quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Sabedoria inteligência conhecimento. Aprender sobre Autoconhecimento. O que é o medo?

Aqui nós temos uma prontidão para a descoberta, e é por isso que estamos juntos aqui, nesses encontros. A cada vídeo, nós estamos juntos investigando alguns assuntos, nos aproximando deles, e hoje eu quero tratar com você da beleza desse encontro com a Verdade sobre quem nós somos, é isso que nos aproxima da Sabedoria. O assunto é Sabedoria, Inteligência e conhecimento.

Deixa eu começar dizendo aqui para você uma coisa bastante interessante: em geral, nós somos muito pouco refletidos a respeito disso, ponderamos pouco, ou pouquíssimo, ou quase nada, a respeito desses assuntos que nós tratamos aqui. Então, é importante aqui eu lhe chamar atenção para algumas coisas. Então, estamos sempre aqui procurando colocar diante do seu olhar, desse seu escutar, desse seu perceber como temos que nos aproximar disso, sem subestimar a importância e o valor de tudo isso.

Então deixa eu começar com um exemplo para você. Todos os dias você assiste televisão. Raramente tem um dia que você não liga a televisão. Veja, todos nós temos uma televisão, essa época já foi, a época em que televisores eram artigo de luxo. Hoje todos têm uma televisão, todos nós assistimos televisores. A cada dia temos televisores mais sofisticados em nossas casas. Assim, todos nós temos uma familiaridade com a televisão.

Agora repare: essa afirmação que eu acabei de colocar aqui, ela é verdadeira ou é falsa? Talvez você diga: "Não, isso é a mais pura verdade. Sim, todos nós temos contato com a televisão". Mas aqui a pergunta é: você tem ciência do que é um televisor? A resposta para isso, é claro, a maioria de nós não tem, a não ser que você seja um técnico que tem a formação em eletrônica, especificamente de televisores, e sabe que um televisor tem nele milhares e milhares de peças e diversos sistemas, cada um se ocupando com uma certa função para tornar disponível para você o som, as imagens, as cores, tudo funcionando perfeitamente.

Então, veja, nós não sabemos o que é o televisor, o que é esse aparelho e, no entanto, nós estamos fazendo uso dele todos os dias. Então, nós conhecemos a televisão porque estamos fazendo uso dela? Nós conhecemos o aparelho televisor e como ele funciona porque estamos fazendo uso dele? A resposta é simples: não. Nós sabemos como funciona um carro? Não. Nós sabemos como funciona um computador? Não. E, no entanto, estamos todos os dias fazendo uso disso, de carros, computadores, televisores, mas não sabemos como isso funciona. E eu gosto dessa ilustração, porque ela é bem prática, ela é bem objetiva.

Agora, eu faço uma pergunta para você: você sabe como você funciona? No entanto, todos os dias, se tem algo íntimo, próximo, do qual você tem acesso o tempo todo é a presença de si mesmo e, no entanto, repare, você não sabe como você funciona. Você tem pensamentos, mas não sabe como funciona, sentimentos, emoções. Você sente isso que sente, você pensa isso que pensa, você diz isso que diz, você reage a estímulos e responde a ações na vida, mas não sabe qual é a natureza das ações, a natureza dos pensamentos, a natureza dos sentimentos e das emoções. Você tem emoções, pensamentos, sentimentos e ações, mas não sabe a natureza disso. Assim como não conhece a televisão, o carro e o computador, você não conhece nada sobre si mesmo.

Então, não vamos subestimar esses encontros aqui. Aqui nós estamos declarando algo que você precisa tomar ciência por si mesmo. Não fique em minha fala e em minhas palavras, verifique, investigue, tome ciência por si mesmo e descubra o que estamos dizendo. Estamos dizendo que, na vida, não compreender como um televisor funciona, tudo bem, como um computador funciona, também está tudo ok, não saber como um carro funciona, ótimo, não há nenhum problema nisso. O carro dá problema, você chama um mecânico, o computador dá problema, você chama o técnico, a televisão dá problema, você chama o técnico, mas quando você tem um problema, quem você chama?

Se você tem um problema de saúde, você procura um médico, se você tem um problema de cabeça, psicológico, você procura o especialista, mas até que ponto você pode ser ajudado por eles? Nós sabemos do que estamos colocando aqui para você, nós sabemos o que você também está ouvindo, dentro desse contexto de fala. Você pode estar ouvindo a partir de um fundo que aceita ou rejeita o que estamos dizendo, mas a grande verdade é que estamos lidando aqui com um assunto que é incontestável, estamos lidando com um fato, e o fato é: nós precisamos compreender a verdade sobre quem nós somos, e qualquer ajuda que nós tenhamos nesse sentido será algo sempre limitado. Ninguém pode cuidar realmente, psicologicamente, de cada um de nós.

Podemos ter ajudas, auxílios, mas ninguém pode compreender a Verdade sobre aquilo que nós somos além desse corpo e dessa mente. Então, a investigação da Verdade sobre nós mesmo inclui a compreensão dessa totalidade de nossa vida, de nossa existência. Nós não somos só o corpo e a mente, como o pensamento nos faz acreditar, e não podemos continuar vivendo a vida sem a compreensão da Verdade sobre quem nós somos, como o pensamento nos faz acreditar. E fica muito claro isso quando nós olhamos para a nossa vida e percebemos a confusão em que nós nos metemos e que ninguém pode resolver isso em nosso lugar por nós.

Quando você sofre de inveja, ciúme, medo, ansiedade, depressão, angústia, preocupação, insegurança nas relações, baixa autoestima, quando o sofrimento está presente nessa pessoa que você é ou demonstra ser, quem pode lhe ajudar? Os nossos médicos têm limitações. Chega um momento em que você se dá conta que a vida, nela, uma compreensão se faz necessária. Não podemos lidar com nós mesmos como estamos lidando com o nosso carro, com o nosso computador ou com o nosso televisor. Nós precisamos tomar ciência da Verdade sobre nós mesmos. Aqui a colocação é que a ciência sobre quem nós somos é a ciência do que a vida é, porque não há separação entre a vida e aquilo que nós somos.

Nós desconhecemos a natureza da Verdade sobre nós mesmos. O que nós temos sobre quem nós somos é aquilo que aprendemos dentro dessa cultura em que nós fomos educados, ensinados, motivados para viver. Assim, estamos vivendo como as demais pessoas a nossa volta, sem a Verdade dessa ciência sobre quem nós somos.

Aqui nós estamos com você nesse aprender sobre o Autoconhecimento. É nesse aprender sobre o Autoconhecimento que temos, na vida, uma Real visão da Vida, da Totalidade da Vida; esta é a ciência da Sabedoria. Então Sabedoria, Inteligência e conhecimento - essa é uma playlist que estamos trabalhando aqui com você no canal. Na vida, lidar com o viver, com a vida em sua totalidade requer a presença da Sabedoria, da Inteligência e do conhecimento.

Veja, não se trata do conhecimento, que é o conhecimento que nós conhecemos dentro desse contexto técnico, para lidar com os assuntos da tecnologia, da ciência, da música, da filosofia ou da psicologia. Aqui se trata desse Real Conhecimento Divino, um conhecimento que revela aquilo que está fora do conhecido. Então, se trata de um conhecimento de uma outra ordem. Não é algo que nós vamos aprender estudando tecnologia, esse é o conhecimento de eletrônica, de computação, de matemática, de física, de química.

Aqui se trata do conhecimento que aponta para aquilo que está além do conhecido, aqui se trata da Inteligência que não é a inteligência do conhecimento e da experiência para lidar com os assuntos desse mundo externo, desse mundo tecnológico, científico, também não é essa inteligência. Aqui se trata da Inteligência Divina. Portanto, se trata desse conhecimento para aquilo que está fora do conhecido, desse conhecimento que revela aquilo que está fora do conhecido, trata-se dessa Inteligência, que é a Inteligência Divina, que é a Inteligência de Deus. Apenas quando Isso está presente, podemos nos situar na vida em Sabedoria.

