quarta-feira, 29 de março de 2017

O simples reconhecimento desse "Eu Sou"






Há algo que não permanece presente. Repare que à sua volta tudo muda e dentro de você, também, tudo muda. Da manhã até esse momento, alguns pensamentos passaram por aí, mas eles foram embora e deram lugar a outros pensamentos. Da mesma forma, algumas sensações foram experimentadas no corpo e deram lugar a outras sensações; elas aconteceram e foram embora. É possível que você tenha tido algumas emoções, também, durante o dia, mas elas foram embora, não estão mais aí. Assim, até a hora de dormir você ainda passará por algumas experiências. Percebam o quanto isso é simples e, também, o quanto é simples isso ser observado.

A questão é: o que é isso que está ciente disso que está mudando? É aqui que está o quanto isso é simples. Você, nesse momento, está ciente de si mesmo. O que é esse "Eu Sou"? Você está ciente desse “Eu sou” - esse que passou por tudo isso durante o dia, que está passando, agora, por esta experiência de ouvir essa fala. O que é esse "Eu Sou"? (Esse “Eu Sou” que teve pensamentos, sensações, emoções, diversas experiências que já não estão mais aí, foram embora, e estão dando lugar a outras experiências).

Você está ciente desse “Eu Sou”, mas o que é isso que está ciente? Obviamente é a Consciência. É óbvio que é esse Eu - a Consciência de que estou consciente desse “Eu Sou”. Então, isso é algo muito básico, muito simples. Há algo que está sempre consciente em meio a essas aparições, acontecimentos, variações, pensamentos, sentimentos, sensações, emoções, percepções sensoriais, nesse simples reconhecimento: "Eu Sou". Isso é essa Presença dessa Consciência. Em outras palavras, o simples reconhecimento desse “Eu Sou” é essa Consciência. Então, é Dela que estamos tratando... algo muito simples. A Consciência está consciente; é disso que estamos tratando em Satsang.

Claro isso?

Por isso que é algo muito simples. Enquanto você se perde, confundindo-se com a experiência, seja pensamento, sentimento, emoção ou sensação, há algo presente que está consciente disso. É desse “algo” que nós estamos tratando. Esse “algo” é a Consciência, que está consciente do pensamento, da sensação e do sentimento mudando. É muito claro isso! Repare que estamos sinalizando o Estado Natural, que é Meditação.

Isso é o que Eu Sou, verdadeiramente - este Eu ciente desse "mim mesmo", sinônimo de Consciência, de Presença... Consciente desse "mim", do movimento, do pensamento, da emoção, do sentimento, da sensação... Consciente dessa aparição, que é essa pessoa. A "pessoa" vem e vai; aparece no estado de vigília e no sonho, e desaparece no sono profundo. Mesmo no estado de vigília, ela está mudando o tempo todo! Contudo, essa Consciência está consciente, Nela mesma, do seu Ser, de sua Natureza Verdadeira. Por isso é algo simples, se você não se confunde com a "pessoa". Mas, se você se confunde com a "pessoa", ela predomina e Você desaparece. Esse Você real, que é esse Eu Real, não é esse "eu pessoal", como uma entidade separada. Eu falo desse Eu, mas é um Eu que não conhece o “tu”, o “ele”.

Estamos falando de algo que todos vocês experimentam o tempo todo - o simples conhecimento do seu próprio Ser. É a experiência da Consciência, estando consciente Dela mesma. Isso é algo simples, óbvio, sempre presente; é um fato sempre presente. Não há limitação nessa Consciência. O pensamento, o sentimento, a emoção, a sensação, enfim, toda experiência é limitada, mas não há limitação nessa Consciência. Portanto é disso que estamos tratando em Satsang. Esse é o nosso tema, nosso assunto. Essa Consciência, essa Presença, não está limitada à mente, ao corpo ou a uma experiência, de prazer ou de dor... Ela está além do corpo! A sensação, o prazer sensorial de comer algo, ou qualquer sensação no corpo, não limita essa Consciência. Prazer ou dor não limita essa Consciência.

