domingo, 2 de novembro de 2014

Paltalk Sangha: A entrega ao Guru é uma entrega a si mesmo!



O objetivo de nos reunirmos em Sangha é fortalecermos esse foco, é olharmos nessa direção, é nos voltarmos, de coração, para isso que o Mestre nos aponta e que ele tem trabalhado conosco em encontros presenciais, por meio do Paltalk, por meio das redes sociais e por meio do Whatsapp. Desta forma, nós nos aproximamos de coração, cada vez mais atraídos e entregues a esta Graça.

No encontro da Sangha, como sempre coloco, eu (TOM), que acabo ficando com 
o microfone, abro também para perguntas, porque fico muito à vontade em compartilhar isto que eu nem sei o que é, justamente pelo fato de eu nem saber o que é isto. Se eu soubesse o que é isto que compartilhamos aqui, eu poderia ficar preocupado em dizer alguma bobeira, em cometer algum erro e em dizer algo que não seria a verdade, por não estar de acordo com a perfeição métrica da iluminação. Mas, como não há nada disso aqui,  há  simplesmente esse compartilhar despretensioso, amoroso e completamente ignorante. É apenas uma fala, mas aquele que fala não se importa nem em saber sobre o que está falando de fato, pois ele aponta, apenas de coração entregue a esta presença e compartilha isto. E se isto fizer algum sentido aí para você, se isso tocar de alguma forma em seu coração, é porque isto já é você também, é porque isto já está presente ai. Então nós vamos levando isso desta forma, essas falas do encontro da Sangha.

Caso alguém queira fazer perguntas concernentes a este trabalho e como ele tem sido processado aqui, o que posso falar é sobre as impressões presentes aqui, a respeito deste trabalho.

Participante: Tom, o Mestre sempre fala que tudo é a Graça que faz, que só devemos nos entregar e não atrapalhar. Tem como a gente contribuir para esta entrega ou a entrega também é algo da Graça?

TOM: Nós não podemos separar a Graça daquilo que somos. Só há uma única realidade presente em tudo, uma única vontade, e esta é a vontade da Graça, nós somos esta vontade. Então, não há como nos separarmos da Graça. Nós somos a obra da Graça. Nós somos esta Graça. Então se não houver uma disposição de entrega, não digo a própria entrega, se não houver uma disposição, disponibilidade, para que esta entrega possa acontecer, ela não irá acontecer. À medida que você permanece em Satsang, a coisa vai ficando cada vez mais estreita. O que quero dizer com isto? Quando nós chegamos em Satsang nós temos muitas ideias, muitas crenças, até mesmo acreditamos que sabemos de forma clara o que estamos buscando afinal. Então, chegamos muito acelerados, muito agitados e inquietos. E é justamente esta inquietude, esta agitação e este vazio que nos incomodam e que, de alguma forma, nos empurraram para Satsang. Ou seja, este incomodo, este vazio e esta inquietude são uma obra da Graça; uma obra da Graça nos empurrando para irmos em direção a algo completamente novo, porque o velho e o conhecido não estão nos dando resultado. Então nós nos voltamos e nos deparamos com um Mestre. O Mestre nos encontra nessa caminhada.

A partir do momento que somos encontrados pela Graça, a Graça em nós reconhece a Graça na presença do Mestre. Só há uma atenção presente, não importa do que chamemos essa atenção, de Tom, de Marcos,  de pessoas, etc. A atenção é uma única atenção, no entanto esta atenção se expressando neste corpo, que é a Graça, aí se encontra confundida com uma história pessoal. Este corpo coletou informações, registros, experiências, desde a sua infância, desde o seu nascimento,  acontecendo as  sinapses cerebrais que irão determinar suas crenças, ações, atitudes, atividades, gostos e desejos. Tudo isso, ali na infância, já determinado, decorrente das experiências que esta atenção aí vivenciou. Esta atenção que é a Graça, confundida com uma história pessoal ligada a este corpo, encontra-se confundida, além  de distraída com desejos, vontades, sonhos, buscas e procuras, porque acredita ser alguém; acredita ser uma pessoa. Esta atenção aí fixou-se, cristalizou-se, contraiu-se neste corpo, vendo-se através do reflexo de uma autoprojeção, como sendo alguém, um eu, e confundida, é claro.

