quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Paltalk Satsang: Deus é a única realidade!




Olá, pessoal. Boa noite. Sejam bem vindos, mais uma vez, nesta noite de segunda-feira, a mais um encontro no coração, mais um encontro com a verdade. Este é o significado da palavra Satsang: encontro com a Realidade, com o que É. E aqui temos a oportunidade de passarmos alguns minutos juntos com o coração voltado para esta liberdade, para esta única e inigualável Verdade.

Todas estas falas são espontâneas. Estamos falando com você a partir deste lugar, a partir deste espaço, e, ao mesmo tempo, dentro dele, sendo ele. Deste mesmo lugar, você também nos escuta.  A Verdade não conhece a separação entre sujeito e objeto, entre aquele que vê e o que é visto.

Assim, estamos sempre diante de algo muito direto, de algo “nosso”, de algo real. Deus é a única realidade, é esta Realidade sempre presente, além da noção mental que temos de tempo e espaço, além da ilusória noção que temos entre aquele que vê e o que é visto, entre pensamentos e pensador, entre ação e autor da ação. É importante nós investigarmos tudo isso e isso é o que fazemos em Satsang.

Satsang tem dois elementos fundamentais: o primeiro é a autoinvestigação, ou investigação direta (pura investigação), que acontece quando olhamos para estes aspectos ilusórios da mente. Então, fazemos uma investigação verbal e isto tem um poder de sair do campo do intelecto para nos fazer vislumbrar, de uma forma direta, além do intelecto, a verdade daquilo que está sendo dito.  

O segundo elemento é a entrega. Portanto, esses são os dois elementos fundamentais: a autoinvestigação e a entrega. Na autoinvestigação, percebemos a ilusão desta tão conhecida mente egóica; isto em nós que carrega o sentido de separatividade. Outra coisa é esta entrega, que significa devoção à Verdade, significa se devotar à Verdade. Quando há o "queimar" pela Verdade, isto fica facilmente compreensível. Fica muito simples ser compreendido, porque também não precisa do intelecto, não precisa deste elemento que está sempre calculando, analisando, vendo o quanto isto pode lhe dar prejuízo ou lucro; é isto que o intelecto sabe fazer muito bem.

Quando há em nós este queimar pela realização da Verdade (o que chamamos, nestes encontros, de constatação da Verdade), fica muito simples o que, aqui, nós chamamos de entrega, devoção.  Realização, Despertar ou esse novo modo de viver, que é a própria vida, é algo que acontece em razão desta entrega e desta investigação. Então, é possível o despertar da Sabedoria, que é sinônimo de Paz, de Amor, de Liberdade, de Felicidade, de Verdade, de Consciência. Assim, não temos mais a distorção que essa mente egóica, que essa mente separatista, que a ilusão deste “eu” cria. A percepção do corpo, da mente e do mundo, toda a experiência que você tem daquilo que nós chamamos vida é a experiência da mente no mundo. Em Satsang, tudo isso é colocado em palavras, com o propósito de estarmos juntos nesta investigação e nesta entrega.

Esta clareza nos toca, através da fala e do silêncio, nestes encontros, porque há este queimar por Isto; há esta fome, esta sede, este empenho por Isto. Quando Isto chega, fica claro o que pode ser "aprendido" por meio destas falas (não na cabeça, não no intelecto, mas em nosso coração):  a real possibilidade desta Verdade, desta Realização. Começa a ficar claro que toda a noção de separação é apenas uma ilusão mental, uma crença, uma ideia. Então, aquilo que se apresenta em nossa experiência diária, como corpo (que aqui são as sensações agradáveis e desagradáveis, de prazer e dor, oriundas da percepção sensorial, por meio da visão, audição, paladar, olfato e tato), mente (que aqui são as reações de memória, sentimentos, emoções, pensamentos, e assim por diante) e mundo (mundo, aqui, são pessoas, lugares, coisas, eventos, situações), todas essas experiências acontecendo de acordo com essa percepção que temos da vida, começam a ficar claras, não mais intelectual, teórica ou verbal, mas, sim, de uma forma direta, não havendo separação, não existindo um sujeito nesta experimentação, um sujeito que experimenta o mundo.

Nesta clareza há o direto e simples experimentar, sem o sujeito. Quando isso aprofunda naquilo que eu chamo de Meditação, que é esse Estado Natural assumindo esse organismo, esse mecanismo, o sofrimento termina; o medo termina. Este é o Estado Natural para cada um de nós. É assim que o acordado vive: não há mais a ilusão da separatividade, de um experimentador na experiência corpo/mente/mundo. Então, não há mais medo, não há mais sofrimento. Você nasceu para realizar Isto, para realizar o que você é.

Saber qualquer coisa sobre Isto, verbalmente, teoricamente e conceitualmente, como uma ideia, não funciona e não é real. Aqui, estamos falando que esta única realidade presente é o Estado Natural, no qual o corpo, a mente e o mundo aparecem e desaparecem.

Quanto aos pensamentos, imagens, sentimentos, sensações, sabores, aromas, texturas, etc., nós temos a ilusão de estar experimentando tudo isto como “alguém”; esta é a ilusão da separatividade e a base de todo o sofrimento e conflito. Além disso, a ilusão de ser “alguém” é a base da leitura artificial, presa a todo o tipo de conceito e crença, ligada a todos estes padrões tão conhecidos de todos nós. E assim vivemos separados desta Realidade, Felicidade, Amor e Paz Divina. “Nossa vida” é inveja, medo, ciúme, desejo, ansiedade, preocupação, antecipação, imaginação; isso é conflito, sofrimento, miséria.