Você, definitivamente, não é a mente, nem o corpo. O corpo e a mente aparecem em Você. Não é Você que aparece no corpo e na mente. A crença é que existem muitos encarnados, mas isso é uma imaginação. Não existe ninguém encarnado, ninguém no corpo. Eu sei que é muito estranho, mas é assim. Você é essa Consciência, consciente desse "Eu sou". "Eu estou", "eu sinto", "eu caminho", "eu penso", "eu escolho", "eu decido", tudo isso são apenas crenças, das quais, como Consciência, você está consciente. Tudo isso é apenas uma imaginação. "Eu como", "eu durmo", "eu caminho", "eu falo", "eu escuto", "eu penso", "eu faço", "eu desfruto", "eu sofro", "eu amo", "eu odeio", e assim por diante, tratam-se de imaginação! É a ilusão do sentido de "alguém" nessa “coisa”.

Tendo descoberto isso, o que você vai fazer? Comece a viver em conformidade com essa descoberta. Pare de se confundir com esse "alguém". Exatamente isso: comece a viver em conformidade com isso e desconecte-se dessa ilusão, que é a ilusão da "pessoa". Estou propondo isso para você neste encontro. 

*Transcrito a partir de um encontro online na noite de 25 de Janeiro de 2017 - Acesse a nossa agenda e se programe para estar conosco. Visite nosso site: www.mestregualberto.com - Participe também de nossos encontros online - baixe o app Paltalk no computador ou smartphone - e localize a sala: satsang marcos gualberto sempre aberta às 22h de segundas, quartas e sextas

segunda-feira, 27 de março de 2017

Você não é quem parece ser



Para quem esses pensamentos acontecem? Para quem esses pensamentos surgem? Para quem eles vêm? Quando os pensamentos aparecem a você, minha dica, em Satsang, é que você pergunte a si mesmo exatamente isso: “Para quem esses pensamentos acontecem?”

O propósito desses encontros é seguir e encontrar essa fonte, a origem, a base dos pensamentos. Encontre a fonte dos seus pensamentos! Você a encontrará neste “eu”. A fonte desses pensamentos é este “eu”. Então, você pergunta: “O que é este ‘eu’?”, “Quem sou eu?” ou “Qual é a fonte do ‘eu’?”. O propósito de Satsang é essa investigação. Nessa investigação, você chega a este “eu”, que é a base desses pensamentos. Mas, onde esse “eu” aparece? Esse pronome “eu” é a primeira palavra, é o primeiro pensamento. Depois deste pronome “eu”, surgem os outros pensamentos: “eu e minha casa”, “eu e minha família”, “eu e meu corpo”, “eu e a minha história”, “eu e o meu nome”, “eu e o meu mundo”… Qualquer outro pensamento, sentimento ou emoção está sempre atrelado, ligado a este “eu”. Tudo está ligado a este “eu”: “eu me sinto alegre”, “eu me sinto triste”, “eu me sinto doente”, “eu me sinto preocupado”, “eu me sinto pobre”, “eu me sinto rico”... Tudo está atado, preso, a essa ideia de “alguém” aí, a esse “eu”. A primeira ideia é este pronome “eu”.

Então, você pode trabalhar isso. Se você busca esse “eu”, você descobre que não existe nenhum “eu”. Tudo está preso, atrelado, atado, a esse “eu”, mas nesse Eu você não encontra nenhum “eu”, isso é só mais um pensamento também. Assim, acontece essa coisa espantosa: o descobrimento de que não existe nenhum “eu”. Você descobrirá que isso é apenas um pensamento e que todos os outros pensamentos estão ligados a esta “ideia-sensação”, “ideia-sentimento”, a essa suposta entidade presente. Não existe uma entidade presente aí. Nunca houve um “eu”!

Você constatará, claramente, que não existe e que nunca existiu esse “eu”. A ilusão está em cima do sentido de separação, assentada nessa ideia principal de que o experimentador está aí, o “eu” está aí, a “pessoa” está aí. Mas não tem “pessoa”, só tem o fenômeno, que é a vida como ela é, com tudo que aparece nela. Isso significa que não teve alguém que nasceu, não tem alguém para morrer, não tem alguém vivendo. Você nunca nasceu! Se nunca nasceu, não poderá morrer. Você nunca morrerá!

