segunda-feira, 14 de março de 2016

A Consciência é a Única Substância Real




Que bom estarmos juntos em mais esse encontro aqui pelo Paltalk. Estamos mais uma noite nesse encontro, que eu considero o maior de todos os encontros em nossa vida. Esse encontro chama-se Satsang. Esse é o maior de todos os encontros. Satsang é o encontro com a Verdade, o encontro com a sua Natureza Divina, e aqui nós temos essa investigação daquilo que realmente importa.

Nós vivemos nessa grande confusão. Na mente, tudo o que conhecemos é só confusão. É a natureza da mente. Todos podem observar de forma muito rápida como esse mecanismo, que nós chamamos de mente, funciona. Como é complicado isso! Como é contraditório, confuso e perturbado esse mecanismo! Isto porque nós falamos uma coisa, sentimos outra, pensamos numa outra e fazemos ainda uma outra. A contradição é algo presente nesse estado caótico, conturbado, de grande desordem, que é esse mecanismo que nós chamamos de mente. A neurose é algo comum a todos. Nós temos psiquiatras aqui na sala, e o que estamos colocando aqui é, de fato, um fato. Isso é assim, só muda a intensidade, o grau, o modo como essa neurose se expressa em cada mecanismo. Esse é o estado da mente - essa própria divisão, essas duas aparentes coisas presentes, esse comportamento dualista, em que a mente percebe que há aquilo que ela percebe, como se tivesse uma existência separada. A mente cria essa separação.

Então, são duas coisas: a consciência e a aparência (os objetos, o mundo). Essa é a crença - uma entidade separada acreditando nisso. Aí está a ilusão. Esse “eu”, esse “mim” dentro do corpo, fora do “mundo”, vivendo as experiências objetivas. De dentro do corpo, olhando para fora, para o mundo do lado de fora. Isso é algo que nós aceitamos de uma forma muito convencional, muito legítima, como sendo real. Essa é a divisão, essa é a neurose. Todo sofrimento, toda miséria, toda confusão e toda desordem interna estão baseados nessa crença.

Nessa noite, estamos convidando você a descobrir a ilusão disso. Quando nós exploramos isso, investigamos essa consciência, percebendo, compreendendo essa ilusão, entrando fundo nisso através da autoinvestigação, da meditação e dessa entrega, nós temos a possibilidade de ir além dessa dualidade, além dessa confusão, além desse sofrimento, além de toda essa desordem, além dessa neurose. Desta forma, nós podemos descobrir que não existe essa limitação, essa confusão como algo real, pois é algo presente nessa dualidade, é algo presente nessa mente dual. Assim, não existe essa "pessoa". Não existe algo pessoal presente nessa Consciência, que é nossa Real Natureza, que é ilimitada.

Aqui, nós estamos diante desse Silêncio... da constatação desse Silêncio. A Verdade é aquilo que somos, não aquilo com o qual nos identificamos nessa experiência ilusória, nessa experiência dual - “eu e o mundo”. Então, essa relação entre consciência - que é aquilo que percebe - e aquilo que é percebido, na verdade, é uma ilusão. O corpo, a mente e o mundo, como toda e qualquer experiência, aparecem nessa Consciência e não são separados Dela. Não há nenhuma separação. A única substância real é a Consciência. É a mente que tem criado a ilusão de "alguém" presente agora, aqui, com uma vida própria, particular, pessoal. É a mente que tem transformado essa história em algo de uma entidade "real", "presente", mas é só uma história, não uma entidade presente. Sendo visto dessa forma, nada é sério. Tudo é um grande jogo divino, tudo está aparecendo e desaparecendo, tudo está passando. Todo esse desespero, toda essa perturbação e todo esse sofrimento estão em cima dessa seriedade. E isso aqui é só um sonho, um sonho divino, não tem nada sério acontecendo. Quando a mente tenta se passar por uma entidade, aí tudo fica sério: ela assume um nome, assume um corpo e assume uma história. Aí tudo fica muito sério.

O caminho que nós, geralmente, conhecemos é o caminho de ser alguma coisa. Nosso condicionamento, o condicionamento que recebemos, é esse: temos que ser alguma coisa. E, aqui, o segredo é Ser. A ideia é “eu sou alguma coisa” e, aqui, o proposto é: Eu Sou! Esse “Eu Sou” é nada. “Eu Sou” significa nada. É um movimento diferente do que nós recebemos.

O único conselho é: você não é real. O único conselho é: não acredite em pensamentos. Ok?

Vamos ficar por aqui, nessa noite. Até o nosso próximo encontro! Namastê!  


*Transcrito a partir de um encontro online na noite de 02 de Março de 2016
Encontros às segundas, quartas e sextas-feiras às 22h pelo app Paltalk

 

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