quinta-feira, 2 de julho de 2026

Você e a autoimagem. O fim da autoimagem. O que é o pensamento? O que é o pensar? Como meditar certo

Aqui, o nosso empenho juntos consiste na descoberta da pessoa, da verdade da revelação dessa pessoa. O ponto importante aqui é o fato de que essa pessoa, que é a pessoa que acreditamos ser, é aquilo que o pensamento nos diz sobre quem nós somos. É basicamente isso. E tudo o que o pensamento nos diz consiste em uma imagem que ele construiu.

Se, por exemplo, eu peço para você fazer uma descrição de alguém para mim, descrever essa pessoa para mim significa que você vai me dar, nesse momento, a imagem que você tem dela. É como você pode descrever alguém pra mim; é como fazer um retrato falado - é basicamente isso, é literalmente isso.

Para fazer um retrato falado, você precisa de um quadro mental, de uma representação no pensamento do formato do nariz, do formato dos olhos, do tipo de cabeça, cabelo, queixo, se tem bigode, se não tem, e assim por diante. Então, descrever um retrato é criar uma imagem mental sobre aquele ou aquela que você quer descrever, que você precisa descrever.

Quando você lida com as pessoas, você não se dá conta de algo muito básico que nós temos trabalhado, averiguado, investigado aqui com você: o simples fato de que quando você lida com pessoas, você está lidando com representações no pensamento do que você sabe sobre elas, o que implica a presença de uma construção mental, de uma imagem em você, estabelecida em você, sobre quem ela é.

Qual será a verdade da pessoa que você é para si mesmo? A outra pessoa, para você, é somente também uma imagem. Mas e você para si mesmo, seria diferente? De forma alguma! A ideia que você tem sobre você é também uma construção mental.

Quando as pessoas lhe aborrecem, elas lhe aborrecem porque aborrecem essa imagem que você construiu sobre você. Se você tem uma imagem de si mesmo de alguém inteligente e eu te chamo de burro, de ignorante, de estúpido, nesse exato momento você se ofende, se magoa, se enraivece, fica colérico comigo, porque eu toquei nessa imagem; essa imagem está sendo ferida, está sendo arranhada.

Observem que todas as nossas relações são nesse nível, no nível de imagens. A imagem que você tem sobre você precisa ser respeitada por mim, e vice-versa, ou deixaremos a amizade, ou ficaremos inimigos e podemos até partir para a violência física, em razão da raiva que você irá me causar, que eu irei causar a você. Assim são as nossas relações.

As nossas relações com as pessoas são relações nesse nível. Então, vamos compreender aqui logo a primeira coisa. A primeira coisa é: você e a autoimagem. Você e a autoimagem são algo tão estreito e íntimo, que sem erro algum podemos dizer que você é a autoimagem. Tudo o que você tem sobre quem você é é tudo o que você sabe sobre você. Tudo o que você sabe sobre você é tudo o que o pensamento tem para lhe dizer sobre você.

Agora, percebam a ilusão presente em tudo isso, nessa condição de vida que estamos vivendo. Porque se a nossa vida se assenta na autoimagem, essa vida não é real, é uma vida de abstração, é uma vida de opinião, de comparação, de avaliação, de julgamento. Quando você concorda comigo, eu sou seu amigo; quando você discorda de mim, eu fico seu inimigo, ou me afasto de você, e vice-versa. Assim são as nossas relações humanas.

Qual é a verdade sobre você? Você desconhece! O seu nome não é você, a sua idade não é você, a sua história não é você. Tudo isso são lembranças que você tem sobre quem você é, acerca de si mesmo. Mas sobre você, tudo o que você tem é uma construção do pensamento.

Haverá uma verdade presente além dessa verdade, que é a verdade da autoimagem? Porque você, como pessoa, é isso. Tanto é assim que você leva muito a sério tudo o que sente sobre o que falam de você. Se falam bem de você, você se sente bem; se falam mal de você, você se sente com raiva, aborrecido, isso porque você não se dá conta da verdade sobre você, ou, a verdade sobre você é somente essa. É com isso que você se identifica, é com isso que você se confunde.

Um trabalho em direção à Realização Divina, à Realização de Deus é a tomada da ciência daquilo que é a Verdade do seu Ser, aquilo que é Você livre desse "você" que o pensamento construiu, livre dessa imagem que o pensamento estabeleceu. Isso requer que você compreenda alguns elementos básicos, principais, envolvidos nessa questão desse "eu", desse "mim", dessa "pessoa". Um dos elementos básicos, que nós temos voltado aqui a ele muitas vezes, é a verdade sobre o pensamento. É o pensamento o elemento principal em tudo isso.

Então, o que é o pensamento? Você não tem uma única lembrança sem um símbolo, sem uma ideia, sem um quadro mental, sem uma imagem. Toda lembrança é basicamente isso, e isso é pensamento. Todo o pensamento em você não é algo que irá chegar. Todo o pensamento em você não é algo que irá aparecer aí a partir do futuro. Todo o pensamento em você aparece em você a partir do passado. Não é algo que irá chegar do futuro, é algo que vem do passado.

Então, aqui, nós temos duas coisas presentes nessa questão da resposta sobre o que é o pensamento. O pensamento é o passado; sendo o passado, é uma memória, é uma lembrança. A outra coisa é que o pensamento tem uma forma, uma representação mental, tem uma imagem. Então, todo o pensamento em você é algo que vem do passado e ele tem uma forma, ele tem uma imagem.

Eu só posso reconhecer o seu rosto porque eu tenho uma imagem do seu rosto nesse formato de pensamento; de outra forma, eu não poderia reconhecer o seu rosto. E eu só posso reconhecer o seu rosto porque ele já foi conhecido, ele é parte do conhecido. Assim, a presença da memória é o reconhecimento, e é o reconhecimento de uma imagem, algo que já está presente dentro de cada um de nós: essa é a presença do pensamento.

Quando as pessoas querem se ver livres de problemas elas não compreendem que a base dos problemas é a presença, nelas, desse elemento. Você não teria nenhum problema com pessoas se você não tivesse, delas, imagens, lembranças.

Quando alguém diz assim: "Ah, eu gostaria muito de não estar ainda magoado com fulano, ou com raiva dela, mas ao me lembrar." Sim, é claro que ao se lembrar isso chega, porque sem a lembrança você não tem mágoa. Você não tem raiva de alguém de quem não se lembra. É a presença do pensamento o elemento principal nessa forma psicológica de existir como alguém, como uma pessoa.

