sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O tempo que não se move

 


Maravilha estarmos juntos em mais este encontro.

Nesses encontros, nós estamos falando sobre a sua Essência Verdadeira, sobre aquilo que Você é, tentando essa coisa impossível que é colocar em palavras aquilo que elas não podem definir. Estamos falando desse Amor, dessa Paz, dessa Liberdade, dessa Felicidade que é a sua Essência Verdadeira, sua Natureza Verdadeira, na qual os opostos não aparecem. Portanto, a guerra, o conflito e a infelicidade jamais aparecem naquilo que Você é, em sua Natureza Divina, em sua Natureza Real, que é essa prodigiosa e indescritível Graça Divina, que contém o mundo e, também, esse “eu”, como aparições sem qualquer importância. Mesmo esse ilusório mundo, que surge com esse ilusório “eu”, aparece em sua Essência Divina, assim como uma imagem aparece no deserto. Ela pode ser vista, mas, no entanto, é somente uma miragem. Assim é essa aparição do “eu” e do mundo nessa Essência de Amor, Paz, Liberdade e Felicidade, nessa Essência Verdadeira.

Aqui, o ponto é que essa ilusória aparição é a negação por parte da mente. É aqui que nós nos deparamos com esse aparente conflito dual, com essa aparente dualidade. Por isso, existe essa constante busca – a mente em busca de mais alguma coisa – que é sempre a mesma coisa, que é somente uma negação, por parte da mente, dessa grande e prodigiosa Graça. É a mente negando aquilo que está neste instante, surgindo como uma aparição nessa Graça.

A mente está em busca de uma resposta. Talvez, no futuro ela consiga – assim ela acredita – e aí ela cria sempre novas perguntas, em busca de novas respostas, sempre acreditando que, no futuro, encontrará uma resposta. É a mente em busca de uma resposta dentro dela mesma e, então, ela cria esse futuro, nessa negação da Graça, da Verdade presente neste momento, neste instante. Não há nenhuma resposta no futuro, e não há nenhuma pergunta real acontecendo neste instante. Tudo o que a mente faz é criar essa ilusão, essa negação. A única resposta é aquela que reside nesse instante, e não é uma resposta da mente, nem para a mente. A resposta reside aqui e agora, a resposta dessa Verdade, dessa Essência, a Verdade dessa Essência, da sua Natureza Divina, que é Graça. O Amor está presente neste som; a liberdade e a felicidade estão presentes neste som; exatamente neste momento, nesse simples e ordinário momento.

A mente passa bem longe disso. Ela passa no que poderia ser, no que poderia acontecer, ou naquilo que acontecerá. Ela está sempre no futuro ou na imaginação do passado.

 
A Verdade é algo sempre presente neste instante, neste exato momento, sempre agora, neste “tempo”, que não é um tempo, porque isso não se move. Estamos falando de um tempo que não é um tempo, de um agora que não é um agora, porque isso não se move. Aqui, portanto, está este Amor, esta Liberdade, esta Felicidade e esta Paz. Isso é algo bastante óbvio, algo claro, mas o que é óbvio e claro está bem longe da mente.

É tão lindo tudo isso! É tão real! Mas isso está fora da mente. Essa prodigiosa Graça revela esse instante, esse momento, esse tempo que não se move, esse tempo que a mente não alcança, que a mente não revela. Você está aqui apenas para tomar ciência disso. Essa é a realização daquilo que Você é. Pura Graça, pura liberdade, pura Consciência!

 
A Verdade se mostra como o Amor presente, como a Liberdade presente, nessas cores que os olhos contemplam nesse instante, nesse som que os ouvidos escutam nesse instante, nessa percepção que os sentidos têm desse instante, porque tudo isso é um acontecimento dessa prodigiosa Graça, nesse “tempo” que não se move. Portanto, não é o tempo no sentido que a mente conhece. Esse “Tempo” não é o tempo da mente. O tempo da mente é a imaginação; esse “tempo” é a Presença. O tempo da mente é passado, presente e futuro; esse “Tempo” é Consciência, Pura Presença, Meditação. É esse Silêncio, onde esse som está acontecendo, as cores estão sendo vistas, e os sentidos estão inteiramente livres para operar sem a intervenção e a sobreposição do pensamento – sem essa sobreposição que o pensamento traz, produz, sobre a realidade, sobre isso que acontece. Isso que acontece sem a intervenção do pensamento, sem esse ilusório tempo criado pela mente, é a pura Realidade dessa prodigiosa Graça, desse instante. A mente, a imaginação, o pensamento, o conflito e a dualidade não entram aí. Esses contrastes entre os opostos não têm nenhuma importância aí – a luz e as trevas, o certo e o errado, o que é sagrado e o que não é, nada disso entra ou arranha Isso, que é essa prodigiosa Graça, sua Natureza Real, sua Natureza Verdadeira. Aqui, cada um de vocês nada mais é que este “Eu Sou” que sou. Este é o “Eu Sou” que Você é! Por esse motivo é que a fala não alcança Isso. A mente passa muito longe, o pensamento não tem nenhuma referência disso. A Meditação é a sua revelação.

 
A Meditação é essa habilidade de estar com essa Felicidade, com esse Amor, com essa Paz, com essa Liberdade desse som, sem qualquer ideia sobre isso. Significa escutar totalmente, sem fazer, sem ter, sem conceber qualquer ideia. É como ouvir o som que o vento faz quando corta as folhas de uma árvore próxima: nenhuma ideia, nenhuma interpretação, nenhum conceito sobre isso. Da mesma forma, é ver as cores e os objetos diante dos seus olhos sem nomeá-los, sem etiquetá-los, rotulá-los. Simplesmente formas e cores são todos esses objetos, são todas essas aparições diante deste olhar, diante deste instante, neste momento presente, neste “tempo real” que não se move. Um olhar e um ouvir sem ego. Um ouvir sem um fundo que interpreta, que avalia, que julga, que compara, que está preso em afirmar ou negar, em aceitar ou rejeitar. Isso é Meditação, o Estado Natural do Ser, o que Você é em sua Natureza Real, essa Paz sem opostos, esse Amor e essa Liberdade que não têm opostos.

Esse Amor que não tem opostos não é o amor que contém a ilusão do “amor-ódio”; essa Paz sem opostos é a que não tem a ilusão da “paz-guerra”; essa é a Liberdade que não contém a ilusão da “liberdade-prisão”; é este “EU” que não contém essa ilusão: o “Eu não-eu”. Eu falo desse “Eu Sou”, anterior à ideia desse “eu sou”.

Hoje essa fala é sobre esse “tempo” que não se move, a realidade atemporal. Essa é a sua Natureza Divina, essa é a sua Natureza Real, a Verdade da “não-separatividade”, a Verdade do “não-sofrimento”. Essa Verdade significa “não-medo”, significa “não-tempo”. Durmam com Isso! Acordem com Isso! Vivam os seus dias com Isso!

 
Vamos ficar por aqui? Até o próximo encontro. Namastê!


 *Transcrito de uma fala via Paltalk no dia 03 de Agosto de 2015
Encontros online todas as segundas, quartas e sextas-feiras às 22h - Participe! 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui o seu comentário

Compartilhe com outros corações