No fundo, lá no seu íntimo, você sabe que tudo aquilo que busca para trazer  satisfação pessoal,  alegria,  plenitude e felicidade, é um caminho natural da busca desta atenção aí presente. E você sabe, no seu íntimo, que tudo aquilo que  busca não irá lhe trazer isto verdadeiramente, irá lhe trazer somente experiências momentâneas. Como, por exemplo, as experiências de alegria no momento em que você conquista o cargo que almejou, estudou e  trabalhou para alcançar; ou o projeto é ter um filho, seu sonho é ter um filho, em que  você irá vivenciar uma experiência de alegria no momento do seu nascimento; ou quando o seu desejo é casar-se, em que vivenciará uma experiência de alegria no momento do casamento. No entanto, tudo isso é somente a vivência de experiências. E na experiência não se encontra a felicidade real, o amor real, a verdade, e tudo o que esta atenção aí presente, confundida com uma pessoa e com o ego, sabe fazer é caminhar em busca de experiências. Nós somos viciados em buscar experiências, chamando de felicidade essas sensações de prazer e de alegria, e, por conhecermos esta felicidade, então estamos viciados em buscar estes estímulos que nos tragam esta alegria.

Para muitos esta alegria e este prazer se dão através do conhecimento, por exemplo, quando acreditam estar caminhando e evoluindo na senda do conhecimento,  e que, por meio do acesso a informações privilegiadas, tornam-se  distintos.  Há a crença de que agora sabe, conhece e aprendeu,  porque se esforçou e sacrificou, podendo ensinar ao demais que estão a sua volta. É o ego esclarecido e, aí, a alegria e o prazer  vêm desta sensação de poder. Portanto, viciados em experiências, nós nos confundimos e por isso nos perguntamos, quando nos deparamos com Satsang, se é a Graça ou se há algum esforço que possamos fazer que nos ajudará no processo de entrega. Quem pergunta isso, afinal de contas, a não ser este que está viciado em buscar experiências, porque quem busca experiências esta viciado em ser alguém?!. Ser alguém é estar em buscas de experiências, que nós consideramos a felicidade, que seria a repetição do prazer. Você conheceu o prazer de alcançar um determinado cargo, ou de passar num concurso, e agora você quer o prazer de alcançar um cargo ainda maior em um outro concurso. Na verdade, você só quer repetir o prazer, porque está sempre em busca de um prazer ainda mais intenso, maior. Você alcançou, assim, a felicidade na experiência de um momento fugaz de comprar aquele carro zero KM, naquele momento ele é zero KM, você tirou da concessionária ele já não é mais, você já rodou com ele. Os ponteiros que marcam os KM do veículo já foram, então sua felicidade fugaz dura por um certo período e, passado um tempo, ela já não está mais lá, porque ela é apenas uma experiência. A experiência é apenas um fenômeno indo e vindo, um fenômeno passando, que não é possível agarrar, e, por esta razão, nós caímos nesse jogo e ficamos desesperados em busca de repetir aquele prazer anterior vivido, que está registrado no corpo, daquela sensação, por que cada prazer libera determinadas enzimas, endorfinas, estímulos químicos, etc. Então, cada uma destas sensações liberam determinados hormônios no organismo, no corpo, que nada mais é que o uso de drogas presentes no próprio organismo. Muitas vezes condenamos aqueles que estão usando drogas, como maconha, LSD, dentre outras, porque estão em busca de sensações, mas nós, na mente e viciados em experiências, estamos fazendo o mesmo. Estamos em busca de novas sensações, de sensações mais intensas, que possam provocar essas reações no organismo e que, naquele momento, a gente possa se sentir feliz.

Entretanto, agora você se deparou com Satsang. Aqueles que estão na sala e não estiveram presentes em encontros presenciais, eu recomendo que venham estar conosco em encontros presenciais. Há algo em Satsang que está muito além do conhecimento, além da mente, além de palavras, além de experiências e, por estar além do além, nada melhor do que estar diante daquele que está vendo isso de forma muito clara, daquele que está acordado; daquele que está assentado em sua Real Natureza e que transmite essa fragrância por simplesmente ser aquilo que ele É, por ser livre, por ser a Graça, plenamente consciente de que é a Graça. Nosso Guru é a Graça, que é Deus, plenamente consciente, acordado para realidade de que ele é Deus. Cada um presente nesta sala é uma atenção divina, é Deus, no entanto, está confundido com uma história pessoal, brincando de esquecer-se de si mesmo, e agora está aqui em busca de encontrar Deus. Um jogo incrível isso, somente Deus poderia criar um jogo tão perfeito como este e se esconder de maneira tão perfeita, como sendo várias pessoas, como se Ele fosse muitos, como se Ele fosse sete bilhões de habitantes no planeta.

