Assim, esse é o nosso trabalho aqui com você.

Nós precisamos descobrir esse Natural Estado de Ser. Se Isso está presente, nós temos a Verdade do que é a mente livre, do que é a mente nova, do que é a mente livre dessa mente egoica como nós conhecemos. É Você em seu Natural Estado de Ser, onde está presente a Realidade Divina. Então, ter uma aproximação do Autoconhecimento e da Verdade da Real Meditação de uma forma prática, como nós temos trabalhado com você aqui neste canal, é fundamental.

Então, estamos dizendo para você que, sim, é possível uma vida livre de toda e qualquer forma de sofrimento psíquico. Uma mente livre, nova, uma mente livre desse modelo de tempo psicológico, livre dessa ilusão de “eu fui, eu sou e eu serei” é Você em seu Estado Natural, livre do ego. Alguns chamam isso de o Despertar da Consciência, que é Felicidade, que é Liberdade. Você nasceu para realizar Isso.

Então, esse é o nosso trabalho aqui. Além disso, nós temos encontros presenciais e retiros que ocorrem em alguns períodos do ano. Fora isso, a cada semana nós temos uma oportunidade de estarmos juntos: nós temos encontros online, que ocorrem aos sábados e domingos. Dois dias juntos, através de perguntas e respostas, aprofundando isso, trabalhando isso com você.

Novembro de 2024
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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Despertar da Consciência | Iluminação Espiritual | O que é a Vida? | Qual o significado da vida?

Aqui a pergunta é: o que é a vida? Será que nós faríamos tal pergunta se, de fato, estivéssemos apenas desfrutando o que é a vida? Nós faríamos essa pergunta se estivéssemos apenas desfrutando do que a vida representa, do que ela significa? Nós teríamos essa curiosidade ou especulação, de uma forma meramente intelectual, para formularmos uma pergunta como essa? Evidente que não!

Esse tipo de pergunta mostra que há presente em nós uma incompletude, um sentido de não totalidade, de infelicidade, que nos faz perguntar algo assim. Quando perguntamos o que é a vida, isso significa que não temos ciência da beleza do que ela representa, porque estamos vivendo a vida em um formato que está nos deixando dentro de uma condição, que é a condição da insatisfação, da não completude, da não liberdade.

Então, não existe na vida, dentro desse formato que se constitui essa vida como nós conhecemos, a Presença do Amor, da Felicidade, da Paz. É por isso que fazemos a pergunta: o que é a vida? Aqui vamos ver isso com você. Quando fazemos essa pergunta, isso significa que a vida como nós estamos vivendo é a vida particular de alguém, é essa particular vida que “eu” tenho. Essa particular vida é a vida centrada em ideias.

Então, nós temos a vida e temos a ideia sobre a vida; nessa ideia sobre a vida há um nível de incompletude, de insatisfação, de carência, de insuficiência, porque há essa ausência do Amor, da Paz e da Liberdade. Isso é a vida que conhecemos e, naturalmente, essa é a vida da pessoa. Aqui nós estamos investigando a vida, mas não fazendo perguntas “o que é a vida”, porque essas perguntas são intelectuais, são meramente verbais.

Uma aproximação da Realidade da vida não requer esse movimento intelectual de ideias, de afirmações, conceitos, especulações, deduções. Então, uma pergunta como essa soa, na verdade, muito filosófica, ou teológica, ou psicológica. Uma visão direta da vida não requer nenhum nível de aproximação desse tipo. Tudo que nós precisamos para a ciência da vida é o viver.

Não sabemos o que é o viver, porque estamos firmando nossa existência em um movimento do pensamento. Observem como isso é importante aqui ser investigado. O movimento do pensamento nos situa na existência como sendo uma pessoa presente, alguém presente na vida. Então nós temos a vida e temos alguém na vida; alguém é a pessoa que se firma no conceito da ideia do que a vida é, do que a vida representa, do significado da vida.

Assim, esse alguém, essa pessoa, esse “eu”, esse “mim”, esse ego é um modelo de pensamento presente que olha para a vida através de conceitos, de avaliações, opiniões, julgamentos e conclusões. Isso é o “eu”, isso é o ego, isso é a pessoa. Assim, quando nós perguntamos o que é a vida, é porque há um nível de insatisfação, de incompletude e, portanto, de sofrimento na pessoa.

Nós passamos quarenta, cinquenta, oitenta anos de vida como sendo alguém, como sendo uma pessoa. Esses quarenta, cinquenta, oitenta anos de vida é a vida da pessoa. Portanto, o seu modo de se aproximar da experiência, chamada vida, é a partir de alguém que experimenta. Então, a vida está norteada pelo pensamento. Então não é a real vida como ela acontece, é a vida como o pensamento idealiza, planeja, deseja, acredita, conceitua, gosta, não gosta. Repare, essa é a vida do “eu”, é a vida da pessoa, é a vida do ego.

Então nós temos a vida e temos o pensamento sobre a vida; temos a vida e alguém, a pessoa que pensa na vida, que idealiza a vida, que acredita na vida ou não acredita na vida, que gosta da vida ou não gosta da vida. Observe que essa vida centrada no pensamento é a vida do próprio “eu”, do ego, desse “mim”.

Então, o que é a vida? A vida é o que acontece. Mas, para esse “eu”, ela tem que ter um significado, e o significado que ele precisa que ela tenha para que ele se sinta bem, completo, preenchido, realizado. Só que isso nunca acontece, porque a vida é o que ela é, e o sentido do “eu” está vivendo numa forma isolacionista, separatista, individualista, se separando da vida como ela é e buscando a vida como ele deseja que ela seja.

