segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Paltalk Satsang - Bem-vindo Ao Seu Próprio Ser




Bem vindo ao seu próprio Ser, o único lugar do qual você jamais saiu. Você já saiu de todos os lugares, menos deste lugar. Você jamais saiu deste espaço, este Ilimitado Espaço de Presença, que é você. Essa noite nós temos essa Graça, a Graça de ver que esse mundo do lado de fora, com as suas coisas, pessoas e lugares, é apenas uma ideia – uma ideia que aparece neste instante, aparece agora. Algo interessante a ser dito sobre isso é que essa ideia não é algo separado de você neste instante, é só uma ideia acontecendo em você, não é algo separado de você. Estamos dizendo que o mundo do lado de fora, com toda experiência com pessoas, lugares, coisas, não é algo separado de você.
Estamos dizendo que você não é o pensador desse pensamento. Esse pensamento aparece nesta Presença que é você, não como algo separado. A crença de que há um mundo do lado de fora sendo experimentado por um experimentador presente é uma ilusão, porque não há essa separação. Existe somente essa crença, a crença de um pensador. Quando surge a crença de um pensador, esse mundo inteiro nasce como uma ideia, como um pensamento. Como um pensamento nesse vazio, que é esse Ilimitado Espaço, que é esta Presença, que é esta Consciência.
Ainda está simples ou já embolou para vocês? Está dando para acompanhar ou já deu um nó na cuca de alguém? Não há qualquer separação. Percebam que esse “pensador” é a ilusão primária. Depois dessa ilusão primária surgem todas as outras. Essas outras ilusões só são ilusões devido a essa ilusão primária. Sem essa ilusão primária não existem as outras ilusões. O medo é uma dessas ilusões, o conflito é uma dessas ilusões, o sofrimento é uma dessas ilusões. O conflito, o sofrimento, o medo, é algo possível apenas nessa ilusão primária, nesse pensador. Esse pensador presente, que é uma crença, nele se fundamenta o medo, o conflito e o sofrimento.
Todo o seu conflito, todo o seu sofrimento, todo o seu medo não é seu – é dessa crença, dessa primária ilusão, desse “mim”, desse “eu”, e isso verdadeiramente não é você. É algo se passando por você, mas não é você. É somente um pensamento. Somente o pensamento quer pôr fim ao pensamento. Somente o pensamento, com essa suposta identidade presente, com esse suposto “eu” presente, com esse suposto pensador presente, somente esse pensamento quer pôr fim ao pensamento. Somente a mente quer colocar um fim na mente. Percebem isso?
A mente diz: “se a mente for destruída, estarei em paz”, “se a mente for destruída, estarei além da mente”, “se não houver mais mente” – diz a mente – “estarei além da mente”. Percebem o truque? É a mente que quer se livrar da mente. É o medo que quer se livrar do medo, é o conflito que quer se livrar do conflito, é o sofrimento que quer se livrar do sofrimento. Isso é a mente querendo se livrar da mente, a mente querendo ir além da mente. Ela diz: “haverá paz quando eu estiver além da mente”. É a mente dizendo isso. A mente gasta sua vida inteira tentando alcançar essa paz nesse mecanismo aí. Todos vocês estão em busca da paz, do amor, da liberdade, da felicidade. E tudo isso de fato é a mente “em seu próprio lugar”.
Essa busca espiritual, nessa suposição de que essa mente, essa entidade separada um dia alcançará essa liberação, essa realização, essa iluminação, um dia. Quando eu lhe convido a vir ao Satsang, estou lhe convidando a não perder tempo com essa coisa. Você não tem muito tempo. O corpo já está indo embora, é só você olhar para os sinais que ele está dando. Você não tem muito tempo de identificado com a mente ficar perseguindo a mente, lutando com a mente. Você precisa descobrir o que significa entrega, essa entrega a Deus, à Graça, à Presença, ao Ser. Um Mestre vivo é uma facilitação. Não se pode substituir um trabalho direto como esse de Satsang por qualquer outro recurso que a mente idealize, construa, imagine. Ouviram isso? Preciso repetir?
Estamos dizendo que onde a mente se apresente, esta suposta identidade estará presente. E todos os truques que a mente tem estará se manifestando. Não podemos encontrar essa identidade na mente - na mente pela mente, com a mente. Nós fomos capturados por esses movimentos. Nossa Natureza Real está embolada com esses movimentos. Estamos identificados com a mente e o movimento dela, e ela fazendo de tudo imaginativamente para se livrar dela própria. Todas essas práticas, todas essas técnicas, todos esses truques, leitura de livros, técnicas de respiração, exercícios de visualizações e sei lá mais o quê que vocês conhecem. Nada disso funciona. Ainda está no campo da mente.
