terça-feira, 16 de agosto de 2016

A sua vida é uma ilusão


Vejamos se é possível ir além dessa ilusão da existência da “pessoa”, com seus conflitos, medos, desejos e seu círculo vicioso de repetição. No budismo, esse círculo vicioso é chamado de Samsara... Essa roda que gira, gira, sem parar... Uma roda que tem como centro a ilusão da separatividade. 

A possibilidade de ir além dessa ilusão é real e representa o fim do sofrimento. No entanto, o fim do sofrimento é o fim da “pessoa”. Quando a “pessoa” termina, o sentido de separação termina e, então, a roda para. Vamos ver se a gente fala um pouquinho sobre isso hoje com você.

Essa roda é simplesmente imaginária. Uma roda que gira no tempo, que é imaginado — a roda do Samsara. É um tempo imaginado, apenas, quando você se esquece de sua Real Natureza... E você tem se esquecido dela. Você está identificado com o pensamento, o qual cria o tempo, e é no tempo que essa roda do Samsara gira. Portanto, quando você se imagina real, ser real essa “pessoa”, o tempo surge no pensamento e, então, surge essa roda imaginária, que gira em torno dessa existência separada, dessa entidade separada, que é uma imaginação. 

Acompanham isso? 

É em cima dessa linha imaginária, dessa linha do tempo, que a “pessoa” vive, e essa “pessoa” é o centro dessa roda, a roda do Samsara. Supostamente, estamos nos movendo nessa linha do tempo, onde acontecem as histórias, o que é simplesmente uma ideia, uma imagem.

Essa ideia aparece como percepções, sensações, sentimentos e emoções — a vida e a história de um "alguém", que é imaginário. Não é engraçado isso? Não é interessante? Essa "sua" vida é só isso! Está acontecendo num faz de contas! É como a história do Santa Claus, o Papai Noel, ou a história da Branca de Neve. Seus desejos e medos estão em cima disso, dessa linha imaginária do tempo. É aí que está a história! Você só não se chama Papai Noel, mas se chama Roberto, Lúcio, Ana. É a mesma coisa! É igual!

Satsang é único, porque ele mostra que a sua vida é uma ilusão, a sua história é uma ilusão. Se você ficar segurando esses pensamentos aí, dentro da sua cabeça, continuará nessa ilusão e isso nunca vai terminar. Essa roda, na linha do tempo imaginário, não termina nunca, porque a natureza da mente é a imaginação. Por isso eles chamam esse Estado de “acordado”, porque o sonho termina. É como quando você sonha à noite e acorda pela manhã. Você diz: “Uau! Era um sonho!” Aquilo só estava dentro da sua cabeça, enquanto acontecia; não era real. É exatamente isso que acontece nessa história de faz de conta: é algo que só está na sua cabeça. Detalhe: não está na cabeça de mais ninguém, porque não tem ninguém! Não tem "alguém" para lhe revelar, contar, essa história, ou para quem você possa contá-la. Ninguém vai ouvir isso, ninguém está projetando isso; não tem ninguém para projetar isso, apenas essa ilusão de que você é real. Então, você cria o “seu” mundo. 

Não é fascinante isso? Acompanhar isso? Já é libertador perceber que esses pensamentos não têm verdade... Nenhum deles! Através do ego, você está trabalhando. Volte à Fonte, retorne à Fonte. 

Esse pensamento (tempo) é uma sobreposição à realidade dessa Consciência, dessa Presença, Disso que está fora do tempo, além do tempo. É importante que você compreenda que todo o seu passado, que é tempo, é só pensamento. A vida não aconteceu, a história é imaginação, pensamento; só parece ter acontecido nessa linha imaginária chamada tempo. Olhe que coisa interessante! Então, todo o “seu” passado é tão irreal quanto o “seu” presente, que é tão irreal quanto esse “seu” futuro, porque está tudo nessa linha imaginária da “pessoa”... Da “pessoa” e sua história. Casar, ter filho, namorar, desquitar, divorciar, casar de novo… E você dá tanta importância a isso, à história da pessoa… Tudo conto de fadas, historinha! Você se confunde com tudo isso e sofre. Você quer sustentar um prazer, que é o prazer da história, e aí descobre que esse prazer é dor - a dor da história, e "só acontece para você, para mais ninguém"! O universo não sabe nada disso. 

Não é interessante isso? Você quer continuar vivendo assim? 

Meu convite, em Satsang, é para ir além disso, do corpo, da mente, da história e do tempo. Aqui, não tratamos de uma teoria. Estamos tratando de algo muito simples. O que eu percebo é que vocês criam muitas dificuldades. A coisa não é tão complicada, assim como vocês tentam me convencer. Todo dia vocês tentam me convencer de que isso é muito complicado e eu fico só rindo nessa situação. Vocês querem todo dia me convencer de que não tem outro jeito. Você diz: “Estou fazendo isso, estou fazendo aquilo e eu não consigo me livrar”... “Estou pensando dessa ou daquela forma e não consigo me livrar”. Esses pensamentos se levantam apenas nessa ilusão, na ilusão da “pessoa”. São só pensamentos. 

Voltem para a Fonte! Parem de alimentar isso! Parem de alimentar esses pensamentos, essas historinhas, e depois me contem o acontece com a “pessoa”. Tragam os pensamentos de volta para a Fonte.

Ok, pessoal? Vamos ficar por aqui… E vamos desistir, não é? Vamos desistir de viver dessa forma, está certo? Abandonar esse vício de “pessoa”. 

Namastê!

*transcrito a partir de um encontro online via Paltalk na noite de 29 de Julho de 2016


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