Quando você se depara com um encontro como esse, você tem a oportunidade de investigar isso, de tomar ciência disso, de olhar de perto para essa condição, que é a condição do “eu”. Esse “eu”, essa pessoa, por mais que ela esteja desfrutando de algo na vida, ela sempre estará desfrutando de algo que está dentro da projeção do seu mundo particular.

Assim, nós temos, sim, momentos de prazer, de preenchimento, de satisfação, de realização. Coisas boas acontecem, coisas maravilhosas acontecem, mas insatisfações também, dores também, problemas também, dificuldades também, o sofrimento também. Isso está dentro desse círculo, que é o círculo da consciência do “eu”, onde temos presente a vida da pessoa.

E agora a pessoa faz a pergunta: qual é o significado da vida? Podemos ter uma explicação filosófica, uma explicação teológica, uma explicação psicológica, podemos ter ideias e crenças sobre a vida, mas tudo isso ainda estará dentro desse círculo, que é o círculo do pensamento. Todo conhecimento presente em nós está presente em razão do pensamento. Não há nenhum conhecimento que esteja livre do pensamento. E o pensamento não é outra coisa a não ser experiências.

Então, experiências são pensamentos. Esses pensamentos são o conhecimento. Esse conhecimento, assim como toda experiência, está dentro dessa limitação do conhecido. Tudo isso está dentro do pensamento. Portanto, todo pensamento é limitado, a experiência é limitada e o conhecimento é limitado.

Assim, a vida da pessoa é a vida limitada; ela gira sempre em torno de propósitos, objetivos, sonhos, ideais na vida conhecida do “eu”, na consciência da pessoa: isso é a vida, é a particular vida que a pessoa tem, que ela conhece. Por mais significativa, por mais profunda, ainda sempre será uma vida limitada dentro do pensamento.

O pensamento é um movimento em nós presente que vem do passado, que nasce dessa experiência que foi vivida ontem, ou há vários anos, ou apenas alguns minutos atrás, mas sempre é algo que vem do passado. O pensamento é limitado, está dentro da experiência, é só o conhecimento que o cérebro conhece, com base na memória, lidando com o que está aqui presente nesse instante. Notem, é a vida nesse instante acontecendo, a vida como ela é, e, no entanto, o pensamento trazendo sua leitura sobre tudo isso.

Então aqui já encontramos a razão da insatisfação, da incompletude, que faz com que tenhamos uma pergunta como essa: “qual é o significado da vida?” Apenas aquele que está em confusão, em desordem, em sofrimento, dentro da limitação daquilo que a insatisfação, a incompletude representam é que faz uma pergunta como essa.

Veja: quando é que somos felizes? Temos momentos em que somos felizes, mas repare, de uma felicidade que logo desaparece quando o pensamento entra. Mas quando somos felizes, nesse instante, nesse exato momento, não há pensamento. Percebam isso comigo aqui.

No momento em que você se sente pleno, completo, íntegro, em um estado de totalidade de Ser, onde há essa alegria e felicidade presentes, nenhuma pergunta surge; você não pergunta o que é a vida, o que é essa alegria, o que é essa paz, o que é esse amor, o que é essa felicidade. Nesse momento, o sentido do “eu” não está.

Mas é isso que nós conhecemos por felicidade, são momentos que surgem e aparecem exatamente quando o pensamento não está envolvido nesse instante, porque logo que ele chega, começa a dar explicações, começa a procurar as razões. Quando o pensamento está, não existe alegria, ela desaparece. Observe isso em você.

Todos os momentos em que você se sentiu feliz, nesse momento você não estava consciente de estar feliz. Repare: aqui está a vida. A vida é Ser, não é ter consciência de ser. No momento em que você desfruta de uma alegria plena, completa, total, o sentido de estar consciente disso não está presente. Quando o pensamento surge, essa consciência do “eu” surge e esse estado desaparece.

Notem que é sempre a presença do “eu”, do ego, dessa pessoa, na vida, que faz com que esta vida se torne a vida particular de um centro, que está vivendo uma experiência de separação, de isolacionismo e, portanto, alienado da vida, da beleza da vida, do amor que é a vida, do mistério que é a vida, da singularidade que é a vida.

Então, estamos dizendo aqui para você que a vida é Felicidade, é Paz, é Amor, é Liberdade, quando essa consciência do “eu” não está. Então essa é a resposta real do que é a vida. Você tem a resposta do que é a vida quando não existe a pergunta, porque esse perguntador, que é o ego, o “eu”, não está.

Observe que existem momentos na vida em que a sua particular vida não está presente. Então há um encontro com esse instante, há um encontro com esse momento, onde o sentido do “eu” não está, onde esse você não está, então temos a vida. Então, esse é o real significado da vida: é a vida como acontece, a vida como ela é, sem o sentido do “eu”.

Então, um contato com a Realidade da vida é a vida em Felicidade, em Amor, em Liberdade. A ciência desse Natural Estado de Ser é aquilo que alguns chamam de Despertar da Consciência ou Iluminação Espiritual.

Então esse é o nosso encontro aqui com você. Além disso, temos encontros online que ocorrem nos finais de semana. Sábado e domingo estamos juntos, através de perguntas e respostas, aprofundando esse assunto aqui com você. Também temos encontros presenciais e retiros.

Setembro de 2024
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

A importância do Autoconhecimento. Como lidar com o ciúme? Aprender a viver. Despertar Espiritual.

Na verdade, no que consistem esses nossos encontros aqui? Eles consistem em uma descoberta, em uma constatação, na tomada da ciência da Verdade daquilo que somos, de todo esse processo presente em nossas relações. A vida consiste de relações. Nós não podemos ter o real significado da vida sem antes termos um direto percebimento daquilo que se passa conosco, dentro de cada um de nós.

