domingo, 23 de novembro de 2014

Paltalk Satsang: A Liberdade de Sua Verdadeira Natureza



Satsang é o momento de constatação da realidade. Nós tratamos em Satsang desta base; estamos apontando em Satsang para esta Verdade Presente. A pergunta é: podemos ver de forma clara, desobstruída, livre de conceitos, que o pensamento sobrepõe toda e qualquer experiência? É disso que tratamos em Satsang. Estamos falando da liberdade de ser, desta liberdade da Consciência, da Liberdade de sua Natureza Real. Estamos tratando em Satsang desta chave.

Na Verdade, a maioria de nós vive de uma forma inteiramente inconsciente. A nossa experiência de vida, a nossa experiência de viver, é algo acontecendo dentro desse filtro – é uma experiência filtrada através de uma malha fina de pensamentos; uma malha de pensamentos conceituais. Isso faz com que, em nossa experiência, a vida se apresente de uma forma completamente diferente de como ela realmente é. É assim que tem sido a nossa vida.

Estamos dizendo que essa fina malha de pensamentos, de ideias, crenças, conceitos, paradigmas, nos faz ter uma percepção diferente da realidade. O fato é que temos negligenciado a Realidade, e o que nós temos é uma visão ilusória da vida. Estamos vendo a vida através da ilusão da mente egoica, da ilusão desse sentido de separatividade, desse sentido de ser alguém experimentando, sentindo, pensando, vendo, ouvindo...  Nós tratamos em Satsang da oportunidade dessa liberdade: a Liberdade da Consciência; a Liberdade de sua Natureza Verdadeira – daquilo que você É; da visão, do sentir, do ouvir e do experimentar livres do ego, do sentido do “eu”, de alguém nessa coisa.

Como soa isso para você? Algo absurdo? Algo possível? Algo irreal? Como é isso?

Algumas vezes, ouvimos a expressão: “o mundo é uma ilusão”. No entanto, a ilusão é apenas a leitura que a mente faz do mundo. Essa é a única ilusão: a suposta realidade de nossa experiência quando ela está baseada nesse filtro, quando ela está baseada no pensamento. Então, naturalmente, a nossa experiência é falsificada. Eu tenho falado muito em Satsang sobre essa fraude que é você, e muitos não compreendem. Quando digo que você é uma fraude, estou dizendo que o mundo em que você vive é uma fraude, a vida é uma fraude, o mundo em sua totalidade é uma fraude. Estou dizendo: você é uma fraude, assim como sua vida e seu mundo, porque toda experiência que você tem, baseada no sentido de ser alguém, distorce a realidade. Então, essa sua realidade é a realidade da ilusão; é uma ilusória realidade. Eu sei que, mais uma vez, pode soar estranho, mas você não está vendo neste momento alguma coisa. Quando você olha para alguém – e eu falo dessa visão sensorial mesmo – você não está diante daquele que está ali. O que você tem é uma interpretação acerca dele ou dela. Você está diante de uma projeção, de uma crença. É a sua mente criando essa “realidade”, fazendo uma leitura disso, e você tem aí uma imagem de si mesmo, projetada naquilo ou naquela que está diante de você. Ali está o seu ego. Essa é a visão de maya. Essa é a ilusão.

Nós aqui estamos investigando juntos, olhando juntos para isso, para a natureza ilusória da percepção, da experiência, da visão. Estamos olhando para essa leitura falsa.

Pergunta: O mundo fora de nós é só uma crença dentro desse sentido de separação?

Mestre: Não é o mundo fora de nós; é a ilusão do mundo fora de nós. Vocês fazem observações intelectuais fadadas ao fracasso. Fazer uso do intelecto para investigar isso é um erro. Não há um mundo fora de nós. Essa ilusão de um mundo a partir desse olhar de dentro é a natureza da mente.
Pergunta: Então não seria impossível explicar isso aqui em palavras? Por que Satsang?

Mestre: Satsang não são palavras; está além de palavras, e nossa intenção aqui não é explicar nada, porque isso não é possível. Mas é possível ver o silêncio através destas palavras; essa é a chave. Palavras não interrompem o silêncio, não afetam o silêncio que é Satsang. Aqui há um equívoco muito comum: vocês acreditam que tem alguém falando e alguém ouvindo – é exatamente o que estamos dizendo – e estamos fazendo isso o tempo todo; falsificando a experiência através de interpretações mentais.

