quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O Florescer da Verdade


 
Esse momento, em Satsang, é o momento do florescer dessa Verdade, que é essa Realidade que respira como Você; é a cessação, é o fim dessa continuidade; é a solução dessa continuidade; é o fim de todas essas expressões do medo. 

Todos só conhecem – ou, na mente, só podem conhecer – os padrões que se repetem, que fazem parte desse conjunto cultural, humano, social, educacional. Isso é algo que se tornou habitual, comum, bastante natural para ser questionado, para haver qualquer dúvida sobre a validade ou realidade disso como sendo a Vida Real.

Por isso, não há outra forma de você despertar, de realizar Deus, realizar a Verdade sobre si mesmo, a não ser que isso seja questionado. É quando você é desafiado a ir além da inveja, além do ciúme, além do apego e do desapego, além do desejo e do não desejo, além desse, assim chamado, “amor”, que carrega o ódio como seu oposto. É aí que está o que é tão apreciado socialmente, humanamente, culturalmente, como relacionamentos humanos... Essa bela e antiga questão da família.

Amor é Consciência e Nele há Liberdade. Essa Liberdade está presente quando a Realidade da Verdade está presente, e isso está presente como Você, quando respira como a expressão do seu Ser, como a expressão do seu Coração. É necessário o despertar da Sabedoria, e isso acontece quando o Amor floresce na Verdade dessa Realidade.

Então, Ela tem que tomar forma, tem que estar brilhando em seus olhos, tem que estar na melodia da canção da sua fala, na transparência desse corpo físico, que aparece dentro de um cenário – mas Ela aparece como o próprio cenário, sem se separar dele; não é um elemento dentro do cenário, é todo o cenário Nela e Ela em todo o cenário. 

Iluminação é isso! É o fim do sentido de alguém no contexto do existir como uma entidade experimentando, sendo alguém para alguns, e tendo alguns para si mesmo – ele sendo alguém, ou ela sendo alguém. É essa Consciência, essa Presença, essa Realidade, essa Verdade, Aquilo que é Você, como Você, que respira, que é real, como Deus é real. Ele só pode ser real em Você. Se Ele não se apresenta como Você, ele é só uma crença, da qual o pensamento pode tratar, sobre o qual pode-se criar grandes tratados, escrever muitos livros... Outros irão ler esses livros e irão ficar cansados, porque teoria não enche barriga, cardápio não alimenta ninguém.

Isso precisa estar vivo! Vou repetir: Isso precisa estar vivo!

Os sacerdotes não conseguem fazer isso! Os representantes de Deus não conseguem fazer isso! Os, assim chamados, Gurus não conseguem fazer isso! Os professores de filosofia e de religião não conseguem fazer isso! Tratam muito bem de trazer o cardápio e lhe apresentar pratos deliciosos, mas deixam você com água na boca...
 
*Transcrito a partir de um vídeo gravado no Ramanashram Gualberto na cidade de Campos do Jorão em Junho de 2016

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