Soa estranho ouvir isso, mas não existem pessoas. As pessoas existem nas lembranças. Elas estão presentes na lembrança, elas estão presentes no reconhecimento. Quando você se esquece de alguém, a verdade é que ela não existe; ela não faz parte do seu campo de consciência, uma vez que essa consciência é a consciência mental - é o que nós chamamos de consciência.

O que chamamos de consciência é a consciência do "eu", é a consciência nessa autoimagem. Essa autoimagem, que é o "eu", tem suas lembranças; essas lembranças são a condição psicológica da existência da pessoa que eu sou. Mas onde se encontra essa pessoa quando não existe essa autoimagem? Quando você não tem uma lembrança de algo, onde é que aquilo se encontra? Onde está a verdade daquilo do qual você não se lembra?

Então, estamos diante, aqui, de algo muito básico e de grande relevância para essa visão que nos interessa nesses encontros, que é a visão da compreensão, que é a visão da libertação desse sonho, que é o sonho de existir como alguém, que é o sonho de existir como uma pessoa, uma vez que a presença da pessoa é a presença da autoimagem, e essa autoimagem é o que o pensamento estabeleceu em você sobre quem é você e, também, sobre o mundo das relações com outras pessoas. Portanto, a verdade sobre o pensamento é que o pensamento é uma memória.

Podemos descobrir o que é permanecer livre do pensamento? Livre do pensamento, nós temos a libertação dessa autoimagem. Isso é o fim dessa autoimagem, isso é o fim dessa pessoa como nós conhecemos, deste "mim", desse "eu", desse "ego".

Será possível uma vida livre de ser magoado, ofendido, livre da ilusão de dependência sentimental, emocional de outras pessoas que acreditamos amar? Livre dessa dependência emocional de outras pessoas que acreditamos odiar? Podemos nos libertar, nesta vida, desse sentido do "eu", do "ego" para estarmos além desse, assim chamado, amor, que é mera dependência emocional nas relações? - uma dependência lincada à questão da autoimagem.

Podemos descobrir o que é uma vida livre dessa ideia de gostar e não gostar? - uma vez que essa ideia é uma ideia no pensamento, na autoimagem. Se isso se torna possível, nós nos aproximamos aqui, pela primeira vez, do fim dessa autoimagem e da real aproximação da Meditação.

Quando a pergunta é: "Como meditar certo?" Em geral, a ideia é alguém se envolvendo com a prática da Meditação para encontrar o fim dos problemas. A verdade da aproximação da Meditação requer a compreensão da verdade sobre o que é o pensar. Lidar com o momento presente, livre do pensamento e, portanto, livre da imagem que eu tenho sobre quem eu sou, sobre quem o outro é, é se aproximar desse instante na compreensão sobre o pensar.

A verdade sobre o pensar é que o pensar é aquilo que está presente quando não existe mais essa autoimagem, quando não existe mais esse padrão de visão a partir da imagem, uma vez que essa visão a partir da autoimagem é a visão do pensador, desse experimentador, desse elemento que vem do passado, que é o "eu". Então, o que é pensar? É lidar com o pensamento, livre do pensador, livre do experimentador, livre dessa questão da autoimagem.

Nós não sabemos a verdade sobre o pensar, porque nós vivemos dentro de um contexto de pensamentos a partir do pensador, a partir dessa autoimagem. Então nós vivemos dentro desse contexto de criação do pensamento, de ilusório pensar, de ilusório sentir, de ilusório viver, porque estamos dentro dessa vida do "eu", dessa vida do "ego", onde temos esse que é o pensador com o seu pensamento, esse experimentador com a sua experiência, esse que gosta, esse que não gosta, esse que olha a partir dessas memórias, dessas lembranças.

Lidar com a verdade do pensamento requer a presença de um olhar para o pensamento, sem se envolver com o pensamento. Esse é o fim dessa qualidade de pensamento que está produzindo em nós essa ilusória identidade, que é a pessoa, que é esse "mim".

Haverá uma forma de pensar livre do pensamento? Haverá uma forma de sentir livre desse "eu" no sentir? Haverá uma forma de emoção livre de uma identidade presente se confundindo como sendo o experimentador dessa experiência chamada emoção? Tudo isso requer uma investigação da compreensão de nós mesmos.

O contato com a Realidade da Vida consiste no pensar, no sentir, no agir, consiste em se emocionar. Não alguém presente nisso; não esse sentido do "eu", do "ego", desse "mim", desse pensador, desse experimentador, desse observador, que é o "eu", presente nisso. Aqui, nós estamos sinalizando para você algo além do "eu", além do "ego", além daquilo que o pensamento em nós identifica como sendo real, e que, de fato, não é.

Há uma Realidade presente, e essa Realidade é a Realidade Divina, é a Realidade do seu Ser, é Aquilo que está presente além dessa autoimagem, além dessa pessoa, além deste pensador, além desse elemento no sentir. É isso que estamos trabalhando aqui com você, aprofundando aqui com você. Qual é a verdade sobre o pensar? Qual é a verdade sobre o sentir? O que é a verdade da Meditação? O que é essa Real Meditação?

Nós temos encontros on-line nos finais de semana, onde estamos, sábado e domingo, investigando isso com você. Fora esses encontros, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Junho de 2025
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terça-feira, 30 de junho de 2026

Como encontrar Deus. Meditação o que é? Aprender sobre Autoconhecimento. Mente acelerada o que fazer

A mente acelerada, o que fazer? Essa é a pergunta. Por que nós temos esta questão? Essa é apenas uma das inúmeras questões que a mente apresenta. Toda questão é, na realidade, um problema. Quando você recebe uma questão, você tem um problema. Quando você vai prestar um exame, uma prova, lá lhe são apresentados os problemas, que são as questões.

A mente acelerada é uma das questões da mente. Mas o que é a mente? A mente é todo esse movimento interno presente em cada um de nós. O que nós temos chamado de consciência é o próprio movimento na mente. É esse movimento na mente o movimentar dos pensamentos. Portanto, quando os pensamentos se movem, carregando sempre, invariavelmente, algum nível de sensação, sentimento ou emoção, nós temos o movimento do pensamento, nós temos o movimento na consciência, nós temos o movimento do "eu".

A mente não é outra coisa a não ser o movimento da memória que o pensamento tem, que a lembrança contém. Todo esse movimento é um interno movimento da consciência presente em cada um de nós. Nós temos dois níveis aqui. O primeiro é esse superficial que nós conhecemos, de fácil acesso, com o qual nós nos relacionamos constantemente; a forma como você sente sobre a vida, sobre o outro, sobre si mesmo, de um modo superficial. Assim, na superfície nós temos esse primeiro aspecto da mente, da consciência, desse movimento do pensamento.