Por isso, esse aprender sobre o Autoconhecimento é a base para a vida em Sabedoria, é quando podemos lidar com a vida como ela acontece, sem essa desordem, confusão, sofrimento, algo presente em razão dessa ignorância a respeito de quem nós somos. Uma coisa importante aqui é nos aproximarmos dessa visão, dessa compreensão de que você nasceu para realizar Deus, nasceu para tomar ciência de Algo além dessa ideia de alguém que nasceu, de alguém que está vivo e de alguém que vai morrer.

Há algo presente na vida, e esse algo presente é a Vida do seu Ser, de sua Natureza Divina. A ciência disso é Sabedoria. Então, lidar com o outro, lidar com acontecimentos, situações, lidar com a vida como ela acontece, isso é algo que requer de cada um de nós uma aproximação desse momento livre dessa forma comum de pensar, de sentir, de se mover na vida, como em geral as pessoas estão vivendo.

Aqui, de uma forma clara, nós precisamos tomar ciência de que esse televisor está funcionando, esse computador está funcionando, esse carro está funcionando, mas nós, como seres humanos, estamos em pane, estamos com problemas. E é simples essa constatação, é só olhar para o mundo. Não é para esse mundo distante, lá, no outro lado do planeta, basta olhar para as nossas relações mais próximas, a confusão, os problemas presentes em nossas relações em razão desses estados internos em que nós nos encontramos - essas panes, esses problemas internos.

Quando o seu televisor quebra, o computador ou o carro, isso não é tão complicado. Mas olhar para si mesmo, tomar ciência de suas reações, isso requer um trabalho. E não estamos diante de um trabalho tão simples, estamos diante de uma grande descoberta, estamos diante da descoberta Divina, da descoberta de Deus. Mas isso requer um esvaziamento desse psicológico conteúdo de desordem, de ambição, inveja, medo, ciúme, posse, controle, medos e desejos.

Aqui, nesses encontros, estamos trabalhando isso com você, estamos dando uma resposta vivencial para questões que temos na vida, como por exemplo o medo. O que é o medo? Observe as diversas formas de medo que nós temos desde os primeiros dias. Desde a infância até a velhice - quando chegamos à velhice, porque antes disso a morte pode acontecer a qualquer um - a nossa vida é uma vida de medo, e não sabemos o que é o medo, o que é lidar com o medo, não sabemos a verdade sobre o medo.

Então, o que é o medo? Podemos descobrir a vida sem medo, uma vida livre de toda a forma de medo? Isso requer uma compreensão direta de como nós funcionamos. É isso que estamos trabalhando aqui com você. A Verdade desta Revelação, a Verdade sobre quem nós somos, é a ciência da Realidade sobre quem é Deus, sobre onde Ele está, onde Ele se encontra, qual é a Realidade d'Ele. Não há qualquer separação entre Ele e a vida, entre Ele e aquilo que é Você em sua Natureza Real.

Aqui, nos finais de semana, sábado e domingo, estamos juntos aprofundando isso, explorando isso com você. Aqui na descrição do vídeo você tem o nosso link do WhatsApp para participar desses encontros e aprofundar essas questões conosco. Eu sempre pergunto: isso faz sentido para você? Se faz sentido para você, já deixe aqui o seu like, coloque aqui nos comentários: "Sim, isso faz sentido" e aproveite e já se inscreva no canal. Ok? Lembrando também a você: nós temos encontros presenciais e também fazemos retiros. E, se faz sentido, a gente se vê, ok?. Valeu pelo encontro e até a próxima!

Dezembro de 2024
Gravatá-PE
Mais informações

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Como meditar da maneira correta? Questões fundamentais da vida. Despertar. inteligência Espiritual.

É estranho ouvir isso, mas é exatamente assim. Você tem tudo na vida, mas você não tem isso. Então, você não tem nada.

Aqui eu me refiro a essa ciência de Deus, a esta ciência da verdade. A sua vida, como você vive, onde nela você se encontra como um elemento separado e a parte de tudo que ela é, de tudo que ela representa, é uma condição de ignorância, de psicológica ignorância, onde você está apenas dentro de um sonho particular, de mundo, de realizações, de conquistas, que já conquistou muito, conquistou tudo, se é que isso é possível. Conquistar tudo. Veja, isso tudo faz parte da sua imaginação, a imaginação de que você tem tudo, de que você realizou tudo, ou de que um dia irá realizar tudo que deseja realizar, sem a ciência da verdade sobre você.

Aqui a expressão é a ciência do Autoconhecimento. Aqui a expressão Autoconhecimento não é no sentido de um mero reconhecimento daquilo que é você. O reconhecimento daquilo que é você é um modelo de pensamento que você tem sobre quem é você.

É exatamente assim que a maioria das pessoas usam aí fora essa expressão. É exatamente assim, nesse sentido. É dessa forma.

A palavra Autoconhecimento, para elas, é o conhecimento de quem elas são. Se você pode conhecer quem você é, esse conhecimento que você tem sobre você é somente um reconhecimento mental, intelectual, uma imagem que você tem agora construída a respeito daquilo que você acredita ser, por ter uma descrição disso, uma análise sobre isso, avaliações e comparações sobre isso. Portanto, isso se trata apenas de mais uma imagem que o pensamento tem estabelecido, como sendo você.

Aqui, quando colocamos a expressão Autoconhecimento, estamos falando desta ciência da compreensão desse mim, desse "eu". Esta compreensão desse mim, desse "eu" é o descarte dele.

Então, a grande verdade do Autoconhecimento é a verdade de que não existe esse mim, esse "eu", esse alguém para se conhecer. Quando você entra fundo nesta compreensão de si mesmo, descobre que esse si mesmo é constituído de imagens, de ideias.

O que são essas ideias? Um conjunto de pensamentos da formação a um modelo, a um conceito, a uma ideia. A verdade sobre você sendo vista, a ciência desta verdade, é a compreensão de que esse você não é real. Há uma realidade presente nesse olhar.

Mas essa realidade desse olhar não é o olhar de alguém se vendo, de alguém se entendendo, de alguém se autoconhecendo. A presença desse olhar é a ciência da verdade. Esta ciência é a revelação da única coisa que importa na vida, que é a própria ciência da vida, onde temos presente a realidade de Deus.

Então, a única coisa real na vida é a realidade dela própria, nela mesma. Esta é a ciência do seu Ser, de sua natureza verdadeira, desta real consciência. Veja, não desta consciência que é a consciência da pessoa. Desta pessoa que realiza tudo, ou realizou tudo, ou está sempre realizando o que deseja, o que busca, o que quer realizar.

Aqui estamos com você descobrindo a ciência da verdade, daquilo que realmente está presente fora deste sonho, desta imaginação, desse pensamento que nós temos sobre a vida. Pensamento que temos sobre a vida é parte dessa ignorância que nós temos a respeito de quem nós somos.

A visão que você faz do mundo é a visão a partir da ideia de ser alguém no mundo. O que é uma fraude. O que é uma ilusão, um equívoco, um engano. Aqui com você nós estamos investigando essas inúmeras questões. Repare, agora, no início da fala, eu disse que você pode realizar tudo na vida.

Veja, isso é parte de uma imaginação. Enquanto o sentido do "eu", do ego, desse mim, enquanto essa ignorância prevalecer, que é a não compreensão da verdade sobre quem é você, você sempre terá questões, problemas. Então, essas diversas questões que temos não resolvidas, aqui estamos com você explorando essas questões, e essas questões, elas sempre estarão presentes enquanto a ignorância prevalecer, enquanto a ilusão prevalecer.

E a ilusão é esse sentimento de ser alguém. Observe, olhe, se aproxime e você irá perceber que você carrega um sentimento de separação. Você pode ter a crença em Deus, mas você se vê como um elemento separado dele. Essa crença é só algo que o pensamento também está produzindo.

A nossa vida, nesse padrão de ignorância, de ilusão sobre quem somos, é constituída de pensamentos. Então, você tem um pensamento sobre Deus, um pensamento sobre o outro, um pensamento sobre você. E esse elemento presente, que é o "eu", esse mim, esse você, carrega inúmeros problemas. E aqui estamos com você investigando essas diversas questões fundamentais da vida.

