domingo, 13 de novembro de 2016

Caia fora da mente






Olá, pessoal. Boa noite! Sejam bem-vindos a mais esse encontro aqui pelo Paltalk! Maravilha estarmos juntos mais uma noite!
 
Para vocês, na sala aqui no Paltalk, e uma turma aqui conosco, no presencial, pois teremos um encontro no final de semana, aqui em João Pessoa, na praia de Intermares. Lembro que, logo após o encontro desse final de semana, teremos nosso retiro na Índia; na volta da Índia, estaremos mais uma vez no nosso Ashram, em Campos do Jordão, o Ramanashram. Fica o convite, para vocês presentes, para estarmos juntos mais uma vez; temos a agenda no blog. 

A coisa para valer é nesses encontros presenciais, pois é aqui que a coisa acontece! 

Lembrando que, aqui, não estamos presumindo que temos qualquer capacidade de ensinar-lhe alguma coisa. Até porque não existe algo novo a ser ensinado. Este corpo aqui não presume que seja possível ensinar-lhe algo. Refiro-me a este corpo, usando o pronome eu, assim como você faz quando se refere a seu próprio corpo. 

Mas aqui começa a nossa investigação: não há "alguém". A crença é de que você está dentro da cabeça, como se fosse um homenzinho pequeno, ou uma pequena mulher, dentro da cabeça. Você não tem a sensação de estar na "sala de controle" no dedão do pé; essa "sala de controle" está dentro da cabeça. Só que isso é uma grande ilusão. Não há alguém dentro da cabeça, no dedão do pé, ou seja, não há alguém no corpo. Quando nós nos referimos ao corpo com a expressão "eu", não estamos dizendo absolutamente nada. Não tem um corpo aqui e um "eu" dentro desse corpo, aqui, para ensinar a esse "eu", dentro desse corpo aí. Não há tal coisa... 

Já começa a ficar estranha a fala, não é? Todo mundo ouvindo? 

Você gostaria de aprender algo e receio ter que dizer isso (com receio e sem receio, porque não tenho medo de lhe dizer isso), talvez você fique receoso de ouvir (talvez seja um receio só daí para cá; daqui para aí, não): não há como você aprender nada nessa sala. Tem outras salas, como, agora mesmo, uma sala denominada "Ciência e Espiritualidade"... Está aí no Paltalk... Recomendo... Se seu interesse é aprender espiritualidade, você está na sala errada, porque aqui não há nada para se ensinar, nada para se aprender, ou melhor, é só o Nada. É do NADA que tratamos aqui. Não é do verbo nadar, é do NADA mesmo. Aqui, se trata do NADA. 

Eu não sou um filósofo, um professor, um orador ou um palestrante... Não sou um pregador, como falei já em nossos encontros; é apenas uma confissão... 

Você não é o corpo. Você não é o "eu". Você não é a "pessoa". Esse aglomerado de pensamentos e sentimentos que passam aí nesse organismo, que eu chamo de mecanismo corpo/mente, não é você! Você é Ser-Consciência-Felicidade! Maravilhoso isso! Repare que isso não tem nada a ver com espiritualidade; não tem nada a ver com ciência espiritual; não tem nada a ver com filosofia; não tem nada a ver com religião, no sentido de um conjunto de crenças, dogmas, rituais e práticas estranhas. Isso tem tudo a ver com o Silêncio de sua Real Natureza, de sua Natureza Verdadeira. Isso tem a ver com esse Amor de sua Natureza Verdadeira, esse Amor que Eu Sou, esse Amor que você É. Quando bebê, criança, você já era assim; quando adolescente, já era assim; quando fez seus dezoito anos, você já era assim. Se alguém aqui na sala já está com noventa e nove anos, ainda é assim. É o corpo que muda, não Você. Se é o corpo que muda, se é ele que sofre mudanças, O que é Isso aí que não muda? Eu posso lhe garantir que isso nunca nasceu, portanto, não tem noventa e nove anos, nem dezoito, nem passou pela adolescência, fase de criança ou bebê. Isso é como o último filme que você assistiu. Isso já foi... São imagens que já foram embora! 

Talvez você diga: "Você não entende!? Eu estou doente!" 

Para mim, sua doença é como quando você pega um quadro, desses de colégio, e ali desenha uma pessoa; depois desenha, também, um par de muletas para essa pessoa; olha para esse desenho do quadro e você diz que é você... Você se apoiando em duas muletas, mas é só um desenho... Você doente, apoiado em duas muletas, mas isso é só um desenho no quadro. O quadro está lá, e o desenho aparecendo, até que alguém vem e apaga aquele desenho. É isso que a gente chama de muleta. Quando alguém adoece, esse "alguém" é tirado do cenário, é um desenho. Ele é apagado, depois entra outro desenho, que também é apagado, mas o quadro permanece lá. 

Vocês acompanham isso, aqui, também? 

Sua Natureza Real é esse quadro, e esse desenho é a sua história: casado, solteiro, viúvo, desquitado, rico, pobre, doente, saudável, bebê, criança, jovem, velho... Depois vem o túmulo, a cruzinha, o caixãozinho... Todo mundo chora em volta daquele caixãozinho, daquela cruzinha, mas é só um desenho, vários desenhos chorando por um desenho, e o quadro continua lá, intacto! 

Maluco isso? Claro? Como soa isso para você? 

