sexta-feira, 28 de abril de 2017

Isto está sempre presente, é imutável.





Todos os objetos, nesse sonho chamado "vida humana", "vida consciente" (aqui, "consciente" é pensamento sobre, o que na realidade é uma sobreposição; é somente isso. O pensamento é uma sobreposição, um pensamento "sobre" essas aparições), tudo isso é uma tremenda ilusão e é necessário soltar isso, se livrar disso. Isso se chama Acordar! Portanto, todos esses objetos presentes são feitos somente de Consciência, na Consciência. Não existem objetos como objetos. Objetos são Consciência!

Não estou dizendo que objetos não existem; estou dizendo que eles existem, mas como uma aparição, que é Consciência. Não é a ilusão do sentido de "não estar aparecendo", somente a ilusão no sentido de que "tem uma existência separada". Não há nenhuma existência separada! Toda existência pressupõe uma Consciência presente, porque toda existência pressupõe a manifestação dessa Única expressão, que aparece desta ou daquela forma, desta ou daquela maneira. Não existe nenhum objeto com autonomia e direito, com independência de Realidade. Todo objeto, toda e qualquer aparição, tem esse surgimento dependente da Consciência; surge na Consciência, como Consciência. Nada é real em si mesmo; tudo é real Naquilo que torna tudo real. Portanto, Você é real, mas Naquilo que o torna real. Você é real, mas Nisso que é a sua Realidade. 

Como um personagem, como um conceito, como uma figura com um nome, uma forma e uma história você é uma fraude. Você não existe! Se não existe, não tem liberdade, não tem autonomia, não tem Consciência; é um absoluto nada! É um nada que cria a ilusão de sua própria realidade e essa ilusão de sua própria realidade, que esse nada cria, são problemas, sofrimento, maya. Aquilo que é concebido como objeto, sem exceção, tem um nome e uma forma; essa forma está mudando e esse nome está sendo esquecido, pois quando a forma muda o nome é esquecido. Tudo que perde a forma, ou muda de forma, perde o nome e ele é  esquecido. Essa mudança de forma nós chamamos de morte ou desaparecimento; o esquecimento desse nome nós chamamos de fim da memória. Mas, todo objeto, toda aparição tem a mesma Natureza, Realidade, Verdade e Substância - Isto está sempre presente, é imutável. 

Toda experiência, em sua Natureza Real, Natureza Verdadeira, é sempre a mesma... Ela é  sempre esta presente Consciência, como as imagens que assistimos nos filmes. A substância, a natureza, a qualidade, a base das aparições, é a tela e isso não muda. Essa é a natureza única de toda e qualquer experiência acontecendo ali. No entanto, as imagens estão mudando de forma, perdendo nome e surgindo outros nomes e outras formas. Tudo está mudando! Essas imagens parecem nascer, crescer, evoluir, adoecer, envelhecer e morrer. Elas parecem ter movimentos "do ponto A ao ponto B", parecem ser claras, escuras, sobem e descem, mas a natureza da Realidade, a Natureza presente dessa única experiência, onde tudo está acontecendo, não muda. Ela se mantém inalterada! Assim é essa Tela. 

Claro isso, gente?

Vocês estão dando muita importância à história, ao movimento, ao aparecimento e desaparecimento. Em alguns momentos, estão orgulhosos dos filhos, dos maridos, dos netos; no momento seguinte, estão decepcionados, frustrados, com raiva, querendo se livrar deles. Então, vocês ficam nessa coisa, na "historinha de alguém" dentro de um contexto, ocupados com o filme, com essa aparição. Quando fazem isso, vocês se separam como um experimentador, experimentando a frustração ou o orgulho, a alegria ou a tristeza, o prazer ou a dor, a satisfação ou a insatisfação, sentindo-se bem sucedidos ou mal sucedidos dentro dos eventos, dos acontecimentos, em tudo que acontece ou parece acontecer à sua volta. Quando fazem isso, vocês abandonam, porque assim não podem assumir, a Verdade de que não tem nada acontecendo Naquilo que vocês são. É só um joguinho do ego-consciência, da consciência egoica; um joguinho da mente egoica, desse sentido ilusório de "alguém", que está conservando a ideia de "ser alguém", mantendo essas imagens - desatenção total!