Uma dessas questões básicas, entre as inúmeras questões que temos, é exatamente essa: quem sou eu? Qual é a verdade sobre mim? Porque se não compreendo a verdade sobre mim, não compreendo a verdade sobre a vida. Enquanto não compreender a verdade sobre quem eu sou, não terei a verdade sobre quem o outro é, sobre o que é a vida, sobre o que é o viver. Se isso está presente exatamente dessa forma, a confusão está estabelecida. Essas questões da vida não estão resolvidas.

Então, a vida se constitui de problemas. Há um nível de insatisfação, de incompletude, de interna, psicológica infelicidade dentro de cada um de nós se expressando externamente em nosso mundo de relações com as diversas situações da vida e naturalmente na relação com o outro. Então nós temos inúmeras questões não resolvidas. Essas diversas questões da vida não foram solucionadas. Estados internos estão presentes e a maioria de nós nem mesmo suspeita da possibilidade de uma vida livre, realmente em paz, plena de amor, de felicidade, onde está presente uma profunda compreensão daquilo que é a vida, do que ela representa, do que ela significa.

Porque nós estamos envolvidos em um mundo subjetivo, em um mundo psicológico de pensamentos sobre a vida. O pensamento que nos tem sido dado pela história humana, pela cultura humana, pela sociedade humana, pelo mundo, é de que nós somos criaturas humanas, vivendo uma vida humana e tendo que, nesta vida, realizar coisas, conseguir objetivos, propósitos, sonhos, realizações diversas, para encontrarmos na vida, como seres humanos, a felicidade, a paz, o amor. Tudo isso é completamente ilusório.

Então, com base nesse princípio, estamos vivendo uma vida carregada de inveja, ambição, desejos, preocupações, medos, no contato direto com o outro, dentro desse interno nível de insatisfação, criando nesta relação com ele ou ela, todo tipo de confusão, todo tipo de complicação. Nós não compreendemos a verdade sobre quem somos, não sabemos a verdade sobre o outro, não sabemos a verdade sobre Deus. Aqui estamos tratando com você do despertar dessa inteligência espiritual, dessa nova forma, digo nova, mas desta inédita forma de aproximação da vida, sem esse elemento em nós, que faz uso de suas conclusões, deduções, especulações, crenças. Me refiro a esse elemento que é o elemento em nós do pensamento. Para avaliar a vida, para se situar com o outro nessa relação, para se posicionar em si mesmo. Portanto, qual é esse elemento que torna possível esta verdade do despertar da inteligência? Para que esta realidade, que é esta ciência divina, que é a ciência de Deus, se mostre? Bem, já tocamos na questão da importância do Autoconhecimento.

Está dentro desse Autoconhecimento um elemento fundamental, que é a ciência de Deus, se revelando pela meditação. Não existe nada mais precioso do que a arte da meditação. Então, quando algumas pessoas perguntam: como meditar da maneira correta? A real forma de aproximação da meditação é descobrindo como ir além do modelo do pensamento, desse modelo que temos do pensamento.

É por isso que nós precisamos investigar aqui o que é o pensamento, como ele acontece, como ele se processa dentro de cada um de nós. Você sabe por que você tem preocupações? Por que você carrega conflitos presentes dentro de desejos que se conflitam? Por que existem esses desejos conflituosos? Observe que você tem um desejo e tem um outro desejo contra aquele primeiro. Um desejo você tem de algo, você tem o desejo de alguma coisa, mas há dentro de você também um outro desejo que se contradiz, que luta contra aquele primeiro desejo.

Então nós carregamos conflito dos desejos. Nossos desejos são conflituosos. E por que é que isso está presente? Por que está presente o medo em suas diversas formas? Quando você tem um medo presente, esse medo é o medo de alguma coisa.

É sempre o medo relativo a alguma coisa. Mas esse medo está presente, observe, sempre quando um pensamento está presente sobre aquilo. Você não pode sentir medo sem a memória ou a lembrança de algo que lhe causa, que lhe provoca o medo.

Então, o medo está presente em razão também do pensamento, assim como os desejos que geram e produzem conflitos e contradições internas, de desordem emocional, onde há uma contradição interna entre o pensamento sobre aquilo que você deseja e um outro pensamento sobre uma outra coisa contrária àquela. É sempre o pensamento produzindo isso, assim como as preocupações. E por que tudo isso está presente? Porque você não sabe como o pensamento funciona.

E sem essa base da compreensão de como o pensamento se estabelece em você, como um elemento lhe impulsionando para ações, para falas, para comportamentos, sem a compreensão desse elemento em você que é o pensamento, nós não temos uma base real para a meditação. Portanto, o que é o pensamento? O pensamento é um elemento em você que surge em razão de memórias, de lembranças. Ao passar por uma determinada situação, essa situação, o cérebro registra isso.

Isso se torna depois uma memória, uma lembrança. Essa lembrança, quando volta, ela volta nesse formato, que é o formato do pensamento. E a nossa vida está centrada no modelo do pensamento.

Nós estamos constantemente sendo direcionados, conduzidos, movidos, impulsionados pelo pensamento. Então o que é olhar para o pensamento quando ele surge, e não se confundir com ele quando ele aparece? Em geral, quando ele aparece, ele já nos leva à ação, à expressão na fala, ou a um dado comportamento.

Então, nós estamos sempre agindo a partir do pensamento. O movimento do pensamento determina nossas falas, nossas ações, nossos comportamentos, orientados pelo pensamento, uma vez que o pensamento é esse elemento que vem do passado, que é a memória. Esse contato com a vida aqui, nesse instante, o que estamos tendo é um novo momento.

Mas essa forma de aproximação desse novo momento com base nesse passado, que é essa memória, nos coloca dentro de uma condição onde estabelecemos algum nível de conflito, de problema. Então, nós precisamos ter uma aproximação da presença da meditação. Uma vez que a meditação é o esvaziamento desse velho conteúdo de memória. É quando temos a presença da verdade da meditação que temos a presença da inteligência, que é essa habilidade de lidar com o momento sem o passado, sem a interferência desse modelo que é o modelo que vem do passado, que é o pensamento. Então, nós precisamos saber o que é meditar de forma correta. E a meditação, de uma forma correta, é aquela que está aqui e agora, quando você pode tomar ciência do pensamento, sem se envolver como sendo o pensador desse pensamento. Descobrir o que é olhar para o pensamento sem se envolver com ele é estar presente sem a presença do "eu". Veja, estamos diante de algo que não é tão simples, porque estamos já há muito tempo envolvidos com o modelo do pensamento, sendo levados pelo pensamento para falar, para agir, para se comportar, dentro das nossas relações. Porque, reparem, é sempre nas relações que acontece tudo. A vida acontece nesse instante em relações.

Nessas relações com objetos, com pessoas, com situações. Na própria relação ou nessas relações internas que temos com nós mesmos, que temos que lidar com sentimentos, com emoções, que geram estados internos, produzindo em nós comoções, emoções, sentimentos, sensações. Olhar para o pensamento quando ele surge, com toda a impressão que ele traz do passado, que é da memória, sem se envolver com isso.

Isso requer a presença de um olhar novo, desidentificado, onde não ocorre uma escolha, um gostar, um não gostar, esse querer ou não querer, esse confiar ou desconfiar do pensamento. Ele aparece e há esse olhar, há presente essa atenção. Veja, isso é algo agora aqui, nesse instante, no contato com o outro, no contato com esta ou aquela situação, evento ou acontecimento, nesse contato consigo mesmo. Então, nós temos uma aproximação da verdade sobre a meditação. A verdade sobre a meditação lhe aproxima de uma energia nova. Nesta energia está presente este novo cérebro que se aquieta, que silencia, porque há só o olhar, sem interferir, sem intervir, sem esse querer ou não querer, gostar ou não gostar.

Então, uma qualidade nova de ação acontece, também de fala acontece, de comportamento acontece. Então, a verdadeira aproximação do despertar desta inteligência espiritual faz com que essas diversas questões fundamentais que temos na vida, de uma forma muito natural, desapareçam. Como questões elas são problemas. Mas em razão da presença desta inteligência, deste silêncio, desta quietude, desse olhar novo, onde está presente algo que não faz parte da mente como nós conhecemos, está presente.