E aí, esquecendo-se de si mesmo, ele deixa de ser a Graça, acredita que não é mais a Graça. Ele acredita que é uma pessoa e que esta pessoa é uma entidade separada de Deus, separada da realidade, separada da verdade e separada da Graça. E então ele se pergunta, afinal, quando é que essa entrega acontece? Essa entrega é a Graça que faz?  É a Graça que está fazendo tudo, desde a mais bela obra de arte, até o mais hediondo assassinato. Mas onde é que isto tudo está acontecendo? Este é o ponto. Então, é assim, tentando ser conciso e concluindo a resposta: você é a Graça que decidiu recordar-se de quem é. A Graça que decidiu agora sair da brincadeirinha do esquecimento e voltar-se para a verdade daquilo que é você; voltar-se para sua Real Natureza. E por isso você está em Satsang, por isso você chegou em Satsang. No entanto, aqueles velhos padrões, esses vícios por busca de experiências, irão permanecer aí, por um bom tempo, e isso dependerá da disponibilidade de entrega. A entrega quem realiza é a Graça, o que nós realmente podemos fazer, nós como Graça, é nos tornarmos disponíveis para esta entrega; é estando próximo ao Mestre, de coração. Estar próximo ao Mestre, de coração, não significa, somente, estar presente nos encontros presenciais. Significa, ao acordar pela manhã, recordar-se das palavras do seu Mestre, do seu Guru; a coisa não está nas palavras, mas as palavras do seu Guru têm um poder especial para você, se ele é o Guru em seu coração. Então, você acordará pela manhã e se recordará de que você está aqui para ser livre, para viver esta felicidade plena, para viver em seu Estado Natural, para ser Deus, para realizar Deus. Entretanto, isso só será possível se esta atenção voltar-se para si mesma; voltar-se para esta Graça, através da presença do Mestre, do Guru.

A entrega ao Mestre, ao Guru, é uma entrega a si mesmo. Não sei se esta resposta lhe ajudou aí, mas basta permanecer disponível e a entrega acontecerá por si mesma. Tudo acontece por si mesmo, tudo simplesmente acontece e não há você presente nesta história. Você, como uma entidade separada, viciado em experiências, como um conjunto de memórias destas experiências, tentando repetir estas experiências de prazer e fugir da dor, nada mais é do que apenas um mecanismo, nada mais é do que apenas padrões se repetindo, nada mais é do que um robô, nada mais é que a morte, a não existência. Você não existe, você não é real vivendo como padrões, dentro de padrões, e inconsciente de sua Real Natureza. Continuar buscando repetir prazeres é viver esta vida robótica, aprisionada por padrões, por condicionamentos; viver assim é desconhecer a real liberdade.

Dúvidas? Se há dúvidas, nós colocamos disponíveis a Presença para que elas queimem, não para que esta pseudo-personalidade e entidade fique esclarecida, pois  todas as nossas conclusões se transformam em crenças.

A sua personalidade, a chamada personalidade, palavra que vem do grego Persona, que significa máscara, ou seja, na própria origem da palavra se revelando como uma fraude, se formou na infância, a partir de estímulos externos recebidos, quando ocorrem fixações de sensações de prazer e dor no corpo, a partir das experiências vividas no corpo e organismo. Estes estímulos irão fixar determinadas sensações, que serão a base e o pilar da formação daquilo que chamamos personalidade. Então, você vai viver 10, 20, 30, 40, 50 anos, até 80 ou 90 anos, como um robô, que foi programado, naquele período, por aquelas fixações, totalmente inconsciente de sua Real Natureza e de quem é você,  apenas repetindo padrões, reagindo e buscando a felicidade de uma forma totalmente equivocada, com base naquilo que foi aprendido com daqueles que estavam a nossa volta, durante esse processo de formação. Aqueles que nos ensinaram como ser felizes, sendo seres infelizes;  que nos ensinaram como alcançar essa felicidade e a realização, mas que não conheciam nada do que é a real realização e que, sequer, vieram a conhecer, ou conhecem, o que é a felicidade. Foi com eles que você aprendeu como ser feliz. Foi com esse mundo infeliz que você aprendeu a ser feliz e, enquanto acreditar nesse seu aprendizado, continuará preso a esta limitação, ilusões e crenças; completamente aprisionado por estes padrões que estão aí programados, registrados e condicionados, desde o dedinho do pé até o fio do cabelo, e em todo esse sistema neural, que projeta a ideia de um eu para defender e para proteger toda essa estrutura aí, desse corpo. Que coisa terrível e que parece tão trágico, mas não há nada trágico; é tudo tão bonito, tão lindo e incrível.