E temos também o segundo aspecto, aquilo que temos no profundo, no oculto. Nós temos essa primeira camada e temos a segunda camada. Nesta segunda camada, temos nossas memórias, lembranças, recordações, todo o impulso que ocorre, não de uma forma tão clara, visível para cada um de nós, e, no entanto, está acontecendo a todo o momento. É por isso que alguns dividem a mente em consciente e inconsciente: a consciência superficial e esse modelo de inconsciência, nessa camada oculta, nessa camada mais profunda.

Todo esse movimento interno é o movimento do "eu", da consciência. Mas aqui nós temos algo para lhe dizer: quando você nos fala de uma mente inquieta, tagarela, que a cada momento está se movendo descontroladamente, quando você nos fala dessa mente acelerada e pergunta o que fazer, a sua ideia é de alguém presente nessa mente; este alguém é a presença do "eu". É assim que sentimos ser, acreditamos ser, é assim que percebemos que somos. No entanto, a notícia é: o que temos presente neste contexto é a ideia, é a imaginação, é a própria construção do pensamento sobre quem nós somos.

Nós temos presente a realidade daquilo que aqui está acontecendo, a verdade daquilo que aqui está se mostrando, e, no entanto, nós trazemos conosco o pensamento sobre isso, a ideia sobre isso, a crença, a sugestão sobre isso, o que envolve também a explicação do pensamento sobre esse sentir que nós temos. Colocando de uma outra forma: não existe tal coisa como "esse eu", não existe tal coisa como essa mente. A ideia da consciência, que dividimos em duas camadas ou em diversas outras camadas, é a presença do pensamento - o elemento que constrói essa coisa.

A Realidade é a vida como ela acontece e as sensações presentes, apenas isso! A cada momento, o seu contato é com uma sensação. Não há alguém presente na sensação; é a presença do pensamento colocando alguém. Nós temos o movimento do pensamento, mas é típico da memória, no cérebro, se movimentar. A presença do cérebro em nós, nessa inquietude, nesse movimento acelerado de pensamentos, é algo que está presente em razão da ausência de uma Consciência Real sobre este processo.

O que nós temos como consciência é, na realidade, inconsciência. A presença desse movimento de pensamentos e como o cérebro funciona em cada um de nós é algo que está acontecendo em razão da ausência de uma Atenção, de uma Presença, de uma Real Consciência sobre este processo. É assim que temos o "eu" com os seus problemas, a mente com as suas questões diversas.

A ansiedade, a depressão, a angústia, o nervosismo, o estresse, o medo, os diversos problemas presentes em cada um de nós são problemas presentes em razão do movimento do pensamento nessa consciência que nós temos, que nós conhecemos; que é, na realidade, a forma como o pensamento se processa nesse padrão de cérebro que está presente em nós, na maior parte da humanidade. Toda essa coisa ocorre neste formato, desta maneira, porque nós não temos a ciência daquilo que se passa conosco.

A presença da pessoa que nós somos no contexto da humanidade é a presença dessa não ciência. Você é uma pessoa e se vê como um elemento separado da vida, em razão da inconsciência da verdade sobre si mesmo. Há uma Realidade aqui presente. Não é a pessoa presente, não é esse "eu", esse ego . O ego, o "eu", a pessoa, é o movimento da desordem psicológica, da confusão mental, nesse cérebro programado para funcionar dessa forma. Isso é algo assim ocorrendo há milênios.

Você tem oitenta anos; há oitenta anos você vive como uma pessoa nesse sentido de um "eu" que se vê separado da vida, que se vê separado do outro, tendo essa interna inquietude de movimento de pensamento acelerado, repetitivo, pensamentos negativos, sensações e sentimentos que acompanham esses pensamentos. Assim, como seres humanos, na "pessoa", estamos sofrendo; no ego, estamos sofrendo. O elemento presente no sofrimento - o próprio sofredor - não se separa do sofrimento que tem, do sofrimento que sente. É a vida do ego, é o existir de alguém, o que representa uma ilusão.

Eu volto a dizer: há uma Realidade presente; esta Realidade é compreendida quando há o reconhecimento da verdade sobre quem nós somos. Nós temos esse primeiro aspecto, que é o aspecto daquilo que apresentamos ser, que está dentro de um contexto de cultura humana, de humanidade, que é a presença da pessoa. Portanto, cada um de nós está vivendo como uma pessoa e estamos nos deparando com pessoas. No entanto, a pessoa, as pessoas são uma imagem que o pensamento construiu sobre quem nós somos, e aqui reside todo o tipo de problema que temos, nessa condição de mente que nós conhecemos.

Aqui nos aproximamos desse trabalho para a compreensão da verdade sobre quem nós somos, o que requer a presença desse aprender sobre o Autoconhecimento, que é o que estamos fazendo juntos aqui. Neste aprender sobre o Autoconhecimento, nos deparamos com a Realidade da presença da Ciência de Ser. A Realidade deste Ser, desta Verdade que está presente aqui, além dessa pessoa, é a Realidade Divina. Assim, nos deparamos com a possibilidade da compreensão da Verdade sobre a Meditação.

O que é Meditação? A Meditação, qual é a realidade, qual é a verdade sobre a Meditação? A presença da Meditação é a Revelação da Verdade sobre Deus. A única Realidade presente é a Vida; a Vida é a Realidade Divina. Na pergunta "como encontrar Deus", aqui temos a resposta. Na Revelação, na Ciência da Verdade sobre si mesmo, é aqui que se encontra a resposta para esta pergunta.

Deus não é uma realidade a ser encontrada no futuro, é Aquilo que aqui está presente sendo a única Realidade, a Realidade da própria Vida se revelando momento a momento. E só podemos ter um contato direto com esta Realidade quando estamos além da mente, além desse padrão de comportamento dessa consciência, que é a consciência egoica, que é a consciência do "eu".

Assim, com base no Autoconhecimento, temos a presença de um olhar direto para como a mente funciona, para como o cérebro funciona. Então ocorre uma mudança, ocorre uma transformação, nós temos o fim para esse modelo programado, condicionado de mente egoica, porque agora há uma Atenção sobre essas reações, então ocorre uma mudança interna. É quando temos o fim para essa conhecida consciência para uma visão nova, real, profunda de nós mesmos e, portanto, da Realidade deste Ser.

Temos a Vida se revelando quando há presença da Meditação. Aqui eu me refiro à verdade sobre a Meditação - não de uma técnica ou prática para alguém, para a pessoa. Aqui não se trata da pessoa meditando, trata-se de um espaço que surge quando o cérebro se aquieta, quando a mente silencia. Neste espaço temos a presença da Meditação, e ela surge em razão desta Atenção sobre as nossas reações, que é Autoconhecimento.

