quinta-feira, 9 de junho de 2016

O Guru é necessário?



Essa questão tão polêmica - que é a questão da necessidade ou não do Guru - é algo sobre o qual o pensamento pode fazer afirmações a favor ou contra. Mas isso não significa absolutamente nada! O que o intelecto afirma agora, amanhã ele nega. O que ele está negando hoje, amanhã ele afirma.

O Guru é a única necessidade, porque Deus é a única necessidade. Ao mesmo tempo, a relevância não é Deus, não é o Guru. Deus não tem a menor relevância sem o seu momento. Quando o momento dele se apresentar aparece, a relevância aparece. Antes desse momento, você pode dispensar o Guru, você pode dispensar Deus. E, no entanto, Ele se mantém como a única necessidade real.

Como conciliar isso? Como não ver uma contradição nessa minha fala, nesse momento?

É quando o discípulo está pronto que o mestre aparece. É quando o momento de constatar a validade, a realidade, a real necessidade [de Deus] está presente, que o Guru é supremamente relevante. Porque o Guru é Deus. Antes disso, o Guru não é necessário. Antes disso, a Verdade não é necessária, Deus não é necessário.

Quem pode decidir isso? É você? Decidir quando Deus será necessário ou não? Quando o Guru se fará necessário ou não? Se você tem esse poder de decidir sobre isso, se acredita ter esse poder, então, para esse momento, o Guru não é necessário. Mas se você já percebeu a estupidez, a mediocridade que é a sua vida; se tem algo aí dentro queimando [pela Verdade], queimando como um pavio, um delicado, quase que invisível pavio de inteligência; se isso está aí, então essa pergunta nem surge! Quando o coração está pronto para a revelação da Verdade, perguntas idiotas como essa não surgem.

O Amor é a única necessidade. A Verdade é a única necessidade. Deus é a única necessidade. O Guru sempre será necessário. Eu não vejo como é possível realizar Deus sem Ele, sem sua Graça. Não vejo como é possível voar sem asas, nadar sem água.

Só Deus pode ser Deus. Só a Verdade se reconhece. Só Deus se vê. Mesmo Deus de olhos fechados, não deixa de ser Deus. Mesmo que não seja o momento Dele abrir os olhos e se reconhecer, é Deus que brinca de fazer perguntas estúpidas, de perguntar sobre a necessidade ou não Dele, da importância ou não de sua presença. É Deus que fecha os olhos para não se ver, e depois abre os olhos dizendo: "Ah! Você está aí! Me perguntava aqui, de olhos fechados, se era ou não necessário abrir os olhos para Te ver. Teve momentos em que eu acreditei que sim. Teve momentos em que eu acreditei que não. Aí, parei e me perguntei ‘quem sou eu’? Não tive outra opção a não ser abrir os olhos e dizer ‘uau, eu já estou aqui, é isso!’ Mas, Deus é isso? Como fui estúpido em me ignorar! Mas foi divertido enquanto durou..."

É isso! (risos)


*Transcrito a partir de um vídeo gravado em um encontro presencial em Fevereiro de 2016 no Ramanashram Gualberto 
em Campos do Jordão - Encontro online todas as segundas, quartas e sextas às 22h Baixe o Paltalk e participe!
 

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