quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Você acredita que tem problemas




Olá, pessoal. Boa noite. Sejam bem-vindos a mais um encontro aqui pelo Paltalk. É mais uma vez, uma oportunidade, um encontro, um momento de reconhecimento Daquilo que somos, de uma forma direta.

Tratamos mais uma vez, nesses encontros, desse “Espaço”. A mente, que é esse movimento do pensamento, tem criado uma realidade particular, em relação ao que acontece internamente, aí. O aparecimento disso é essa tão conhecida divisão, separação, entre a mente e o Coração. A mente criou essa divisão artificial.

Em Satsang, nós estamos investigando a natureza da Realidade, da Verdade. Quando falamos do Coração estamos nos referindo a essa Realidade, Verdade, à pura Inteligência. A mente tem se separado do Coração, tem se afastado. Esse movimento de pensamentos, de sentimentos e emoções, atrelado a essa identidade ilusória, está fazendo com que você se veja e acredite que é uma “pessoa” - uma “pessoa” nesse mundo. Essa é a ilusão que essa identidade, essa falsa identidade, cria. Ela cria arbitrariamente, de uma forma ilusória, uma separação entre a Realidade, Verdade, essa Inteligência pura e absoluta, que é o Coração, e as suas crenças e ideias, suas opiniões e conclusões, os seus desejos e suas intenções. Esse é o modo como a própria mente formula a vida; ela faz uma leitura dos acontecimentos. Então, essa divisão entre mente e coração cria a ilusão de um “eu” na experiência do mundo, de uma “pessoa”, que é esse “mim”, experimentando esse mundo e se relacionando com ele. Essa é a ilusão da separatividade, da dualidade.

Quando você volta novamente, quando toda a energia, antes voltada para essa mente que criou essa separação, a ilusão de dualidade, quando a mente volta (que é essa energia) para o coração, essa Realidade se apresenta - a Realidade da não separação. Quando não há essa separação, não há mais sofrimento, não há mais conflito. Essa é a absoluta Realidade, a pura Inteligência... É como o sol em seu esplendor, em toda a sua glória, que pode ser visto, quando as nuvens são dissipadas.

A mente voltada para as exterioridades, voltada para as suas crenças, conclusões, ideias, ideologias, opiniões, são como nuvens ocultando o sol. Você sabe que, quando as nuvens ocultam o sol, a pessoa em sua ignorância diz que não há sol. De fato, você olha para o céu e a impressão que tem é de que não há nenhum sol, porque ele fica oculto, coberto. Então, a pessoa ignorante diz que não há sol, o que não é verdade. Isso é como dizer que a nossa vida está centrada no pensamento, nos desejos, nas realizações que o pensamento, em sua ideologia, cria; que a única vida possível é a vida do pensamento, a vida voltada para as realizações externas, de sensações, de objetos... É como acreditar que a vida se resume a esse aspecto, o aspecto material, das realizações dos desejos, e, desta forma, tudo o que existe é a mente, como se o Coração não fosse uma Realidade... É como se não houvesse um Coração oculto por trás disso, esquecido por trás de toda essa coisa, semelhante às nuvens quando cobrem o sol, e que a pessoa, em sua ignorância, diz que não há sol.

No ego, tudo o que a “pessoa” conhece, em sua ignorância, é a sua própria vida pessoal, centrada naquilo que o pensamento dita e valoriza. Mas, quando você volta e investiga a Verdade sobre si mesmo, a mente está de volta ao Coração, que sempre está aí, assim como o sol sempre está brilhando e nunca deixa de estar lá. Mas essas nuvens são como os pensamentos e todas as projeções do pensamento, cobrindo a Realidade, cobrindo esse sol. Todas as tribulações, todos os problemas, todo tipo de estupidez em nossas vidas, tudo isso está nesse movimento do pensamento, nessas “nuvens” cobrindo, ocultando essa Realidade.

O interessante também, aqui, é saber que esses problemas, essas aflições e tribulações, esses conflitos, todos eles, são imaginários. A mente e seus problemas, a ilusão da separatividade, com a ilusão de seus problemas, que são todos baseados no pensamento, são problemas pessoais dessa individualidade, desse sentido de “alguém”, que, na realidade, são ilusões... Essas “nuvens” são aparências de sombras ocultando a luz do “sol”. Esse sentido de “alguém”, de “pessoa”, essa retirada do Coração, e esse afastamento dessa Realidade, dessa Presença, dessa Consciência, dessa Verdade, Daquilo que de fato Você É, cria essa suposta identidade, essa suposta realidade, a realidade da pessoa, o movimento de pensamentos, uma cobertura de sombras, cobertura de “nuvens”. Todos os seus problemas são imaginários e estão baseados na ideia de que você está aí, como uma entidade separada.

Estamos dizendo, nesta fala, que você, a existência deste “você”, que você acredita ser, imagina os problemas que tem. Seus problemas todos se dissipam, quando essas “nuvens” se dissipam, e elas se dissipam quando você desaparece; quando essa ilusão de uma entidade presente na vida, na existência, na experiência do viver, desaparece. Uma vez que você volte para a Realidade, que é Você, uma vez que você volte para o Coração, o “sol” estará brilhando.

Com o fim do sentido de separação, você tem o fim do sofrimento, do desejo, do medo, e tudo se resolve. Toda a ilusão de que há algo para se resolver, algo não resolvido e algo para se fazer termina. Então, tudo se resolve, porque tudo é visto já resolvido; tudo é visto de uma forma direta, sem a interpretação que o pensamento produz, sem a avaliação que a mente egoica faz, sem as sombras ocultando a Realidade, a Verdade do Que É. Essa direta percepção da Realidade como ela é chama-se Consciência. Essa não interpretação, essa não leitura, essa não tradução particular daquilo que se apresenta, podemos chamar de Consciência... É quando não há ideia, não há crença, não há conceito, enfim, não há mais espaço para o pensamento criar alguma outra coisa.

Você imagina os seus problemas como sendo reais, mas é o pensamento que cria essa condição imaginária. Então, quando você se livra dos pensamentos, rapidamente essas “nuvens” desaparecem. As pessoas querem conhecer essa Realidade Absoluta, mas Ela significa o fim da ilusão da própria “pessoa”. Estamos dizendo que você é o Divino, você é a Graça, você é a Consciência, você é esse Ser, em sua Natureza Real, radiante de luz. Essas “nuvens” são apenas ignorância. Você acredita que tem problemas, que precisa de iluminação, mas Você já É essa Luz.

*Transcrito a partir de uma fala em um encontro online na noite 21 de Setembro de 2016
 Encontros todas às segundas, quartas e sextas às 22h - Baixe o app Paçtallk e participe. 

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