segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Paltalk Satsang: Uma oportunidade Única


Estamos falando sempre aqui dessa oportunidade única. A vida é só essa. A verdade é aquilo que se apresenta como a vida nesse momento. É aqui que a Verdade é encontrada. Em Satsang nós falamos com vocês sobre a importância de abraçar esse instante, de abraçar esse momento presente.  A mente está carregada de teorias acerca do que pode conquistar, acerca do que ela tem assegurado, do que ela tem sustentado e daquilo que ela ainda pode conquistar. A mente ainda fala em "minha família, meu corpo, minha mente, meus relacionamentos, minhas realizações, meus sucessos, meus fracassos, meus sonhos, meus desejos". A mente se ocupa sempre com algo ligado a conceitos, a crenças e imagens,  escapando da grandiosidade desse instante; ela não pode abraçar esse momento. Ela abraça, sempre, a ideologia, o conceito, as imagens, os quadros, as ideias. Ela está sempre situada no tempo, nesse tempo mental, psicológico. Ela afirma sua posição de passado, ou de futuro, e mesmo esse presente momento é um portal para seus objetivos.

É importante vocês ficarem em Satsang, momento em que lhes convido a abraçarem esse instante, a ir além da mente. Este instante, este momento, é algo que a mente não pode capturar, que a mente não pode sustentar, que a mente não pode conceituar. Toda experiência vivida, toda ela, baseada na mente, com suas crenças, ideologias, conceitos e pensamentos, é uma vida de medo. Substitui ideologicamente a vida como ela se apresenta nesse instante. Isso explica toda essa frustração, todos esses estados internos mentais que nós experimentamos, pelo resto de nossos dias, enquanto estivermos presos a essa vida ideológica, a essa vida conceitual, a essa vida mental.

Eu lhe convido a ir além da mente. Eu lhe convido a descobrir a beleza, a Graça que é viver este instante; a estar nessa beatitude, na bem-aventurança, nessa felicidade de ser, que é ser aquilo que você já é; a assumir a realidade dessa Presença, dessa realidade Divina. Essa imersão, esse mergulho, com essa Presença nesse instante, com essa Realidade de ser nesse momento, significa a Real Vida, a vida livre do ego, livre dessa ilusão da separatividade, livre do medo. É um convite para ser livre, e ser livre significa viver esse instante, abraçando e acolhendo aquilo que se apresenta, sem o sentido de separatividade, sem o medo implícito na ideia de ser "alguém", esse "alguém" que tem o mundo, ou a vida, como algo do lado de fora para ser conquistado, para ser temido.

Em Satsang eu convido você a abraçar este instante, abraçar este momento presente, sem o sentido de separação, sem a escolha tão comum à mente. Só então você realiza isso, realiza aquilo que já está pronto, que já está presente, e faz-se consciente disso, cônscio de si mesmo, cônscio da verdade que só há Deus. Essa é a única Realidade, essa é a única Verdade. As práticas, todas elas sem exceção, como as práticas espirituais e disciplinas espirituais, ou qualquer coisa que você já tenha feito ou pretende fazer ainda, não podem dar aquilo que você já tem, não podem garantir aquilo que você já É, aí no seu Coração, aí no seu íntimo. A Verdade sobre você próprio, a Verdade sobre si mesmo, não lhe será dada por alguém, por meio de alguma disciplina ou com alguma certa quantidade de estudo. Isso não vem com práticas, rituais ou cerimônias.

Precisam aprender a olhar diretamente para este instante, olhar para esse momento presente, sem as escolhas que a mente está sempre disposta a fazer. É preciso morrer para essa condição mental, é preciso descobrir a Vida Real. A Vida Real está nessa morte, está nesse fim do sentido de alguém presente.

Vocês precisam ter essa disposição de entregarem tudo por isso, de soltarem essa zona de conforto. Deixar esses hábitos, esses padrões, essas ligações. Vocês estão muito ligados a isso, a essa ideia de "meu", como "minhas realizações, meus negócios, minha família, meu isso, meu aquilo, meus compromissos". Vocês acreditam que são insubstituíveis, que a família não vai continuar sem você, os filhos dependem de vocês. Você é muito importante... sem você o mundo para, seus filhos irão morrer, sua mulher também, seus negócios irão à falência. Meu, minha... meus planos, meus sonhos, o meu dinheiro. Jesus dizia que aquele que não pode morrer, não pode nascer. Esse "você" precisa morrer. Aquele que não perder não pode encontrar. É preciso morrer, é preciso perder, é preciso deixar, é preciso soltar e vocês estão muito agarrados a isso tudo. É nisso que está esse sentido de ser alguém, esse sentido de autoimportância egóica. O túmulo está chegando para todos vocês e eu posso lhes garantir que a família vai continuar. Tudo vai continuar sem você e, logo, vão esquecer essa figurinha tão importante que você, toda manhã, levanta e olha no espelho... até as fotos vão ficar esquecidas no fundo do armário e sua memória será esquecida. É preciso Despertar, e isso é agora, não tem esse depois. Seus bens, móveis, imóveis, sucesso, troféus, diplomas guardados ou pendurados na parede, sua conta bancária, seus títulos, tudo isso é lixo não serve para nada.

Ok, pessoal. Vamos ficar por aqui. Namastê!


Transcrito, revisado e corrigido a partir de um Satsang via Paltalk Senses do dia 22 de Setembro de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas as 22h. Baixem o Paltalk gratuitamente e participem!

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