Assim, aprender sobre o Autoconhecimento é se deparar com a Ciência que revela esse real encontro com o Divino, com o real encontro com Deus. Aqui, a Realidade de Deus não é algo no futuro, não é algo em algum lugar para ser encontrado, para ser constatado, mas é a Realidade Divina se revelando aqui e agora, como sendo a Verdade deste Ser. Assim, a ideia de encontrar Deus é só uma ideia. A verdadeira resposta para a grande pergunta, que é "como encontrar Deus", consiste na ciência daquilo que aqui está se revelando como a Verdade do seu Ser.

Nós precisamos de uma mente livre, de um cérebro silencioso, então, sim, temos, aqui e agora, a Revelação da Vida. A presença dessa Revelação é a presença do Amor, é a presença da Liberdade, é a presença da Felicidade. Um cérebro silencioso, uma mente quieta. Não uma mente que foi aquietada através de uma técnica ou prática de Meditação, mas a mente que está quieta, o cérebro que silenciou em razão de uma Atenção sobre as nossas reações. A presença da verdadeira ciência da Meditação requer esta constatação de como a mente está acontecendo. Assim, quando a mente silencia, em razão dessa Atenção, temos a verdade do momento se revelando como Meditação.

É o que estamos propondo aqui para você, um trabalho nesta direção. Então a mente não é mais aquilo que nós conhecemos. Portanto, esses inúmeros problemas da mente desaparecem quando a ilusão da mente não está mais, quando aquilo que entendemos ou conhecemos por mente não está mais presente. A Realidade do momento é a Vida. Não há pessoa na Vida, não há esse "eu", não há este modelo de movimento, que é o movimento do pensamento como nós conhecemos, nesse novo Estado de Ser.

O ponto é que isso é possível, sim, nesta vida. Isso requer a presença da Realização Divina, da Realização de Deus. Não é alguém tendo esta Realização, é esta Realização se revelando aqui, quando a ilusão do "eu" termina, dessa mente programada nesse padrão de inquietude não está mais presente. Assim, nós queremos lhe convidar para esses encontros. Nós temos encontros on-line nos finais de semana para aprofundarmos isso com você. São dois dias juntos: sábado e domingo. Além dos encontros on-line, nós temos os encontros presenciais e, também, os retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Agosto de 2025
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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Como encontrar Deus? Meditação: o que é? Aprender sobre Autoconhecimento. Kundalini: como Despertar?

É bem interessante quando as pessoas usam expressões como "kundalini"; quando perguntam sobre como despertar a kundalini. A ideia que elas têm sobre essa expressão fica muito claro que estão associando a todo tipo de coisa de uma forma muito confusa, bastante desorientada.

Nós temos em nós a presença de uma Realidade que está presente, mas apesar de estar presente se mantém silenciosa, desconhecida, misteriosa: é a presença da Verdade da Realidade sobre Você, é a Realidade deste Ser; este Ser é a Realidade Divina. Os antigos sábios Indiano usavam a expressão "Kundalini" se referindo a esta Presença silenciosa, oculta, desconhecida em nós. Portanto, a expressão "Kundalini" é, na realidade, sinônimo da Presença Divina em cada um de nós.

Então, qual será a Realidade do Despertar da Kundalini? Será o despertar de poderes místicos, assim chamados, espirituais? Observe que esses poderes ainda estão associados a algum nível de realização pessoal. E qual é a verdade sobre a pessoa? Aqui estamos lidando com uma ilusão, porque a Verdade Divina de Ser, que é Kundalini, não é uma pessoa.

Nós nos vemos no tempo e no espaço como uma entidade presente separada da vida, para obter alguma coisa, para conquistar coisas. Essa é a ideia de realizar algo especial para si mesmo. Isso apenas nos dá especialismo, isso nos torna mais "alguém", além da "pessoa" que somos; agora somos especiais porque temos certas virtudes, certo poder, certa realização.

No entanto, a Verdade do Despertar Espiritual, do Despertar Divino, não é o despertar para alguém, não é o despertar de alguém, é ciência da Verdade; a Verdade que a pessoa não é real, a Verdade de que o sentido do "eu" é uma ilusão. Então, o que é, na verdade, o Despertar da Kundalini? É a Ciência de que há uma única Realidade aqui e agora se revelando; esta Realidade é a Realidade deste Ser. Não é alguém que despertou, não é alguém se tornando melhor, especial, virtuoso, ou poderoso.

Aquilo que nos aproxima da Verdade do Despertar, do Florescer deste Ser, é a Verdade sobre quem nós somos, é o reconhecimento disso. E há dois aspectos aqui. O primeiro é a verdade que somos no que demonstramos ser, no que parecemos ser. Como pessoas, nós vivemos sobrecarregados de problemas de desordem psicológica, de desordem emocional. Como pessoa, nós vivemos em estresse, com raiva, com medo, com ansiedade, com preocupações. Como pessoa, nós vivemos em um estado de isolacionismo, de separação.

Assim, a pessoa que somos consiste num conjunto de memórias que trazemos sobre nós mesmos. Portanto, a ideia de alguém presente é a ideia da pessoa que "eu sou". Portanto, o primeiro aspecto aqui, que uma vez visto, esclarecido, termina sendo descartado, é a ilusão do ego, a ilusão da pessoa. O segundo aspecto é a Ciência da Verdade, da Realidade Divina que aqui está presente, que não é a pessoa.

Então, há algo presente: é a Realidade de Ser. E também há algo se expressando aqui, nesse modelo que está se repetindo há milênios dentro desse contexto de história humana, e particularmente já há alguns anos, desde que nos entendemos por gente, desde que nascemos. Essa forma de representação de ser alguém é a vida do "eu", é a vida do ego. Portanto, a verdade sobre isso é o descarte dessa psicológica condição de mente que se repete, de mente que segue esse programa de cultura, de sociedade, de mundo.

Essa é a forma como o pensamento em nós está se repetindo, tendo por princípio, por base, o modelo da memória. Como podemos tomar ciência disso? A partir do estudo de nós mesmos, que é o que estamos propondo aqui para você: estudar a si mesmo, compreender a pessoa que você é. Não é você adquirindo conhecimento sobre si mesmo, é você tomando ciência sobre você. A ciência sobre você descarta a ilusão desse "você" que o pensamento estabeleceu, que o pensamento construiu.

