segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Paltalk Satsang: Permaneça neste não-saber





Muito bom estarmos juntos em mais um encontro. Vocês sabem que essas perguntas, de certa forma, são importantes, porque é uma oportunidade de vocês se desvencilharem de crenças. Então, quando você faz essas perguntas, tem a oportunidade de investigar suas crenças; nós temos muitas crenças. Quando eu digo para você em Satsang, quando eu digo para você nesses encontros que aquilo que você É, não carrega crenças, isso soa muito estranho a princípio, porque toda imagem que temos de nós mesmos está baseada nessas crenças. Você só acredita em si mesmo, porque tem muitas crenças, e esse "si mesmo" é um conjunto de crenças. Este "você" nada mais é que um conjunto de ideias, conclusões e opiniões sobre si próprio.

É muito estranho ouvir isso, mas o convite dentro desse espaço chamado Satsang é para que você permaneça nesse não saber. Permaneça sem conclusões, sem opiniões e sem crenças. Sem opiniões, conclusões e crenças, o que sobra?: aquilo que se mostra, aquilo que está aí. "É muito difícil viver assim", diz a mente; para ela isto é muito complicado. A mente diz: como pode alguém viver assim? E mais uma vez ela tem razão. Aliás, a mente sempre tem razão.

Eu tenho dito, nessas falas, que jamais discuta com a mente. Quem discutiria com a mente aí dentro da sua cabeça? Quem venceria a mente, aí dentro da sua cabeça? Quem teria uma razão maior do que a mente? Aí dentro da sua cabeça, quem venceria este jogo? A mente sempre tem razão; a razão da mente é a razão dela para com ela própria. No campo dela, ela é invencível; na verdade, no campo dela, só há ela com ela mesma. Você acredita que está pensando, você acredita que está escolhendo, você acredita que pode entrar num debate com a mente e vencê-la. Tudo o que você quer é se livrar da mente. Mas como pode a mente se livrar da mente? Como pode a mente deixar de ter razão para ela própria?

Soa estranho, uma fala assim, mas é exatamente assim como você se sente: você se sente dois ou mais de dois. É muito fácil observar que é assim que acontece, tanto é assim que você fala com você mesmo, você se flagra falando consigo próprio. Como pode você falar com você próprio, como pode haver dois de você? Você, a mente sem razão, e você, com razão; a mente da qual você não quer se livrar e você se livrando da mente. É nesse estado de dualidade que vivemos.

Enquanto você me escuta, se surgir alguma pergunta você pode colocá-la.

Eu posso, nesses encontros, apenas apontar para este estado de não-mente, mas eu não posso falar do que se trata. Falar da não-mente é fazer uso de conceitos da própria mente, para falar de algo fora dela. A não-mente é um estado livre da mente. É o Estado Natural onde a mente aparece de forma inofensiva, quando, naturalmente, você está livre em seu Ser, não mais se confundindo com a mente. Então, podem aparecer pensamentos, emoções, sensações, sentimentos, tudo aquilo que nós chamamos de mente, mas é algo inofensivo. Não está mais presente o sentido de dualidade, não há mais o diálogo interno.

Na não-mente não há mais o diálogo interno; não há nem o monólogo, nem o diálogo. Na mente, nós temos presentes o monólogo e o diálogo. Isto é algo tão automático e inconsciente, que, a princípio, quando falamos disso, ou de algo para alguém, ele é capaz de jurar que não tem esse diálogo interno; ele é capaz de jurar que não existe nenhuma tagarelice dentro da sua cabeça; ele é capaz de jurar que não quer se livrar nunca da mente. Isso não é verdade, pois, quando ele se encontra preocupado, a mente se separa dela própria e tenta controlar esse movimento de pensamentos; então, tudo o que aquele que se sente preocupado mais quer fazer é livrar- se dos pensamentos de preocupação.

Vamos ficar por aqui. Namastê!


Falta transcrita, revisada e corrigida a partir de uma fala via Paltalk Senses no dia 08 de Agosto de 2014
Encontros todas as segundas, quartas e sextas-feiras às 22h Baixe o Paltalk gratuitamente e Participem!

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