terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Paltalk Satsang: É preciso ter uma aproximação inteiramente nova!


Boa noite! Sejam todos bem-vindos a mais um momento de Satsang pelo Paltalk.

Aqui, aquilo que é mais importante é esse encontro. Não é a fala que acontece nesse encontro, esse encontro chamado Satsang. Esse lugar é sempre esse único lugar, o lugar aonde nós nos encontramos sempre uma vez mais. Sempre mais uma vez abertos ao que é. Esse único lugar que sempre é. Esse lugar eu chamo de Presença.

Presença é aquilo que nunca está ausente. Esta Presença é aquilo que ocupa, que preenche todo esse maravilhoso jogo, esse jogo convincente que é o jogo da ilusão. Não há nada separado desta Presença. Ela preenche tudo. Maya é uma manifestação ainda desta Presença, e isto dá um nó no intelecto. Você não pode se aproximar disso no intelecto ou ficará mais perdido que cego em tiroteio.
É preciso ter uma aproximação inteiramente nova. A ilusão está nesta ideia de um mundo “exterior”. A ilusão é apenas isto: uma ideia, uma crença, um conceito mental. Quando você se separa desta ideia, e estamos dizendo a você neste encontro que você não está separado desta ideia, como um pensador pensando sobre isto, acreditando, conceituando, vendo este mundo externo.

Parece um pouco confuso isto. O próprio intelecto produz uma confusão e o que é simples parece confuso. Este intelecto em nós é altamente treinado no que diz respeito ao que é, ao que claramente se apresenta, pois você não tem como se aproximar da verdade pelo intelecto. Percebam que estamos desafiando você ao despertar da Sabedoria, desta Realização. Aquilo que eu chamo de florescer desta consciência. A Consciência deste Consciente, desta Presença.

Então observe isto: esta crença neste pensador cria este mundo “exterior”. Então nasce um mundo de coisas, lugares, pessoas, esse pensador lança para fora como algo separado dele esse mundo objetivo. Isso tudo é uma crença: o pensador e o mundo que ele projeta para fora dele. O pensador é uma crença, o pensamento como algo separado deste pensador é uma crença. A única verdade é o pensamento acontecendo sem o pensador. A única verdade é a vida acontecendo sem um pensador. A única verdade é o mundo acontecendo sem o pensador. Isto significa um mundo não imaginário. Isso significa a vida não imaginada. Isso significa o pensamento como ele é.

Quando este pensador surge, aí surgem os problemas, porque ele quer mudar o que é. Ele faz uma sobreposição com o seu mundo imaginário a esse mundo presente. Ele faz uma sobreposição com uma vida imaginária a essa vida presente. Ele faz uma sobreposição através de desejos, crenças, opiniões, sobre o pensamento presente, sobre aquilo que simplesmente está acontecendo. Então nós temos esta presença ilusória. Esta presença ilusória é Maya, é a ilusão desta separatividade. E mesmo assim, isto tudo está acontecendo nesta única realidade que chamamos de Presença. Não esta ilusão imaginária, não este sentido de alguém, não este pensador. Estamos falando desta Consciência, desta Presença Real que nunca está ausente.

Depois nos vemos em apertos, em complicações, em dificuldades, porque estamos identificados com esta ilusão, estamos perdidos nesta ilusão, confundidos com ela criando uma vida imaginária para esta ilusão, esta ilusão do “mim”, do “eu”, desta pessoa que sou “eu”. Estamos trabalhando o fim desta ilusão, o fim deste sentido de separatividade, o fim da ilusão do pensador, o fim da ilusão deste mundo “exterior” no qual a suposta pessoa está vivendo, o suposto pensador está vivendo. O fim disto é a libertação.

É esta Liberação, ou Iluminação, ou Realização de Deus. Afinal onde é que está esta mente? Aonde está esta mente onde nossas vidas estão inteiramente baseadas? Onde está este “mim”? Quando realmente olhamos, que é o que estamos fazendo juntos em Satsang, tudo o que podemos encontrar é uma aparência, uma aparição. E quando nos deparamos com este vazio mais profundo, não tem alguém ali.

Este vazio mais profundo é a plenitude total, e você como consciência não está separado disso. Então estamos sempre dizendo que não há um você nisso tudo. Esse “você”, esse “mim”, esse “pensador”, esta “pessoa” é uma fraude. Isto é bastante natural. É algo Divino, algo Real. Esse é o Despertar, esta é a Realização.