Você está se confundindo com pensamentos, sentimentos, impressões externas e internas de imagens, de imaginações "do que deve" e "não deve" ser, do que poderia ou não poderia ser, do que deveria ter sido e assim por diante. É necessário Meditação, que é Consciência, que é esse assumir sua Realidade de não se importar, não se identificar e não se confundir com pensamentos e crenças, com crenças-sentimentos, com sentimentos-pensamentos, com pensamentos-sentimentos.

Vamos ficar por aqui! Valeu pelo encontro! Namastê!

 *Segundo Trecho de uma fala transcrita de um encontro online na noite de 21 de Novembro de 2016 
Acesse nossa agenda, em nosso site, e se programe para estar conosco: www.mestregualberto.com
Encontros online todas as segundas, quartas e sextas as 22h - baixe o App Paltalk e participe.
 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Tudo que está acontecendo é essa Consciência acontecendo






Sejam bem-vindos a mais esse encontro aqui pelo Paltalk!  

Este encontro é um encontro com a investigação da Realidade, que implica o fim da ilusão. A ilusão consiste no sentido de separação, de separatividade, na ideia de um “eu” presente na experiência, que é a experiência da própria Consciência. Toda experiência presente não é uma experiência pessoal, mas sim uma experiência na Consciência e da Consciência. Consciência, aqui, é Aquilo que não pode ser descrito, que está além de toda conceituação, de toda verbalização, de todas as palavras. Portanto, estamos falando Daquilo que é a própria base, que sustenta toda a manifestação. 

Por exemplo, agora, você pode ouvir essa fala, podendo estar diante da tela do computador ou de uma imagem visual, mas eu lhe garanto que essa experiência não é uma experiência “pessoal”. A ilusão consiste apenas em acreditar que essa seja uma experiência “pessoal”, porém, não há nada disso. Neste exato momento, não há nada “pessoal” acontecendo, pois tudo que está acontecendo é essa Consciência acontecendo, é Ela presente. Assim, ouvir essa voz, essa fala ou estar diante de uma imagem visual ou de qualquer experiência sensorial é a experiência na Consciência. Não estou dizendo que é uma experiência DA Consciência, mas que é uma experiência NA Consciência, porque a Consciência não está separada dessa experiência. A ilusão está exatamente nesse sentido de separação, como se houvesse uma consciência da experiência, com “alguém” ouvindo e “alguém” falando. Isso, na verdade, é só um pensamento que, também, é só uma experiência nessa Consciência.
  
Por exemplo, você conhece a experiência dos pés, dos dedos ou a experiência do braço esquerdo, do braço direito e você diz: “Isso sempre está comigo... Esses pés andam comigo e eu ando sobre estes pés... Eu me movimento e movimento essas mãos, esses braços. Isso sempre está comigo!”. Quando você diz isso, a ideia é de que existe o corpo presente e “alguém” presente dentro do corpo, nessa experiência; na experiência dos pés, dos braços, das mãos. É como se houvesse uma separação entre aquele que está dentro do corpo e o próprio corpo, mas o que você precisa perceber é que quem está dizendo isso é só o pensamento; é esse sentido que nós chamamos de “mente”. Mas, na verdade, toda essa experiência é um jogo na Consciência e não tem “alguém” nisso; não tem “alguém” dentro do corpo, que tenha os pés, as mãos e os braços. Só tem essa Consciência! Essa Consciência tem os pés, as mãos, os braços, o piso, o assoalho onde este corpo está assentado, e tudo é Ela. Não há separação!  

Não há nenhuma separação! Essa separação é criada pela imaginação, pelo pensamento. Então, não existe ninguém experimentando isso... Não existe! Vamos ver se a gente consegue compartilhar isso com você, de uma forma bem direta – isso chama-se Satsang. Há muitas falas por aí, mas essa aqui chama-se Satsang. 

Participante: Basta acreditar que é assim?  

