sexta-feira, 17 de abril de 2015

Como viver isso? - Satsang




PERGUNTA: Mas como viver esta plenitude da qual falas, se o corpo e a mente sofre as consequências de ações pensadas? E como não sofrer quando algo acontece se não podemos estar 'full time' (o tempo todo) em estado meditativo?

MESTRE GUALBERTO: A questão toda é que estamos presos na mente por estarmos identificados com os pensamentos, mas você é “full time” esta Ilimitada Presença, esta Consciência que já é meditação. Estados meditativos vem e vão. Isso não nos interessa aqui. Você está além de todos os estados, inclusive os estados de silêncio, de quietude, de paz e assim por diante.

Quanto ao corpo, aquilo que o "corpo-mente" passa ou que acontece a ele não tem nada a ver com você e sim com o destino dele. O nascimento, se é que ele pode "nascer”, assim como acidentes, doença, velhice e morte, além de tudo relativo às ações do corpo, não é uma escolha sua. O que acontece a ele é assim e ponto final. Tudo é uma decisão Divina.

Você não pode fazer nada quanto a isso. E em sua Verdadeira Natureza não há qualquer preocupação em mudar ou alterar isso ou aquilo. Isto é "problema", ou “não-problema", do corpo e não seu... O “sofrimento” é algo que está nele e não em Você. Na verdade, desde que ele nasce, o desconforto nasce. Olhe o trabalho que ele tem para se manter com certo conforto, e isso continua até o fim dele; não dá nem para enumerar aqui...

Você pergunta como viver isso que você chama de plenitude e que chamo, também, de completude? Autoinvestigação, meditação e a entrega a essa Verdade sobre Si Mesmo é a resposta verbal, mas é isso que vivencialmente vejo como fundamental. Para isso estar aí é algo que naturalmente requer esse “trabalho”, que, como sempre digo, não é seu, mas precisa acontecer, por Graça, neste mecanismo "corpo-mente" para que essa Liberdade "eu-não-sou-o-corpo-mente" esteja presente, seja constatada.

Insisto em Satsang por isso, pois como posso ver isso sozinho? Se pudesse ver, já teria visto, não teria perguntas sobre isso e não estaria procurando isso em livros ou em palavras escritas ou faladas. Assim, temos aqui dois reais impedimentos. O primeiro é passar toda essa assim chamada "vida" distraído quanto a si mesmo, por falta de um real e profundo interesse nisso, que arde como um fogo aí dentro, que não lhe deixa sossegado... e não deixa mesmo. Pergunte àqueles que estão vendo a Coisa como foi. Assim, o primeiro impedimento é não olhar para Isso, e o segundo é não se render a esse “Trabalho", não aceitar a “morte”. Contudo, isso ainda é uma ação da Graça!

Como podemos ter isso, se não estamos no momento de ver isto? Porém, se isso está queimando aí esse é o seu momento... *



* Trecho extraído de um Satsang com Mestre Gualberto em setembro de 2012


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