É esse mistério além de todo o entendimento e toda a compreensão, a Verdade além de toda possibilidade de compreensão. Vocês precisam desistir de compreender isto. Apenas vivenciar. Deus é vivencial mas não é compreensível. A Verdade é vivencial, mas não compreensível, explicável ou razoável. Intelecto e razão não podem alcançar isto.

O problema é que somos muito inteligentes, mas Deus não é para os inteligentes. A inteligência neste mundo “exterior”, a sabedoria neste mundo “exterior”, neste mundo criado por este sentido de separatividade é uma tremenda loucura. É algo muito complicado e a verdade é muito simples, muito natural. O Amor é algo simples, é algo natural, enquanto que o desejo é algo complexo e muito artificial.

Nossa vida baseada no intelecto está assentada na ambição, na busca por mais, no desejo, na complexidade do desejo, na busca de uma realização, que para o intelecto significa preenchimento. O desejo é aquilo que lhe coloca como esta entidade separada no tempo, que basicamente é medo.
Quando falo deste amor, não falo de algo que tem um oposto. Desse Amor que é simples e natural. Esse amor que conhece um oposto ainda é parte de um desejo, ainda está dentro do medo. Ainda tem alguém nisto. É pelo desejo que alguém se esforça, realiza um sonho, faz suas escolhas, acumula e se torna alguém especial deste mundo “exterior”. Percebam isto, a ilusão disto, a frustração presente nisso. Uma vida neste desejo, amor, medo.

Enquanto que nós lhe convidamos a perceber a verdade deste amor sem oposto. Esse amor que é sinônimo de Liberdade, Paz, Felicidade, Consciência, Presença, aonde todo este jogo de ilusão é visto apenas como uma aparição, algo inofensivo porque não tem mais alguém nisto. Não tem mais esta ilusão, a ilusão deste “eu”, deste ego.

Como está isso aí para você? Estão nós voltamos sempre a este ponto aqui: essa continuidade da pessoa, a ilusão deste pensador funciona mantendo isto, este maravilhoso jogo da ilusão. Então este “eu” diz: não quero morrer. Para a mente, isso é muito desesperador.

Nós passamos a vida toda agarrada a este sentido de “mim”. Nós passamos a vida inteira agarrados a este sentido do “eu”, e a mente tem muito medo de perder isto. Por isso é que há muito medo da morte física, a morte do corpo. Isso é o fim deste “eu”, da minha vida, minha história, minhas conquistas, meus desejos, meu amor, minha realização e nós não queremos perder isto. O que será de “mim”, deste “eu”? O que será deste pensador sem este mundo “exterior”, sem esta sua criação?
Pergunta: Mestre, aprendemos na escola que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo, mas isto me parece uma fraude, pois não tem 2, certo mestre?

Mestre: Isto está muito intelectual. Façam perguntas simples, o que isto tem a ver com o que estamos falando? Enquanto a fala se desenrola em Satsang, vocês levantam perguntas que não têm a ver com o Satsang. A mente de vocês é muito barulhenta. Venha para o presencial que você vai ganhar muito mais.

Pergunta: Você sempre fala mais do que não é o Ser, e menos do que é o Ser!

Mestre: O que significa isto? O que se pode falar do Ser? Vocês acham que se pode falar algo do Ser? Tudo o que nós podemos fazer em Satsang é investigar a natureza da ilusão. O fim desta ilusão é o Ser. Não podemos falar nada sobre Deus, sobre a Verdade, sobre a Realização. Só podemos realizar e viver isto. Aqui se alguém fala, é porque não sabe.

Em Satsang nós não investigamos o que é, nós investigamos a ilusão daquilo que parece ser. O que parece ser pode ser investigado, o que é não. Podemos investigar a ilusão das crenças, das opiniões, dos julgamentos, desse sentido de separatividade. Agora não podemos tocar naquilo que é indescritível, inominável, que está além da mente. A realização disto é possível, o falar sobre isto não.

Chegamos ao final do nosso encontro. Até o nosso próximo encontro.

Namastê.

Fala transcrita e revisada a partir de um encontro via Paltalk Senses no dia 26 de Novembro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas as 22h - Participem!
 

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