terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Relações humanas | O que é o pensamento | Autoimagem | Aprender sobre Autoconhecimento | Advaita

Aqui nós temos um assunto para tratar com você, de extrema relevância, de extrema importância para cada um de nós - é a questão das relações humanas. Aqui a pergunta é: Em que se assentam essas relações? Onde elas estão assentadas? Notem que essas relações se assentam no conhecimento que temos uns dos outros. Quando nós nos encontramos, de imediato o nosso cérebro traça um mapa, pinta um quadro, cria um perfil do outro. Então, com base em conhecimento prévio, nós nos encontramos de novo com a mesma pessoa. Na verdade, esse encontro é aquilo que nós chamamos de relações humanas. Esse encontro com a pessoa é algo bem interessante; nós não estamos nos encontrando, de fato, com a mesma pessoa. Desde o último encontro ela já mudou muito, mas nós estamos, ainda, trazendo dela uma representação mental baseada em uma experiência prévia que nós tivemos com ele ou ela.

Então, o que é que nós temos de alguém com quem nós nos encontramos? Uma memória, uma lembrança, uma recordação. Portanto, essa representação mental é algo que vem do passado. Não estamos diante da pessoa, estamos diante de uma imagem que temos dela. Então, nós colocamos uma máscara nela; é assim que psicologicamente nós funcionamos dentro das nossas relações humanas, dentro das nossas relações com as pessoas. Você olha para alguém, você não está com ela, você está com a imagem que você tem dela e que ela tem de você. Reparem o quanto isso é importante de ser compreendido! As nossas respostas para a vida, todas elas em geral, nesse contato de relações com o mundo à nossa volta, se encontra dessa forma. Nós não temos só uma máscara para colocar nele ou nela quando nós o encontramos ou a encontramos, nós também trazemos uma máscara conosco que queremos representar para ele ou ela nesse encontro.

Portanto, nossas relações estão todas falseadas dentro dessa condição. A condição das nossas relações é exatamente essa. Estamos dentro de um contato com a vida como ela se mostra neste momento, a partir desta imagem que carrega essa máscara. O que nós estamos investigando aqui, com você, é o fim desta condição. Repare que, nesta condição de existência, há uma separação. Nesta separação e, portanto, nesta relação com essa base de separação, não há uma verdadeira relação. Então, nós não sabemos, na realidade, o que é estar em relação com o outro, em relação com a vida, assim como não sabemos estar nesta relação com nós mesmos. Quando você tem um pensamento sobre você, o que você tem é uma máscara para representar a si mesmo para si próprio. A nossa psicológica condição de existência é conflituosa, porque ela se assenta nesse formato. E que formato é esse? É o formato do pensamento.

Então, o que é o pensamento? O pensamento é uma representação, é uma figura, é uma imagem, é uma memória, é uma lembrança, é uma máscara. Para representar a realidade do momento nós fazemos uso desta máscara, isso é o pensamento. Veja, dificilmente atentamos para esta verdade que está sendo colocada aqui, de que de fato você não está em um contato real com a vida; você está, na verdade, representando a vida a partir de uma imagem, de uma máscara. Isso é o pensamento! Assim, não estamos em um contato com a realidade; falseamos a realidade, anulamos a realidade, porque o que prevalece em nós é a psicológica condição de identidade que o pensamento representa. Isso é o "eu".

Talvez você pergunte: "Mas então, qual é a Verdade sobre o 'eu'? O que é o 'eu'?" Veja, o "eu" não é outra coisa a não ser um conjunto de máscaras, de representações do pensamento dentro de você, sobre quem é você, sobre quem é o outro, sobre o que é a vida. Esse é o "eu". Por que a nossa ênfase aqui consiste em um trabalho direto para a eliminação do "eu"? Porque não há qualquer Verdade no "eu", uma vez que o "eu" é um conjunto de memórias, de lembranças, de recordações, de imagens, de máscaras, do qual o pensamento faz uso. O pensamento, em nós, é esse elemento que criou essa entidade, que estabeleceu essa entidade, que criou esse "mim", essa pessoa. Essa não é a Verdade sobre você, essa é a verdade do pensamento sobre você.

A verdade do pensamento sobre você é que você é alguém, você é uma pessoa, e o seu contato com o mundo a partir desta pessoa não é um contato real, não há uma relação. Uma relação é a presença de uma comunhão, de um compartilhar, de um Estado livre de separação. E não é isso que acontece quando a pessoa está presente, quando o "eu" está. Quando você está deprimido, é uma máscara, é uma representação mental da pessoa em depressão. Quando você está preocupado, é a representação mental, é uma máscara da pessoa preocupada, que é você. Então, tem você e a preocupação, assim como tem você e a depressão, mas estamos lidando, apenas, com uma psicológica condição em desordem, em confusão, em sofrimento nesta separação, onde existe esse "eu" e a sua máscara, esse "eu" e o seu modelo de pensamento.

Acompanhe com calma isso aqui e vejam o que estamos apresentando aqui, para você. São centenas de vídeos aqui no canal, aprofundando isso com você, demonstrando que a vida não é essa, a Real Vida não é essa. Essa é a vida da pessoa, é a vida do "eu", é a vida que o ser humano está vivendo há milênios. Você nasceu para constatar algo além desta vida comum a todos, essa vida comum a todos é a vida centrada no pensamento. Podemos descobrir, na vida, a vida livre do pensamento? Veja, quando o pensamento se mostra necessário, se apresenta necessário, Ok! Mas quando ele não se mostra, não se apresenta necessário, por que esta psicológica condição de desordem em que nós nos encontramos? Por que isso está presente?