Então, nesses encontros aqui, nós estamos descobrindo com você como isso se processa. Então, nós precisamos aprender a lidar com os pensamentos, com as emoções, com as sensações, com as percepções. E aprender a lidar com isso requer a presença desse silêncio, desta energia, desta ciência de nossas reações.

Então, a presença da verdadeira meditação, note que em nenhum momento nós lhe recomendamos ir para um lugar separado desse instante para meditar, a beleza do encontro com a meditação é que a meditação se revela nesse instante. Isso não requer a presença do querer, da vontade, da volição, que é esse movimento do "eu" ainda do meditador, para encontrar um lugar reservado para isso.

A meditação é real nesse instante, nesse momento. Isso está presente exatamente quando o meditador não está, quando o "eu", que é esse elemento, que carrega esse gostar e não gostar, esse querer e não querer, não está mais presente. Então, nós nos deparamos, notem, com a vida acontecendo, aqui e agora. Então, nesse contato com o marido, com a esposa, com a família, com o mundo, nesse contato com você mesmo, você descobre o que é lidar com a vida, com essa totalidade da vida, sem esse elemento que vem do passado. Esse elemento é o experimentador. É aquele que guarda todas essas experiências do passado.

E quando os pensamentos surgem nesse momento, ele interpreta, avalia, fica nesse querer, não querer, nesse gostar, nesse não gostar. Assim estamos eliminando desse momento esse elemento. Então, esta é a verdadeira base para a ciência que revela aquilo que está fora do conhecido, que é a verdade de Deus.

Uma vez presente isso, uma vez que você tenha uma profunda aproximação desse encontro com você mesmo, nesse instante está presente a revelação de que esse elemento não só é dispensável, como ele é disfuncional nesse instante. Quando você olha para alguém, nesse olhar, podemos ter a presença da meditação no olhar, deste silêncio, desta quietude, desta ausência do "eu", do ego, neste olhar. Ou podemos ter o velho e antigo movimento de inconsciência, de reação, algo que vem do passado, e está constantemente interferindo dentro das relações e criando problemas. Trazer para esse instante, para esse momento, a visão da vida, sem a particular visão do "eu", é essencial. Então, uma aproximação da verdadeira meditação é uma aproximação de si mesmo, nesse instante.

Observe que na vida tudo aquilo a que nos dedicamos, nos empenhamos, nos envolvemos, de uma certa forma, a maestria acontece. Quando você, de novo e de novo e de novo, se envolve com alguma atividade, veja, uma atividade técnica, profissional, tudo melhora, fica cada vez mais simples, mais natural. Em razão desta memória motora, desta memória muscular. Então se desenvolve e aprofunda esta habilidade naquele tipo de atividade.

Aqui estamos lhe convidando para algo muito, mas muito mais precioso. No entanto, notem, não estamos tratando de algo técnico e mesmo assim estamos lhe convidando para esta disposição de alerteza, de atenção sobre suas reações. Então, de uma forma natural, esse sentido de real consciência, de real presença, começa a assumir esse espaço em razão desta presença, de atenção, de consciência sobre essas reações. Aqui nós precisamos ter uma aproximação real de tudo isso, aplicada, dedicada, envolvida.

Veja, estamos diante da única coisa que importa na vida, que é a realização de Deus. Então, você pode, de verdade, realizar ou acreditar que realizou tudo lá fora. Sem esta realização, desta completude de ser, deste silêncio, desta vida em amor, em sabedoria, a condição será sempre aquela velha condição de sono, de sonho, de inconsciência.

Então, aqui estamos juntos lhe mostrando como isso se torna possível nesta vida. Nós temos aqui, sábado e domingo, esses encontros.

São encontros online, onde estamos aprofundando isso com você, lhe mostrando como isso se torna possível nesta vida. E, tendo naturalmente esse contato com o silêncio dentro desses encontros. Você tem aqui na descrição do vídeo o nosso link do WhatsApp para participar desses encontros online nos finais de semana. Além disso, temos encontros presenciais e também retiros.

Se isso é algo que faz algum sentido para você, fica aqui um convite, já deixe o seu like, se inscreva no canal, coloque aqui um comentário: sim, isso faz sentido. Ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima.

Dezembro de 2024
Gravatá-PE
Mais informações

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O que é o pensar? O que é o pensamento? Aprender sobre Autoconhecimento. O que é o medo?

Aqui nós estamos tendo um contato onde estamos comunicando algo para você. Agora, esse ato de comunicar, ou essa comunicação, requer, naturalmente, uma atenção de escuta, é isso que torna possível termos juntos uma compreensão daquilo que estamos tratando aqui com você. Esses assuntos que nós abordamos aqui não são assuntos tão simples, isso é algo que requer de cada um de nós um olhar bastante cuidadoso, para uma compreensão direta, vivencial disso, é quando ocorre uma real compreensão.

Você não tem a possibilidade de compreender algo quando daquilo você apenas se aproxima parcialmente. Se a gente se aproxima de algo para compreender é diferente de quando nós nos aproximamos para entender aquilo. Podemos apenas, superficialmente, ter uma aproximação de entendimento ou podemos ter uma direta compreensão. Aqui é colocado para você a beleza da compreensão, o entendimento não é suficiente.

Na vida, nós estamos lidando com assuntos muito complexos. Veja, os assuntos em si têm a complexidade da nossa mente, da nossa consciência, dessa consciência que temos, dessa mente que trazemos. Assim, o que nós pretendemos aqui juntos é participar ativamente. Essa participação ativa nos aproxima da compreensão.

Se eu tenho algo para lhe ensinar, eu preciso que você se coloque, naturalmente, à disposição de participar ativamente daquela situação. Repare que quando você se une a um profissional de alguma área, ele participa com você ativamente desse aprendizado que você tem. É natural que você interaja com ele de uma forma muito ativa; de outra forma você não irá aprender o que ele quer lhe passar, lhe comunicar.

Aqui nós estamos juntos para descobertas, para constatações, para tomarmos ciência de alguns assuntos de grande relevância para cada um de nós. A não ser que você não esteja, internamente, predisposto a essa visão, ela não acontecerá. É necessário que você internamente tenha uma predisposição para essa compreensão do que tratamos aqui com você, para esse aprendizado.

Aqui, aprender não é adquirir uma informação, um conhecimento, nem mesmo uma experiência, porque não estamos lidando com um assunto que é meramente técnico, como, por exemplo, uma profissão que se aprende. Aqui nós estamos aprendendo a aprender. Eu não posso lhe comunicar aquilo que eu sou, mas eu posso lhe comunicar como se aproximar de si mesmo para essa compreensão sobre quem é você.

Então, é isso que tratamos aqui com você quando tratamos desse aprender sobre o Autoconhecimento. Alguém não pode lhe dar o Autoconhecimento, alguém não pode lhe mostrar o Autoconhecimento; um livro não pode lhe ensinar isso, uma palestra não irá lhe mostrar o que é o Autoconhecimento. Autoconhecimento é a ciência da autorrevelação. Você toma ciência de si mesmo nesse aprender sobre você. Aqui o nosso trabalho juntos é lhe mostrar como acessar esse aprender.

Veja, na vida nós aprendemos tudo. Então, tecnicamente, nós sabemos fazer as coisas porque aprendemos. Você sabe dirigir um carro, você sabe andar de bicicleta, as coisas mais básicas na vida foram aprendidas, mas não sabemos aquilo que temos de mais básico na vida, que é a ciência da Verdade sobre quem nós somos.

Uma criança pequena já sofre de ansiedade, de angústia, já sofre de medo, e não ensinamos uma criança a lidar com isso. Não ensinamos porque não sabemos, porque estamos também sofrendo como essa criança sofre. No tempo do colégio, quando a sua borracha de apagar sumia ou a sua caneta desaparecia, você ficava irritado, aborrecido, enraivecido, porque aquilo tinha desaparecido. Isso gerava em você estados, desde uma leve apreensão, preocupação, até mesmo essa raiva.