É claro que essa fala é bastante estranha, a princípio. Não existem “outros”. Se é assim, que experiência é esta? É só a vida; é só o que acontece. É sempre do ponto de referência de um “eu” que existem os “outros”. Tudo é esse Ser, é essa Consciência, é essa Presença, é essa Vida, sem nenhuma separação. Os seus problemas todos são pessoais. Só pode haver problemas para a “pessoa”. Sem a “pessoa”, as coisas são como são. Sem a referência da “pessoa”, não pode haver problemas, não pode haver dificuldades. É só a vida como ela se expressa, de uma forma positiva ou negativa, boa ou má, e isto está sempre dentro da interpretação pessoal. Existe somente o Ser. Tudo isso é esse Ser.

O corpo aparece sentindo, falando, agindo, nascendo e morrendo, mas o corpo é só uma aparição existencial, não tem alguém especial nisso. Você, em sua Natureza Real, não está no corpo; o corpo está em você, a mente está em você, as experiências sensoriais estão em você. Tudo isso aparece Naquilo que Você É, mas pode aparecer ou não. Como Consciência, você não está preso a essas sensações, sentimentos, emoções, experiências… a esta experiência “corpo-mente-mundo”.

Você é essa Pura Consciência, essa Pura Inteligência, essa Verdade não tocada pelo experimentador, pela experiência, pelo observador e pela coisa observada. Você não é o que parece ser. Você não é quem parece ser! 

Por muito tempo, você tem se identificado com o corpo, com as experiências do corpo, nessa ideia de que tem alguém dentro dessa experiência. Então, a princípio, quando você se depara com essa fala, que começa a questionar e a virar toda essa coisa de ponta-cabeça, isso soa estranho. Você precisa agora aprender a ver as experiências a partir desse novo olhar, desse novo modo, aproximando-se de cada evento, de cada incidente, de cada acontecimento, de cada coisa em sua vida, questionando o experimentador dentro disso; esse “eu”, que é só um pensamento nessa experiência. Quando você começa a fazer isso, você tem a possibilidade de ir além desse condicionamento, dessa programação, desse modo repetitivo de pensar, sentir e agir. Então, você pode ir além dessa identificação egoica. É quando você pode descobrir sua Natureza Verdadeira, Aquilo que está fora disso tudo, que não é tocado por nada disso, e que, ao mesmo tempo, é onde isso tudo aparece, acontece, ou parece acontecer.

O seu corpo continuará fazendo coisas, experimentando sensações, emoções, ou seja, você parecerá ser uma pessoa também, mas você perceberá, você saberá, estará  desidentificado disso, estará além dessa forma comum, grosseira, de lidar com o mundo e o com que acontece nele. 

Nesses encontros, eu tenho procurado trazer este desafio. É importante que você comece a assumir essa Verdade. Você não pode simplesmente se justificar dizendo: “Eu não estou acordado”. Já está acordado sim! Já pode, perfeitamente, se desidentificar dessa ideia do experimentador; já deve começar a treinar isso. Essa é a sua sadhana, esse é o seu trabalho. Se você continuar pelos mesmos velhos caminhos, nas mesmas velhas identificações, crenças, sensações e sentimentos, o velho condicionamento se manterá.

É preciso permitir a si esse real “sentimento”: o “sentimento” da Liberdade, o “sentimento” da Consciência, e não perdê-lo; não sucumbir de novo ao movimento da mente. Está claro isso? Isso eu poderia chamar de Meditação – tomar consciência de si mesmo, momento a momento. Então, você não perderá essa Consciência; não se deixará perder nessa inconsciência! No entanto, se você se perde, você volta de novo, e de novo, e de novo, e de novo… Mas não tem problema, você está trabalhando isso.