Então, quanto mais ampla e profunda for a visão, mais esclarecida e lúcida for a percepção de si mesmo, estaremos diante da Verdade do Autoconhecimento; e é esse Autoconhecimento que liberta. A Liberdade aqui é a conclusão do "eu", é a finalização do "eu", é o término do "eu", dessa falsa identidade. Então, o Despertar Espiritual ou o Despertar Divino, a Iluminação Espiritual - os nomes são diversos para algo que está além das palavras -, esse algo que está além das palavras, é a Ciência da Verdade de que não há mais essa mente como nós conhecemos, dentro do conhecido.

Esse é o contato com a vida neste aprender sobre o Autoconhecimento. Se você dirige um carro é porque você aprendeu; se você fala um idioma fora a sua língua natal é porque você aprendeu; se você sabe algo é porque você aprendeu. Na verdade, na vida, tudo foi aprendido. Pode parecer curioso, mas você aprendeu a ver. Sim, porque quando você é um bebê, os olhinhos estão abertos, mas você não sabe ver. Você aprende a ver, a tomar ciência dos objetos, a ter percepção de detalhes na visão.

Então, o bebê aprende a ver; ele tem todo o potencial, toda a capacidade para enxergar, mas ele apenas está tomando ciência das formas, das cores; ele está em um aprendizado. Nesta aprendizagem, ele está aprendendo a ver. Nós aprendemos a escutar, nós aprendemos a caminhar, aprendemos a falar, aprendemos a mastigar, tudo na vida nós aprendemos.

Aqui nós precisamos também desse aprender, desse aprender sobre nós mesmos. O que difere é que esse aprender não requer memória. Todas as outras formas de aprendizagem requerem a presença da memória. Então, nós passamos pela experiência, registramos a experiência e adquirimos a memória. Essa memória agora é o conhecimento. Esse conhecimento assume uma forma de expressão, que é a presença do pensamento, da imagem, do quadro, da palavra, é a forma. Tudo isso representa a presença da memória.

Aqui, aprender sobre nós mesmos requer uma nova forma de aprender, o que representa um contato com a vida, neste momento, sem as conclusões, sem as avaliações, a ideias. Ideias, avaliações e conclusões são algo que vêm do passado, são algo que vêm da memória. Infelizmente, nós estamos sempre tendo um contato com a vida a cada momento sem a arte deste novo aprender, então, estamos sempre avaliando, julgando, comparando as experiências do momento com base no passado, e isso não é aprender sobre si mesmo.

O aprender sobre si mesmo requer um olhar para o momento permitindo que esse momento seja compreendido e se dissolva, então não fica registro, não fica memória, não fica conhecimento. E, no entanto, nós temos neste momento, neste novo aprender, que é o aprender sobre a Verdade daquilo que somos, a presença da compreensão, da compreensão da Vida.

Não é alguém tendo a compreensão da Vida, adquirindo uma compreensão da Vida, guardando uma compreensão da Vida, acumulando um conhecimento sobre a Vida. É a presença da compreensão, o despertar da própria Inteligência de lidar com o momento presente sem a interferência do passado, sem essas avaliações, conclusões, ideias e conceitos.

Percebam a beleza disso. Nesse encontro com o momento presente neste novo formato, neste aprender sobre nós mesmos, neste aprender sobre a Verdade de Ser, que é o aprender sobre o Autoconhecimento, nós temos aqui a presença da Meditação. A coisa mais importante na vida é a arte de Ser, sem qualquer ideia de vir a ser, sem qualquer crença de necessitar ser, de se tornar, de alcançar, de obter alguma coisa. Então nós descartamos a própria ideia desse Despertar da Kundalini como algo para se obter.

Aqui, esse Despertar é assumir a Verdade de Ser; este assumir a Verdade de Ser é a Ciência que se revela neste momento quando a memória perdeu a importância. Nós não precisamos do passado para lidar com a vida aqui e agora, só precisamos da Ciência desta Presença, desta Divina Inteligência.

Então, o que é Meditação? Qual é a Verdade da Meditação? O que ela é? Ela é a Presença da Vida se revelando neste aprender, aqui e agora, momento a momento. Então se revela, aqui e agora, neste momento, o seu real encontro com Deus, com o Divino, com a Vida, com a Verdade. Portanto, a resposta para a pergunta "como Despertar a Kundalini", se ela for bem compreendida, ela é a resposta para a pergunta "como encontrar Deus".

No entanto, no pensamento, as pessoas colocam isso no futuro, colocam Kundalini como um projeto, como algo para alcançar, como uma experiência mística, esotérica, espiritual, colocam a ideia de Deus como algo, também, no futuro, que irá ser encontrado a partir de uma experiência também espiritual ou esotérica, de prática de meditação.

Repare que aqui nós usamos essas expressões, mas com um sentido completamente diferente. Aqui, a Verdade da Meditação, a Real Meditação não é uma prática para alguém realizar. Não se trata de técnica ou prática, onde você dedica ali alguns minutos para silenciar a mente a partir da técnica, a partir do esforço, a partir da concentração ou de uma técnica de respiração. Não se trata de algo como um silêncio obtido por uma prática.

Aqui se trata da Revelação da Verdade deste espaço novo onde, sim, de fato, a mente silencia, o cérebro se aquieta e a Realidade Divina se revela aqui e agora. Esse é o real encontro com Deus. Não é alguém tendo um encontro com Deus, é a Realidade deste Ser, que é a Verdade Divina, se revelando neste momento.

Portanto, não existe qualquer separação entre a Verdade da Real Meditação, que é esta Ciência sobre a Verdade da Vida, que é esta Ciência da Vida aqui e agora se mostrando sem o sentido do "eu", e a Verdade desse encontro com Deus, o que também não é algo que se separa da Beleza do Despertar da Consciência. A Verdade desta Real Consciência, desta Divina Consciência, não daquilo que conhecemos, também, por consciência, que é a presença da mente egoica.

Assim, esta Real Consciência é a Realidade Divina, é a Realidade de Ser. Essa é a Presença da Kundalini. Então, há um novo cérebro, há uma nova mente, há um novo coração, há um novo modo de lidar com o mundo à sua volta, assim como com as pessoas, com as situações, assim como com tudo à sua volta, sem a ilusão de alguém presente se vendo separado de tudo isso, porque o sentido do "eu" não está mais, porque o sentido do ego se foi.

Então, a beleza do encontro com a Realidade Divina é a Ciência do Despertar da Kundalini. Não é a alguém que despertou a Kundalini, é a Verdade desta Realidade presente, que é a Verdade deste Ser. É o que nós estamos juntos aqui trabalhando nos finais de semana, sábado e domingo, em encontros online. Além dos encontros online, temos os encontros presenciais e, também, os retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui esse convite.