Uma participante nos escreveu  que, para interino, a fala esta tão bonita... Pena que a coisa não está na palavra, não é mesmo?! O falar bonito não é a coisa, mas, sem dúvida alguma, esta nossa comunhão de coração é a coisa. Quando nós nos aproximamos um do outro, quando nos aproximamos em Sangha, quando nos aproximamos do Mestre, nessa total disponibilidade de entrega, de comunhão real e verdadeira, de coração, nos abrimos para a possibilidade de descobrirmos que não estamos separados um do outro; que nós não precisamos nos defender, desconfiar e temer uns aos outros. Em Sangha e na presença do Guru nós temos a oportunidade de vivenciar nesta comunhão de coração, uma quebra desta ideia ou desse sentido de separatividade que é o Eu.

E a partir dessa comunhão de coração, dessa entrega, dessa confiança, desse amor, desse puro amor, nós podemos tocar os pés do Mestre, nos tocarmos e abraçarmos, e descobrirmos no íntimo, em nossos corações, que toda a separação que acreditávamos existir era, na verdade, apenas uma ilusão, uma impressão presente no corpo, impressão essa quebrada pela presença do amor do Guru. É o amor do Mestre, com essa nossa disponibilidade de entrega a este amor, que realiza todo o trabalho, que não é um conhecimento, não é uma técnica, não é um ensino, é nos aproximarmos daquele que está vivenciando este Estado Natural, que está vivendo assentado em sua Real Natureza. Quando nos aproximamos dele, o seu olhar revela algo extraordinário, porque em seu olhar ele não nos vê separado daquilo que ELE É. Ele não nos vê separado dele e, por isso, nos vê tal como nós somos em Nossa Real natureza, porque ele sabe quem ELE É, o Guru sabe quem é ele, portanto ele sabe quem é você. Então, se você puder permanecer nessa proximidade e olhar nos olhos Dele, aquilo que É e que há você se revelará neste olhar. Portanto, ao se aproximar do Mestre é impossível o Guru não olhar com amor, não lhe abraçar com amor, porque o Mestre é o primeiro que se entrega. Ele se entrega completamente ao amor que é você, porque ele sabe que Ele é amor; Ele sabe que Ele é você e que você é Ele. Então, à medida que mantivermos essa proximidade, que formos nos aquietando, o trabalho acontece, porque o trabalho em Satsang é parar, é abandonar a busca, aquietar-se, calar-se, é ficar em silêncio. É neste parar que nós temos a oportunidade de olharmos pela primeira vez, como nunca olhamos antes, e nos olhos do Mestre, nos olhos do Guru, descobrirmos esse amor real, essa presença, o indescritível, o imutável, o inominável.

Aqui em Satsang não há nenhum conhecimento a ser adquirido, a ser conquistado, ou nada para se perder, porque aqui é, simplesmente, o lugar do reconhecimento daquilo que é você. Todo e qualquer sofrimento e incomodo apenas acontece para esta atenção, que está desatenta de si mesmo, desatenta de sua Real Natureza. Quando esta atenção volta-se para si mesma, e esse voltar para si mesmo é voltar-se para o Mestre, para a Graça, para o Guru, para Deus, porque a Graça, o Guru, a Presença e Deus não estão separados daquilo que é você, o Guru é uma porta a ser atravessada. Não é uma porta na qual você deve parar diante dela e transformá-la num ídolo ou parar diante dela e simplesmente ficar ali. O Guru é uma porta a ser atravessada. E quem irá atravessar esta porta? É o próprio Deus, porque só há Ele. Então, só Ele pode realizar isto e Ele é você, é Isto. Estamos aqui para nos recordarmos de quem somos, para sairmos dessa brincadeirinha de ser uma pessoa, de ser alguém e de viver limitados na mente. A mente, que não é nada mais que tráfego de pensamentos, baseados em registros de memórias,  impressões gravadas no corpo e padrões, e que busca repetir as sensações de prazer e a fuga da dor.

