domingo, 14 de agosto de 2016

Consciência: A única substância




Mais um momento juntos. Mais um momento de Silêncio, um momento nesta Consciência, nesta Presença... Um momento de contato com a Realidade, de imersão nesta Realidade... Um momento de reconhecimento Disso, da Consciência que nós somos. Esta Consciência é a única substância real, que se encontra em toda experiência. Agora mesmo, nessa experiência de ouvir o som ou do falar, assim como de sentir qualquer coisa, a única substância presente é essa Consciência.

Reparem que não falamos de duas coisas, falamos de uma única coisa. Não existe nada fora Disso,  nenhuma coisa... Nada existe fora isso, absolutamente nada. Agora mesmo, este momento é um momento de Consciência, dessa única Presença. Tudo o que nós sabemos, ou conhecemos, é feito dessa Consciência, somente da Consciência. Ela é a substância real deste instante, deste momento presente. Tudo é essa experiência, a experiência dessa Consciência, a única experiência. 

Não existe qualquer separação, pois ela é criada pelo pensamento. O pensamento criou essa ilusão de uma separação: interno e externo, consciente e inconsciente, bom e mau, verdadeiro e falso. Tudo que é conhecido ou experimentado tem essa mesma substância presente, que é a Consciência. Isto é o nosso próprio Ser e aqui termina toda dualidade, todo sentido de separação. Esta fala e esse ouvir estão acontecendo nessa Consciência, que é o seu Ser. Essa experiência única, essa Realidade única, essa Consciência, é o nosso próprio Ser e isto é Amor... É a nossa Natureza Real: nenhuma separação e nenhum conflito. 

Essa Realidade não é afetada por nomes, formas ou aparências. A Consciência é essa experiência... Essa experiência é essa Consciência. Assim, como uma tela não é afetada pelas imagens que aparecem ali, a Consciência não é afetada. Reparem que estamos falando de sua Natureza Real, de sua natureza verdadeira, Daquilo que Você É. Nosso interesse real, nesse encontro, é aquilo que está além da dualidade, além do sentido de separação.

Todos os objetos, todas as aparições, tudo isso é conhecido nessa Presença, nessa Consciência, não é algo separado dela. A Consciência, essa Presença, é Felicidade, é Paz. A ideia de se buscar a paz e felicidade, assim como o amor, como algo separado daquilo que está presente neste momento, é uma tremenda ilusão. Quando a ilusão da mente e esse sentido de separação não estão presentes, aquilo que está presente é Felicidade, Amor, Paz, e isto é essa Consciência. Isso está acima de tudo, sobre tudo... Sobre tudo está o nosso Ser, essa Consciência, essa Presença.

Esse Despertar é uma constatação Disso, não algo que vem e vai. É, sim,  algo que está presente como a base de tudo o que aparece, acontece. Você não vai encontrar Isso. Você não vai encontrar a Paz, a Felicidade, a Liberdade, o Amor, pois Isso é algo presente quando o sentido de separação termina. Quando essa ilusão, que é a ilusão de uma entidade presente, baseada numa crença e numa ideia (a ideia do "eu"), não está presente,  a  Verdade está presente.

Neste encontro, mais importante do que esta fala é algo que está por trás dela. Nós estamos sempre colocando limitações, confiando em limitações, nos identificando com esses movimentos do pensamento. Assim, nos perdemos de nós mesmos e não nos tornamos cientes do que somos: essa Presença, essa Consciência. Satsang é um trabalho para despertar, para irmos além da ilusão de separatividade, além dessa ilusão de uma ego-identidade.

O ponto é que Isso não precisa ser compreendido, ou eu diria que essa compreensão é aquela que nasce naturalmente, quando esse Silêncio já está presente. Quando o Silêncio se instala, a compreensão se instala, mas não se trata de uma compreensão intelectual ou verbal acerca Disso. Não se trata, portanto, de entender, trata-se de sentir Isso, tomar ciência, consciência, Disso. A Verdade está além do intelecto, mas não está além do coração, que carrega uma dimensão de alcance extraordinário. Eu falo do Coração real, além desse coração físico... Falo desse cerne, Daquilo que está presente aí, sempre, além da mente e do corpo. A mente é limitada, mas não implica que essa Consciência, também, seja limitada. O Coração não é limitado. Essas falas são dirigidas ao Coração e não ao intelecto – é a consciência na Consciência; o intelecto é limitado e, por isso, não é o melhor instrumento aqui.

Tudo presente é parte dessa mesma totalidade. Se nós fizermos uma investigação profunda de nossa própria experiência, constataremos isso, que nossa própria experiência é a Consciência. Não existe o outro; não existe nem mesmo essa cadeira, onde você está assentado, como algo separado de você. A mente interpreta sua experiência sensorial como uma experiência de separação – o intelecto separa isso. O “eu” é só uma ideia, o outro é só uma ideia, os objetos, também, são apenas ideias, e tudo isso são pensamentos; todos esses pensamentos são essa experiência, que é essa Consciência não separada.


*Transcrito a partir de um encontro online ocorrido na noite de 20 de Julho de 2016 - 
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