segunda-feira, 9 de março de 2015

O Encontro com a Verdade de Nós Mesmos - Paltalk Satsang




Olá pessoal, boa noite! E mais uma vez estamos aqui. Estamos olhando para essa não importância dessa história. Nesses encontros é isso que fazemos. Nós nos tornamos cientes da não importância desta importante história, que é a história pessoal. Damos tanto valor a isso, a essa história pessoal.

A nossa vida significa isso durante 70, 80 anos, e, algumas vezes bem menos; na verdade, muitas vezes bem menos, pois, poucas vezes, alguns passam dos 80 anos. Durante os anos, tudo o que nós obtemos é uma suposta segurança que, no fundo, é medo, girando em torno desta história, desta importante história, a história pessoal que, de fato, é uma ilusão.

Hoje, alguém fez essa pergunta: “Mestre, o que é acordar?”. Está aí, para você, o que é acordar: é ter muito claro isso, essa não importância ou a visão clara de que esta importante história pessoal, a história do "eu", é uma ilusão. Essa história do "eu" é o significado que a mente dá àquilo que acontece, que, para a mente egóica, está acontecendo somente para si mesma. Ela descreve isso como algo muito importante, mas, na verdade, é a ilusão da importância de uma história pessoal, o que termina no túmulo.

São trinta, quarenta, sessenta, setenta, oitenta anos... de medo. Tanto tempo na ilusão, nesta importante história ilusória, onde há  a constante procura de paz, liberdade e felicidade do lado de fora, vivendo à procura de algo que nunca esteve perdido, alguma coisa que nunca esteve ausente, ou longe, mas que é o  significado próprio que a mente dá àquilo que acontece. Isso criou uma cortina de fumaça, onde não se pode ver nada, enxergar nada. Então, toda essa ardência nos olhos, essa falta de ar, essa respiração ofegante é o sofrimento criado pelo sentido de separatividade, que é algo sustentado pela importância dessa história pessoal.

Há tanto medo de deixar tudo isso que chamamos de "amor à vida".  A pessoa tem muito “amor” à vida. Esse "amor à vida" é medo; medo do fim dessa história, a importante história pessoal. O sofrimento é todo esse sufoco, esse desconforto, dos olhos ardendo e a respiração ofegante nessa "nuvem de fumaça", e isso significa não-paz, não-liberdade, não-felicidade. Isso significa essa "minha" vida, "sua" vida, a vida "de todos", de toda a multiplicidade, que é essa multiplicidade de pessoas, essa suposta multiplicidade.

É, de fato, maravilhoso estarmos juntos posicionando os nossos corações nesta direção, na direção da verdade, que é algo livre desse ar não respirável de fumaça, onde os olhos ardem e falta a respiração. A Verdade é o ar fresco, essa brisa sempre nova, o ar limpo, perfumado, carregado de Graça, de Silêncio e de Verdade.

É isso que temos em Satsang, nesse encontro com a verdade do que somos. Nessa constatação, acerca da verdade de nós mesmos, é onde não há medo, onde a pessoa não carrega uma história importante, onde não há pessoa. É aqui mesmo, nesse instante, que se encontra, constata, Aquilo que aqui se encontra, que nunca esteve ausente, que nunca esteve longe. Deus é Isso. Deus não pode ser algo a ser encontrado. Se já não está presente, não pode ser Deus. Se você está em busca de Deus, algo está errado: Deus deve estar longe ou você deve estar atrapalhado.

Em sua confusão, em seu desespero, com os olhos ardendo no meio dessa fumaça escura, nessa falta de ar, você esta buscando respirar esse ar, sempre fresco e novo, de paz, liberdade, felicidade e realização, que é Deus, mas projetando isso como algo no futuro, como algo no tempo.

O tempo é parte dessa ilusão. Toda história pessoal, essa importante história pessoal, é algo construído no tempo, que veio do passado, passa pelo presente e vai em direção ao futuro. Isso é uma ilusão. Não há nada como uma "vida amanhã" ou uma "vida ontem" ou uma "vida presente". Passado, presente, futuro, o tempo é parte da ilusão do sentido de "alguém". O  sentido de separatividade imaginou, produziu e idealizou o tempo. E é no tempo que se situa essa história, essa "sua" história, essa "sua" vida, essa "minha" história, essa "minha" vida - tremenda ilusão!

Despertar, Realização, é ter claro isso: é estar nesta clareza, nesta claridade, nesse ar puro, em meio a essa brisa perfumada de Silêncio, de Paz e de Verdade. Aqui, o meu apelo a você é que SOLTE a autoimportância, desligue-se dessa história e deixe, apenas, ela ser o que é. Algo, como uma história, só tem importância na ilusão; se não há ilusão, deixa de ser importante. Você pode até fazer uma biografia, como pode contar um sonho que teve a noite, sabendo que isso tem o mesmo valor, que é, apenas, o valor de uma história, de um sonho. São somente pensamentos sendo relatados, algo sem importância, porque não há ilusão; toda ilusão se foi. Não há mais a ilusão.

Isso é a liberdade. Essa é a liberdade, neste instante, neste presente momento, da não-dualidade, da não-separatividade. Você está aqui porque esse é o seu momento: momento desta Presença, desta Consciência, desta Liberdade;  de mostrar-se, revelar-se, essa ciência da Consciência -  a Consciência ciente desta Verdade... a Verdade desta Consciência, da Consciência deste Ser, desta única Realidade, onde não há nenhuma separação, onde não há medo, não há passado, presente e futuro. Isto é acordar.

Isso é aquilo que pode ser dito, ao mesmo tempo que nada está sendo dito, porque não é dizendo que dizemos. Aqui, trata-se de constatar nesta vivencia direta e essa vivencia lhe faz silencioso, porque você sabe que não há o que possa ser dito sobre Isso. Você sabe que não há "alguém" que possa dizer qualquer coisa sobre Isso.  Ok? Vamos ficar por aqui. 


Fala transcrita a partir de um encontro via Paltalk no dia 06 de março de 2015


Encontros todas as segundas, quartas e sextas as 22h


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