Agosto de 2025
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terça-feira, 23 de junho de 2026

Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento | Mente consciente

É muito comum a ideia dessa divisão entre mente consciente e inconsciente. Sim, aquilo que nós temos na superfície, esse movimento de pensamentos superficial que nós temos, a forma como estamos lidando com a vida como ela acontece, em geral, isso vem sendo atendido por essa superfície, e nós temos também essa profundidade. Assim, nós temos uma camada mais profunda e uma camada superficial.

É por isso que nós dividimos - e é muito comum essa divisão - entre consciente e inconsciente; a mente consciente e a mente inconsciente. A inconsciente é esta parte mais profunda, oculta, onde estão as memórias, as lembranças, toda essa história da pessoa. Aqui, com você, nós estamos investigando a verdade sobre a pessoa, uma vez compreendido que nós não temos pessoa presente, o que temos é a presença de sensações para este corpo, para esta mente - sensações, percepções, a sensação de frio, calor, prazer, dor.

Nós colocamos a ideia de alguém no sentir, no sentir a dor, no sentir o calor ou o frio, alguém na presença dos pensamentos. Temos os pensamentos e alguém diante dos pensamentos, sendo o responsável por esta operação de pensamentos. Observe que os pensamentos se processam em nós, neste cérebro, de uma forma automática; é a reação da memória, é simplesmente isso. Quando o cérebro recebe um estímulo, ele responde a partir do passado.

O seu estímulo é, por exemplo, uma pergunta. Se eu lhe faço uma pergunta, o seu cérebro recebe um estímulo, então a lembrança surge; esta lembrança, memória, é a presença do pensamento. Estamos diante de um fenômeno físico, neurológico. Portanto, aquilo que nós chamamos de psicológico é a resposta neurológica do pensamento, ou de uma sensação, ou de uma emoção, mas não temos a presença da pessoa. E se não temos a presença da pessoa, aquilo que nós chamamos de mente se processando em nós é algo químico, neurológico.

Será possível a descoberta da ciência da Vida como ela acontece, e não como o pensamento, psicologicamente, está sustentando, estabelecendo? Porque esse modelo psicológico é uma construção do próprio pensamento, porque o que nós temos é uma forma neurológica de acontecimento neste corpo. A presença da mente é parte disso. Esse ser psicofísico funciona assim. No entanto, nós estamos sustentando a ideia de alguém presente; este alguém é o "eu", a pessoa, e eu volto a dizer: não há pessoa aqui, não há nenhuma pessoa.

Quando você fala algo, eu escuto. Quando algo me é apresentado, eu vejo. Esse "eu vejo", "eu escuto" é a mecânica do corpo, é a presença da sensação, é a vida em expressão. Não existe uma entidade aqui, um ser psíquico, se separando da vida, a não ser que o pensamento estabeleça este ser psíquico como parte de uma construção ideológica, mental, psicológica, como nós queiramos chamar isso.

O fato é que a Vida está aqui e agora acontecendo, e nós precisamos compreender a nós mesmos para irmos além dessa ilusão, da ilusão da pessoa que o pensamento diz que nós somos, que o pensamento acredita, que assume no formato de pensador, ser alguém. Não há alguém, não há esse "mim", não há a pessoa. Temos a Vida surgindo, aqui acontecendo, momento a momento, e só podemos tomar ciência disso pelo Autoconhecimento.

Neste aprender sobre o Autoconhecimento nos deparamos com a Verdade sobre a Realidade da Vida, o verdadeiro encontro com o Divino, na pergunta "como encontrar Deus?" Aqui temos a resposta. A Ciência da Realidade deste Ser, que aqui está presente, é a Realidade Divina. Este Ser se Revela quando temos a presença da Meditação.

Portanto, o que é Meditação? A Meditação, o que é? É a ciência que Revela este Ser quando temos a presença desta atenção sobre todo o movimento interno que se passa aqui e agora, dentro de cada um de nós. Então, descaracterizamos, nos livramos, soltamos a ilusão da identidade pessoal para a Verdade da ciência deste Ser. Não há uma separação entre aquilo que é Você em sua Natureza Essencial e a Realidade Divina, e a Presença da Vida.

Portanto, a Realidade de Ser é a Vida. Não existe qualquer outra coisa. É o pensamento em você que cria a ideia da separação, onde estamos vivendo em um mundo como uma entidade separada do mundo, separada do que acontece, separada do outro, separada das situações. Assumir a Verdade é olhar para aquilo que aqui está se revelando sem colocar uma ideia sobre isso.

Notem que as ideias em nós são expressões de pensamentos. Os pensamentos em nós são o resultado de algo que você aprendeu. Notem como é fundamental termos aqui essa compreensão. Algo que você guardou em você de experiências passadas é agora a presença do pensamento. Esse conjunto de pensamentos formam ideias, e nós estamos olhando para a vida a partir das ideias, dos pensamentos, dos conhecimentos adquiridos.

Aqui nós temos dito para você que você nasceu para a ciência deste Ser, para a Revelação de que não há qualquer vida como uma ideia presente dentro da sua cabeça. Ou seja, a vida que o pensamento idealiza não é real. A Real Vida é aquela que aqui está presente, e ela está se revelando quando o pensamento não entra.

O que estamos dizendo aqui, nesses encontros, é que todo o problema que você tem são problemas que o pensamento estabeleceu nesse padrão de comportamento de reação à vida como ela acontece. A forma como estamos vivendo, a partir do pensamento, a partir das ideias, que são esses conhecimentos que temos, é uma forma equivocada de viver, onde nos vemos aqui como alguém presente, sempre estabelecendo a ideia da separação entre aquilo que você é e a Vida como ela acontece.

Nós temos a Vida como ela acontece e temos o pensamento sobre o que deveria ser, assim, estamos estabelecendo, na divisão, na separação, a ilusão de alguém presente tendo escolhas, olhando para ver se gosta ou não gosta, se aceita ou rejeita. Essa é uma forma condicionada, padronizada, mecânica, inconsciente de se mover na vida. É a forma como o pensamento se processa dentro de cada um de nós que nos dá esta forma específica de sentir sobre a vida, de pensar sobre a vida.

Então, nós estamos sustentando essa ilusão, a ilusão da dualidade, a ilusão da separação e, internamente, o elemento principal que sustenta todo este equívoco é o pensamento "eu", é a pessoa que a imagem, que o pensamento construiu, estabeleceu em cada um de nós, neste cérebro. Assim, nós falamos de mente, que, na realidade, é todo esse movimento interno de pensamento, falamos nesta mente, nesta visão também de divisão consciente e inconsciente.