Em geral, nós acreditamos que a vida é algo que está acontecendo lá fora. A grande verdade sobre isso é que a vida está acontecendo dentro de cada um de nós. Aquilo que se processa em nós é parte da vida. Então, a vida em sua totalidade não pode ser aprendida ou compreendida sem antes termos uma visão clara de todo esse processo de pensamento, sentimento, emoção, sensação, de modo de perceber dentro de cada um de nós.

Observe que a vida é um movimento misterioso. A cada momento nós estamos sendo desafiados para dar à vida uma resposta. Agora notem, a vida não está do lado de fora, é todo um processo de relação entre cada um de nós e aquilo que acontece. Os acidentes, incidentes, ocorrências, acontecimentos, tudo isso é parte da vida. E aqui a pergunta é: como aprender a viver? Sem uma compreensão direta disso, a vida continuará como tem sido.

Como seres humanos, nós temos inúmeros problemas em nossas relações, começando por nós mesmos, a relação que temos com quem somos. Isso ocorre, basicamente, por um equívoco, e o equívoco é: não sabemos a verdade sobre quem somos, mas temos uma ideia sobre nós mesmos. Isso é um equívoco.

O pensamento que você formula a respeito de quem você é ocorre porque não sabemos como aprender a viver. O nosso contato com a vida, uma vez que a ideia de alguém que acreditamos ser está presente aqui, é de separação. Então, não sabemos viver, porque não aprendemos a viver. Me parece que uma das coisas mais difíceis na vida é a ciência desse aprender. Desde que nascemos, não temos acesso a essa aprendizagem, a essa forma de atuar na vida.

Aqui a expressão “aprender” nós colocamos de uma forma diferente. Não se trata de, pela experiência, adquirir conhecimento, ou pelo estudo dos livros, de ouvir palestras ou ensinamentos dados por outro, adquirir esse aprender. Aqui se trata de um aprender novo. O único verdadeiro aprender sobre a vida, que é aprender como viver, requer uma proximidade onde não exista qualquer separação entre aquele que aprende e aquilo que está sendo aprendido.

É como dirigir um carro: quando você se dispõe a aprender a dirigir um carro, a primeira coisa é tomar ciência da intimidade com o veículo. Afastado do veículo, você não tem ciência dessa intimidade. Sem a proximidade do veículo, você não tem como aprender como dirigir, porque dirigir requer a presença de um veículo, então, o carro está presente e você está presente. Nessa proximidade e intimidade, existe a técnica se tornando possível.

De outra forma, você vai ouvir falar sobre como dirigir, alguém vai lhe dizer como passar as marchas, como manter distância enquanto estiver na estrada dirigindo, e tudo isso que você estiver ouvindo do outro é apenas conhecimento emprestado, algo completamente, totalmente inútil sem essa intimidade com o próprio carro, que só você pode ter. Apenas esse contato irá lhe dar a técnica direta de como dirigir.

Veja, tudo na vida é muito simples quando se sabe e muito complicado quando se desconhece. A teoria nunca é a prática. A teoria sem a visão direta da experiência do experimentar, do descobrir de uma forma vivencial aquela dada coisa, é inútil. Aqui, a forma de nos aproximarmos desses encontros é pelo experimentar. Assim, uma das coisas mais complicadas na vida é aprender.

Tecnicamente, com dedicação, com aplicação, levando algum tempo, estudando vivencialmente, na prática, você termina aprendendo alguma coisa. E tudo na vida que você faz, repare, um dia você aprendeu. Falar você aprendeu, andar você aprendeu, comer você aprendeu. Absolutamente tudo você aprendeu: pentear o cabelo você aprendeu, escovar os dentes você aprendeu. Apesar de tudo o que nós já aprendemos, muitas coisas ainda não sabemos ou não fazemos direito, porque ainda estamos aprendendo.

Aqui eu não me refiro a esse modelo de aprendizado que requer uma vivência direta, um experimentar direto também, mas eu me refiro a algo muito mais delicado. Eu me refiro à compreensão da verdade sobre quem somos na vida, o significado da vida, a importância da vida, algo que está acontecendo, e nesse acontecer, não existe qualquer separação entre nós e ela.

Apenas em nossa ideia, em nosso pensamento, em nosso modelo equivocado de sentir, de agir e pensar há essa ilusão da separação, há essa ilusão de você e a vida, você e o outro, você e os acontecimentos, as ocorrências, o que surge, o que aparece. A ideia da separação é algo que está presente em nós; uma ideia que é o pensamento o responsável por ela.

Aqui, eu me refiro à beleza do aprender do Autoconhecimento. Precisamos do Autoconhecimento. Aprender a viver, a resposta para como aprender a viver reside na importância do Autoconhecimento. O Autoconhecimento é a proximidade da vida, a ponto de que uma compreensão direta surja de que não existe qualquer separação entre você e ela. Ela é a base para a Sabedoria. Notem a importância disso.

Nós temos diversas perguntas, e nós temos tratado delas aqui. Essas diversas perguntas começam, geralmente, com a expressão “como”. “Como lidar com o ciúme?”, por exemplo. “Como lidar com o sentimento de rejeição? Como lidar com a rejeição amorosa? Como lidar com o estresse? Como lidar com a depressão? Como lidar com a dor da solidão?” São centenas de milhares e milhares de perguntas como essas.

Reparem, essas perguntas não exigem uma resposta técnica, mas uma resposta de fundo psicológico. “Como dirigir um carro?” requer uma resposta técnica. “Como fazer um bolo?”: isso requer uma resposta técnica. “Como falar uma nova língua, um novo idioma?”: isso requer uma resposta técnica. Agora, “Como lidar com os pensamentos? Como lidar com os sentimentos? Como lidar com o outro?”: tudo isso requer uma resposta de uma outra ordem, de ordem psicológica.