Repare que todo dia tem sepultamentos acontecendo e é exatamente isso que acontece. São vários personagens desenhados, chorando em torno de umacaixão desenhado, com um suposto indivíduo morto, também desenhado, dentro daquele caixão; depois vem a cruzinha... E a gente faz um estardalhaço enorme porque o filho morreu, porque o marido morreu... Melhor, agora vai poder casar com outro! Esse foi embora, agora você casa com outro. Esse não te deu felicidade, mas você vai acreditar que o outro vai lhe dar...  Tudo bem... Você vai tentar de novo, tem mais uma chance. Mas é tudo a mesma história... Pinturas em quadros. 

Está maluco isso? Como está isso para você? 

Então, não fique chorando. Não chore por sua história, porque sua história não está comovendo ninguém. Pelo menos, o pessoal que está aqui na sala já sabe que é só uma história. Por isso é lindo Satsang! Quando você começa vir a Satsang, já não dá mais importância à história das pessoas, porque você já não dá importância à sua história;  você sabe que é só uma história. As pessoas ficam, a princípio, muito aborrecidas comigo, porque elas querem me contar a história delas e eu estou interessado nelas, não na história que elas têm para me contar. Isto porque a história é como essas pinturinhas, como esses desenhos nos quadros. O quadro não muda... o quadro não muda! O quadro é essa Consciência Sat-Chit-Ananda... É Ser, Consciência, Beatitude. O quadro é Amor, é Liberação, é o Estado Natural, é Ser, é a Sabedoria, é a Verdade.
 
Cada coisa experimentada na sua vida é, apenas, na mente e não fora dela. Você não é a mente. A mente não é você. A mente é essa pintura. Você é o quadro, é a Consciência. Você é a Suprema Realidade. Você é essa Presença ilimitada, indescritível, inominável, atemporal, mas está hipnotizado... Hipnotizado pela história, pelos desenhos... Você está hipnotizado por esses personagens pintados, acredita que você é a experiência, e eu estou dizendo que você é Aquilo onde a experiência aparece, mas você não é tocado pela experiência quando ela aparece. Essa é a beleza da Iluminação! Essa é a beleza da Realização! Isso é um fato, não é uma teoria, não é uma crença. Para Aquele que está Nisso, não é uma crença. Para quem badala muito sobre Isso, para quem fala muito sobre Isso, teoriza muito, repete igual a um papagaio aquilo que lê sobre Isso, é só uma crença. Mas estou dizendo para você que, em seu Estado Natural, Isso é real! Tudo o mais são só experiências e essas experiências não são reais; não são reais porque não são permanentes... Não é como o quadro que está lá, que está mudando o tempo todo. 

Esse homem que, agora, eu falei para você, que está lá desenhado, com um par de bengalas, antes não tinha bengala, pois era uma criança correndo, pulando, brincando no balanço, correndo na praia... Mas, agora, ele está lá doente, com duas bengalas e isso tudo, essa praia, esse balanço, essa criança, suas bengalas, são desenhos... Vem a vida, como ela é, apagando esses desenhos, e constrói outro desenho.. E o quadro permanece lá. 

Está certo? Ou está errado? 

Vamos discutir sobre isso ou vamos ficar com o que É? Vamos opinar sobre isso? Vamos tecer teorias sobre isso? Que tal filosofar um pouco? O Sábio fica com o que É! Ele não explica... Simples... Simples e diretamente. Ou você fica com isso que é real, ou você fica com o seu sonho. Portanto, não se preocupe, não se aflija, não se deprima, não se angustie, não fique entediado. Caia fora da mente. A mente é esse tédio, é essa depressão, é essa melancolia, é essa solidão, é essa nostalgia, é essa coisa de passado sendo recordado e o futuro sendo desejado. 

Tem alguém dormindo aí ou aqui na sala? Aguenta mais um pouquinho, só mais cinco minutinhos. 

Vocês vêm dormindo há milhões de anos. Quando chega a oportunidade de acordar, querem cochilar, querem dormir. Aí, quando você dorme, você sonha... Quando você sonha, está de volta às mesmas historinhas e a mente constrói, de novo, um mundo particular, para você "ser alguém" dentro dele. Então, quer dormindo ou quer acordado, nessa identificação com a história que a mente constrói, você está em sonho! Não se preocupe com a saúde ou com a doença. Eu tenho uma coisa para lhe contar: você vai morrer; não tem jeito! Então, não se preocupe tanto com o corpo. Vai chegar uma hora que não vai ter medicação para resolver a questão. Lembra do desenhozinho, do caixãozinho, da cruzinha e uma turma chorando em volta? Vai ser o seu final! Então, relaxe! Vá além da mente! Vá além do sentido de "alguém" nessa experiência de estar vivo, porque assim você vai estar, também, além da ilusão de morrer. 
 
Está certo? Vamos ficar por aqui? Acho que já rimos o bastante por hoje!

*Transcrito da fala de um encontro online em 19 de Agosto de 2016
Encontros todas às segundas, quartas e sextas às 22h - Participe!

2 comentários:

  1. Dizer a um assim chamado ser humano que não é necessário ser sentimental em relação aos acontecimentos é quase uma heresia A vida apagando e reconstruindo seus desenhos confronta o medo da inexistência. A crença em alguém experimentando tudo isso e a hipnose que sustenta essa impressão... É necessário um choque de Realidade Queremos isso? Não, não queremos o fim do sofrimento.
    PERCEBER QUE ESTÁ TUDO BEM, QUE SEMPRE ESTÁ TUDO BEM.
    Aja coração!

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  2. Nem um pouco louco, pelo contrário! São palavras recheadas de Verdade!

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