quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Paltalk Satsang: Leve tudo Mestre!



Olá. Boa noite. Sejam bem vindos a mais um encontro pelo Paltalk.

Vamos começar com estas palavras do Léo. Ele escreveu algo e vamos tornar isso público aqui.

Discípulo: Mestre, esse seu acolhimento, essa liberdade que você é e essa não necessidade de nos "possuir", o que é algo vivencial em sua presença e não uma ideia, estão evidenciando as prisões em que eu vivo e deixando muito claras as tentativas de manipulação daqueles que estão à minha volta; estão me mostrando que não há possibilidade de liberdade em ser "alguém". É somente em sua presença que posso sentir uma liberdade real. Ali não sou um instrumento para a satisfação de alguém. Você me aceita e olha para mim como eu sou, sem interesse algum, e é o suficiente. Não consigo mais querer nada menos que isso; nada além dessa liberdade. Isso criou um furacão nessa chamada minha vida, que parecia ter se acalmado, mas não, ele está bem vivo. Sei que é a Graça varrendo. Leve tudo, mestre, mas me ajude a ficar em paz, dentro do seu amor, nesses momentos em que a dor de ainda ser uma pessoa resolve bater.

Mestre: Eu queria começar dizendo para você uma coisa. Normalmente nós pensamos e este pensar é somente uma crença. O pensamento sempre nos coloca neste mundo imaginário. Normalmente, nós pensamos que viver com este sentido de separação, viver este sentido como “alguém”, é algo simples e fácil. Acreditamos que é algo simples e fácil, sem qualquer dificuldade, viver com este sentido de separatividade, carregando a ideia de ser “alguém”, e que isto não requer nenhum trabalho, dificuldade ou esforço. Entretanto, acreditamos que este estado de Presença, de ausência de separatividade, é algo que requer muito esforço e trabalho. Então, perceba: nós acreditamos que não requer esforço ser alguém, mas é exatamente o contrário.

Nós temos uma grande dificuldade, um grande e árduo trabalho, para manter este sentido de ser “alguém”, porque isso não é algo leve; é, na verdade, algo muito pesado.  Não é algo que não requer esforço, mas na verdade requer muito esforço. Manter-se como “alguém” é muito complicado, requer esforço e trabalho, enquanto que se manter livre do peso de ser “alguém” não requer nenhum trabalho, ou seja, nenhum esforço e nenhuma dificuldade, como nós conhecemos. Quando o Léo diz “(...) esta Liberdade que você (...) esta não necessidade de possuir  (...) é algo vivencial em sua presença (...)",  está evidenciando a posição como eu vivo. Portanto, carregar o peso de ser “alguém”  é algo que requer muito trabalho, muito esforço e não é nada simples.

Geralmente nós pensamos o contrário. Achamos que viver o Estado Natural, viver livre deste sentido do “eu”, viver como esta Consciência, como este Vazio, requer esforço, quando, na verdade, Isto não requer nenhum esforço. Viver como entidade separada é que requer um esforço enorme de “alguém” sentindo, desejando, julgando, comparando, decidindo e agindo;  é, então, um imaginar a si mesmo como o ser separado. Isso é algo muito trabalhoso; se olharem, observarem com calma, irão perceber isto. Viver sem julgamentos, sem opiniões, sem comparações, sem pré-julgamentos, sem escolhas, sem buscas, sem desejos, sem expectativas, sem esperanças ou desesperanças, viver sem medo, não requer esforço. Viver como esta Presença, como esta Liberdade, como esta Graça, não requer esforço. Assim, estamos diante de algo natural, simples, divino, sagrado. Estamos diante daquilo que somos.
Manter-se como ego é muito trabalhoso. O ego é muito stress, é muita tensão e luta; é muito esforço; é muito desejo; é muito medo. Viver livre do ego, viver este instante, este momento, sem imaginação, sem o passado, sem o futuro, é algo muito natural. E é sobre isto que tratamos em Satsang: estamos mostrando para você como viver sem se imaginar, sem imaginar a si mesmo como o ser separado.