Mestre Gualberto: Não! Não basta acreditar que é assim! É assumir que é assim. Acreditar é só um ato, também, volitivo, de boa vontade. Você tem a boa vontade e passa a acreditar; o outro tem má vontade e não quer acreditar. Isso é só um ato volitivo, um ato de desejo e de boa vontade. É necessário assumir Isso e você assume Isso abandonando a ilusão de que “você está aí nesta experiência”. Se você desaparece da experiência, ela continua e é uma experiência de Totalidade, de pura Consciência, de pura Realidade.  

Uma coisa que deve ficar clara para você é que o experimentador é sempre intermitente. Vou colocar isso melhor. Em alguns momentos, você está ciente dos pés, das mãos e dos braços; em outros momentos você não está. Neste momento em que você está ciente das mãos, dos braços e dos pés, existe um experimentador, mas nem sempre você está ciente deles e, no entanto, eles continuam ali. Quando você está ciente deles, existe o sentido de separação, a ilusão de um experimentador. Quando você não está ciente deles, eles continuam ali e fica somente a experiência como Consciência; não há alguém! Percebam como é lindo isso.  Você é completamente dispensável para a vida prosseguir. Quando você entra, os problemas aparecem, porque existe a aparição de “alguém” experimentando; “alguém” tentando resolver, solucionar, descobrir como fazer as coisas. 
  
Isso está claro? 

Qual é o problema? O seu problema é você! Você não tem problema! Em sua Natureza Essencial, Real, que é Consciência (que é a ausência desse experimentador), não há problema! Não há problema na vida! A vida não carrega problema, mas a "pessoa" não deixa de carregar problema. Seu Estado Natural é um estado livre dessa ilusão, a ilusão do "eu", do "mim", da "pessoa", disso que é a ilusão do ego. Não há ego! Você é Consciência, Você é Deus! Então, Consciência, Deus, Presença, Ser, é a Natureza da Realidade.

Essas falas pretendem lhe deixar uma advertência, dar uma advertência, um alerta, uma dica. O propósito dessas falas é despertar você para fora dessa ilusão do sentido de um "eu" presente querendo resolver, acertar, controlar, ponderar, refletir, entender o que acontece.

Vou lhe perguntar uma coisa: Existe um momento do dia em que, mesmo estando presentes as suas mãos, os seus pés, os seus braços, a sua cabeça, de fato, você não tem qualquer consciência da presença deles? Há momentos no dia assim? Você carrega, durante o dia inteiro, a ideia dos dedos, das mãos, dos pés, ou dos olhos piscando ou dos ouvidos ouvindo?  Absolutamente não! Isto não acontece! Então, você é completamente dispensável para essa manifestação, essa expressão da Consciência, através desse movimento natural, que é o movimento do corpo. Tudo acontece automaticamente, naturalmente, "inconscientemente". A vida prossegue! Essa "inconsciência" é a suprema Consciência. Então, você é totalmente dispensável!  

Quantas vezes você piscou o olho esquerdo hoje? Quantos fios de cabelo você perdeu hoje? Das sete horas da manhã até agora, quantas batidas do coração você já teve? Quem sabe? Quem arrisca? Você tem algum número?

O que quer que esteja presente é esta Consciência... É uma única realidade nesta Consciência, acontecendo nesta Consciência. Não existe nada independente desta Consciência; ela é esta Consciência, que é ilimitada, não está presa a uma formulação matemática, não está analisando, estudando como fazer as coisas. Tudo está acontecendo nessa Inteligência, que é esta Consciência. Enquanto as coisas estão presentes, estão presentes nesta Consciência. Quando elas desaparecem, essa Consciência se mantém inalterada – essa é a beleza da Realidade. As aparições são intermitentes! Aquilo onde elas aparecem não é intermitente. É o que permanece imutável! Essa é a Natureza do Ser. Essa é a Natureza da Consciência, que é não dual, é atemporal.

Se você quiser continuar brincando de sonhar, continue afirmando, dia após dia, momento a momento, a ilusão de um experimentador aí. Se você estiver disposto a ir além desse nascer e morrer, desligue-se desse teatrinho, dessa "alegria" teatral tão passageira, tão inconstante, tão efêmera.