 *Transcrito a partir de uma fala em um encontro online na noite de 14 de Dezembro de 2016 -Acesse a nossa agenda e se programe para estar conosco. Visite nosso site: www.mestregualberto.com - Participe também de nossos encontros online - baixe o app Paltalk no computador ou smartphone - e localize a sala: satsang marcos gualberto sempre aberta às 22h de segundas, quartas e sextas

sexta-feira, 24 de março de 2017

Meditação: A pura observação




Qual é a natureza da Realidade? Afinal, o que é Isso que permanece estável? Afinal, o que é Isso que permanece livre? Como podemos nos aproximar Disso?
A sugestão, na mente, é que duas coisas estão presentes: a primeira é a consciência e a segunda são as aparições, são os objetos. Então, na mente há essa divisão, há essa separação entre consciência e as aparições. Você se vê como uma pessoa que está consciente do mundo das formas.

Então, a ideia é a de um “eu” presente vendo o mundo do lado de fora. Há uma consciência – essa é a crença – e, do lado de fora, um mundo do qual essa consciência está consciente. 

Dessa forma, nós temos a consciência e as aparições, o “eu” e os objetos. O “eu” como sujeito e os objetos como aparições. O sentido desse alguém presente é a ilusão de alguém que está consciente do mundo; alguém dentro do corpo consciente do mundo fora do corpo.

Deparamo-nos com essa ilusão da dualidade, a ilusão deste “eu” e deste “não-eu” - eu e o mundo, eu e Deus. Essa é a sugestão da mente para tudo isso. Essa consciência é descrita como uma testemunha das aparições. Ela é compreendida como aquele que vê os objetos. Assim, temos aquele que vê e temos os objetos; a testemunha e a coisa testemunhada. Aí está a dualidade!

Nessa base está o conflito, está toda essa problemática do “eu”, porque você se separa como uma entidade – aquele que pensa e os pensamentos; aquele que sente e os sentimentos; aquele que observa e aquilo que é observado. Quando você faz isso, fortalece o sentido de separação. Quando você acredita nisso, você está preso a mais uma crença criada pelo pensamento.

O pensamento é a base dessa divisão, dessa crença, dessa dualidade,  desse sentido de separação, dessa ideia. Quero convidar você a observar sem o observador, o que significa uma observação onde não existe observador e coisa observada. Fica a experiência direta, mas não fica “alguém”. Na experiência da pura observação não há separação.

Quero convidá-lo a não se confundir com o pensamento e a não se separar dele. Quando você se separa do pensamento, é o próprio pensamento se separando dele mesmo. Quando você se confunde com o pensamento é o próprio pensamento se confundindo com ele mesmo. Chamaria isso de se desidentificar do observador, se desidentificar do pensador. O pensamento não acontece para você, nem em você; ele só acontece. A observação não acontece em você ou para você. Isso é a Real Meditação! A ação executada sem alguém fazendo; o “ver” sem alguém olhando; o pensamento sem alguém pensando. Então, o pensamento termina; a observação, com o sentido de alguém observando, termina; a ação, nesse sentido de alguém fazendo, também termina. Isso é Meditação!

Para vocês, tem sempre que haver alguém: alguém meditando, alguém pensando, alguém fazendo… Agora mesmo, nesse instante, só há o Silêncio, essa ausência do pensador, do fazedor, do observador, daquele que escuta… Não há alguém escutando e não há alguém falando. A fala acontece, o ouvir acontece, o pensamento acontece, a ação acontece, e isso é Meditação.

Você pode acompanhar isso, mas não pensar sobre isso. Se pensar sobre isso, você volta ao jogo de novo – o jogo de alguém analisando, de alguém procurando compreender, de alguém concordando ou discordando. Simples assim! É só ouvir e, nesse ouvir, há a clareza da Meditação. Essa clareza da Meditação é a compreensão sem alguém compreendendo, sem alguém acumulando, sem alguém concordando com isso ou discordando disso. Se você está ouvindo dessa forma, você está em Meditação. Se está tentando “pegar” isso para levar para o momento seguinte, esse é o próprio movimento da mente egoica. A mente quer capturar isso, mas não dá.