Nós achamos algo muito normal, natural, nos considerarmos como pessoas. Você na verdade é esta Presença divina. Nós achamos uma blasfêmia ouvir isto, porque fomos educados e condicionados a pensar assim: que Deus é divino; que nós somos pessoas, humanos, mortais, pecadores; que somos pessoas separadas do todo – achamos isto normal. Acreditamos ser uma blasfêmia dizer que só há Deus e a única realidade presente é Deus. Você é Deus. O corpo e a mente são irrelevantes, assim como as sensações, os pensamentos, as emoções e os sentimentos; o que acontece ou parece acontecer é algo irrelevante. Só há Deus, entretanto achamos isso uma heresia, inaceitável; achamos normal nos imaginarmos como entidades separadas.  E aqui, na sua fala, o Léo diz: “Está me mostrando que não há possibilidade de liberdade em ser alguém. É só em sua presença que posso sentir uma liberdade real. Ali não sou um instrumento para a satisfação de alguém. Você me aceita e olha para mim como eu sou, sem interesse algum, e é o suficiente. Não consigo mais querer nada menos que isso; nada além dessa liberdade.”

Estamos falando em Satsang que a Liberdade é a sua Natureza Real. Entretanto, a não liberdade requer esforço, trabalho árduo e a imaginação de ser alguém; isto não é a sua Natureza Real. Aqui estamos investigando a natureza da ilusão e isto é o fim dela. Podemos investigar a natureza da mente egoica, o sentido de separatividade, esta ilusão de ser alguém. Então, na verdade, imaginar a si mesmo como um ser separado é que é uma grande heresia, uma grande blasfêmia.

A heresia é esta: “Eu sou um ser separado, eu sou alguém. Eu aqui e Deus lá. Deus em algum lugar eu aqui”. Em Satsang, estou afirmando que a sua mente é uma única realidade: é esta Consciência, que é a Graça, que é Deus, que é você. Isto, sim, é natural, simples e não requer esforço. Este vazio, que é o "não eu'', que é a Presença, não conhece esforço. Ego, pessoa, “eu” é stress, é conflito, é não Liberdade, é medo.

Nós estamos dizendo para você que no profundo, no íntimo, aí mesmo, em seu coração, se encontra esta suprema e indescritível Liberdade, e isto é algo natural. Estamos dizendo que no íntimo, no fundo, no silêncio do Coração se encontra a mais perfeita e indescritível Alegria, Amor e Paz.

Aí está a Eternidade, aí está o Supremo. Há algo que lhe traz ao Satsang: é esta memória da eternidade. Aquilo que é o anelo em cada coração. O seu único anseio real nesta vida é por Amor, Paz, Silêncio, Liberdade, Deus, Consciência. Você quer relaxar nesta beatitude, em Sat-chit-Ananda, em Ser, Consciência e Felicidade. Agora mesmo, neste encontro, você está diante deste Silêncio, desta Graça, desta Presença. Quando nós compreendemos profundamente, além da mente – esta é uma compreensão não verbal, não lógica ou intelectual – que jamais encontraremos em qualquer objeto, relação, anseio, desejo do lado de fora, esta Verdade, esta Eternidade, esta Realidade, então podemos constatar a presença Dela neste instante, além do corpo/mente/mundo. Isto é o que o seu coração anela. Seu único anelo real é por Deus, pela Verdade, que está dentro de você; que está além da mente e do corpo e de qualquer imaginação; que está além de qualquer coisa que a mente ainda possa produzir.

Mestre: Como você se sente neste momento? O que significa ouvir isto?

Discípulo: Estar em casa, Mestre.

Mestre: Você é sempre esta alegria, esta Liberdade, esta Graça, este Silêncio.

Discípulo: Isso é o verdadeiro grande livramento de Deus.

Discípulo: Só você parece que me vê, Mestre.

Mestre: Vocês são lindos. Estamos diante deste Silêncio, desta Liberdade, desta Verdade Divina que somos.

Ok. Vamos ficar por aqui. Valeu pelo encontro. Namastê.



Paltalk transmitido no dia 03 de Dezembro de 2014  (transcrito e revisado)
Encontro todas as segundas, quartas e sextas pela internet, via o programa Paltalk Senses.
Participem!

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