Então, nós estamos sempre tendo contatos com estados internos emocionais, de sentimentos, que nos comunicam conflitos, desordem, sofrimento desde pequenos, e não sabemos lidar com isso. Nós, na verdade, não conhecemos como nós funcionamos, como nossa mente funciona.

Por que perder um lápis ou uma caneta nos enraivece, nos deixa furiosos? O que é esse sentimento? O que é essa fúria, essa raiva? O que é esse estado em nós? Talvez não seja exatamente esse, talvez seja o estado de medo, porque agora temos que justificar para os nossos pais o porquê perdemos a caneta, o lápis ou a borracha, e eles são criaturinhas também assustadas, carregadas também de raiva, então talvez tenhamos medo da raiva deles, e nem tenhamos espaço para nossa própria raiva. Mas o que é a raiva? O que é o medo? O que é esse sentimento de dor quando se perde as coisas?

Nós perdemos coisas materiais, mas também perdemos pessoas na vida, e nós não sabemos a verdade sobre o medo, por exemplo. O que é o medo? Nós não sabemos o que é o medo. Nós não nos conhecemos, não sabemos como nós funcionamos, por que sentimos o que sentimos, por que pensamos exatamente o que pensamos e fazemos exatamente o que fazemos, e não sabemos porque fazemos coisas pensando em outras coisas. A gente faz algo impulsionado pelo pensamento, mas é um pensamento em contradição com um outro pensamento de não fazer, e mesmo assim a gente faz.

Notem que os nossos estados internos são conflituosos já desde pequenos. Esses estados internos são os estados do "eu", do ego, desse sentimento de consciência, que é a consciência da pessoa, da pessoa que "eu sou". Depois você cresce e isso está presente nas relações mais próximas. Agora isso está presente na relação com o marido, com a esposa, com os filhos, com os colegas de trabalho. Você é funcionário de uma empresa e lá está estressado, preocupado, com problemas.

Nós temos problemas de todos os tipos. Sejam problemas internos, emocionais, porque você está com algum problema no relacionamento com a esposa e agora estressado no trabalho, ou problemas externos, como a necessidade financeira, a falta de dinheiro para comprar algo que você precisa. Então, a vida humana é carregada de problema e nela está presente essa questão do medo: o medo de ser demitido porque está estressado; o estresse porque está com problemas no relacionamento com a esposa; o estresse porque precisa de dinheiro para pagar alguma coisa e não tem aquele dinheiro, e o dinheiro que você ganha é pouco. Enfim, são inúmeros os problemas de todos os tipos.

Esse sentido de ser alguém presente na vida, na experiência, algo que nós trazemos já desde a infância, é algo do início até o fim dos nossos dias dessa forma. Assim, nós temos uma vida tediosa, aborrecida, chata, preocupada, estressada, ansiosa, deprimida, com problemas. Romper com isso é algo possível nessa vida quando descobrimos qual é a Vida Real para se viver.

A vida que estamos vivendo é a vida que nos foi dada culturalmente para viver, socialmente para viver, politicamente para viver, historicamente para viver, tradicionalmente para viver, porque os nossos pais também viveram assim, e os pais deles também. Qual será a verdade da vida quando essa vida como nós conhecemos não está mais presente?

Será possível aqui e agora tomarmos ciência daquilo que é a vida sem sofrimento, sem problemas, sem estresse, raiva, angústia, depressão, ansiedade, medo? Temos que investigar a natureza do medo. Repare que o medo é algo presente em todos esses estados que acabamos de descrever, então ele parece que percorre todos esses estados, como se fosse a linha do colar, o fio do colar, o fio das contas de um colar. O medo é algo que está sempre presente na vida.

O ser humano vive dentro desse padrão de medo. O medo está em tudo: o medo de perder, o medo por ter perdido, o medo de não alcançar, o medo de explicar, o medo de não ter, o medo de não conseguir. Nós temos o medo do futuro, nós temos o medo do passado. Nós temos o medo de ser descoberto por algo que fizemos ontem: é o medo do passado. Temos o medo de não sermos atendidos amanhã em uma necessidade que temos nesse momento. Então, o medo está presente o tempo todo.

E notem que o medo é companheiro da memória, do pensamento. Não existe qualquer medo possível para você sem o pensamento dizendo algo sobre aquilo. É quando o pensamento está presente que o medo está presente. Agora, aqui, nesse instante, sem o pensamento você não perdeu nada, sem o pensamento você não tem passado, sem o pensamento você não tem o futuro. Sem o pensamento você não pode adoecer, isso é o futuro. Sem o pensamento você nunca adoeceu, isso é o passado.

Repare que o pensamento é sempre a referência da presença do medo. Se há pensamento, há medo. E o medo está sempre relacionado com algo ou alguma coisa, algum acontecimento, algum objeto ou alguma experiência para esse elemento, que é esse "mim", esse "eu", esse sentimento de pessoa que você tem.

Será possível a vida livre do medo? Será possível a vida livre desse "eu"? Isso requer a presença do Autoconhecimento, isso requer a ciência da verdade sobre você, além dessa cultura de pessoa que você recebeu dentro desse contexto de humanidade. É isso que estamos propondo aqui para você, uma vida livre do ego, uma vida livre do "eu" e, portanto, uma vida do pensamento, livre do medo. Em alguns níveis o pensamento se faz necessário, em outros ele não só é desnecessário como é a base para essa confusão em que estamos vivendo essa vida que nós conhecemos.

Aqui estamos juntos fazendo descobertas e isso requer essa comunicação e esse encontro de compreensão, o que requer esse estado de escutar aquilo que é colocado aqui. Esse real estado de escutar ocorre quando há Silêncio, quando há espaço em você para acompanhar uma fala como essa e ver o que estamos tratando aqui, colocando aqui para você.

Agora, é importante que você aqui nesse instante compreenda: esse ato de escutar a vida como ela acontece, de perceber suas reações quando elas surgem é algo que, nesse instante, é a grande lição que a vida lhe concede, que a vida lhe dá. Observar suas reações, observar seus pensamentos, seus sentimentos, observar aquilo que se passa com você nessa relação com objetos, com pessoas, com situações, observar como o pensamento funciona em você, apenas observar, se tornar ciente disso é poder romper com esse padrão, que é o padrão do medo.

É por isso que é fundamental aqui essa participação ativa. É necessário que você se coloque nesse escutar, nesse observar, nesse perceber a si mesmo quando surge um pensamento, um sentimento, uma emoção, quando algo é perdido, quando algo desagradável acontece. Trazer para esse momento esse olhar é ir além dessa psicológica condição de existência onde está presente essa forma de se repetir o tempo todo, de ser sempre a mesma pessoa - aquilo que aqui eu tenho chamado de condicionamento psicológico.

Nós estamos sempre reagindo da mesma forma às mesmas velhas situações, então, o sentido do "eu", o sentido do ego se repete. É por isso que nós temos mostrado aqui para você a beleza desse encontro com o modelo do pensar que está presente em cada um de nós. Nós precisamos descobrir o que é esse pensar, como você processa pensamentos ou como eles são processados em você.

Então, a verdade sobre o que é o pensar é a Liberação desse modelo, que é o modelo do pensamento nessa forma comum de vida. É por isso que nós temos aqui encarecido a importância desse aprender sobre nós mesmos, porque é esse aprender como você funciona, como a mente funciona, como o pensamento funciona.

Repare, a pergunta é: o que é o pensamento? Não sabemos. O que é pensar? Não sabemos. Então, nós estamos constantemente sendo levados para estados internos que desconhecemos, que estão sustentando em nós quadros de desordem emocional, de sofrimento psíquico. Assim, estamos, na vida, nessa particular vida do "eu", carregados de problemas, de situações não resolvidas.

Aqui nós estamos lhe propondo uma nova vida, uma Real Vida, uma Verdadeira Vida, que é essa Vida Divina, que é a Vida do seu Ser, d'Aquilo que é Você em sua Natureza Essencial, que nós desconhecemos, porque estamos vivendo uma vida assentada nesse modelo do "eu", nesse modelo do ego, que é o modelo do pensamento.