O ponto é que nós não sabemos como nós funcionamos, como essa mente funciona, e é isso que estamos estudando aqui com você. Sem isso nós não temos a base para a Liberação nesta vida, para o fim dessa desordem psicológica em que nós nos encontramos.

Olhe para o mundo, o mundo está em conflito. Há um conflito entre os países, há um conflito entre as famílias, há um conflito entre as ideias, as opiniões. O conflito se estabelece entre pensamentos divergentes, entre crenças, também, religiosas diferentes, entre posicionamentos de interesse social e político diferentes.

A nossa condição psicológica de identidade é a condição centrada nesse “eu”, que não compreendemos como funciona. Nós não temos ciência desse movimento, que é o movimento do “eu”, do ego presente em cada um de nós, porque nós não nos compreendemos.

Aqui nós temos enfocado para você a beleza, a importância do Autoconhecimento, o que requer a compreensão do que é o pensamento, do que são as emoções, as sensações, os sentimentos. Como esse movimento interno, que é o movimento do “eu” em nós, funciona, se separando da vida, do outro, dos acontecimentos, eventos, incidentes e tudo o mais.

Nós aqui estamos com você investigando a Verdade Divina do nosso Ser, de nossa Verdadeira Natureza, para irmos além dessa condição de egoidentidade. Só então teremos uma resposta para o que é esse viver livre, feliz, onde a presença da Liberdade, da Verdade e do Amor está presente. Aqui, o nosso enfoque é no Florescer da Verdade Divina que trazemos, no fim dessa condição psicológica de egoidentidade, algo comum a todo o ser humano antes do Despertar Espiritual.

Aqui estamos trabalhando com você o Despertar da Consciência, o Despertar Espiritual, e isso requer a presença da Verdade sobre o Autoconhecimento – e temos falado inúmeras vezes isso aqui. Nós temos diversas falas a respeito do Autoconhecimento, e nós colocamos essa expressão totalmente diferente de tudo o que vocês já ouviram aí fora a respeito disso.

Aqui se trata de tomarmos ciência da ilusão sobre esse “mim”, sobre esse “eu”, sobre esse ego. Então, isso é o fim dessa condição egoica, o que representa o fim dessa condição psicológica dessa identidade, para algo totalmente desconhecido, de grande beleza e singularidade, que é a Presença da Inteligência, da Compaixão, que é a Presença do Amor, Aquilo que está presente quando há Sabedoria, quando há Liberdade, quando há Verdade.

Então, se isso se resolve, essas perguntas todas se resolvem. A exemplo disso, nós temos essa pergunta: “Como lidar com o ciúme?” Reparem a confusão em que nós nos encontramos. Não percebemos que a presença do ciúme é a presença do apego, é a presença do controle, da insegurança e do medo. É o medo que está por detrás desse sentimento, não é a Verdade, não é a Liberdade, não é a Beleza do Amor. O Amor é impossível enquanto houver apego, controle, ciúme, posse, domínio, dependência, insegurança e medo.

Aqui estamos juntos vendo a beleza desse encontro com a Verdade d’Aquilo que somos, e nesta constatação é que está presente a Liberdade, Verdade do Amor, de sua Real Natureza. Portanto, a nossa relação com o outro, com a vida, com o mundo é real quando temos a Verdade desse aprender sobre nós mesmos. Porque, quando aprendemos sobre nós mesmos, descobrimos que a ilusão desse movimento egoico, que é o movimento da mente condicionada presa a esse modelo de vida comum a todos, é uma ilusão que estamos sustentando por ignorância.

Aqui nós estamos trabalhando a questão do Florescer da Verdade, portanto, desta Liberdade. Estamos estudando juntos a nós mesmos, não os livros, as teorias, os conceitos. O nosso interesse aqui não está em ouvir falas e de, teoricamente, nos aproximarmos de questões como essas aqui. Nós queremos descobrir diretamente, vivencialmente o que tudo isso representa. Então, a Verdade do aprender acontece, e nesse aprender a Revelação Divina se mostra.

Então, esse é o nosso propósito aqui com você. Além disso, nós temos encontros online nos finais de semana. Sábado e domingo estamos juntos aprofundando essas questões, investigando isso com você. São dois dias juntos e, através de perguntas e respostas, estamos trabalhando isso. Fora esses encontros, nós temos os nossos encontros presenciais e, também, retiros.

Setembro de 2024
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terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Importância do Autoconhecimento. Autoconhecimento Supremo. O que é a mente? Advaita, Não Dualidade.

Aqui, invariavelmente, nós estamos, juntos, fazendo esta investigação da Verdade, da Verdade sobre quem somos. Por que isso é essencial? Porque sem isso você não tem uma visão real da Realidade de Deus. Aqui se trata dessa descoberta, da descoberta do seu Ser. Essa é a constatação da Realidade presente neste instante, a única Realidade presente: a Realidade Divina, a Realidade de Deus. Assim, este nosso trabalho aqui, juntos, está assentado sobre esta base – a base é a revelação do Autoconhecimento.

Aqui estamos vendo com você a importância do Autoconhecimento. Jamais teremos a importância do Autoconhecimento sem, primeiro, o Autoconhecimento na prática. Nós podemos teorizar sobre isso, ter conceitos sobre isso, ideias, crenças… podemos ter formulações intelectuais sobre o assunto e, na verdade, sem nos aproximarmos dele, nós não teremos a verdade disso, a ciência disso, a própria importância disso sendo revelada. Se torna fundamental nós termos uma aproximação do que significa o Autoconhecimento, uma vez que o Autoconhecimento – aqui eu me refiro ao verdadeiro Autoconhecimento – ele é, na verdade, o Autoconhecimento do Supremo, é o Autoconhecimento da Verdade Divina, é o Autoconhecimento de Deus.

