sábado, 23 de maio de 2015

Você é um Mestre?

Seja profundamente generoso na rendição. Entregue-se a tudo, tudo mesmo, neste momento. Isso que está aí, agora, está acontecendo como um convite à sua rendição generosa. Tudo está aí para ser abraçado em seu amor incondicional, sem resistência ou qualquer forma de luta. Está aí para ser amado e visto como "isto que É", porque não há "alguém" aí, não há "você". Você não é visto aí, porque você não existe.

Participante: Você é um Mestre? Como é isso para você?

Mestre Gualberto: A transmissão da Verdade de Mestre para discípulo é só uma brincadeira Divina. Alguns estão vindo, e isso requer essa abertura, sensibilidade e disponibilidade. Não requer nenhuma preparação; apenas estar aberto, disponível, livre de conclusões ou julgamentos. A experiência de transmissão – ou Satsang – é, na verdade, a constatação de que não estamos separados. Não há ninguém como um professor, e não há aquele chamado discípulo. É quando, então, e só então, a Verdade do Ser está presente. Neste silêncio, neste sentir direto, é que essa transmissão ocorre; sem Mestre, sem discípulo e sem ensino.

Se você encarna a Paz, então, em certo sentido, dar ou transmitir a Paz é muito natural. Se nós incorporamos Alegria, nós transmitimos Alegria; se incorporamos o Amor, então damos Amor; se incorporamos Liberdade, damos Liberdade. Tudo é sentido à nossa volta. Não há volição no “dar”, ou na transmissão. É como a fragrância de uma rosa: ela é simplesmente emanada. Se o seu nariz está limpo, você pode sentir o cheiro da flor.

Participante: O que faço para me livrar de todas as minhas crenças?

Mestre Gualberto: Você não precisa se livrar das ideias, das crenças, você só precisa deixar de acreditar nelas! Nunca digo: “livre-se!” São só ideias. É como querer se livrar do ego. Eu sempre pergunto aos que me falam sobre esse ego: “onde ele está?” Isso também é só uma ideia, uma crença.

Contanto que você não acredite em suas ideias e crenças, você não está amarrado a elas, preso, acorrentado por elas. Assim, é só ver, ouvir... vê-las claramente, ouvi-las claramente, em silêncio, e, então, não há crenças, não há ego. Deixe-as em paz. Deixe-as para quem se importa, para quem gosta e as aprecia. Tem alguém aí? Não vê que tudo são ideias, apenas crenças?


*Trecho extraído de uma fala em um encontro online via Paltalk Senses em Abril de 2012

 

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