terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ou você está no coração ou está na mente





O estabelecimento no Coração é o estado mais inabalado de todos; é o estado além de todos os estados. Na mente, você vive sendo abalado por crenças, imagens, ideias e pensamentos. Então, vá se estabelecendo fora da mente, dia após dia, momento a momento, hora após hora, instante após instante. Fora da mente só há um lugar: o lugar Real de se residir, morar, habitar, que é o Coração. Fora da mente você está no Coração. Assim, ou você está no Coração ou está na mente. 
Você está na mente quando está identificando pensamentos como sendo os seus pensamentos, crenças como sendo as suas crenças; quando os conceitos mentais são verdades para você – aí, você está residindo na cabeça, residindo na mente. Não é complicado trabalhar isso, mas dizer que a realização é uma coisa fácil, também, não é, absolutamente, verdade. Não é difícil porque é seu Estado Natural. Não é tão fácil porque Isso é resultado de um trabalho da própria Consciência, Nela mesma, por Ela mesma. 
Você nunca está sem Consciência, mas, na mente, você nunca é a Consciência. Identificado com a mente você é a consciência das aparições. Não identificado com a mente, você é a Consciência nela mesma. A Consciência, nela mesma, é mais estável, mais firme do que uma rocha naquela montanha.
A Consciência é inatingível; nada pode atingi-la, movê-la, abalá-la. Não é só uma tomada de decisão que torna isso possível, e por isso não é fácil; mas não é verdade dizer que é difícil, também. 
Não é fácil, mas, também, não é difícil. Difícil seria se tivesse que ser construído, mas não é, porque Isso não precisa ser  construído, Isso já está aí. Também, não é fácil, porque precisa ser trabalhado. 
Você não está fora de Satsang, se está não identificado com a  mente, no entanto, isto requer um trabalho, e, por isso, não é fácil. Até que esta estabilidade seja reconhecida como seu Estado Natural, é preciso trabalhar isso. Até que sua vida seja a vida de Satsang, é preciso trabalhar isso!

*Transcrição do trecho de uma fala de um encontro na cidade de Recife em Agosto de 2015 

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