Observe, o pensamento tem um lugar, o pensamento tem um espaço, mas é só o espaço dele e, no entanto, ele está assumindo em nossas vidas um espaço irregular. A vida está agora, aqui acontecendo e nela há essa Beleza, essa Graça, essa Liberdade quando o sentido do ego, que é esse movimento do pensamento nessa inquietude, nesse formato de egoidentidade, não está mais presente. Então, precisamos saber o que é o pensamento e que espaço, que lugar real ele tem em nossas vidas, assim como o que é o pensar.

Observe que o pensar é um processo de reconhecimento de memória para um estímulo que surge aqui e agora, nesse momento. Veja, nós temos apenas esse processo e ele é algo mecânico. Não temos alguém nesse processo, e a crença é que você é aquele que pensa. A verdade sobre isso é que o pensamento é algo que nos acontece em razão de um estímulo e uma resposta, mas não existe esse elemento presente processando isso - me refiro a esse elemento que é o "eu".

Assim, esse sentimento de "eu", de pessoa presente na vida, na experiência, é a desordem, é a confusão. Aqui estamos, com você, investigando a ciência de Ser, a ciência da vida livre do "eu", livre do ego e, portanto, livre do pensamento e, naturalmente, livre de tudo aquilo que o pensamento tem criado e tem sustentado em nossas vidas. Podemos Realizar, sim, nesta vida, a Verdade sobre nós mesmos, a ciência de Deus.

Esses encontros que nós temos nos finais de semana, sábado e domingo, são encontros online para investigarmos isso juntos. Além disso, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ler é algo que faz algum sentido para você, fica aqui um convite.

Dezembro de 2024
Gravatá-PE
Mais informações

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O que é pensamento? Aprender sobre Autoconhecimento. Autoconhecimento Atenção Plena. O que é vida?

Aqui, esses nossos encontros são para a descoberta de como estar atento, de como dar atenção para esse instante, sem colocar esse elemento que se separa do momento para fazer escolhas. E por que isso é fundamental? Porque é isso que traz a resposta para a pergunta: "o que é a vida?"

A vida é aquilo que acontece, e não aquilo que o pensamento diz que ela é; ela não é aquilo que o pensamento procura falar sobre ela, contar sobre ela. Esse momento agora, aqui, é um momento único. Não há espaço nesse momento para algo como o pensamento presente fazendo desse instante uma leitura.

Assim, se colocar, nesse instante, apenas para acompanhar aquilo que aqui está acontecendo é se posicionar nessa atenção para o momento. Nessa atenção para o momento, temos a Revelação da vida como ela é.

Repare que é quando o pensamento surge, que as ideias sobre como a vida deveria ser acontecem, não é quando você olha para a experiência e descobre o que é lidar com a experiência. É quando esse momento se transforma numa particular experiência para você que o seu contato com o momento é esse particular contato do pensamento sobre o que deveria ser. Nesse instante, não estamos diante de uma experiência como um puro experimentar, estamos diante de uma experiência para alguém. Vamos aprofundar isso aqui, com você, nesse momento.

É importante esse tipo de investigação aqui. Essa investigação é aquela que lhe aproxima da verdade sobre você. Então é muito importante, na vida, aprender. Nós não sabemos aprender. Nós conseguimos aprender algumas coisas na vida; na verdade, conseguimos aprender muitas coisas na vida, mas aprendemos, sendo muito honestos nessa colocação - e não se aborreça com o que eu vou dizer -, muitas coisas, mas muitas dessas coisas aprendemos mal e porcamente. E por quê? Porque o nosso coração não estava inclinado para esse aprender.

Aqui é importante você se dar conta da beleza, da importância dessa coisa extraordinária, que é aprender sobre si mesmo, que é aprender sobre o Autoconhecimento, porque essa é a base para uma vida em Amor, em Liberdade, em Felicidade, nessa ciência Divina, nessa ciência de Deus.

Aqui estamos com você nesse aprender sobre o Autoconhecimento, e isso requer desse momento uma aproximação nova. Em geral, nós temos muita dificuldade em aprender, sobretudo um assunto como esse, que envolve o fim dessa psicológica condição de condicionamento, onde estamos estabelecidos, já, durante toda a vida. Até porque esse aprender aqui requer o desaprender dessa confusão, dessa desordem, desses hábitos psicológicos, conflituosos e aflitivos que têm sido nossas vidas e com os quais já estamos muito habituados.

Reparem a dificuldade que temos, por exemplo, em ouvir alguma coisa. Nós ouvimos já com opiniões, com inclinações de gostar ou não gostar, de aceitar ou rejeitar, dizendo internamente "sim, eu concordo" ou dizendo "não, eu não concordo com nada disso". Reparem, é assim que, psicologicamente, estamos funcionando, e isso é algo como um condicionamento, como um processo mecânico de funcionamento. Nós não nos damos conta de nada disso, e tudo isso ocorre porque não aprendemos que esse momento é um momento de escuta, de atenção, de observação, exatamente para essas internas reações dentro de cada um de nós.

Então, essa é a ciência da aproximação do Autoconhecimento. Existe um elemento básico aqui para essa aproximação, e esse elemento básico é esse olhar, é esse escutar, é esse perceber, sem essas conclusões, opiniões, avaliações, crenças, sem esse gostar ou não gostar. A importância dessa aproximação nessa atenção, nessa Plena Atenção, que é só escutar, perceber, se dar conta, por exemplo, aqui da fala, isso requer um cérebro quieto, uma mente silenciosa, e a beleza disso é que quando isso está presente, nós estamos acessando em nós algo fundamental na vida, que é a presença da Inteligência.

Veja, há uma presença em você de extraordinária Inteligência. Nós não acessamos isso, porque não nos aproximamos desse estudo de nós mesmos, dessa visão da verdade de como nós funcionamos, o que requer a presença dessa atenção. Então, aqui, o assunto é a Verdade desta Atenção Plena e o Autoconhecimento. Aqui o assunto é a aproximação desse aprender sobre como nós funcionamos.

Todos nós, na vida, temos problemas. Não há problema na vida, há problema em nós. Nós somos a base, a referência para a vida com problemas. Não é a vida com problemas, é a particular vida desse sentido de alguém presente. Esse alguém está presente quando há essa não atenção para a vida como ela acontece, porque estamos sempre, com base na memória, no passado, reagindo ao momento presente, respondendo ao momento presente com base em uma reação que vem do passado. Veja como isso é delicado.

A vida está acontecendo agora, aqui, nos trazendo desafios. São desafios presentes, e esses desafios nos encontram, mas esses desafios são desafios quando encontram esse elemento em você que reage à vida como ela acontece. Então, a vida como ela acontece é um desafio para esse sentido do "eu" presente que se separa da vida para reagir ao momento presente, nesse pensamento, sentimento de gostar, não gostar. Essa é a ausência desse olhar, desse observar, desse "se dar conta" da vida como ela acontece.

Essa autodescoberta, esta autorrevelação de sua Natureza Essencial, de sua Natureza Divina, que ocorre com o Despertar dessa Inteligência, que é a Inteligência Espiritual, que é Inteligência de Deus em você, é algo presente quando você descobre o que é, nesse momento, apenas se aproximar dele sem esse experimentador, sem esse pensador, sem esse observador. Esse observador, experimentador, pensador é o elemento em você que você sente ser você e que, na realidade, é uma reação de memória, é um elemento que vem do passado e que tudo avalia, julga, compara, aceita e rejeita com base no pensamento.

Há uma Realidade presente, mas essa Realidade não está nesse pensador, nesse experimentador, nesse observador. E essa Realidade presente é aquela que se revela além desse "mim", desse "eu", dessa pessoa. É isso que estamos trabalhando aqui, com você, para essa constatação. A constatação disso é a Verdade da Presença da Real Meditação. Então, a Verdade sobre a Meditação é a presença da Realidade sem esse elemento que vem do passado.