É isto gente! É o que posso compartilhar hoje, desta forma mesmo, e eu digo para vocês que eu não sei o que é Isto. Eu não sei o que é isto, mas sei é que Isto me encontrou, e ter sido encontrado por Isto é uma alegria muito grande e intensa. É realmente sentir o coração transbordar, por se ter sido encontrado, porque Isso era tudo o que eu precisava, buscava, sem saber que era Isso o que eu buscava. Eu estava buscando isso no prazer, em experiências e vivências de um eu, que eu acreditava ser, mas isto me encontrou e, a partir do instante que me encontrou, me apontou para isto que eu sou. Digo que eu não posso e não tenho como, de maneira nenhuma, descrever aquilo que eu sou, por meio de palavras, de conhecimentos, de conceitos, de ideias e construções mentais,  porque aquilo que eu sou está além de tudo que eu possa pensar a respeito do que eu realmente seja, e você é isto. Você é o indescritível, o inominável, o mistério que jamais pode ser revelado, você é aquilo que tudo vê e não pode ser visto.

E é isto, por isso nós silenciamos, nos calamos diante disso que somos, diante disso que é você, diante disso que eu sou. É o que podemos dizer. É isso PARTICIPANTE, esses padrões aí, de busca e fuga da dor, são apenas padrões - um vício presente no corpo em busca de estímulos e experiências. A partir do momento que isto é visto com clareza, padrões que escravizam e fazem você viver esta vida robótica, esta fraude,  você se torna disposto a parar e a desistir, porque toda ação sua será sempre uma ação de busca de prazer ou fuga da dor. Somente parando diante da Graça, que é o Mestre, que é a Presença, é que Deus poderá realizar este trabalho de queimar isso aí, neste corpo, e o que nós fazemos é nos tornarmos disponíveis a Presença, a Graça, para que ela faça e realize Isso.

Não há ninguém para realizar isso, para despertar, para iluminar, ou que esteja na beirinha da iluminação, porque, simplesmente, não há ninguém. Há somente esta Graça, esta Presença, brincando de acordar, de dormir, de chegar a algum lugar, de sair de algum lugar e de ser uma pessoa aí em você, com um nome, forma e com uma história pessoal, que nada mais é que registro e memória de experiências, vivências e sensações provocadas de uma forma misteriosa aí neste corpo. Tudo simplesmente é esse grande mistério.

Este foi o encontro da Sangha de hoje.

PARTICIPANTE: É sempre muito bom a possibilidade de estar presente e prestar atenção em si mesmo.

TOM: Eu que agradeço a presença de cada um de vocês, muito grato.


Fala transmitida, corrigida e revisada a partir de um encontro via Paltalk no dia 17 de Setembro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas as 22h. Participem!

5 comentários:

  1. O Mestre ama você.

    Mesmo que você não sinta isso,sinta isso.É natural não sentir isso,não é isso?
    Não sentir o amor do Mestre,faz parte do jogo onde há a crença na crença que somos seres humanizados.
    O amor do Mestre faz desaparecer esse sentido de alguém na batalha da vida.
    Alguém que ama,que sofre,que luta,que não confia.

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  2. Só eu sou

    Perceber que não tem ninguém além de você,parece ser algo muito difícil de ser realizado.Mas,sempre tem um mas.Tem uma força nos puxando para isso.

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  3. Mestre,Mestre,Mestre
    O que você está fazendo?
    Vai brigar com o amor?
    Olha eu aqui
    Você acha que o Mestre não está ti vendo?
    O amor vê tudo
    O Mestre olha para você e diz
    Olha o que ele está fazendo?
    Brigando com ele mesmo
    Como pode?

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  4. Não sabemos o que nos falta

    Buscar soluções,encontrar uma saída,resultados,sempre com essa sensação que,do jeito que está não está bom.Isso está muito enraizado dentro de nós.Essa insatisfação tremenda com a vida.E é assim que somos encontrados pelo Mestre.
    Falta amor,falta confiança,falta alegria.
    Em Satsang,só há um trabalho sendo realizado.Investigação sobre nossa real natureza.Mas como estamos demasiadamente envolvidos com essa assim chamada "nossa vida",não damos o tempo necessário para que isso tudo possa ser investigado.Queremos tudo para hoje.Um encontro,dois,três...
    Não funciona assim.Não é um produto de mercado.
    Não nos falaram sobre isso.Não buscar preenchimento fora daquilo que já somos.
    Nessa proximidade com o Mestre isso vai ficando cada vez mais visível.

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  5. Dentro dessa experiência onde o sentido de pessoa está presente,vive-se uma zona de conforto,onde não queremos ser perturbados.Uma vida toda estruturada onde o nível de segurança deve ser o maior possível.
    Minha vida é do Mestre,soa profundamente ameaçador.
    Abismo é o que está mais próximo disso.
    O Mestre que não aponta isso,está ainda protegendo a estrutura.

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