Ter a visão do Autoconhecimento é ter a visão da Realidade de que Deus é a Verdade presente. No entanto, essa Realidade presente só é constatada quando o sentido do “eu”, deste “mim”, deste ego, se dissolve. Então, vamos ver aqui, com você, alguns aspectos dentro desse assunto. Um deles, fundamentais, é a compreensão da mente. O que é a mente? Como nossa mente funciona? Nós passamos por experiências, não temos a ciência do que são as experiências. Todas as nossas ações, todos os nossos comportamentos nascem da experiência. Não sabemos o que são essas experiências, não temos ciência de como essas experiências estão presentes hoje, aqui na nossa ação, no nosso comportamento, no nosso modo de sentir as coisas, de pensar sobre elas.

Repare, tudo isso faz parte das experiências. Nós passamos por experiências no passado, e quando nós passamos por experiências, elas deixam registros em nós; nós as registramos como parte do conhecimento, como parte do passado em nós, da memória que agora está presente em nós. Assim, essa lembrança, conhecimento, passado, memória, presente em nós para agirmos, falarmos, pensarmos, nos relacionarmos com a outra pessoa, com o mundo à nossa volta, isso é algo que vem dessas experiências. A nossa mente é o resultado da experiência. Então, o que é esta mente em nós? É o resultado do passado, de tudo aquilo pelo qual nós passamos.

Agora, há dois aspectos, aqui, bem interessantes que a gente pode se aproximar e perceber. O primeiro são essas experiências particulares e pessoais, que cada um de nós temos e que nós reservamos dentro de nós como parte dessa identidade, que é a identidade do “eu”. Mas além dessa qualidade de experiência pessoal, particular, nós temos todo um acúmulo de experiência de raça, de cultura, de mundo, de humanidade, e tudo isso também faz parte de todo esse acervo que nós trazemos. Assim, a identidade de ser alguém – observe isso – esse alguém que você é, você acredita que é individual. Esse alguém que é você é todo resultado de uma coletividade, de uma sociedade, de um mundo, de uma humanidade, de uma raça.

Então, nós somos criaturas humanas vivendo nesse mundo, numa relação com nós mesmos e numa relação com a vida, sempre dentro desse modelo; essa é a nossa forma de ser. Ter uma compreensão de tudo isso, ter uma investigação de tudo isso, representa a possibilidade do esvaziamento de tudo isso. Aqui nos deparamos com algo que nós jamais imaginamos. Esse algo é a possibilidade do fim desse padrão de continuidade – reparem – de repetição, de prática de cultura humana, de sociedade humana, de mundo.

Quando você olha para o mundo, você percebe toda a confusão em que o mundo se encontra, quando você olha para si mesmo, você percebe, também, elementos internos em você, que refletem exatamente toda essa confusão que está no mundo. A verdade sobre isso é que o mundo representa aquilo que cada um de nós somos; ou cada um de nós somos, na verdade, numa extensão menor, aquilo que o mundo, nessa grande extensão maior, representa. Então, toda a confusão lá é a confusão aqui. O medo presente no mundo, a miséria presente no mundo… toda a dor, toda a desordem, toda essa condição de insegurança e busca de segurança… tudo aquilo que estamos vendo no mundo, na verdade, está presente em cada um de nós. Não há qualquer separação entre aquilo que é você e aquilo que o mundo é, tudo isso é resultado desse conjunto de experiências que o “eu”, o ego, é.

Então, esse “mim”, esse ego, esse “eu”, é esse conjunto de experiências, algo que vem do passado. Passar por essa vida sem investigar isso, sem tomar ciência disso, sem ir além disso é continuar como todos os demais à sua volta: vivendo numa condição interna e também externa, de problemas, de sofrimento. Assim, nós estamos juntos vendo isso aqui com você. Se aproximar de si mesmo é Autoconhecimento na prática. Então se revela a importância do Autoconhecimento, porque quando a importância do Autoconhecimento agora se mostra, esse Autoconhecimento é o Autoconhecimento Supremo. Não se trata do autoconhecimento, no sentido em que a maioria das pessoas usam essa expressão. Aqui estamos falando da investigação da natureza do “eu”, do rompimento com toda essa estrutura psicológica, desse condicionamento psicológico. Estamos falando da visão da vida livre desta dualidade. Vamos tocar nisso agora, aqui, com você.

A dualidade é o princípio que norteia nossas vidas no conflito. Quando há essa dualidade, que é separação, o conflito se estabelece. Então, o que é essa dualidade? A dualidade é a ideia de que somos pessoas, convivendo com pessoas, como uma pessoa vivendo no mundo, tendo nossas particulares experiências e sendo o centro dessas experiências. Veja, estamos diante de algo totalmente ilusório, porque essa assim chamada “pessoa” é só o resultado – como acabamos de colocar e ver agora – ela é só o resultado de um conjunto de crenças, de ideias, de conceitos, de conhecimento que vem do passado. Tudo isso é resultado da propaganda. Então, uma parte vem desse próprio coletivo, de todo esse conjunto social, e outra parte tem sido adquirida particularmente, pelo nosso próprio movimento na vida, interagindo em nossas relações, sem compreender essas relações, passando por experiências e acumulando essas experiências.

