quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O que Você é não precisa de conhecimento




Este é um jogo muito bonito, porque você está jogando com você mesmo aqui, o tempo todo, e não comigo. No entanto, parece que eu estou movimentando as peças, mas o seu problema é você, não sou eu. Eu não sou um problema em sua vida, mas sim a "morte" dessa “sua vida”. Isso parece muito fatal, não é? Mas a "morte" dessa “sua vida” é a Vida Real.
Uma pergunta para você: Eu estou falando do lado de fora ou do lado de dentro? Tem uma fala pessoal sendo dirigida a uma pessoa ou só tem uma fala que não vem de fora, mas que, na verdade, está vindo de dentro, sinalizando que essa pessoa aí, na superfície, é uma imaginação? Como é isso?
Por exemplo: eu estou dizendo algo estranho para você ou estou dizendo algo que você, no fundo, sabe que é assim? Apesar de toda e qualquer resistência, você sabe que não tem uma outra verdade a não ser essa? Como é?
Eu pergunto e eu respondo: é assim! Se é assim, não tem alguém do lado de fora lhe dizendo alguma coisa, só tem a Verdade e Ela está falando de dentro para fora. Não é de fora para atingir você aí dentro, mas de dentro para atingir você aí, nessa periferia, nessa superfície, nessa máscara chamada “pessoa”, personalidade.
Por que um Mestre vivo é tão hipnótico, no sentido de lhe trazer um sono, um sono estranho em que parece que você não é mais você? Porém, no fundo, é quando você tem a oportunidade de se revelar como sendo você mesmo. Então, não é uma hipnose no sentido de fazê-lo dormir, mas sim no sentido de tirá-lo de uma outra hipnose. Por que o Mestre vivo é tão hipnótico nesse sentido? Por que  ele tira você de um sono, dando-lhe um aparente novo sono, para depois lhe mostrar que só agora você acordou, que aquilo que ele lhe trouxe não era um sono, era o Despertar? Por que ele é assim? Por quê? Por que ele faz isso? Como é que ele faz isso? De que forma ele o atinge?
Ele o atinge porque, em última instância, ele é você, não é um elemento estranho, e por isso ele é magnético. Agora, eu entro com uma outra palavra: magnético.
Não é o quanto você escuta dele que importa, mas o quanto você "se escuta nele" e valoriza esse "se ouvir nele", pois isso é o que vai determinar seu aprofundamento neste trabalho. À medida que este trabalho se aprofunda, vai ficando cada vez mais deleitoso estar com o Mestre - é quando a “morte” é uma coisa bem-vinda.
Só pode "morrer" o que pode morrer, aquilo que parece estar vivo, e não o que está vivo. O que está vivo é a própria Vida e a Vida não morre. Se algo pode morrer, precisa morrer. Somente a ilusão pode morrer em você, não Aquilo que Você é. Só aquilo que você acredita ser pode morrer.
Seu conhecimento é lixo, é inútil. Uma coisa aprendida é uma coisa que se desaprende, que está só no âmbito do intelecto e não em âmbito existencial. O que está em âmbito existencial é a Vida, e a Vida não se aprende. Então, isso, por exemplo, pode e precisa desaparecer. Todo seu conhecimento precisa desaparecer porque ele é inútil. O que Você é não precisa de conhecimento.
Você é a Vida, e a Vida não morre. A Vida é pura Alegria! Quanto mais vivo você se encontra, quanto maior é o sentido de Vida aí, mais intensa é essa Bem-Aventurança! Na Índia, eles chamam essa Alegria de Sat-chit-ananda, que é o seu Estado Real, O que, de fato, Você é, a sua Natureza Verdadeira, que significa: Ser, Consciência e Beatitude. Beatitude é Alegria, Felicidade!
Então, na razão em que você "se escuta nele", mais o trabalho se aprofunda, porque você “morre”, e, se você “morre”, Você vive! Se morre em você aquilo que pode morrer, Você fica mais vivo do que nunca!
Cristo dizia: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá.”
E agora?
*Transcrito a partir de um encontro na cidade de Fortaleza em Julho de 2016

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