quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A Vida é Linda! Está Tudo no Lugar e Tudo é Deus!





Parece que você está me compreendendo e tem algo para ser compreendido, além de "alguém" para compreender e "alguém" para dizer. Tudo é só um único fenômeno acontecendo, uma única  Presença tornando isso tudo possível, sem separação. Eu Sou você e você é Aquilo que Eu Sou. Você é tudo o que acontece e nada ao mesmo tempo; é essa energia aparecendo e desaparecendo nesse único fundo, nessa única Presença.

É possível constatar isso, enquanto é só mais um pensamento sendo colocado aí, uma ideia, mais uma imaginação acontecendo, também. Não é acontecendo para você, não. Você não pode imaginar, também não, pois a imaginação só acontece. Somente acontece, também, ou não, esse fenômeno do olhar, do ouvir, do falar? Tem "alguém" vendo? Vendo o quê? Ouvindo? Ouvindo o quê? Isso nos explica muita coisa.

Por exemplo: "não entendo porque eu não escolhi nascer, mas eu nasci. Não escolhi minha vida, e que vida é essa que eu tenho?"... Parece que um "eu" anda decidindo essas coisas todas, mas só parece. Essa crença se mostra totalmente equivocada, porque você jamais escolheria alguma coisa para se ferir, maltratar, magoar, entristecer e fazer sofrer, no entanto, é isso que acontece. Você jamais escolheria um pensamento para se deprimir, entristecer,  aborrecer, no entanto ele aparece e você não consegue livrar-se dele. Assim como, também, não consegue se livrar de ações que o afetam e o fazem sofrer. Isso lhe mostra uma coisa: você não escolhe a vida! Você não é "alguém" na vida. A Vida é algo que acontece para ninguém e esse "ninguém" é você. O seu nome é só uma fantasia, como o nome "Coca-Cola"; não existe tal coisa, pois esse é o nome fantasia para um produto escuro, com gás e um sabor específico. Assim, também, o seu nome é uma fantasia; não existe "alguém" chamado "fulano" ou "sicrano", com um conteúdo dentro. Entende? Igual a Coca-Cola.

Participante: Igual a mim.

Mestre Gualberto: Não. Esse "mim" é uma fraude.

Participante: Tem que trabalhar o ego, deixar essas historinhas.

Mestre Gualberto: O ego não é real...

Participante: Então, preciso chegar a uma conclusão, ou é melhor morrer?

Mestre Gualberto: Qualquer conclusão é só um pensamento, também; não tem verdade. E não... A questão não é morrer.

Participante: Deixar de existir aqui.

Mestre Gualberto: Isso. Deixar de existir essa ilusão! Abandone a ilusão de que você existe como uma entidade separada e viva; viva o que é, na Vida. Abandone somente a ilusão de que você é uma entidade separada, no controle. Agora, há poucos minutos, alguns de vocês estavam fazendo planos de prestar um concurso. Tudo bem! São só planos. Vá lá, faça o melhor, dê o melhor de si. Mas sabendo que não tem esse "si", nem esse "melhor", nem isso vai definir nada.

Participante: Eles não escolheram esse caminho?

Mestre Gualberto: Tudo parece que foi, mas não foi. Isso porque, no fundo, parece que você veio aqui, saiu de casa, pegou o carro, veio dirigindo e tal. O problema surge quando você acredita que é "alguém" nisso, e que, se não passa no concurso, se frustra e diz: "eu não consegui". Você não pode conseguir ou não conseguir. Você não existe!  

Participante: E escolher fazer a prova ou não, pode?

Mestre Gualberto: Pode parecer que escolhe. Você tem toda essa liberdade de "poder parecer que escolhe". Um pensamento vem e diz "faça a prova", mas você não escolheu o primeiro pensamento, como escolhe fazer a prova, de verdade, lá na prática... Fazer? É só um pensamento - "vou fazer uma prova, um concurso" -  que só apareceu como um evento natural..., um acontecimento. Mas você não escolheu o pensamento "vou fazer a prova". O pensamento só apareceu e aí você disse: vou fazer! Só que não tem você, porque não é você, de fato, quem vai fazer a prova - é um acontecimento da Natureza, um acontecimento da Vida.

A Vida está acontecendo! Essa é a Liberdade de Ser o que você é: "a Vida".  A partir desse lugar, não há mais sofrimento, não há mais conflito, e as coisas são como são; elas dão certo ou errado e só têm um significado, esse certo e errado, para "alguém"  que diz: "não deveria ter acontecido assim, aí deu errado", ou "puxa, que bom, aconteceu assim, deu certo, eu consegui"! Nada disso - certo ou errado -, pois só acontece o que Deus determina, e só tem Ele na previsão de prestar concurso, de ser reprovado em concursos, de elaborar um concurso ou de pensar no concurso, fazer ou não um concurso.

É lindo isso, não é? Você não está aí; não é lindo demais? Não é uma Liberdade maravilhosa? Não há esse senso de "ser alguém", que merece ser aplaudido, ou que merece a forca porque fez algo errado. Hoje eu não sei, e não é que Eu, de fato, não saiba - Eu sei o suficiente! O suficiente é: "Eu não sei". Eu fico só com o suficiente! Eu não me importo em lembrar nenhum outro mistério. Eu sustentei um mistério básico: a Vida é linda; está tudo no lugar e tudo é Deus... Só tem Ele e pronto. Isso é saber o suficiente. Você nasceu para saber isso, nada além disso. Quem criou alguma coisa além disso, para você saber, também não sabe; está inventando, imaginando coisa.

Os sistemas filosóficos, religiosos, espiritualistas, estão assentados, todos, em cima dessa fantasia de que "é possível saber alguma coisa" além disso, desse básico, desse "eu não sei". "Eu só sei que não sei" é o básico! Todos os verdadeiros Sábios, em toda a história humana, só descobriram isso... Ficaram nisso. Foram os cientistas da mente, os investigadores do pensamento, que criaram diversos sistemas para explicar alguma coisa fora isso. Daí, eles entraram no espaço da imaginação, que é o espaço muito amplo da mente, no qual podem viajar muito, infinitamente, e, é claro, dentro da limitação de estar sempre sabendo mais, mais, mais, mais... Mas não é necessário. Só precisa saber o básico: EU SOU O QUE EU SOU!

*transcrito de uma fala ocorrida no Ramanashram Gualberto na cidade de Campos do Jordão em Dezembro de 2015 

Um comentário:

  1. Este ensinamento tem força e vida próprias, e age nas consciências.

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