Observe, é disso que se constitui esse “eu”, esse sentido de ser alguém. Então, é isso que nós chamamos de “pessoa”, e essa pessoa está se vendo separada de todas as situações, eventos, acontecimentos, circunstâncias, incidentes, acidentes… ela está se vendo separada do pensamento. Reparem, o pensamento, na verdade, é você, mas você se vê como um elemento que pensa. O nosso modelo do pensar é um modelo onde existe o pensamento – observe isso – esse pensamento é só algo como uma memória, uma lembrança, que vem do passado, e existe a ilusão de uma identidade pensando isso. Então. há uma separação. Isso é a dualidade: um “eu” pensando com o seu pensamento. Então, tem ele e o pensamento.

Na realidade, o que temos presente é o próprio pensamento, no seu próprio movimento, nos causando a impressão ilusória de um pensador presente. Vamos olhar com bastante cuidado isso. Acreditamos ser o pensador dos pensamentos, então há uma dualidade. Acreditamos ser aquele que está agindo, está tomando ações. Então, tem “eu” e tem as ações. Nós não sabemos a natureza das ações, não conhecemos a verdade do porquê fazemos o que fazemos ou não fazemos o que não fazemos. Porquê fazemos tal coisa ou porquê não fazemos tal coisa? Acreditamos que temos o controle disso, que somos uma entidade separada do pensamento, das ações, do outro, do mundo, das situações, dos eventos, dos acontecimentos.

Então, o que temos presente? Um conceito equivocado de dualidade, de separação. Olhar de perto isso, tomar ciência dessa ilusão, é ter a Verdade Suprema sendo revelada, a Verdade Divina sendo revelada. Nesse Autoconhecimento Supremo temos a ciência de que essa dualidade é uma ilusão. A única Realidade presente é a não dualidade. A palavra para isso é “Advaita”; Advaita, a não dualidade. A Verdade Divina, a Verdade Suprema, a Verdade de Deus é a não dualidade. A Realidade presente é não dual e essa Realidade é a Realidade de Deus.

Nós estamos vivendo uma particular vida, essa particular vida está dentro desse contexto de continuidade nesse movimento, que é o movimento da mente. Esse movimento da mente, repare, é algo que vem do passado. Esse movimento do “eu” – me parece que já ficou claro – é algo que vem do passado. Tudo que você sabe sobre você, tudo que você pensa, tudo que acontece dentro da sua cabeça, repare, é uma lembrança, é algo que vem do passado. Todo conhecimento, todo posicionamento, toda ação tomada, sua fala, sua linguagem, tudo é algo que foi aprendido, e foi aprendido no passado. Isso contextualiza esse sentido de uma identidade presente que é o “mim”, o “eu”, o ego.

Podemos ir além disso, para a constatação de algo inteiramente novo que está além do conhecido e, portanto, além do “eu”, do ego, além de todo esse condicionamento de cultura humana? A constatação disso é a constatação deste Ser – Consciência – Felicidade. Isso não faz parte do conhecido, não faz parte do tempo, não faz parte do passado, é a Realidade deste Ser. Isso é algo indescritível, inominável, é a presença do Amor, da Paz, da Felicidade, da Liberdade… de uma vida livre desta particular vida, que é a vida centrada no “eu”. Então, há uma plena compreensão da vida, na vida, pela vida, e essa vida é você em seu Ser, sem a dualidade, sem a separação. Quando a Beleza da Meditação está presente, da Real Meditação, ela surge quando há Autoconhecimento. Quando a Beleza da Meditação surge, fica clara a Realidade da ausência desse tempo, que é o passado, que é essa ilusória noção do presente e essa fantasiosa busca pelo futuro que o “eu”, o ego, conhece.

O nosso trabalho aqui consiste nesta descoberta, na descoberta de algo que está fora do “eu” e, portanto, fora do conhecido, fora do tempo. O Despertar Espiritual, a Iluminação Espiritual, a Realização de Deus – há vários nomes para esse Natural Estado que é Advaita, a não separação, a não dualidade. Não há alguém presente aqui, neste instante. Nós vamos continuar sempre explorando isso aqui com você, investigando isso aqui com você, não há alguém na experiência; essa experiência não é registrada. Isso significa a Verdade de um experimentar: quando não há registro, nós não temos mais a experiência, temos o experimentar. É a vida na vida, pela vida, com a vida, é a presença do Amor, é a presença da Verdade, é a constatação desse encontro com a Verdade de Ser. Então, não há algo que possa ser visto aqui como um modelo mais de dualidade, de separação, não existe mais esse padrão egocêntrico de ação, de pensamento, de sentimento, de vida particular e pessoal. Tomar ciência disso é a coisa mais importante nesta vida.

Nós fazemos encontros on-line aqui, nos finais de semana, sábado e domingo, e podemos nos aproximar disso através de perguntas, respostas… nessa constatação com a ciência do Autoconhecimento e da Meditação, ter uma aproximação da Verdade d’Aquilo que somos. Então, aqui, na descrição do vídeo, você encontra o nosso link do grupo do Whatsapp para participar desses encontros. Temos encontros presenciais e também retiros. Se isso que você acaba de ouvir faz algum sentido para você e você sente de aprofundar isso, fica o convite. Ok? Aproveita e já deixa aqui o seu like, deixa aqui um comentáriozinho no vídeo: “Sim, faz sentido.” e já se inscreve no canal. Valeu pelo encontro e até a próxima.

Junho de 2024
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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Inteligência Natural | A chamada inteligência artificial | TDAH: déficit de atenção e hiperatividade

Vamos trabalhar com você aqui, hoje, trazendo alguma coisa a respeito do Despertar da Inteligência. Percebam uma coisa: para nós, aquilo que nós temos chamado de inteligência é a habilidade de perceber, aprender e tomar decisões. Tudo isso o cérebro humano tem feito; ele vem fazendo há milênios. Nós chamamos isso de inteligência: a capacidade humana, capacidade do ser humano, nesta assim chamada “inteligência humana”, como nós chamamos. Esse modelo de inteligência é o modelo de inteligência como nós conhecemos. Então, se trata de perceber, aprender e tomar decisões, o cérebro tem funcionado assim. Chamamos isso de inteligência.