 *Trecho de uma fala transcrita de um encontro online na noite de 21 de Novembro de 2016 
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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Seu Coração Real




Em Satsang, estamos tratando deste seu Ser, deste real Ser, da sua Verdadeira Natureza, Aquilo que você é. O que é que queremos dizer por Ser, seu Ser, seu real Ser?  Seu real Ser é o seu Coração real, algo além desse sonho mortal - o sonho dessa "pessoa", dessa entidade presente. Não estamos falando do coração humano, estamos falando desse Coração divino, de sua Natureza Verdadeira. Quando você se volta para a mente e o movimento dela, você está fora desse Espaço. É necessário que você permita essa Realidade assumir o Espaço dela, permita esse Espaço sendo assumido, essa Realidade assumindo esse Espaço. A Realidade dessa Presença Real só é possível quando a mente volta à sua fonte e esse misterioso poder assume. 

É isso que nós chamamos de Satsang: quando acontece o final de todas as perguntas e todas as respostas; quando acontece o final de toda essa inquietação. Isso é o fim dessa experiência de sonho mortal, onde "alguém" pode desaparecer na morte, e isso é algo muito amedrontador. Eu quero lembrar você desse Vazio, que é, na verdade, plenitude. Essa plenitude é esse Vazio, que é o lugar do seu Coração real. É necessário ir além dessa limitação da entidade presente, separada, com seus desejos e medos; ir além desses desejos e medos.

Quando a mente retorna à fonte, à sua origem, ela desaparece nesse Vazio e aí todos os problemas terminam. Os problemas são possíveis apenas para a "pessoa"; para a pessoa e seus desejos e sonhos; para a pessoa e suas fantasias; para a pessoa e seu sonho mortal. Portanto, não se coloque aí nessa condição, não entre nessa imaginação. Fora dessa imaginação, desse movimento da mente, você é livre, é a Liberdade. Como você é livre, pode, como Consciência, Presença, Verdade, expressar Isso, que não é mais uma expressão pessoal. Essa expressão, que não é mais pessoal, é a expressão da Liberdade, da Alegria, da Sabedoria, da Bem-Aventurança, algo que é puro descanso... Descanso em seu próprio Ser, em seu próprio Coração real. 

É por isso que as questões, as perguntas, as respostas e as preocupações terminam. Autorrealização significa Onipresença, que é essa Presença completa, total, do Silêncio. Esse Silêncio interpenetra tudo, está em toda parte. Quando você é essa Realização, você vê o bem e o mal, o certo e o errado, o divino e o profano, todos como parte de sua Natureza Essencial. Então, não há conflito, não há dualidade, não há separação. Não existem outras pessoas do lado de fora dessa Realização. Portanto, você não compartilha dessa ilusão do sonho mortal, do sonho de ser "alguém" para ver o outro. Afinal, como você conseguiria fazer isso livre da ilusão de ser alguém? Como seria possível ter outros? 

Deus está presente como única Verdade. Não tem o outro separado Dele, em cada coisa, parte ou lugar, em cada um... E, para Ele, não há "cada um", só há Ele. Essa é a visão dessa Onipresença da qual estou falando. É quando você se torna transparente, quando assume sua Real Natureza, assume ser Aquilo que Você é – Deus. Este Ser é Real Completude, Real Plenitude e Real Perfeição, que é a perfeição de tudo, em toda parte. Portanto, sem a ideia de "alguém" presente não existem outros. 

Toda a sua luta, todo o seu desespero, toda a sua preocupação e ansiedade estão nessa ilusão de que "você está sozinho", como uma entidade presente, lutando para sobreviver. Essa é a luta constante do ego, porque há muito medo aí. Há todo esse desespero para não morrer, não sair desse sonho mortal; é o conflito da dualidade entre viver e morrer, entre o bem e o mal, entre a verdade e a ilusão. 

Esses encontros têm os convidado para essa perfeita, absoluta e eterna Paz - eterna no sentido da atemporalidade e incondicionalidade. Isso é possível neste Despertar e você está aqui para isso. Despertar significa sair desse sonho mortal, da mortalidade. Isso é o fim de toda separação e, quando não há separação, não há medo. É por isso que nós chamamos Isso de não dualidade; a não dualidade é a não separatividade e sem separatividade não há medo, há somente essa Presença, que é Onipresença. 