Podemos ir além dessa assim chamada mente consciente e inconsciente? Podemos soltar esta base, que é a autoimagem, onde está presente a pessoa que o pensamento estabeleceu aqui sobre você? Podemos soltar isso? É isso que revela a Verdade neste encontro. Na pergunta "como encontrar Deus", aqui nós temos, se compreendermos bem a pergunta, a chave para a Liberação nesta vida, de todo este sofrimento, confusão e problemas que temos.

A Realidade de Deus é a Verdade da Vida se revelando aqui e agora. Não é algo para ser encontrado no futuro, realizado amanhã e, sim, para ser constatado aqui e agora, quando não temos mais a ilusão dessa mente, que é o modelo de total insciência desse movimento interno. Esta insciência é o movimento interno da mente, que dividimos em consciente e inconsciente.

Assumir a Realidade deste Ser, a Verdade Divina é estar diante desse espaço onde está presente a ausência da mente, a ausência do "eu", a ausência do ego. Essa é a Real Revelação da Verdade sobre Deus, deste encontro com Deus. Não é alguém tendo um encontro com Deus, é a Realidade de Deus se revelando aqui e agora, quando a ilusão termina. Então nós temos o fim para o sofrimento, o fim para a confusão, o fim para essa desordem psicológica em que nós nos encontramos.

O seu Real encontro com o Amor, com a Felicidade, com a Paz, com a Liberdade reside na Revelação da Verdade sobre Deus, que é a Realidade deste Ser, que é a Vida aqui e agora, Algo se revelando aqui e agora quando não há mais ilusões. Assumir a Realidade d'Aquilo que Você é é assumir a Verdade da Vida como ela é, sem a imaginação do que a Vida deveria ser, do que eu preciso ser, do que eu sou e preciso me livrar.

Aquilo que eu sou, disso tenho que me livrar: essa é a ideia; ou aquilo que eu sou não é suficiente e eu preciso ser melhor, maior, mais amplo, eu preciso ser diferente; a ideia de ser ou deixar de ser, a ideia de ser ou de vir a ser, ou a ideia do que me falta ter e que preciso ter, ou a ideia daquilo que eu tenho que não é legal, que não é bom, que é ruim, do qual tenho que me livrar. Assim, nós estamos vivendo no campo das ideias, no terreno dos pensamentos.

Romper com isso é tomar ciência da Realidade da Vida como ela acontece, quando a ilusão desse "eu sou" ou "eu não sou", ou "eu tenho que deixar de ser" não está mais presente. "Eu preciso deixar de ser, de ser alguém infeliz, problemático; eu preciso me tornar alguém amoroso, feliz, bem sucedido, inteligente": tudo isso termina quando nós temos a ciência da Realidade do momento, a ciência da Realidade da Vida. Então a Vida está presente, não há mais a ilusão do "eu".

É isso que estamos aqui trabalhando com você em encontros on-line nos finais de semana. São dois dias juntos: sábado e domingo. Além desses encontros on-line que nós temos aqui nos finais de semana, temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido para você, já fica aqui um convite.

Setembro de 2025
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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Como encontrar Deus? | Meditação: o que é? | Aprender sobre Autoconhecimento | Sabedoria do Silêncio

A maneira como estamos diante dos acontecimentos, das situações quando surgem, de tudo o que aparece aqui, na vida, a forma como estamos lidando com isso é algo que nós precisamos investigar. Nós estamos lidando com a vida como ela acontece a partir de uma ótica, de uma visão particular de mundo onde está presente, nesta visão, o equívoco, o erro, a ilusão, a presença da ignorância. Nos falta uma visão real da vida, a presença do Silêncio para a Sabedoria.

Eu quero tocar com você aqui em alguns assuntos, um deles é a beleza do Silêncio da Sabedoria. Nós precisamos do Silêncio, precisamos da Sabedoria do Silêncio para lidar com a vida. Você pode ser muito capaz de lidar com situações de uma forma inteligente, esclarecida e muito hábil.

Portanto, do ponto de vista de lidar com assuntos externos, com assuntos técnicos, profissionais, a sua habilidade para ganhar a vida, para ganhar dinheiro, para construir, para empreender, todo tipo de conhecimento e experiência e inteligência você pode ter. Essa qualidade de inteligência é a inteligência comum.

Aqui estamos com você investigando uma qualidade de Presença, de ciência da vida, que eu tenho chamado de Divina Inteligência, de Sabedoria Divina, que é a Sabedoria do Silêncio. Portanto, você pode ter todo tipo de habilidade e capacidade para lidar com todo tipo de assunto externo e, no entanto, na ausência desta Sabedoria do Silêncio, desta Sabedoria Divina, desta Inteligência Espiritual, não saber lidar consigo mesmo. Então, você lida com assuntos externos, mas não lida com os assuntos internos.

Observe que nós não sabemos o que é a presença do pensamento, da sensação, do sentimento e da emoção dentro de cada um de nós. Nós estamos constantemente dando uma resposta para a vida, numa aproximação dela inadequada, equivocada, porque nós não nos conhecemos - isso é um fato.

Se você, de fato, tivesse ciência da verdade sobre você - que você não tem -, você não teria problemas internos, como estresse, ansiedade, medo, ira, raiva, problemas de inveja, ciúme, apegos, você não teria sofrimento psicológico, porque isso é algo que está presente em razão da ignorância, da ausência da Sabedoria, da ausência dessa qualidade de Inteligência, que é a Inteligência Divina - e é o que estamos aqui, com você, explorando, investigando.

Nós precisamos da Ciência Divina, precisamos da resposta para a pergunta "como encontrar Deus?" Algumas pessoas partem para uma busca, empreendem, investem em um caminho, nessa assim chamada jornada espiritual. Então, a partir de livros, de práticas esotéricas ou espiritualistas, elas empreendem uma jornada. Aqui, com você, estamos tocando na investigação desta questão, deste verdadeiro encontro com Deus, e estamos colocando pra você que nada disso é real.

Você não pode encontrar a Realidade Divina do lado de fora, fazendo uma caminhada, uma jornada, para o exterior, para o externo. A Realidade Divina é a Verdade deste Ser, que é Você em sua Natureza Essencial. É a partir do aprender sobre você. Aprender sobre si mesmo é aprender sobre o Autoconhecimento. É isso que irá lhe dar uma clara visão da Verdade sobre Você para o descarte da ilusão que lhe impede de ter real ciência de que a Verdade Divina já está presente.

