sexta-feira, 10 de abril de 2015

Quem é o Mestre?



Nossa verdadeira natureza é Deus, nosso único Guru, mas isso não é funcional quando é apenas uma crença. Na mente você não sabe disso diretamente, não pode reconhecer isso. Na mente você jamais se reconhecerá como o Ser, como esta Presença, como Deus que você é.

Você pode passar um bom tempo nessa pretensa maturidade que, na verdade, é pura arrogância. Não importa o quanto você acredite nisso, o quanto acredite que é autossuficiente, que é o seu próprio Mestre, e como um papagaio repita essa coisa toda que andou lendo e ouvindo de verdadeiros acordados, alguns que inclusive brincam de “mestre” e outros que não brincam de “mestre”.

Assim, relaxe... relaxe... Apenas quando estiver suficientemente maduro para ver o “Mestre” você será atraído, realmente, para Ele, por esta ação da Graça. Então, e somente então, poderá ver o Mestre.

Somente a Graça pode nos fazer ver nossa própria Presença, sua Real Presença, na figura externa do Guru. Assim, o nosso Guru interno pode ser visto do lado de fora e, na verdade, Ele é a gente mesmo. Desta forma, esse amor, essa confiança e entrega acontecem naturalmente, e, então, o sentido de separação “mestre/discípulo” desaparece. Portanto, a rendição ao trabalho é ficar quieto e, simplesmente, “permitir” a Graça agir triunfalmente, revelando este autorrefulgente Ser. 

Tudo é a gente mesmo aparecendo do lado de fora, na figura do Mestre ou na figura do discípulo. Assim, como não há nenhum discípulo para um Mestre, não há nenhuma autoridade de Mestre para esse amor do discípulo. Tudo o que o Mestre vê é Ele mesmo, e tudo o que o discípulo pode ver, na visão da Graça, é a beleza do Mestre, nessa brincadeirinha divina.

Mas, se ainda não é o momento para um determinado mecanismo “corpo-mente”, a brincadeirinha da ilusão de “alguém dentro” continuará mostrando “alguém do lado de fora”. E, assim, o ego jamais verá outra coisa a não ser ele mesmo e jamais haverá um trabalho real, uma entrega real.

Um Acordado é somente o que somos - um espelho de nós mesmos, sempre. E enquanto não estivermos prontos para reconhecê-lo, a mente estará no comando e permaneceremos nessa identificação com esta entidade ilusória, em uma resistência perfeitamente compreensível. Ela terá trilhões de argumentos lógicos, perfeitos e inteligentes para dizer: - Eu já sei. Eu não preciso de nenhum Mestre – e ela está certa porque o Mestre não é para ela; o Mestre é o seu fim. 
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                                                 Mestre Gualberto


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