segunda-feira, 9 de novembro de 2015

E Ele realizou a verdade



Você não sabe que é Deus, a Consciência, a Presença, o Ser, o Amor, a Verdade. Você não sabe que é Felicidade, porque se confunde com o que você não é. Você abre mão Daquilo que você É, por aquilo que você não é. 

Vocês estão comigo agora, dentro deste encontro, para desaprender tudo o que aprenderam sobre vocês mesmos. Consciência não sofre! Ser não sofre! Presença não sofre! Deus não sofre! Verdade não sofre! E porque que estou falando de sofrimento? Porque este é o despertador que a Consciência usa para “soltar”, “tirar” você deste sono, deste sonho de “ser alguém” e de ser um sofredor. O sofrimento é uma grande dádiva, uma grande Graça divina, pois nele você percebe que há algo errado em alguma parte. A princípio, você acredita que está do lado de fora disso; depois, começa a descobrir que você está dentro. Não é o mundo que o faz sofrer, que produz sofrimento. 

A sua Natureza Verdadeira é a Liberdade! Então, enquanto houver qualquer forma de condicionamento, qualquer crença, preconceito, opinião, ideia fixa, ou qualquer escolha, a Liberdade não é possível. O ponto aqui é que isso é bastante inconsciente, porque é a natureza da mente ser inconsciente. Não há lucidez na mente. Repare que na mente você é louco, pois deseja uma coisa, pensa outra coisa, faz uma outra coisa e, depois, pergunta “como fiz isso”? Identificado com a mente, você é louco. Você tem um “falar” constante dentro da cabeça que não para; fala consigo mesmo, reclama de si. Em alguns momentos, você elogia a si próprio e em outros critica a si mesmo, e tudo dentro da sua cabeça. É tão interessante, que essa voz dentro da sua cabeça não aceita que outros tenham pensamentos específicos sobre você. Você está preocupado com o que pensam sobre você, mas não percebe que aquilo que você pensa de si mesmo é profundamente contraditório e louco. 

Enquanto isso estiver presente, a Liberdade não é possível. Você tenta assumir a Liberdade, mas não pode assumi-la sem saber, de fato, quem é você fora da mente, porque, na mente, você não se conhece. Na mente, você está equivocado, em contradição, em conflito, inquieto; está num “tribunal”, produzindo provas contra você mesmo, por não querer a liberdade, e sim o encarceramento. Tudo o que você faz identificado com a mente é para lhe produzir mais e mais problemas, mais e mais sofrimento – pura inconsciência... pura insanidade, loucura. 

Eu o convidei a vir para me ouvir dizer que nada do lado de fora tem qualquer importância. Você é a importância, tudo o que importa. Você precisa encontrar esse Lugar, onde não busca nada, não pede nada, não reclama nada, não reivindica nada e não sofre por nada, porque não deseja nada... Esse Lugar que está presente, que você É em sua Natureza Real. Isto não tem nada a ver com esse movimento inquieto, tresloucado, estúpido e medíocre que a mente representa, dentro da sua cabeça, e todo esse tagarelar interno que representa aí. 

Há algo aí dentro que clama por Isso, que está satisfeito, completo. A partir do momento que há o reconhecimento Disso, que não busca nada, não precisa de nada, não deseja nada e não teme nada, o sofrimento termina, porque a ilusão termina. Isto é Liberdade... Liberdade assumida. Sabe qual é o problema, o único problema? A ideia de que há um mundo lá fora para ser vivido, entretanto ele está dentro de você. O mundo lá fora é uma ideia do pensamento. A mente produz esse mundo e vai em busca dele. Você, identificando-se com isso, é um escravo e jamais será livre, porque tudo o que você faz aumenta seus anos de prisão no “cárcere” da ilusão. Há milênios você está nisso, bem como seus pais, avós e bisavós. Toda história humana está nisso há milênios. Aqui, ou ali, acontece desse ou daquela atentar-se para algo fora disso tudo, dar um salto para fora, e aí eles dizem: “olha, ele despertou, ele acordou, realizou Deus, realizou a Verdade”. 

 *Trecho de um encontro ocorrido em Fortaleza em Agosto de 2015

 

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