sexta-feira, 15 de maio de 2015

Seu problema existe porque você existe

 
Todo o seu problema só existe porque “você” existe (risos). Engraçado, isso? Se você insistir nisso, persistir nessa ideia, você vai continuar sofrendo, sempre tendo problemas. A ideia de existir é só o que você tem. Você não existe! Mas a ideia de "existir" é o seu problema.

O seu desafio é não ter "desafios". Se não existe a crença de ser alguém, o “desafio” desaparece. Todos esses desafios é que se tornam problemas: essa crença de que você existe, para dar uma resposta para esses desafios. Isto porque esse “você” tem responsabilidades com esses "desafios"; “você” tem que ajustar esses, assim chamados, “desafios” a um modo de conduta, de comportamento e de resposta que "lhe" satisfaça, que seja adequado a “você”, perfeito para “si” próprio. E isso é conflito, sofrimento e problema.

Mas, se você se livra dessa ideia de ser alguém, o que acontece com os problemas? Com esses “desafios” desse "eu"? O que acontece? Esse "eu", basicamente, é pensamento! Se não há pensamento, não há problema! Me mostre um problema sem o pensamento a respeito disso? Você pode se lembrar de um problema, mas agora, aqui, você não tem problema. Entretanto, você pode buscar aí na memória o problema, pois ele faz parte do pensamento. Uma situação agora, aqui, acontecendo não é um problema: é um evento, é um acontecimento, é um adequado “desafio”, perfeito “desafio”, mas não está acontecendo para “alguém”, para “mim”, para o “eu”.

Nós fomos condicionados a ter problemas. O “eu”, essa crença, dá continuidade ao “problema”, e o problema dá continuidade ao “eu”. Então, é um círculo vicioso, que se repete o tempo todo. O tempo todo se repete, mas se você pode olhar para isso e ver que é só algo produzido pelo pensamento, dentro de uma historinha que o pensamento cria - e isso é visto agora, aqui - você percebe que não há nada, a não ser uma história criada pelo pensamento. E isso é o fim do “problema”, porque é o fim do “eu”... É o fim do eu... Como pode terminar aquilo que nunca existiu?

O que termina aqui é a crença, é a confiança, é a convicção; o que quebra aqui é esse círculo vicioso. Então, a Vida é o que É, tudo é o que É. E você, como acredita existir, já não existe. Você, em sua Real Natureza, é o que É. Isso é outra coisa: Você, em sua Real Natureza, é Paz... É Silêncio... É Liberdade... É não resistência... É Amor Real, incondicional, que abraça esse momento presente, como ele se apresenta. Faz sentido, isso?

É o que chamam de Despertar! É a simples constatação de que não há “eu”, não há o “mim”, não há nada separado disso que está aqui, ou disso que acontece agora, neste presente momento. Isso é tudo... Isso é tudo!


*Trecho extraído de uma fala de um Satsang presencial em maio de 2012


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