terça-feira, 26 de julho de 2016

O Silêncio que nasce dessa Consciência é Meditação




Boa noite a todos! Estamos mais uma vez em um momento de encontro com esta Realidade, com esta Presença.

Satsang é um momento assim, de encontro com Aquilo que permanece imutável, com a nossa Natureza Divina. Assim, esse momento é tremendamente precioso; jamais subestimem esse momento chamado Satsang. Satsang é um momento precioso, onde temos uma aproximação, uma investigação, uma observação direta desta Realidade presente, dessa Presença. Todas as formas, objetos, palavras, assim como o próprio silêncio, tudo está sempre carregado desta Presença, que é a origem de tudo. Então, nesses encontros que nós temos, chamados de Satsang, há essa Energia presente, essa Graça presente, que transmite essa compreensão direta dessa Realidade, o abraçar dessa Realidade, a vida dessa Realidade, o poder dessa Realidade. Um encontro como esse tem um tremendo impacto de mudança, de transformação, de alteração nesse mecanismo corpo-mente. Não é através do significado verbal das palavras, mas sim pelo Poder presente nessas palavras, por Aquilo do qual elas estão “plenas”, “carregadas”. Elas estão “cheias” dessa Presença.

Um silêncio como esse de Satsang é algo completamente diferente do silêncio que a mente conhece. A mente conhece uma espécie de silêncio que é ausência de barulho, ausência de som. Assim como essa fala em Satsang está carregada dessa Presença, este silêncio em Satsang está carregado dessa Presença. Isso é um fato. Qualquer palavra, qualquer escrito, assim como esse singular silêncio, que nasce dessa Presença, que nasce do Poder dessa Graça tem um tremendo impacto sobre a mente e o corpo. Essa energia de Presença é puro Amor. No entanto, não é o amor que a mente conhece, assim como esse silêncio e essa fala não são aqueles que a mente conhece; é algo completamente diferente de tudo isso. O Silêncio que nasce dessa Consciência é Meditação, é Beatitude, é Graça. Isso tem um real poder de alterar, de transformar, de modificar essa estrutura corpo-mente. Há uma alteração nas próprias células cerebrais. Esse mecanismo, essa máquina, esse corpo-mente precisa ter uma nova estrutura para assumir essa Consciência, que é Liberação, que é a libertação de toda a ilusão da separatividade. Esse é o Poder dessa Graça, desse espaço chamado Satsang.

Satsang significa encontro com a Realidade, encontro com a Verdade. Não podemos confundir isso com a fala de um professor que ensina advaita, que ensina a filosofia da não dualidade. Isso aqui não é um ensino. Quando você deita para dormir, você não pede ao despertador que tire você do sono lhe contando uma história. Basta um som, qualquer som serve – pode ser uma música estridente, ou suave, ou pode ser aquele som dos despertadores antigos. Você não espera uma história para sair do sono, basta um som. Satsang é um som, um som específico para tirá-lo do sono. Esse sono é a ilusão da separatividade, a ilusão de ser uma entidade separada do todo.

Estamos juntos?

Portanto, não é um ensino. Nosso ensino, nessa sala, nesse espaço, é somente esse: não há ensino. No entanto, precisa existir o som, pois é necessário despertar. Aprender, não; despertar sim. Hoje em dia, nós temos uma grande facilidade de ser ensinado – todos têm algo para ensinar e todos desejam aprender alguma coisa. Se você deseja aprender, você encontrará alguém para ensiná-lo. Eles vão até mesmo lhe propor um ensino sobre a iluminação, sobre a não dualidade, sobre a não separatividade. No entanto, aqui, nós não estamos ensinando, não temos interesse nisso, não há nada que precise ser aprendido.

Todos acompanham isso?

