segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Confiança - Satsang




Aqui, se nós tivéssemos que construir alguma coisa, daria muito, muito trabalho. Como não se trata de construir alguma coisa, eu recomendaria a vocês que apenas confiassem. Está aí um pedido muito complicado para a mente, que foi treinada na desconfiança e vive amedrontada, assustada, mas eu quero afirmar isso para vocês aqui: confiança é uma moeda valiosa. Você  precisa confiar; confiar naquilo que está além de você!

Enquanto você estiver identificado com os pensamentos e aceitar isso como sendo você, continuará na desconfiança. Olhe que coisa simples e extraordinária é isso: poder confiar, poder viver aquilo que você é, de fato, de verdade, não requer muito trabalho, porque não é nenhuma construção - é somente uma atitude interna de entrega. Contudo, não uso muito, aqui, a palavra fé, porque ela geralmente carrega aquele entendimento de rituais, cerimônias, ou um conjunto de conceitos e ideias doutrinárias. Eu uso a palavra confiança.

Temos falado outras vezes sobre a confiança, porque ela caminha junto com a entrega. Se não há confiança, não há entrega. Vocês vieram para encontrar-se consigo mesmos, e precisam de confiança... Confiança para render-se, entregar-se. Tudo é simples assim, muito simples. Nada de teorizar, nada de dar e receber lições intelectuais acerca disso. Você não precisa disso, não precisa mesmo, porque já traz consigo, e é, o Mestre e o discípulo. Você já é todas as escrituras sagradas e todas as palavras dos Sábios, de todos os tempos, que já foram ditas e que serão ditas. É só confiar e, nessa entrega, sentir e perceber isso.

Perceber, para mim, aqui, é sentir diretamente, de maneira tal que sua mente não possa mais convencer  você do contrário; de maneira tal que você saiba claramente, por si mesmo, que não há mais para onde fugir (fugir de si próprio?). Isso acontece quando você volta-se para si mesmo, com toda a força do seu coração... Não é assim? É isso... Quem está enganado? Quem vive com medo? Quem vive assim? Quem desconfia tanto? Quem tem tanto a perder? Quem é esse que acredita nisso? Quem sou eu? Deixe o mundo desabar, deixe tudo cair, todavia fique aí,  inabalável... Sem ser tocado.


Trecho transcrito e revisado de uma fala em um Satsang presencial em 2012

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