Então, há um modo novo de se aproximar do momento presente, não mais tendo esse momento presente como uma experiência para o "eu", para esse "mim". Porque a grande verdade é que esse momento é um momento único, ele nunca aconteceu e ele jamais vai voltar a acontecer. Assim sendo, não podemos tirar daqui uma experiência, e é isso que o pensamento tem feito nesse velho modelo de consciência egoica, de consciência do "eu".

Nós estamos passando por momentos e transformando esses momentos em experiências para esse experimentador, em percepções para esse percebedor. Assim você tem do mundo à sua volta lembranças, imagens; você tem pessoas que você gosta e você tem pessoas que você não gosta; você tem amigos, você tem inimigos. Enquanto o sentido desse experimentador, pensador, observador, enquanto esse movimento, que é o movimento do "eu", do ego, desse "mim", estiver presente, todo esse contato com o momento será o contato de um experimentador adquirindo experiências, será o contato de um observador vendo coisas separadas dele mesmo, coisas das quais ele gosta e não gosta, pessoas que ele gosta e pessoas que ele não gosta.

Assim, a nossa relação com a vida, nesse autocentramento, nesse sentido de alguém presente na experiência é uma condição de existência em isolacionismo, nessa separação. Então, estamos constantemente dando continuidade a esse elemento que vem do passado. E que elemento é esse que vem do passado? É a imaginação de uma entidade que tem amigos, que tem inimigos. Reparem as implicações disso.

As nossas relações - e a vida consiste de relações -com o mundo à nossa volta é uma relação que tem por princípio um elemento presente que tem coisas, que tem medo de perder coisas, que não tem coisas e desejo de ganhar aquelas coisas. Veja, não podemos ter qualquer coisa, nem podemos perder qualquer coisa, porque a grande verdade é que esse sentimento-pensamento "eu" é apenas uma ficção, uma imaginação de uma identidade presente que possui, que ganha e que perde, e, no entanto, é aqui que está presente essa vida do "eu", essa vida da pessoa como nós nos vemos na vida: sofrendo - sofrendo por coisas que está perdendo, sofrendo por coisas que não ganhou.

Assim, nesse sentido do ego, do "eu", nessa ilusão, nessa ficção de existência, de identidade separada da vida, o ser humano é possessivo, é ciumento, é invejoso, está apegado, carregado de ciúme, de inveja, os temores são diversos. Essa é a vida do "eu", essa é a vida do ego. Podemos romper com isso e ir além dessa psicológica condição de ilusória identidade presente na vida para a Real Vida, livre desse "mim"?

Aqui estamos lhe dizendo que a vida é o que acontece. Não há alguém presente na vida como ela acontece. Mas nós estamos criando a vida como ela deveria acontecer, poderia acontecer, como nós, no ego, nesse "eu", nessa autoimagem, nessa imagem que o pensamento tem construído sobre quem nós somos, estamos vendo a vida acontecendo. Aqui, com você, estamos trabalhando o Despertar de sua Natureza Divina, o Despertar da Verdade sobre você.

Então a presença desse olhar para o momento, desse escutar o momento, desse perceber o momento, sem a interferência do modelo do passado, que é esse "eu" fictício, que é esse "eu" ilusório, é a presença da atenção. Nesta atenção se revela a Verdade sobre o Autoconhecimento, que não é outra coisa a não ser o descarte dessa ilusão, de toda essa ilusão que tem sido a vida humana. É assim que o ser humano está vivendo, é assim que nós fomos educados para viver: uma vida ilusória, separada da Realidade da Vida Real, dessa Vida Divina.

Reparem as implicações disso tudo: toda essa bagunça, confusão, sofrimento, conflitos, contradições, os inumeráveis problemas e dificuldades que temos na vida estão todos centrados nessa ilusória identidade que se vê separada da vida, que se vê separada do outro, que se vê separada de Deus. Ter uma aproximação da vida nesse momento, como ela de fato é, como ela de fato acontece, sem esse sentido de alguém presente, que carrega essa ilusão de poder fazer, escolher, decidir, controlar, rejeitar, aceitar, é ter um contato com esse momento sem qualquer separação. Quando não há separação, não há desordem, não há confusão, não há sofrimento, não há conflito, não há problema.

Uma Vida em Bem-aventurança, uma Vida em Amor, uma Vida em Paz, uma Vida em Liberdade, uma Vida em ciência da própria Vida é a Real Vida em seu propósito, é a Real Vida Divina, é a Real Vida de Deus. Isso requer a Presença desse Silêncio, desse Espaço que se abre quando você, em seu Estado Divino, em seu Estado Natural, é a própria Presença da Meditação. Então, é isso que nós estamos investigando aqui com você. O que é a vida nesse instante? É a Verdade dessa ciência de Deus, que é Você em seu Estado Real, que é Meditação, nessa ausência do "eu", nessa ausência do ego.

É por isso que estamos juntos nesses encontros aprofundando e explorando isso com você. Nós temos encontros aqui nos finais de semana, onde estamos sábado e domingo trabalhando isso. Você tem aqui na descrição do vídeo o nosso link do WhatsApp para participar desses encontros online nos finais de semana. Fora esses encontros, nós temos os nossos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, fica aqui um convite. Já deixe aqui o seu like, se inscreva no canal e coloque aqui nos comentários: "Sim, isso faz sentido". Ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima!

Dezembro de 2024
Gravatá-PE
Mais informações

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Como alcançar a felicidade? Como lidar com julgamentos? Como alcançar a Iluminação Espiritual?

Nós temos uma noção equivocada da vida, de como ela se processa. Quando as pessoas querem descobrir o caminho para a Felicidade, para a Liberdade, para a Paz, para o Amor, elas têm essa noção do caminho como uma jornada. A ideia em nós é sempre de uma caminhada, e por isso nós precisamos de uma estrada, de uma jornada.

A ideia para nós sempre consiste dentro dessa noção de direção, de alcançar. Então, nós saímos de um ponto para outro. Toda a nossa experiência de vida, ao longo de todos esses anos de vida, nos mostrou que tudo aquilo que nós realizamos, nós precisamos do tempo para que isso se realize.

Tudo na vida, por exemplo, nós aprendemos. Nós estamos dentro de um constante aprender; aprendemos sobre tudo e, apesar disso, continuamos ainda sem saber, estamos sempre aprendendo. Então, nós reservamos dentro de nós uma clara noção da necessidade de aprender, e isso requer tempo. Então precisamos do tempo para aprender e do tempo para realizar.

Aqui eu quero, com você, investigar essa questão do Despertar Espiritual, da Iluminação Espiritual, e ver se também é assim aqui, se é verdade que precisamos do tempo. Veja, nós precisamos, sim, da arte do aprender, mas não desse aprender como nós conhecemos.

Para nós, aprender é algo que se sucede, que ocorre, que acontece quando passamos por experiências e reservamos, registramos essas experiências. Assim, existe um acumular de conhecimento e experiência. É assim que, em geral, lidamos com o "aprender" alguma coisa.

Aqui nós temos falado com você do valor do aprender. Precisamos, sim, dessa arte do aprender para o Despertar da Consciência, para a Iluminação Espiritual, mas nós temos que ter uma aproximação nova a respeito disso aqui, como sempre temos colocado.

Não se trata da pergunta de como alcançar a Iluminação Espiritual, como, em geral, as pessoas tratam essa questão. Notem que elas colocam a noção do tempo e dessa jornada, dessa caminhada em direção a esse propósito, em direção a esse objetivo.

Então, a noção é exatamente essa, que precisamos do tempo para alcançar alguma coisa, então nós precisamos do tempo para alcançar, também, a Iluminação Espiritual. Aqui estamos tratando com você desse Despertar, sim, dessa Iluminação Espiritual e desse aprender, mas de um novo aprender. Aqui, esse aprender consiste, nesse momento, em ver diretamente essa dada coisa, e dentro dessa própria visão, nesse "ver", uma ação ocorre, uma ação se processa.

Então, a verdade desse aprender aqui consiste em estarmos, momento a momento, tomando ciência daquilo que se passa nesse instante, aqui e agora, nesse momento. Então veja, assim sendo, nós eliminamos essa noção de tempo para alcançar e desse aprender acumulando informação, conhecimento e experiência.