A Verdade é este silêncio onde as palavras estão acontecendo, assim como toda e qualquer experiência. O que quer que apareça, aparece sobre um fundo, ou uma base. Por exemplo: diante de um filme, você tem a tela; ou, você olha para cima pela manhã e vê nuvens com o céu ao fundo. Quando você olha para uma cadeira, o lugar onde ela está apoiada também está ali. O que quer que esteja aparecendo está aparecendo sobre uma base. Assim, esse som, essa fala, ou qualquer experiência, está acontecendo sobre uma base ou em uma base. O problema conosco é que, quando focamos na experiência, perdemos a base. Focando no filme, perdemos a tela; na nuvem, perdemos o céu; na cadeira, perdemos o espaço.

Quando você vem a Satsang , quero lhe convidar a conhecer este espaço onde a fala está acontecendo. Estamos lhe convidando a viver a realidade livre dos filtros da mente egoica, desse sentido de separação, que aparece avaliando, interpretando, vivendo nesse gostar ou não-gostar. Esse é o ego, o sentido do “eu”. Aí está a ilusão.

Estamos lhe convidando a viver sem ego, viver sem interpretações, sem conhecimento, sem certezas, sem convicções, sem crenças, sem opiniões. Viver em Liberdade! Aí está o Amor, a Paz, a Verdade, a Verdadeira Sabedoria. Não “alguém” sábio nela, não “alguém” em paz, mas apenas a Paz. Não alguém livre, mas a Liberdade. Então nós temos a base sobre a qual se apoiam todas as experiências. Por isso temos dito que sensações e experiências não são problemas, porque o filme não pode ser contra a tela, a nuvem não pode ser contra o céu, o pensamento não pode ser contra a Consciência. Os pensamentos e as emoções não podem ser contra a Consciência; eles surgem Nela. Tudo isso aparece nesta base, e não é contra esta base. Nada pode ser contra esta base. É algo que surge nela e que a tem como fundo. Aqui estamos trabalhando isso: o fim dessa identificação com aquilo que é visto, sentido e pensado.

Nossa experiência de mundo, de corpo, de mente tem um fundo, o qual é imutável e jamais tocado por essa experiência. E aqui estamos interessados nesse fundo, que é a Natureza de Deus, que é a sua Real Natureza, do estado livre do ego, do medo, desses amores e desamores, gostos e desgostos; livre dessas alegrias e tristezas, dessa moralidade e imoralidade. Em outras palavras, mente, corpo e mundo são aparições inofensivas, aparecendo e desaparecendo constantemente, e você não se confunde mais com isso.

Tudo que nós sabemos do mundo são essas aparições, sensações, percepções, que aparecem e desaparecem. No entanto, tudo isso tem que acontecer sobre uma base. E o que é esta base? Na índia, eles chama de Sat Chit Ananda esta imutável base. Quando você se depara com um acordado, você se depara com esta Presença: Sat Chit Ananda. Você está diante de si mesmo, desta Liberdade; diante desta base, deste fundo. Assim como a nuvem precisa do céu no fundo, sensações, percepções e pensamentos precisam deste fundo, que é a Consciência.

Temos falado constantemente – tenho repassado isso muitas vezes – que você não é uma pessoa. Uma pessoa é o sentido de uma identidade na experiência; isso é apenas uma crença, uma grande ilusão. Não confunda o corpo como sendo você; não confunda a mente como sendo você; não confunda pensamentos que aparecem aí como sendo a sua história; emoções que aparecem como sendo as suas emoções.

Talvez você ache interessante ouvir tudo isso aqui no Paltalk, mas não se engane: você está apenas diante de uma fala. Você só pode aprofundar esse silêncio presente numa entrega, e parte disso é participar de Satsang presencial. É lá que a coisa começa para valer. O trabalho só acontece em encontros presenciais; aqui é apenas um perfume, uma amostra da fragrância, mas você não fica perfumado só porque sentiu a fragrância do perfume. O problema de vocês é que querem ficar perfumados sentindo a fragrância do perfume. Quando assistem a um vídeo de Eckhart Tolle, Mooji ou Marcos Gualberto, acham que isso será suficiente; mas não funciona. É necessário que você morra, mas você não vai morrer vendo um vídeo ou lendo um livro. Pode ler centenas deles, ver centenas de vídeos ou Paltalks, mas isso não vai funcionar; a mente de vocês é muito tagarela. Vocês precisam dar o coração a estas falas. Silenciar. Prestar atenção.