Deus não é algo para ser encontrado no final de uma jornada, algo para ser encontrado nos livros sagrados ou em práticas espirituais ou esotéricas, Deus é a Realidade que se revela aqui e agora, quando temos o descarte da ilusão, quando temos o descarte da equivocada visão sobre quem nós somos. Aqui se trata da investigação da natureza do "eu", da natureza da mente, da natureza do ego. Essa investigação é a presença da Meditação.

O que é Meditação? A Verdade sobre a Meditação, o que ela é? É a investigação da natureza daquele que se envolve com a prática, se envolve com a técnica, se envolve com a meditação. A presença da Real Meditação não requer técnica, não requer prática; requer a investigação da natureza deste elemento presente que se propõe a praticar, que se propõe a meditar e que também se propõe a buscar Deus.

O problema com a busca é que o buscador está presente tendo um alvo, e esse alvo está no futuro, e ele precisa de uma jornada. Aqui, investigar a verdade é compreender a ilusão do pensamento, estabelecendo a presença do tempo para ter um encontro no futuro. Não existe tal coisa como o futuro; a Realidade está presente aqui. Aqui e agora, além da própria ideia deste aqui e deste agora.

A Realidade Divina não está no tempo, não é algo que você irá encontrar. Você, como uma pessoa, como alguém, é a imaginação do próprio pensamento, porque a Realidade sobre Você é a Verdade sobre Deus. A ideia de alguém é o pensamento sobre uma pessoa, enquanto que a Realidade de Ser não é uma pessoa. Toda esta visão, revelação, clareza, surge quando temos a presença deste aprender sobre nós mesmos, que é o aprender sobre o Autoconhecimento.

Então, a mente, se tornando ciente de suas reações, de todo interno movimento presente nela, se aquieta, um espaço surge, e nesse espaço se revela a Verdade deste Ser, que é a Realidade de Deus. Quando isso está presente, a presença da Sabedoria é o Silêncio; esse Silêncio é o contato com o momento presente, com a vida como ela acontece, em seu aspecto interno e externo, sem conflito, sem desordem, confusão ou sofrimento.

Portanto, nós precisamos descobrir a beleza deste encontro, a beleza da constatação do momento, daquilo que neste momento está além do tempo: é a ciência do Amor, da Felicidade, da Paz, da Liberdade. Aqui está presente, neste momento, se revelando, nesta qualidade de mente, nesta qualidade de cérebro, a presença do Silêncio, a presença da Sabedoria.

Nós temos um modo agitado, ansioso, estressado de lidar com a vida como ela acontece, porque estamos sempre olhando para a vida a partir da separação, porque olhamos para o momento presente a partir da ideia de alguém, que é o "eu", que vive dentro de uma profunda insatisfação consigo mesmo, nele próprio, porque temos uma mente inquieta, uma mente agitada. É a presença da consciência egoica a inquietude, o sofrimento, a estrutura de separação, onde alguém está presente lidando com a vida, como se houvesse uma separação entre a vida e esta pessoa.

Por que precisamos aprender sobre nós mesmos? Porque é neste aprender que se revela Aquilo que está fora do "eu", fora do ego, fora da mente. É neste aprender que se revela esta qualidade de mente e de cérebro, onde há esse espaço de Silêncio, onde há esta visão da vida sem a separação. Esta é a presença da Sabedoria Divina, da Sabedoria de Deus, da Sabedoria do Silêncio. Alguns chamam isso de o Despertar da Consciência, Iluminação Espiritual, é a Ciência da Vida como de fato ela é quando não há mais qualquer ilusão. Esse é o seu verdadeiro encontro com Deus.

Agora, observe com cuidado isso: não é alguém tendo um encontro, aqui estamos nos referindo à presença de um contato, de uma comunhão, de uma constatação de que não existe o "eu", de que não existe essa pessoa. A Realização da Verdade é a compreensão do equívoco, é a compreensão do engano, é a dissolução da ilusão. Uma vez compreendido, esclarecido isso, o equívoco desaparece, o erro se dissolve, a ilusão termina. Não existe tal coisa como alguém e a vida.

Portanto, como seres humanos, nós somos diferentes uns dos outros no aspecto externo, físico. Mas do ponto de vista psicológico, o ser humano desde sempre vem carregando um fundo de condicionamento mental, de condicionamento psicológico, que é comum a todos. Quando você se dá conta, quando você toma ciência deste quadro, desta condição psicológica, em razão da compreensão de si mesmo, isso se dissolve. Então há Algo que se mostra presente, que não é mais esse "mim", essa pessoa, é a presença da Verdade.

Portanto, a Realidade do ser humano é a Realidade Divina. No entanto, aquilo que estamos vendo como a verdade do ser humano, nessa condição psicológica de consciência coletiva, de consciência egoica, é a ilusão da separação e, portanto, da confusão, dos problemas e do sofrimento humano. Você nasceu para a ciência de que há Algo presente aqui que nunca nasceu. Este Algo presente é a presença da própria Vida, que é a presença da Verdade, que é a presença de Deus. Essa é a Natureza do seu Ser, essa é a Natureza do Silêncio.

Portanto, o Silêncio revela a Vida. Seu Natural Estado de Ser é a presença deste Silêncio. Nós fomos educados para ter uma ideia, uma crença, um conceito sobre Deus, como um elemento também separado de nós mesmos, assim como a própria vida. Assim, fomos educados para uma imagem, para uma crença. A Realidade da Vida não é uma crença, não é uma imagem, é aquilo que aqui está presente sendo a própria Vida, o próprio Mistério, Aquilo que é indescritível; e esta Verdade não se separa d'Aquilo que é Você em sua Natureza Verdadeira.

Portanto, estamos juntos trabalhando isso. Esta Autorrealização, Iluminação Espiritual ou Despertar - há diversos nomes para esse estado livre da ignorância e, portanto, do sofrimento. Há diversos nomes para este estado de Sabedoria, de Ser, mas o nome não importa. Nós estamos aqui para ter a ciência desta dada coisa, além das palavras, além de qualquer ideia ou crença sobre isso. Esse é o seu real encontro com Deus. Essa é a real resposta para a pergunta "como encontrar Deus?" Não é alguém, é a Realidade de Deus presente.

É o que estamos aqui, com você, trabalhando em encontros online nos finais de semana. Nós temos dois dias juntos - sábado e domingo - para esses encontros. Além dos encontros, nós temos encontros presenciais e, também, retiros. Se isso que você acaba de ouvir é algo que faz algum sentido pra você, já fica aqui o convite.

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