Satsang é um encontro com essa Realidade presente em qualquer forma. Portanto, nesse encontro, tudo o que você precisa é ter o coração em sintonia, voltado para esse Silêncio, para essa Presença, para essa Consciência. Já que esta Presença não precisa ser produzida, ela também não precisa ser ensinada. Nós não iremos produzir isso; isso já é algo presente. Não requer habilidade, não requer especialidade, não requer uma especialização, não requer um treinamento...

Muitos têm feito isso: acreditam que podem obter essa “coisa” e que, para isso, precisam fazer algo, precisam se tornar “experts” nisso, precisam de uma alta especialização na prática da meditação, de um profundo conhecimento verbal, intelectual sobre isso; precisam adquirir isso, estudar bastante e aprender isso.

No entanto, essa Consciência não se obtém, não se adquire, não se ganha, não se conquista. Você nunca irá obter a Paz, a Liberdade, a Felicidade, a Sabedoria; isso desperta quando o som chega, quando o despertador toca. Portanto, é uma questão de despertar, e não de aprender, se especializar ou alcançar. É necessário um trabalho diferente desse que a mente conhece e através do qual ela tenta conquistar, obter, chegar, fazer, produzir alguma coisa.

Essa Presença está sempre presente. Isso significa Onipresença. Essa é a natureza do Ser, da Consciência. É a sua Verdadeira Natureza. É aquilo que está presente em tudo, em todas as coisas.

Quando você relaxa em seu Ser, em sua Natureza Real; quando não mais se confunde com a ilusão de alguém pensando, e portanto, controlando, fazendo, sendo; quando não mais se confunde com a ilusão “eu sou o corpo”, “eu estou aqui”; quando o corpo assume apenas o lugar que ele tem – o corpo é só o corpo – e a mente assume apenas o lugar que é dela; quando você não cria essa ilusão, não imagina essa ilusão de ser a mente, de ser o corpo, de ser alguém dentro dessa máquina, dentro desse mecanismo, aí então, ele sofre uma tremenda mudança, uma radical transformação, um total descondicionamento. Quando essa Graça, esse Poder, essa Presença, Aquilo que se mantém como Verdade, como Graça, como Silêncio, como esse Único Poder, tem essa liberdade para atuar, há uma quebra, uma ruptura, uma desconexão com maya, com a ilusão da separatividade. Então, há um colapso completo dessa suposta entidade presente, desse “eu”, desse “mim”, desse que tem problemas de relacionamentos, emocionais, psicológicos, financeiros, de saúde, de toda ordem.

Enquanto houver essa ilusão de uma entidade presente aqui, agora, ouvindo, sentindo, pensando, agindo, falando, trabalhando, controlando, se relacionando, tendo amigos e inimigos, nascendo, morrendo; enquanto houver essa ilusão, essa ignorância ilusória, isso continuará se mantendo. Isso presente é estupidez, sofrimento, medo, ansiedade, depressão, dor de perda, dor de decepção, de frustração.

Está claro isso? Estranho demais? Assustador? Preocupante?

Aqui, a pergunta é: quem sou eu? A pergunta é: quem é você? Sem a sua história, sem suas crenças, sem seus desejos, quem é você? Sem esse medo presente – que assume diversas expressões, muitas das quais você nem tem consciência – quem é você?

Reparem que esse espaço chamado Satsang é esse convite ao Despertar. Esse espaço é esse som que torna o Despertar possível. Sem isso, não adianta; sem isso, você continua vivendo a sua vida, e essa “sua vida” é a ilusória vida de alguém...

Ok? Vamos ficar por aqui, pessoal? Valeu pelo encontro! Até o próximo!


*transcrito a partir de um encontro online via Paltalk na noite de 13 de Julho 2016
Encontros online todas às segundas, quartas e sextas-feiras às 22h - Baixe o Paltalk e participe!

3 comentários:

  1. Somente pela Graça do Guru!🙏🙏

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  2. Muito profundo isso hen? É o rio entrando no mar. É rio se tornando mar.
    Salve Mestre! Namaste!

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