terça-feira, 23 de junho de 2015

A Vida em Sua Graça


É sempre algo maravilhoso essa oportunidade de investigarmos qual é o significado real disso, dessa coisa chamada Liberação ou Libertação. O Paltalk é uma ferramenta extraordinária! Essa é a facilidade da tecnologia. Que bom estarmos juntos. Nesse momento você tem esse encontro consigo mesmo. 
 
Deixe-me falar um pouco sobre a relação daquilo que permanece imutável, que é intocável, indescritível, desta coisa que nós chamamos de Consciência, com a mente, com essas impressões passageiras, intermitentes, conhecidas, como sensações, emoções, impressões dos pensamentos...

Quando você se depara com esse trabalho, quando é atraído por essa Graça a esse trabalho, você está sendo convidado, por essa Presença, a se reconhecer como Consciência. Essa relação entre Consciência e mente é como a relação entre o filme e a tela. As imagens e quadros que aparecem na tela estão sempre mudando. Os quadros mudam e as imagens mudam, sejam imagens de festa, de luto, de alegria, de tristeza, imagens em um rápido movimento e imagens em movimentos mais lentos, de cenas tristes e cenas alegres. É esse o movimento da mente, é esse o movimento do filme. Assim como a tela permanece intocada e imutável, essa Consciência também permanece intocada e imutável. 
 
Quando você vem até esses encontros, eu lhe falo sobre a sua Natureza Verdadeira. O seu foco, todo ele, está disperso nessa coisa de se confundir, de se identificar, de se ver como essas imagens. Então, você acredita que está pensando, que está sentindo, que está emocionado, que está em movimento, que está na ação. Seu foco está disperso, você está disperso nessa multiplicidade de aparições. Dessa forma, quando você se aproxima, está todo identificado e perdido nessas aparições, pois tudo o que sente, pensa e acontece para você é algo de sua responsabilidade, algo do qual você é o autor, é o pensador. A expressão alguém, ou pessoa, descreve isso. Assim, quando você vem, está disperso. O seu foco é todo esse, pois você está condicionado a confiar nisso, a acreditar nisso. 
 
Ao chegar aqui em Satsang, que é o encontro com a Verdade, o encontro com o que É, você se depara com este trabalho, que é muito estranho. Todo ele é fazê-lo questionar essa suposta realidade, essa assim chamada realidade da sua vida. Isso, a princípio, é muito desconfortável, porque eu questiono as suas certezas, as suas crenças, eu duvido delas e o ajudo a também duvidar; eu não fico sozinho nisso. Isso é tão habitual, tão forte, tão intenso, tão verdadeiro para você, que você não quer soltar isso. Você se agarra com unhas e dentes para se manter, para permanecer, para continuar em suas certezas. Esse Despertar, essa Realização, é o fim dessa coisa toda. 
 
Um Mestre vivo é algo muito estranho, é aquele que aparece nesse momento na sua vida. Ele está olhando para a tela presente e você está olhando para o filme. Todo o seu foco está nas aparições, nas intermitentes, mutáveis e limitadas aparições. Ele está vendo outra coisa, ele está olhando para a tela. Ele não o vê como uma pessoa, não o trata como uma pessoa, ele não reconhece a pessoa, não dá importância a isso. Embora ciente da tela, ele sabe que o filme também aparece, ele releva isso, mas não dá muita importância, enquanto que o seu foco, o seu enfoque, é na aparição. O Mestre é algo estranho, porque ele aparece nesse seu filme, mas não é parte dele. Ele é um portal para o reconhecimento dessa tela. Isso significa o fim desse seu próprio filme, dessas aparições intermitentes, dessas limitadas aparições, de toda essa confusão. Toda sua confusão, toda desordem que é sua vida, todo conflito existente aí, todo sofrimento presente, está nesse movimento intermitente de pensamentos, sensações, sentimentos, emoções, de ações, acontecendo nessa historinha de vida. Acompanham isso? O Mestre é aquele que aparece e aponta para essa nova dimensão do Ser, para a dimensão da Consciência, da Presença, da Liberdade, da Paz, da Verdade. 
 
A pergunta que todos tem feito ao longo de toda história humana é respondida aqui. A pergunta é se existe alguma coisa fora de toda essa confusão, de todo esse sofrimento que é a “minha” vida, de toda essa coisa absurda, essa insanidade, essa dor, esse desespero, tédio, solidão, ambição, inveja, desejo de possuir, controlar... E a resposta é encontrada aqui, na visão direta dessa Presença que Sou, deste “Eu Sou” que Sou. Essa nova visão é a visão da Realidade, da Verdade que liberta, da libertadora Verdade. 
 
Só aqui é possível essa suprema Felicidade, essa Paz que ultrapassa todas as definições, que está além, muito além, de qualquer palavra. Aqui está Deus, aqui está o Inominável, o Indescritível, a Vida em sua Plenitude, a Plenitude da Vida, a Vida Abundante, a Abundância da Vida, a Graça da Vida, a Vida em sua Graça. O Mestre vivo é uma coisa muito estranha. A sua fala está carregada, como se houvesse uma eletricidade presente, um campo de energia, essa coisa invisível. É assim o seu olhar, é assim em sua proximidade, um convite divino, um convite do “Eu Sou” para o “Eu Sou” que você é, para além do sonho, para além do sono, do filme, para além dessa intermitência, desses altos e baixos, dessa alegria e dor, desse prazer e sofrimento que é o pensamento. 
 
Assim, nesse espaço novo chamado Satsang, o seu foco é mudado, os seus supostos e seguros passos são vistos. É possível ver toda essa ilusão e abandonar esse foco equivocado, essa visão equivocada, essa ilusão da vida de alguém, de ser alguém, essa vida de movimento mental, para essa coisa nova, para essa coisa indescritível e inominável, que aqui nós chamamos de Consciência, de Deus. É bem assim. É bem isso. É só isso.


*Extraído de uma fala via Paltalk, ocorrida na noite do dia 19 de Junho de 2015 
Encontros todas as segundas, quartas e sextas-feiras às 22h - Participe -
 

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