sexta-feira, 14 de novembro de 2014

SATSANG – ACOLHA O QUE VIER, NÃO FUJA DISSO!



O que sobra, o que resta, é aquilo que sempre está presente como o fundo de toda experiência. O fundo da experiência da depressão ainda é Amor e Paz; o fundo da experiência do medo ainda é Amor e Paz; o fundo da experiência da ansiedade ainda é Amor e Paz. Isso (depressão/medo/ansiedade) é periférico, está na superfície, não na profundidade. Para isso ter força de continuidade, é preciso uma ilusória entidade que mantenha uma sobreposição, uma realidade além daquilo que se mostra; uma crença, uma ideologia.

A ênfase sempre aqui é: acolha o que vier, não fuja disso! Você só pode fugir através da ideia de que “aquilo que é” não deve ser; de que não deve estar ali aquilo que ali está. A separação surge nesse dualismo e, então, a fuga acontece. Uma fuga impossível, porque aquele que cria a ilusão da separação jamais escapa de si mesmo. Acompanhem isso: é uma ilusão! Muito convincente, persuasiva, recorrente, de grande habilidade, mas, mesmo assim, é uma ilusão.

Satsang é a confirmação do “que é” nisso que acontece neste instante. Assim sendo, Satsang é estar presente com o “que é”. Não importa o que aparece; aparece para logo desaparecer nisso, que é Paz e Amor, que é a essência dessa única experiência, onde todas as experiências acontecem.

Ser não requer habilidades, porém a ilusão de não ser precisa da habilidade do esforço, da intenção, da motivação, do desejo, da fuga. Ser é algo natural - é impossível não ser. A infelicidade requer a necessidade de um grande esforço - a felicidade não requer nenhuma habilidade, nenhum esforço. Se você entra fundo aqui neste instante, sem resistência ao “que é”, não importa a dor dessa experiência particular, no fundo está o Amor e a Paz, que é a natureza divina de toda experiência. A experiência mais amada, a mais dolorosa, a mais infeliz, só parece ser assim para esse sentido de uma resistência que rejeita, a qual vem e vai. Tudo vem e vai naquilo que não muda.

Permaneça no coração de todas as experiências e você encontrará essa única experiência, a essência dessa única experiência, que é Amor e Paz. Amor e Paz são outras palavras para Silêncio, que é a sua natureza, que não requer nenhum esforço. Esse Silêncio, que eu chamo de Felicidade, não é prazer, não é satisfação, não é uma sensação, é somente Silêncio.

Isso é meditação no seu estado natural. Não é uma prática, pois uma prática requer alguém para meditar, requer um meditador. O que acontece é que o meditador inicia a meditação, e quando ele termina, então a meditação termina. Só parece ser assim. É uma grande ilusão ser meditador.

Não há meditador, só há Meditação, só há Silêncio, só há Paz e Amor, só há Felicidade, só há Liberdade. Isso não é você como acredita ser. Isso é Você! É Você fora de todas as crenças, todas as ideias, conceitos, posicionamentos...

Assim sendo, quero repetir novamente isso: não está separado deste presente momento aquilo que é Real, que é a Verdade.

É isso aí!

Fala transcrita e revisada a partir de uma fala em um encontro presencial.

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