Então, há uma forma nova de aprender, e é disso que estamos tratando aqui com você. Apenas nesse aprender o Despertar Espiritual ocorre, e ele não ocorre no tempo, ele ocorre nesse momento. Não se trata de uma experiência para se ter ou um conhecimento para se adquirir, se trata de descobrir, nesse instante, o fim para essa condição psicológica de ser um experimentador, de ser um pensador, de ser um observador, de ser alguém se movendo no tempo.

Observe que a noção de ser alguém que você tem é a noção de ser alguém numa jornada, numa caminhada. "Como alcançar a felicidade?" É muito comum perguntas que envolvem sempre a expressão "como", isso porque estamos condicionados na crença da necessidade do tempo, da necessidade da caminhada, da necessidade da jornada, da jornada do aprender acumulando, da jornada de ter experiências e com ela crescer, evoluir.

Nós precisamos rever isso, olhar de perto e perceber a ilusão desse condicionamento que nós recebemos. Não precisamos do tempo. Na verdade, aquilo que nós chamamos de tempo é só uma criação do pensamento. É o pensamento que tem construído essa noção de tempo para cada um de nós.

Todos os problemas que nós temos são problemas de desordem, que existem exatamente em razão da presença do tempo. Nós queremos resolver as questões que temos, são questões que nós criamos com base no pensamento. Essas questões são problemas. O pensamento tem construído esses problemas, criado essas questões, e queremos resolver isso com base no tempo. Mas o pensamento é o tempo.

Nós temos enfatizado isso e temos que ver, olhar, escutar, tomar ciência disso de uma forma muito direta para termos uma verdadeira aproximação do que estamos colocando aqui para você. O pensamento em nós nos fala do passado, ele nos fala do futuro, ele nos diz que não conseguimos o que nós queríamos conseguir, o que nós buscamos conseguir e nós não conseguimos.

O pensamento gera em nós, e esse pensamento é a memória reservada, guardada no cérebro, dentro de cada um de nós. Essa memória, essa lembrança, esse pensamento é o elemento que sustenta o tempo nos falando do passado, do que ontem nós não conseguimos. Esse elemento é o pensamento nos falando do que nós precisamos conseguir amanhã, e isso gera um sentimento de culpa e, também, de preocupação. Essa culpa e preocupação é a presença do medo, da ansiedade.

Portanto, os diversos estados internos de sofrimento psíquico que nós conhecemos estão presentes em razão da presença do pensamento, e esse pensamento está atrelado a esse tempo. Observe isso: sem esse pensamento, não existe o tempo. Sem o pensamento, não há o tempo, e sem o tempo, não há essa questão, não há esse problema.

Uma vida livre, psicologicamente, do tempo é a Vida Real aqui, nesse instante, do seu Ser. É porque estamos vivendo nessa psicológica vida do "eu", que é a vida no pensamento, que é a vida no tempo, que estamos tendo questões, que estamos tendo problemas, que estamos vendo uma jornada, uma caminhada, algo para se obter no futuro, algo também do qual se livrar, que nós carregamos do passado.

Nós precisamos investigar essa questão do pensamento, de como ele se processa dentro de cada um de nós, e logo iremos perceber que ele se processa com base na memória; uma memória que não sabemos lidar com ela nesse instante e, portanto, ela se sustenta nesse formato do "eu", do "mim" do pensador. A pessoa como você se vê não é outra coisa a não ser um conjunto de lembranças, de memórias, de recordações, de pensamentos que não terminam, que não finalizam.

Quando você olha para si mesmo percebe, dentro da sua cabeça, toda a inquietude, todo esse modelo de pensamento inquieto, tagarela, repetitivo, descontrolado, o famoso pensamento intrusivo, as formas de ansiedade presente em razão do modelo do pensamento, a angústia, a depressão. Quando olhamos para dentro percebemos que somos seres humanos confusos, em desordem psicológica, não há serenidade, quietude, não há silêncio. O cérebro está sempre nesse movimento acelerado.

A condição psicológica da existência do "eu", desse 'mim", dessa "pessoa", é de ansiedade, preocupação. Os diversos problemas que temos estão presentes nesse modelo de pensamento não terminado, não acabado, nesse formato de memória. O pensamento está sempre projetando o futuro. Então existe o medo, porque existe esse futuro que o pensamento está, com base no passado, na lembrança, na memória, projetando; ele não quer que isso ou aquilo do qual ele ali se lembra.

Veja, o pensamento tem a lembrança, a recordação; essa lembrança, essa recordação é algo que ocorre no cérebro. O pensamento se projeta no futuro, com base nessa lembrança, e existe o temor, o medo. Então, com base no passado, nós temos o medo do futuro. A nossa condição psicológica de ser alguém, nesse modelo de pensamento não terminado, é de sofrimento.

Nós aqui estamos estudando isso, investigando a natureza do "eu", desse "mim". Nós temos colocado aqui para você o valor dessa aproximação, desse olhar direto para esse modelo de pensamento, que é o modelo de condicionamento, como o nosso cérebro está funcionando, como o nosso intelecto está preso a ele dentro desse condicionamento.

Podemos libertar o cérebro dessa condição, o intelecto dessa prisão de memória? Tomar ciência do movimento do "eu" é ir além desse "mim", desse ego. Os diversos problemas que temos estão presentes em razão dessa noção de tempo que o pensamento dentro de nós representa. Aqui estamos dizendo para você que é possível o fim para esse modelo de pensamento, isso é essa morte psicológica, desse sentido do "eu", do ego.

Se esse sentido do "eu", que é esse "mim", que vive dentro desse modelo psicológico de memória inacabada, dando continuidade a essa noção de tempo psicológico, termina, nós temos essa morte psicológica, o fim para essa condição psicológica de ser alguém, para a Realidade do seu Ser, para a Verdade d'Aquilo que está além desse sentido de pessoa, de egoidentidade. Então aqui, sim, está a resposta para a Felicidade.

Não se trata de, no futuro, como uma resposta para a pergunta "como alcançar a felicidade". Não se trata da felicidade no futuro, mas a ciência da Realidade desse instante, daquilo que está presente aqui quando esse "ego", esse "eu" psicológico, desapareceu.

Quando esse padrão de comportamento, de pensamento em que o cérebro está condicionado a viver, e esse intelecto preso a sustentar, a segurar, se há um fim para essa condição, nós temos um novo cérebro, uma mente quieta, um cérebro silencioso, a presença dessa ciência desse instante, a Realidade que está aqui e agora.

Essa é a Verdade do seu Ser, a Verdade da não dualidade, da não separação, onde a Presença da Realidade Divina, que é Você em seu Ser, está livre desse sentido do "eu", do ego e, portanto, livre desse tempo psicológico, desse pensamento psicológico, desse padrão comportamento egocêntrico, pessoal.

Há uma outra pergunta - repare, todas essas perguntas com base nesse "como", que se sustentam no tempo, se resolvem -: "Como lidar com o julgamento dos outros? Como lidar com os julgamentos?" O fim da ilusão do "eu" é o fim dessa autoimagem, dessa imagem que carrega o medo da rejeição, da comparação, da não aceitação, do julgamento do outro.

Aqui estamos trabalhando com você o fim do sofrimento psíquico, o fim dessa desordem emocional, o fim dessa ilusão de alguém que se sustenta nessa ilusória vida, sempre na procura de algo em um futuro que o pensamento idealiza. A Realidade Divina é a Realidade de Deus, e isso é Amor, Paz, Liberdade, Felicidade. Essa é a Natureza de Deus, essa é a Natureza do seu Ser.

Esse é o nosso assunto com você aqui. Além disso, temos encontros online que ocorrem nos finais de semana. Sábado e domingo estamos juntos, através de perguntas e respostas, aprofundando esses assuntos aqui com você. Então, um contato com a Meditação, com o Autoconhecimento é ter uma aproximação da Verdade da Revelação de Deus, da Revelação do seu Ser. Também temos encontros presenciais e, também, retiros.

Novembro de 2024
Gravatá-PE
Mais informações

Compartilhe com outros corações