Portanto, nosso convite em Satsang é para que você realize esta Verdade do Estado Natural, aquilo que você é, e para que se liberte das leituras que a mente faz e do sentido ilusório de ser “alguém” na experiência, que filtra, particulariza e personaliza todas as experiências, como se a vida estivesse acontecendo para “alguém”, para este “mim”, para este “eu”. Então, toda a ideia que você faz de si próprio é esta ilusão da mente separatista, num movimento de crenças, opiniões, julgamentos, conceitos, preconceitos e avaliações sempre ligados a esta suposta identidade que você acredita ser: este “mim”, este “eu”. Nessa ilusão não existe nunca a liberdade de ser a Vida, com toda sua vivacidade, sem ser “alguém”, sem um experimentador, sem uma pessoa presente; é você confundindo-se com uma história que o pensamento conta e que esta suposta identidade presente tem para contar.

Não existe “alguém”, apenas a crença, a ideia, a imagem, a imaginação. Então, essa assim chamada “sua vida” é esta imaginação, uma imaginação em conflito com a realidade. Alguns vêm a mim e perguntam sobre a realidade daquilo que estão vivendo. A Vida é real, porém a interpretação que você faz daquilo que acontece, e que chama de vida, não é real, pois está baseada neste fundo, nesta ilusão. No Oriente, na Índia, eles chamam de maya esta ilusão, que é apoiada nesta base imaginária, neste centro imaginário, nesta suposta pessoa.

As falas, aqui nestes encontros, não são falas da mente para a mente; é somente uma fala acontecendo, dizendo “nada com coisa nenhuma”, pois não há nada para ser dito, nem ninguém para ouvir ou dizer alguma coisa. Então, nós ficamos aqui, apenas cantando esta música, apontando para este ilimitado, indescritível e sempre presente desconhecido, o inominável, que nós chamamos de Consciência, de Presença, de Ser, de Deus. Estamos falando com você acerca desta oportunidade única, que é única porque a sua vida é somente a sua vida. Porém, paradoxalmente, não é a “sua” vida; é somente a vida acontecendo, se expressando neste mecanismo, ao qual foi dado um nome. Há uma história, um destino ligado a este mecanismo, mas você não é esse nome, nem esta história. Você é a vida presente e aqui estamos trabalhando este despertar, este florescer, o constatar disto. Então, esta Felicidade, Paz, Amor, Verdade, Ser, Presença, Deus, é possível, não como uma crença ou uma teoria.  Na Índia, eles chamam Isto de Liberação; aquele que realiza Isto eles chamam de Jivamukti, palavra empregada para aquele que realizou este Estado Natural, ou Jnani, aquele que está liberto em vida; é aquela rosa que não é mais botão, é aquela flor que desabrochou. Estou falando de você, daquilo que é você. É fundamental mergulhar nisto, dedicar sua vida inteira a este trabalho, porque você só tem isto para fazer, para realizar nesta vida, que é realizar Deus, realizar esta libertação.

Você está aqui para curtir, para desfrutar desta Presença, desta Bem-aventurança, deste Estado Natural. Na Yoga eles chamam de Sahaj Samadhi, o Samadhi natural.

Pergunta: A ideia de dedicar a vida a isto é abandonar todos os projetos e desejos?

Mestre: Sim. Todos os projetos e desejos só são possíveis para quem ainda está na busca de algo. A ideia de Liberação, Libertação, Realização, é o único real projeto e real desejo, que explode todos os outros projetos, que realiza todos os outros desejos. Ao realizar Isto, não há mais a particularidade de um outro projeto, nenhuma realização do lado de fora.

Pergunta: Porque nos reunimos virtualmente? Satsang virtual está na Graça?

Mestre: Nós não nos reunimos virtualmente. Nossos encontros são presenciais. Satsang significa encontro presencial com o que é, diante da Presença, da Graça, Daquele que está livre, compartilhando este Estado Natural. Este é o real Satsang.

Uma vez que fique compreendido o significado de Satsang, o Satsang fica realmente claro no encontro presencial, não havendo mais o "Satsang virtual". Satsang é sempre este contato direto com a Presença; é um trabalho direto que é possível, somente, quando há o contato com o Mestre, com o Guru. Qualquer outra coisa é apenas algo teórico. Estas falas aqui, agora, neste instante, não significam nada, pois são somente mais falas. Assistir a vídeos e ler livros assume um real significado quando tem um trabalho real acontecendo, quando o Guru aparece. O Mestre aparece quando o discípulo está pronto. Portanto, isto aqui não é Satsang e somente quando há o encontro presencial é possível ter este encontro virtual.

Este encontro virtual, aqui pelo Paltalk, torna-se muito real para os que estão em encontros presenciais, porque estão de fato neste trabalho, neste contato direto com a Presença do Mestre.

Recomendo a todos vocês: venham ao presencial. É aqui que a coisa começa. É diante deste Silêncio, além do toque físico e do olhar do Mestre, no encontro presencial, que o trabalho acontece, diretamente com cada um. Em Satsang presencial há uma ligação, um contato e um trabalho direto da Graça, que é a Presença do Mestre, com cada um. Não há separação entre Guru, Graça, Deus, Verdade e Consciência.

Pergunta: Mestre é onde tudo começa e acaba ao mesmo tempo?

Mestre: Sim. O Mestre é onde tudo começa e termina. Realização é ser o que você é e isto significa ser um com o Guru. É desaparecer nele e se tornar um. Este se tornar um significa assumir esta Consciência, mas não teoricamente, como um conceito ou crença, mas como uma verdade indiscutível, insofismável.

Vamos ficar por aqui. Valeu pelo encontro. Namastê.


Fala transcrita e corrigida a partir de um encontro via Paltalk Senses do dia 24 de Novembro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas as 22h - Participem!

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