Nada disso funciona. Ok? Somente esta Presença, somente esta Consciência, somente esta Graça, somente este mergulho de investigação direta por ação dessa Graça, Presença, Consciência, pode colocar fim a essa ilusão, a essa ilusão primária, a esse sentido de separatividade. Nós estamos tentando isso desesperadamente. Queremos ter sucesso nisso. Nós estamos querendo ter sucesso nisso – nós, a mente, nós, esse sentido de separatividade, nós esse sentido desse buscador, nós, essa ilusão primária. Quando eu digo “nós”, eu digo “vocês” – vocês estão ocupados com essa coisa. Vocês precisam ouvir isso com carinho, soltar essa coisa. Nós estamos construindo através do conhecimento, através dos milhares de conceitos e teorias, estamos estufados, abarrotados de experiências de todos os tipos. Aqui se inclui essas experiências intuitivas, místicas, esotéricas, espirituais, especiais.
Não podemos na mente criar uma fórmula, um caminho, uma maneira para essa coisa acontecer. Na verdade, estamos diante de um grande jogo, o jogo da mente – a mente tentando salvar ela própria, salvar ela própria dessa “morte eminente”, assim, ela cria essas histórias fantásticas, esses caminhos maravilhosos, sempre buscando, sempre experimentando, sempre esperançosa, ou seja, sempre fugindo. Sempre criando expedientes dentro dos seus truques extraordinários para se manter intacta. É milenar, sabe tudo, conhece todos os meandros, todos os cantos e recantos, todos os caminhos para se manter  aí nesse mecanismo. O que faz isso desmontar é Satsang. Esses encontros aqui são mortais.
Satsang significa “encontro com o que é”. Esse encontro com o que é é o fim daquilo que parece ser, daquilo que se passa pelo Ser. Esse é o segredo da liberação, é o fim da mente. É isso mesmo. Quando eu digo o “fim da mente” eu digo o fim dessa ilusão primária. O fim do corpo não significa nada, mas o fim da mente é o fim de todo o sofrimento. É o fim desse “mim”, desse “eu”. É o fim dessa “minha vida”, dessa “minha história”, dessa “minha realização” ou realizações, é o fim desse “meu mundo”. Esse “meu mundo” que apareceu com o surgimento desse pensador que falamos agora há pouco. Desse autor das crenças, desse que é só a maior de todas as crenças – a crença na qual as crenças se fundamentam.
Nós não estamos em contato direto com a vida como de fato ela é, com o mundo como de fato ele é. Nós estamos em contado com a vida como a mente interpreta, em contato com o mundo como a mente interpreta. Isso explica nossa insatisfação, nosso sentido de luta e conflito. O que explica isso é esse sentido de separação criado por essa crença, mantido por essa crença.
P – Qual a origem do ego?
M – Primeiro temos que encontrar esse sentido de separatividade. Então, a pergunta fica assim: aonde está esse sentido de separatividade? Aonde ele aparece? Quando nós entramos fundo nessa investigação, nós constatamos que esse sentido de separatividade aparece e desaparece nesta Presença, nesta Consciência, neste indescritível e Ilimitado Espaço, que é a sua Natureza Essencial. Então, quando entramos fundo nessa investigação desse ego, desse sentido de separatividade, em busca de sua origem, nós constatamos que ele não pode ser encontrado. A investigação desse “eu”, desse ego, desse “mim”, desse sentido de identidade separada, a investigação – que é exatamente o que fazemos em Satsang – nos traz até essa fonte, na qual tudo aparece e desaparece.
A verdade é que esse ego, esse “mim”, esse “eu”, esse sentido de identidade separada é uma ilusão. É uma ilusão, no entanto, presente. Sem uma investigação, sem um trabalho de investigação, ficamos apenas no conceito de ilusão. Na investigação direta, no trabalho, ficamos na constatação direta na verdade da ilusão. Não existe nenhum mim, nenhum ego, nenhuma pessoa, não existe nenhum sentido de separatividade. Isso é só uma crença. Mas é uma crença bastante significativa, que encontra no corpo-mente uma expressão de presença. É uma crença que não é só uma crença. Eu costumo dizer que é uma contração nessa máquina aí, nesse corpo-mente. Sem um trabalho aquilo que é somente uma crença se mantém como uma contração, como o sentido de uma identidade presente dentro do corpo.
É curioso essa coisa dessa ilusória identidade. É uma ilusória identidade, mas é uma ilusória identidade presente. Isso é como a sensação de alguém sentido a presença de um fantasma dentro de seu quarto. Essa sensação do fantasma dentro de seu quarto continua sendo para esse alguém algo real, até que de fato ele perceba que não há nenhum fantasma dentro do seu quarto. Continuará sendo real enquanto continuar sendo sentido como real. O ego é algo assim. Ele não é real para o seu Estado Natural, mas para o seu estado de identificação com a mente é só o que você tem: medo, conflito, sofrimento, essa ilusão primária.

Assim como no quarto esse alguém tem que perceber que não há nenhum fantasma ali, para essa Verdade, para esse Despertar do seu próprio Ser, um trabalho se faz necessário. E Satsang é essa proposta.

Satsang realizado via paltalk no dia 04 de Dezembro de 2013

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