Acompanhar isso é possível, mas alguém acompanhando isso, não! A compreensão disso é possível, mas alguém compreendendo isso, não! É um hábito. A mente egoica tem esse hábito de adquirir, de acumular. Não há espaço nessa Consciência Real para isso. Isso é um espaço forjado pela mente egoica. A mente egoica forja um espaço, o espaço do conhecimento, o espaço da experiência, o espaço da memória, o espaço da informação, o espaço do experimentador. 

Essa Consciência é essa amplitude, além de todo espaço, além de toda limitação. Espaço é limitação. Esse não-espaço, essa não-limitação é a Meditação. Essa é a Consciência! Isso é pura observação, sem observador e coisa observada. Isso é pura experiência, sem experimentador e coisa experimentada. Isso é essa realidade que não se separa de uma aparição. Então, essas aparições não estão separadas dessa Realidade. Como não estão separadas, não causam nenhum problema. O pensamento não causa problema, o sentimento não causa problema, a emoção não causa problema, o corpo não causa problema. Quando não há separação, não há sofrimento, então não há problema.

A mente criou essa ilusão de que o corpo é o problema, o pensamento é o problema, o mundo é o problema, a vida é o problema. Mas, na verdade, o problema é só essa ilusão que a própria mente criou, esse sentido de separação entre ela e o pensamento, entre ela e o corpo, entre ela e a vida. Ela quer que a vida seja diferente, que o pensamento seja diferente, que o corpo seja diferente, que tudo seja diferente! Ela se separa para exigir e, quando faz isso, produz sofrimento. 

Vocês não precisam se livrar do corpo, da mente, do mundo, da vida, só precisam se livrar da ilusão de que tem “alguém” aí, que está vendo tudo errado, tudo fora do lugar; “alguém” com suas exigências, observando como o observador e julgando: “gosto e não gosto”; “alguém” nessa ilusão de ser um pensador, tentando controlar os pensamentos: “esse eu aprecio, esse não aprecio”; “desse eu gosto e desse eu não gosto”; “eu estou certo disso, não tenho muita certeza daquilo…” Essa é a ilusão! Tem a ilusão do fazedor também – esse “alguém” que está fazendo as coisas, esse “alguém” que faz, que se sente responsável pelas coisas acontecendo à sua volta, como se ele pudesse controlar o que acontece à sua volta. É sempre essa ideia de um “alguém”, que pensa, que faz, que sente.

Você aprende a se desidentificar dessa ilusão, desse “alguém”. É só isso! Assim, você percebe o pensamento, o sentimento, a ação, o mundo e o corpo indo para o seu devido lugar, e esse “você” desaparece. Você ainda está tentando pensar sobre isso? Isso é tão simples que você não precisa pensar sobre isso. Se pensar sobre isso, vai complicar, porque é uma fala fora da mente para a não-mente.

Esse momento de encontro, chamado Satsang, é um momento de Meditação. Na Meditação não tem “alguém”, não tem pensador. Ser é algo muito natural. A crença do pensador é algo aprendido. Nós aprendemos, adquirimos, essa crença de que somos pensadores e que os pensamentos somos nós quem fabricamos. Esse pensador não é Real! Não há nenhum pensador! Pensamento, sim; pensador, não!

Todos os problemas que você tem estão assentados nesse equívoco, nessa compreensão de que você está aí para mudar alguma coisa, para fazer alguma coisa, para consertar alguma coisa. Isso não é verdade! Você está aqui apenas para constatar que não tem ninguém aí, só a Vida! E na Vida não existe pensador, não existe observador, não existe juiz, não existe alguém para consertar ou ajustar. A Vida permanece como um mistério, um acontecimento inexplicável. Isso é Amor, isso é Liberdade, isso é Felicidade!

*Fala transcrita a partir de um encontro online na noite de 16 de Janeiro de 2017 - Acesse a nossa agenda e se programe para estar conosco. Visite nosso site: www.mestregualberto.com - Participe também de nossos encontros online - baixe o app Paltalk no computador ou smartphone - e localize a sala: satsang marcos gualberto sempre aberta às 22h de segundas, quartas e sextas.

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