Hoje em dia nós temos o cérebro eletrônico, as máquinas também fazendo a mesma coisa que o nosso cérebro está fazendo. Então, nós treinamos as máquinas, também para aprender a partir da percepção. Então, a máquina percebe, aprende e toma decisões. A isso nós temos o chamado de “inteligência das máquinas”, a tão famosa para nós, hoje em dia, chamada “inteligência artificial”, a conhecida “inteligência artificial”. Então, nós temos de um lado essa assim chamada “inteligência humana” com esse cérebro biológico e do outro lado nós temos essa assim chamada “inteligência” da máquina, a “inteligência artificial”, com o cérebro eletrônico.

Então, eu quero tratar com você aqui do Despertar da Inteligência Natural. O que é essa Inteligência Natural? Eu tenho chamado de “o Despertar da Inteligência”. É aquilo que se mostra quando a Real Consciência desperta, quando há a Verdade do Florescer da Real Inteligência. Então nós temos a Inteligência Natural. Essa Inteligência Natural, ela difere dessa inteligência artificial, dessa inteligência assim chamada “humana”.

Notem que essa inteligência de um cérebro que percebe, aprende e toma decisões dentro de uma base que é a base da memória, da repetição, que tem por princípio a experiência… ao passarmos por experiências há essa percepção, há esse aprendizado, quando registramos essa ou aquela informação e a partir dali nós tomamos ações. Assim nós temos funcionado; assim, como seres humanos, estamos funcionando há milênios. Mas o que são nossas ações quando nascem desse processo, dessa assim chamada “inteligência humana”? São ações em conflito! E é simples observarmos isso em nós.

A inveja é algo presente nessa percepção, nesse fundo de reconhecimento daquilo que está sendo percebido por essa suposta pessoa que acreditamos estar aqui, o que se constitui numa crença. A ideia de estar presente porque o cérebro está funcionando desta forma, nos coloca dentro de uma ilusão. É a ilusão de uma identidade presente aqui, neste instante, nesta experiência. Então, nós temos percepções e elas causam ciúme, elas causam inveja, elas causam desejos, conflitos. Nós tomamos ações a partir deste fundo de lembrança, de memória aprendida, e essas ações nascem deste “eu”, que é um centro ilusório presente.

O sentido de ser alguém aqui, presente, é uma falácia, é uma ilusão! Nós carregamos esse sentido de egoidentidade, de identidade do “eu” presente. É isso que nós chamamos de “inteligência humana”. A inteligência em nós, essa assim chamada “inteligência” em nós, é apenas a continuidade da memória de um cérebro que está condicionado a pensar, sentir e agir. Então, quando dizemos que as máquinas pensam como nós, na verdade, elas são uma cópia desse modelo. É evidente que uma cópia muito mais aprimorada, porque elas podem funcionar de uma forma muito mais eficaz tecnologicamente, cientificamente, produtivamente. Então, as máquinas têm uma velocidade de ação, de operação, muito maior que cada um de nós, que esse cérebro em nós. Evidente que algumas coisas essas máquinas não conseguem fazer – esse cérebro humano consegue – mas, em geral, o processo é basicamente o mesmo: perceber, aprender e agir a partir de um programa, de um condicionamento.

É assim que nós temos funcionado, é assim que estamos funcionando. Esse é o sentido de ser alguém dentro do viver, dentro da experiência. Isso não requer a presença de uma Real Consciência. Tudo que se faz necessário nós temos, que é um cérebro, um mecanismo altamente capaz de, com base na memória, responder de uma forma reativa a este instante. Porque essa ação com base na memória é sempre reativa, é algo que vem do passado. Isso dispensa a presença de uma Real, de uma Verdadeira Consciência. Então, nós funcionamos também como uma máquina.

Você me elogia e tudo que acontece aqui é uma reação bem comum, bem mecânica, bem reativa desse condicionamento. Você me elogia e há, neste momento aqui, uma reação. Uma reação mecânica, uma reação condicionada, uma reação já programada ao elogio. Quando ocorre o elogio eu me sinto feliz. Esse “eu” que se sente feliz é um condicionamento, é uma programação. Se você me censura, se você me insulta, eu me sinto triste ou com raiva e isso é uma reação, também, aqui no corpo, no cérebro, nesta mente… nesta mente condicionada, nesse cérebro condicionado.

E essa é uma resposta desta assim chamada “consciência humana”, que é essa mente condicionada, esse cérebro condicionado a isso que nós chamamos de “consciência humana”. Isso dispensa a Verdade de uma Real Consciência. Nós não temos a Ciência da Verdade, d’Aquilo que verdadeiramente somos, d’Aquilo que realmente nós somos. Não temos Ciência e não assumimos esta Real Consciência além desta consciência humana, a Quietude e o Silêncio desta Mente Nova, descondicionada, porque estamos dentro de um condicionamento psicológico.

Então, nós estamos tentando resolver os problemas humanos há milênios! O problema do ciúme, da inveja, do medo e diversos outros problemas como, por exemplo, agora é muito comum se falar em TDAH [Déficit de Atenção e Hiperatividade]. As pessoas vivem nesse déficit de atenção, nesse padrão de hiperatividade, e nenhuma inteligência humana tem se mostrado capaz de resolver isso. E nenhuma inteligência artificial jamais será capaz de resolver isso, porque, psicologicamente, o fim para essa condição psicológica requer a presença da Verdadeira Inteligência, da Inteligência Natural.