Nós precisamos, sim, do pensamento para o uso da fala, do conhecimento e da experiência prática de vida, precisamos do pensamento. O pensamento constrói, por exemplo, um mecanismo, um equipamento eletrônico e ele faz a manutenção desse equipamento eletrônico. Tudo isso é o resultado do conhecimento, da experiência, da presença do pensamento; nesse nível o pensamento se faz necessário. O pensamento faz o desenho de uma roupa, desenvolveu técnicas para o corte, para a costura, para a composição daquela peça, daquela roupa, então nesse nível o pensamento é necessário. Quando olhamos para o mundo percebemos a presença do pensamento e, de fato, onde ele se faz necessário. Para dirigir um carro você tem que ter conhecimento, experiência, o pensamento se faz necessário, para o uso da fala, para entender uma fala, conhecimento do idioma é a presença do pensamento, isso se faz necessário.

Mas por que o pensamento está presente, também, construindo estados internos em nós, estabelecendo quadros, imagens, máscaras, criando todo tipo de confusão e desordem, por exemplo, em nossas relações? Quando eu olho para você através do passado, que é o pensamento, não estou em contato com você, e sim com uma representação do que o pensamento está estabelecendo. Isso é conflito, isso é desordem, isso é sofrimento. Isso explica por que eu gosto de algumas pessoas e não gosto de outras pessoas, as pessoas que eu gosto são as pessoas das quais eu cultivo uma imagem delas agradável para mim mesmo. Veja, não tem nada a ver com a pessoa, tem a ver com uma projeção do próprio centro, desse próprio "mim", desse próprio "eu", desse movimento em torno do qual a vida parece estar acontecendo, que é o centro, esse "mim", essa pessoa, essa pessoa que é uma máscara que tenho sobre quem "eu sou", uma representação mental sobre "mim mesmo".

Quando eu gosto de você, na verdade, estou projetando em você o meu gostar; quando não gosto de você, estou projetando em você o meu não gostar. Então, não existe uma relação real, um contato real, a presença de uma comunhão verdadeira, de um compartilhar livre. Toda essa atividade deste "mim", desta máscara, deste centro, é uma atividade egocêntrica. O que nós estamos vendo aqui, juntos, é o fim para esta condição. Então, se torna possível, nesta vida, uma visão da vida sem esta autoimagem, sem esta máscara, sem este modelo do pensamento, portanto, o uso do pensamento para fins práticos na vida, objetivos na vida, técnicos na vida. Tudo bem?

Nós podemos eliminar esta psicológica condição do pensamento nessas relações humanas? Porque acabamos de perceber que, aqui, isso está criando problemas. A minha relação com o mundo à minha volta, a partir desse padrão, está produzindo confusão, desordem e sofrimento para esse "mim" e para o outro. Descobrir a vida como ela acontece sem esse "mim", sem esse centro, sem esse "eu", sem esta máscara, sem esta autoimagem, isso é o Despertar da Consciência, é o Despertar Espiritual, é a visão da vida sem o "eu". Aqui estamos lhe mostrando que a vida, nela há uma grande beleza, uma tremenda Realidade, a expressão de um perfume e algo fora de tudo aquilo que o pensamento possa descrever. A ciência da vida é isso: assumir esta ciência é, nesta vida, realizar o seu Estado Natural, que é Amor, Sabedoria, Liberdade, Felicidade.

Aqui, juntos, é o que estamos trabalhando com você. Isso requer a presença desse olhar para nós mesmos, aprender sobre isso é aprender sobre o Autoconhecimento. Descobrir como você funciona é descartar a ilusão daquilo que o pensamento tem estabelecido como sendo você. Então, o que é o pensamento? O pensamento é esse movimento que vem do passado, é essa condição psicológica que está criando desordem dentro de cada um de nós, nesse nível. Viver a vida neste momento, sem guardar dele ou dela o passado, sem guardar de si mesmo uma autoimagem, uma máscara para dar uma resposta para este momento, nessa relação com o outro, sem esse fundo psicológico, é a visão da vida Divina, é a visão da vida de Deus, da vida sem o "eu".

Então, o que é esse Despertar Espiritual, o que é essa Iluminação Espiritual, o que é esta ciência de Deus, o que é esta vida sem o "eu"? É a vida que floresce a partir do Autoconhecimento. A Beleza de um encontro com a Verdade do seu Ser é o encontro com a Meditação. Não há qualquer separação entre a Meditação e você em sua natureza Real, que é a natureza de Deus, que é a natureza do outro, que é a natureza da vida. Então, o sentido de ser é Ser. Não há alguém nisso, há uma Realidade presente. os antigos sábios na Índia chamavam isso de Ser - Consciência - Felicidade. Aqui se trata desta Divina e Real Consciência, não esta consciência como nós conhecemos. Aqui se trata deste Ser, não deste psicofísico ser envolvido nesse modelo de imaginação do pensamento como nós conhecemos, se trata desta Felicidade Real, não daquilo que o pensamento tem projetado como ideal ou propósito de felicidade.

Assumir esta Realidade, viver esta Realidade, desfrutar desta Realidade, é o que estamos trabalhando aqui, propondo aqui, para você. Aqui, nestes encontros aos sábados e domingos - são dois dias juntos - você tem aqui, na descrição do vídeo, o nosso link do WhatsApp para participar destes encontros. Nós estamos trabalhando isso com você. Então, fica aqui um convite: se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, fica aqui esse convite. Deixa seu like, já se inscreve no canal, coloca aqui um comentário: "Sim, isso faz sentido". Ok? E a gente se vê. Valeu pelo encontro e até a próxima.

Fevereiro de 2025
Gravatá-PE
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