Pergunta: Como encerrar com todas as perguntas da mente?

Mestre: Venha ao Satsang; aqui está o segredo desta realização de Marcos Gualberto. Satsang é o grande segredo. É aqui que a Graça pode trabalhar com o seu mecanismo.
Pergunta: Poderia falar sobre o campo de Presença que ocorre no Satsang presencial?

Mestre: É este campo de Presença em Satsang presencial que esmaga esse sentido de separação e arrogância da mente egoica. Isso esmaga e silencia a mente. É preciso a mente mergulhar na fonte. Quando a mente mergulha na fonte, ela desaparece nela, o que significa o sentido de separatividade esmagado pela Presença. Isso se chama Shaktipat na Índia, o que só é possível na presença de um Mestre vivo, e não em vídeos e livros.

Pergunta: Por que não me rendo?

Mestre: Porque você não pode. A mente não se rende, é um trabalho da Graça. Todo o seu trabalho é resistência, não-rendição. Você jamais vai se render; o ego não se rende nunca. É a natureza da mente (ego) se manter nisso que ela é, ou seja, resistência. O que vocês ainda não perceberam, e que estamos falando constantemente nestes encontros, é que isso é um trabalho da Graça, da Verdade, do Mestre, e não seu. O Mestre é essa Consciência, esta Verdade. O Guru externo é o Guru interno, mas você não tem acesso ao Guru interno sem o externo. A verdade está na Graça, nesse poder de Presença que acontece em Satsang presencial, quando a mente em sua arrogância cai. Então, a rendição é este trabalho desta Presença, da Graça. Venha ao Satsang presencial e você vai descobrir o que é rendição. Rendição não é algo que acontece em um único encontro.
 
Participante: Alguns estão sempre aqui, mas nunca foram a Satsang. A mente vai só acumular conceitos por aqui.

Mestre: Vocês estão acabando de ler algo de alguém que está sempre em Satsang presencial. É isso que descobrimos em Satsang presencial. Essa fala em vídeos e livros vai lhe encher de conceitos. Na verdade vocês já estão cheios de conceitos. Venham ao Satsang presencial. Nós estamos nos unindo e em breve teremos um Ashram no Brasil. Teremos o nosso Ramanashram Brasil – este será o nome do nosso Ashram, em tributo ao meu mestre e Guru Ramana Maharshi, aquele que encontrei quando tinha apenas 24 anos de idade. Hoje tenho 52 anos; compartilho com vocês a partir desta minha experiência, deste contato, desta realização aos pés do meu Mestre, aos pés do meu Guru. Teremos aqui no Brasil o nosso Ramanashram; a Graça está nos dando esse espaço e quero contar com todos vocês para fazer isso acontecer aqui no Brasil. Essa é a única coisa que vale a pena: realizar Deus, realizar a Verdade, a Paz, o Amor, a Consciência.

Ok? Vamos ficar por aqui. Namastê.


Fala transcrita e revisada a partir de uma fala via Paltalk Senses
Baixe o Paltalk em seu computador ou dispositivo móvel e participem!
Encontros todas as segundas, quartas e sextas as 22h - horário de Brasília

2 comentários:

  1. Duas pitadinhas e tudo soa muito falso.Muita conversinha, e muito blá, blá, blá.
    E ao mesmo tempo,tudo muito encantador.Deus dentro dessa ilusão,ainda assim tudo é ele. Deus, salve Deus.Como pode? Tudo é amor.
    Achamos que podemos nos perder.
    Alguém comendo carne, ou fumando maconha,com medo ou destemido.
    Tudo uma grande brincadeira.Quem é o responsável? Quando tudo é só um movimento.Um único e só movimento. Fomos de uma forma muito irresponsável condenados.Deus jamais faria isso.Deus Amor.Tudo é ele.

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  2. Estar com um Mestre é no mínimo,estar frente à frente com o Desconhecido.
    É pouco? Não ver isso é estar muito, muito mesmo embolado com a mente.
    Aqui não se tem garantia,segurança, certeza.
    Confiança e entrega.

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