Perceba que estamos tratando com você de algo que não é uma conquista, não é algo que você obtém; é algo com que você nasceu. Iluminação é algo inato, não é algo estranho. Esse potencial está aí, mas ele precisa ser atualizado. Se continuar se confundindo com aquilo que você não é, você continuará abrindo mão Disso, e esse tem sido o caminho, a forma, a maneira de todos procederem. Ficando com aquilo que não são, desprezam Aquilo que são em sua Natureza Real. E o que falta? Investigação! Profunda, dedicada, aplicada e fervorosa investigação; interesse real por Isso; um trabalho real nessa direção, todo seu empenho, todo seu Coração! 

É como na história de Buda, que passou 30 dias debaixo da árvore bodhi, pois ele tinha tomado uma decisão quando foi para debaixo daquela árvore. Ele não queria ensinar aos discípulos o que, de fato, não conhecia profunda e diretamente, real e diretamente. Ele estava decidido a morrer ou descobrir essa Coisa, ali, de olhos fechados, quieto; e somente após 30 dias, aproximadamente, ele abriu os olhos, que estavam completamente diferentes. Havia um brilho em seus olhos, uma luminosidade em seu rosto, seu corpo estava tão leve e tão transparente que quase se podia ver através dele. Algo havia acontecido. Os discípulos se aproximaram dele e perguntaram: "Mestre, você viu Deus?" Ele disse: "Não". "Você viu o céu?" Ele disse: "Não". "Você viu o mundo espiritual?" Ele disse: "Não". "Então, o que aconteceu Mestre?" Buda respondeu: "O Despertar, o fim dessa ilusão, da ilusão desse sonho".

Portanto, essa Realização não é a visão de Deus, do céu, do mundo espiritual. Esse é o Despertar da sua Natureza Real, da Sua Natureza Essencial; o Despertar desse potencial que está aí. É o Despertar desse Coração, da Sabedoria, da Liberdade, da Felicidade, do Amor, da Paz. Isso é o fim da ilusão do sofrimento, da separatividade, da dualidade, da ilusão desse "mim", desse "eu", e, com isso, o mundo e o "outro" terminam. Esta é a real Santidade, mas a igreja, a religião, a espiritualidade, o misticismo e o esoterismo não conhecem Isso. A real Sanidade é a real Inteligência, a real Liberdade, a real Verdade... Isto é Nirvana, o Reino dos Céus. 

É necessário assentar-se aqui, no Silêncio, e somente então você pode ir além de todos os desejos, como Buda fez, tal como Krishna, Mahavira, Jesus, Ramana Maharshi. Isso é o fim da sua história, o fim dessa pessoa com um nome e com uma história. Você está pronto para Isso ou você ainda tem muita coisa para fazer, muitos desejos e projetos? Você ainda se sente uma parte deste mundo, "alguém" dentro desse contexto de mundo? Você prefere e deseja continuar essa história, que eu costumo chamar de "ser alguém para alguns e ter alguns para esse alguém"? 

A Liberação é o fim da continuidade desse sonho mortal. Se você ainda aprecia muito a "sua história", você não está pronto para Isso e  essa "sua história" vai puxá-lo de volta; você vai voltar de novo, de novo, de novo e de novo. É preciso ter os pés neste mundo, mas o Coração precisa estar fora dele... Apenas os pés caminhando sobre a terra, enquanto o Coração está inteiramente livre desse desejo de continuar. Somente quando o Coração está completamente desprendido disso, ele assume o lugar dele. Sua Natureza Real é esse Coração livre e é aí que está essa Presença, essa Consciência, essa Realidade. 



*Fala transcrita a partir de um encontro online da noite do dia 15 de Agosto de 2016 - Acesse a nossa agenda e se programe para estar conosco: Visite nosso site: www.mestregualberto.com - Participe também de nossos encontros online - baixe o app Paltalk no computador ou smartphone - e localize a sala: satsang marcos gualberto sempre aberta às 22h de segundas, quartas e sextas-feiras.

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