Então, nós temos falado aqui neste canal da importância do Despertar desta Inteligência Natural. A Inteligência Natural está além desta inteligência artificial. É algo que está além desta inteligência humana. Então, o Despertar da Verdade do seu Ser é o fim destas condições psicológicas presentes em cada um de nós. Até onde os problemas em nós presentes são determinados, de verdade, por essa condição neurológica? Boa parte dos problemas presentes em nós estão dentro desta condição psicológica, desta ilusão que é a ilusão desta identidade egoica, que é a identidade do “eu”.

Então, esses problemas que expressamos na vida, no viver, em nossa relação com o outro, nesta relação com a vida, podemos nos aproximar de tudo isso de uma forma completamente diferente. A inteligência artificial não pode nos ajudar nisso, a inteligência humana não pode nos ajudar. Apenas o Despertar da Natural Inteligência, da Real Inteligência, que é o florescer da Sabedoria, uma energia presente já nesse mecanismo, nesse organismo, operando uma mudança, uma transformação neste corpo e neste cérebro. Então, temos a Verdade deste Ser. Isso presente é o fim para essa antiga condição psicológica e de expressão, também egoica, na relação com o outro, neste conflito, nesse sofrimento interno, nesta interna infelicidade. O fim para isso acontecendo aqui, neste instante.

Aqui no canal estamos lhe mostrando a oportunidade do Despertar desta Natural Inteligência. Então, esta Inteligência Natural, a Verdade do seu Ser florescendo, é o fim do medo, da ansiedade, da angústia, da depressão… desta relação com o instante, com o momento presente, nesse estresse, nessa tensão… nesse padrão que é o padrão do próprio “eu”, onde todo o funcionamento do cérebro pode lhe tornar tenso, expressando essa condição de hiperatividade, de comum desatenção para aquilo que aqui está.

A desatenção a este momento presente é algo muito básico, é muito comum nesse cérebro condicionado. Então, nós vivemos nesta desatenção. Não temos ciência do movimento do pensamento, do sentimento, da emoção, da sensação, da percepção, daquilo que aqui está presente. Identificados, presos a um modelo cerebral condicionado, de comportamento e de atividade, não somos verdadeiros, não somos objetivos, não somos práticos. Naturalmente, não somos produtivos. Há sempre o sentido de um “eu”, de um ego, de uma ilusória identidade nos roubando este instante, nos levando para o futuro. É assim que, no ego, estamos vivendo. Ou nos levando para o passado. Não temos ciência da Realidade deste instante porque vivemos psicologicamente em um tempo criado pelo próprio pensamento.

Então, a condição desta assim chamada “inteligência” em nós é muito limitada. O que geralmente temos chamado de inteligência é a capacidade de reproduzir com base numa informação já adquirida: passamos por experiências, guardamos essas experiências, registramos essas experiências, elas passam a ser parte do que o cérebro aprendeu, e reproduzimos. Essa habilidade, essa maestria de reproduzir, essa capacidade de lidar, por exemplo, com a matemática, com a física, com a química ou com alguma atividade, com muita habilidade, nós chamamos isso de inteligência, mas isso é algo ainda mecânico, é algo ainda programado pelo próprio cérebro que tem sua própria limitação.

A Verdade da Inteligência é uma ação livre do ego, livre do “eu”. Não esse antigo modelo de atividade egocêntrica como nós conhecemos, onde temos as ações com base no interesse, no desejo, no impulso reativo da memória. Estamos falando desta ação neste momento, não uma ação unilateral, bem particular, bem específica para uma realização técnica, funcional, profissional. Estamos falando da ação da totalidade da vida. Então, na sua relação com o outro, uma relação sem medo, sem inveja, sem apego, sem ciúme, sem essa imagem que você faz dele ou dela. Viver livre desse tempo criado pelo pensamento, que coloca você como uma pessoa, como alguém presente, agora, neste instante aqui, porque veio do passado, indo para o futuro.

Então, há toda essa noção desse psicológico tempo. Realizar a Verdade d’Aquilo que é você, compreender a Verdade do seu Ser, é o fim para o problema que é o “eu”. O que temos dito aqui é que o único problema presente na sua vida não é a sua vida, é a história de alguém presente, dono e senhor desta assim chamada “minha vida”. Então, esta sua vida é só a vida, não é a particular vida desse “eu”. Assim, nós estamos trabalhando juntos aqui o fim para toda essa ilusão. A Realização do seu Ser é o Despertar da Natural Inteligência, da Real Inteligência. Alguns chamam de Iluminação Espiritual… a vida neste instante acontecendo sem esse elemento mecânico, sem esse elemento que é o “eu”, sem essa ilusão, desta identidade presente, com todos os problemas ilusórios criados pelo próprio pensamento.

Então, a Verdade do Real Pensar está presente. Não esse antigo modelo de pensar, sentir e agir dessa inteligência humana. Temos presente a Ordem, o Silêncio, a Quietude, a Ausência do “eu”, a Liberdade de simplesmente Ser Real Consciência. Esta é a Verdade da Inteligência, da Verdadeira Inteligência, da Natural Inteligência. Nós estamos trabalhando isso aqui em encontros on-line nos finais de semana. Nós temos aqui na descrição do vídeo o nosso link do whatsapp para esses encontros. Então você pode entrar e participar desses encontros. Além disso temos encontros presenciais, temos retiros… então fica aqui a oportunidade para você. Se isso é algo que faz sentido para você, aproveita e já deixa o seu “like”, se inscreve no canal, ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima.

Outubro de 2023
Gravatá-PE
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