terça-feira, 18 de novembro de 2014

Paltalk Satsang: A base desta estrutura é o medo


 
Sejam bem vindos a mais um momento. Mais uma vez nos encontramos neste não espaço; no Vazio. Bem-vindos à Vida, ao mundo em sua Totalidade. Bem-vindos à Consciência.

Este lugar, para o qual você é convidado a estar, é o não espaço, é esta não localidade, é este mundo real em sua totalidade, onde não há, e nunca houve, nenhuma separação. É  este o lugar onde sempre nos encontramos.

Somente aqui é possível esta Paz, a Paz que todos vocês estiveram buscando, mas nunca puderam encontrar. Porque  não puderam encontrá-la  até hoje? Porque até hoje não aprenderam a olhar para ela. A partir deste momento, vocês encontram-se neste Espaço e aqui está esta Paz, porque agora estão olhando para ela. Esta Paz nunca foi perdida; não é uma possibilidade de existir algum dia, não é uma possibilidade de futuro. Esta Paz não é algo a ser encontrado no final, é algo que está presente logo neste primeiro passo, neste salto inicial, que é estar aqui neste encontro. A verdade é algo presente neste salto inicial. Mas é preciso ir além do mundo, deste mundo que não é a Totalidade; deste mundo parcial;  deste mundo de ideias, de crenças; deste mundo louco, onde somos escravizados e experimentamos a escravidão da ilusão.

A base desta estrutura é o medo. É assim que nós vivemos e morremos. Isto é o mundo do ego; é o mundo da ilusão. É maravilhoso estarmos aqui vendo o jogo deste mundo, este mundo de crenças, de ideias, julgamentos, desejos, fugas, medo. É maravilhoso ver o quanto este mundo é convincente, o quanto este truque é convincente. É maravilhoso estarmos desidentificados disto; não estarmos mais nesta posição de prisioneiros.

Esse é o convite em Satsang: a esta liberdade, ao seu próprio ser; um convite à sua própria vida, ao mundo em sua totalidade, a essa vida real, a esta completude. Eu não falo de um mundo exterior, nem de um mundo interno; falo de um mundo que é Deus. Nele você não é mais um pensador pensando os seus pensamentos; nele você não é mais uma pessoa, com sua história, presa a essa ideia de ser alguém no mundo, ou alguém em relação com o mundo de objetos, coisas e pessoas do lado de fora.
Agora não há mais um pensador, não há mais o sentido de alguém que faz, de alguém no controle. Eu falo deste Estado Natural, onde não há nada lá fora, nem nada aqui dentro. Eu já falei com vocês, aqui e inúmeras vezes, sobre a ilusão, esta primária ilusão, que é o sentido de um eu pensador, um eu fazedor; de um eu que decide, que controla, que resolve, que sabe. Ela é apenas um pensamento, somente um pensamento, uma imagem aparecendo neste campo indescritível que é a Consciência. Percebam isto: cada um de vocês é apenas uma crença, um pensamento, uma ideia, uma imagem.  Quando vocês falam de si mesmos, estão falando desta fraude, desta ilusão.

Nós estamos apontando para algo real, para este vazio mais profundo que é esta plenitude total, que é esse não espaço, este mundo em Totalidade. Você não está separado disso; você é Isso, o que significa dizer que não há um "você separado" nos investigando aqui. Nós nunca vemos Isso. Nunca conseguimos ficar cientes disso, embora em alguns momentos, alguns “breves momentos”, tenhamos alguns lampejos desta Totalidade, desta completude, deste vazio mais profundo, desta plenitude total, deste mundo em Totalidade. Entretanto, é algo muito breve, porque você logo se recompõe, ativando todo o seu padrão ilusório, com todo o seu maravilhoso jogo.

Reparem que toda essa pressão que a mente faz é um grande jogo dela. Vocês acreditam que há um mundo real do lado de fora, com pessoas reais do lado de fora, quando, na verdade,  deparam-se com a própria mente, fechando o cerco. É um grande jogo. A mente, em desespero, cria todo o tipo de pressão para arrastar vocês e trazê-los de volta para o mundo dela. Quando eu me dirijo a vocês,  falo da Realidade, desta Verdade, daquilo que se mantém imutável. Quanto à mente, ela levará vocês, mais uma vez, para maya.

Discípulo: Parece uma segunda Natureza...

Mestre: Na verdade, é uma ilusão de uma segunda Natureza, mas uma ilusão muito convincente, muito persuasiva, muito habilidosa.

Discípulo: Sou como um personagem no grande sonho de Deus?

Mestre: No grande sonho de Deus, tudo são somente aparições. Tudo é visto como aparições. Esse personagem aqui significa alguém representando algo, isso não é real. A Verdade é que são apenas aparições e não tem um personagem, ou dois, ou dez; só tem ele aparecendo, nesta ou naquela forma. Tudo é esta Presença, tudo é Deus. Tudo é essa única Verdade. Quem faz toda essa separação é o intelecto.

Discípulo: Quando estamos no Paltalk, podemos sentir a Presença?

Mestre: Certamente que sim. Esta Presença está agora, aqui, neste instante, sempre em Satsang, sempre quando nós estamos neste encontro. Satsang significa encontro com a Presença, com a Graça, com a Verdade. A Presença se manifesta, sim, através e além das palavras,  assim como no Silêncio. Esta disposição interna, esta disposição do Coração, de estar em Satsang coloca você diante desta Presença, neste sentir, direto, a Presença. Sentir a Presença é ser a Presença; é estar mergulhado na não separatividade, na não dualidade. Sentir a Presença é estar fora deste limite da mente e do conhecido; estar fora desta pressão, desta opressão do sentido egóico.

Todo o nosso olhar se volta para o Mestre, quando está focado no Coração, focado neste espaço, neste Silêncio, nesta desidentificação com a mente e com seus movimentos: memórias, lembranças, crenças, posicionamentos, incertezas; toda esta confiança e arrogância que a mente tem. Esta é a real Meditação. Aqui Meditação é esta Consciência, é este olhar para a Presença, para a Verdade.

Mais do que esta fala, aí está a Presença, que está além da mente; que está além do medo, que é a mente.

Vamos ficar por aqui. Valeu pelo encontro. Namastê.

Fala transcrita e revisada a partir de um encontro via Paltalk no dia 10 de novembro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas a partir das 22h! Participem!

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